18 de outubro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Professores mais preparados para garantir uma educação de maior qualidade. Governo cria Política para a Formação de Professores da Educação Básica. Multas de trânsito podem ser pagas ou parceladas com cartão de crédito ou débito. Pequenas empresas já são responsáveis por empregar mais da metade dos trabalhadores do país. Fila para entrar no Bolsa Família é zerada pela quinta vez este ano. E mais de 240 mil novas famílias vão receber o benefício.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 18 de outubro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Professores mais preparados para garantir uma educação de maior qualidade.

 

Gabriela: Governo cria política para formação de professores da educação básica. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Faz parte da nova política o Programa de Residência Pedagógica. Com ele, os futuros professores vão fazer, durante a faculdade, um estágio supervisionado nas escolas de educação básica.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Multas de trânsito podem ser pagas ou parceladas com cartão de crédito ou débito. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Os órgãos de trânsito estão autorizados a fazer a diferenciação de preço de acordo com a forma de pagamento. Assim, quem pagar à vista pode ter desconto, já quem optar pelo parcelamento pode ter que pagar com juros.

 

Nasi: Pequenas empresas já são responsáveis por empregar mais da metade dos trabalhadores do país.

 

Gabriela: Fila para entrar no Bolsa Família é zerada pela quinta vez este ano.

 

Nasi: Mais de 240 mil famílias vão receber o benefício pela primeira vez.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Professores mais qualificados, com melhor formação para aperfeiçoar a qualidade de ensino do país.

 

Nasi: Objetivos da Política Nacional para a Formação de Professores da Educação Básica, anunciada hoje pelo Ministério da Educação.

 

Gabriela: Entre as novidades, o estágio em escolas para futuros docentes que estão cursando a faculdade, além de mais vagas para cursos de especialização e mestrados.

 

Nasi: O governo vai investir ao todo mais de R$ 2 bilhões nos próximos dois anos.

 

Repórter João Pedro Neto: Professores mais bem preparados influenciam na melhora do aprendizado dos alunos. A avaliação é do Ministério da Educação, que anunciou nesta quarta-feira um conjunto de medidas para aumentar a formação dos docentes. Segundo o ministro Mendonça Filho, as ações são de longo prazo.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: É uma política que nasce agora, mas que ela vai se fortalecer com o tempo para que ele possa ter cada vez mais amplitude e condições de atendimento na formação inicial e continuada dos professores do Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: A nova Política Nacional de Formação de Professores parte do diagnóstico de que muitos professores da educação básica lecionam sem a formação adequada ou específica. Um dos pontos centrais é a criação de uma Base Nacional de Formação Docente, que vai nortear o currículo de formação dos professores em todo o país. É o que explica a secretária executiva do MEC, Maria Helena Castro.

 

Secretária Executiva do MEC - Maria Helena Castro: Essa base deverá nortear o currículo de formação de professores em todo o país nas instituições públicas e privadas, a médio e longo prazo, e a proposta deverá ser elaborada em parceria com os estados, municípios, as instituições formadoras e o Conselho Nacional de Educação, e deverá ser posta em consulta pública no início do próximo ano.

 

Repórter João Pedro Neto: Também faz parte da nova política o Programa de Residência Pedagógica. Com ele, os futuros professores vão fazer durante a faculdade um estágio supervisionado nas escolas de educação básica. Já para o ano que vem, o ministério prevê a oferta de 80 mil vagas. O presidente regional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Centro-Oeste, Marcelo Ferreira da Costa, diz que a medida é bem-vinda pelos municípios.

 

Presidente Regional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Centro-Oeste - Marcelo Ferreira da Costa: Recebemos com muita satisfação as medidas que foram apresentadas, anunciadas hoje, porque vêm ao encontro de diálogos que nós temos tido há algum tempo. Então, hoje nós conseguimos perceber a concretização desse diálogo.

