20 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Brasil continua gerando empregos com carteira assinada. Em maio foram mais de 33 mil novos postos de trabalho. Campanha de vacinação contra a gripe termina na sexta-feira. 9 milhões de pessoas ainda não se vacinaram. Exército realiza fiscalização em comércio de armas em todo o país. Vamos falar de fake news. Presidente Michel Temer defende a liberdade de imprensa para combater a disseminação de notícias falsas na internet.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quarta-feira, 20 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Brasil continua gerando empregos com carteira assinada.

 

Alessandra: Em maio foram mais de 33 mil novos postos de trabalho. Bruna Saniele.

 

Repórter Bruna Saniele: No acumulado do ano já são 380 mil novos empregos gerados.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Campanha de vacinação contra a gripe termina na segunda-feira, 9 milhões de pessoas ainda não se vacinaram.

 

Alessandra: Exército fiscaliza comércio de armas em todo país.

 

Nasi: E vamos falar de fake news.

 

Alessandra: Presidente Michel Temer defende a liberdade de imprensa para combater a disseminação de notícias falsa na internet.

 

Presidente Michel Temer: É defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news. Eu defendo a democracia, e ao defender a democracia, um dos fundamentos centrais, principais, sustentadores, mantenedores, enaltecedores é precisamente a liberdade de imprensa.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E, para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe termina nesta sexta-feira.

 

Alessandra: E, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 9 milhões de pessoas dos grupos prioritários ainda não se vacinaram.

 

Nasi: Para falar sobre esse resultado, vamos conversar agora, ao vivo, com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Uma boa noite, ministro.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Boa noite, Nasi, Alessandra. É um prazer falar com vocês todos.

 

Nasi: Ministro, o inverno começa oficialmente amanhã e o clima deve esfriar ainda mais em muitos estados, e o risco de contrair a gripe aumenta. A vacina é a melhor forma de prevenção?

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Com certeza a vacina é a melhor forma de prevenção, principalmente para aquelas pessoas que nós elencamos alinhados à Organização Mundial de Saúde, como grupos prioritários. Nós estamos falando das crianças com até cinco anos, entre seis meses e cinco anos, nós estamos falando das pessoas com idades acima de 60 anos. Então, são grupos específicos de pessoas que podem ter uma imunidade mais baixa, os professores, os profissionais da saúde também estão nesses grupos, e que podem, com o inverno, adquirir uma gripe e isso trazer uma complicação muito maior para a saúde de qualquer cidadão.

 

Alessandra: Ministro, de acordo com o Ministério, dentro do grupo prioritário mais de 4 milhões de crianças ainda não receberam a vacina, esse é um dado que preocupa?

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Preocupa demais, tem nos preocupado nos últimos anos. Esse ano tem chamado a atenção a diminuição do percentual de crianças com idade entre seis meses e cinco anos que ainda não foram levadas a ser vacinadas. Isso, para nós, é uma preocupação grande. Porque essas crianças, elas têm a imunidade mais baixa, por isso estão no grupo prioritário que o Ministério da Saúde elegeu e que nós esperamos muito que os seus responsáveis possam levar essas crianças. Elas são muito mais sujeitas a estarem no período mais frio, com chuvas ou não, é um período frio, nós temos aí algumas complicações com relação à gripe que segue as pessoas. Então, não tem jeito de você se prevenir que não seja se vacinar antecipadamente.

 

Nasi: Agora, ministro, o fato é que muitas pessoas não tomam a vacina porque têm medo. A vacina é segura?

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: A vacina é extremamente segura. Você pode consultar qualquer médico da sua confiança, parentes, amigos, pessoas que já tomaram a vacina e não tiveram nenhuma complicação. A vacina é segura, ela tem o vírus inativado. Então, muita gente diz: "Não, eu tomei a vacina e fiquei resfriado, eu fiquei gripado". Não. Não é esse o gerador, o fato gerador da sua gripe ou do seu resfriado, é porque você já estava com o vírus no seu corpo e ele estava se desenvolvendo, e aí coincidiu a tomada da vacina com a gripe ou resfriado. Mas a vacina é extremamente segura e qualquer notícia contrária a isso não é verdadeira. E isso nenhum Conselho de Medicina, nenhum médico, nenhuma pessoa da área de saúde vai dizer isso. Prova disso é que para as profissionais de saúde e para os professores nós já atingimos mais de 95% desse público-alvo que foi tomar a vacina. É a consciência, é a preocupação com a prevenção que fazem com que essas pessoas tomem a vacina, que é muito segura.

