20 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Começou a montagem final do primeiro submarino construído no Brasil. Para o presidente Michel Temer, uma oportunidade de avançar na política de defesa, desenvolver novas tecnologias e ainda criar empregos. Governo anuncia prioridades para aprovação no Congresso Nacional. Medidas que podem reduzir gastos e simplificar pagamento de tributos. Brasil e demais países da América Latina apresentam a ONU sugestões para acolhimento a refugiados. Conversamos com o ministro das Relações Exteriores. E vamos antecipar pra você novo sistema que vai monitorar a Amazônia no combate ao desmatamento.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 20 de fevereiro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começou a montagem final do primeiro submarino construído no Brasil.

 

Luciano: Para o Presidente Michel Temer é uma oportunidade de avançar na política de defesa, desenvolver novas tecnologias e ainda criar empregos.

 

Presidente Michel Temer: Também estamos escrevendo, convenhamos, um capítulo de nossa longa trajetória rumo ao Brasil do conhecimento, da inovação, do progresso.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Governo anuncia prioridades para a aprovação do Congresso Nacional.

 

Gabriela: Medidas que podem reduzir gastos e simplificar pagamentos de tributos. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre as prioridades, o Cadastro Positivo de Bons Pagadores, a redução de desoneração da folha de pagamento das empresas e a simplificação de tributos com a reforma do PIS/Cofins.

 

Luciano: Brasil e demais países de América Latina apresentam à ONU sugestões para acolhimento a refugiados.

 

Gabriela: Vamos conversar, ao vivo, com o ministro das Relações Exteriores.

 

Luciano: E vamos antecipar para você o novo sistema que vai monitorar a Amazônia no combate ao desmatamento.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A Voz do Brasil noticiou ontem que a agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados deve cooperar com o Brasil para que nós possamos continuar acolhendo os venezuelanos que já somam mais de 40 mil, só no estado de Roraima, em busca de um novo lar.

 

Luciano: E hoje Brasil e demais países da América Latina apresentaram à ONU cem sugestões de políticas de acolhimento aos refugiados para um pacto um global que está sendo discutido na ONU.

 

Gabriela: Isso, porque além dos imigrantes, como é a caso dos venezuelanos, o Brasil abriga mais de 9 mil refugiados de 82 diferentes nacionalidades.

 

Luciano: E para atender melhor esse assunto, a gente conversa agora, ao vivo, por telefone, com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. Boa noite, ministro.

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Boa noite, Luciano. Boa noite, Gabriela.

 

Luciano: Ministro, que tipo de cooperação o Brasil espera da ONU? Como é que a organização pode nos ajudar a continuar acolhendo os venezuelanos?

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Bem, as Nações Unidas têm como uma agência que é voltada exatamente para esse tema, proteção aos refugiados no mundo, que é a ACNUR, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Essa agência foi criada ao mesmo tempo que as Nações Unidas, logo depois da Segunda Guerra Mundial, e tem uma vastíssima experiência no acolhimento a essas pessoas que são vítimas de grandes catástrofes humanitárias, de guerras, de perseguições, de catástrofes naturais, como está que vitimou, por exemplo, recentemente os haitianos no terremoto que ocorreu lá. Então, essa agência tem uma experiência de 70 anos de trabalho. Ela está presente em muitos lugares do mundo, por exemplo, na Síria, hoje em dia para acolher os refugiados orientar os refugiados para o país de destino. Então, ela tem uma enorme experiência, tem quadros altamente qualificados e uma relação de trabalho com o Brasil já bastante antigo, inclusive, tem uma sede aqui em Brasília. Ora, essa agência pode nos ajudar e está nos ajudando já em crises como essa de Roraima, por exemplo, dos venezuelanos chegando em Roraima. Tem nos ajudado na construção de abrigos, na busca de parceiros que possam apoiar essas pessoas na assistência jurídica, ajudá-los a arrumar trabalho, ajudar essas pessoas a saírem de Roraima, não ficarem ali na fronteira, mas irem para outros estados onde tem mais possibilidade de acolhimento, ou mesmo para outros países da América Latina, onde eles têm maior facilidade linguística, países de língua espanhola, né? Ela também está nos ajudando para fazer um recenseamento desses refugiados: quem são, para onde vão, qual é o nível de escolaridade, qual é a sua situação sanitária, né? Se precisa de assistência médica ou não precisa, enfim, ela está nos ajudando muito participando ativamente de um grupo de trabalho que foi criado aqui no governo brasileiro, junto... que funciona na Casa Civil, integrado por vários ministérios, e a ACNUR participa também desse trabalho.

