20 de julho - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais de 178 mil beneficiários do INSS são convocados para perícia. Governo arrecada mais e diminui gastos. E garante uma receita de mais de R$ 650 milhões no Orçamento deste ano. Comissão vai reunir informações de inteligência e operações de vários órgãos de segurança pública para enfrentar atuação de facções criminosas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 20 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Mais de 168 mil beneficiários do INSS são convocados para perícia. Pâmela Santos.

 

Repórter Pâmela Santos: Estão sendo convocados os beneficiários que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez que não passaram por perícias médicas de avaliação nos últimos dois anos ou mais.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Governo arrecada mais e diminui gastos.

 

Gabriela: E garante uma receita de mais de R$ 650 milhões no orçamento deste ano.

 

Nasi: Comissão vai reunir informações de inteligência e operações de vários órgãos de segurança pública para enfrentar a atuação de facções criminosas.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Mais uma convocação para perícia médica foi feita hoje pelo INSS.

 

Nasi: São mais de 168 mil pessoas que recebem auxílio-doença ou aposentados por invalidez, que estão há mais de dois anos sem revisão.

 

Gabriela: A ideia das revisões é pagar o benefício a quem realmente tem direito.

 

Nasi: Quem não agendar a perícia no prazo, vai ter o pagamento suspenso.

 

Repórter Pâmela Santos: Mais de 178 mil segurados do auxílio-doença e aposentados por invalidez têm até o dia 13 de agosto para agendarem as perícias médicas de revisão. Eles foram listados em edital publicado no Diário Oficial da União, após não terem sido localizados pelo INSS. Dentro do processo de revisão dos benefícios por incapacidade do Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, estão sendo convocados os beneficiários que recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, que não passaram por perícias médicas de avaliação nos últimos dois anos ou mais. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, os beneficiários listados são aqueles que não foram localizados pelo INSS por meio de correspondência ou por causa de uma mudança de endereço ou devido ao cadastro estar incompleto. Também estão sendo chamados aqueles segurados que não agendaram a perícia no prazo determinado.

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: O Ministério do Desenvolvimento Social tem uma grande preocupação de não causar qualquer injustiça em relação a benefícios, sejam eles de aposentadoria por invalidez, sejam por auxílio-doença. A intenção do edital é alertar as pessoas, para que elas marquem a perícia e compareçam à perícia na data marcada.

 

Repórter Pâmela Santos: De acordo com a legislação, os beneficiários que não agendarem a perícia dentro do prazo de 20 dias a partir da próxima segunda-feira terão o benefício suspenso. O agendamento da perícia é feito pelo telefone 135. A lista com os nomes dos segurados não localizados está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social, www.mds.gov.br. Reportagem, Pâmela Santos.

 

Gabriela: O Governo divulgou hoje novas previsões para a economia neste ano.

 

Nasi: Em maio e junho, as contas do Governo ficaram melhores do que o previsto e, com isso, vai ser possível desbloquear recursos do orçamento para o resto do ano.

 

Gabriela: O Governo também reviu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, e da inflação.

 

Repórter Raquel Mariano: O Governo conseguiu recompor ao orçamento R$ 1,8 bilhão nos meses de maio e junho. É o que mostra o relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre, apresentado nessa sexta-feira pelo Ministério do Planejamento. Deste valor, o Governo poderá gastar R$ 666 milhões com os órgãos do Governo. Isso por conta da regra que impõe um teto aos gastos públicos. Segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, o Governo ainda vai discutir o destino desse recurso.

 

Ministro do Planejamento - Esteves Colnago: Com relação à locação, a demanda é muito maior do que os R$ 666 milhões, e vamos privilegiar a manutenção dos órgãos, não é? Então os órgãos que estão com o orçamento insuficiente ou muito próximo de ser insuficiente para terminar o ano, nós vamos privilegiar. Então, vamos discutir durante a próxima semana onde vamos alocar isso.

