21 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Comida, abrigo, acesso à saúde e um primeiro passo para o emprego. Presidente Michel Temer assina lei que garante assistência a imigrantes. E acompanha de perto ações do governo para acolher venezuelanos em Roraima. Campanha de vacinação contra a gripe termina amanhã. E ministério da Saúde alerta para aumento de mortes de crianças por complicações da doença. Cai o desmatamento no Cerrado. Dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente.

audio/mpeg VOZ210618.mp3 — 45027 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quinta-feira, 21 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Comida, abrigo, acesso à saúde e um primeiro passo para o emprego.

 

Nasi: Presidente Michel Temer assina lei que garante assistência a imigrantes.

 

Alessandra: E acompanha de perto ações do governo para acolher venezuelanos em Roraima.

 

Presidente Michel Temer: Nós estamos todos de acordo que não há como fechar a fronteira, mas também não há como abandonar as necessidades de Boa Vista, de Roraima e de todo o estado.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Campanha de vacinação contra a gripe termina amanhã.

 

Nasi: Ministério da Saúde alerta para aumento de morte de crianças por complicações da doença.

 

Alessandra: Cai o desmatamento no cerrado.

 

Nasi: Dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Meio Ambiente. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: A área desmatada em 2016 teve uma redução de 43%, e no ano passado esta queda foi de 38%.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E, para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: O Presidente Michel Temer esteve hoje, em Boa Vista, capital de Roraima, para acompanhar as ações de acolhimento aos venezuelanos que chegam ao Brasil.

 

Nasi: Eles fogem da crise no país vizinho e aqui encontram uma oportunidade para recomeçar.

 

Alessandra: Temer visitou um abrigo, conversou com imigrantes, autoridades e representantes da ONU, que também estão no estado apoiando as ações humanitárias.

 

Nasi: Durante a visita, o presidente assinou uma lei para garantir a assistência emergencial a imigrantes.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Presidente Michel Temer fez uma visita nesta quinta-feira à Boa Vista para ver de perto como está sendo o acolhimento dos venezuelanos, e assinou uma lei que permite ao Governo Federal dar prioridade à transferência de verbas destinadas à saúde e segurança pública para estados e municípios que acolhem imigrantes em situação de vulnerabilidade. Temer anunciou ainda a criação de um centro para tratamento de câncer, que vai ser o primeiro de Roraima. Também foi uma assinada uma ordem de serviço que autoriza o início de obras no Hospital Regional do Estado. Segundo o presidente, o governo está liberando recursos para ampliar a estrutura destinada a receber os imigrantes do país vizinho e também para melhorar as condições de vida da população de Roraima. Temer destacou o caráter humanitário da ajuda as venezuelanos.

 

Presidente Michel Temer: Aqui, evidentemente nós estamos praticando uma simbologia, que é mostrar ao mundo este sentido humanitário que no Brasil traz consigo. E eu quis muito conhecer estes abrigos pessoalmente.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Governo Federal abriu em Roraima cinco estruturas de acolhimento para os venezuelanos e reformou outros quatro abrigos, mais quatro unidades devem ser instaladas ainda este ano. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, falou sobre as ações de acolhimento promovidas no estado pelo Governo Federal.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: São várias as questões, é a cidadania, a recepção, é o abrigo, é a alimentação, é a vacinação, que é muito importante que essas pessoas sejam vacinadas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Desde o final de 2015 Roraima enfrenta o desafio de receber um grande número de imigrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira do estado. A venezuelana Ana Cecília Bogadi conta que não suportou a falta de alimentos e decidiu cruzar a fronteira em busca de novas oportunidades.

 

Entrevistada - Ana Cecília Bogadi: Não há alimento, não há remédios, não meios de trabalho. Que tem trabalho, com o que ganham não dá para comer.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em fevereiro deste ano, o Presidente Michel Temer visitou Roraima e decidiu ampliar a atuação do Governo Federal no estado. Um comitê interministerial, coordenado pela Casa Civil, foi criado para estabelecer medidas de assistência humanitária. Foram liberados R$ 190 milhões para as ações. De Boa Vista, Roraima, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: E quem chega por aqui, além de passar por uma triagem para receber documentos e carteira de trabalho, também recebe atendimento de saúde.

 

Nasi: Eles passam por uma avaliação que identifica se estão doentes, e, quando necessário, são encaminhados para tratamento.

 

Alessandra: Crianças e adultos também são vacinados contra doenças como sarampo e poliomielite.