 

Repórter João Pedro Neto: A nova política prevê, ainda, o aumento de cursos de especialização e mestrado para os professores. Além disso, 250 mil novas vagas devem ser abertas neste e no próximo ano por meio da Universidade Aberta do Brasil. Também devem ser flexibilizadas regras do Prouni para preencher vagas não ocupadas. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: As multas de trânsito podem, agora, ser pagas com cartão de crédito e débito.

 

Nasi: E também vai ser possível parcelar a dívida.

 

Gabriela: As mudanças vão ficar sob a responsabilidade dos órgãos de trânsito dos estados e cada um vai definir a forma de receber os pagamentos.

 

Repórter Luana Karen: Desde que tirou a carteira de motorista, há quase 30 anos, a advogada Márcia Zolotar levou duas multas de trânsito. A última foi este ano e ela teve de pagar à vista.

 

Advogada - Márcia Zolotar: Foi uma multa muito alta, de R$ 800 e poucos, e aí eu não tive essa possibilidade de parcelamento.

 

Repórter Luana Karen: A partir de agora, se levar uma multa de trânsito, Márcia terá mais opções para quitar a dívida. Os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito estão autorizados a receber o pagamento de multas com o cartão de crédito e débito. A nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito permite ainda o parcelamento das multas. O diretor do Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, Elmer Vicenzi, destaca que as mudanças trazem vantagens para todo o sistema.

 

Diretor do Denatran - Elmer Vicenzi: Não só ao administrado, que traz a possibilidade de utilizar um dos meios de pagamento mais utilizados na sociedade, que é o cartão de crédito, como a própria administração, que tende a diminuir a inadimplência com o uso do cartão podendo parcelar as multas.

 

Repórter Luana Karen: Os órgãos de trânsito também estão autorizados a fazer a diferenciação de preço de acordo com a forma de pagamento. Assim, quem pagar à vista pode ter desconto, já quem optar pelo parcelamento pode ter que pagar com juros, mas a decisão sobre como será a forma de pagamento está a cargo de cada órgão e pode variar de estado a estado. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: O mercado de trabalho vem passando por mudanças. Uma delas é o aumento da formalização daquelas pessoas que resolveram ter o seu próprio negócio.

 

Gabriela: Outra transformação é que os pequenos negócios vêm empregando cada vez mais gente do que as grandes empresas.

 

Nasi: Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

 

Repórter Natália Mello: Raquel Vianna é professora de educação física no Rio de Janeiro. Desde que se formou, em 2006, trabalhou em várias academias, que começaram a ficar pequenas demais para seus sonhos. No ano passado, ela percebeu que era hora de abrir o próprio negócio.

 

Microempreendedora Individual - Raquel Vianna: Foi quando eu comecei a dar aulas particulares, né, fora do ambiente da academia, e resolvi atender essas pessoas a domicílio. Depois disso, eu vi que existia uma demanda grande, né, uma carência desse atendimento, e foi quando eu resolvi abrir o meu próprio negócio.

 

Repórter Natália Mello: Raquel é uma microempreendedora individual, os chamados MEIs. São pessoas que trabalham por conta própria e tem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, o CNPJ. Para Raquel, além de segurança, a formalização das atividades trouxe uma série de vantagens.

 

Microempreendedora Individual - Raquel Vianna: Hoje, como eu tenho o espaço físico, né, isso me ajuda muito, porque eu consegui o alvará de funcionamento, você tem facilidades em abertura de conta. Então, assim, é muito favorável para mim. Muitas pessoas pedem nota fiscal, assim, precisam da nota fiscal, então o MEI ajuda muito nesse sentido, né? Não tem tanta burocracia.

 

Repórter Natália Mello: E nos últimos anos, segundo o IBGE, pessoas como Raquel tem buscado cada vez mais a formalização. O dado é um dos destaques de uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, que avaliou o mercado de trabalho entre 2012 e 2016. No período, o número de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no CNPJ passou de quase 24% para aproximadamente 29%. A maioria são mulheres. Adriana Araújo, pesquisadora do IBGE, destaca que essa formalização aumenta as possibilidades para o trabalhador.

