16 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Santas Casas vão ter acesso a crédito mais barato. E com o dinheiro vai ser possível pagar dívidas, ampliar atendimento e investir em equipamentos. Frutas e verduras mais compradas pelos brasileiros tiveram queda nos preços, segundo a Conab. Em mais uma reportagem especial sobre o direito do trabalhador você vai entender o que é o abono PIS/PASEP e se pode receber. Vamos falar ainda do PREVBARCO, que neste momento percorre o Rio Madeira, no Amazonas. Ribeirinhos de 19 cidades têm acesso a benefícios com a unidade flutuante do INSS.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 16 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Santas Casas vão acesso a crédito mais barato.

 

Nasi: E com dinheiro vai ser possível pagar dívidas, ampliar atendimento e investir em equipamentos. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: A nova linha de crédito destina parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, para hospitais filantrópicos, como as Santas Casas.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Frutas e verduras mais compradas pelos brasileiros tiveram queda nos preços, segundo a Conab.

 

Gabriela: Em mais uma reportagem especial sobre o direito do trabalhador você vai entender o que é o abono PIS/Pasep e se pode receber. Luana Karen.

 

Repórter Gabriela Noronha: Pouco mais de 24,5 milhões de trabalhadores têm direito a R$ 18 bilhões do abono salarial relativo a 2017.

 

Nasi: Vamos falar ainda da PREVBarco, que neste momento percorre o Rio Madeira, no Amazonas.

 

Gabriela: Ribeirinhos de 19 cidades têm acesso a benefícios com a unidade flutuante do INSS.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: A primeira delas foi criada aqui no Brasil há mais de 400 anos, lá em São Paulo.

 

Gabriela: Hoje são cerca de 2,1 mil estabelecimentos de saúde espalhados por todo o território brasileiro.

 

Nasi: Estamos falando das Santas Casas, que ainda hoje são o único serviço de saúde em muitos municípios.

 

Gabriela: E para que muitas continuem atendendo à população, o governo criou uma linha de crédito mais barata.

 

Nasi: Com o dinheiro vai ser possível manter a qualidade dos serviços desses hospitais, que respondem por metade dos atendimentos do SUS.

 

Repórter Gabriela Noronha: A nova linha de crédito destina parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, para hospitais filantrópicos, como as Santas Casas, instituições privadas sem fins lucrativos que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde. A Medida Provisória, assinada hoje pelo Presidente Michel Temer, deve fortalecer o setor e melhorar os serviços prestados à população. Segundo Temer, esses hospitais são importantes aliados dos SUS.

 

Presidente Michel Temer: As Santas Casas são aliadas indispensáveis do Sistema Único de Saúde, não é? Aqui eu verifiquei, responde por nada menos que metade das internações do SUS. Portanto, é uma atividade, digamos, assim, de natureza pública também, não apenas privada, porque isso que o Estado, que segundo a Constituição tem o dever, ao lado de todos, de cuidar da saúde, tinha o dever, a obrigação, inafastável, de auxiliar as Santas Casas do país.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo, Edson Rogatti, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, a expectativa é que a Medida Provisória beneficie mais de 21 mil instituições filantrópicas em todo o país.

 

Presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos - Edson Rogatti: Nossas entidades enfrentam um déficit de mais de R$ 20 bilhões que são, a cada dia, obrigadas a recorrer a empréstimos bancários com juros altos para sobreviverem. Somos mais de 2,1 mil hospitais em todo o nosso país, sendo que mais de 1,7 mil entidades prestam serviço ao Sistema Único de Saúde. Em mais de 900 municípios somos a única unidade de saúde.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, explicou que agora as instituições vão poder contratar empréstimos com juros baixos e também acessar os financiamentos sem carência e com o prazo de até dez anos. Segundo o ministro, com a linha de crédito, as Santas Casas vão poder quitar as dívidas e oferecer um serviço melhor para o trabalhador.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Com isso, eles terão condições de pagar algumas dívidas, de pagar em dia o salário desses servidores, de pagar ou seus fornecedores, de adquirir novos equipamentos, de melhorar a gestão e de ter um atendimento melhor para esse trabalhador brasileiro que contribui para o FGTS. E o FGTS devolve a eles essa oportunidade para que todos possam, efetivamente, ter uma saúde de melhor qualidade.

