21 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Governo vai construir mais um abrigo em Roraima. E até o fim do mês, mais imigrantes venezuelanos vão ser deslocados para outros estados. Pescadores vão ter mais tempo para atualizar cadastro para não perder benefícios. Vamos falar do trabalho intermitente. Como a reforma trabalhista abriu espaço para a geração de 17 mil novos postos de trabalho no país. E atenção municípios: está aberto prazo de adesão para levar o programa Mais Médicos a sua cidade.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 21 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Governo vai construir mais um abrigo em Roraima.

 

Nasi: E até o fim do mês, mais imigrantes venezuelanos vão ser deslocados para outros estados.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Pescadores vão ter mais tempo para atualizar cadastro, para não perder benefícios. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: Com a carteira em dia, o pescador tem acesso a benefícios como Seguro Defeso, um valor pago aos pescadores durante o período em que é proibida a pesca, para preservação das espécies de peixes.

 

Gabriela: Vamos falar do trabalho intermitente.

 

Nasi: Como a reforma trabalhista abriu espaço para a geração de 17 mil novos postos de trabalho no país.

 

Gabriela: E atenção, municípios. Está aberto o prazo de adesão para levar o Programa Mais Médicos à sua cidade.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Aumento de vagas em abrigos, ações em saúde, educação, segurança pública e mais venezuelanos enviados a outros estados brasileiros no chamado processo de interiorização.

 

Gabriela: Medidas que foram discutidas hoje pela equipe de servidores do Governo e enviada a Roraima para avaliar a situação dos imigrantes venezuelanos.

 

Nasi: A repórter Luana Karen acompanhou os trabalhos dos técnicos no estado e traz as informações.

 

Repórter Luana Karen: Um fluxo que não cessa. Todos os dias, entre 500 e 1.000 venezuelanos cruzam a fronteira para o Brasil, fugindo da crise no país vizinho. A instalação que recebe os imigrantes, em Pacaraima, Roraima, fica ao lado do posto de fronteira da Polícia Federal e conta com equipes da Defensoria Pública e do Conselho Tutelar. A maioria dos que chegam está em situação de vulnerabilidade, ou seja, sem documentação adequada, sem condições financeiras e sem destino certo no Brasil. O trabalho de identificação dos imigrantes começa com a checagem da documentação por parte da Polícia Federal e a vacinação. Quem não precisa de auxílio segue o destino no Brasil. Já as pessoas em situação de vulnerabilidade são encaminhadas para as agências internacionais ligadas às Nações Unidas, que providenciam os atos necessários ou para o pedido de residência temporária ou de refúgio. Vindos de Brasília, os técnicos de 11 ministérios acompanharam todo esse trabalho de acolhida e vistoriaram as instalações. Segundo a subchefe substituta da Casa Civil da Presidência da República, Viviane Esse, o Governo prepara mais uma transferência de imigrantes para outras cidades do país, chamado processo de interiorização. O deslocamento deve acontecer ainda neste mês.

 

Subchefe substituta da Casa Civil da Presidência da República - Viviane Esse: Mil pessoas participarão do processo de interiorização em várias unidades da Federação, principalmente nos estados da Região Sul. E intensificar o processo de acolhimento, com a criação de um abrigo entre as cidades de Boa Vista e Pacaraima, que seriam abrigos de transição, para que nós não tenhamos mais pessoas nas ruas, e ampliar o número de vagas nos abrigos existentes. A ideia é que nós tenhamos voos já definidos, programados, sempre aos finais dos meses e sempre com um número suficiente, na verdade ele tem que ser maior do que o número de entrada, para que a gente possa dar vazão às pessoas.

 

Repórter Luana Karen: O trabalho na fronteira também conta com homens das Forças Armadas e agentes da Força Nacional de Segurança. Os 60 agentes da Força, que saíram de Brasília nesta segunda-feira, já estão em Pacaraima. Outros 60 estão a caminho, por terra, trazendo 16 caminhonetes e um ônibus para reforçar o trabalho. Quem dá os detalhes das ações é o secretário nacional de Segurança Pública, Flávio Basílio.