 

Repórter Raquel Mariano: E os outros R$ 1,1 bilhão também podem ser utilizados em outros gastos que não fazem parte do teto, como explica o ministro do Planejamento.

 

Ministro do Planejamento - Esteves Colnago: Nós temos dois componentes, não é? Os R$ 666 milhões, que são, que eu posso, é uma despesa de livre utilização, falando assim, está dentro do teto do gasto, e que eu posso utilizar inclusive para custeio dos ministérios, então posso recompor aí algum orçamento de algum ministério, algum programa que está um pouco mais fragilizado. E eu tenho R$ 1,1 bilhão que eu posso utilizar em despesas que não entram no cômputo do teto do gasto, que são despesas extraordinárias, aumento de capital. Então, eu poderia alocar esse R$ 1,1 bilhão em aumento de capital da empresa. Eu sou obrigado a fazer isso? Não, então vai haver uma discussão na próxima semana, se a gente vai utilizar isso para aumento de capital de empresas estatais e onde utilizar, quais são as empresas que têm a maior necessidade.

 

Repórter Raquel Mariano: O relatório ainda mostrou que o PIB, a soma de todos os bens e serviços do Brasil, em 2018, deve crescer 1,6%, e a inflação é estimada em 4,2% para este ano. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: O Brasil deve ter, até o fim do ano, mais de 800 mil presos, a terceira maior população carcerária do mundo.

 

Gabriela: E, segundo o Ministério da Segurança Pública, cerca de 70 organizações criminosas atuam dentro dos presídios.

 

Nasi: Diante desta realidade, uma comissão vai reunir informações de inteligência e operações de vários órgãos para combater o crime.

 

Gabriela: Os estados também vão poder financiar a instalação de bloqueadores de celulares nas prisões e a compra de tornozeleiras eletrônicas.

 

Repórter Ana Paula Marra: O sistema prisional brasileiro tem atualmente a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Até o final deste ano, o número de presos no Brasil deve passar dos 840 mil e, em 2025, pode chegar a quase 1,5 milhão. É o que mostra levantamento divulgado pelo ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, que destacou a importância de combater as facções e grupos criminosos.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Hoje, nós temos no Brasil aproximadamente 70 facções, desde as pequenas, que são locais, até as nacionais, que são as grandes, e as internacionais ou transnacionais. E a nação, o país, tem que tomar consciência de que é preciso enfrentar já essas facções. Por isso, eu estou criando uma comissão nacional de inteligência e de operações contra o crime organizado, reunindo todos os órgãos do Governo Federal e do Governo Estadual, para combater as facções criminosas, que hoje representa a maior ameaça à segurança pública dos brasileiros e brasileiras, e também às instituições, à sociedade e à própria democracia.

 

Repórter Ana Paula Marra: O ministro da Segurança Pública também anunciou que serão disponibilizados aos estados R$ 17 milhões para compra de bloqueadores de sinais de celulares e R$ 15 milhões para aquisição de tornozeleiras eletrônicas. Esses recursos sairão, por exemplo, do Fundo Penitenciário Nacional, e também das loterias.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Todo governo estadual que quiser, nós financiamos bloqueadores de sinais de celulares, para que o crime, preso, não se comunique com o crime na rua. Todo governo que quiser tornozeleiras, para que não se coloque mais jovens dentro do sistema prisional, e eles se tornem soldados das facções, nós estamos financiando.

 

Repórter Ana Paula Marra: Também foi anunciada a destinação de R$ 50 milhões para medidas de reinserção de pessoas que deixam o sistema prisional. Segundo o ministro Raul Jungmann, as medidas devem ser divulgadas nos próximos dias. Reportagem, Ana Paula Marra.

 

Nasi: O Brasil fechou os primeiros seis meses deste ano, com a criação de mais de 392 mil novas vagas de trabalho.

 

Gabriela: Segundo dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, no mês de junho, o emprego ficou estável no país.

 

Nasi: Entre contratações e demissões, foram fechados 661 postos de trabalho.

