14 de dezembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Reformas fazem governo aumentar previsão de aumento da economia para este ano e 2018. E para que o desempenho da economia continue melhorando pelos próximos anos, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirma que aprovação da reforma da Previdência é fundamental. Isenção de impostos federais atinge mais de 70% do mercado de medicamentos. Política garante remédios mais baratos para a população. Mais de 35 milhões de passageiros devem passar pelos principais aeroportos do país neste Natal e Ano Novo. E para dar mais tranquilidade e rapidez para quem está embarcando, começa a Operação de Fim de Ano.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Reformas fazem governo aumentar previsão de aumento da economia para este ano e 2018. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Para este ano, a previsão de crescimento da economia do país aumentou de 0,5% para 1,1%. A redução no endividamento de empresas e famílias e a queda dos juros estão entre os fatores que ajudaram a acelerar o crescimento ao longo do ano.

 

Gabriela: E para que o desempenho da economia continue melhorando pelos próximos anos, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirma que a aprovação da reforma da Previdência é fundamental.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Se não houver uma votação da Previdência, isso, evidentemente, vai restringir, de uma forma gravíssima, investimentos em educação, saúde, segurança.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Isenções de impostos federais atingem mais de 70% do mercado de medicamentos.

 

Nasi: Política garante remédios mais baratos para a população.

 

Gabriela: Mais de 35 milhões de passageiros devem passar pelos principais aeroportos do país neste Natal e Ano Novo.

 

Nasi: E para dar mais tranquilidade e rapidez para quem está embarcando, começa amanhã a operação de fim de ano.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Melhorou a expectativa do governo para a economia brasileira para este ano e 2018.

 

Nasi: Hoje, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez um balanço das medidas adotadas pelo governo durante o ano e disse que as reformas ajudaram a melhorar a confiança no país.

 

Gabriela: E com mais confiança, a previsão é de maior crescimento na economia.

 

Repórter João Pedro Neto: Para este ano, a previsão de crescimento da economia do país aumentou de 0,5% para 1,1%. O número é maior do que estima o mercado financeiro. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a redução do endividamento de empresas e famílias e a queda dos juros estão entre os fatores que ajudaram a acelerar o crescimento ao longo do ano. O governo também revisou para cima a estimativa de crescimento do PIB, o Produto Interno Bruto, que é a soma das riquezas produzidas no país para 2018, passando de um aumento de 2% para 3% no ano que vem. Uma previsão realista na avaliação do ministro Meirelles.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nós estamos com uma projeção bastante conservadora, bastante sólida. Nós temos uma conjugação de fatores positivo justificando isso. A confiança crescendo, a expectativa de inflação controlada e todas essas reformas em andamento, levando a uma possível queda da taxa de juros estrutural da economia.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda defendeu mais uma vez a importância da reforma da Previdência para garantir a sustentabilidade das contas públicas do país. Henrique Meirelles destacou que a votação da reforma terá impacto no desempenho da economia no ano que vem.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A Previdência é importante pela sustentabilidade fiscal de longo prazo. Hoje, as despesas de Previdência são 50% do orçamento da União. Se não houver uma votação da Previdência, isso, evidentemente, vai restringir de uma forma gravíssima investimentos em educação, saúde, segurança, e etc., e emendas parlamentares também.

 

Repórter João Pedro Neto: O ministro da Fazenda destacou ainda que a arrecadação federal tem surpreendido neste ano e também deve ter bom desempenho em 2018, e lembrou que a projeção para inflação segue de acordo da expectativa do mercado, de 4% em 2018. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: E a proposta de reforma da Previdência vai ser votada na Câmara dos Deputados em fevereiro.

