19 de julho - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Motoristas de todo o país já podem ter a versão digital da carteira de habilitação no celular ou tablet. A gente traz o passo a passo para você baixar e usar o documento. Mais de 95% dos brasileiros ainda usam cédulas e moedas para pagamentos. Pesquisa do Banco Central revela que hábito é mais comum para pagar compras pequenas. Agentes da Polícia Federal e da Força Nacional vão atuar nas fronteiras de 9 estados no combate ao tráfico de drogas e armas. Trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial, ano-base 2016, terão um novo prazo para resgatar o dinheiro.

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Transcrição

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 19 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia: motoristas de todo o país já podem ter a versão digital da Carteira de Habilitação no celular ou tablet.

 

Gabriela: A gente traz a passo a passo para você baixar e usar o documento.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Mais de 95% do dos brasileiros ainda usam cédulas e moedas para pagamentos.

 

Nasi: Pesquisa do Banco Central revela que hábito é mais comum para pagar compras pequenas. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: O estudo aponta que principalmente em compras de até R$ 10, 88% da população prefere pagamento em dinheiro.

 

Gabriela: Agentes da Polícia Federal e na Força Nacional vão atuar nas fronteiras de nove estados no combate ao tráfico de drogas e armas.

 

Gabriela: Trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial ano base 2016 terão um novo prazo para resgatar o dinheiro, Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: Os empregados podem sacar o benefício entre os dias 26 de julho e 30 de dezembro.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Motoristas de todo o país têm uma população para não esquecerem mais a Carteira de Habilitação em casa.

 

Nasi: Depois de ser disponibilizada de forma gradual desde o início deste mês, Detrans de todo o país permitem o uso da carteira de motorista digital no celular ou tablet.

 

Gabriela: Pouco mais de 250 mil motoristas já usam a Carteira Digital, uma alternativa ao documento em papel, que continua valendo normalmente.

 

Nasi: E se você ainda não tem a Carteira de Habilitação Digital, o que deve fazer para começar a usar? A repórter Cleide Lopes tem as informações.

 

Repórter Cleide Lopes: Esquecer a Carteira de Motorista em casa dá uma grande dor de cabeça. O condutor tem que pagar multa de R$ 88 e fica o carro retido até apresentação do documento. O empresário Andreys Carneiro da Silva, que mora em Marabá, no Pará, passou por esse problema.

 

Empresário - Andreys Carneiro da Silva: Recentemente agora ocorreu comigo, esqueci a habilitação e fui multado.

 

Repórter Cleide Lopes: Mas, tudo ficou mais fácil, o Carteira de Habilitação já pode ser acessada por meio de um aplicativo no celular. Giovana Silveira da Silva, mulher de Andreys, também já foi multada por esquecer a carteira, e gostou da novidade.

 

Giovana Silveira da Silva: Já aconteceu comigo, né, de ser abordada e eu estar sem a documentação e fui multada. Digitalizando vai ficar mais fácil. Se a gente for abordada, já ter o código no celular.

 

Repórter Cleide Lopes: Todas as Carteiras de papel emitidas a partir de maio de 2017 trazem um código QR Code necessário para baixar e usar o aplicativo. Para digitalizar a Carteira de Motorista é muito simples, tudo começa com o cadastro do condutor pela internet no portal de serviços do Denatran, o Departamento Nacional de Trânsito. Depois, o motorista precisa ir ao Detran, o Departamento de Trânsito local para confirmar os seus dados e provar que realmente ele é o usuário do cadastro. O ministro interino das Cidades, Silvani Pereira, explica que a ideia é usar a tecnologia para facilitar cada vez mais a vida do cidadão.

 

Ministro interino das Cidades - Silvani Pereira: A partir do momento que ele tiver a CNH Digital, mesmo que esteja offline, que não tenha internet, vai possível que, ao parar numa blitz ou que for pedida a identificação dele, que se verifique todos os dados. Além disso, esse documento é a Carteira de Identidade, que hoje o brasileiro utiliza muito mais uma vez a CNH Digital do que a Carteira de Identidade.