 

Gabriela: Ministro, e hoje o Brasil recebeu 36 países numa reunião e apresentou a ONU sugestões para um pacto global sobre refugiados. O que seria esse documento e de que forma ele pode apoiar política de acolhimento em todo o mundo?

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Bom, nessa reunião... foi uma reunião, aliás, promovida por nós, nós é que convidamos os países, convidamos a ACNUR, esteve aqui, inclusive, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, e o objetivo dessa reunião foi recolher num documento, depois de dois dias de discussão, sugestões para levarmos às Nações Unidas que irá elaborar, está elaborando esse ano uma pacto mundial para os refugiados. Porque esse fenômeno, vocês acompanham isso pelos jornais, pela televisão, pelo rádio, esse fenômeno dos refugiados é um fenômeno muito presente no mundo de hoje, são mais de 65 milhões de refugiados no mundo inteiro, não é? E esta... a ONU, então, vai organizar esse ano um pacto mundial para que haja maior, inclusive, compartilhamento de responsabilidades para acolhida desses refugiados e desses imigrantes.

 

Luciano: Ministro Aloysio Nunes, e como é que por desse pacto os países podem se ajudar mutuamente?

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Bem, em primeiro lugar, nós queremos, por meio de pacto, que países que tenham maior condição de recursos, países mais ricos, possam ajudar os países que têm menos condições, países mais pobres a receber esses refugiados, né? É preciso que haja um compartilhamento mais equitativo dos encargos. Em segundo lugar, esse impacto pode também contribuir para que países que tenham boas práticas, como é o caso do Brasil, possam servir de exemplo paro outros países. Nós aqui temos no Brasil uma legislação muito adequada para a definição do que sejam refugiados. Nós temos o Conselho Nacional de Refugiados, que examina cada pedido de refúgio, nós temos uma lei de imigração que permite que facilite a integração dessas pessoas na sociedade brasileira, nós temos documentos, como o documento de visto humanitário, um documento temporário que permite que a pessoa, de posse esse documento, possa ter acesso a serviços públicos--

 

Gabriela: Ministro?

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes (ao vivo): Nós estamos trabalhando para também para que esses refugiados possam se dirigir, não fiquem ali na fronteira parados, mas possam se dirigir para lugares onde eles tenham condições de trabalhar e de viver, de serem bem recebidos.

 

Gabriela: Ministro, a gente agradece muito a sua participação. O nosso tempo é curto. Mas muito obrigada por falar com a gente aqui, ao vivo, na Voz do Brasil.

 

Ministro da Relações Exteriores - Aloysio Nunes.: Ok. Um abraço a vocês.

 

Luciano: Avançar na política de defesa do país, desenvolver novas tecnologias e ainda criar empregos.

 

Gabriela: Todos esses benefícios vêm sendo gerados a partir do programa de desenvolvimento de submarinos.

 

Luciano: É isso mesmo, estamos construindo essas embarcações cheias de inovações e que no futuro significam novas tecnologias que podem chegar para você aí com forma mais rápida e barata.

 

Gabriela: E a montagem final do submarino Riachuelo começou hoje. Ele será o primeiro a ser concluído e o lançamento ao mar está previsto para a segundo semestre deste ano.

 

Repórter Nei Pereira: Um marco na história da indústria naval militar brasileira, o Riachuelo, primeiro submarino produzido no polo naval Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro, pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o Prosub, entrou na fase final. O gigante de 66 metros de comprimento e 2.500 toneladas foi construído em cinco partes, chamadas de seções. Agora foi feita a integração do último bloco, a parte traseira. Depois de concluída essa fase de integração, o submarino vai estar pronto e será levado ao mar. A previsão é de que isso ocorra até o final deste ano. Para o comandante da Marinha, almirante de esquadra, Eduardo Bacelar Leal Ferreira, com o Prosub o Brasil recupera a indústria de fabricação de submarinos.

 

Comandante da Marinha - Eduardo Bacelar Leal Ferreira: Na Marinha brasileira tem hoje cinco submarinos operando, ou prontos, o primeiro deles foi construído na Alemanha e os últimos quatro já foram construídos no Brasil. Então, nós, na verdade, estamos recuperando uma capacidade industrial que nós já tivemos no passado e em algum momento nós perdemos.

