19 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer anuncia criação de Ministério da Segurança Pública. E convoca conselhos para discutir intervenção no Rio de Janeiro. E no Ceará, governo também atua para combater crime organizado. Começa campanha de vacinação contra febre amarela na Bahia. Estão abertas as inscrições para o Fies. E tem juro zero pra alunos de baixa renda. População de mais 2 estados e do Distrito Federal começam a receber mensagem no celular em caso de desastres naturais.

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Transcrição


 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer anuncia criação de Ministério da Segurança Pública.

 

Presidente Michel Temer: Não vai, evidentemente, invadir as competências de cada estado federado. Vai cumprir as suas funções de natureza constitucional, que já são da União Federal, mas também vai coordenar o trabalho de segurança pública em todo o país.

 

Nasi: E convoca conselhos para discutir intervenção no Rio de Janeiro. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: O decreto de intervenção foi aprovado pelo Conselho de Defesa e pelo Conselho da República.

 

Gabriela: E no Ceará, Governo também atua para combater o crime organizado. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Vinte e seis policiais federais e dez agentes da Força Nacional de Segurança Pública vão dar apoio às forças de segurança do estado, reforçando operações de inteligência e investigação, que já vêm sendo realizadas no Ceará.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Começa a campanha de vacinação contra febre amarela na Bahia.

 

Nasi: E estão abertas as inscrições para o Fies.

 

Gabriela: E tem juro zero para alunos de baixa renda. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Cem mil vagas a juro zero serão destinadas para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos por mês.

 

Nasi: População de mais dois estados e do Distrito Federal começam a receber mensagem no celular em caso de desastres naturais.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Mais pessoas conectadas para evitar acidentes e mortes provocados por desastres naturais.

 

Nasi: O serviço de envio de mensagens por celular, da Defesa Civil, chega hoje a dois novos estados: Tocantins e Mato Grosso, e também o Distrito Federal.

 

Gabriela: Desde que o serviço foi lançado, em fevereiro do ano passado, quase 68 mil alertas já foram enviados pelos municípios.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Imagina poder receber pelo celular um alerta sobre riscos de desastres naturais, como deslizamentos, temporais e inundações. Isso já é possível em nove estados brasileiros e, a partir desta segunda-feira, moradores do Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins também vão poder contar com a funcionalidade. O secretário-adjunto de Defesa Civil de Santa Catarina, Fabiano de Souza, conta que o sistema já funciona no estado desde 1º de fevereiro do ano passado e tem ajudado muito em casos de emergência.

 

Secretário-adjunto de Defesa Civil de Santa Catarina - Fabiano de Souza: Hoje ele não precisa levar a informação e convencer uma população a tomar alguma medida. A população já tem essa informação e auxilia os órgãos públicos no desencadear de ações, principalmente na retirada de famílias em áreas de risco e no deslocamento delas para abrigos.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para Élcio Barbosa, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Ministério da Integração, o alerta pelo SMS agiliza o fluxo de informações que pode salvar vidas.

 

Diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres - Élcio Barbosa: Com essas mensagens, a população situada em áreas de riscos, poderão saber das condições e de eventos adversos e serem retiradas em momentos antes da ocorrência de desastres, ou seja, essa mensagem pode salvar vidas.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E o cadastro para receber os alertas por SMS é de graça e muito fácil. Basta mandar uma mensagem com o CEP da sua residência para o número 40199, e pronto, você já está cadastrado. A expectativa do Governo é que, até o final de fevereiro, os outros estados do Norte do país e todos os estados do Nordeste já estejam habilitados. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: Estão abertas as inscrições para o Financiamento Estudantil de 2018. São 155 mil vagas para o primeiro semestre.

 

Gabriela: E neste ano, o Fies tem uma série de novas regras que devem beneficiar quem mais precisa. Vamos saber que novidades são essas na reportagem de Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: A dona de casa Ana Paula Pereira tem 46 anos e dedicou a vida à criação das três filhas. Mesmo com a correria do dia a dia, ela conseguiu terminar o ensino médio em um curso voltado para adultos. Agora que as jovens estão crescidas, ela decidiu dar um novo passo. Quer fazer faculdade e estudar Direito ou Psicologia.

