18 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais diálogo e mais investimentos. E maior abertura de mercados entre os países. Foi o que defendeu o presidente Michel Temer em reunião do Mercosul. A situação na Venezuela também foi discutida entre os países. E Temer disse que vai a Roraima ver de perto o trabalho de acolhimento a milhares de imigrantes. Nossa equipe já está lá. Começou o saque do PIS/PASEP para quem tem entre 57 e 59 anos. E 7 parques nacionais vão receber investimentos para melhorar estrutura aos visitantes.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 18 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Mais diálogo e mais investimentos.

 

Nasi: E maior abertura de mercados entre os países.

 

Alessandra: Foi o que defendeu hoje o presidente Michel Temer, em reunião do Mercosul.

 

Presidente Michel Temer: Essa estratégia é indispensável para a competitividade de nossos produtos, para a geração de emprego e renda para nossa gente.

 

Nasi: A situação na Venezuela também foi discutida entre os países.

 

Alessandra: E Temer disse que vai a Roraima ver de perto o trabalho de acolhimento a milhares de imigrantes.

 

Nasi: Nossa equipe já está lá. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Aqui em Pacaraima, cidade brasileira que é fronteira com a Venezuela, o Governo abriu hoje o posto de triagem ampliado para receber, identificar e regularizar os imigrantes.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Começou o saque do PIS/Pasep para quem tem entre 57 e 59 anos.

 

Alessandra: E sete parques nacionais vão receber investimentos para melhorar estrutura aos visitantes.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Começou hoje o prazo para o saque das contas do PIS/Pasep para quem ainda tem saldo disponível.

 

Alessandra: Pelo calendário, quem tem entre 57 e 59 anos pode fazer o saque até o dia 29 de junho.

 

Nasi: E para dar mais informações sobre esse início de saque, a gente conversa agora, ao vivo, por telefone, com Gleisson Rubin, secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Secretário, uma boa noite.

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Boa noite, Nasi. Boa noite, Alessandra e a todos os ouvintes da Voz do Brasil.

 

Nasi: Secretário, tem muita gente que está nos ouvindo e tem dúvidas se tem direito ou não ao benefício. O senhor pode reforçar para a gente quem pode sacar esse dinheiro?

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Olha, os fundos do PIS e do Pasep funcionaram de 1971 a 1988, portanto quem possui saldo nessa conta é quem esteve no mercado de trabalho neste período e que ainda não tenha sacado os valores. Quem ingressou no mercado de trabalho depois de 1988, com certeza não possui saldo nessas contas.

 

Alessandra: E quem ainda está trabalhando, secretário, pode fazer o saque?

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Com as novas regras, qualquer pessoa que possua saldo em conta poderá fazer o saque, mesmo que ele ainda esteja na ativa, independentemente da idade. Antes, só quem já estava aposentado ou que tivesse mais de 70 anos é que podia acessar os recursos das suas respectivas contas. Só que a gente tem que lembrar que há uma diferença agora para aqueles que têm menos de 60 anos e os que tem mais de 60. Quem tem menos de 60 anos poderá fazer o seu saque apenas até o dia 28 de setembro. É uma janela de oportunidade que a Lei criou. Agora, para quem tem mais de 60, é um direito que poderá ser exercido a qualquer tempo.

 

Nasi: Secretário, vamos esclarecer, para essa fase agora existe um limite de idade. Quais são as próximas fases para saque?

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Olha, como nós podemos ter até 25 milhões de pessoas com direito ao saque das contas do PIS/Pasep, é necessário que os bancos organizem um calendário de pagamento, da mesma forma como foi feito para o saque das contas inativas do FGTS. De hoje até o dia 29 de junho, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal atenderão às pessoas com idades entre 57 e 59 anos, que já desejarem realizar o seu saque. A partir do dia 8 de agosto, serão creditados de forma automática os valores para quem é correntista do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, independentemente da idade. A partir de 14 de agosto, estarão disponíveis para saques os valores daquelas pessoas que possuem contas em outros bancos, também independentemente da idade, e isso vai até o dia 28 de setembro. Do dia 29 de setembro em diante, só vai poder sacar quem tiver idade igual ou superior a 60 anos.