 

Gabriela: Segundo o Ministério, 38,2 milhões de pessoas trabalham com carteira assinada.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Permitir o acesso aos livros, inclusive aos deficientes visuais.

 

Nasi: Vamos mostrar como a Política Nacional de Leitura e Escrita quer desenvolver a educação e a formação de leitores.

 

Gabriela: Prevenir situações de violência contra a mulher dentro e fora do local de trabalho.

 

Nasi: Esta vai ser a missão do novo comitê de gênero do Ministério dos Direitos Humanos.

 

Gabriela: A ideia é também incentivar que outros órgãos façam o mesmo, como explica o secretário executivo do Ministério, Engels Muniz.

 

Secretário Executivo do Ministério dos Direitos Humanos - Engels Muniz: A ideia desse comitê é promover ações e medidas que previnam e combatam toda espécie de violência de gênero. É para funcionar como incubadora, para que todos os órgãos públicos e até a iniciativa privada estabeleçam comitês desse tipo dentro de suas respectivas áreas.

 

Nasi: O grupo vai ser formado por representantes de todas as secretarias dos ministérios dos Direitos Humanos, incluindo a de Políticas para Mulheres.

 

Gabriela: E é sempre bom lembrar, Nasi, que o número para denúncia de violência contra a mulher é o Ligue 180. A ligação é gratuita e a central funciona 24 horas todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.

 

Nasi: Trinta e oito oficiais e praças da Força Aérea Brasileira receberam hoje a Medalha Marechal Eduardo Gomes.

 

Gabriela: As medalhas foram entregues pelo presidente Michel Temer como um reconhecimento a esses militares em cursos e capacitações dentro da Força.

 

Nasi: Outras 173 pessoas, entre civis e militares, também foram condecoradas com a Medalha Mérito Santos Dumont.

 

Gabriela: A cerimônia foi na Base Aérea de Brasília e marcou a comemoração dos 145 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, considerado o pai da aviação.

 

Nasi: Uma América Latina mais unida no comércio.

 

Gabriela: O Mercosul e a Aliança do Pacífico, dois blocos econômicos com a participação de países da América do Sul e Central, realizam na próxima semana, no México, a primeira reunião com a presença dos chefes de Estado dos dois blocos.

 

Nasi: O presidente Michel Temer vai representar o Brasil.

 

Gabriela: A expectativa é que novos acordos sejam assinados, beneficiando os países da região.

 

Repórter Cleide Lopes: A Aliança do Pacífico é um bloco comercial latino-americano criado em 2012, formado por México, Peru, Chile e Colômbia, é o segundo maior bloco econômico da América Latina em exportações, atrás apenas do Mercosul. Criado para estimular o desenvolvimento, o crescimento, a competitividade e a integração econômica entre esses países, permite a comercialização de produtos com tarifa zero dentro do bloco. Na próxima semana, o presidente Michel Temer participa da reunião de cúpula Mercosul - Aliança do Pacífico, no México. O subsecretário-geral da América Latina, no Ministério das Relações Exteriores, embaixador Estivallet de Mesquita, fala dos objetivos dessa viagem e dos possíveis acordos com o bloco.

 

Embaixador - Estivallet de Mesquita: Nós estamos finalizando as conversas com a Aliança do Pacífico, nós, digo, o Mercosul, para que haja uma declaração dos presidentes e um plano de ação, que lista atividades de facilitação de comércio, de comércio e serviços, de agenda digital, de questões de pequena e média empresa, que seriam áreas nas quais os dois agrupamentos trabalhariam em nível técnico nos próximos meses.

 

Repórter Cleide Lopes: No ano passado, o comércio entre o Brasil e os países da Aliança do Pacífico alcançou US$ 25 bilhões e a expectativa é de crescimento, como explica o embaixador Estivallet de Mesquita.

 

Embaixador - Estivallet de Mesquita: Essa cúpula também nos orienta na ideia de trabalhar para que isso, essas oportunidades, sejam ainda mais concretas e que o potencial de expansão do comércio do Mercosul com a Aliança do Pacífico se torne realidade no mais breve prazo possível.

