20 de março de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Ministério da Saúde amplia vacinação contra a febre amarela para todo o país. 75 milhões de brasileiros devem ser imunizados. Presidentes do Brasil e da Colômbia tratam de novas parcerias comerciais e combate ao crime nas fronteiras. E presidente Michel Temer reafirma liberação de R$ 1 bilhão para segurança no Rio de Janeiro. Vamos falar da troca de experiências para atender melhor nossas crianças logo nos primeiros anos de vida. Fórum Mundial da Água: a agricultura discute novas técnicas para evitar o desperdício e produzir mais.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 20 de março de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Ministério da Saúde amplia vacinação contra febre amarela para todo o país.

 

Nasi: Setenta e cinco milhões de brasileiros devem ser imunizados. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Cidades das regiões Sul, Sudoeste e Nordeste, onde não havia recomendação da vacina, agora vão receber as doses.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Presidentes do Brasil e da Colômbia tratam de novas parcerias comerciais e combate ao crime nas fronteiras.

 

Gabriela: E Presidente Michel Temer reafirma liberação de um R$ 1 bilhão para a segurança no Rio de Janeiro.

 

Presidente Michel Temer: Nós vamos garantir recursos para a intervenção no Rio de Janeiro e vamos garantir recursos para a segurança. Isso já está definido e assegurado.

 

Nasi: Vamos falar ainda da troca de experiências para atender melhor nossas crianças logo nos primeiros anos de vida. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Criança Feliz já atende mais de 240 mil crianças e gestantes e é apresentado como modelo para outros países.

 

Gabriela: No Fórum Mundial da Água a agricultura discute novas técnicas para evitar o desperdício e produzir mais.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Hoje a gente abre a Voz do Brasil falando sobre juventude.

 

Gabriela: São mais de 50 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos em todo o país.

 

Nasi: E o Governo Federal anunciou uma série de ações voltadas para esse público, desde iniciativas de profissionalização e oferta de lazer e cultura.

 

Gabriela: Quem vai falar dessas ações para a gente é o secretário nacional de Juventude, Assis Filho, que está aqui, ao vivo, no estúdio. Boa noite, secretário.

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: Boa noite, Gabriela Mendes. Boa noite, Nasi Brum e todos os nossos ouvintes da Voz do Brasil. É uma satisfação imensa estar de volta aqui falando com vocês.

 

Gabriela: Secretário, na semana passada, a Secretaria Nacional de Juventude lançou 12 iniciativas para a juventude. você pode destacar algumas para a gente.

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: O Brasil Mais Jovem, lançado pelo Presidente Michel Temer no último dia 15 de março, é o maior pacote de ações do Governo Federal para a juventude brasileira. Ele reúne 91 iniciativas que colaboram agora mais 12 outras ações de projetos lançadas na última quinta-feira. Essas ações que integram o Brasil Mais Jovem 2018 é um diagnóstico da juventude LGBT, um diagnóstico sobre a juventude rural, o Projeto Inova Jovem, que é para empreendedorismo para jovens das favelas, a implantação de 27 unidades de Estação Juventude 2.0, o Plano Nacional de Start Ups e Empreendedorismo para A Juventude, o novo Plano de Juventude Viva de Combate à Violência Contra a Juventude Negra, a ampliação do Programa Força nos Esportes, no Rio de Janeiro, e a proposta de atualização do Plano Nacional de Juventude, acompanhada do decreto que foi assinado que instituiu o Sistema Nacional de Juventude do Brasil.

 

Nasi: Secretário, e dentro dessas ações, temos alguma política para capacitar a juventude? Já que essa, historicamente, é a classe de pessoas que mais sofre com o desemprego no país?