 

Alessandra: Secretário, o senhor informou que o calendário dessa primeira fase prevê saques até o dia 29 de junho. Depois, ele é retomado em agosto. Por que tem esse intervalo de pouco mais de um mês?

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Da mesma forma que os valores que são depositados em caderneta de poupança são corrigidos uma vez por mês, os saldos das contas dos fundos do PIS e do Pasep também são corrigidos, só que uma vez por ano. E isso ocorre exatamente agora, entre o final de junho, o mês de julho e o início de agosto. É uma parada operacional, que ocorre todos os anos, para que tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa possam realizar o reajuste anual desses saldos. E aí, quando o pagamento for retomado, em agosto, esses valores já estarão corrigidos.

 

Nasi: Secretário, então para quem puder, é melhor esperar até agosto para fazer o saque e pegar já essa correção?

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Ah, com certeza. No ano passado, essa correção foi de quase 9%. Para esse ano, a gente imagina que o índice também deva ficar entre 8% e 10%. Só para dar um exemplo, se a pessoa possui hoje um saldo de R$ 1.000, significa que, em agosto, esse saldo estará entre R$ 1.080 e R$ 1.100. Então, se a pessoa puder aguardar até agosto, é melhor, porque ela já vai retirar um valor corrigido.

 

Alessandra: E uma última dúvida. Para cotistas que já morreram, os herdeiros podem sacar o benefício? O que eles devem, o que eles precisam fazer?

 

Nasi: Sim, a Lei assegura que os herdeiros possam sacar o benefício. Nesse caso, eles terão que comparecer presencialmente até uma agência da Caixa Econômica Federal, se o cotista falecido era um trabalhador da iniciativa privada, ou a uma agência do Banco do Brasil, se o cotista era um servidor público. Ele precisa levar um documento oficial que o identifique e que comprove a sua condição de herdeiro para poder realizar o saque. Mas orientamos que todos procurem se informar antes nos sites da Caixa ou do Banco do Brasil, inclusive para tomar conhecimento de qual documentação deve ser levada em cada caso.

 

Nasi: Ok, nós conversamos então, com o Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Gleisson Rubin. Obrigado, secretário, pela participação aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Gleisson Rubin: Muito obrigado. Boa noite a todos.

 

Alessandra: Os presidentes dos países do Mercosul estão em Assunção, no Paraguai, para mais uma reunião de cúpula do bloco.

 

Nasi: Além do Brasil, o Mercosul é formado por Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

Alessandra: Os acordos econômicos entre os países e o resto do mundo foram destaque nas discussões.

 

Nasi: O presidente Michel Temer defendeu que o Mercosul continue as negociações para fechar um acordo com a União Europeia.

 

Alessandra: E também falou sobre a crise na Venezuela e de uma ação conjunta para o combate ao crime nos países do bloco. A repórter Luana Karen acompanhou.

 

Repórter Luana Karen: A aproximação entre Mercosul e a Aliança do Pacífico, grupo formado por Chile, Colômbia, México e Peru, recebeu destaque nas discussões da Cúpula de Presidentes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai. O Mercosul também está em negociação com o Canadá, Coreia do Sul e com o Efta, bloco formado por países do norte europeu. O acordo para um livre comércio entre Mercosul e União Europeia, em negociação há quase 20 anos, também foi assunto da reunião. O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, criticou a demora para se chegar a um consenso. Já o presidente Michel Temer defendeu a continuidade do diálogo com os europeus.

 

Presidente Michel Temer: Não devemos abandonar a ideia desta aliança com o Mercosul. Porque na premissa que levantei, segundo a qual o nosso trabalho há de ser um trabalho cada vez mais de abertura para o mundo, fechar esta porta agora significa impedir o caminho das negociações, que, nestes últimos tempos, com todos os naturais embaraços, tem tido razoável sucesso.

