22 de janeiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Saldo negativo da Previdência cresce mais de 20% em 1 ano e passa dos R$ 182 bilhões. Milhões de estudantes e pais ansiosos. É que amanhã começam as inscrições no Sisu, o sistema de seleção para vagas em universidades federais. Recursos do governo garantem ampliação do metrô em Brasília. Para presidente Michel Temer, esta é mais uma demonstração do compromisso de oferecer serviços públicos de qualidade.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 22/01/2018

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil, as notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 22 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Saldo negativo da Previdência cresce mais de 20% em um ano e passa dos R$ 182 bilhões. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: O governo defende que a saída para reverter essa situação deficitária é a reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Milhões de estudantes e pais ansiosos.

 

Gabriela: É que amanhã começam as inscrições no Sisu, o sistema de seleção para vagas em universidades federais.

 

Repórter: São quase 240 mil vagas em 130 instituições, como universidades, faculdades, institutos federais e estaduais de ensino de todo o país.

 

Nasi: Recursos do governo garantem a ampliação do metrô de Brasília. Para o presidente Michel Temer, esta é mais uma demonstração do compromisso de oferecer serviços públicos de qualidade.

 

Presidente Michel Temer: A sociedade brasileira clama por serviços públicos de qualidade, e naturalmente é concreto o nosso compromisso, de todos nós, com o bem-estar do cidadão.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil de hoje, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: A Previdência continua acumulando saldos negativos.

 

Nasi: No ano passado, as despesas foram maiores que as receitas em mais de R$ 182 bilhões.

 

Gabriela: O déficit cresceu 20% em relação ao ano anterior e foi o maior desde 1995.

 

Nasi: É por isso que, para o governo, a reforma da Previdência é fundamental para garantir que aposentados e pensionistas continuem a receber o benefício no futuro.

 

Repórter Nei Pereira: Em 2017, as despesas da Previdência ultrapassaram as receitas em mais de R$ 182 bilhões, no chamado regime geral, que inclui os trabalhadores da iniciativa privada. Se acrescentado o regime dos servidores civis e militares, o saldo negativo chega a quase R$ 269 bilhões. O governo defende que a saída para reverter essa situação deficitária é a reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional. É o que afirma o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano.

 

Secretário da Previdência - Marcelo Caetano: A reforma da Previdência é essencial. Isso é um déficit que cresce na ordem de dezenas de bilhões de reais por ano, é uma realidade que existe e a gente tem que enfrentá-la. A opção pelo não enfrentamento dessa realidade, ela vai implicar, no futuro, que tenha que se fazer como Portugal, Grécia fizeram, em que houve a própria revisão do conceito de direito adquirido e se reduziu o valor dos benefícios pagos.

 

Repórter Nei Pereira: No ano passado, o aumento do déficit da Previdência foi de mais de R$ 32 bilhões se comparado com 2016. O saldo ficou negativo porque as despesas do governo com a Previdência cresceram mais do que a receita. O governo arrecadou menos por causa da diminuição do ritmo da economia e da queda no nível de empregos, e gastou mais porque há mais gente chegando à idade de se aposentar. A população está vivendo mais e os benefícios sofreram reajustes. Para Marcelo Caetano, a reforma da Previdência já teria impacto positivo em 2018, mas os resultados mais expressivos serão percebidos a longo prazo.

 

Secretário da Previdência - Marcelo Caetano: A reforma da Previdência gera algum impacto na economia da ordem de alguns bilhões de reais, mas o impacto da reforma da Previdência, ele se dá muito mais, nessa perspectiva econômica, nas expectativas que se criam de você ter um ambiente e contas públicas mais equilibrados do que no seu impacto imediato.

 

Repórter Nei Pereira: O projeto da reforma da Previdência está previsto para ir à votação no Plenário da Câmara em fevereiro. Entre os pontos da proposta de emenda à Constituição estão: idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, e a equiparação de regras para os setores público e privado. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Já tem muitos estudantes e pais ansiosos, contando as horas para amanhã.

 

Nasi: É quando começa a inscrição para o Sisu, o Sistema de Seleção Unificada.

 

Gabriela: São 240 mil vagas em universidades e faculdades públicas de todo o país.

 

Nasi: E entre os milhões de estudantes está a Larissa Fernandes, que mora em Belém, no Pará.

 

Gabriela: Ela foi uma das 53 candidatas de todo o país que tirou nota 1.000 na redação do Enem, a maior pontuação possível. E olha que mais de 4 milhões de estudantes fizeram a prova.

 

Nasi: A repórter Márcia Fernandes conta para a gente o segredo do sucesso de Larissa.

 

Repórter Márcia Fernandes: A paraense Larissa Fernandes tem 18 anos e quer estudar medicina. Na busca para conquistar uma vaga na universidade, ela começou com o pé direito. Foi uma das 53 pessoas em todo o Brasil que tirou nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. A estudante conta que ficou surpresa com o resultado.

 

Estudante - Larissa Fernandes: Eu fiquei muito surpresa quando eu soube que eu tinha tirado a nota 1.000, porque eu esperava uma nota boa, mas não tão boa quanto foi.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para a jovem, a leitura de vários assuntos foi importante para conseguir este desempenho.