 

Repórter Cleide Lopes: E a partir desse segundo semestre, além da Carteira Digital de Motorista, o documento do veículo também poderá ser digitalizado. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: O brasileiro ainda usa o dinheiro para pagar, principalmente, compras pequenas.

 

Nasi: Mas também recorre com frequência aos cartões de débito e crédito nas compras de maior valor.

 

Gabriela: As informações são uma pesquisa do Banco Central divulgada hoje.

 

Repórter Gabriela Noronha: O dinheiro vivo ainda é utilizado por 96% dos brasileiros, segundo pesquisa do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira. Para o brasiliense Joatão Vilella, o pagamento em espécie facilita a vida.

 

Entrevistado - Joatão Vilella: É a facilidade que tem, você pagou, recebeu não precisa ficar controlando saúdo, etc.

 

Repórter Gabriela Noronha: O estudo aponta que principalmente em compras de até R$ 10, 88% da população prefere pagamento em dinheiro.

 

Entrevistado: Dependendo do que você vai comprar, né? Se não for muito caro, porque também eu não ando com muito dinheiro no bolso, aí eu uso dinheiro mais comprar coisas pequenas, né, padaria, supermercado.

 

Entrevistada: Se eu tiver com dinheiro eu pago no dinheiro, mas nunca quantidade muito alta porque eu tenho que jogar com o dinheiro.

 

Repórter Gabriela Noronha: No comércio, 50% do faturamento vem de pagamentos em dinheiro, valor menor que o registrado em 2013, quando o percentual era de 55%. O que vem aumentando mesmo nos caixas é o pagamento com cartão de débito, que passou de 14% para 20%. Para a copeira Vera Lúcia Martins, o cartão traz mais segurança.

 

Copeira - Vera Lúcia Martins: Por causa do débito, é muito difícil estar com dinheiro, porque hoje em dia está difícil andar com dinheiro, né? Cartão, sendo senha, ninguém vai roubar então. Às vezes não tem troco também, a gente já facilita o troco com o cartão, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: E, falando em troco, não é por caos que estão faltando moedas nos caixas. A pesquisa diz que quase 20% da população brasileira ainda tem o hábito de guardar moedas em casa, além disso, mais de 56% usam o dinheiro aguardado no cofrinho para compras e pagamentos. Na casa do seu Francisco Robério Ferreira, por exemplo, o que a família consegue poupar serve para quitar o IPVA.

 

Entrevistado - Francisco Robério Ferreira: Tenho um cofrinho que ajuda a pagar o IPVA do carro. Tem um troquinho, a gente vai lá e bota. Devagarzinho a gente chega lá, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: O Banco Central estima que 35% das moedas, o equivalente a 8 bilhões de unidades, estão guardadas em algum lugar. O chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, Fábio Bollmann, afirma que o ideal é trocar as moedas por notas, para manter o dinheiro metálico em circulação.

 

Chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante - Fábio Bollmann: Essa é uma questão muito importante para o Banco Central porque é um investimento alto na confecção de moedas e a ideia do Banco Central é que essas moedas circulem o máximo possível. Provavelmente essas pessoas que guardam por um período mais prolongado, são pessoas que usam a moeda como uma forma de poupança, que até elogiável que as pessoas façam isso, entretanto, recomendação que a gente faz é sempre que a pessoa acumule uma certa quantia em moedas, ele troque por cédulas e mantenha a sua poupança em cédulas, mas troque essas moedas para fazer com que ela circule o máximo possível.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo o Banco Central, a pesquisa é importante para conhecer a demanda por dinheiro no país. O estudo foi feito no mês de abril e ouviu 2 mil pessoas da população em geral e funcionários do comércio e de estabelecimentos de serviço que trabalham como caixa. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Trezentos agentes da Polícia Federal e da Força Nacional vão atuar em nove estados no combate a crimes de fronteira.

 

Gabriela: A base da Operação Fronteira Segura vai ser a estado de Mato Grosso do Sul.