 

Repórter Cleide Lopes: Hoje, 80% das exportações brasileiras para os países da Aliança do Pacífico e Caribe são produtos manufaturados com maior valor agregado. No ano passado, por exemplo, o Brasil exportou para a Aliança do Pacífico principalmente veículos automóveis, máquinas mecânicas, combustíveis, ferro, aço e plástico, e importou veículos, combustíveis, cobre, minérios e máquinas elétricas. A região também oferece um potencial de expansão para produtos das pequenas e médias empresas brasileiras e também na área de tecnologia. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Cada vez mais brasileiros estão aderindo ao hábito de ler, seja pela internet ou em bibliotecas.

 

Gabriela: E o país tem desenvolvido políticas públicas para democratizar o acesso aos livros, permitindo que eles cheguem até mesmo a quem tem deficiência visual.

 

Repórter Gabriela Noronha: Você já ouviu um livro? Pois os audiolivros ou textos narrados em voz alta são dos passatempos favoritos do servidor público Marcos Ribeiro dos Santos. Marcos conta que nasceu com catarata congênita, e foi perdendo a visão gradativamente. Apaixonado por literatura, Marcos encontrou no audiolivro uma forma de fazer parte da sociedade.

 

Servidor público - Marcos Ribeiro dos Santos: O livro, além da cultura, do lazer, ele te insere em um contexto social, democratiza esse conhecimento.

 

Repórter Gabriela Noronha: A leitura também é uma das atividades favoritas de Maria Epifânia de Souza. A mineira de 50 anos é deficiente visual desde que nasceu. Ela foi alfabetizada e aprendeu ler em Braille ainda jovem. Hoje, já perdeu a conta de quantos livros já leu, mas tem seus favoritos.

 

Entrevistada - Maria Epifânia de Souza: Eu gosto muito de romance, principalmente da Cecília Meirelles, eu gosto de ler também de contação de histórias.

 

Repórter Gabriela Noronha: Marcos e Maria Epifânia são frequentadores assíduos da Biblioteca em Braille Dorina Nowill, que fica em Taguatinga, região administrativa de Brasília. A instituição, que existe há mais de 23 anos, reúne cerca de 3 mil publicações no acervo, entre livros em Braille e audiolivros. Uma das fundadoras do espaço, Dinorá Couto, diz que a biblioteca já proporcionou uma verdadeira mudança de vida para muita gente.

 

Fundadora da Biblioteca em Braille Dorina Nowill - Dinorá Couto: É uma verdadeira transformação social que acontece a cada dia, a cada ano, nessa biblioteca. São casos, assim, de vidas resgatadas, de vidas com mais alegria, com mais cidadania.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para que exemplos como o da Biblioteca de Brasília se multipliquem pelo país, foi sancionada a Política Nacional de Leitura e Escrita, que prevê a elaboração a cada dez anos do Plano Nacional do Livro e Leitura. De acordo com Guilherme Relva, diretor do Departamento de Livros e Leitura do Ministério da Cultura, a prioridade é democratizar o acesso aos livros.

 

Diretor do Departamento de Livros e Leitura - Guilherme Relva: A gente não pode pensar absolutamente no desenvolvimento da educação sem formar leitores, sem formar cidadãos, e esse acaba sendo um caminho totalmente conectado para se desenvolver no nosso país.

 

Repórter Gabriela Noronha: O plano é responsabilidade dos ministérios da Cultura e da Educação e vai contar com a contribuição de representantes do setor, do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Nacional de Política Cultural, além de representantes dos estados, municípios e da sociedade. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Granitos, quartzitos, mármores, cristais.

 

Gabriela: Quem diria que muitas das pedras brasileiras de Minas Gerais são parecidas com as pedras que existem na Argélia e no Deserto do Saara, a milhares de quilômetros, na África.