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: Nós temos especificamente três ações e programas que visam capacitar os jovens. A primeira delas é a o Projeto Inova Jovem. O Inova Jovem é um curso de empreendedorismo para a juventude negra, negras, negros, que moram em comunidades, em áreas vulneráveis. Nós achamos que a estratégia do empreendedorismo é uma política muito favorável para combater o desemprego e possibilitar que, através do próprio negócio, da inovação da criatividade, esses jovens possam montar o seu próprio negócio e ter autonomia financeira com isso. Nesse objetivo nós lançamos o Projeto Inova Jovem, que haverá 2 mil jovens capacitados em todos os estados do Brasil. E esse curso vai funcionar para jovens negros que moram nessas comunidades carentes, espalhados por todo o país. A outra ação é o Estação Juventude, que foi reativado pelo governo do Presidente Michel Temer. Serão entregues inicialmente 27 unidades do Brasil, na primeira fase. E nessa Estação Juventude acontecerão oficinas e cursos de capacitação, variados cursos de capacitação para esses jovens.

 

Gabriela: Secretário, como você citou, o Presidente Michel Temer assinou um decreto e regulamenta o Sistema Nacional de Juventude. O que esse decreto traz de importante para os nossos jovens?

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: O Sistema Nacional de Juventude foi previsto desde 2013, na Lei 12.852, que institui o Estatuto da Juventude. O Presidente Michel Temer saudou uma dívida histórica dos movimentos sociais de juventude e da própria legislação, regulamentando esta lei através desse decreto. O Brasil faz um fato inédito no mundo, instituindo um sistema que vai colaborar muito para inaugurar o modelo de governança no Brasil, que, certamente, vai colaborar com a implantação de organismos de juventude, não só na União, mas nos estados e nos municípios.

 

Nasi: Conversamos, então, com o secretário nacional de Juventude, Assis Filho, ao vivo, aqui no estúdio da voz do Brasil. Secretário, obrigado pela participação mais uma vez aqui na Voz.

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: Eu que agradeço a oportunidade. E uma boa noite a todos.

 

"Criança Feliz. Primeira Infância".

 

Gabriela: Como os países vêm tratando o desenvolvimento de suas crianças na primeira infância?

 

Nasi: Um seminário internacional discute o assunto aqui em Brasília e traz especialistas da Argentina, Chile, México e Uruguai.

 

Gabriela: O exemplo do Brasil é o programa Criança Feliz, destacado na abertura do encontro pelo Presidente Michel Temer e a embaixadora do programa, Marcela Temer.

 

Repórter Paulo La Salvia: Gleiciane Dias de Souza mora em Marataízes, no Espírito Santo, ela é beneficiária do Bolsa Família e tem o pequeno Mateus, que tem 11 meses, e é assistido pelo Criança Feliz. Gleiciane conta como os visitadores do programa a orientam nos cuidados com a criança.

 

Beneficiária do Bolsa Família - Gleiciane Dias de Souza: Aí ensina as crianças, ensina as brincadeiras para fazer com a criança.

 

Repórter Paulo La Salvia: A coordenadora do Criança Feliz em Marataízes, Patrícia Schuina, trabalha com 180 gestantes e crianças de zero a três anos. Patrícia disse que o programa foi um divisor de águas no atendimento à primeira infância.

 

Coordenadora do Criança Feliz em Marataízes - Patrícia Schuina: Estamos colhendo alguns frutos no sentido de ver o desenvolvimento da criança e também o afeto entre a mãe, entre a criança.

 

Repórter Paulo La Salvia: Experiências como a brasileira estão sendo discutidas em Brasília num seminário internacional. O Criança Feliz faz o acompanhamento semanal de gestantes e criança a zero a três anos incluídas no Bolsa Família, além de menores até seis anos que recebem a Benefício de Prestação Continuada. A embaixadora do programa, Marcela Temer, destacou uma experiência de vida com o Criança Feliz em Águas Lindas, município do estado de Goiás.

 

Embaixadora do programa - Marcela Temer: Eu conheci a Sra. Erenilza dos Santos, aliás, nós, Osmar, conhecemos a Sra. Erenilza, que é mãe de nove filhos, entre eles, a pequena Bianca. E nós vimos de perto o carinho e dedicação da visitadora com essa bebê, que na época era recém-nascida. E sabe que eu fico muito feliz, pois todos os envolvidos no programa, eles vestem a camisa do Criança Feliz.