 

Repórter Luana Karen: A Venezuela, suspensa do Mercosul desde 2016, por quebra do princípio democrático, também foi lembrada na reunião de Assunção. Com a ida de milhares de venezuelanos para o Brasil, o presidente Temer destacou as medidas tomadas para garantir assistência aos imigrantes, como o fornecimento de alimentação, remédios, abrigo e até de carteira de identidade provisória para permitir que os venezuelanos possam trabalhar no Brasil.

 

Presidente Michel Temer: Com a carteira de identidade, eles não ficam, digamos, à parte da nacionalidade, mas podem obter trabalho, estarão identificados para tanto. De modo que é um trabalho que nós temos feito, e eu digo aos senhores, são milhares e milhares que vão para o Brasil, foram para a Colômbia.

 

Repórter Luana Karen: Outro tema destacado por Michel Temer no encontro foi segurança pública. O presidente convocou os países a combaterem juntos a criminalidade.

 

Presidente Michel Temer: O Mercosul pode ajudar a fazer diferença no combate a esse flagelo. Em nossa região, o crime organizado dispõe de técnicas cada vez mais sofisticadas. Eles chegam até a ter uma espécie de direito próprio, como se fosse um direito fora do próprio Estado, fora do direito do Estado.

 

Repórter Luana Karen: A reunião resultou na assinatura de dois comunicados, um sobre a crise migratória e humanitária que afeta os venezuelanos e outro condenando o uso de violência em conflitos na Nicarágua. Ao final da cúpula, o Paraguai passou a presidência temporária do Mercosul para o Uruguai, que vai ficar no comando pelos próximos seis meses. De Assunção, no Paraguai, Luana Karen.

 

Nasi: E o presidente tem prevista uma visita a Roraima para acompanhar de perto a estrutura de acolhimento que o Governo montou no estado para receber imigrantes venezuelanos que fogem da crise no país vizinho.

 

Alessandra: O acolhimento começa na cidade de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, que é a porta de entrada dos imigrantes que procuram uma vida melhor no Brasil.

 

Nasi: Hoje, foi inaugurado na cidade mais um centro de atendimento, onde os imigrantes podem tirar documentos e receber atendimento médico.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com apenas 12 mil habitantes, o município de Pacaraima, em Roraima, é a principal porta de entrada dos venezuelanos no Brasil. Todos os dias, cerca de 400 imigrantes chegam aqui. Estefani Riveira chegou hoje ao Brasil. Ela conta que deixou a Venezuela porque não havia remédios e faltava até comida no país. Aqui, ela quer começar uma nova vida.

 

Entrevistada - Estefani Riveira: Quero ter um melhor futuro, tanto para mim como para mina família.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para reforçar o atendimento aos venezuelanos, o Governo Federal inaugurou, nesta segunda-feira, um novo posto de acolhimento. Depois de cruzar a fronteira, os venezuelanos passam por uma inspeção de saúde, são vacinados e identificados pela Polícia Federal. Na sequência, recebem documentos, como CPF, e também atendimento social, com apoio dos Conselhos Tutelares, do Ministério do Desenvolvimento Social e da Agência da ONU para Refugiados. O chefe do Estado-Maior da força-tarefa que atende os venezuelanos em Roraima, Coronel Kanaan, explica que tudo aqui foi desenvolvido para receber bem essas pessoas.

 

Chefe do Estado-Maior - Coronel Kanaan: Em todos os abrigos nós temos assistência médica, alimentação, segurança, ou seja, um mínimo para elas melhorarem suas condições de vida, nunca mais passar fome, melhorar sua saúde, melhorar sua higidez. Ela vai buscar cada vez menos o médico, 'desimpactando' a população de Roraima e, de repente, até conseguir um aluguel, e sair daquela coletividade do abrigo.