 

Repórter Gabriela Noronha: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, vão operar essas linhas de crédito. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: É hora do fazer a feira.

 

Nasi: Os hortifrútis mais comprados pelos brasileiros tiveram queda de preço nas últimas semanas.

 

Gabriela: De acordo com o último boletim Prohort, da Companhia Nacional de Abastecimento, alguns produtos tiveram queda de mais de 50%, como a cebola e o tomate.

 

Nasi: No caso das frutas, o destaque foi a melancia, que ficou até 47% mais barata em algumas unidades pesquisadas.

 

Gabriela: O gerente de modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Erick Farias, explicou os motivos para a queda de preços.

 

Gerente de modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab - Erick Farias: É explicada principalmente pela entrada da nova safra das principais hortaliças, quanto pela boa colheita das principais frutas, como mamão e banana-prata, por exemplo, e também pelo lado da demanda mais regular com o consumidor mais cauteloso na hora de fazer as suas escolhas. O produtor, nesse momento de queda de preços, ele fica mais cauteloso na hora de planejar a sua próxima produção porque ele tem que avaliar custo de insumos, defensivos, investimentos, aumento ou diminuição de área plantada.

 

Nasi: Ir até um banco, aos Correios, a um posto de saúde pode ser uma coisa simples para muita gente.

 

Gabriela: Mas, para quem mora longe das grandes cidades, nem sempre é.

 

Nasi: Para quem está lá no interior do Amazonas, por exemplo, pode demorar até semanas para se deslocar até uma agência da Previdência Social.

 

Gabriela: E é para facilitar a vida dessas pessoas que o INSS leva os serviços da Previdência, de barco, até comunidades ribeirinhas do Amazonas e também do Pará.

 

Nasi: Nós acompanhamos de perto um desses atendimentos e é o que você confere agora.

 

Repórter Nei Pereira: Às margens do Rio Madeira, no sul do Amazonas, está a comunidade de Capanazinho, é lá que convive o agricultor José Antônio do Nascimento, de 21 anos, e a sua mãe, Glória de Jesus, de 55 anos. Eles cultivam principalmente mandioca e fazem farinha e tucupi. Os produtos são vendidos na cidade de Manicoré, que fica há cerca de duas horas e meia da comunidade, de barco. Mas, nos últimos dias, o José Antônio estava sem condições de trabalhar porque ele quebrou a perna. Nesta quinta-feira, mãe e filho tiveram acesso a direitos garantidos a todos os brasileiros, ele ao auxílio-doença, e ela à aposentadoria por idade. Isso só foi possível porque o INSS chegou até eles por meio uma agência que funciona dentro de um barco que percorre os rios da Amazônia.

 

Agricultor - José Antônio do Nascimento: Eu agradeço muito que ele veio aqui em Manicoré. Agora ela está sendo aposentada e o meu auxílio-doença também eu fui bem atendido pela médica aqui. Imagina que lá não tinha médico e veio a balsa aí.

 

Repórter Nei Pereira: Os PREVBarcos, como são chamados os barcos do INSS, contam com todos os serviços e benefícios previdenciários ao cidadão. Só no Amazonas são duas embarcações com capacidade para fazer mais de 80 mil atendimentos ao ano, nas mais de 6 mil comunidades no interior do estado. Os barcos foram projetados especificamente para o atendimento do INSS, como conta o gerente das unidades fluviais de Manaus, Luis Fernando Zocca.

 

Gerente das unidades fluviais de Manaus - Luis Fernando Zocca: Então, a gente faz os trabalhos de aposentadoria por idade urbana e rural, a pensão urbana e rural, salário-maternidade também urbana e rural, e quando a gente tem médicos, a gente faz o atendimento de perícia médica, do auxílio-doença e do amparo social ao idoso e ao portador de deficiência.