 

Secretário Nacional de Segurança Pública - Flávio Basílio: Os agentes vão fazer um trabalho relacionado a todo... à triagem, fazer um trabalho de Polícia Administrativa, para facilitar e resolver o problema do fluxo migratório. Então, nós estaremos atuando no contato e apoio à Polícia Federal, para dar esse apoio administrativo, na Polícia Rodoviária, para fazer os controles dos postos estratégicos, e o Exército Brasileiro fazer a segurança dos abrigos e das instalações aqui vigentes, porque existe um trabalho de polícia que tem que ser feito pela Força Nacional.

 

Repórter Luana Karen: No primeiro dia da missão, em Boa Vista, eles se reuniram com representantes do governo de Roraima e dos organismos internacionais e fizeram um balanço das atividades. Viviane Esse, da Casa Civil, comenta.

 

Subchefe substituta da Casa Civil da Presidência da República - Viviane Esse: Discutimos ações diretas, né? Para aumentar vagas de abrigamento, para implantação de um novo abrigo de transição, para que a população não fique na rua enquanto aguarda a interiorização, para a gente aumentar o número de pessoas interiorizadas, ações de melhorias de saúde, de educação, de segurança pública, de apoio social, enfim, diversas áreas.

 

Repórter Luana Karen: A equipe de técnicos do Governo Federal retornou nesta terça-feira a Brasília. Nesta quarta, eles devem fazer um relato da visita em reunião conjunta com os ministros de Estado. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: A reforma trabalhista abriu espaço para a geração de novos postos de trabalho no Brasil.

 

Nasi: Agora, é possível trabalhar com carteira assinada no chamado trabalho intermitente.

 

Gabriela: É a modalidade em que o funcionário trabalha em dias alternados ou por algumas horas e é remunerado por período trabalhado.

 

Nasi: Na primeira metade deste ano, essa nova forma já foi responsável pela abertura de mais de 17 mil empregos no país.

 

Repórter Nei Pereira: Formada neste ano, a contadora Mariana de Oliveira já conseguiu o primeiro emprego na área. Há cerca de um mês, ela foi contratada como auxiliar contábil por um escritório de Brasília na modalidade de trabalho intermitente, ou seja, ela é remunerada por horas de serviço e não precisa comparecer à empresa todo dia. O modelo é uma das novidades da reforma trabalhista, que entrou em vigor no final do ano passado. Para Mariana, esse tipo de trabalho ajuda empregados e patrões.

 

Contadora - Mariana de Oliveira: Como eu recebo por hora, então, caso aconteça algum imprevisto, como acontece no dia a dia, eu posso vir e não tenho aquela obrigação de ficar na empresa as oito horas diárias, entendeu? Isso está me dando a possibilidade de não ficar presa somente ao serviço do escritório. Então, se houver alguma demanda, alguma outra coisa, ou aparecer uma outra oportunidade de outro contrato intermitente, eu posso ir cumprir.

 

Repórter Nei Pereira: Victor Vasconcelos é um dos sócios do escritório de contabilidade onde Mariana trabalha. Ele conta que os serviços na empresa aumentam em determinados períodos do mês, quando os clientes entregam a documentação de uma só vez. É aí que ele precisa de funcionários para dar conta do serviço. Segundo Victor, sem o contrato intermitente, o escritório teria funcionários ociosos.

 

Sócio de escritório de contabilidade - Victor Vasconcelos: Como é uma coisa difícil, acaba esse contrato intermitente é perfeito, porque, se fosse pra eu contratar uma pessoa na CLT, como mensalista normal, eu provavelmente não teria contratado. Então, o contrato intermitente, ele possibilita exatamente essa questão.

 

Repórter Nei Pereira: Na modalidade intermitente, o funcionário trabalha quando é convocado pela empresa, como explica o coordenador geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos do Ministério do Trabalho, Salvador Abrantes Neto.