 

Pesquisadora do IBGE - Adriana Araújo: Pode representar para essa pessoa um acesso maior, por exemplo, a crédito. Ela pode fornecer uma nota fiscal e, portanto, ela pode ser contratada por empresas. Ou seja, a possibilidade de aumento de demanda pelo trabalho dele aumenta.

 

Repórter Natália Mello: A pesquisa do IBGE destacou, ainda, que o percentual daqueles que trabalhavam em impedimentos de pequeno porte, ou seja, com até cinco pessoas, subiu de 48%, em 2015, para mais de 50%, em 2016. Ao mesmo tempo, o percentual de trabalhadores nas empresas de grande porte caiu. A pesquisa completa pode ser acessada em www.ibge.gov.br. Reportagem, Natália Mello.

 

Gabriela: A indústria brasileira voltou a gerar empregos.

 

Nasi: O setor liderou a criação de postos de trabalho de junho a agosto deste ano.

 

Gabriela: Das mais de 900 mil vagas criadas no período, 40% vieram da área industrial.

 

Nasi: E se a indústria contrata mais é sinal de que o consumo está maior, o que contribui para que outros setores, como o comércio, também gere mais empregos.

 

Repórter José Luiz Filho: A líder nacional na produção de travesseiros fabrica um milhão de unidades por mês. Sediada em Blumenau, Santa Catarina, até o mês de setembro registrou crescimento de 18% nos negócios em relação a 2016, e espera chegar ao fim do ano com um avanço de 25%. Para conseguir isso, conta hoje com quase 1.500 funcionários, número que vem aumentando este ano, como explica Thiago Alterbuggy, diretor de marketing da companhia.

 

Diretor de Marketing - Thiago Alterbuggy: Em 2017, são 63 novas contratações, e nós temos previsto com contratações em aberto para outubro 20 pessoas.

 

Repórter José Luiz Filho: A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, o Pnad, feita pelo IBGE, mostra o aumento das contratações pela indústria. Entre junho e agosto, foram abertas 227 mil vagas pelo setor, como conta Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE - Cimar Azeredo: A indústria teve uma participação bastante expressiva nesse avanço observado no mercado de trabalho brasileiro em relação ao último trimestre. E a indústria, a gente sabe da importância dela, porque ela tem um efeito farol: quando melhora na indústria os demais grupamentos vêm a reboque desse processo. Por isso, essa expectativa em relação a essa melhora na indústria dessa entrada de 2017.

 

Repórter José Luiz Filho: Para Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, a abertura de vagas pela indústria é resultado do aumento da confiança dos empresários.

 

Presidente da Fiesp - Paulo Skaf: O que dá mais confiança foram as reformas já aprovadas, como o teto de gastos, a modernização das leis trabalhistas, a regulamentação da terceirização. E o que dará muito mais confiança é continuar a aprovação das reformas: a reforça tributária, a reforma da previdência.

 

Repórter José Luiz Filho: Esta confiança é traduzida em números. Um relatório da Confederação Nacional da Indústria traz projeções de crescimento para o Brasil e para o setor em 2017. De acordo com o estudo da CNI, o crescimento da indústria será de 0,8%, o primeiro resultado positivo desde 2013. Segundo o economista da Confederação, Marcelo Azevedo, o desempenho da indústria surpreendeu os pesquisadores.

 

Economista da CNI - Marcelo Azevedo: Com relação à indústria, a gente esperava uma recuperação um pouco mais lenta, mas já está tendo alguns resultados mais positivos nos últimos meses. Agora, no segundo trimestre, a gente já teve um consumo com uma boa recuperação e isso traz esperanças de que isso vá se reverter para o restando da economia e mais fortemente até o final do ano.

