21 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Comitê do governo anuncia uma série de ações para receber venezuelanos que chegam ao Brasil. Entre as medidas, a construção de abrigos para triagem e atendimento de saúde. Mais de 60% dos brasileiros estão conectados à internet. Vamos detalhar as novas regras do Fies. As inscrições estão abertas até semana que vem.

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Transcrição

 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Comitê do Governo anuncia uma série de ações para receber venezuelanos que chegam ao Brasil.

 

Luciano: Entre as medidas, a construção de abrigos para triagem e atendimento de saúde. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: A ideia também é encaminhar esses imigrantes a outras cidades do país, como São Paulo e Manaus.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Mais de 60% dos brasileiros estão conectados à internet. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: E quase 95% acessam a internet por meio de celulares.

 

Gabriela: E vamos detalhar para você as novas regras do Fies.

 

Luciano: As inscrições estão abertas até semana que vem.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Hoje, um seminário aqui em Brasília discutiu as novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.

 

Luciano: O programa está agora com três modalidades de pagamento, e para alunos mais carentes tem juro zero.

 

Gabriela: O objetivo é estimular a educação no país, em especial de quem mais precisa.

 

Repórter Bruna Sanieli: Quando Juliane de Souza passou no vestibular de Direito em uma faculdade particular, não tinha como pagar. Ela conta que foi por sugestão dos pais que recorreu ao Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.

 

Estudante - Juliane de Souza: E aí meus pais sugeriram, né, e eu acatei a ideia e aí fui e me formei, fiz o curso todo através do Fies.

 

Repórter Bruna Sanieli: E para ajudar ainda mais pessoas, o Fies tem novas regras. A partir desse semestre, o programa passa a ter diferentes modalidades. A primeira é destinada a pessoas com renda familiar de até três salários mínimos e tem juro zero, alterações que, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vão levar brasileiros que mais precisam às universidades. Além disso, aumenta a qualidade do ensino e torna o programa sustentável.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Temos que melhorar a qualidade da educação, temos que melhorar a eficácia, temos que melhorar o acesso daqueles de menor renda, mas garantir o comprometimento da instituição de ensino superior, de maneira que ela possa realmente se comprometer e trabalhar, no sentido de oferecer uma educação de melhor qualidade, simplesmente garantindo a sustentabilidade do programa.

 

Repórter Bruna Sanieli: Outra modalidade é destinada aos alunos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com renda de até cinco salários mínimos, e contará com recursos dos fundos constitucionais e de desenvolvimento. Segundo o ministro da Integração, Hélder Barbalho, pensar o desenvolvimento regional com o olhar para a educação é estratégico.

 

Ministro da Integração - Hélder Barbalho: Buscar fazer com que as diferenças sejam diminuídas, fazer com que as oportunidades cheguem a todos os cantos, cheguem às cidades mais longínquas.

 

Repórter Bruna Sanieli: Há ainda uma terceira modalidade, também para quem tem renda familiar de até cinco salários mínimos, com recursos do BNDES e destinada a alunos de todas as regiões do país. O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que o novo Fies garante a ascensão social pela educação.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: A lógica de uma política pública é justamente atender os mais pobres, aqueles que mais precisam, por parte do Governo, de apoio e de algum tipo de iniciativa que permita ascensão e mobilidade social. E não há outro caminho melhor para promover equidade e oportunidade que não seja por intermédio da educação.

 

Repórter Bruna Sanieli: E atenção, estudantes: Para concorrer a uma das 155 mil vagas abertas neste semestre, as inscrições estão abertas até 28 de fevereiro. Basta acessar o endereço na internet: fiesselecao.mec.gov.br. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Luciano: Ajudar os venezuelanos foi assunto hoje, em Brasília.

 

Gabriela: Vários ministros e representantes de dez ministérios se reuniram hoje à tarde para, juntos, pensar estratégias.

 

Luciano: Saúde vai montar hospital de campanha para vacinar e atender a quem chega.

 

Gabriela: Polícia Federal e Exército fazem cadastro e triagem, para tirar documentos e ajudar na busca por emprego.