 

Dona de casa - Ana Paula Pereira: Já venho buscando há um bom tempo. É um recomeço. Espero que dê certo, acho que não é tarde.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para poder pagar os cursos da faculdade, Ana Paula decidiu se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. Neste ano, são 310 mil vagas para estudantes de todo o Brasil, sendo que para esse primeiro semestre são 155 mil vagas. Segundo as novas regras, 100 mil vagas a juro zero serão destinadas para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos por mês. As outras duas modalidades são para os estudantes em que a família ganha até cinco salários mínimos por mês, e os juros vão depender da instituição de ensino e do banco onde foi feito o financiamento. Para o diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do Ministério da Educação, Vicente Almeida Júnior, essas mudanças vão dar mais transparência para o processo e permitir que mais estudantes tenham acesso ao Fies.

 

Diretor de Políticas e Programas de Educação Superior - Vicente Almeida Júnior: Até então, você tinha um modelo de financiamento concentrado em estudantes de até três salários mínimos. Agora, nós ampliamos essa faixa. Então, evidentemente que isso permitirá mais estudantes ingressarem no ensino superior privado.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para se inscrever, é necessário ter feito alguma prova do Enem desde 2010. O estudante também precisa ter média acima de 450 pontos e não ter tirado zero na redação. As inscrições vão até o dia 28 de fevereiro e são feitas pelo site fiesselecao.mec.gov.br. O resultado do processo seletivo sai no dia 5 de março. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: O presidente Michel Temer convocou hoje o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, para tratar da intervenção federal do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: O Conselho da República, formado pelos presidentes da Câmara e do Senado, parlamentares, ministro da Justiça e cidadãos, assessora o Governo em momentos de crise.

 

Nasi: Já o Conselho de Defesa Nacional, que inclui também os ministros da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e os comandantes militares, é um órgão de consulta do presidente em assuntos de segurança.

 

Gabriela: Na reunião, os conselheiros manifestaram apoio à intervenção.

 

Repórter Luana Karen: Durante uma hora e vinte, o presidente Michel Temer, ministros de estado e parlamentares discutiram o decreto de intervenção no Rio de Janeiro. Apesar de não precisar de autorização, o decreto foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Defesa e por sete votos favoráveis e duas abstenções pelo Conselho da República. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, apresentou os argumentos que justificaram a intervenção.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Quarenta e três por cento das entregas dos Correios no Rio de Janeiro só acontecem por escolta armada. E em 5 mil desses domicílios, nem com escolta armada é possível entregar correspondência. As pessoas têm que buscar na própria sede, nos postos de correio. Em segundo lugar, as igrejas, os templos evangélicos, em grande parte do Rio de Janeiro, só podem realizar as suas missas e os seus cultos à tarde, porque à noite o risco é muito elevado. Terceiro ponto é de que o ano letivo não está sendo cumprido em boa parte das escolas, por conta dos conflitos, das balas perdidas e do avanço da criminalidade. E, por fim, mais de 800 comunidades no Rio de Janeiro vivem sob o controle do crime organizado, das milícias, do tráfico de drogas. Esses cariocas, eles estão sob a tirania do crime organizado.

 

Repórter Luana Karen: Ainda segundo o ministro da Defesa, todos os recursos necessários para a realização da intervenção estarão disponíveis assim que o interventor, o General do Exército Walter Souza Braga Netto, apresentar o planejamento da ação. Raul Jungmann também afirmou que as operações no Rio de Janeiro talvez precisem de mandados de busca e apreensão coletivos.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Na realidade urbanística do Rio de Janeiro, você, muitas vezes, sai com a busca e apreensão numa casa, numa comunidade, e o bandido se desloca. Então você precisa ter algo que é exatamente o mandado de busca e apreensão de captura coletivo, que já foi feito em outras ocasiões, ele precisa voltar, para uma melhor eficácia do trabalho a ser desenvolvido.

 

Repórter Luana Karen: A intervenção não é militar, mas federal e civil. Nesse sentido, o Governo está intervindo nas questões administrativas da segurança pública do Rio de Janeiro. A atuação dos militares não está a cargo do interventor. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E no fim de semana, o presidente Michel Temer anunciou que deve criar um novo ministério para cuidar somente da segurança.

 

Gabriela: Segundo o presidente, a área é prioridade para o Governo, já que não afeta apenas o estado do Rio de Janeiro.

 

Nasi: O anúncio foi feito no sábado, no Rio, onde Temer participou de reunião para tratar da intervenção federal no estado.

 

Repórter Nei Pereira: No encontro, que reuniu ministros e autoridades federais e do estado do Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer explicou que a intervenção federal é parcial, só para a área de segurança. O presidente disse que a decisão foi negociada e a pedido de autoridades locais. O presidente afirmou que é preciso unir forças para derrotar o crime organizado e prestar assistência à população mais afetada pela criminalidade.