 

Repórter Nei Pereira: A maior parte das pessoas atendidas pelos barcos trabalha com agricultura e 75% das demandas são por auxílio maternidade. Cláudia Regina Marcião é a coordenadora da Missão da Calha do Rio Madeira, ela chega a ficar 60 dias fora de casa, mas, segundo a servidora, o esforço é gratificante.

 

Coordenadora da Missão da Calha do Rio Madeira - Cláudia Regina Macião: Para mim é uma experiência ímpar, não existe igual, porque, assim, você vai onde não... a Previdência não está, né? E você leva cidadania para esse povo.

 

Repórter Nei Pereira: Cada barco tem oito funcionários do INSS. Os servidores são de todo o Brasil, que se dispõem a trabalhar por um período na embarcação. A assistente social Fernanda De Paoli Araújo é de Belo Horizonte, e desde o final de julho está na missão no rio Madeira. O trabalho dela é analisar pedidos do BPC, Benefício de Prestação Continuada, concedido a pessoas com deficiência e idosos pobres. Fernanda diz que na Amazônia se sente cumprindo uma missão social.

 

Assistente social - Fernanda De Paoli Araújo: A Previdência Social, a missão dela é levar proteção social para os brasileiros, e, tal, e isso proporciona a essas pessoas, né, que muitas vezes não têm uma agência na cidade onde eles moram, ou, se tem uma agência, não tem todos os serviços que a Previdência oferece, que elas sejam contempladas por essa proteção social.

 

Repórter Nei Pereira: Desde março, quando os novos barcos entraram em operação no Amazonas, eles já passaram por 12 municípios, e outros 19 serão atendidos no segundo semestre. Para o ano que vem, o atendimento será nas comunidades indígenas em parceria com a Funai, a Fundação Nacional do Índio. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: O barco do INSS que atende o Pará está em Belém, e a partir de domingo começa a navegar pelo interior do estado.

 

Nasi: Pelo quarto mês consecutivo foi registrada a redução nos índices de criminalidade do Rio de Janeiro, segundo o Instituto de Segurança Pública.

 

Gabriela: E o resultado disso, segundo o Gabinete de Intervenção Federal, se deve às ações de segurança realizadas no estado. A repórter Ana Paula Marra tem os detalhes.

 

Repórter Ana Paula Marra: Em julho, pelo quarto mês consecutivo, o indicador de roubo de veículos no Rio de Janeiro registrou queda de 29% em comparação com o mesmo mês de 2017. O roubo de carga também teve queda em julho em relação ao mesmo período do ano passado, de 19%. O roubo de rua também caiu, 12%. Segundo o Gabinete de Intervenção Federal, os números se devem às ações de segurança realizadas no estado, uma delas é a capacitação de policiais militares, principalmente das unidades de Polícia Pacificadora. Mil trezentos e setenta e um policiais já foram treinados para o policiamento nas ruas e até o fim do ano a meta é formar outros 2,5 mil agentes de segurança. Outra ação inclui o trabalho das Forças Armadas no cumprimento de mandados judiciais e denúncias de ações criminosas. Segundo o Gabinete de Intervenção Federal, a tendência é que a queda dos índices continue nos próximos meses. Ana Paula Marra para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Você sabe é o abono PIS/Pasep?

 

Gabriela: Milhares de trabalhadores têm direito ao dinheiro, mas não sabem.

 

Nasi: Então, fique ligado, a nossa reportagem especial de hoje vai falar tudo sobre esse benefício do trabalhador.

 

Gabriela: É daqui a pouquinho, não saia daí.

 

Nasi: Você sabe o que Brasil e São Tomé e Príncipe têm em comum?

 

Gabriela: Além da língua portuguesa, os dois países têm uma forte parceria que vai do esporte até programas sociais.

 

Nasi: Cooperação que levou São Tomé e Príncipe a adotar dezenas de projetos brasileiros, que estão mudando a vida de milhares de habitantes do pequeno país.