 

Nasi: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima e Santa Catarina também vão contar com ações da operação.

 

Gabriela: A ideia é reprimir crimes transnacionais, especialmente a entrada de drogas e armas no país.

 

Nasi: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, explicou que além da operação, são necessárias ações conjuntas com os países vizinhos no combate aos crimes.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: O problema da droga, da violência que nós temos nas fronteiras não se resolverá apenas dentro do Brasil, mas também com parcerias, com compartilhamentos, com operações conjuntas, inteligência e convergência de legislação com os nossos vizinhos, com os países com os quais nós temos fronteira.

 

Gabriela: A operação deve ser iniciada ainda este mês e será feita pelo menos até novembro, podendo ser prorrogada.

 

Nasi: E a Força Nacional de Segurança Pública vai atuar por mais seis meses na Amazônia.

 

Gabriela: As tropas vão continuar o trabalho de apoio ao Ibama na fiscalização ambiental da região.

 

Nasi: O número de agentes que estão atuando não foi divulgado.

 

Gabriela: O SUS, Sistema Único de Saúde, oferece muitos medicamentos gratuitos para a população.

 

Nasi: Mas, para chegar aos pacientes esses remédios passam por avaliação profissional e também dos próprios usuários.

 

Gabriela: Os medicamentos são colocados em consulta pública aberta na internet, assim o cidadão pode dizer, por exemplo, se aquele remédio lhe causou algum mal-estar.

 

Repórter Raíssa Lopes: Novas substâncias para o tratamento e cura de doenças estão sempre surgindo, e, para não ficar para trás, o Sistema Único de Saúde está sempre analisando novos medicamentos, e, quando comprovado sua eficácia, passa a ofertá-los. É o caso de dois remédios usados do tratamento do Alzheimer, que passaram a ser oferecidos pelo SUS no ano passado. A professora de farmacologia clínica da Universidade de Brasília, Patrícia Souza, conta que os remédios melhoram a vida do que têm a doença.

 

Professora de farmacologia clínica da Universidade de Brasília - Patrícia Souza: Foi incorporada a rivastigmina, que é um medicamento para tratamento de Alzheimer na forma de adesivo, que aí evita muito enjoo que os pacientes estavam tendo. E, da outra classe também, a memantina, que os dois juntos vão... um vai somar o efeito do outro, aí melhorando a qualidade de vida do paciente que tem a demência.

 

Repórter Raíssa Lopes: Mas, para que o medicamento comece a ser oferecido pelo SUS, ele precisa passar por uma série de etapas que buscam comprovar seu eficácia e benefícios, como explica o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Marco Fireman.

 

Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde - Marco Fireman: A primeira etapa é solicitar à nossa secretaria, à Secretaria de Ciências e Tecnologia, ao Ministério da Saúde, o pedido de incorporação daquela nova tecnologia. O segundo passo é avaliação dessa tecnologia, nós temos algumas perguntas que a gente faz: existe concorrente já incorporado ao SUS? Se existe, essa nova tecnologia, ela traz algum benefício para o paciente ou o usuário? Ela é mais econômica para o SUS?

 

Repórter Raíssa Lopes: Todo medicamento passa por uma consulta pública antes de ser incorporado pelo SUS. Atualmente há sete consultas abertas, uma delas relacionada ao tratamento para a intoxicação por agrotóxicos. Marco Fireman, do Ministério da Saúde lembra que todos podem contribuir.

 

Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde - Marco Fireman: Por acesso à internet, ele escolhe que formulário ela quer contribuir, porque ele se identifica naquele formulário se é médico, profissional da saúde, cientista, para a gente ter avaliação da contribuição de forma diferente, e, então, ele se identifica e ali ele diz porque ele está contribuindo e qual é a contribuição que ele tem que... que ele pode dar para que nos ajude a avaliar.

 

Repórter Raíssa Lopes: A consulta pública sobre intoxicações por agrotóxicos está aberta até 31 de julho. O Brasil é um dos países que mais utiliza agrotóxico na produção agrícola. Para participar da consulta é só acessar o site da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. O endereço é: conitec.gov.br. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Prevenção e controle de doenças, campanhas de vacinação, estudos sobre o estado de saúde da população.

