16 de janeiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: 1 milhão e 200 mil benefícios do INSS vão passar por um pente fino neste ano. E uma força tarefa entre médicos peritos vai ser realizada. A ideia é pagar o benefício só a quem realmente precisa. Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela e reforça ações para vacinação em 3 estados. Balanço positivo: quase metade de tudo que foi exportado, no ano passado, vem do agronegócio. E vamos falar do aumento no número de projetos culturais que receberam apoio da Lei Rouanet.

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Transcrição

Voz do Brasil - 16/01/2018

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 16 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Um milhão e duzentos mil benefícios do INSS vão passar por um pente-fino neste ano.

 

Nasi: E uma força-tarefa entre médicos peritos vai ser realizada.

 

Gabriela: A ideia é pagar o benefício só a quem realmente precisa. Carolina Graziadei.

 

Repórter Carolina Graziadei: A partir desse aperfeiçoamento no trabalho dos peritos, o governo federal poderá poupar até R$ 20 bilhões somente com as revisões de Auxílio-Doença.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela e reforça ações para vacinação em três estados.

 

Nasi: Balanço positivo. Quase metade de tudo que foi exportado no ano passado vem do agronegócio.

 

Gabriela: E vamos falar do aumento no número de projetos culturais que receberam apoio da Lei Rouanet.

 

Nasi: E vamos conhecer um deles, lá da periferia de São Paulo, e que aposta na música como forma de inclusão dos jovens.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O INSS está convocando para perícia os beneficiários de Auxílio-Doença e os aposentados por invalidez que não passam por reavaliação há pelo menos dois anos.

 

Nasi: Para evitar que esses convocados enfrentem filas nas agências, uma verdadeira força-tarefa entre médicos peritos vai ser realizada.

 

Gabriela: A ideia é que, com maior número de perícias, seja possível pagar o benefício só a quem realmente precisa.

 

Repórter Carolina Graziadei: Realizar mais de 1,2 milhão de perícias de revisão dos benefícios de Auxílio-Doença e aposentadoria por invalidez é a meta do governo federal em 2018. Para dar mais rapidez a esse pente-fino, que identifica quem não precisa mais dos benefícios, o Ministério do Desenvolvimento Social editou uma portaria que cria uma nova modalidade de trabalho para os peritos. A ideia é que o tempo de trabalho dos médicos do Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, será contabilizado pelo número de atendimentos realizados e não mais pelas horas que permanecerem no local de trabalho. A expectativa é que a ação dê mais rapidez ao pente-fino e ao atendimento de quem espera avaliação, reduzindo filas. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social em exercício, Alberto Beltrame, médicos e segurados do INSS serão beneficiados com a ação.

 

Ministro do Desenvolvimento Social em exercício - Alberto Beltrame: Saímos de um modelo antigo, de verificação exclusivamente de cumprimento de horário, para um sistema de mensuração de eficiência e produtividade do trabalho. Isso vai beneficiar diretamente cada cidadão que depende de perícia médica. Sem alterar um único perito a mais, nós teremos capacidade de crescer 30% ou 40% a nossa capacidade de trabalho.

 

Repórter Carolina Graziadei: Ao aderir ao programa, o médico se compromete a realizar quatro perícias de revisão dos benefícios por dia e a participar de mutirões quando necessário. A expectativa do governo é que pelo menos 1.500 profissionais aceitem essa nova modalidade de trabalho. Desde agosto de 2016, foram realizadas 249 mil perícias médicas. Mais de 80% dos benefícios foram cancelados, o que já gerou uma economia de R$ 5,7 bilhões para o Fundo da Previdência Social. A partir desse aperfeiçoamento no trabalho dos peritos, o governo federal poderá poupar até R$ 20 bilhões somente com as revisões de Auxílio-Doença. Estão sendo convocados para avaliação os beneficiários do Auxílio-Doença e da aposentadoria por invalidez que, há mais de dois anos, não passam por perícia médica. No caso dos aposentados, não serão chamados aqueles que tiverem mais de 60 anos ou quem tiver 55 anos e receber o benefício há pelo menos 15 anos. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Nasi: O agronegócio foi responsável por quase metade de tudo que o Brasil vendeu ao exterior no ano passado.

 

Gabriela: Na diferença entre o que foi exportado e importado, o setor teve um saldo positivo de quase US$ 82 bilhões.

 

Nasi: Dinheiro que significa mais investimentos nas lavouras, equipamentos e, claro, em empregos.

 

Gabriela: E a meta é aumentar esse resultado nos próximos quatro anos, buscando novos mercados, principalmente na Ásia.