 

Repórter José Luiz Filho: A CNI também prevê resultados melhores para a inflação, taxa básica de juros, taxa de desemprego e balança comercial, que é a diferença entre o que o Brasil exporta e importa. O FMI, Fundo Monetário Internacional, também melhorou as projeções para a economia brasileira neste ano. O Fundo destaca que o forte desempenho das exportações e a redução do ritmo de queda do consumo interno permitiram a volta do crescimento da economia brasileira depois de oito trimestres seguidos de queda. O Fundo cita, ainda, o bom resultado alcançado pela agricultura e a liberação dos saques de contas inativas do FGTS. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gabriela: 19h12, pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: O pagamento do Bolsa Família começou.

 

Gabriela: E a fila para entrar no programa foi zerada de novo. Daqui a pouco vamos dar os detalhes de como o governo tem garantido o pagamento a quem realmente precisa.

 

Nasi: Profissionais do setor de turismo vão ter uma boa oportunidade para se qualificar.

 

Gabriela: O Ministério do Turismo abriu inscrições para o curso de atendimento ao turista e quase 29 mil pessoas se inscreveram.

 

Nasi: As inscrições já encerraram e a procura mostra como a qualificação é importante para o setor, como comenta o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

 

Ministro do Turismo - Marx Beltrão: Não poderíamos pensar em fazer um programa Brasil Mais Turismo sem pensar na qualificação profissional. Nós temos milhões de pessoas trabalhando no turismo, muitos deles precisam ainda se qualificar, outros estão querendo entrar no mercado de trabalho e precisam de qualificação.

 

Gabriela: O curso é gratuito e online. Os inscritos precisam estar atentos, porque devem concluir os estudos até o dia 15 de janeiro do ano que vem.

 

Nasi: Quem terminar, além de aprender um conteúdo novo, também vai concorrer a uma viagem com acompanhante para um destino turístico no Brasil.

 

Gabriela: Internet com preço justo, rápida e disponível a todos.

 

Nasi: O governo está revendo o marco regulatório das telecomunicações para permitir que todos os brasileiros fiquem conectados.

 

Gabriela: As propostas de mudanças estão em consulta pública e a população pode participar com sugestões.

 

Repórter Cleide Lopes: A Lei Geral de Telecomunicações quando foi criada, em 1997, cumpriu o seu papel, que era universalizar a telefonia fixa. Mas hoje, com a nova realidade e tecnologia avançada, a lei precisa ser modernizada para garantir o acesso à internet em banda larga a todos os brasileiros. Mas, antes de modernizar a lei, o governo quer ouvir a sociedade, o setor produtivo e as comunidades científica e acadêmica na construção da política pública para o setor de telecomunicações, como explica o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: O Brasil é um país que melhorou muito a sua conectividade e nós vamos continuar avançando. Essas ações nossas, o projeto de lei, essa consulta pública, tudo isso vem ao encontro do atendimento desses objetivos.

 

Repórter Cleide Lopes: A ideia da nova política é modernizar o sistema de comunicação brasileiro, Torná-lo mais competitivo para que o consumidor pague menos pelos serviços. É o que garante o presidente das Telecomunicações Brasileiras, Telebras, Maximiliano Martinhão.

 

Presidente da Telebras - Maximiliano Martinhão: Esse modelo novo permitirá que no interior do país surjam empresas pequenas para que elas possam promover a internet e a banda larga nos rincões do país.

 

Repórter Cleide Lopes: O objetivo do governo é levar a fibra ótica a 40% dos municípios restantes onde não há conectividade com a internet e melhorar os serviços de telecomunicação em radiodifusão. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: O acesso à consulta pública pode ser feito pela página do Ministério da Ciência, em mctic.gov.br.

 

Gabriela: Este é o mês das micro e pequenas empresas, um setor que está na linha de frente da retomada da economia.