 

Repórter Nei Pereira: Desenvolvido em parceria entre o Brasil e a França, o programa prevê transferência de tecnologia, nacionalização de equipamentos e capacitação de pessoas. Nos próximos anos serão construídos mais três submarinos convencionais e um com propulsão nuclear, o primeiro do país desse tipo e com tecnologia 100% nacional. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, as novas embarcações vão ajudar na defesa marítima brasileira.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: O Brasil tem 7.400 quilômetros de costa, além disso, nós temos a chamada Amazônia Azul, que são as águas jurisdicionais do Brasil que alcançam 3,5 milhões quilômetros quadrados. Mas é preciso também lembrar que a aproximadamente 90% de toda a nossa reserva de petróleo se encontra no mar brasileiro. E é preciso, sim, ter capacidade de defender e fiscalizar e de dissuasão, e essa é uma ferramenta essencial para o Brasil, para o seu progresso e para o desenvolvimento.

 

Repórter Nei Pereira: O complexo naval de Itaguaí se transformou um canteiro de obras em andamento. Estão sendo criadas estruturas para a construção, operação e manutenção de submarinos. Para o Presidente Michel Temer, os benefícios do programa vão além da área militar.

 

Presidente Michel Temer: Ao construirmos os nossos submarinos, nós estamos construindo saber, estamos construindo autonomia tecnológica. Estamos abrindo novas fronteiras para a nossa medicina, para a nossa matriz energética e para a nossa ciência, e estamos, naturalmente, contribuindo para a criação de empregos de qualidade nos mais variados domínios.

 

Repórter Nei Pereira: A cidade de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, tem pouco mais de 100 mil habitantes. O complexo naval é hoje responsável por 4.500 empregos diretos e 11 mil indiretos, e a previsão é de que esses números quase que dobrem, o que agrada a população.

 

Entrevistado: A geração de emprego foi muito benéfica. Muitas pessoas de outros estados migraram para o município de Itaguaí em busca de emprego.

 

Entrevistado: Bom para o comerciante também, porque a população com dinheiro vai gastar no meu comércio e vai gastar... pagar os impostos em dia na prefeitura e é bom para todo mundo.

 

Repórter Nei Pereira: A previsão é de que os outros três submarinos convencionais fiquem prontos até 2023. Já o movido a energia nuclear deve entrar em operação em 2029. Quando isso ocorrer, o Brasil se junta a outros seis países que hoje detém a tecnologia de construir submarinos nucleares. De Itaguaí, no Rio de Janeiro, Nei Pereira.

 

Luciano: Para fortalecer a economia do país o governo apresentou uma agenda de 15 pontos considerados importantes.

 

Gabriela: As medidas devem ser analisadas e votadas pelo Congresso durante este ano.

 

Luciano: A agenda foi apresentada na noite de ontem por ministros, depois de uma reunião com o Presidente Michel Temer.

 

Repórter João Pedro Neto: Os ministros anunciaram uma agenda com 15 medidas prioritárias para a economia do país, que já tramitam ou vão ser encaminhadas ao Congresso. São propostas que vão ajudar no equilíbrio das contas públicas, reduzir gastos, melhorar a produtividade no Brasil, dar mais segurança jurídica e aprimorar a atuação das instituições. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou sobre a definição da nova pauta.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: O presidente, ele solicitou, e, tanto o presidente do Senado, quanto o presidente da Câmara, os nossos líderes no Senado e na Câmara, elencaram o que poderia ser uma pauta micro e macroeconômica para nós, imediatamente, passarmos a trabalhar esta pauta.

 

Repórter João Pedro Neto: Entre as prioridades, o Cadastro Positivo de Bons Pagadores, a redução da desoneração da folha de pagamento das empresas e a simplificação de tributos com a reforma com o PIS/Cofins. Medidas que, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é fundamental para aumentar a produtividade do país.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A reforma do PIS/Cofins é algo fundamental para facilitar a vida das empresas, e, em consequência, das pessoas e aumentar, em última análise, a capacidade do Brasil produzir mais e melhor, na medida em simplifica toda a estrutura tributária do Brasil. E tem outros exemplos, como, por exemplo, o Cadastro Positivo, fundamental para aumentar o acesso de todos ao cadastro positivo, e, em última análise, diminuir o custo do crédito.

 

Repórter João Pedro Neto: A autonomia para o Banco Central, a desestatização da Eletrobrás, o Programa de Recuperação e Melhoria das Empresas Estaduais também estão entre as prioridades. O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, lembrou que as propostas se somam a outras que já tramitam no Congresso, e afirmou que o governo segue atuando de maneira firme em temas que têm grande impacto da qualidade de vida dos brasileiros.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Está pauta não é uma pauta estritamente fiscal, ela é uma pauta mais ampla que inclui modificações extremamente relevantes na estrutura da economia brasileira. Além disso, uma série de medidas microeconômicas que visam dar dinamismo às atividades produtivas.