 

Repórter Nei Pereira: O verde dos pomares de limão Taiti predomina em fazendas da região de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, e no sul de Minas Gerais. Ao todo, uma área plantada equivalente a 650 campos de futebol pertence a uma empresa agrícola, que vende boa parte da produção para o exterior. Uma das proprietárias da companhia, Aline Andrade, espera que as condições favoráveis para vender ao mercado internacional continuem neste ano.

 

Empresária - Aline Andrade: A nossa empresa geralmente exporta entre US$ 7 milhões a US$ 8 milhões/ano. Então, o ano passado seguiu essa meta, esse ano a gente viu um crescimento em função da nossa produtividade ser um pouco maior.

 

Repórter Nei Pereira: E 2017 foi mesmo um dos melhores anos para as exportações do agronegócio brasileiro. Somando o que foi vendido e comprado do exterior, o saldo da balança do agronegócio foi positivo em quase US$ 82 bilhões. Foi o segundo maior saldo do setor da história, inferior apenas ao registrado em 2013. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, falou da importância do setor para a economia do país.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Nós temos um saldo comercial bastante forte, bastante grande, e quanto o agro foi importante nessa crise econômica que passamos aí, 2013, 2014, para a manutenção da nossa economia, das contas externas e das reservas que o Brasil tem.

 

Repórter Nei Pereira: O Brasil é responsável por quase 7% do mercado agrícola internacional. A meta é chegar a 10% até 2022, com faturamento de mais de US$ 1 trilhão. As exportações estão concentradas em cinco países, com destaque para a China, maior parceiro comercial no setor. E o governo vai buscar novos mercados, principalmente em outros países asiáticos, é o que afirma o ministro Blairo Maggi.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Cinquenta e um por cento da população mundial vive naquela região do mundo, vive na Ásia, e é onde a economia mais tem crescido, tem mais dinamismo nos últimos anos. Portanto, quando você olha esse crescimento, é lá que está o negócio.

 

Repórter Nei Pereira: Na liderança das nossas vendas lá fora está a soja e seus derivados, como farelo e óleo, que somaram mais de US$ 31 bilhões. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E para ampliar ainda mais as vendas dos nossos produtos lá fora, o Ministério da Agricultura vem incentivando a participação de brasileiros em feiras internacionais, em vários países do mundo.

 

Gabriela: A ideia é abrir oportunidades para produtores entrarem em contato com uma rede de novos consumidores.

 

Repórter Cleide Lopes: No ano passado, o país participou de oito feiras internacionais e fechou negócios em torno de US$ 300 milhões. Odilson Ribeiro e Silva, do Ministério da Agricultura, explica o objetivo do governo ao incentivar a participação dos exportadores nessas feiras.

 

Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio - Odilson Ribeiro e Silva: O nosso grande objetivo é levar produtos brasileiros que ainda não são conhecidos em outros países e que têm potencial de comércio no mercado internacional. Por exemplo, o pão de queijo, sucos tropicais, goiabadas, cachaça, bebidas de catuaba, vários tipos de produtos diferenciados que a gente tem e que têm um grande potencial, porque têm também valor agregado.

 

Repórter Cleide Lopes: Luís Roberto Barcelos produz 10 mil hectares de melão e melancia nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Pernambuco, e 60% dessa produção têm destino certo: a Europa. Ele conta que, com as feiras, é possível aumentar o volume de vendas para outros países.

 

Produtor - Luís Roberto Barcelos: Sempre vem cliente novo, sempre aparecem oportunidades novas, muitas vezes pessoas que estão ali oferecendo serviços, oferecendo insumos, tecnologia, então você acaba fazendo uma rede de relacionamento muito importante.

 

Repórter Cleide Lopes: A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados, Abrafrutas, tem 50 associados que, juntos, são responsáveis pela maioria das frutas exportadas pelo Brasil. O diretor técnico de projetos da entidade, Jorge Souza, fala sobre a importância das feiras internacionais para o exportador.

 

Diretor técnico da Abrafrutas - Jorge Souza: A importância da feira é que você reúne, num só local, num mesmo período de normalmente dois, três dias, compradores e vendedores. Uma outra vantagem muito importante é que nós temos contato com inovações, com novas estratégias de marketing, de posicionamento de produtos, que são fundamentais para o sucesso.

 

Repórter Cleide Lopes: As feiras são voltadas aos pequenos e médios produtores brasileiros. Para participar, basta se inscrever na página www.agricultura.gov.br. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E a economia brasileira apresentou mais um sinal positivo.

 

Gabriela: O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo bateu pela primeira vez os 80 mil pontos, indicando a confiança dos investidores no Brasil.