 

Nasi: Nos primeiros oito meses do ano, os pequenos negócios foram responsáveis pela criação de mais de 300 mil postos de trabalho.

 

Gabriela: E as micro e pequenas empresas querem continuar crescendo.

 

Repórter Mara Kenupp: Até 2022, o Brasil vai ter mais de 17 milhões de pequenos negócios, crescimento de um milhão de novos empreendimentos por ano, de acordo com a estimativa do Sebrae. E esses pequenos empreendimentos têm sido os responsáveis pela retomada do crescimento da economia no Brasil. De janeiro a agosto desse ano, as micro e pequenas empresas geraram quase 330 mil novos postos de trabalho, e o setor de serviços foi fundamental para o bom desempenho: foram 204 mil contratações com carteira assinada. Anderson Moraes, que é dono de restaurante em Brasília, tem 11 empregados.

 

Empresário - Anderson Moraes: Eu estou num projeto para o delivery e também de abrir a casa para eventos à noite. Então, a previsão é que eu consiga aumentar mais de 70% o faturamento e, com isso, gerando mais empregos também.

 

Repórter Mara Kenupp: Com o intuito de fortalecer o setor, o Governo Federal anunciou ações de apoio às micro e pequenas empresas. Foram viabilizados para o mês de outubro créditos de R$ 9 bilhões em condições especiais, como explica o secretário das Micro e Pequenas Empresas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, José Ricardo Veiga.

 

Secretário das Micro e Pequenas Empresas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - José Ricardo Veiga: É uma ação bastante ampla, que ela atua com capacitação, com crédito, com acesso a mercados, com a simplificação. Mas no pilar do crédito, que é um dos principais, nós chamamos os maiores bancos do Brasil, públicos e privados, para que oferecessem condições diferenciadas de crédito para as micro e pequenas empresas, que é o segmento que tem sustentado o crescimento do país aí nos últimos dois anos, durante o mês de outubro, que é o mês da micro e pequena empresa.

 

Repórter Mara Kenupp: O governo também lançou um novo Portal do Empreendedor. Ali é possível se registrar como microempreendedor individual, e quem já tem o registro pode acessar serviços como parcelamento de débitos e impressão do certificado de microempreendedor. Outras informações em portaldoempreendedor.gov.br. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: Conhecer o perfil dos agricultores brasileiros, saber quantos são e o que produzem.

 

Gabriela: Essas informações são importantes para orientar o governo a elaborar políticas públicas para o setor.

 

Nasi: Por isso, o IBGE está coletando dados sobre a atividade rural no Brasil.

 

Gabriela: É o Censo Agropecuário 2017, que vai visitar 5 milhões de propriedades até fevereiro do ano que vem.

 

Repórter Pablo Mundim: Dezenove mil recenseadores do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, começaram neste mês uma coleta digital dos dados, que vai até fevereiro do ano que vem. O censo vai passar por mais de 5 milhões de propriedades rurais em todo o país. O diretor de Pesquisas do IBGE, Cláudio Crespo, destaca que essa é a maior coleta de dados realizada no campo.

 

Diretor de Pesquisas do IBGE - Cláudio Crespo: O Censo Agropecuário é a maior operação realizada pelo IBGE feita no meio rural para retratar a realidade dos diversos estabelecimentos e da produção agropecuária, além das condições de vida dos produtores, desse trabalhador.

 

Repórter Pablo Mundim: Com o censo será possível saber o que se planta e se colhe, que animais são criados, quem são os trabalhadores e como vivem. E uma informação já foi confirmada: a participação da agricultura familiar está cada vez maior. Hoje, 70% dos alimentos de uma cesta básica saem de pequenas propriedades rurais, como a da dona Lindaci Maria, agricultora familiar responsável por uma plantação orgânica na zona rural do Distrito Federal. Com uma produção diversificada, ela vende tudo que planta em feiras da região.