 

Repórter Márcia Fernandes: Depois uma longa viagem a dona de casa venezuelana Neides Campos chegou nesta quarta-feira a Pacaraima, município de Roraima, na fronteira com a Venezuela. Ela conta que a crise no país vizinho afetou muito a situação da saúde pública. Os médicos estão migrando para outros locais, os hospitais não funcionam e não há remédios para todos.

 

Dona de casa - Neides Campos: Não consigo medicamento. Não conseguimos, as farmácias todas estão vazias.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para que os imigrantes possam ter acesso à saúde, o Governo Federal tem tomado uma série de ações em Pacaraima. Ao chegar à cidade, eles passam por uma inspeção, que identifica se estão doentes. A passagem pelo posto de vacinação é obrigatória. Eles vão imunizados contra a febre amarela, tétano, catapora e outras doenças. O venezuelano Eder Aníbal também chegou nesta quarta-feira ao Brasil, ele e os dois filhos foram vacinados.

Entrevistado - Eder Aníbal: A vacina é muito boa porque na Venezuela não temos medicamentos.

Repórter Márcia Fernandes: O coronel Rodrigo Gonçalves atua na força-tarefa humanitária que atende os imigrantes em Roraima, ele explica que a vacinação é um dos principais recursos do governo para evitar a epidemia de doenças. Casos de sarampo e poliomielite já foram registrados no estado.

 

Coronel - Rodrigo Gonçalves: Como ocorre em vários países do mundo, nós procuramos evitar que doenças como o sarampo, por exemplo, elas venham de áreas onde se existe, como é a Venezuela, e se tornem um surto aqui no nosso país. Então, é por isso que essas ações de vacinação, elas ocorrem.

 

Repórter Márcia Fernandes: O atendimento aos imigrantes conta ainda com um hospital de campanha, que serve de base para tratar os casos mais urgentes. O local possui uma enfermaria, uma sala de isolamento, consultórios e todos os equipamentos necessários para realizar tratamentos. O Governo Federal também treinou 300 profissionais de saúde. Existem ainda ações de alimentação e nutrição, e em Boa Vista há campanha de vacinação e orientação de prevenção de doenças, como sífilis e Aids, além da distribuição de camisinhas. De Pacaraima, Roraima, Márcia Fernandes.

 

Nasi: E o que trouxe muitos imigrantes venezuelanos ao Brasil foi a crise do país vizinho. Como a gente ouviu aí, eles chegam aqui em busca de uma vida melhor.

 

Nasi: É, Nasi Brum, mas em outros países o que motiva a saída de muita gente são as guerras ou perseguições por motivos religiosos ou políticos.

 

Nasi: Neste caso, quem deixa tudo para trás, bem pessoais e até familiares é considerado refugiado.

 

Alessandra: Nos últimos dez anos, o Brasil reconheceu mais de 10 mil estrangeiros. E nessa semana, em que se comemorou o Dia Mundial do Refugiado, vamos saber o governo tem feito para também acolher essas pessoas por aqui.

 

Entrevistada - Prudence Calambia: O Brasil é minha segunda casa, minha segunda família. Eu agradeço o povo brasileiro.

 

Repórter Raquel Mariano: É com esse sotaque arrastado de quem teve de reaprender uma nova língua, que conversamos com Prudence Calambia, da República Democrática do Congo. Prudence liderava uma ONG que apoiava mulheres que eram abandonadas com os filhos, mas devido aos conflitos políticos no país, a entidade foi considerada contrária ao governo, e para fugir da perseguição Prudence veio para a Brasil em 2008.

 

Entrevistada - Prudence Calambia: Porque é difícil, é uma coisa que você não escolhe, né? Você tem que largar o pouquinho que você tinha e largar as pessoas mais preciosa que você ama na sua vida, seus pais. E vir num país, você tem que recomeçar tudo.

 

Repórter Raquel Mariano: Prudence faz parte do grupo de cerca de 10 mil pessoas que receberam reconhecimento na condição de refugiado no Brasil nos últimos dez anos. Quando eles chegam aqui, se reapresentam à Polícia Rodoviária Federal e iniciam um processo de reconhecimento como refugiado. O coordenador-geral do Conare, o Comitê Nacional de Refugiados, Bernardo Laferté, explica como é o processo.

 

Coordenador-geral do Conare - Bernardo Laferté: Onde o imigrante desembarca, ele já tem a condição de refugiado, ele pede o reconhecimento dessa condição para o Estado Brasileiro. O Conare decidindo pelo reconhecimento, aí a pessoa vai ostentar um novo... uma nova condição no Brasil, de solicitante de reconhecimento da condição de refugiado, ele passa a ser refugiado reconhecido pelo Estado Brasileiro.