 

Coordenador geral de Cadastros, Identificação Profissional e Estudos - Salvador Abrantes Neto: O trabalho intermitente é uma forma de emprego formal, ele fica à disposição da empresa, ele fica num cadastro de reservas, vamos dizer assim, e, em momentos de pico da empresa, ele é chamado, ele faz aquela operação que é necessária, a que ele foi designado, e no final daquela prestação de serviço, ele tem a garantia do contrato de trabalho já assinado para receber.

 

Repórter Nei Pereira: Os dados do Ministério do Trabalho mostram que, nos seis primeiros meses deste ano, foram abertas mais de 17 mil vagas no país nessa modalidade. Os setores de serviços e comércio foram responsáveis pela maior parte das contratações no regime de trabalho intermitente. Para Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal, a modalidade é importante para o setor, que também tem picos de demandas.

 

Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do DF - Rodrigo Freire: É um tipo de contratação que, no mundo inteiro, existe, e que a gente precisava dessa ferramenta, desse instrumento, para poder ganhar competitividade no turismo, nos grandes eventos, e oferecer um serviço melhor para o cliente final.

 

Repórter Nei Pereira: No trabalho intermitente, o funcionário tem carteira assinada e direitos como férias, 13º salário, FGTS e contribui com a Previdência Social, tudo proporcional ao tempo trabalhado. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Um setor importante para a economia do país.

 

Nasi: A produção brasileira de aço bruto alcançou 20 milhões de toneladas, de janeiro a julho deste ano, um aumento de mais de 3% em relação ao ano passado.

 

Gabriela: Em valores, as vendas para outros países também aumentaram.

 

Nasi: E o futuro da indústria do aço está em discussão em um congresso, que reúne empresários em São Paulo. O presidente Michel Temer participou hoje da abertura do evento.

 

Repórter Leandro Alarcon: Não é difícil de achar, o aço está presente em quase tudo que nos cerca. Nos carros, em esculturas e até aí, na sua casa, nas ferragens da estrutura, nos eletrodomésticos e em outros utensílios. Isso só para dar alguns exemplos. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, existem no país 30 usinas com capacidade de produzir mais de 50 bilhões de toneladas de aço bruto por ano. No Congresso Aço Brasil, que acontece em São Paulo, executivos e técnicos da indústria siderúrgica discutiram a situação atual do setor e as perspectivas para o futuro. O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello, falou da expectativa do setor.

 

Presidente executivo do Instituto Aço Brasil - Marco Polo de Mello: Eu diria que, nesse momento, nós estamos recuperando, vamos terminar o ano de forma positiva, e somos bastante otimistas em relação ao futuro.

 

Repórter Leandro Alarcon: Em março deste ano, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou um aumento nas taxas cobradas dos Estados Unidos sobre o aço comprado de outras partes do mundo, uma decisão que prejudicava a indústria siderúrgica brasileira. O presidente Michel Temer, que participou do primeiro dia do Congresso Aço Brasil, falou sobre a atuação conjunta do Governo com representantes do setor, na negociação para baixar a sobretaxa.

 

Presidente Michel Temer: Na frente externa, nós trabalhamos em estreita colaboração com o setor siderúrgico. Ainda agora, quando nos Estados Unidos se sobretaxou a questão do aço, nós tivemos muitas reuniões e nós conseguimos reduzir aquele gesto inicial do Sr. Presidente dos Estados Unidos, que onerava enormemente a nossa indústria. E hoje, de qualquer maneira, nós estamos num passo razoável em relação a essas exportações. Portanto, nós encontramos soluções para as dificuldades do setor siderúrgico.

 

Repórter Leandro Alarcon: Em julho desse ano, o Brasil produziu 3 milhões de toneladas de aço bruto e exportou quase 1 milhão de toneladas, no valor de mais de US$ 600 milhões. De São Paulo, Leandro Alarcon.

 

Gabriela: Eles dependem das correntes, das marés, e muitas vezes saem de casa sem saber quando vão voltar.