 

Repórter João Pedro Neto: Os ministros afirmaram que o governo ainda tem compromisso em aprovar a reforma da Previdência, mas em função da intervenção federal no Rio de Janeiro, o tema vai ser retomado em outro momento. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: 19h15 em Brasília.

 

Luciano: Ministério da Defesa vai lançar novo sistema de monitoramento da Amazônia.

 

Gabriela: E daqui a pouquinho nós vamos antecipar para você que novidade é essa e como vai ajudar no combate ao desmatamento.

 

Luciano: E hoje, no Rio de Janeiro, foi realizada operação para reduzir o número de roubos de cargas e impedir a entrada de armas no estado.

 

Gabriela: A repórter Caroline Blauth, que está no Rio de Janeiro, e acompanhou a operação, conversa com a gente, ao vivo. Boa noite, Caroline.

 

Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Luciano. Pois é, a maior operação integrada entre as forças de segurança estaduais e federais no Rio de Janeiro teve continuidade hoje em comunidades da zona norte da cidade. As ações foram iniciadas na noite dessa segunda-feira nas divisas do estado, que já está estavam previstas pelo Decreto de Garantia da Lei e da Ordem, que foi assinado pelo Presidente Michel Temer em julho de 2017. Ou seja, essa ação não faz parte da intervenção federal, decretada na semana passada. Segundo o balanço, divulgado há pouco aqui pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, foram autuadas 11 pessoas e houve apreensão de 14 armas, 11 rádios transmissores, além de veículos e grande quantidade de drogas em munições.

 

Gabriela: E Caroline, você visitou hoje uma das comunidades em que foi feita essa operação. O que é que você viu por lá?

 

Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Isso mesmo, Gabriela, eu estive hoje na Comunidade Kelson durante parte da operação e eu conversei com diversos moradores. Eles estavam otimistas com a presença das Forças Armadas e muitos fizeram questão de acompanhar de perto o trabalho dos veículos blindados da Marinha, que estavam lá desobstruindo as vias que eram tomadas por barricadas. E a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro espera, inclusive, contar com a ajuda dos moradores. Pelas redes sociais eles pedem que a população local ajude denunciando esconderijo de criminosos, armas e drogas pelo telefone 190.

 

Luciano: Caroline, mais cedo, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, participou de uma reunião no Tribunal de Justiça aí do Rio de Janeiro para discutir questões jurídicas relativas à intervenção federal no Rio de Janeiro. O que é que ficou decidido?

 

Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Isso, Luciano. Segundo o ministro Torquato Jardim, eles tentaram na reunião antecipar questões judiciais que podem surgir durante o processo de intervenção no Rio, e já pensaram em soluções. Em nota, o Ministério da Justiça informou que as buscas e apreensões obedecerão ao rito constitucional, mas vão levar conta que a zona de conflito na cidade tem organização precária com endereços que não são todos facilmente localizáveis, e, por isso, é possível que esses pedidos sejam feitos com base em condições de GPS, descrevendo áreas das comunidades. Mas o ministro assegurou que em todas as ações os princípios constitucionais vão ser obedecidos.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: Serão assegurados todos os direitos e garantias fundamentais que constam na Carta Republicana. A intervenção federal, ao contrário do estado de defesa, não inibe, não retira direitos e garantias fundamentais e eles serão todos observados no trato concreto de caso a caso conforme o mandato de busca e apreensão seja necessário para naquele caso concreto.

 

Repórter Caroline Blauth (ao vivo): Participaram dessa reunião o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e representantes do Judiciário. Segundo Torquato Jardim, a Advocacia-Geral da União já destacou três advogados para atender ao interventor. Ao vivo, do Rio de Janeiro, Caroline Blauth.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Proteger as riquezas a população da região amazônica não é tarefa fácil.

 

Luciano: É preciso monitorar áreas gigantescas para evitar o desmatamento.

 

Gabriela: E para auxiliar os órgãos que fiscalizam esse crime, o Ministério da Defesa conta com Censipam, que é o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.

 

Luciano: Um sistema que vai contar com novos investimentos para combater e acabar com a derrubada de nossas florestas.

 

Repórter Marina Melo: O Ministério da Defesa lançará nesta quarta-feira uma importante ferramenta para ajudar a combater crimes como desmatamento na floresta amazônica, o sistema integrado de alertas de desmatamento, desenvolvido pelo Censipam, Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, órgão ligado ao Ministério da Defesa, o novo sistema utiliza informações de radares de abertura sintética, que conseguem apontar possíveis incidências de desmatamento ainda em seus estágio inicial, como explica a coordenadora-geral de operações da Diretoria de Produtos do Censipam, Edileusa Nogueira.