 

Repórter Paulo La Salvia: O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, que coordena o Criança Feliz, defendeu que a melhor forma de se reduzir a desigualdade social é capacitar as crianças no país.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Os filhos das famílias mais pobres tenham uma educação melhor, cidadãos melhor preparados, melhor informados e vão ajudar a sua família depois a sair da pobreza.

 

Repórter Paulo La Salvia: Em visita oficial ao Brasil, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que há dois anos foi criada na Colômbia uma política de Estado voltado à primeira infância e que a iniciativa ajudou com o processo de paz no país. Já o Presidente Michel Temer destacou as iniciativas latino-americanas voltadas à primeira infância.

 

Presidente Michel Temer: Há uma coincidência muito grande entre os programas na Colômbia e os programas que estamos fazendo aqui no nosso país. Mas a ideia básica é esta, quer dizer, esses encontros são muito importantes porque eles servem para nos despertar.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, quase 2 mil municípios no Brasil já têm domicílios que recebem visitas do Criança Feliz, nessas cidades são atendidas mais de 240 mil gestantes e crianças. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: O Ministério da Saúde vai ampliar a vacinação contra a febre amarela para todo o país.

 

Gabriela: A ideia é imunizar 77,5 milhões pessoas até abril do ano que vem, nas cidades onde não havia vacinação.

 

Nasi: E para explicar o assunto, a gente conversa agora, ao vivo, com o repórter Pablo Mundim, que está aqui no estúdio da Voz do Brasil. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela, e, principalmente, vocês ouvintes da Voz do Brasil. A vacina contra a febre amarela já está em boa parte das cidades brasileiras e também é recomendada para pessoas de outras regiões que vão se deslocar para áreas silvestres e rurais. Mas algumas cidades do Nordeste, Sul e Sudeste não faziam parte das áreas de recomendação da vacina. Agora, com a ampliação, a expectativa é atingir 100% do território nacional até abril do ano que vem e vacinar 77,5 milhões pessoas nessas três regiões. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida vai prevenir novos casos da doença.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Todos os anos tínhamos mortes por febre amarela, 60, 80 por ano, e, agora, nos últimos dois anos, tivemos um aumento que não queremos ver repetido no ano próximo. Então, propusemos a Organização Mundial de Saúde e a Opas, a definição de que todo território nacional passe a ser área de vacinação permanente. Tivemos a aprovação. E iniciaremos a vacinação para alcançar 90% de cobertura de vacinação de febre amarela em toda a população brasileira em todos os estados.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Segundo o cronograma de vacinação do ministério, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão continuar com a dose fracionada e recebem as vacinas até o mês de junho. A partir de julho, os demais estados vão receber a dose integral. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul serão os primeiros. E a partir do ano que vem, começam a receber os estados de Piauí, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Já em Minas Gerais, a vacinação é permanente. A medida vai prevenir novos casos da doença. E o ministro da Saúde ressalta que há estoque suficiente para todo o país.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Temos estoque suficiente para o planejamento que foi estabelecido, até continuamos com o bom estoque estratégico que é necessário para qualquer eventualidade.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O ministro Ricardo Barros também adiantou que o Brasil está se preparando para ser o maior fornecedor de vacina da febre amarela do mundo. Segue com vocês.

 

Nasi: Obrigado, Pablo Mundim, pelas informações aqui, ao vivo, na Voz do Brasil.

 

Gabriela: 19h12 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer reafirma a liberação de R$ 1 bilhão para a segurança no Rio de Janeiro.

 

Nasi: E no Fórum Mundial da Água acompanhamos os debates na agricultura.

 

Gabriela: O setor discute novas técnicas para evitar o desperdício e produzir mais alimentos.

 

Nasi: O Brasil faz fronteira por terra com outros dez países da América do Sul.

 

Gabriela: São quase 17 mil quilômetros de extensão, a grande maioria formada por vegetação nativa de áreas de difícil acesso.

 

Nasi: O que acaba se tornando porta de entrada de armas, drogas e munições.