 

Luciano: Além disso, a ideia é desafogar o estado de Roraima, a porta de entrada dos venezuelanos no Brasil. O repórter João Pedro Neto está ao vivo com a gente e tem os detalhes dessas medidas, não é mesmo? Boa noite, João.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Luciano. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo, Luciano. Olha só, foi instalado nessa quarta-feira o Comitê Federal de Assistência Emergencial à população venezuelana que chega ao Brasil, fugindo da crise humanitária em seu país. E foram definidas ações de assistência no estado de Roraima, onde 40 mil venezuelanos estão sendo abrigados. O Exército vai montar centros de apoio e triagem nas cidades de Pacaraima, na fronteira, e na capital Boa Vista, com capacidade para 1,5 mil pessoas cada, para oferecer aos migrantes alimentação, banheiros e estrutura para atendimento inicial de saúde. A ideia é vacinar quem chega e dar atendimento emergencial e de primeiros socorros. É o que explica a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa de Souza.

 

Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil - Natália Marcassa de Souza: Está sendo instalado ali toda uma questão de saúde inicial. Então vai ter vacinação pela Anvisa ali, um centro de vacinação e acolhimento imediato para primeiros socorros. A gente sabe que muitos dos imigrantes que vêm dali da região necessitam de um atendimento emergencial de saúde. Então, a gente vai fazer uma ligação tanto com o hospital de Pacaraima quanto ali na base de apoio mesmo que o Exército está montando. Então vai ter atendimento, não só de vacinação, como médico.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): O Ministério da Saúde também está acompanhando a investigação dos casos de sarampo em venezuelanos. Oito casos suspeitos foram notificados, com uma confirmação. Uma equipe do Ministério está em Roraima para treinar profissionais de saúde no atendimento à doença e 80 mil doses extras da vacina tríplice viral vão ser enviadas ao estado. Em outra frente, a Polícia Federal iniciou essa semana um cadastramento dos venezuelanos, para ajudar a tirar documentos e conseguir empregos. A ideia é que seja iniciada nas próximas semanas a interiorização dos imigrantes. Eles vão ser encaminhados, inicialmente, para as cidades de São Paulo e Manaus, onde há possibilidade de oferta de abrigo e trabalho, como explica o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: Tem aqueles que querem internalizar, querem vir para dentro do Brasil, vão vir para São Paulo, vão vir para Porto Alegre, vão vir para Caxias do Sul, vão vir para o Rio de Janeiro, vão vir para cidades onde eles possam ter ocupação. Eles sonham em fazer a vida aqui. Tem, então, gente que veio para vir e ficar, tem gente que veio apenas para buscar o auxílio momentâneo e tem gente que veio para viver ali na fronteira, porque as famílias deles estão do outro lado, como, por exemplo, os indígenas.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Participaram da reunião representantes de dez ministérios. A estimativa de investimento, nesse primeiro momento, é de R$ 70 milhões. Ao vivo, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E a Governadora de Roraima, Suely Campos, se reuniu hoje com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

Luciano: A Governadora veio pedir ajuda para o estado, que tem recebido grande fluxo de venezuelanos.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim tem, ao vivo, as informações. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Luciano. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Terminou agora há pouco a reunião entre o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e a governadora do Estado de Roraima, Suely Campos. A governadora veio a Brasília pedir a renegociação das dívidas do estado com a União, que passam de R$ 1 bilhão. Segundo a governadora, a chegada ao estado de grande número de venezuelanos está causando forte impacto nas contas públicas.

 

Governadora de Roraima - Suely Campos: Nós estamos vivendo um momento muito delicado, por conta desse grande fluxo migratório dos venezuelanos. Estão impactando na nossa saúde, na educação, na segurança, todos os serviços públicos do nosso estado. Para se ter uma ideia, um aumento de 100% de matrículas na rede escolar de venezuelanos, 2.000% de aumento de atendimento na rede de saúde. Então, esse grande impacto, juntando à dívida que herdamos da gestão passada, isso requer que o Governo Federal dê uma atenção especial para Roraima.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): De acordo com a governadora, a equipe do Ministério vai avaliar a melhor forma de ajudar ao estado, lembrando que o Governo Federal declarou Roraima em situação de vulnerabilidade. De acordo com as contas da Prefeitura da capital, Boa vista, já passam de 40 mil o número de imigrantes venezuelanos no município. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Luciano: E não é só ao Brasil que os venezuelanos pedem abrigo.

 

Gabriela: É, Luciano. A Colômbia, que também faz fronteira com a Venezuela, se tornou uma outra opção de refúgio.

 

Luciano: E hoje, Brasil e Colômbia se reuniram para pensar estratégias em conjunto sobre o aumento do fluxo migratório de venezuelanos.