 

Gabriela: A data foi definida hoje pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

 

Nasi: O ministro Henrique Meirelles disse que a data dá mais tempo ao governo para esclarecer à população sobre pontos da reforma que ainda não estão claros.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nos dá mais tempo para esclarecer à sociedade e até a opinião pública sobre exatamente as questões chaves da Previdência no que diz respeito a promover maior justiça, igualdade, equidade, de esclarecer alguns pontos fundamentais que estão sendo mal entendidos, ou, inclusive, vinculados erradamente; por exemplo, um aspecto importante é que aqueles que ganham menos, que hoje não conseguem ter carteira assinada por 35 anos seguidos para se aposentar por tempo de contribuição, hoje já se aposentam por idade, que é aos 65 anos. Com a aprovação da reforma, essas pessoas de menor renda passariam a se aposentar nos primeiros dois após reforma, aos 55, depois 56, 57, devagar, chegando de volta aos 65, depois de 20 anos. Portanto, existe uma série de questões importantes nesse aspecto, tempo de contribuição também de 15 ao invés de 35. Em resumo, eu acho que vai haver um trabalho importante aí de esclarecimento e de discussão mais ampla com a sociedade, portanto, ficou, de fato, para fevereiro.

 

Gabriela: O Presidente Michel Temer deve ter alta amanhã de manhã do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

 

Nasi: Temer passou ontem por um procedimento cirúrgico na uretra.

 

Gabriela: E por uma questão de segurança, a equipe médica que atendeu o presidente decidiu observar a evolução até amanhã.

 

Nasi: Depois da alta o presidente dá liberado para atividades normais.

 

Gabriela: Fim de ano chegando, muita gente começa a fazer as malas para viajar.

 

Nasi: E a Secretaria de Aviação Civil inicia nesta sexta-feira uma operação nos aeroportos com maior fluxo de passageiros.

 

Gabriela: Tudo para dar mais rapidez e tranquilidade para quem está embarcando.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A paixão da jornalista carioca Caroline da Rosa é viajar. Pelo menos quatro vezes ao ano ela arruma as malas para conhecer lugares novos. Nessas férias ela vai para Gramado, como sabe que o movimento nos aeroportos aumenta muito nessa época do ano, ela já tem de cor o que precisa fazer para garantir uma viagem tranquila.

 

Jornalista - Caroline da Rosa: É tentar fazer o check-in o quanto antes, né? Saber se todos os documentos estão na mão, principalmente, certidão de nascimento da criança.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E justamente pensando em deixar as férias de pessoas como a Caroline mais tranquilas, é que a Secretaria de Aviação Civil organiza a Operação Fim de Ano, que começa nesta sexta-feira e vai até o dia 14 de fevereiro. A ação vai acontecer em 15 aeroportos, que representam 80% do fluxo de passageiros do país. A expectativa é que 35,5 milhões de pessoas passem por esses terminais em todo o período da operação. Esse número é cerca de 10% maior do que o ano passado. Dario Lopes, secretário de aviação civil, explica como vai ser a atuação nesses aeroportos.

 

Secretário de aviação civil - Dario Lopes: Temos aí um exército de operadores de aeroportos da ordem de 11.800 trabalhadores que vão estar à disposição dos clientes e 1.700 funcionários de serviços públicos, de fiscalização, alfândega, vigilância para que a gente possa manter a mesma agilidade, manter o mesmo nível de serviço dado para os clientes fora desses períodos de grande solicitação.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Como essa é a primeira alta temporada após as mudanças nas regras do setor aéreo, em especial com relação a bagagens, Dario Lopes afirma que as pessoas devem prestar mais atenção ainda nas orientações dadas pelas companhias aéreas.

 

Secretário de aviação civil - Dario Lopes: Todo mundo ficar bastante atento à questão da bagagem de mão. As dimensões da bagagem de mão e ao peso, que são dez quilos.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Contando os dias para o embarque, a Caroline tem certeza que as férias vão sair do jeitinho que eles programaram.

 

Jornalista - Caroline da Rosa: Tenho certeza que se a gente cumprir com que a gente sempre cumpriu, vai ser um embarque tranquilo para a gente curtir tudo o que a gente vai curtir.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para não ter problemas na área de embarcar é importante que os passageiros cheguem no aeroporto com, no mínimo, uma hora e meio de antecedência para voos nacionais e duas horas e meia para voos internacionais. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: Um dos principais destinos turísticos do mundo deve receber mais visitantes agora, no fim do ano.