 

Nasi: Foi a partir dessa descoberta que brasileiros passaram a ensinar argelinos a produzir joias por um projeto do Ministério das Relações Exteriores.

 

Gabriela: Agora, dez anos depois, o Brasil comemora o sucesso e encerra o projeto, uma vez que os africanos já estão produzindo sozinhos.

 

Nasi: E além da produção, outros dois feitos históricos: mulheres também participavam dos cursos e, de forma inédita, agora estão sendo criadas joias com as pedras do Saara.

 

Repórter Nei Pereira: As pedras do Deserto do Saara, no norte da África, estão virando artigos de luxo. São anéis, brincos, pulseiras e colares. Essa exclusividade é da cidade Tamanrasset, na Argélia. Mas a técnica é do Brasil. Durante dez anos, professores brasileiros levaram à África a experiência de transformar pedras em joias, como conta Arilton Vasconcelos, da Abragem, Associação Brasileira de Pequenos e Médios Produtores de Joias, Mineradores e Garimpeiros, entidade parceira do projeto.

 

Presidente da Abragem - Arilton Vasconcelos: Eles identificaram muito esse tipo de produto como um produto bem parecido com o que eles tinham aqui no Deserto do Saara, justamente granitos, gabros, quartzitos, mármores, cristais...

 

Repórter Nei Pereira: Agora, dez anos depois, é hora de dizer adeus. Os argelinos se profissionalizaram e o Ministério das Relações Exteriores Brasileiro encerra o projeto na próxima semana, com a missão cumprida. Durante esse tempo, vários professores brasileiros foram até a Argélia ensinar técnicas de produção de joias, como lapidação e design. Um deles é Puan Rodrigues. Ele conta que, mais que fabricar joias, o projeto vem mudando vidas. Por sugestão do Brasil, mulheres também participaram dos cursos.

 

Professor de produção de joias - Puan Rodrigues: Eu tive a oportunidade de ter duas mulheres na minha turma, que desenvolveram muito bem. Era praticamente só para homens e isso me surpreendeu e foi uma alegria muito grande.

 

Repórter Nei Pereira: A iniciativa contribuiu também para a geração de emprego na Argélia. O diretor em exercício da Agência Brasileira de Cooperação, embaixador Demétrio Carvalho, destaca que, além da formação de profissionais, o apoio brasileiro proporcionou um fato inédito, a fabricação de joias com pedras do Saara.

 

Embaixador - Demétrio Carvalho: Uma das grandes contribuições do projeto, além de ter artesãos argelinos, capacitados, com técnicas de produção mais modernas, foi o histórico lançamento da utilização de pedras do Deserto do Saara para fabricação de joias, algo inédito no mundo.

 

Repórter Nei Pereira: Para aumentar o intercâmbio e a aprendizagem, 26 alunos argelinos visitaram Ouro Preto, em Minas Gerais, para um curso de duas semanas. Entre eles, estava Careste Camel, que já produzia joias na Argélia, usando técnicas milenares. Aprendeu novos métodos com os brasileiros e agora o sonho de Careste, que fala francês, é que as joias com as pedras do Saara ganhem o mundo.

 

Artesão - Careste Camel: Temos esse sonho de levar esse produto para o mundo inteiro.

 

Repórter Nei Pereira: Além da transferência de conhecimento, o projeto também apoiou os artesãos da Argélia na criação de uma cooperativa para facilitar a venda dos produtos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Quem disse que natureza e crescimento econômico não podem conviver?

 

Nasi: Pois é. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma prova de que é possível cuidar do meio ambiente, gerar renda e emprego.

 

Gabriela: Em mais uma reportagem especial sobre esse parque nacional, você confere como o turismo sustentável pode ajudar o meio ambiente e beneficiar comunidades.

 

Repórter Raíssa Lopes: De tanto ouvir as histórias da pedagoga Jussara Sunhalder sobre os passeios da Chapada dos Veadeiros, a filha dela, de 11 anos, acabou pedindo de presente uma visita ao parque.