 

Repórter Raquel Mariano: E para garantir direitos a essas pessoas, o governo brasileiro possui uma política de acolhimento, emite documentos e uma carteira de trabalho, um primeiro passo para que o refugiado possa recomeçar a vida por aqui. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: Quem passa por Minas Gerais, por Goiás, pelo Maranhão e até pelo Tocantins consegue reconhecer.

 

Alessandra: E o que emita gente não sabe é até no Norte do país tem também.

 

Nasi: Estamos falando do cerrado brasileiro, com seus arbustos, gramas, árvores baixas e de tronco retorcido.

 

Alessandra: O bioma, que já sofreu com o desmatamento, agora conta com fiscalização por satélite do Inpe, como explica o repórter Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O cerrado abrange mais de 2 milhões de hectares, o que equivale a mais de 2 milhões de campos de futebol numa área contínua que envolve 11 estados e o Distrito Federal. Abriga mais de 11,5 mil espécies de plantas, além de mais de mil espécies de animais. Também é um berço de águas onde nascem as principais bacias hidrográficas do Brasil. E toda essa diversidade ainda respira, é isso o que mostra o mais novo dado de desmatamento do bioma. A partir do mesmo monitoramento feito na Amazônia, com satélites do sistema Prodes, o Ministério do Meio Ambiente divulgou os números. Em relação a 2015, a área desmatada em 2016 teve uma redução de 43% em extensão, e no ano passado essa queda foi de 38%. O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, defendeu que a diminuição é histórica.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Essa queda é um indicativo importante de que nós estamos no caminho certo no combate à ilegalidade, ao crime, ao desmatamento não autorizado, ao desmatamento ilegal. Mas nós não vamos nos conformar com esse número, apesar serem número muitos expressivos.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma prova que a conservação do meio ambiente dá certo está no Parque Nacional de Brasília, uma das 355 unidades de conservação que existem no Brasil. Dos 42 mil hectares de extensão, pouco mais de 1% é aberto à visitação pública, o que permitiu até que animais como onças circulassem pelos corredores ecológicos do local, como explica a chefe do parque Juliana Alves.

 

Chefe do Parque Nacional de Brasília - Juliana Alves: Quando você tem alguns animais topo de cadeia, são indicadores de qualidade do meio ambiente, porque para eles existirem todos os animais que estão na cadeia alimentar estão presentes do ambiente. Então, isso demonstra, sim, que o parque está cumprindo com o objetivo dele, de preservação ambiental.

 

Repórter Paulo La Salvia: A partir de agora, o monitoramento do cerrado passa a ser diário pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, utilizando o sistema Prodes. Isso vai aumentar a eficácia de preservação e combate ao desmatamento, que ainda tem na atividade agropecuária seu principal foco. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Termina amanhã a Campanha Nacional de Vacinação Contra a gripe.

 

Alessandra: De acordo com o Ministério da Saúde, apesar de prorrogada por duas vezes, as crianças registram menor cobertura vacinal em dois meses de campanha.

 

Nasi: Mais de 3,5 milhões de crianças menores de cinco anos ainda devem se vacinar contra a gripe.

 

Alessandra: Ainda de acordo com o Ministério, a preocupação aumenta já que, só neste ano, já foram registradas 44 mortes de crianças com até cinco anos por complicações relacionadas à gripe.

 

Nasi: O número é mais que o dobro do mesmo período do ano passado.

 

Alessandra: Após o fim da campanha, os estados que tiverem sobra da vacina poderão imunizar crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Cuidado com os golpes na internet.

 

Nasi: E-mails falsos da Receita Federal estão circulando em todo o país.

 

Alessandra: O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e outros de membros da equipe econômica do governo estão representando o Brasil nos Estados Unidos.

 

Nasi: Hoje, eles se reuniram com representantes do governo americano e também com o FMI.

 

Alessandra: A nossa repórter nos Estados Unidos está em Washington e tem os detalhes, ao vivo, para a gente. Boa noite, Paola.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Boa noite, Alessandra. Boa noite, Nasi. Boa noite ouvintes da Voz do Brasil. O ministro da Fazenda esteve no Tesouro Americano e conversou com o responsável pela instituição, Steven Mnuchin, sobre a recentes mudanças no sistema de tributação norte-americano. Em dezembro do ano passado, o governo de Donald Trump promoveu uma reforma do sistema tributário, algo que o governo brasileiro também discute. Na reunião também foi mencionado o tema de uma possível guerra comercial entre China e Estados Unidos, que, segundo o ministro, num longo prazo, prejudicial para a economia mundial. Eduardo Guardia também se reuniu com o vice-diretor-gerente do FMI, David Lipton. Na reunião eles falaram sobre a economia brasileira e os efeitos da greve dos caminhoneiros. Efeitos que já foram registrados numa prévia da inflação de junho, o IPCA 15, divulgado hoje, que aponta alta de mais de 1,1% na inflação nos primeiros 15 dias no mês de junho. Guardia disse que isso está relacionado à greve e o efeito do aumento dos preços é temporário.