 

Repórter Márcia Fernandes: Um dos objetivos desse novo centro é garantir atendimento, sem a necessidade de os imigrantes seguirem até a capital Boa Vista. De Pacaraima, Roraima, Márcia Fernandes.

 

Alessandra: E de Pacaraima, muitos venezuelanos seguem para a capital de Roraima, Boa Vista.

 

Nasi: Lá, o Governo também construiu abrigos para receber os imigrantes e uma estrutura para providenciar documentação, assistência médica e a possibilidade de transferência para outros estados.

 

Repórter Gabriela Noronha: Numa pequena sala improvisada, a venezuelana Omeles Dias ensina meninas e meninos do abrigo Nova Canaã, em Boa Vista, capital de Roraima. Ela, que era professora primária antes de deixar a Venezuela, concordou em dar aulas de forma voluntária no Brasil, e não esconde a felicidade de poder trabalhar novamente com o que gosta. Omeles chegou no país em abril deste ano. Veio com o esposo e um dos três filhos, em busca de melhores condições para a família. Chegou a dormir ao relento numa praça, no centro da capital. Emocionada, Omeles lembra do dia que o Exército resgatou a família e encaminhou para o abrigo.

 

Entrevistada - Omeles Dias: Quando cheguei na praça, morei um dia.

 

Repórter Gabriela Noronha: Desde o final de 2015, Roraima enfrenta o desafio de receber um grande e crescente número de imigrantes venezuelanos, que entram no Brasil pela fronteira do estado. Eles fogem da fome, do desemprego e da falta de serviços de saúde na Venezuela. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas vivem em nove abrigos em Roraima, como é o caso de John Errera, que está há cinco meses no Brasil. Ele era mototaxista na Venezuela, mas há 14 dias trabalha numa construção em Boa Vista. Ele tem a mulher e uma filha, que não vê desde que saiu do país, mas tem esperança de um dia poder reunir a família de novo.

 

Entrevistado - John Errera: Tenho uma esposa, tenho uma filha de três anos, tenho já cinco meses que não as vejo. Estou esperando Deus que firma a carteira.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com o aumento de imigrantes venezuelanos no estado, o Governo Federal tem intensificado ações em diversas áreas, como proteção social, saúde, educação, alimentação e segurança pública. Cinco novos abrigos foram abertos a partir do início dos trabalhos do Governo Federal, que tem o apoio da Organização das Nações Unidas, a ONU. Outros quatro abrigos, que já existiam, foram reformados, como explica o Coronel Rodrigo de Lima Gonçalves, assessor de comunicação da operação.

 

Assessor de comunicação - Coronel Rodrigo de Lima Gonçalves: Atualmente, nós temos já abrigados aqui na nossa capital cerca de 3,7 mil imigrantes. Já são então 3,7 mil pessoas que se encontram dentro dos nossos abrigos, assistidas pelo Estado Brasileiro. E lá em Pacaraima, nós temos cerca de 500 pessoas abrigadas, recebendo todo esse suporte, esse apoio logístico e humanitário do Estado Brasileiro, por meio da Operação Acolhida.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Governo Federal também está ajudando na mudança dos imigrantes venezuelanos que querem ir para outros estados do Brasil, que é a chamada interiorização. Já foram realizadas três etapas do projeto, levando 527 venezuelanos para as cidades de São Paulo, Manaus e Cuiabá. De Boa Vista, em Roraima, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Sete parques nacionais vão receber investimentos na estrutura para os visitantes.

 

Alessandra: E começou hoje o pagamento do Bolsa Família de Junho.

 

Nasi: Com a fila zerada, mais de 300 mil famílias vão receber o benefício pela primeira vez.

 

Alessandra: Universitários de baixa renda, indígenas e quilombolas contam com auxílio financeiro do Governo para se manterem nas universidades federais.

 

Nasi: É o Bolsa Permanência, que está com inscrições abertas a partir de hoje.

 

Alessandra: Os detalhes, você ouve agora no nosso quadro "Pra você, Cidadão".