 

Agricultora Familiar - D. Lindaci Maria: É daí que eu tiro o meu sustento, da minha casa e ajudo um pouquinho as minhas filhas, e tiro o retorno para dentro da terra de novo.

 

Repórter Pablo Mundim: O subsecretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Everton Ferreira, explica que o censo vai permitir conhecer melhor a pequena produção rural.

 

Subsecretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário - Everton Ferreira: O Censo Agropecuário dá uma amostra real do que nós temos hoje na agricultura, na agricultura familiar brasileira. É um conjunto riquíssimo de informações que vai abastecer aí os planejamentos, os cenários e os estudos para aquilo que vai direcionar a agricultura familiar nos próximos anos.

 

Repórter Pablo Mundim: O censo também levantar dados como receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conversação de fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: 19h21, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Começou hoje o pagamento do mês de outubro aos beneficiários do Bolsa Família.

 

Gabriela: E pela quinta vez no ano a fila de espera para o benefício foi zerada.

 

Nasi: Resultado das ações de pente-fino feitas pelo governo que garantem que o Bolsa Família chegue a quem realmente precisa.

 

Repórter Juline Pogorzelski: Na casa de Celúcia Pinheiro, de 65 anos, a situação era complicada. Sem renda, ela passava por dificuldades para custear os remédios e a alimentação. Moradora de Brasília, todos os meses ela recorria aos filhos para ajudar nas despesas. O alívio chegou este mês. Celúcia e outras 241 mil famílias que estavam inscritas no Cadastro Único irão receber o Bolsa Família pela primeira vez. Elas foram incluídas no programa porque o Ministério do Desenvolvimento Social zerou a fila de espera para receber o benefício pela quinta vez este ano. Agora, Celúcia comemora o alívio que terá nas despesas.

 

Beneficiária do Bolsa Família - Celúcia Pinheiro: Eu fiquei muito feliz por causa dos meus remédios, que eu tenho dois remédios que eu recebo na farmácia do governo, mas tem um que eu compro e é caro. Para mim, é uma coisa que vai me ajudar muito, muito mesmo.

 

Repórter Juline Pogorzelski: A inclusão dessas famílias só foi possível por causa do aperfeiçoamento da gestão do programa. Com o cruzamento de informações de diversas bases de dados, o Governo Federal identificou pessoas que tinham renda superior à mínima exigida para fazer parte do programa. Essas pessoas, que recebiam indevidamente, tiveram o benefício cancelado, abrindo espaço para quem realmente precisa. O ministro de Desenvolvimento Social, Osmar Terra, fala da importância de realizar ações de pente-fino no sistema para garantir que o benefício chegue às pessoas mais necessitadas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: O pente-fino foi muito importante nesse processo porque tirou do recebimento do Bolsa Família aquelas famílias que ganhavam acima do que declaravam, que realmente não precisariam estar dentro do Bolsa Família. E, com isso, nos permitiu colocar para dentro do Bolsa Família milhões de famílias que precisavam do Bolsa Família, que realmente o Bolsa Família é decisivo para que eles possam botar comida na mesa, complementar a sua renda, e que estavam sempre na fila porque não tinham vaga no programa.

 

Repórter Juline Pogorzelski: No mês de outubro, mais de 13,5 milhões de famílias serão beneficiadas pelo programa. Serão R$ 2,432 bilhões destinados para complementar a renda destas pessoas. O pagamento do Bolsa Família vai ser realizado até o dia 31 de outubro. Reportagem, Juline Pogorzelski.

 

Nasi: Mais de 150 equipamentos de informática e telecomunicações e outros bens de capital que não têm produção no Brasil tiveram os impostos de importação reduzidos para zero.

 

Gabriela: De acordo com a Câmara de Comércio Exterior, a ideia é reduzir custos e incentivar novos investimentos produtivos.

 

Nasi: A medida vale para compras realizadas até junho de 2019.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".