 

Ministro da Fazenda - Eduardo Guardia: O que aconteceu é que tivemos um choque de preços por conta da greve que levou à indisponibilidade de determinados produtos, isso... a ausência dos produtos fez com que o preço aumentasse. Restabelecendo a normalidade, a economia voltando a funcionar e os produtos sendo disponibilizados novamente, é evidente que os preços voltam a abaixar.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, viaja nesta noite para Nova Iorque, lá ele vai se reunir com investidores estrangeiros. Ao vivo, de Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Nasi: Mil e oitocentos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica participaram, hoje, de uma operação no Rio de Janeiro em conjunto com as forças policiais locais.

 

Alessandra: A operação nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul, prendeu duas pessoas, além da apreensão de uma pistola, munições e carregadores de fuzis e pistolas, granadas e coletes a prova de bala.

 

Nasi: Durante a operação, a Marinha fez bloqueios no mar e a Aeronáutica auxiliou as tropas com imagem geradas por uma aeronave, como explicou o porta-voz do Comando Militar do Leste, Carlos Cenelli.

 

Porta-voz do Comando Militar do Leste - Carlos Cenelli: Nós temos uma aeronave de vigilância área, né, o nosso Olho da Águia, que faz imagens em tempo real e envia para o comando conjunto. Isso é georreferenciado e enviado para nossas inteligências, que vão acompanhando o desdobramento das operações. Inclusive, tem uma tecnologia infravermelha, né? Que permitiu nós fazermos isso à noite e facilitou muito as buscas. Nós verificamos ali através da vegetação, né? Verificamos movimentação das tropas, e se há uma movimentação distante de onde deveriam estar as tropas, muito provavelmente é alguém que está oculto, né? Então, informamos a tropa do terreno e eles vão até lá fazer eventualmente a captura ou a prisão.

 

Alessandra: Já recebeu algum e-mail em nome da Receita Federal?

 

Nasi: Então, fique alerta, a Receita não envia e-mail para os contribuintes.

 

Alessandra: A melhor forma de não cair num golpe é simplesmente ignorar e apagar essas mensagens.

 

Repórter Raíssa Lopes: Ao abrir sua caixa de e-mails a instrutora Íris de Oliveira se deparou com uma mensagem solicitando que atualizasse seus dados cadastrais na Receita Federal. Ela achou estranho e deletou na hora.

 

Instrutora - Íris de Oliveira: É deleto na hora, acho perigoso. A foto da página é exatamente igual à da Receita Federal, que eles te mandam, né? Então, você acaba se confundindo mesmo.

 

Repórter Raíssa Lopes: Não são raras as tentativas de fraude eletrônicas envolvendo o nome da Receita e as tentativas de aplicação de golpes via e-mail. Mas a instituição alerta: a Receita não envia e-mails. O canal de comunicação virtual entre a instituição e os contribuintes é o Centro Virtual de Atendimento, o e-CAC, como explica o supervisor nacional do Programa Imposto de Renda da Receita Federal, Joaquim Adir.

 

Supervisor nacional do Programa Imposto de Renda - Joaquim Adir: Na página da Receita onde ele baixa os programas, aonde ele acessa o extrato da sua declaração. A dica a quem recebe um e-mail falso de origem da Receita ou qualquer outra origem é simplesmente deletar.

 

Repórter Raíssa Lopes: O e-CAC pode ser acessado a partir da página da Receita na internet: receita.fazenda.gov.br. Quem tiver alguma dúvida sobre o imposto de renda ou outro assunto relacionado à Receita Federal também pode procurar um dos postos da Receita espalhados pelo país. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

"Momento Social".

 

Nasi: A dona de casa Maria Lúcia Teixeira, de Roraima, quer saber porque quem recebe o Bolsa Família precisa cumprir alguns requisitos de educação e saúde.

 

Alessandra: O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, responde.