 

Repórter João Pedro Neto: Já são cerca de cem iniciativas de cooperação desenvolvidas pelo Brasil em São Tomé e Príncipe ao longo das últimas décadas. A relação com o país africano um pequeno arquipélago na costa do continente, tem sido marcada pela colaboração em várias áreas, como destaca o embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe, Vilmar Coutinho Junior.

 

Embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe - Vilmar Coutinho Junior: O ponto principal das relações entre Brasil e São Tomé e Príncipe é justamente a cooperação técnica.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre iniciativas já finalizadas, mas que seguem dando resultados, estão a Bolsa Escola, que incentiva a permanência das crianças nos centros de ensino. O Projeto de Alimentação Escolar, que ofereceu capacitações para incluir produtos locais no cardápio escolar, e o apoio à produção de artesanato. Outro projeto já finalizado promoveu formação técnica, profissional e de cidadania na área da capoeira, o que incluiu debates sobre questões como inclusão da mulher na sociedade, tema que foi de grande importância para a professora de educação física são-tomense, Adicina Magalhães.

 

Professora de educação física são-tomense - Adicina Magalhães: Nós sabemos que em nossa sociedade as mulheres quase não têm valor, mas estamos a lutar por isso, pois temos que crescer, lutar e vencer.

 

Repórter João Pedro Neto: Outra iniciativa é o Centro de Formação Profissional Brasil São Tomé e Príncipe. Inaugurado em 2014 no país africano, oferece cursos com capacitação e qualificação profissional, com o apoio de instituições como o Senai, o que ajuda a inserir são-tomenses no mercado do trabalho. É o caso da estudante de padaria e pastelaria, Catarina Reis, que já faz planos para o futuro.

 

Estudante - Catarina Reis: Quero abrir um pequeno negócio aqui e trabalhar bastante, espero poder conseguir.

 

Repórter João Pedro Neto: A Agência Brasileira de Cooperação coordena o processo de cooperação técnica. E para a analista de projetos da instituição, Anna Pérez, essa colaboração tem permitido o estreitamento das relações entre os dois países e ajudado a promover a autonomia de São Tomé e Príncipe em várias áreas.

 

Analista de projetos - Anna Pérez: A partir do momento que a embaixada abriu, em 2003, se intensa mais a cooperação. Ele é um projeto que trabalha muitas vertentes da questão da cidadania e da saúde, a inclusão da mulher, como uma receita em que você vai misturando aquilo que é do Brasil com aquilo que é local.

 

Repórter João Pedro Neto: O Brasil também presta apoio atualmente ao Programa de Luta Contra a Tuberculose de São Tomé e Príncipe, em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil, o que inclui a cooperação para a construção de um laboratório de referência contra a doença, inaugurado esse ano. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Milhões de trabalhadores recebem todos os anos um dinheiro extra, considerado como um décimo salário.

 

Nasi: É o abono salarial, ele é pago pelo governo como um complemento ao salário de quem tem baixa renda.

 

Gabriela: Vamos saber mais sobre quem tem direito a este benefício, que faz a diferença na vida de muitos brasileiros e como ele é pago em mais uma reportagem de nossa série sobre os direitos do trabalhador.

 

Repórter Luana Karen: Ambiente limpo, trabalho bem-feito.

 

Encarregada de serviços gerais - Luciene Santos do Rêgo: Então, meninas, eu dei uma olhada nessa sala aí, está um pouquinho a desejar a limpeza. Eu quero que vocês se juntem e façam um mutirão para a gente fazer uma boa faxina, limpando divisória mesa, pé de cadeira, entendeu? E porta, ok?

 

Entrevistadas: Ok.

 

Repórter Luana Karen: A encarregada de serviços gerais Luciene Santos do Rêgo é a responsável por orientar cerca de 30 profissionais sobre a limpeza de uma empresa pública. Por receber menos de dois salários mínimos por mês, ela tem direito ao abono salarial do PIS, um dinheiro que sempre vem em boa hora.