 

Nasi: Nas redes sociais, o presidente Michel Temer comemorou a marca, destacando que o recorde significa valorização das empresas brasileiras, que podem investir mais e gerar emprego e renda.

 

Gabriela: Dezenove e dez pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Aumenta o número de projetos culturais que recebem recursos da Lei Rouanet.

 

Gabriela: E daqui a pouquinho vamos detalhar para você como a cultura pode mudar a história de muita gente. Não saia daí.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: Verão, férias de janeiro. Estamos no período ideal para pegar a criançada e curtir o calor nas mais diversas praias, rios e lagoas de todo o país.

 

Gabriela: Mas você sabia que é justamente nesse período em que se registra o maior número de acidentes aquaviários?

 

Nasi: Por isso, a Marinha realiza todo ano a Operação Verão, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre pequenas atitudes que podem evitar grandes acidentes.

 

Repórter Marina Melo: Casos levantados pela Marinha do Brasil mostram que 34% do total de acidentes aquaviários registrados no ano passado ocorreram durante o verão, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017. A grande parte dos acidentes foi por falha humana, sendo mais de 70% deles envolvendo lanchas e motos aquáticas. Diante deste cenário, a Operação Verão, feita anualmente pela Marinha para reforçar a conscientização e a fiscalização nos locais que mais recebem turistas, este ano tem como mote a valorização da vida e a responsabilidade de quem tem ou pilota uma embarcação. O diretor de Portos e Costas da Marinha, no Rio de Janeiro, Almirante Wilson Lima Filho, explica que o grande objetivo é fazer com que as pessoas, mesmo em meio ao clima de total descontração das férias, não se esqueçam de obedecer as regras de navegação.

 

Diretor de Portos e Costas da Marinha - Almirante Wilson Lima Filho: Tudo se resume na preocupação com a salvaguarda da vida humana no mar e nas hidrovias interiores. É a Marinha do Brasil trabalhando pela segurança da nossa sociedade, nas atividades aquaviárias.

 

Repórter Marina Melo: Além de aumentar a fiscalização, checando documentos de condutores e condições da embarcação, a Marinha também preparou uma campanha publicitária, trazendo para o público imagens que retratam situações de risco, acidentes e suas possíveis consequências. O Almirante Lima Filho explica que o condutor de qualquer embarcação precisa estar sempre atento e consciente de que é ele o responsável pela vida de todos os outros.

 

Diretor de Portos e Costas da Marinha - Almirante Wilson Lima Filho: Naveguem sempre a mais de 200 metros de distância da praia, respeitando os banhistas. Tenha em mãos sempre a sua habilitação e os documentos obrigatórios da sua embarcação. Conduza a sua embarcação com velocidade segura, isso permite a realização de manobras em caso de situações imprevistas. Não consuma bebida alcoólica quando conduzir a sua embarcação e, caso o faça, transfira o timão da sua embarcação para uma pessoa habilitada.

 

Repórter Marina Melo: Se você tem alguma dúvida, sugestão ou denúncia sobre segurança aquática, procure a Capitania dos Portos mais próxima da sua região, no endereço eletrônico www.dpc.mar.mil.br. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: Verão é sempre época de redobrar os cuidados com a febre amarela.

 

Nasi: É isso mesmo, Gabriela. E hoje o Ministério da Saúde atualizou números de casos da doença e novas estratégias de vacinação nos estados. O repórter Pablo Mundim está aqui no estúdio com a gente e tem os detalhes. Uma boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo. O Ministério da Saúde atualizou hoje os casos de febre amarela. Nos últimos seis meses, 470 casos foram notificados em todo o país. Destes, 35 foram confirmados e 20 pessoas morreram. O ministro da Saúde interino, Antônio Nardi, ressalta que, apenas neste mês, já foram repassados quase 9 milhões de doses da vacina a todo o país. E garantiu que o Brasil tem estoque suficiente para imunizar toda a população. E para combater o aumento da doença, registrado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o governo adotou medidas estratégicas, como a intensificação de vacinação e o fracionamento de doses. As estratégias estão de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, que hoje orientou os estrangeiros que visitarem São Paulo a se vacinarem. O ministro da Saúde interino, Antônio Nardi, também anunciou que o estado de São Paulo vai ampliar e antecipar a campanha de vacinação contra a febre amarela para o dia 29 deste mês, com doses fracionadas. A campanha pretende imunizar mais de 8 milhões de pessoas.