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Daniel Costa: Começam, nesta segunda-feira, as inscrições para o programa Bolsa Permanência, do Ministério da Educação. O programa é voltado para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, em especial indígenas e quilombolas que cursam o ensino superior. Estão autorizadas 2,5 mil bolsas para o segundo semestre deste ano. O dinheiro é pago diretamente ao estudante de graduação por meio de um cartão de benefício. O valor da bolsa é de R$ 900. Neste ano, de acordo com o Ministério da Educação, aproximadamente 10 mil indígenas e quilombolas são atendidos. As inscrições devem ser feitas pelo site do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência, até o dia 31 de agosto, no endereço sisbp.mec.gov.br/primeiro-acesso. Repetindo, sisbp.mec.gov.br/primeiro-acesso. Daniel Costa, para a Voz do Brasil.

 

Nasi: E o Bolsa Família do mês de junho começa a ser pago hoje.

 

Alessandra: Treze milhões e setecentas mil famílias em todo o país vão sacar o benefício.

 

Repórter Diego Queijo: O Bolsa é voltado às famílias mais pobres do país, que recebem o dinheiro mensalmente, como a dona de casa Andreibe dos Santos, mãe de três filhas e moradora de Muaná, no Pará. Ela fez o pedido em dezembro, e em janeiro já fazia parte do programa. Segundo Andreibe, a chegada do dinheiro antes do início das aulas das filhas mais velhas, Vitória e Laila, foi uma ajuda muito bem-vinda para comprar o material escolar.

 

Dona de casa - Andreibe dos Santos: Estudar é bom, né? Elas aprendem várias coisas, vão se desenvolvendo na escola. Espero que elas estudem, que elas tenham um futuro bom, né? Que daqui um tempo elas se formem.

 

Repórter Diego Queijo: Com as contas da casa bem administradas, o dinheiro sobrou até para o remédio da pequena Taís, que sofre de asma.

 

Dona de casa - Andreibe dos Santos: Sempre que ela adoece, a gente utiliza o dinheiro para comprar o remédio dela.

 

Repórter Diego Queijo: Em junho, 327,6 mil famílias foram incluídas no Bolsa. E para que essas pessoas que realmente precisam possam ter acesso ao benefício, o Ministério do Desenvolvimento Social vem aperfeiçoando a gestão. O resultado é a fila de espera zerada há onze meses consecutivos. Isso significa que todas as pessoas inscritas no Cadastro Único e que cumprem os requisitos para estar no programa estão sendo selecionadas de forma automática, o que, para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, confirma a importância do trabalho.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Isso é o resultado de um processo de melhoria de governança do programa, combatendo fraudes, retirando pessoas que recebiam indevidamente e fazendo com que os recursos do Bolsa Família cheguem na mão daquelas famílias que realmente necessitam de uma transferência de renda, necessitam do Bolsa Família para viver com mais dignidade.

 

Repórter Diego Queijo: Para saber o dia em que poderá sacar o benefício, é só conferir o Número de Identificação Social, o NIS, que está impresso no cartão do programa. Os que terminam com final 1, podem sacar no primeiro dia do pagamento. Os com final 2, no segundo dia, e assim por diante. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses. Para saber a data de pagamento, basta acessar a página oficial do Ministério do Desenvolvimento Social, no endereço facebook.com/ministeriododesenvolvimentosocial. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: Para preservar ainda mais e, ao mesmo tempo, prestar um melhor serviço a quem visita, sete parques nacionais vão ser concedidos para empresas.

 

Alessandra: Além de melhor estrutura, os investimentos vão gerar empregos e renda.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os grupos privados vão administrar os parques nacionais por um período que varia de 15 a 20 anos. Entre os serviços que devem ser oferecidos aos visitantes, estão alimentação, estacionamento, hospedagem, além de atividades turísticas, como caminhadas e trilhas para bicicletas. Estão previstos investimentos que superam R$ 81 milhões. Já a arrecadação com a exploração de serviços supera R$ 930 milhões. A coordenadora de concessões e negócios do ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Larissa Moura, explica que, ao lado da exploração econômica dos parques, a preservação das unidades não vai ser deixada de lado.