 

Alessandra: Conversamos aqui com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, sobre a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, lembrando que termina nessa sexta-feira. Muito obrigada, ministro, pela sua participação aqui na Voz do Brasil.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Obrigado a todos. E eu faço um apelo a todos os pais e responsáveis por crianças até cinco anos, levem os seus filhos, levem essas crianças a vacinar. É a melhor forma de prevenção contra a gripe e é de graça, não se paga nada e você tem até a próxima sexta-feira para imunizar o seu filho, que é muito preocupante ele ter o risco de contrair uma gripe e outras doenças, levando até mesmo à morte. Muito obrigado a todos vocês e uma boa noite.

 

Nasi: O Brasil continua gerando empregos com carteira assinada.

 

Alessandra: O Ministério do Trabalho divulgou hoje o número de postos de trabalho gerados no país no mês de maio. Foram criados mais de 33 mil empregos.

 

Nasi: E a para detalhar esses números a gente agora, ao vivo, com a repórter Bruna Saniele, que está aqui no estúdio com a gente. Boa noite, Bruna.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Alessandra e ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o Caged, foram criados mais de 33 mil empregos formais em todo o país. Para chegar a esse número, o Ministério faz uma conta com a quantidade de admissões e com as dimensões. O resultado dessa conta mostra que mais pessoas foram contratadas no mês, ou seja, novos postos de trabalho foram gerados. Foi no mês de maio que o vendedor Francisco Mendes Junior, de 28 anos, que mora aqui em Brasília, teve a oportunidade de crescer na carreira. Ele trocou a loja de roupas por uma vaga em uma empresa maior que vende suplementos alimentares.

 

Vendedor - Francisco Mendes Junior: Ah, estou gostando bastante, né? Porque assim, eu sempre fui meio que ligado ao esporte, né, já joguei bola, tudo mais, joguei profissionalmente. Então, eu sempre fui ligado nessa questão de esporte, né? Eu trabalhava com roupa, mas não era uma coisa que eu me sentia tão bem. Então, tenho vários amigos que estão desempregados e já têm um bom tempo estão sem trabalhar. Então, graças a Deus, consegui aí, mudar de um emprego para outro rapidamente. A perspectiva é a melhor, né, perspectiva de crescimento, a gente está... eu mesmo penso em crescer na empresa, e desenvolver um trabalho bacana.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): E o ministro do trabalho, Helton Yomura, comentou o bom resultado. Segundo ele, mesmo com problemas pontuais no mês, como a greve dos caminhoneiros, o resultado confirma o bom andamento da economia brasileira e os esforços do governo para vencer o desemprego.

 

Ministro do trabalho - Helton Yomura: Os dados do Caged de maio divulgados hoje demonstram, mais uma vez, que as medidas econômicas adotadas pelo Governo Federal continuam a apresentar bons resultados, mesmo com os problemas pontuais como a greve dos caminhoneiros, que afetou a economia como um todo. Novos postos de trabalho continuaram a ser gerados e isso confirma a robustez de nossa econômica e o esforço de todos, governo, empresários e trabalhadores, para vencermos o desemprego. Os bons resultados foram registrados em praticamente todos os estados e em setores importantes, como a indústria, serviços e comércio. Estamos otimistas de que esses bons resultados continuarão se repetindo ao longo do ano.

 

Repórter Bruna Saniele (ao vivo): E no acumulado do ano, houve um crescimento de mais de 380 mil empregos no país. O setor da agropecuária foi o que mais gerou vagas, com uma alta de mais de 29 mil empregos. Os outros setores que registraram crescimento foram o de serviços, a construção civil, extração mineral e administrativo pública. Das cinco regiões do país, apenas a região Sul teve um saldo negativo de vagas no mês de maio. Obrigada.

 

Alessandra: Obrigada, Bruna, pelas informações ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E entre as vagas geradas em maio estão novas modalidades de trabalho, como a possibilidade de atuar em casa, regulamentadas pela modernização das leis trabalhistas.

 

Alessandra: Como as mudanças ainda geram dúvidas, cidades de todas as regiões do país vão receber encontros para explicar a nova lei.

 

Nasi: As Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho têm o apoio do governo.

 

Repórter Paulo La Salvia: A jornalista Debora Souza presta uma série de serviços do próprio lar, em Brasília. É o chamado home office, que significa escritório em casa. Ela seleciona notícias, faz a assessoria de imprensa e monitora redes sociais. A opção teve início há três anos, quando nasceu a primeira filha e ela teve que adaptar a rotina. De lá para cá, Debora afirma que o novo dia a dia deu certo e o rendimento aumentou.