 

Gabriela: Para proteger as fronteiras e combater esses crimes, o governo vem atuando em conjunto com esses países com a troca de informações e ações de inteligência.

 

Repórter Gabriela Noronha: A parceria com os países vizinhos é fundamental para combater crimes como contrabando e tráfico de drogas. Por isso, o Brasil promove, no mês que vem, em Foz do Iguaçu, no Paraná, uma reunião com representantes dos setores de inteligência de diversos países para melhorar o controle das fronteiras. O anúncio foi feito pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, que citou como exemplo a parceria que o Brasil e a Argentina vão fazer nesta área.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - Sérgio Etchegoyen: Nós estamos tratando de integrar os sistemas, por exemplo, com a Argentina, por exemplo, compartilhando produção e compartilhando resultados, compartilhando centros de controle, agilizando as reações que ambos os Estados dispõem, os instrumentos que cada Estado dispõe.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com o ministro, o governo tem conversado sobre o assunto com todos os países sul-americanos.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - Sérgio Etchegoyen: Estamos no caminho certo de integrar as nossas inteligências, que é a base de qualquer investigação, que é a base de qualquer atuação.

 

Repórter Gabriela Noronha: Etchegoyen citou medidas tomadas para fortalecer a capacidade de ação dos militares brasileiros ao longo dos mais de 16 mil quilômetros de fronteira terrestre do país, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. O projeto do Exército Brasileiro começou em 2012 e prevê a implementação de recursos tecnológicos, como os sistemas de vigilância, monitoramento e tecnologia da informação num prazo de dez anos. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E a segurança nas fronteiras para combater o crime organizado foi assunto de encontro entre o Presidente Michel Temer e o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que está em visita ao Brasil.

 

Gabriela: Em reunião, os dois presidentes também trataram na crise da Venezuela e ainda de novos acordos para ampliar o comércio entre os dois países.

 

Repórter Luana Karen: O encontro entre os dois presidentes foi longo, mais até do que o previsto, de acordo do Michel Temer. Eles trataram de temas como integração comercial, segurança pública e proteção das fronteiras. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, destacou que o modo mais efetivo de se combater o crime organizado é com inteligência.

 

Presidente da Colômbia - Juan Manuel Santos: O crime organizado se combate de muitas maneiras, mas a mais efetiva é a inteligência. Seguir combatendo o narcotráfico, seguir combatendo aos criminosos que se aproveitam de nossas fronteiras.

 

Repórter Luana Karen: A crise política e econômica que afeta a Venezuela esteve na pauta do encontro. A estimativa é de que, só na Colômbia, haja cerca de 650 mil cidadãos venezuelanos que deixaram o país com o agravamento da crise. No Brasil, mais de 40 mil venezuelanos também cruzaram as fronteiras em busca de abrigo. O presidente colombiano, disse trocar informações e experiências com o Brasil para buscar a melhor maneira de resolver a situação. Já o Presidente Michel Temer pediu a pacificação política do país vizinho.

 

Presidente Michel Temer: O que queremos, e isto foi tratado durante a reunião, é a pacificação política na Venezuela, democracia plena nas eleições e a não agressão aos que se opõem ao que regime que ora lá está constituído.

 

Repórter Luana Karen: Temer e Santos também falaram de negócios. Em 2017 o comércio entre Brasil e Colômbia cresceu 25%, com o saldo positivo para o Brasil de cerca de US$ 1bilhão. O Presidente Michel Temer destacou o acordo comercial entre Mercosul e Colômbia, que fez avançar as relações comerciais entre os dois países e convidou o colega colombiano para negociarem um acordo de compras governamentais, que permite que empresas dos países do Mercosul participem de licitações governamentais em igualdade de condições com os fornecedores locais. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Brasil e Colômbia assinaram declaração reconhecendo o certificado digital como forma de simplificar o comércio entre os dois países.

 

Gabriela: Também foi assinado documento para promover a integração entre micro e pequenas empresas e produtores de artesanatos.

 

Nasi: Os países também acertaram a troca de experiências para o desenvolvimento da agricultura familiar na Colômbia.