 

Coordenadora de concessões e negócios do ICMBio - Larissa Moura: É um apoio a processos que são relevantes, como processos de proteção, prevenção a incêndios e também algumas questões relacionadas ao alojamento de voluntários que trabalham nas unidades de conservação.

 

Repórter Paulo La Salvia: São sete parques nacionais que vão ser transferidos para gestão da iniciativa privada: Chapada dos Veadeiros, em Goiás, Pau-Brasil, na Bahia, Lençóis Maranhenses, no Maranhão, Jericoacoara, no Ceará, Caparaó, na divisa de Minas Gerais e Espírito Santo, Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, e Itatiaia, que se estende por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Fernando Souza é diretor institucional e de sustentabilidade do grupo que faz a gestão do Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Ele diz que, de 1998 até o ano passado, o movimento saltou de 600 mil visitantes para 2 milhões de turistas ao ano, com impactos na economia local.

 

Diretor institucional e de sustentabilidade - Fernando Souza: O turismo ecológico sustentável tem esse poder, de gerar... Inclusive as compras que a gente realiza dentro do parque nacional são distribuídas na região, porque a gente faz compras locais, a gente contrata a população local para a nossa operação, então acaba sendo positivo para toda a economia regional.

 

Repórter Paulo La Salvia: Qualidade dos serviços, satisfação dos visitantes e conservação dos parques vão ser monitoradas durante os contratos. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: O Mato Grosso do Sul é o primeiro estado brasileiro a ter o currículo pronto de acordo com a nova Base Nacional Comum Curricular.

 

Alessandra: O documento foi aprovado no final do ano passado e define o que deve ser ensinado dentro das salas de aula de todo o país.

 

Nasi: Hoje, o ministro da Educação foi até Campo Grande ver de perto o início dessa implantação.

 

Repórter Luís Claudio Moreira: O ministro da Educação, Rossieli Soares, conheceu, em Campo Grande, a primeira versão do currículo elaborado pelo Estado do Mato Grosso do Sul, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: A Base Nacional Comum Curricular é um dos documentos mais importantes que nós tivemos nos últimos anos no Brasil, ou seja, a gente está tendo agora a possibilidade do primeiro estado que entrega o currículo, que tem sido discutido com a sociedade, com os professores, e Mato Grosso do Sul tem saltado à frente nesse sentido.

 

Repórter Luís Claudio Moreira: O Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do país a ter um currículo pronto no âmbito do Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular, e envolveu 100% dos municípios. Com isso, garantiu mais de R$ 1,5 milhão via recursos do Plano de Ações Articuladas, e foi um dos primeiros a ter o seu termo de referência aprovado. Mais cedo, Rossieli Soares participou da reinauguração da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Valdemir de Barros da Silva, localizada na Vila Moreninha.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Assim como esta escola, somente nos últimos dois anos, nós iniciamos mil escolas como esta no Brasil, com investimento do Governo Federal, porque a gente acredita que trazer para a juventude brasileira opções é o melhor caminho.

 

Repórter Luís Claudio Moreira: A reforma custou R$ 1,5 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi oriundo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE, autarquia vinculada ao MEC. Hoje, o espaço atende a 440 alunos de ensino médio. Reportagem, Luís Claudio Moreira.

 

Alessandra: E foi divulgada hoje a lista de aprovados no Sistema de Seleção Unificada, o Sisu.

 

Nasi: Os estudantes foram selecionados para mais de 57 mil vagas em 68 instituições de ensino superior públicas.

 

Alessandra: As matrículas dos estudantes começam no próximo dia 22 e podem ser feitas até o dia 28 de junho.

 

Nasi: E o candidato convocado precisa ficar atento aos procedimentos de matrícula exigidos pela instituição de ensino.

 

Alessandra: A lista dos aprovados e outros detalhes estão na internet no www.sisu.mec.gov.br

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".