 

Jornalista - Debora Souza: O home office você precisa muito estar alinhado com o perfil da pessoa. Se a pessoa não tem foco para cumprir prazos e se dispersa muito fácil, não é a melhor opção de trabalho. Então, assim, só com tempo que você ganha esse domínio é que você consegue crescer também nos resultados.

 

Repórter Paulo La Salvia: Funções como a da Debora Souza foram regulamentadas com a modernização da legislação trabalhista, que está em vigor faz sete meses. São modalidades que já existiam na prática, mas não estavam previstas na legislação. Para esclarecer à sociedade sobre as mudanças, foram lançadas as Jornadas Brasileiras de Relações de Trabalho. Para Ronaldo Fonseca, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, as jornadas vão ajudar a tirar as dúvidas da sociedade.

 

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República - Ronaldo Fonseca: Um dos maiores inimigos do trabalhador e do empregador é a desinformação, e uma jornada como esta, iniciativa de instituições que querem trazer ao trabalhador e ao empregador brasileiro informações importantes para que ele possa fazer defesa dos seus direitos.

 

Repórter Paulo La Salvia: Os debates vão ocorrer em 15 capitais e cidades do interior das cinco regiões do Brasil. Para o ministro do Trabalho, Helton Yomura, a modernização das leis trabalhistas já está gerando empregos no país.

 

Ministro do Trabalho - Helton Yomura: Esse ano, todos os meses essas novas modalidades que foram trazidas pela modernização trabalhista registraram um saldo positivo no Caged. Isso é importante porque demonstra não só a recuperação do emprego, mas que também o empresariado adotou com muita segurança jurídica essas novas modalidades de contratação.

 

Repórter Paulo La Salvia: A lista das cidades onde vão ser realizadas as jornadas está na página da Secretaria-Geral da Presidência da República na internet, em: secretariageral.gov.br. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Alessandra: A taxa básica de juros da economia vai continuar em 6,5% ao ano.

 

Nasi: A decisão foi tomada agora há pouco pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom.

 

Alessandra: O repórter Pablo Mundim tem mais informações, ao vivo, sobre os motivos dessa decisão. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Alessandra. Boa noite, Nasi. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidiu, por unanimidade, manter em 6,5% ao ano a taxa básica de juros, a Selic. A decisão confirmou a expectativa do mercado, que já previa a manutenção do atual patamar. Em nota, o comitê informou que a instabilidade na economia internacional contribuiu para a manutenção dos juros básicos. Também destacou que dados do mês de abril sugerem a atividade mais consistente da economia que nos meses anteriores. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sobre controle e serve de referência para as demais taxas de juros. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito ofertado pelos bancos, incentivar a produção e o consumo das famílias. Desde o fim de 2016, a Selic vem caindo até chegar a atual patamar em março deste ano, é o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Fake news, ou melhor, notícias falsas.

 

Nasi: Você já deve ser recebido mensagens que não sabe se esse verdadeiras.

 

Alessandra: Especialistas falam da disseminação dessas informações e Presidente Michel Temer defende liberdade de imprensa para combater o problema.

 

Nasi: O Presidente Michel Temer vai amanhã, a Roraima, para conhecer o trabalho de acolhimento aos venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira com o estado.

 

Alessandra: Entre os serviços que o governo vem reforçando está a emissão da Carteira de Trabalho.

 

Nasi: Isso porque, para muitos dos venezuelanos que veem ao Brasil, conseguir um emprego é o primeiro passo para uma vida melhor.

 

Repórter Gabriela Noronha: Uma vaga de emprego é o que a maioria dos migrantes venezuelanos procura ao chegar ao Brasil. Para conseguir um trabalho, eles precisam enfrentar a barreira do idioma e regularizar a situação. Susbele Brito tem 24 anos e chegou à Boa Vista, capital de Roraima, há menos de um mês, mora do filho em uma praça da cidade, conta da ajuda de brasileiros para sobreviver. Conseguiu apenas uns bicos e trabalhos temporários na cidade, mas agora que conseguiu tirar a Carteira de Trabalho, sonha com um futuro melhor.

 

Entrevistada - Susbele Brito: Quero conseguir um bom trabalho para ajudar minha família, seguir adiante.

 

Repórter Gabriela Noronha: Susbele conseguiu documento num posto de atendimento do Ministério do Trabalho, que funciona no Centro de Referência para Refugiados e Migrantes, em Boa Vista. O centro, coordenado pela Agência da ONU Para Refugiados, a Acnur, recebe cerca de 200 pessoas por dia. Segundo Luiz Fernandes Godinho, porta-voz da Acnur no local, são ofertados serviços relacionados à documentação, assistência social e jurídica.