 

Gabriela: Algumas das ações da chamada vigilância em saúde.

 

Nasi: Agora o Brasil tem uma política nacional sobre a tema.

 

Gabriela: Com ela vai ser possível identificar as principais necessidades na área e cada região do país.

 

Nasi: E isso significa que os investimentos vão ser feitos de forma mais eficaz.

 

Repórter Pablo Mundim: Após dois anos de estudo e centenas de sugestões analisadas, o Brasil agora tem uma política nacional de vigilância à saúde. A proposta é definir responsabilidades, diretrizes e estratégias para o setor. A diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e em Saúde do Trabalhador, Daniela Buosi, explica como este documento vai ajudar a população a ter uma saúde de qualidade.

 

Diretora de Vigilância Em Saúde Ambiental e em Saúde do Trabalhador - Daniela Buosi: Se a gente conseguir trabalhar bem a promoção e a prevenção da saúde, a gente vai diminuir o adoecimento da população e vai conseguir trabalhar melhor esse eixo de assistência, né?

 

Repórter Pablo Mundim: Entre as diretrizes apresentadas no documento estão a garantia do financiamento das ações da vigilância em saúde, a promoção do controle social e da formação e capacitação em vigilância para os profissionais de saúde do SUS, e o desenvolvimento de estratégias e ações de educação, comunicação e mobilização social. Para Daniela Buosi, são diretrizes que vão ajudar na promoção de ações mais eficientes para o usuário.

 

Diretora de Vigilância Em Saúde Ambiental e em Saúde do Trabalhador - Daniela Buosi: Se a gente conseguir olhar para o nosso território, né, e cada território ele tem um dinâmica diferente, e a gente conseguir entender como é que a pessoas vivem e adoecem naquele território, a gente consegue investir em ações de prevenção, e, com isso, a gente vai diminuir o gasto com saúde.

 

Repórter Pablo Mundim: A Política Nacional de Vigilância à Saúde foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde e reúne proposta de especialistas, acadêmicos, conselheiros, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial ano base 2016 terão um novo prazo para resgatar o dinheiro.

 

Nasi: Daqui a pouco a gente traz as novas datas para saque e como saber se você tem dinheiro ao benefício.

 

Gabriela: Empresas e entidades públicas e privadas têm a oportunidade de participar de feiras internacionais para promover produtos e destinos turísticos brasileiros.

 

Nasi: A chamada da Embratur é para sete eventos no interior neste ano em países como Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Inglaterra.

 

Gabriela: A presidente da Embratur, Teté Bezerra, fala que as feiras servem para desenvolver o setor de turismo do país.

 

Presidente da Embratur - Teté Bezerra: É importante para mostrar para o mercado mundial, porque essas feiras são feiras mundiais, de como o turismo brasileiro está se apresentando, como nós estamos qualificados e preparados para receber o turista. Então, isso é sempre uma oportunidade de você fazer relacionamentos com outros países, de relacionamento com operadores, com empresas aéreas para, cada vez mais, turistas conhecerem o Brasil. A expectativa é muito favorável, nós esperamos nos próximos 12 meses, após a realização dessas sete feiras, fazermos negócios, né, o trading turístico, fazer negócio com mais de US$ 126 milhões. Isso é muito importante porque consolida essas empresas, elas geram emprego, elas geram oportunidade e fazem o país também crescer nesse setor econômico tão importante para o Brasil, que é o turismo brasileiro.

 

Nasi: As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de julho na página da Embratur na internet, em: embratur.gov.br.

 

Gabriela: Em boa parte do Brasil, inverno é sinônimo de seca e com ela vêm também as queimadas.

 

Nasi: Um perigo para a nossa saúde, para os animais, plantas e também para a economia.

 

Gabriela: E como a maior parte das queimadas é resultado de ação humana, é necessário tomar todos os cuidados possíveis.