 

Gabriela: Estamos falando do Rio de Janeiro, Corcovado, Praia de Copacabana, Cristo Redentor.

 

Nasi: A cidade maravilhosa espera um número alto de brasileiros e estrangeiros para curtir as férias de verão no país.

 

Gabriela: É a retomada do setor do turismo, que já vem ocorrendo em todo o Brasil.

 

Repórter Natália Melo: Dia nublado, previsão de chuva para a Rio de Janeiro. Mesmo com o tempo duvidoso, os hóspedes de um hotel em Copacabana, na zona sul da cidade, já se preparam para bater perna pelos pontos turísticos, muitos deles vieram de fora. Erico Guedes, gerente-geral do hotel, conta porque os estrangeiros gostam tanto da cidade maravilhosa.

 

Gerente-geral do hotel - Erico Guedes: Nossas de praias, os nossos monumentos, os nossos Corcovado, Pão de Açúcar, tudo isso, eles ficam encantados, porque realmente são muito lindos.

 

Repórter Natália Melo: Segundo o Instituto Brasileiro de Turismo, Embratur, os gastos dos estrangeiros do país cresceram 6% em outubro, gerando uma receita de mais de R$ 460 milhões. Erico diz que 2017 foi um ano difícil para o setor hoteleiro no Rio, mas já começa a reagir. Ele conta que para 2018 as três unidades da rede em trabalha já são cheias de reservas.

 

Gerente-geral do hotel - Erico Guedes: Os clientes estão voltando a vir aqui para o Rio de Janeiro. Independente de qualquer coisa, essa cidade continuada sendo maravilhosa e as pessoas querem vir.

 

Repórter Natália Melo: Outros dados comprovam essa retomada. Na última pesquisa mensal de serviços, divulgada pelo IBGE, as atividades turísticas cresceram 2% no mês de setembro em relação a agosto. O presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, diz que o avanço do setor também é reflexo de um conjunto de medidas do governo para abrir o país para o exterior. Ele aposta na modernização do Brasil para estimular o turismo.

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Nós temos conseguido ir atrás e buscar turistas, principalmente aqui na região do Mercosul, o que vai aumentar ainda por conta dos vistos eletrônicos, que serão implantados em janeiro nos Estados Unidos e no Canadá, além do Japão. Você vai ver que é conjunto de mudanças que abre o Brasil para o exterior.

 

Repórter Natália Melo: Segundo o presidente da Embratur, as medidas adotadas pelo governo nos grandes eventos para gerar mais riqueza para a cidade maravilhosa também vão ajudar a atrair mais turistas para o Rio de Janeiro.

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: E gerar a riqueza hoje significa dar retorno ao patrimônio já investido no Rio de Janeiro durante os grandes eventos, que foram R$ 30 bilhões.

 

Repórter Natália Melo: Ainda segundo a Embratur, 2018 também deve ser um bom ano para o setor de cruzeiros. A expectativa é que mais de 430 mil pessoas passem pelos portos brasileiros. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: 19h11 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Isenção de impostos federais atinge mais de 70% do mercado de medicamentos.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos explicar como está a política do governo que garante remédios mais baratos nas prateleiras das farmácias do país.

 

Nasi: Tráfico de mulheres, empoderamento feminino, políticas para mulheres afrodescendentes.

 

Gabriela: São assuntos que interessam não só ao Brasil, mas também aos países que compõem o Mercosul.