 

Porta-voz da Acnur - Luiz Fernandes Godinho: As pessoas que estão interessadas em emitir Carteira de Trabalho podem vir aqui solicitar o documento uma vez que já tenham o seu CPF. E Acnur e a OIM oferecem informações sobre as maneiras que as pessoas têm para se regularizar do posto migratório aqui no Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: Nos últimos três anos o Ministério do Trabalho e Emprego, em Boa Vista, emitiu mais de 4 mil carteiras de trabalho para venezuelanos. Mais que um documento, a carteira de trabalho representa para muitos a chance de recomeçar, como é a caso de Jansen Gonzales, ele conta que largou a universidade e a família na Venezuela para buscar novas oportunidades no Brasil e não pensa em outra coisa senão arrumar um emprego.

 

Entrevistado - Jansen Gonzales: Tenho muita coisa em mente. Primeiramente quero um emprego onde posso ter um dinheiro que ajuda a me sustentar, tanto com alimentação, roupa e poder ajudar minha família na Venezuela, que todos estão lá.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além da emissão da carteira de trabalho, o Ministério também encaminha os imigrantes para a rede do Sistema Nacional de Emprego, o Sine. A ideia é ajudar os venezuelanos a entrar no mercado de trabalho formal. De Boa Vista, Roraima, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: Você já deve ter recebido vídeo, áudio ou uma mensagem de texto com uma informação que você não sabe bem de onde veio.

 

Nasi: É, e nem se é verdadeira. Pessoas que espalham informações falsa geram conflitos e confundem a população.

 

Alessandra: Estamos falando das fake news, ou melhor, notícias falsas. Com o avanço da tecnologia e a rapidez da internet, aumenta a preocupação com a disseminação desse tipo de informação.

 

Nasi: O Presidente Michel Temer falou do assunto hoje. Destacou que a liberdade de imprensa é fundamental para combater o problema.

 

Repórter Nei Pereira: Com a popularização da internet nos últimos anos as chamadas fake news ganharam força. A palavra é de origem inglesa e nem todos sabem o seu significado, é o caso do taxista José Silvio dos Santos.

 

Taxista - José Silvio dos Santos: Eu já ouvi falar, mas não sei como que é, mas que eu ouvi falar, já ouvi falar.

 

Repórter Nei Pereira: Já a cerimonialista Alessandra de Almeida, tem a definição da palavra na ponta da língua.

 

Cerimonialista - Alessandra de Almeida: Notícias falsas que o povo joga na internet para manipular o pensamento das pessoas e acabam conseguindo realmente, né? As pessoas, hoje em dia, elas não procuram conhecer, estudar, pesquisar, saber que fonte é aquela. Elas só olham e já saem compartilhando, já saem divulgando.

 

Repórter Nei Pereira: E a Alessandra tem razão, a disseminação de notícias falsas pela internet vem preocupante a sociedade. Para discutir o impacto das fake news na economia e a política brasileira, autoridades, empresários, jornalistas e executivos da radiodifusão se reuniram em Brasília, nesta quarta-feira. Para o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão, a Abratel, Márcio Novaes, a forma mais eficaz de combater esse tipo de mentira é com informação de qualidade.

 

Presidente da Abratel - Márcio Novaes: O papel do jornalismo profissional e comprometido no combate às notícias falsas nunca foi tão necessário. A melhor forma de combater esse fenômeno é com jornalismo de credibilidade, sério, responsável e de qualidade.

 

Repórter Nei Pereira: O Presidente Michel Temer, que participou do evento, afirmou que, com a disseminação das fake news, o trabalho dos jornalistas ganha mais peso. Segundo ele, a liberdade de imprensa é um pilar essencial da democracia e é preciso defendê-la, mas ressaltou que a desinformação provocada pelas notícias falsas não está protegida pela Constituição.

 

Presidente Michel Temer: É defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas, na expressão não brasileira, fake news. Eu defendo a democracia, e, ao defender a democracia, um dos fundamentos centrais, principais, sustentadores, mantenedores, enaltecedores é precisamente a liberdade de imprensa.

 

Repórter Nei Pereira: Durante o evento, o Presidente Michel Temer foi um dos homenageados com o Prêmio Abratel, por ter sancionado a lei que flexibiliza o programa a Voz do Brasil. Reportagem, Nei Pereira.

 

Alessandra: Uma operação importante para a segurança pública nacional.

 

Nasi: A ideia é reduzir a violência com armas de fogo e aumentar a sensação de segurança da população.

 

Alessandra: Essa é a Operação Alta Pressão. Agentes do Exército fiscalizam lojas que vendem armas para verificar se está tudo certo com esse comércio.