 

Pedagoga - Jussara Sunhalder: Sou de Valinhos, São Paulo. Estou retornando ao parque, agora a pedido da minha filha. Espero que tenha uma estrutura muito especial.

 

Repórter Raíssa Lopes: A entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadores fica na Vila de São Jorge, em Goiás. O local é importante área de conservação do cerrado e também de turismo. Por aqui, passam 60 mil pessoas por ano, como o funcionário público de São Paulo, André Ramos, que veio com a mulher, o filho e a enteada.

 

Funcionário público - André Ramos: As trilhas, as cachoeiras, é um roteiro bem conhecido na área de esportes de aventura. Achei maravilhoso, é inacreditável, assim, uma coisa que todos têm que conhecer, porque é uma experiência para a vida toda.

 

Repórter Raíssa Lopes: E não são raros os casos de pessoas que chegam à Chapada, se apaixonam e acabam voltando para morar. É o caso do fotógrafo e guia turístico Gabriel Rosa, de Brasília, que visitava o parque desde criança. Para ele, se mudar para a região foi a melhor decisão que tomou na vida.

 

Fotógrafo - Gabriel Rosa: A gente poder trabalhar pela preservação, trabalhar como guardião desse lugar, é uma honra, né? E instruir as pessoas, mostrar para as pessoas que elas podem fazer parte da preservação.

 

Repórter Raíssa Lopes: A limpeza e a organização do parque chamam a atenção dos visitantes. E manter tudo no lugar só é possível com apoio de voluntários, como a estudante Letícia Ayala, de Sorocaba, interior de São Paulo.

 

Estudante - Letícia Ayala: Todas as partes são muito boas, acho que desde atender o público, lá na sede, até fazer a trilha, ver que as pessoas estão gostando de estar aqui.

 

Repórter Raíssa Lopes: A chefe dos voluntários, Maria Carolina de Camargos, diz que a ajuda vem de todos os lugares do Brasil.

 

Chefe de voluntários - Maria Carolina de Camargos: A gente recebe gente de diferentes perfis, diferentes idades, diferentes formações, porque a gente percebe que isso enriquece a experiência do voluntário, enriquece as nossas experiências e melhora o atendimento do visitante.

 

Repórter Raíssa Lopes: O cerrado, as fontes de água e animais do parque convivem em paz com os visitantes, natureza que gera emprego e renda para os moradores da vila e de toda a região, como conta o chefe do parque, Fernando Tatagiba.

 

Chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Fernando Tatagiba: Esses visitantes que vêm para a Chapada, além de cumprirem essa função, esse objetivo do parque, que é estar aberto à população, eles contribuem de uma forma muito importante para a economia local também. Mais do que preservar a vida, conservar as águas, o patrimônio geológico e induzir bem-estar humano, o Parque Nacional, ele é um importante abdutor econômico para a região e para o Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: Dona Justa Inácio nasceu e cresceu na região. Graças o turismo, mantém há 35 anos um restaurante na cidade.

 

Dona de restaurante - Justa Inácio: Fui merendeira antes, trabalhei 13 anos merendeira, de merendeira eu passei a tocar meu restaurante. Era uma mesa com quatro cadeiras, e eu já recebo 200 pessoas num dia.

 

Repórter Raíssa Lopes: Depois de sofrer um sequestro em Brasília, a comerciante Marília Ferraz encontrou na Chapada o lugar ideal para viver.

 

Comerciante - Marília Ferraz: Depois de sofrer assalto e sequestro, mudei de vida. E alguns amigos me sugeriram Alto Paraíso, e estou aqui até hoje, gostei. Então, eu acredito que as pessoas vêm em busca disso, do bem-estar, de uma coisa melhor, de mais amor.

 

Repórter Raíssa Lopes: Criado em 1961, o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros foi declarado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 2001. O local é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, e a entrada é gratuita. Para visitar o parque, a recomendação é que o visitante seja vacinado contra febre amarela. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".