 

Encarregada de serviços gerais - Luciene Santos do Rêgo: Esse ano eu paguei dívida. Às vezes compro uma coisa até para mim ou para os meus filhos, que a gente queria e não podia entrar no orçamento, e, quando ele, a gente já procura usar ele, entendeu? Exemplo, um som, um fogão, alguma coisa.

 

Repórter Luana Karen: Tem direito ao abono salarial quem tem Carteira assinada, está cadastrado no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou no mínimo 30 dias no ano-base do cálculo e recebeu em média até dois salários mínimos por mês. Os dados do trabalhador também devem estar atualizados na Rais, a Relação Anual de Informações Sociais, um documento de responsabilidades da empresa. Os trabalhadores da iniciativa privada são cadastrados no PIS e recebem o abono pela Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos têm o Pasep e recebem pelo Banco do Brasil. Pouco mais de 24,5 milhões de trabalhadores têm direito a R$ 18 bilhões do abono salarial relativo a 2017. Os pagamentos começaram a ser feitos em julho deste ano e vão até junho do ano que vem. E atenção, quem não sacou a abono de 2016 tem mais uma chance, quem explica é o chefe da Divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan Brito.

 

Chefe da Divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial - Márcio Ubiratan Brito: Nós temos aí aproximadamente 1,9 milhões de trabalhadores, o que representa R$ 1,4 bilhões, em recursos de disponíveis para esses trabalhadores poderem fazer o saque até o final de dezembro. Se você por pensar num trabalhador que ganha um salário mínimo e recebe mais um abono, na realidade, ele estaria recebendo aí um décimo quarto salário. Então, de alguma forma, com certeza é um reforço na renda desse trabalhador.

 

Repórter Luana Karen: O valor do abono salarial vai de R$ 80 a R$ 954. O cálculo é feito de acordo com o número de meses trabalhados. Quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo. Para o economista Nilton Marques, o dinheiro extra é um reforço no orçamento do trabalhador, que pode usar o recurso para pagar dívidas, por exemplo, mas se a decisão for por comprar, Nilton Marques aconselha.

 

Economista - Nilton Marques: O comportamento adequado é ter um planejamento financeiro. As pessoas sentem dificuldade porque elas são compulsivas para consumir, elas não conseguem ver. Se elas não fazem um planejamento financeiro, ela não sabe se pode utilizar aquele recurso, então tudo o que está o comércio oferecendo ele quer comprar. Então, as pessoas têm que ter algum tipo de regra, por exemplo, né, as pessoas quando vão consumir têm tem que botar a regra dos três sim, botar três dedos, guardados assim. Primeiro, tem que comprar naquele momento? Tem dinheiro? E é indispensável? Então, algumas coisinhas você tem que levar em consideração. As pessoas, não, de forma açodada, viram, gostaram, e, pelo olhar, já querem comprar.

 

Repórter Luana Karen: O abono salarial de 2017, a Luciene, que conhecemos no início na reportagem, já recebeu. Agora ela não vê a hora de chegar o ano que vem.

 

Encarregada de serviços gerais - Luciene Santos do Rêgo: A pessoa já passa o ano todinho trabalhando certo, que tem seu salário, tem seu décimo terceiro, mais um abono desse, quem é que não quer? A pessoa vai trabalhar com mais vontade, né? E vai ficar torcendo para esse ano passar logo para vir o outro.

 

Repórter Luana Karen: O trabalhador que tem direito ao PIS/Pasep, com conta na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil, deve ficar atenta se o dinheiro foi depositado automaticamente, caso contrário, pode sacar o PIS nas casas lotéricas ou na Caixa Econômica com o Cartão do Cidadão. No caso dos servidores públicos com o Pasep, se o dinheiro não foi depositado, eles devem procurar uma agência do Banco do Brasil. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E começou hoje o pagamento do segundo lote do abono salarial do PIS/Pasep ano-base 2017.

 

Gabriela: Podem sacar o PIS nas agências da Caixa os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em agosto, e podem sacar o Pasep nas agências do Banco do Brasil os funcionários públicos com o final um na inscrição.

 

Nasi: O dinheiro fica à disposição do trabalhador até o final de junho o ano que vem.