 

Nasi: E para discutir esses e outros temas, ocorre, em Brasília, uma reunião de ministras e autoridades da mulher do Mercosul.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim está aqui no estúdio e traz mais informações sobre esse assunto. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Levantamento feito pela Organização nas Nações Unidas mostra que hoje são 96,7 homens para cada 100 mulheres, mas quando o assunto é posição no mercado de trabalho, os homens continuam recebendo mais. Enquanto eles ganham, em média, R$ 2.251, elas recebem R$ 1.762, segundo o IBGE. E na política, não é diferente. De acordo com a Secretaria de Políticas para Mulheres, a representação feminina no Congresso Nacional não chega a 50%. No Senado são 12 senadoras entre os 81 eleitos. Já na Câmara dos Deputados, elas ocupam 50 cadeiras num universo de 512 parlamentares. Situações assim do Brasil e de países do Mercosul estão sendo discutidas na 10ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul. A secretária nacional de Política das Mulheres, Fátima Paes, afirmou agora pouco, na abertura do encontro, que o Brasil tem avançado com políticas para as mulheres, mas que é necessário manter o diálogo para garantir igualdade de gêneros.

 

Secretária nacional de Política das Mulheres - Fátima Pelaes: Estar aberto ao diálogo e à troca de experiências em relação à questão da legislação e de políticas públicas que vêm sendo executadas nesses países. Nós procuramos avançar, acho que nós estamos cada dia mais procurando, buscando mecanismo para que nós possamos ter uma sociedade mais igual, mais justa e mais igualitária. E só teremos isso se nós tivermos mulheres e homens nas mesmas condições.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Perdão, Fátima Pelaes. Organizado pelo governo brasileiro, o encontro pretende apresentar políticas voltadas à participação da mulher na política, combater o tráfico de mulheres e garantir a igualdade de direitos. Nasi.

 

Nasi: Obrigado, Pablo Mundim, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

"Momento social".

 

Gabriela: Mais de 159 mil crianças e gestantes de todo o país já estão sendo atendidos pelo Criança Feliz.

 

Nasi: Com o programa, crianças que participam do Bolsa Família receber em casa a visita de profissionais e são estimuladas a se desenvolverem.

 

Gabriela: A Maria Luzia dos Santos, de Padre Bernardo, em Goiás, tem cinco filhos. A caçula da casa é atendida pelo Criança Feliz.

 

Nasi: É. E ela quer saber se as visitas vão continuar no ano que vem. E quem responde é o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

 

Entrevistada - Maria Luiza: Olá ministro. Meu nome é Maria Luzia. Eu moro em Padre Bernardo, Goiás. Eu gostaria de saber se eu vou continuar recebendo a visita do programa Criança Feliz na minha casa em 2018?

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: As visitas do programa Criança Feliz irão continuar e ainda vão se expandir. Eu queria te dizer, e a todos os gestores, que o programa está consolidado e forte, cresce muito rapidamente. Os visitadores já estão trabalhando em mais de 1.600 municípios, e os atendimentos, desde junho, já chegaram a 159 mil bebês, crianças e gestantes. São números muito expressivos. Mais de 10 mil empregos já foram criados para atender ao programa. Promover o desenvolvimento das nossas crianças para que elas tenham mais qualidade de vida e oportunidades do futuro é nossa prioridade. Uma criança bem estimulada no início da vida vai ser uma criança com muito mais escolaridade, com um desempenho melhor na escola e na vida e terá uma renda maior que a dos seus pais, ajudando seus pais a saíram da pobreza. O Ministério do Desenvolvimento Social reitera o compromisso de fortalecer e ampliar o Criança Feliz em 2018. Inclusive, já abrindo para novas adesões para que mais e mais crianças e gestantes beneficiárias dos programas de transferência de renda tenham acesso ao programa. Não podemos negar esse apoio e essa política pública às famílias brasileiras mais pobres, porque depois poderá ser tarde demais para seus filhos.

 

Gabriela: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda para a gente.

 

Nasi: Pode ser por e-mail no endereço: voz@ebc.com.br. E tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gabriela: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil sempre na quinta-feira. Participe.

 

Nasi: Jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro estão tendo a oportunidade de melhorar a saúde e as perspectivas para o futuro.