 

Nasi: Caso você veja uma queimada, é só ligar para o Ibama ou para os Bombeiros.

 

Gabriela: No Distrito Federal, as queimadas são comuns nessa época do ano, e, por isso, o Ibama faz um tramo preventivo. Nós fomos conferir de perto a ação dos brigadistas.

 

Repórter Nei Pereira: Essa é a sirene do caminhão da brigada de prevenção e combate aos incêndios florestais do Ibama em Brasília. O chamado não é para atender nenhuma emergência, mas, sim, para um serviço de prevenção a queimadas em uma área de preservação permanente do Distrito Federal. Na região, o período de chuva passou, agora a seca predomina no cerrado brasileiro pelos próximos meses, o que aumenta os riscos de incêndio. Os 13 brigadistas do Ibama começam o trabalho preventivo ateando fogo na vegetação seca às margens de rodovia, que passa ao redor do parque, mas é um fogo do bem, como explica o chefe do Núcleo de Operações do Ibama, Devalcino Francisco de Araújo.

 

Chefe do Núcleo de Operações do Ibama - Devalcino Francisco de Araújo: Ainda não está no período crítico, né, bem crítico, então, a gente vem, e faz esse aceiro, principalmente próximo às rodovias. Dificulta mais a pessoa colocar, porque você sabe que a maioria desses incêndios, ele é provocado pelo homem, né?

 

Repórter Nei Pereira: O trabalho de prevenção de incêndios dos brigadistas foi na Estação Ecológica Águas Emendadas, uma área de 10,5 mil hectares que abriga nascentes, córregos e uma variedade de plantas e animais no Distrito Federal. Segundo o administrador da estação, Gesisleu Darc Jacinto, as ações ajudaram a reduzir os focos de fogo na área.

 

Administrador da estação - Gesisleu Darc Jacinto: Essa é uma prática que já até vem sendo adotada há alguns anos, ela reduz bastante a matéria seca que vai em formar o incêndio, né? E esses incêndios que eventualmente vão sair daqui dessa área periférica de fora da estação para dentro da estação.

 

Repórter Nei Pereira: O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama está presente em 22 estados e conta de 1.550 brigadistas contratados no período de seca, que nesta época atinge grande parte do Brasil. O chefe do esquadrão de Brasília, André Santos, tem dez anos de experiência no combate a incêndios florestais, ele conta que já atuou em várias regiões do Brasil.

 

Chefe do esquadrão de brigadistas - André Santos: Já participei de vários tipos de combates a incêndios florestais. Combates ampliados, esses que duram de 15 dias a 30 dias de combate. Eu mais uma equipe de 15 a 30 homens dentro de floresta, mata amazônica, combatendo ali dia e noite, pernoitando na linha do fogo para combater esses tipos de incêndios, né?

 

Repórter Nei Pereira: A maior dos incêndios no país é causada por ação humana, só 1% é por causas naturais, como raio. As queimadas são responsáveis por cerca de 75% das emissões de gás carbônico, são prejuízos para a saúde das pessoas, dos animais e plantas, e também da economia. A população pode ajudar no combate à fogos avisando as autoridades. O Ibama atende pelo telefone: 0800-61-8080. De segunda a sexta-feira das 7h às 19h. Outra opção é o Corpo de Bombeiros de sua cidade, que atende pelo número 193. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Centenas de cachoeiras, mais de 450 nascentes, vegetação rica em biodiversidade.

 

Gabriela: Estamos falando do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

 

Nasi: E é no cerrado onde vivem também muito animais ameaçados de extinção.

 

Gabriela: Nessa reportagem especial vamos conhecer as belezas do parque, que também é cercado de misticismo e boas energias.

 

Repórter Raíssa Lopes: A 260 quilômetros de Brasília, é um lugar onde as árvores baixas e tortas e se misturam a céu de um azul único e com cachoeiras, muitas cachoeiras. Com uma área de 240 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros abriga cinco municípios: Alto Paraíso, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João da Aliança, todos em Goiás. O local é importante área de conservação do cerrado, com 460 nascentes já registradas e ainda abriga espécies em extinção, como explica o diretor do parque, Fernando Tatagiba.