 

Gabriela: Para ter mais informações sobre o PIS você pode ligar para o 0800-726-0207 da Caixa, ou acessar: www.caixa.gov.br/pis.

 

Nasi: Para saber sobre o Pasep basta ligar para o 0800-729-0001 no Banco do Brasil.

 

Gabriela: Em todo o Brasil existem cerca de 3 mil Pontos de Cultura.

 

Nasi: São espaços organizados por entidades ou pessoas que desenvolvem atividades culturais e artísticas dos mais diversos tipos.

 

Gabriela: Alguns se dedicam à formação de crianças, outros fazem treinamento profissional de jovens e adultos que querem fazer da arte e da cultura um meio de vida.

 

Nasi: O Ministério da Cultura decidiu fazer um levantamento para conhecer o perfil e identificar problemas desses pontos.

 

Gabriela: A partir do resultado, vai ser possível aperfeiçoar as políticas de apoio a essas locais.

 

Repórter Pablo Mundim: Seja na música, na leitura ou até mesmo nos jogos, a criançada da periferia de São Sebastião, cidade a cerca de 30 quilômetros de Brasília, aprende brincando na brinquedoteca. Um projeto lúdico e socioeducativo criado há 15 anos por uma associação cultural sem fins lucrativos. São 85 crianças de seis a 14 anos que participam gratuitamente. O idealizador do projeto, Paulo Quirola, conta que a brinquedoteca tem mudado a realidade da comunidade.

 

Idealizador do projeto - Paulo Quirola: Temos muitos relatos de crianças que passaram pela brinquedoteca, voltaram agora como voluntários e várias pessoas dizendo: Cara, como isso foi importante na escola, desenvolveu mais autoestima, falo melhor, me relaciono melhor, tenho mais responsabilidade. Enfim, toda uma série de coisas que têm a ver com o lado humano mesmo.

 

Repórter Pablo Mundim: A brinquedoteca de São Sebastião é um dos mais de 3 mil Pontos de Cultura que existem no Brasil. Esses pontos são entidades ou coletivos culturais certificados pelo Ministério da Cultura, eles atuam principalmente em comunidades carentes. E alguns também preparam os jovens para o mercado de trabalho, como o Ponto de Cultura que atua em comunidades de baixa renda de Vitória, no Espírito Santo. Leonora Mol, que trabalha no projeto, explica que as atividades artísticas e culturais podem ser uma fonte de renda.

 

Entrevistada - Leonora Mol: De 2011 para cá a gente já teve mais de 950 horas de oficinas oferecidas em áreas diversas: de fotografia, de redação, de rádio. Hoje a gente tem jovens que já passaram por oficinas e que já são fotógrafos, têm jovens que hoje já foram contratados por jornais locais.

 

Repórter Pablo Mundim: O Ministério da Cultura está iniciando um levantamento para saber como os pontos funcionam, que atividades oferecem, que público atendem e se realizam convênios, por exemplo. O trabalho faz parte do Plano de Aperfeiçoamento do Programa Cultura Viva, que destina recursos para Pontos de Cultura. A ideia é identificar eventuais problemas, e, a partir daí, adotar medidas de melhoria. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, explica como o trabalho será feito.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Consideramos que estava na hora de termos um estudo de impacto econômico e social desse programa para que nós possamos mensurar o seu efeito real sobre a cultura brasileira, sobre o país.

 

Repórter Pablo Mundim: Serão visitados mais de 1,7 mil Pontos e Pontões de Cultura, entidades culturais que desenvolvem ações conjuntas com governos locais e promovem ações entre diferentes Pontos de Cultura. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Estão abertas as inscrições de graduandos para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, o Enade.

 

Gabriela: Devem se inscrever alunos prestes a concluir o curso e que já foram cadastrados por seus coordenadores.

 

Nasi: Para se inscrever, basta acessar o site na internet enade.inep.gov.br. Também é possível se inscrever pelo aplicativo do exame, disponível no Google Play. O prazo termina no dia 21 de novembro.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".