 

Repórter Luana Karen: A crise econômica que afeta a Venezuela foi tratada pelos ministros brasileiros e colombianos. Por conta da situação, milhares de venezuelanos têm deixado o país rumo aos vizinhos. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, afirmou que Brasil e Colômbia trocaram experiências sobre como lidar com o assunto.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Tivemos uma reunião para troca de informações, de experiências, sugestões em como aprofundarmos uma colaboração que já existe entre Brasil e Colômbia, no atendimento a essa emergência social. Desejamos que Venezuela reencontre o seu caminho para a democracia.

 

Repórter Luana Karen: Assim como o Brasil, a Colômbia também faz fronteira com a Venezuela e tem recebido um grande fluxo de venezuelanos. A ministra de Relações Exteriores Colombiana, María Ángela Holguín, compartilhou com Brasil o que está sendo feito em seu país e disse que outros países também estão sendo atingidos pela imigração, porém menos que Brasil e Colômbia.

 

Ministra de Relações Exteriores da Colômbia - María Ángela Holguín: El objetivo que tenemos los dos, de mantener las puertas abiertas, ayudarle a los venezuelanos...

 

Repórter Luana Karen: A economia também esteve na pauta do dia. O comércio entre Brasil e Colômbia cresceu 25% no ano passado e novas ações estão em andamento, como a extensão para a Colômbia do acordo feito entre os países do Mercosul, permitindo que empresas participem de licitações governamentais em igualdade de condições com os fornecedores locais. Os países ainda assinaram um documento para que o Brasil ajude o país vizinho a desativar minas terrestres, que restaram do conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Os temas também foram abordados em encontro da ministra de Relações Exteriores da Colômbia com o presidente Michel Temer.

 

Luciano: Famílias afetadas pelas chuvas fortes que atingiram Rio Branco, capital do Acre, vão receber ajuda do Governo Federal.

 

Gabriela: O ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, garantiu o envio de kits de ajuda humanitária ao município.

 

Luciano: Neste primeiro momento, serão disponibilizadas mil cestas de alimentos, além de kits de limpeza, de higiene pessoal e colchões. O material deve começar a chegar na próxima semana.

 

Gabriela: O município de Rio Branco já está com o decreto de situação de emergência. A solicitação de reconhecimento federal foi encaminhada pela prefeitura e está em fase de análise.

 

Luciano: Assim que for concluído esse processo, o Governo poderá ampliar a assistência, incluindo recursos.

 

Gabriela: 19h12 em Brasília.

 

Luciano: Você que está ouvindo a gente, tem acesso à internet?

 

Gabriela: Daqui a pouquinho vamos falar de uma pesquisa do IBGE sobre o número de brasileiros conectados.

 

Luciano: Por aqui, esse número cresce a passos largos. Somos comparados com países europeus.

 

Gabriela: Ontem você ouviu aqui na Voz do Brasil que o Sistema Integrado de Alertas de Desmatamento foi modernizado para tornar ainda mais efetivo o combate ao desmatamento na Amazônia.

 

Luciano: A atualização do sistema, desenvolvido pelo Censipam, foi apresentada oficialmente hoje.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento, desenvolvido pelo Censipam, centro ligado ao Ministério da Defesa, já emitiu, desde novembro de 2016, mais de 20 mil alertas de derrubada de vegetação na Amazônia, que podem ser consequência de desmatamentos, garimpos ilegais e pistas de pouso irregulares. Por mês, são cerca de 350 mil quilômetros quadrados de área monitorada. A modernização no sistema, anunciada oficialmente nesta quarta-feira, vai utilizar dados de radares mais sensíveis e com isso vai permitir a obtenção de imagens, mesmo com a presença de nuvens. Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, essa é uma novidade que vai mudar totalmente a maneira de monitoramento e preservação da Amazônia.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Nós ganhamos aqui um guardião da Amazônia. Nós temos a capacidade, em tempo real, durante todos os meses do ano, de detectar qualquer desmatamento que aconteça, com precisão, na Amazônia brasileira. É de fato um grande presente para a natureza, para a Amazônia, para o Brasil e para o mundo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Na cerimônia de lançamento da nova ferramenta, foi anunciada também a compra de duas antenas, que vão ser instaladas em Brasília e Manaus e poderão receber os dados do sistema de monitoramento, agilizando a emissão dos alertas para os órgãos competentes. A previsão é que a instalação aconteça até 2020. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: Você é estudante, se interessa pelo céu, estrelas?

 

Luciano: Ou pelo Sistema Solar e pelos planetas que estão ali rodando na atmosfera?