 

Nasi: Com isso, os pescadores nem sempre conseguem cumprir os prazos de quem está aqui em terra.

 

Gabriela: E para facilitar a vida deles, o Governo ampliou para 31 de dezembro o prazo para atualização do cadastro para o exercício da atividade pesqueira.

 

Nasi: Isso tudo para manter a situação regular o principal documento de identificação profissional, que é a Carteira do Pescador.

 

Repórter Raíssa Lopes: Com a carteira em dia, o pescador tem acesso a benefícios como Seguro Defeso, um valor pago aos pescadores durante o período em que é proibida a pesca, para preservação das espécies de peixes. Até então, a atualização do documento era feita até 60 dias após o aniversário do profissional, o que nem sempre era possível, como lembra o pescador Marcos Antônio Dias, que mora no Distrito Federal.

 

Pescador - Marcos Antônio Dias: Esse negócio de aniversário, às vezes o pescador está lá para o rio afora, às vezes ele tem lugar que ele tem contato, tem lugar que não. Então, ele fica desligado. Então, a gente passa batido.

 

Repórter Raíssa Lopes: O secretário de Aquicultura e Pesca, Dayvson Franklin de Souza, destaca que a mudança vai fazer com que mais pescadores mantenham o cadastro atualizado, o que é importante para o Governo e para o pescador, e faz um apelo aos profissionais da categoria.

 

Secretário de Aquicultura e Pesca - Dayvson Franklin de Souza: Ele agora tem o ano inteiro, ele tem de 1º de janeiro até 31 de dezembro para manter o seu cadastro atualizado, fazer a sua atualização cadastrada, ou seja, fazer o seu relatório de atividade. A gente, com isso, diminuiu a burocracia, deu mais segurança, mais facilidade, mais respeito ao pescador, e principalmente também criamos segurança jurídica para o Governo. Então, por favor, todos os pescadores do Brasil, procure a entidade do seu estado, a qual você faz parte, e mantenha o seu cadastro atualizado.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quem ainda não fez sua atualização, procure o Escritório Federal de Aquicultura e Pesca de seu estado até o fim do ano para não perder nenhum direito. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Está aberto o prazo de adesão para levar o Programa Mais Médicos à sua cidade.

 

Gabriela: E vamos detalhar o caminho da Assistência Social a quem mais precisa.

 

Nasi: Você, que tem direitos violados ou está em situação difícil, tem um local de apoio.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Em 1949, quando todos os países avaliavam o cenário mundial, depois da Segunda Guerra, surgiu a ideia de se criar uma escola para capacitar gestores brasileiros.

 

Nasi: A ideia era buscar o que existia de mais moderno em estudos e pesquisas na área de Defesa.

 

Gabriela: Nascia assim, a Escola Superior de Guerra, que agora completa 69 anos.

 

Repórter Marina Melo: Após o fim da Segunda Guerra Mundial, na qual o Brasil teve participação enviando soldados para lutar em solo italiano, junto ás tropas aliadas contra a Alemanha, os responsáveis pela Defesa Nacional tiveram uma mesma percepção: o mundo está evoluindo e os países mais desenvolvidos contam com meios, conhecimentos e tecnologia que o Brasil precisa batalhar para ter, se não quiser ficar para trás no cenário mundial e, consequentemente, se tornar um país desprotegido. Nesse contexto, foi criada a ESG, Escola Superior de Guerra, com o objetivo de capacitar profissionais com os conhecimentos das grandes potências mundiais, impulsionando o crescimento e o desenvolvimento do país. Nesta terça-feira, durante cerimônia de comemoração do aniversário de 69 anos da escola, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, destacou que os princípios da instituição sempre buscaram perseguir o que existe de mais moderno em termos de altos estudos, valorizando a pessoa, o potencial que cada profissional tem dentro de si.

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: Sabemos que o ser humano sempre será a chave que abre as portas da solução de todos os problemas. Recursos orçamentários, planejamento estratégico, gestão do conhecimento e outros são apenas derivados dessa integral maior.