 

Gabriela: Com o programa Forças no Esporte, eles recebem alimentação saudável, reforço escolar no turno contrário ao da escola e participam de atividades esportivas.

 

Nasi: Além de afastar esses jovens do crime, o Forças no Esporte está revelando talentos.

 

Gabriela: Hoje vamos ouvir a história da Gabriele Oliveira, revelação no levantamento de peso.

 

Repórter Pâmela Santos: Quem vê a força da jovem Gabriele Vitória de Oliveira, de 15 anos, não imagina o quanto ela lutou para chegar ao primeiro lugar do pódio. Ela foi campeã brasileira sub 17 de levantamento de peso em junho desse ano. Quando começou os treinamentos no Centro de Educação Física da Marinha do Brasil, a menina era franzina, tinha dez anos e apenas 25 quilos. Graças à alimentação oferecida pelo Forças no Esporte, Gabriele está no peso ideal para a idade. Em outubro, a menina que mora na comunidade de Acari, no Rio de Janeiro, foi convidada para representar o Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Santiago, no Chile. A medalha não veio, mas o sonho de uma vida melhor por meio do esporte continua vivo.

 

Atleta - Gabriele Vitória de Oliveira: Ah, meu sonho é ser campeã mundial, campeã em jogos das Olimpíadas. Ah, é muito sonho, mas o principal é campeã mundial. Estou treinando para isso.

 

Repórter Pâmela Santos: No Forças no Esporte mais de 23 mil crianças de todo o Brasil treinam e recebem aulas de reforço escolar e alimentação equilibrada durante o horário contrário ao da escola. Segundo o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social, Caio Rocha, além de promover a alimentação saudável das crianças e jovens, o programa também ajuda a fortalecer a agricultura familiar.

 

Secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social - Caio Rocha: Nós temos um trabalho de quase R$ 40 milhões a nível nacional na aplicação desse recurso, que não é despesa pública, e, sim, um investimento, onde se faz aquisição de produtos para que possa se pagar a alimentação desses alunos do almoço ou do café da manhã, antes de eles irem para casa, alicerçados, ajustados junto com as Forças Armadas para um reforço escolar, e, além do reforço escolar, a questão da própria alimentação.

 

Repórter Pâmela Santos: Assim como Gabriele, o Forças no Esporte atende crianças e jovens de comunidades carentes no Rio de Janeiro. A iniciativa integra o pacote de ações do Programa Emergencial de Ações para o Rio de Janeiro, que inclui ações nas áreas de justiça, educação, esporte e direitos humanos. A expectativa é atender 50 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Reportagem, Pâmela Santos.

 

Nasi: Com um faturamento de mais de R$ 60 bilhões no ano passado, a indústria farmacêutica ainda deve crescer pelos próximos anos.

 

Gabriela: E o governo tem papel importante nesse processo. A isenção de impostos federais já chega a cerca de 70% do mercado de medicamentos e afeta principalmente os genéricos.

 

Nasi: Política que garante remédios mais baratos para a população.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os genéricos foram os produtos mais vendidos pela indústria farmacêutica brasileira em 2016. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, eles representam mais de 32% de tudo o que foi vendido pelo setor no ano passado. Entre as 20 empresas com maior faturamento, como a venda de genéricos, 16 são nacionais e três delas são do governo. No último ano, a indústria farmacêutica movimentou mais de R$ 63 bilhões no Brasil. Segundo, Jarbas Barbosa, diretor-presidente da Anvisa, 71% do faturamento do mercado é isento de impostos federais, o que melhora o preço nas prateleiras.

 

Diretor-presidente da Anvisa - Jarbas Barbosa: Cerca de 71% dos medicamentos comercializados em 2016 tiveram isenção de impostos federais, o que ajuda também a baratear o preço do medicamento para a população.

 

Repórter Gabriela Noronha: No Brasil, 89 empresas têm a autorização da Anvisa para comercializar medicamentos genéricos. Juntas, elas têm mais de 2 mil produtos registrados. Jarbas Barbosa destaca que esse tipo de medicamento se tornou uma alternativa pelo custo reduzido, já que, em média, os genéricos são 40% mais baratos que os medicamentos de referência.