 

Gabriela: Então, que tal participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica?

 

Luciano: As inscrições estão abertas. A repórter Márcia Fernandes conta para a gente como participar dessa olimpíada pode fazer diferença na vida desses estudantes.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Olimpíada Brasileira de Astronomia é considerada a maior olimpíada científica do Brasil. Mais de 8 milhões de estudantes já participaram da competição. Henrique Barbosa foi um deles e ganhou duas medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia, além de conquistar o primeiro lugar na Olimpíada Latino-Americana. Para o estudante de engenharia mecânica, ter participado da olimpíada foi uma experiência única.

 

Estudante - Henrique Barbosa: Isso foi muito legal, foi uma experiência inesquecível, e conseguir ganhar um ouro foi tornar tudo ainda melhor.

 

Repórter Márcia Fernandes: E neste ano, a expectativa é que 800 mil pessoas se inscrevam para concorrer a uma das 50 mil medalhas na Olimpíada Brasileira de Astronomia. João Canale é astrônomo e coordenador nacional da olimpíada. Ele acredita que a competição ajuda as crianças e os jovens a se interessarem mais pelos estudos, além de ajudar no desenvolvimento da ciência no país.

 

Astrônomo - João Canale: Para participar, é claro, o aluno tem que se preparar. E, uma vez que ele participa, ele vai se sentir importante, vai se sentir estimulado e, com isso, estamos vendo o aluno estudar cada vez mais, e inclusive por conta própria.

 

Repórter Márcia Fernandes: As escolas interessadas devem se inscrever até o dia 18 de março, no endereço www.oba.org.br. A prova vai ser no dia 18 de maio. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Conversar com amigos, parentes, conhecer novas pessoas e até namorar.

 

Luciano: Ver fotos, vídeos, programas de TV, séries e filmes, além de fazer compras e pagar contas.

 

Gabriela: A internet faz parte da vida de muitos brasileiros.

 

Luciano: É o que revela uma pesquisa do IBGE: 116 milhões de pessoas acessam a internet no país.

 

Gabriela: Quase todos conectados pelo celular.

 

Repórter Paulo La Salvia: Cada vez mais conectados. Quase 65% dos brasileiros e brasileiras têm acesso à internet. Em números, são 116 milhões de pessoas usando a rede. A pesquisa do IBGE também revela que mais de 94% das pessoas que acessaram a internet em 2016 usaram celulares. O aparelho é utilizado por nove em cada dez internautas para se comunicar por aplicativos de mensagens. Este é o caso da jornalista de Brasília, Bruna Carolli. Além de mensagens, ela assistir filmes, paga contas, conversa por chamadas de vídeo e voz, recebe e envia e-mails pelo celular.

 

Jornalista - Bruna Carolli: É muito mais prático. É muito mais prático do que eu abrir meu computador. Você pega dentro da bolsa, uma coisa que você quer resolver rápido, uma palavra que você quer traduzir, uma informação que você quer pegar, um lugar que você quer saber chegar, é muito mais prático pelo celular, então essa porcentagem, acho que 80% a 90% da internet que eu uso é no celular.

 

Repórter Paulo La Salvia: A pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua do IBGE revelou ainda que são mais de 48 milhões de domicílios com acesso à internet no país. As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul são mais conectadas do que as regiões Norte e Nordeste. Mulheres navegam mais do que homens e pessoas com faixa etária entre 18 e 24 anos têm uma taxa de conexão três vezes maior do que a população com mais de 60 anos. O diretor do Departamento de Banda Larga, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Artur Coimbra de Oliveira, afirma que os resultados da pesquisa colocam o Brasil em pé de igualdade com outros países em desenvolvimento, quando o assunto é o acesso à internet.

 

Diretor do Departamento de Banda Larga - Artur Coimbra de Oliveira: São dados historicamente relevantes, porque talvez tenha sido o maior salto verificado no período de um ano, em termos de domicílios com acesso à internet, e o Brasil chegou num patamar de comparabilidade com as economias dos países do centro-leste europeu: Polônia, Romênia, Montenegro, Rússia, em termos de domicílios, penetração domiciliar do acesso à internet.

 

Repórter Paulo La Salvia: A pesquisa do IBGE mostrou ainda que os computadores vêm logo atrás dos celulares no acesso à internet no país. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: 19h19 em Brasília.

 

Luciano: Trezentos e quarenta mil idosos são atendidos por ano pelo SUAS, o Sistema Único de Assistência Social.