 

Coordenadora-geral de operações da Diretoria de Produtos do Censipam - Edileusa Nogueira: O que é o SipamSAR? O SipamSAR é o sistema integrado de alerta de desmatamento, desenvolvido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, Censipam. Esse sistema, ele foi criado para detectar a supressão da vegetação florestal em seu estado inicial e os últimos ilícitos que possam ocorrer na Amazônia legal, utilizando, desta forma, dados de sensores orbitais de radar de abertura sintética.

 

Repórter Marina Melo: De acordo com a pesquisadora, esse tipo de ferramenta é essencial para a região amazônica por causa da dificuldade em se obter informações por radar durante os meses de chuva, entre outubro e abril.

 

Coordenadora-geral de operações da Diretoria de Produtos do Censipam - Edileusa Nogueira: Então, desta forma, a emissão de alertas de desmatamento diminui, podendo levar à interpretação de diminuição da retirada da vegetação, sendo, que na verdade, trata-se da limitação de obtenção de imagens para análise. Esta tecnologia tem como uma das características a capacidade de poder obter imagens de superfície, mesmo com a presença de nuvens.

 

Repórter Marina Melo: Com o novo sistema, desenvolvido pelo Censipam, as informações captadas serão enviadas de forma mais ágil, o que reduzirá o tempo entre a coleta da imagem e a emissão do alerta de desmatamento. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: O Brasil vai ser reconhecido como país livre da febre aftosa com vacinação.

 

Luciano: Com a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal, 25 estados e o Distrito Federal tendem a ser declarados livres da aftosa com vacinação. Santa Catarina já é considerada como livre da doença sem a vacinação há mais de dez anos.

 

Gabriela: A decisão deve ser anunciada na assembleia geral da entidade em maio, em Paris, na França.

 

Luciano: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comentou a conquista e afirmou que o próximo passo é tornar o Brasil área livre do vírus sem vacinação nos próximos anos.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Esse é um pleito antigo, são mais de 60 anos de lutas de vários governos, lideranças da pecuária nacional que trabalharam muito para a gente chegar nesse processo. Quero compartilhar com você pecuarista, com você líder de regiões que ajudou a construir isso, como disse, foram milhares de pessoas que ajudaram. E agora, em maio, haverá uma reunião onde vai se sacramentar isso. E eu já convidei o Presidente Michel Temer, nós devemos estar presentes nessa reunião grande para receber, então, este certificado. E a partir daí, nós já estamos trabalhando para declarar o Brasil livre de febre aftosa sem vacinação, que aí, sim, será o grande salto da pecuária brasileira que deverá ocorrer lá por 2022, 2023.

 

Gabriela: Na procura pelo emprego, muitas vezes o candidato esbarra na falta de qualificação.

 

Luciano: Mas a Escola do Trabalhador, do Ministério do Trabalho, pode ajudar a melhorar essa realidade.

 

Repórter Pablo Mundim: Eles estão cada vez mais presentes no dia a dia dos brasileiros, seja na busca pela qualificação ou como uma oportunidade para conquistar uma vaga de emprego, os cursos online deixaram de ser tendência para virar realidade. Somente na Escola do Trabalhador, uma plataforma criada pelo Ministério do Trabalho em parceria com a Universidade de Brasília, já são 145 mil pessoas inscritas, 270 mil matrículas. São cursos como inglês, informática, recursos humanos, língua portuguesa. Ao todo, são 21 cursos gratuitos de curta duração. E até o final deste ano o Ministério do Trabalho vai ampliar para 50 o número de cursos oferecidos. Para Higino Brito Vieira, diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, uma oportunidade a mais para quem procura um emprego.

 

Diretor de Política de Empregabilidade do Ministério do Trabalho - Higino Brito Vieira: Esses cursos que estão sendo oferecidos possuem um olhar atento para, não só aumentar a empregabilidade do trabalhador, mas também para que ele se mantenha no mercado de trabalho e até possa disputar melhores posicionamentos.

 

Repórter Pablo Mundim: Somente neste mês, já foram emitidos 28 mil certificados de conclusão. Qualquer pessoa pode participar da Escola do Trabalhador. Não há pré-requisito e nem exigência de escolaridade mínima. Ao acessar o portal no www.escola.trabalho.gov.br é possível escolher o curso, acessar o conteúdo das aulas, tudo de forma simples e interativa. Ao final, o estudante passa por avaliação antes de receber o certificado. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".