 

Repórter Marina Melo: Fundada no Rio de Janeiro e inicialmente vinculada à Presidência da República, a escola atualmente é subordinada ao Ministério da Defesa e já conta com um campus na capital do país, como explica o comandante da ESG, General Décio Schons.

 

Comandante da ESG - General Décio Schons: Cursos ministrados na capital federal passaram a capacitar servidores civis e militares, mediante demanda do Ministério da Defesa, entre outros alvos dos órgãos da administração pública.

 

Repórter Marina Melo: A ESG é um instituto de ideias abertas ao debate livre, subordinada diretamente ao Ministério da Defesa e que funciona como um centro permanente de estudos e pesquisas. Mais informações no endereço eletrônico www.esg.br. Reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: Qualquer pessoa ou família pode passar por uma situação difícil.

 

Gabriela: E dependendo do caso, a ajuda para resolver o problema tem que vir de um especialista.

 

Nasi: Para isso, existe o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, que tem unidades em todo o país.

 

Gabriela: Saiba o que é e como funciona o Creas na reportagem de Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Josi da Silva Santos é moradora da Cidade Estrutural, a 15 quilômetros de Brasília. Josi trabalhava como catadora no lixão, mesmo estando grávida do terceiro filho. Depois da desativação do lixão, nos últimos meses, virou feirante com o marido, mas os negócios não deram muito certo. A família só não está passando fome porque foi acolhida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

 

Entrevistada - Josi da Silva Santos: São pessoas que atendem a gente superbem, supereducadas, estão sempre de braços abertos para te atender, com a maior educação, no maior carinho. Aqui eu me sinto abraçada.

 

Repórter Cleide Lopes: Em todo o país, são mais de 2,6 mil Creas, que contam com a equipe formada por um psicóloga, um assistente social e um advogado. Na unidade onde Josi é atendida, são acolhidas uma média de 80 pessoas por mês, além de 60 famílias em acompanhamento. Segundo Breno Santos, psicólogo e gerente do Creas da Estrutural, os centros ofertam serviços especializados de proteção e atendimento a famílias e a pessoas em situação de risco social, como é o caso da Josi, ou que tiveram os seus direitos violados.

 

Psicólogo - Breno Santos: Principalmente as violações de direitos mais graves, né? Abuso sexual, a situação da violência contra a mulher, a gente precisa de uma intervenção mais imediata. E a gente está preparado para prestar esse serviço, para prestar esse apoio e orientação.

 

Repórter Cleide Lopes: Qualquer cidadão que se encontre em estado de vulnerabilidade social pode procurar espontaneamente uma unidade do Creas em seu município. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E são nesses centros que muitas famílias são encaminhadas para acesso a benefícios sociais, como o Bolsa Família, por exemplo.

 

Nasi: Hoje, mais de 13 milhões de famílias se enquadram nos quesitos para receber o benefício.

 

Gabriela: E para eles, o pagamento do mês de agosto já começou a ser realizado.

 

Repórter Diego Queijo: O Bolsa Família é voltado para as famílias inseridas no Cadastro Único e que têm renda mensal por pessoa de até R$ 89, além daquelas com renda familiar mensal de até R$ 178 por pessoa e que tenham integrantes gestantes, crianças ou adolescentes. Os interessados em integrar o programa devem procurar o setor responsável em sua cidade, como explica a diretora de Benefícios da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministério, Caroline Paranaíba.

 

Diretora de Benefícios - Caroline Paranaíba: As famílias que estejam em situação de pobreza ou extrema pobreza devem procurar o setor responsável pelo Bolsa Família e pelo Cadastro Único em sua cidade. Geralmente esse setor está localizado no Centro de Referência de Assistência Social, o Cras, ou também em outra unidade da prefeitura da sua cidade.