 

Gabriela: E ao sair do almoço oferecido ao presidente colombiano, o Presidente Michel Temer voltou a falar sobre a liberação de recursos para apoiar a intervenção federal no Rio de Janeiro.

 

Nasi: Segundo Temer, R$ 1 bilhão já estão garantidos para o estado.

 

Presidente Michel Temer: Nós vamos garantir recursos para a intervenção no Rio de Janeiro e vamos garantir recursos para a segurança. Isso já está definido e assegurado.

 

Gabriela: E a intervenção federal no Rio de Janeiro ganhou um reforço hoje. Empresas do setor doaram fuzis e munições para o Exército.

 

Nasi: As armas e cartuchos vão ser usados pelas polícias Civil e Militar do estado para o combate ao crime organizado.

 

Repórter Raquel Mariano: O Exército recebeu 100 fuzis e 100 mil munições, parte dessas armas vão ser entregues à Secretaria Estadual de Segurança Pública e distribuídas para a Polícia Civil e Militar do Rio de Janeiro. Outra parte do armamento vai para a Secretaria de Administração Penitenciária. De acordo com o porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, coronel Roberto Itamar, esse material vai auxiliar as forças de segurança a cumprirem o objetivo da intervenção.

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Roberto Itamar: A intervenção tem por objetivo ou por missão ou por tarefa imposta pelo Governo Federal, por termo a uma grave perturbação da ordem pública no Rio de Janeiro. E essa é tarefa com que nós estamos trabalhando. Em função disso, a intervenção trabalha com a valorização dos órgãos de segurança pública e com a redução dos índices de criminalidade. Isso é o objetivo a ser atingido. Esperamos que no tempo que tivermos disponível para cumprir essa tarefa, que consigamos fazer o melhor pela cidade do Rio de Janeiro e por todo o estado de Rio de Janeiro.

 

Repórter Raquel Mariano: Os fuzis entregues para o Exército pesam menos de três quilos cada e têm capacidade para 30 cartuchos. O valor de mercado doação chega a R$ 1,5 milhão. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E o Presidente Michel Temer se voltou agora pouco com os representantes do Instituto Aço Brasil para discutir as tarifas de importação dos Estados Unidos para o aço e para o alumínio brasileiro.

 

Nasi: O repórter João Pedro Neto está agora no Palácio do Planalto e tem mais informações ao vivo. Boa noite, João Pedro.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, representantes do setor de aço se reuniram agora pouco com o Presidente Michel Temer e discutirem os impactos da medida anunciada pelo governo norte-americano de taxar em 25% as importações de aço e em 10% as de alumínio. Eles apontaram argumentos para que o Brasil seja excluído da medida, entre eles um de que as indústrias são complementares, já que a maior parte das exportações de aço brasileiras são semiacabadas e acabam sendo reprocessadas lá nos meus Estados Unidos. Além disso, argumentam que o Brasil importa carvão mineral dos norte-americanos e que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial. O presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Alexandre Lira, afirmou que, para o setor, é importante que a mecanismo de defesa comercial brasileiro seja reforçado para evitar que o mercado interno seja impactado.

 

Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil - Alexandre Lira: O Brasil comprou mais produtos dos Estados Unidos do que vendeu. O superávit dos americanos foi de US$ 90 bilhões em dez anos. Mesmo que o Brasil tenha sucesso de não ser impactado, outros países que não terão sucesso, eles vão querer vender em outros mercados. Os Estados Unidos fica bloqueado, e o Brasil é um alvo fácil. Então, se o mecanismo de defesa comercial aqui no Brasil não for efetivo, o aço que não vai para as Estados Unidos vai vir para cá, e aí essa retomada que nós estamos tendo aqui na siderurgia, obviamente vai ser impactada.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): E o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que está Argentina para um encontro com ministros e o presidente dos Bancos Centrais do G20, se reuniu nessa terça-feira com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Depois do encontro, ele também defendeu que Brasil e Estados Unidos têm indústrias complementares e destacou que o Brasil tem tido, nos últimos anos, superávit... na verdade, um déficit na relação comercial com os Estados Unidos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O que eu disse a ele é que isto é prejudicial, em primeiro lugar para a indústria americana. Os Estados Unidos tem saldos comerciais importantes com o Brasil durante os últimos dez anos, e, isto, não se justifica esse argumento da administração americana em relação à prática comerciais injustas, certamente não é o caso do Brasil. Existe uma relação bilateral muito importante e que acreditamos que não deveria ser prejudicada por esse gesto específico. Ele ouviu com muita atenção, manifestou simpatia, entendimento e ficou de conversar lá com a área comercial do governo americano.