 

Ministro da Saúde interino - Antônio Nardi: Temos um estoque estratégico suficiente de vacinas já produzidas para garantir a vacinação, se houver necessidade, de toda a população brasileira, adotando o fracionamento das doses, e também porque este número de produção garantirá, além desses estados onde o fracionamento já está sendo adotado, o abastecimento de todos os demais estados, onde a vacina da febre amarela já está na rotina.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): A única diferença está no tempo de proteção. A dose padrão protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada protege por oito anos. Com você, Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Pablo, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: A Operação Égide, de combate ao contrabando e ao tráfico de armas e drogas, prendeu mais de 10 mil pessoas, com 250 dias de ações.

 

Gabriela: Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mobiliza 500 agentes da Polícia Rodoviária Federal, além do efetivo normal da corporação.

 

Nasi: Os policiais atuam nos estados que têm fronteira com a Bolívia, Paraguai e Argentina, e também nos grandes corredores rodoviários de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, até chegar ao Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Na operação, também foram apreendidas quase 700 armas de fogo e quase 20 mil unidades de munição.

 

Nasi: O porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Diego Brandão, explica como funciona essa operação.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: São cercos, são escudos de segurança, partindo da fronteira, divisa do estado, rotas também de narcotráfico ou transporte de drogas, chegando até o centro metropolitano do Rio de Janeiro. Além da presença ostensiva do policial rodoviário federal na rodovia, nós temos investimento em tecnologia e também inteligência policial, fechando esse ciclo aí com informações e também pessoal em campo para poder executar as ações.

 

Gabriela: Também foram apreendidas mais de 150 toneladas de maconha, 3,5 toneladas de cocaína e crack, e 3,5 milhões de pacotes de cigarro. Dois mil e duzentos veículos roubados também foram recuperados.

 

Nasi: Mais de R$ 1,150 bilhão em recursos para projetos culturais em todo o país.

 

Gabriela: Dinheiro que vem da Lei Rouanet, que facilita o patrocínio de empresas a esses projetos.

 

Nasi: É, Gabriela, a repórter Natália Koslyk tem os detalhes desse balanço do ano passado, que mostra o aumento no número de projetos atendidos.

 

Gabriela: Mas antes, Nasi, a gente abre a matéria com a música "De onde eu venho", do rapper Diel. Ele é um dos jovens artistas lançados pela produtora cultural A Banca, que usa a música para promover a inclusão na periferia da zona sul de São Paulo.

 

Nasi: É, a produtora recebeu recursos da lei para realizar um festival que une comunidades paulistas e já tem um novo projeto aprovado para este ano.

 

"Sim, sou feliz. Cresci ali, nas ruas áridas da selva".

 

Repórter Natália Koslyk: Começou com um encontro despretensioso entre amigos, que queriam se divertir e pensar sobre a realidade em que viviam, usando notas musicais, no Jardim Ângela, bairro da zona sul de São Paulo, que já foi considerado um dos lugares mais violentos do mundo no final dos anos 90. Assim surgiu a produtora cultural A Banca, que promove a inclusão social por meio do hip-hop e contribui para mudar a realidade local, como explica Márcio Teixeira, mais conhecido como 'Macarrão', produtor cultural e um dos idealizadores do projeto.

 

Produtor cultural - Márcio Teixeira: Estava simplesmente querendo se divertir, a gente ouve muito rap, muitas letras que incentivaram a gente a pensar sobre a nossa realidade e tal. Desde então, surgiram professores, surgiram produtores culturais, surgiram DJs, poetas e tal, que, de algum jeito, mostram para essa juventude que está vindo agora aí outros caminhos, sabe, outras alternativas.

 

"Cresci ali, menino bom".

 

Repórter Natália Koslyk: Mais de 2 mil jovens já passaram pelo projeto. Um dos eventos que eles promovem é o Festival Hip-Hop Conectando Quebradas, realizado desde 2011 em comunidades em situação de vulnerabilidade. E isso só se tornou possível com o apoio da Lei Rouanet, que permite que as empresas apoiem projetos em troca de incentivos fiscais. Márcio Teixeira, o 'Macarrão', fala sobre a experiência.

 

Produtor cultural - Márcio Teixeira: A ideia foi trazer um grande evento aqui para a nossa quebrada, né? Nessa atividade, apresentar várias coisas da comunidade. Aí teve vários grupos da região, aqui do nosso entorno.