 

Repórter Raíssa Lopes: Uma equipe do Exército chega sem avisar a uma loja de armas e munições e confere o estoque do lojista e também para quem as armas foram vendidas nos últimos meses. Essa é a Operação Alta Pressão VI, que começou no dia 19 em todo o país. Um dos objetivos é reduzir desvios de armas e munições que poderiam parar no comércio ilegal, como explica o chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 11ª Região Militar, tenente-coronel, Everton Pereira.

 

Chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 11ª Região Militar - Everton Pereira: O objetivo principal é verificar se as lojas que são reguladas pelo Exército estão realizando seu trabalho de maneira correta. Todas as lojas de armas que pretendem realizar esse tipo de atividade têm que ter regulamentação por parte do Exército, ou seja, o Exército é que autoriza elas ao funcionarem.

 

Repórter Raíssa Lopes: Segundo o Exército, no primeiro da operação foram fiscalizados 249 estabelecimentos em todo o país, que resultaram em 30 autuações e 7 apreensões. O Exército está aproveitando a operação para alertar os estabelecimentos que comercializam ou usam armas de pressão como, por exemplo, as espingardas de chumbinho, que, a partir de 5 de julho, esses produtos deverão ter registro no Exército. O tenente-coronel Everton Pereira explica que essas armas são muito similares às armas de fogo, e, por isso, houve a necessidade da regularização.

 

Chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 11ª Região Militar - Everton Pereira: O lojista que quer comercializar armas de pressão, bem como fazer o uso para prática da esportiva, tem que ser registrado no Exército e seguir a regulamentação, e seguir toda as orientações previstas para que ele possa abrir a sua loja e praticar sua atividade comercial.

 

Repórter Raíssa Lopes: Roberval da Cruz é dono de uma das lojas de armas do Distrito Federal que receberam a fiscalização. Ele diz que toma uma série de cuidados para que seu estabelecimento esteja sempre regular.

 

Empresário - Roberval da Cruz: Você só pode trabalhar com pessoas habilitadas a comprar, por exemplo, munição, só podemos vender para quem é habilitado a comprar, armas, da mesma forma, né? Maior de 25 e com bons antecedentes.

 

Repórter Raíssa Lopes: As sanções para quem estiver irregular vão de multas até o fechamento da loja. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: O governo foi comunicado de há 49 menores brasileiros separados da família em abrigos em diversos estados norte-americanos.

 

Alessandra: O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso com preocupação. Vamos a Washington, ao vivo, com a repórter Paola de Orte. Boa noite, Paola.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Olá, boa noite. Boa noite a todos que nos ouvem aqui na Voz do Brasil. A nota do Ministério afirma que separar as crianças dos pais configura uma prática cruel e em clara dissonância com instrumentos internacionais de proteção aos direitos da criança. O Ministério das Relações Exteriores orientou os Consulados do Brasil nos estatutos a reforçarem as medidas que já vêm sendo adotadas nos últimos anos para proteção consular aos menores de nacionalidade brasileira. O cônsul-geral-adjunto do Brasil, em Houston, nos Estados Unidos, Felipe Santarosa, disse que a partir da agora o papel do governo é promover o contato entre as crianças e as famílias.

 

Cônsul-geral-adjunto do Brasil em Houston - Felipe Santarosa: A preocupação nossa maior é colocar em contato as famílias, né? O governo brasileiro não tem como pedir a libertação, né? Porque é como se você imaginasse que o governo americano chegasse no Brasil e pedisse para a gente soltar um preso americano que esteja no Brasil. Então, eu acho que no momento, quer dizer, essas pessoas estão passando por um processo de deportação, né? Elas vão perante a um juiz, o juiz determina que elas sejam deportadas. Em alguns casos as pessoas tentam pedir asilo. Enfim, elas estão num processo judicial, e aí o que a gente pode fazer, repito, é localizar essas crianças, verificar as condições em que elas estão, e isso tem sido feito. E aqui eu devo dizer que até o momento os relatórios que gente tem recebido das pessoas que visitarem, né, são bons, ou seja, as crianças estão sendo bem tratadas, estão sendo colocadas junto com crianças da mesma faixa etária, né? Esse tipo de coisa. A gente verifica a situação e tenta colocar a família em contato.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Os 49 brasileiros fazem parte de um grupo maior de mais de 2,3 mil crianças de vários países separadas de pais ou familiares que supostamente tentavam entrar de maneira ilegal no país. O Ministério das Relações Exteriores informa que brasileiros que têm parentes retidos nos Estados Unidos podem entrar em contato lá com consulados brasileiros ou representações do Itamaraty no Brasil. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

Nasi: Uma boa noite.

 

"Brasil, ordem e progresso".