 

Gabriela: Obrigada, João Pedro Neto, pelas informações, ao vivo, na Voz do Brasil.

 

"Fórum Mundial da Água. Compartilhando ideias e Soluções".

 

Nasi: A agricultura não se faz sem água.

 

Gabriela: E como é possível produzir mais e alimentar toda a população mundial sem desperdiçar esse bem tão precioso?

 

Nasi: É um desafio, mas os produtores vão conter com tecnologia.

 

Repórter Nei Pereira: A agropecuária é responsável por quase 24% de toda a riqueza brasileira e o Brasil leva vantagem em relação a outros países, porque 90% dessa produção usa somente a água da chuva, por isso, o potencial agrícola pode aumentar muito com a possibilidade de uso de lavouras irrigadas. Eduardo Veras produz soja, milho e tomate em Goiás, ele afirma que só consegue produzir tomates graças à irrigação.

 

Produtor - Eduardo Veras: Setenta por cento do tomate industrial produzido no Brasil é produzido em Goiás e nós precisamos não só de irrigação como de um clima seco para atender às demandas do tomate, para não termos problemas sanitários.

 

Repórter Nei Pereira: O mundo vai precisar de mais alimentos dos próximos anos, já que a população mundial deve chegar a quase 10 bilhões de pessoas. Uma das saídas está na irrigação, mas é também um desafio, já que essa técnica consome mais água. Durante o Oitavo Fórum Mundial da Água, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, destacou que a agricultura brasileira é uma das mais sustentáveis do mundo.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Tem uma legislação bastante dura, forte, que exige que cada propriedade rural preserve todas as margens dos seus rios, dos seus córregos, com floresta natural, fazendo com que essas florestas protejam a água e a biodiversidade e a fauna também. Então, acho que o exemplo do Brasil é um exemplo que deve ser observado e deveríamos perseguir isso no mundo.

 

Repórter Nei Pereira: Os agricultores querem mesmo produzir mais usando a irrigação, mas isso de forma sustentável e com tecnologia. Lineu Neiva Rodrigues, pesquisador da Embrapa, destaca que hoje é possível calcular o potencial de cada bacia hidrográfica para controlar a retirada de água sem comprometer o ecossistema.

 

Pesquisador da Embrapa - Lineu Neiva Rodrigues: As tecnologias nós já temos indisponíveis, agora como fazer essas tecnologias chegarem para todos os usuários? Não só para os grandes, ou para os médios, para os pequenos, porque nós temos tecnologia para atender todos os grupos. Ou seja, utilizando a tecnologia, o bom planejamento, uma boa gestão, a gente vai conseguir produzir alimento da forma sustentável e, de tal forma, que a gente acabe com essa questão de fome não só no Brasil, porque isso é uma questão global.

 

Repórter Nei Pereira: As tecnologias da Embrapa são repassadas aos agricultores por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar, como explica o coordenador de irrigação do órgão, Rafael Costa.

 

Coordenador de irrigação do órgão - Rafael Costa: É um programa nacional de capacitação de agricultores, produtores rurais, está sendo ofertado em todo o Brasil para todos os tipos de produtores. E o objetivo do Senar é fazer com que o produtor possa produzir mais alimentos e economizar no uso da água.

 

Repórter Nei Pereira: O Brasil tem hoje cerca de 7 milhões de hectares com lavoura irrigada, a expectativa do setor é triplicar essa área com o uso de tecnologias. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".