 

Presidente Michel Temer: Seria intolerável continuar a situação que aqui está, no Rio de Janeiro, porque ela cria também um problema nos outros estados, porque no instante em que as coisas desandem aqui, a tendência também é desandar nos outros estados. Nós não queremos isso. Nós queremos que o Rio de Janeiro, com medidas firmes, seguras e especialmente para proteger os mais vulneráveis aqui no Rio de Janeiro. Não foram poucas as mortes havidas, não apenas de policiais, mas também trabalhadores, crianças, lamentavelmente, jovens. Nós queremos, portanto dar um fim a isso e para tanto é que nomeamos o interventor.

 

Repórter Nei Pereira: Nas ruas do Rio de Janeiro, um dia depois de decretada a intervenção, era possível ver policiais fazendo patrulhas. E os moradores estão otimistas com a intervenção federal nas ações de segurança da cidade.

 

Entrevistado: Eu tenho esperança de que haja alguma melhora, que desse jeito que está é impossível ficar.

 

Entrevistado: Você pode ver que todo dia está morrendo uma criança. Agora vai acabar isso aí, agora vai ter paz, agora.

 

Entrevistada: A população vai estar mais segura e eu acredito que não vá ter tanto assim, assalto. Acho que a população vai estar mais tranquila.

 

Repórter Nei Pereira: Ainda no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer anunciou mais uma medida de combate ao crime organizado: nos próximos dias será criado, segundo presidente, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

 

Presidente Michel Temer: Eu quero criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que, na verdade, vai coordenar o trabalho da segurança pública em todo o país. Não vai, evidentemente, invadir as competências de cada estado federado. Vai cumprir as suas funções de natureza constitucional, que já são da União Federal, mas também vai coordenar o trabalho de segurança pública em todo o país.

 

Repórter Nei Pereira: O interventor federal no Rio de Janeiro é o General Walter Braga Netto, que chefia o Comando Militar do Leste. O general foi coordenador-geral de Defesa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Ele vai dirigir todo o setor de Segurança Pública do estado, que inclui as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. Do Rio de Janeiro, Nei Pereira.

 

Gabriela: E o decreto de intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, assinado pelo presidente Michel Temer, está previsto para ser votado hoje pelos deputados.

 

Nasi: O repórter Paulo La Salvia está na Câmara dos Deputados e traz mais informações ao vivo. Uma boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O decreto é o único item da pauta de votação aqui na Câmara dos Deputados, e também inédito desde a Constituição de 1988. Para ser aprovado e seguir para o Senado, é necessária a maioria simples dos deputados, metade mais um, presentes no Plenário na hora da votação. No mínimo, 257 deputados devem estar em Plenário para a abertura da sessão de votação. Caso seja rejeitada pelo Plenário, a intervenção federal no Rio de Janeiro é interrompida. O decreto foi assinado pelo presidente Michel Temer na última sexta-feira e estabeleceu a intervenção federal na área de segurança pública, no Rio de Janeiro, até 31 de dezembro deste ano, quando se encerra o mandato do governador, Luiz Fernando Pezão. O interventor nomeado pelo presidente Michel Temer é o General Braga Netto, Comandante Militar do Leste. O que motivou a edição do decreto pelo presidente Michel Temer foi a violência registrada no Rio de Janeiro durante o Carnaval deste ano, quando ocorreram arrastões e assaltos em plena luz do dia, além da atuação do crime organizado e da guerra de facções no estado, que desde o começo do ano passado, já levou à morte de mais de 140 policiais militares.

 

Gabriela: E, Paulo, com essa intervenção, como fica a tramitação aí no Congresso da reforma da Previdência?

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Olha, Gabriela, por enquanto, a discussão e eventual votação da reforma estão suspensos. A interpretação é que uma intervenção federal em vigor impede qualquer alteração na Constituição, como é a reforma da Previdência. Agora há pouco, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que a prioridade do Governo neste momento é o combate ao crime.

 

Ministro da Secretaria de Governo - Carlos Marun: O Brasil é testemunha de que nós tínhamos e temos consciência de que a reforma é necessária. Todavia, a questão da segurança assumiu um caráter tão explosivo, que tornou necessária a tomada de medidas excepcionais. E essas, o Governo tomou, e o efeito colateral desse momento é a suspensão da tramitação da reforma da Previdência.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Segundo Marun, o decreto de intervenção, que tem prazo até o final do ano, pode ser suspenso antes, caso os motivos que levaram o Governo a assinar o decreto tenham se encerrado. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

Nasi: E vamos agora para o Rio de Janeiro, onde a repórter Caroline Blauth tem, ao vivo, as informações sobre a primeira operação após a decretação da intervenção federal no estado do Rio. Boa noite, Caroline.