 

Repórter Natália Koslyk: Só em 2017, foram aprovados mais de 5 mil projetos por meio da Lei Rouanet, 20% a mais do que no ano anterior. E houve um aumento de R$ 7 milhões na captação de recursos, especialmente no mês de dezembro, que apresentou maior volume mensal histórico. O ministro da Cultura, Sérgio Sá, atribui o bom desempenho à nova instrução normativa aprovada no final do ano passado, que contribuiu para desburocratizar a lei e atrair mais investimentos para o setor cultural.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá: O fato é que nós tivemos o melhor dezembro da história da Lei Rouanet, quando foram captados cerca de R$ 600 milhões, nós tivemos 1.400 projetos aprovados apenas no mês de dezembro, logo após a adoção da nova instrução normativa. E há muitos fatores de estímulo na nova instrução normativa para que as empresas apoiem projetos culturais, sobretudo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

Repórter Natália Koslyk: O ministro também anunciou, nesta terça-feira, o lançamento da campanha Cultura Gera Futuro, que pretende dar visibilidade ao potencial das atividades culturais do Brasil, incentivando a geração de renda e emprego. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gabriela: Mais de cem cidades do estado de São Paulo vão desligar amanhã o sinal analógico de televisão.

 

Nasi: Campinas e mais 84 municípios próximos, além de 19 cidades do Vale do Paraíba, vão ter mais qualidade de som e imagem com a TV Digital.

 

Gabriela: A medida atinge mais de 10 milhões de pessoas.

 

Nasi: De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, já foram distribuídos em todo o país mais de 6 milhões de kits com conversor e antena digital para famílias de baixa renda, cadastradas em programas sociais do governo federal.

 

Gabriela: Dezenove e vinte e dois no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E depois da Austrália, a partir de agora, japoneses que quiserem vir ao Brasil vão contar com a facilidade do visto eletrônico.

 

Gabriela: Para eles, a solicitação vai ser fácil e rápida, tudo pela internet.

 

Nasi: O mesmo também vai acontecer nas próximas semanas para turistas canadenses e norte-americanos.

 

Gabriela: De acordo com a Organização Mundial do Turismo, medidas de facilitação de viagens podem aumentar em até 25% o fluxo turístico entre os países beneficiados.

 

Repórter Raíssa Lopes: O visto eletrônico já está valendo para visitantes da Austrália desde novembro. Até agora, já foram emitidos mais de 2.500 vistos para cidadãos australianos. Desde 11 de janeiro, turistas japoneses também podem retirar o E-Visa. Os próximos países a serem atendidos com a novidade serão o Canadá, no dia 18; e os Estados Unidos, em 25 de janeiro. Juntos, esses países são responsáveis por mais de 60% da demanda de vistos de turismo e negócios para o Brasil. A expectativa é que esse número cresça ainda mais, como explica o conselheiro Paulo Santana, do Itamaraty.

 

Conselheiro do Itamaraty - Paulo Santana: Que mais pessoas se desloquem ao Brasil para fins de turismo e negócios, porque, com essa facilidade, a pessoa vai obter um visto de uma forma mais rápida, mais cômoda e o próprio funcionamento de toda a rede consular brasileira será mais eficiente.

 

Repórter Raíssa Lopes: Cristiane Lopes mora nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Casou-se e teve dois filhos com um norte-americano, com quem vinha frequentemente ao Brasil. Todas as vezes em que o ex-marido precisava renovar o visto era preciso dedicar um tempo considerável para separar os documentos e ir a um consulado. Ela acredita que, como o visto eletrônico irá facilitar o trâmite, mais pessoas irão visitar o país.

 

Entrevistada - Cristiane Lopes: Para as pessoas não só terem essa facilidade de burocracia, também a questão financeira e também mais pessoas virão visitar o país, pela facilidade.

 

Repórter Raíssa Lopes: O E-Visa brasileiro custa aproximadamente 50% menos do que o tradicional, tem validade máxima de dois anos e não exclui a possibilidade de o interessado solicitar visto na forma tradicional. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Trabalhadores da iniciativa privada, nascidos em janeiro e fevereiro, e servidores com inscrição de final 5, que têm direito ao abono do PIS/Pasep, ano-base 2016, podem começar a retirar o dinheiro na quinta-feira.

 

Gabriela: A medida beneficia mais de 3,5 milhões de trabalhadores e vai injetar R$ 2,6 bilhões na economia.

 

Nasi: Tem direito ao abono quem trabalhou por pelo menos 30 dias com carteira assinada em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, e que está inscrito no PIS/Pasep pelo menos há cinco anos.

 

Gabriela: Para conferir se tem direito ao benefício, o trabalhador pode acessar o portal do Ministério do Trabalho. O endereço é trabalho.gov.br.

 

Nasi: Outra opção é a central de atendimento Alô Trabalho, que atende pelo número 158.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

 

"Brasil, ordem e progresso".