 

Dona de casa - Maria Lúcia Teixeira: Olá, ministro, meu nome é Maria Lúcia Moreira da Silva Teixeira, moro no estado de Roraima, no município de Alto Alegre. Por que as famílias devem cumprir as condicionalidades de saúde e educação?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Olá, Maria Lúcia. Na educação, as crianças de 6 a 15 anos devem ir à escola e ter uma frequência de, pelo menos, 85% no período escolar. Já os jovens entre 16 e 17 anos, esse percentual deve ser de 75%. É uma forma esse simular a presença dos jovens e das crianças na escola para que elas tenham uma melhor formação e tenham um futuro melhor. Já na saúde, é condição que a gestante complete o seu pré-natal, que compareça à unidade de saúde para que ela tenha uma gestação saudável, que ela possa ter um parto nas melhores condições e gerar uma criança saudável. E para aquelas crianças que estão no período menos de sete anos, deverão ter o seu acompanhamento feito pela atenção básica, onde elas são medidas, pesadas e cumprem um calendário de vacinação. Agora, se o jovem ou a criança não for à escola, a gestante não comparecer ao pré-natal, o benefício pode ser bloqueado. Então, a condicionalidade é direito e dever das famílias que têm o benefício do Bolsa Família.

 

Nasi: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda para a gente.

 

Alessandra: Pode ser por e-mail no endereço: voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Nasi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe. Com carne, com farinha, acompanhado de arroz.

 

Alessandra: Pode até ter quem não goste, mas a maioria dos brasileiros adora feijão.

 

Nasi: E o governo lançou um plano para aumentar a produção desse grão no Brasil, tanto para consumo interno, quanto para exportação.

 

Alessandra: Entre os desafios, está aumentar a capacidade de armazenagem, compensar a oscilação de preços e reforçar a assistência técnica para os produtores.

 

Repórter Paulo La Salvia: Uma preferência nacional, rico em ferro e vitaminas, o feijão. O alimento é tão presente no prato do brasileiro que o consumo interno absorve mais de 95% da produção nacional, que foi superior a 3 milhões de toneladas no ano passado. É justamente para aumentar as exportações do produto que o Ministério da Agricultura lançou um plano nacional, que também inclui lentilha, grão de bico e ervilha, conhecidas como pulses. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, quer aproveitar a preferência de alguns países por leguminosas para ampliar também os embarques desses produtos ao exterior.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Os feijões que nós cultivamos, eles são pouco exportados, o Brasil tem uma exportação de 106, 110 mil toneladas por ano. Então, é um volume muito pequeno. Já na questão dos pulses, do grão de bico, ervilha e outros que poderão vir, é uma demanda extra que virá da Índia, já que tem um crescimento econômico muito grande, mais de 1,2 bilhão de pessoas, a renda melhora e daí então o interesse que eles têm e a oportunidade que nós queremos aproveitar.

 

Repórter Paulo La Salvia: O agricultor Jaito Costa produz feijão no Distrito Federal, ele defende duas pedidas para a setor, uma política de preços para o produto e pesquisas para a desenvolvimento de sementes de qualidade. Parte do que Jaito Costa pede está no plano, que prevê aumentar em 20% a produção de variedades de leguminosas no país. É por isso que Jaito aprova a proposta do Ministério da Agricultura.

 

Agricultor - Jaito Costa: Acredito que sim, o plano é importante, tem uma boa visão da cadeia e pode lançar o feijão e o pulses aí como sendo uma cultura de relevância para o produtor.

 

Repórter Paulo La Salvia: Outra meta do Plano Nacional Para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Feijão e Pulses é aumentar a ainda mais o consumo de feijão pelo brasileiro. A meta é ampliar em cinco quilos por pessoa esse consumo por ano. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: O governo acompanha de perto a situação das 49 crianças brasileiras que estão separadas das famílias em abrigos nos Estados Unidos.

 

Alessandra: Elas foram separadas após os pais ou familiares serem detidos por estarem supostamente tentando entrar de maneira ilegal na América do Norte.

 

Nasi: O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, explicou como os Consulados brasileiros nos Estados Unidos estão atuando.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Os Consulados nossos estão trabalhando muito intensamente, em várias frentes. Nós estamos, em primeiro lugar, já temos o contato em todos os abrigos, nós sabemos exatamente quem está em cada abrigo. Em segundo lugar, há a aproximação, comunicação entre essas crianças e as suas respectivas famílias, para suprir, pelo menos através do contato a distância física, forçada. Em terceiro lugar, a assistência jurídica, orientá-los através de assessores jurídicos como enfrentar os trâmites legais para obtermos a unificação familiar.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, em seguida as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".