 

Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Isso mesmo, 3 mil militares das Forças Armadas participam agora, nas estradas de acesso aqui ao Rio de Janeiro, de uma operação integrada com as Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal, Estadual e a Força Nacional de Segurança Pública. Além das divisas do estado, a ação está acontecendo em outras áreas estratégicas da região metropolitana. Mas, segundo a Secretaria Estadual de Segurança, a operação não faz parte da intervenção federal e sim, é parte das ações de cooperação que foram estabelecidas pelo decreto presidencial de garantia da lei da ordem, que foi assinado em julho do ano passado, em apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública. Algumas vias estão sendo interditadas e setores do espaço aéreo podem sofrer restrições. Mas não deve haver interferência nas operações dos aeroportos. Ao vivo, do Rio de Janeiro, Caroline Blauth.

 

Gabriela: E não é apenas o estado do Rio de Janeiro que vem recebendo apoio do Governo na área de segurança.

 

Nasi: Agentes da Força Nacional e policiais federais foram enviados ao Ceará, para ajudar a polícia local em ações de investigação e inteligência, no combate ao crime organizado.

 

Repórter João Pedro Neto: Os 26 policiais federais e dez agentes da Força Nacional de Segurança Pública seguiram na noite deste domingo para a capital cearense, em um avião da Força Aérea Brasileira. Eles vão dar apoio às forças de segurança do estado no combate ao crime organizado, reforçando operações de inteligência e investigação que já vêm sendo realizados no Ceará. Segundo o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o grupo vai se juntar a outros especialistas federais que já vêm atuando no estado.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: Lamentavelmente, o Ceará é, para o crime organizado, centro geográfico. Quem conquistar o Ceará, conquista o Nordeste. É, portanto, uma guerra de segurança pública. E por isso estamos mandando uma força auxiliar, tática, de inteligência e informação, são mais de 50 especialistas da Força Nacional e da Polícia Federal.

 

Repórter João Pedro Neto: O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, destacou a importância da participação do Governo Federal no combate ao crime organizado. Segundo o secretário, as ações das facções criminosas ultrapassam as fronteiras dos estados.

 

Secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará - André Costa: É um trabalho, é uma investigação sobre essas facções, que não adianta nenhum estado de forma isolada conseguir, vai conseguir realmente combater com efetividade, e que é necessária a participação da União nesse processo.

 

Repórter João Pedro Neto: O secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Alexandre Motta, que está à frente do grupo, lembrou que a iniciativa de levar a força-tarefa ao estado é uma resposta a um pedido do governador do Ceará.

 

Secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública - Alexandre Motta: Isso decorre da preocupação do Governo Federal de apoiar o Governo do Estado do Ceará nestas ações de combate ao crime organizado, tanto na área de inteligência como na área de investigação.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o Ministério da Justiça, o grupo enviado neste domingo vai atuar no Ceará pelo tempo que for necessário, em apoio à Polícia Militar, à Polícia Civil e ao Sistema Penitenciário do Estado. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: 19h18 em Brasília.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Começou hoje a campanha de vacinação contra a febre amarela para os baianos.

 

Nasi: A situação dos estrangeiros latino-americanos que buscam moradia no Brasil foi discutida hoje, pelo Brasil e pela Agência da Organização Nacional das Nações Unidas para Refugiados.

 

Gabriela: Em reunião com o presidente Michel Temer, a ONU se comprometeu a buscar ajuda internacional para o Brasil conseguir responder às necessidades dos venezuelanos, que já passam de 40 mil só em Boa Vista, capital do estado de Roraima.

 

Repórter Pablo Mundim: Em dez anos, o número de imigrantes no Brasil aumentou 160%. Só em Roraima, cerca de 40 mil venezuelanos buscam ajuda, e o Brasil tem tradição internacional de acolher quem precisa. É um compromisso que norteia as políticas brasileiras, como lembra o ministro das Relações Internacionais, Aloysio Nunes.

 

Ministro das Relações Internacionais - Aloysio Nunes: Eu mesmo vivi durante muitos anos na condição de refugiado, durante a ditadura brasileira. Eu sei o quão precioso é o quadro jurídico que garanta a proteção, que estabeleça com clareza os direitos e os deveres dos refugiados. Mas é, também, falar de solidariedade, dignidade e de respeito. E são esses valores que nos movem a trabalhar e, ao mesmo tempo, remediar o sofrimento daqueles que nos procuram.