 

Gabriela: Um serviço que está presente em quase 5 mil municípios. E quem participa das reuniões e encontros garante: tem mais qualidade de vida.

 

Repórter André Luiz Gomes: A dona Raquel Lopes da Costa, de 66 anos, é portadora da doença de Chagas. Desde que descobriu, começou o tratamento e seguiu a orientação médica para procurar alguma atividade que ocupasse a cabeça. Foi no Centro de Convivência da cidade de Riacho Fundo, no Distrito Federal, que ela encontrou um remédio contra a preocupação.

 

Entrevistada - Raquel Lopes da Costa: Só vivia internada, já tive dois infartos e um AVC, né? Aí, melhorou assim, com a alegria do povo aqui, com a dedicação que eles têm com a gente, sabe? Não sei mais nem o que é depressão e nem doença. Só vou mesmo no médico porque a gente tem que ir, né?

 

Repórter André Luiz Gomes: Já Maria Rosendo dos Santos, de 72 anos, carinhosamente chamada de Cota, vive sozinha e vê no Grupo de Convivência e Fortalecimento de Vínculos seu porto seguro.

 

Entrevistada - Maria Rosendo dos Santos: Porque a gente sorri, a gente brinca, a única coisa que não tem aqui é briga.

 

Repórter André Luiz Gomes: Seu Martinho Pereira também conta com alegria que comemorou o aniversário de 70 anos com o seu grupo de amigos no Centro de Convivência.

 

Entrevistado - Martinho Pereira: E aí foi uma festa muito animada, e já tem mais de seis anos que eu frequento aqui.

 

Repórter: O educador social Luciano de Oliveira, que acompanha o grupo de idosos, aponta o principal resultado que o atendimento tem gerado.

 

Educador social - Luciano de Oliveira: Acho que essa mudança, assim, de mentalidade, de percepção, de que não está só esperando a morte chegar, de que elas têm muito ainda a contribuir, né?

 

Repórter André Luiz Gomes: Histórias como essas se repetem em todo o país. Em média, por ano, são atendidos mais de 340 mil idosos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, como são chamados os grupos de interação. De acordo com a diretora do Departamento de Proteção Social Básica, Renata Ferreira, o serviço é muito mais do que uma reunião de idosos.

 

Diretora do Departamento de Proteção Social Básica - Renata Ferreira: Isso repercute numa melhor convivência e uma melhor superação das situações de vulnerabilidade que ele enfrenta. Entendendo que, estando num centro de convivência, outras demandas dele também são atendidas.

 

Repórter André Luiz Gomes: Para participar das atividades, basta procurar o Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS, mais próximo de casa. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Luciano: Hoje, o Senado publicou o decreto determinando intervenção federal no setor de segurança do Estado do Rio de Janeiro, em edição extra do Diário Oficial da União.

 

Gabriela: O texto foi aprovado na noite de ontem, no Plenário do Senado, depois de ter sido aprovado na madrugada anterior pela Câmara dos Deputados.

 

Luciano: A medida começou a vigorar na última sexta-feira, quando o presidente da República, Michel Temer, assinou a medida, indicando o General Walter Braga Neto como interventor na área de segurança pública no estado.

 

Gabriela: Ações de fiscalização do Ministério do Trabalho junto a empresas recuperaram R$ 4,2 bilhões para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, em 2017.

 

Luciano: O volume de dinheiro recuperado foi 35% maior do que no ano anterior. São empresas que deixaram de depositar o dinheiro nas contas vinculadas dos seus trabalhadores.

 

Gabriela: Ao todo, mais de 50 mil estabelecimentos foram fiscalizados, com um total de 19 mil notificações de débitos. O maior número de autuações foi no comércio e na indústria de transformação.

 

Luciano: As maiores arrecadações ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: Mais de um milhão de downloads. O Sine Fácil, aplicativo que contém vagas de emprego disponíveis nas Agências do Trabalhador, atingiu essa marca.

 

Luciano: A plataforma, lançada em maio do ano passado pelo Ministério do Trabalho, já encaminhou mais de 300 mil trabalhadores a processos seletivos em todo o país.

 

Gabriela: O estado onde ocorreram mais encaminhamentos foi São Paulo, seguido do Paraná e da Bahia.

 

Luciano: O aplicativo é gratuito e pode ser utilizado em smartphones com sistema Android e iOS. Basta o trabalhador entrar na loja virtual do seu telefone e baixar a ferramenta.

 

Gabriela: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, em seguida as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".