 

Diretor do parque - Fernando Tatagiba: Nesses ecossistemas estão protegidos diversos exemplares da nossa flora e da nossa fauna, né, muitos deles, inclusive, ameaçados, como é o caso do lobo-guará, da onça-pintada, da raposinha do campo. O cerrado é um bioma riquíssimo do ponto de vista de vida, ele abriga as savanas com a maior biodiversidade no planeta.

 

Repórter Raíssa Lopes: Tanta beleza atrai turistas, todos os anos cerca de 60 mil pessoas visitam o lugar. As cachoeiras geladas e de água cristalinas convidam para um mergulho, cercados por uma vegetação que encanta quem passa por aqui, como a funcionária pública Tatiana Garofalo, de São Paulo.

Funcionária pública - Tatiana Garofalo: A gente anda nesse solão e a gente vai observando ao longo do caminho que a vegetação muda e tem muitas flores.

 

Repórter Raíssa Lopes: O parque guarda ainda parte da história do Estado de Goiás. Até o início dos anos 80, era frequentado por garimpeiros que vinham atrás de quartzo, usado em joias, objetos de decoração, como conta o guia turístico Gabriel Rosa.

 

Guia turístico - Gabriel Rosa: O parque tem uma história bem especial, né, porque esse lugar foi habitado, a princípio, por garimpeiros. Com a fundação do parque o garimpo foi extinto e muitos garimpeiros até transformaram seus negócios, né, foram... se tornaram donos de pousadas, de restaurantes, de bares.

 

Repórter Raíssa Lopes: O parque também tem um lado místico. A localização, a tranquilidade e até mesmo os cristais encontrados na região fazem da Chapada dos Veadeiros um local que atraio místicos e do Brasil e do mundo, como a Muski Ebitka, dona de um conhecido templo de meditação na região.

 

Dona de meditação na região - Muski Ebitka: Logo que eu cheguei aqui eu me emocionei, eu curti, eu senti a vibração, senti a coisa, né? Muito, muito forte. Aqui tem gente que pratica tudo o que é tipo de tradição espiritual. A grande concentração de cristais, a natureza aqui é maravilhosa, né, é o berço das águas.

 

Repórter Raíssa Lopes: Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, o parque tem entrada gratuita e nos meses de janeiro e julho abre todos os dias. O local é sinalizado, pode ser visitado sem a contratação de um guia. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: Quem ainda não sacou o abono salarial do ano base 2016 vai ter um novo prazo para receber o benefício.

 

Gabriela: A novo período para saque começa na semana que vem.

 

Repórter Raquel Mariano: Dois milhões de trabalhadores que ainda não sacaram o abono salarial ano base 2016 terão um novo prazo para resgatar o dinheiro. Com a nova prorrogação os empregados podem sacar o benefício entre os dias 26 de julho e 30 de dezembro, mesma data que começa a liberação para o saque do ano base 2017. Têm direito ao benefício as pessoas inscritas no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenham trabalhado por pelo menos 30 dias no ano com Carteira assinada e com remuneração máxima de até dois salários mínimos por mês. Para quem trabalhou na iniciativa privada, o saque é feito pela Caixa Econômica Federal, já os funcionários públicos devem procurar o Banco do Brasil. Ainda estão disponíveis R$ 1,5 bilhão para o ano de 2016. O valor do abono varia de R$ 80 a R$ 954. Raquel Mariano para a voz de Brasil.

 

Nasi: Termina no domingo, dia 22 de julho, o prazo de inscrição para quem quer financiar os estudos numa faculdade particular por meio do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil.

 

Gabriela: São pelo menos 155 mil vagas, sendo 50 mil delas a juros zero.

 

Nasi: Para concorrer o candidato deve ter participado de uma das edições do Enem a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos e não pode ter zerado a redação.

 

Gabriela: As inscrições são feitas pela internet no endereço: fies.mec.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".