 

Repórter Pablo Mundim: Diante desse pensamento, o presidente Michel Temer editou, na semana passada, medida provisória para assistência emergencial aos imigrantes venezuelanos. E no ano passado, foi sancionada a Lei de Imigração, que garante serviços públicos de saúde, assistência e previdência social, além de outros direitos. O Brasil estuda ainda novas medidas para dar rapidez e segurança aos pedidos de residência, como adianta o secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro.

 

Secretário nacional de Justiça - Rogério Galloro: O Governo Federal estuda ampliar a autorização de residência para cidadãos de países fronteiriços com o Brasil, que ainda não façam parte do acordo do Mercosul de residência. Com isso, teríamos condições de desafogar o sistema de refúgio no Brasil, o que abre uma via migratória alternativa ao refúgio, rápida e segura, aos nacionais venezuelanos.

 

Repórter Pablo Mundim: O esforço do Brasil em garantir os direitos humanos aos imigrantes e refugiados é reconhecido internacionalmente. A agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados ofereceu, nessa segunda-feira, uma cooperação mais estreita diante do crescimento do fluxo de estrangeiros. O Alto-Comissariado da ONU, Filippo Grandi, reconheceu o esforço do Brasil e pediu que o país continue garantindo proteção.

 

Alto-comissário da ONU - Filippo Grandi: Les felicito por los pasos adoptados para identificar y responder a quienes tienen necesidades específicas. Les pido que continuen haciéndo-lo, respectando las garantias apropriadas de protección, derecho de solicitar e recibir asilo.

 

Repórter Pablo Mundim: E nesta terça-feira, a ONU apresentará em Brasília a ideia inicial do novo pacto global sobre refugiados, para acolher sugestões dos países latinos e do Caribe. Só aqui no Brasil, são mais de 9 mil refugiados, de 82 nacionalidades. Diferente dos imigrantes, são considerados refugiados os estrangeiros que sofrem perseguição no país de origem. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E começou hoje a campanha de vacinação contra a febre amarela na Bahia.

 

Nasi: O estado vai oferecer as doses fracionadas, que têm eficácia por até oito anos.

 

Gabriela: A expectativa é que mais de 3 milhões de pessoas, que não foram imunizadas nenhuma vez na vida, sejam vacinadas.

 

Nasi: E a campanha continua também nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Repórter Raquel Mariano: A meta é imunizar 95% da população de oito municípios: Camaçari, Candeias, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, São Francisco do Conde, Vera Cruz e a capital, Salvador. Até agora, não houve registro de nenhuma contaminação da doença na Bahia, mas exames de laboratório confirmaram a presença do vírus no estado, como explica Ramon Saavedra, coordenador estadual de imunização.

 

Coordenador estadual de imunização - Ramon Saavedra: Levamos em consideração também a evidência da circulação do vírus da febre amarela. E a meta da campanha é vacinar, pelo menos, 95% da população não vacinada, nesses oito municípios.

 

Repórter Raquel Mariano: A campanha vai até o dia 9 de março e pretende vacinar mais de 3 milhões de baianos. O ator Lucas Lins, morador de Lauro de Freitas, já se apressou para procurar um posto de saúde e garantir a imunização contra a doença.

 

Ator - Lucas Lins: Então por isso que eu vou logo me vacinar, para garantir logo ficar protegido.

 

Repórter Raquel Mariano: Assim como o baiano Lucas, cariocas e paulistas também devem procurar postos de vacinação, como lembra o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Importante que as pessoas compareçam aos postos de vacinação, o quanto antes, para fazer essa imunização, em oito municípios, que foram escolhidos aí pela Vigilância Sanitária do Estado da Bahia para serem objetos da vacinação. Então, a gente pede à população desses municípios, que estão em campanha, que compareçam aos postos de vacinação.

 

Repórter Raquel Mariano: A campanha de vacinação fracionada também está ocorrendo nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, a campanha foi prorrogada e termina no dia 2 de março. Já no Rio, a imunização acontece até o fim de março. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: 19h24 em Brasília.

 

Nasi: A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, entregou o cargo na tarde de hoje.

 

Gabriela: Em nota, o Governo informou que Gustavo do Vale Rocha, chefe da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, vai responder de forma interina pela pasta, acumulando as duas funções.

 

Nasi: A economia do país deve crescer 1,04% em 2017.

 

Gabriela: É o que prevê um indicador do Banco Central, que traz uma prévia do Produto Interno Bruto, o PIB.

 

Nasi: Se o resultado se confirmar, será a primeira vez, depois de dois anos de recessão, que a economia registra crescimento, superando a forte crise.

 

Gabriela: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".