 

Diretor-presidente da Anvisa - Jarbas Barbosa: O medicamento genérico, pela lei brasileira, ele tem que ser 35% mais barato, mas, geralmente, quando acaba uma patente e tem dois, três, quatro genéricos daquele medicamento, a economia ultrapassa os 40%. Então, no mundo inteiro, o genérico vem ocupando cada vez um espaço maior no mercado de medicamentos, exatamente porque facilita o acesso às pessoas pelo menor custo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O relatório destacou ainda que, com o envelhecimento da população, os medicamentos para doenças crônica, especialmente as que afetam o coração, foram os mais procurados pela população. No total, foram 694 milhões de embalagens vendidas, mais de 15% do total de medicamentos comercializados. Substâncias para tratar doenças do sistema nervoso central ficaram com a segunda maior fatia, 14,6%. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E novas parcerias com laboratórios vão ampliar o acesso da população a medicamentos para o tratamento de doenças como hepatite C e câncer no Sistema Único de Saúde.

 

Nasi: Esses novos produtos vão poder ser vendidos com preços até 70% mais baratos.

 

Gabriela: As parcerias foram aprovadas hoje pelo Ministério da Saúde e devem começar no início de ano que vem.

 

Nasi: Atualmente o Ministério conta com 74 parcerias de transferência de tecnologias para a produção nacional de vacinas, medicamentos e produtos para a saúde.

 

Gabriela: E hospitais universitários são espaços de ensino, pesquisa e atendimento gratuito a toda a população.

 

Nasi: Mais da metade dos procedimentos de alta complexidade do Sistema Único de Saúde são realizados nesses hospitais.

 

Gabriela: E para manter esses espaços do governo liberou, só neste, mais de R$ 80 milhões.

 

Repórter Raíssa Lopes: A auxiliar administrativa Lenir Chagas levou um susto ao descobrir, no terceiro mês de gestação, que sua gravidez era de risco. Ao ser diagnosticada com hipertensão, Lenir procurou o Hospital Universitário de Brasília e foi tão bem tratada pela equipe médica que decidiu fazer o pré-natal e ter a filha na unidade.

 

Auxiliar administrativa - Lenir Chagas: Eu fui diagnosticada com hipertensão crônica de alto risco e aí eu fui encaminhada para cá. Foi perfeito.

 

Repórter Raíssa Lopes: No Hospital Universitário de Brasília, mais de 500 alunos de cursos como medicina, enfermagem, administração e até engenharia aprendem, na prática, o que viram em sala de aula. Para Gabriel Nardi, que está no primeiro ano da residência ginecologia e obstetrícia no HUB, o lugar é essencial para sua formação.

 

Residente no HUB - Gabriel Nardi: Aqui a gente tem profissionais que são, ao mesmo tempo, médicos do hospital e professores na universidade. Então, isso dá para a gente um dia a dia prático que é junto com a teoria. Isso eu acho muito interessante.

 

Repórter Raíssa Lopes: Na última semana, o Ministério da Educação liberou mais de R$ 85 milhões para serem usados pelos hospitais universitários na compra de materiais em medicamentos. Desse valor, R$ 32 milhões fazem parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. O diretor de atenção à saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Agnaldo de Medeiros, fala da importância do fundo para a manutenção desses hospitais.

 

Diretor de atenção à saúde da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - Agnaldo de Medeiros: Hoje os hospitais universitários têm uma pactuação com o seu gestor municipal. Na grande maioria das vezes, esse contrato é insuficiente para garantir a aquisição plena dos insumos hospitalares, tais como medicamentos e produtos para a saúde. E, portanto, o Rehuf vem para suprir a lacuna deste financiamento.

 

Repórter Raíssa Lopes: Ao longo de 2017, o MEC liberou mais de R$ 317 milhões para hospitais universitários do país. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".