 

Repórter Diego Queijo: Para fazer o cadastramento, o responsável pela família precisa levar um documento de identificação pessoal, como carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira de motorista. Para saber o dia em que pode retirar o dinheiro, basta conferir o Número de Identificação Social, o NIS, impresso no seu cartão do programa. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses. Para mais informações, acesse mds.gov.br. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: E idosos e pessoas com deficiência, que recebem o Benefício de Prestação Continuada, BPC, vão precisar se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais, até dezembro deste ano.

 

Gabriela: O cadastro é obrigatório.

 

Repórter André Luís Gomes: O Cadastro Único reúne informações das famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa ou renda total familiar de até três salários mínimos. Além disso, a ferramenta é utilizada para dar acesso a programas sociais. Nele, são registradas as características da residência, a identificação de cada pessoa, a escolaridade, a situação de trabalho e renda, entre outras informações. O diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários do Ministério do Desenvolvimento Social, André Veras, conta como os beneficiários devem proceder.

 

Diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários - André Veras: Para se inscrever no Cadastro Único, o responsável familiar deve procurar um Centro de Referência de Assistência Social, Cras, ou um posto de Cadastro Único no município, munido de CPF, de todos os membros da família do beneficiário. É importante lembrar também que não precisa ser o próprio beneficiário a fazer este cadastramento. Qualquer membro da família, maior de 16 anos, que tenha capacidade de prestar as informações, pode ser o responsável familiar para responder o cadastro. Assim, os beneficiários podem aumentar as possibilidades de acesso a outros programas, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Tarifa Social de Energia Elétrica, dentre outros.

 

Repórter André Luís Gomes: O BPC repassa todos os meses um salário mínimo para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que têm renda familiar de até um quarto de salário mínimo por pessoa, isto é, menos de R$ 238,50. Reportagem, André Luís Gomes.

 

Nasi: Profissionais do Mais Médicos hoje atendem mais de 60 milhões de brasileiros que dependem do SUS.

 

Gabriela: São mais de 18 mil médicos em 4 mil municípios do país.

 

Nasi: E as cidades onde ainda não tem profissionais do programa vão poder se inscrever para participar.

 

Gabriela: O Ministério da Saúde abriu a oportunidade para a adesão dos municípios. A repórter Bruna Sanieli tem as informações.

 

Repórter Bruna Sanieli: Para participar, o município interessado tem que apresentar informações com o perfil de quem procura o Sistema Único de Saúde e quais as carências da população local, para que o Ministério da Saúde veja a possibilidade de incluí-lo no Programa Mais Médicos. A médica Fabiane de Miranda Vasconcelos se formou em Cuba em 2009 e há três anos faz parte do programa. Ela atua em Santa Maria, no Distrito Federal, e destaca a importância da atenção básica para os pacientes.

 

Médica - Fabiane de Miranda Vasconcelos: A gente tirou, de certa forma, aquela barreira e aquela distância entre médico e paciente. A gente está cuidando de doenças crônicas não transmissíveis, né? Diminuindo assim, as intervenções de, por exemplo, evitar um pé diabético, evitar que o paciente tenha complicações futuras.

 

Repórter Bruna Sanieli: Atualmente, o Mais Médicos atende a cerca de 63 milhões de pessoas e 9 mil médicos que atuam no programa são brasileiros formados no país ou no exterior. Segundo Fabiane, os profissionais do Mais Médicos conseguem ver de perto as necessidades da população.

 

Médica - Fabiane de Miranda Vasconcelos: A gente está, no dia a dia, com o paciente, a gente conhece essa família, a gente conhece o local onde ele mora, né? A gente conhece as benfeitorias do seu espaço geográfico, desse paciente, desse território, né? Então, a gente consegue estar muito mais perto dessa realidade do que se fosse num hospital, né? Um município que não tenha, ele está perdendo.

 

Repórter Bruna Sanieli: Os municípios vão poder manifestar interesse até a sexta-feira, dia 24 de agosto, exclusivamente por meio do Sistema de Gerenciamento de Programas do Ministério da Saúde, que está disponível no endereço maismedicos.saude.gov.br. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".