 

Estudante - Larissa Fernandes: Eu fiz curso de redação, li bastantes revistas e jornais e estudei disciplinas, como filosofia e sociologia, que me ajudaram na construção da minha argumentação.

 

Repórter Márcia Fernandes: Larissa já havia feito o Enem como treineira. Esta foi a primeira vez que ela fez a prova para tentar uma vaga na universidade e contou com uma ajuda valiosa. A professora de redação Nicinha Câmara foi uma das responsáveis pela preparação da aluna. A professora explica que a Larissa treinou bastante antes de conseguir a nota máxima da redação.

 

Professora - Nicinha Câmara: Ela se empenhou bastante, nós tivemos um trabalho muito árduo e ela mereceu essa vitória.

 

Repórter Márcia Fernandes: E, a partir de amanhã, os estudantes que fizeram o Enem podem, com o resultado na mão, tentar uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada, o Sisu. As inscrições podem ser feitas pelo site: sisu.mec.gov.br. O estudante pesquisa o número de vagas, os cursos e os locais onde estudar. Ele pode escolher por até duas opções de cursos. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: E fique atento: as inscrições para o Sisu ficam abertas até as 23h59 de sexta-feira, dia 26 de janeiro.

 

Nasi: E o resultado da chamada já sai na próxima segunda-feira, dia 29 de janeiro.

 

Gabriela: O Distrito Federal vai receber investimentos em mobilidade urbana na primeira obra de expansão do metrô que atende a região.

 

Nasi: Os recursos são do governo federal, mais de R$ 330 milhões.

 

Gabriela: Para o presidente Michel Temer, o governo trabalha para atender às grandes demandas da população.

 

Repórter Mara Kenupp: Por dia, 170 mil pessoas circulam no metrô do Distrito Federal. São 24 estações em funcionamento, que ligam o centro de Brasília às regiões mais populosas. O sistema tem 42 quilômetros de extensão e agora vai ser ampliado. O governo federal anunciou investimentos de R$ 333 milhões para obras de expansão do metrô na capital. Os recursos virão do Ministério das Cidades, com contrapartida do governo do Distrito Federal. No projeto estão previstas a construção de mais duas estações em Samambaia, região administrativa a cerca de 40 quilômetros de Brasília, melhorias que abrangem a troca de peças e atualização do sistema de controle dos trens. Parte do dinheiro será usada também na construção de um viaduto. O ministro das Cidades, Alexandre Baldi, disse que os recursos estão garantidos no orçamento do governo federal.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldi: Estamos permitindo que o governo do Distrito Federal realize a licitação para que estas obras possam ser iniciadas, para que aquelas famílias, os cidadãos que vêm e vão todos os dias, com certeza, sejam as suas vindas facilitadas.

 

Repórter Mara Kenupp: O presidente Michel Temer destacou que a mobilidade é um dos grandes desafios do país, e que a população exige cada vez mais serviços públicos de qualidade.

 

Presidente Michel Temer: Serão mais de R$ 330 milhões de investimentos do governo federal. E a sociedade brasileira clama por serviços públicos de qualidade, e acho que nós todos, aqui no Executivo, o Executivo distrital, os deputados federais, os senadores, estão fazendo exatamente a sua parte, não é? E naturalmente é concreto o nosso compromisso, todos nós, com o bem-estar do cidadão.

 

Repórter Mara Kenupp: Os investimentos em mobilidade vão ter duas fases de licitação. Na primeira, para a construção do viaduto, o edital sai em 60 dias; e na outra fase, para a ampliação do metrô, o edital está previsto para o segundo semestre deste ano. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: Ano novo, casa nova para centenas de famílias de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Nesse domingo, elas receberam as chaves da casa própria em mais um empreendimento entregue pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Nasi: A obra concluída faz parte do programa Agora é Avançar, que está retomando obras que estavam paradas em todo o país.

 

Gabriela: A repórter Luana Karen esteve em Nova Iguaçu para conhecer de perto a mudança na vida dessas famílias.

 

Repórter Luana Karen: O aposentado Luciano de Araújo não vai esquecer tão cedo o primeiro passo dentro da casa própria. O carioca, de 56 anos, morava de favor na casa de parentes em Nova Iguaçu, município a 50 quilômetros do centro do Rio de Janeiro.

 

Aposentado - Luciano de Araújo: A gente está doidinho já para mudar logo, já inaugurar a casa já, entendeu? É isso.

 

Repórter Luana Karen: Além do Luciano, outras mil pessoas têm motivos para comemorar o ano que começa. Eles também receberam um imóvel do Minha Casa, Minha Vida e estão realizando o sonho da casa própria. Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, em média, cada família vai pagar R$ 100,00 por mês pelo imóvel.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Gilberto Occhi: Perguntei a três pessoas aqui, três mulheres, o aluguel que elas pagam aqui é R$ 350,00, chega a R$ 450,00 de aluguel. E agora, aqui, vão pagar algo em torno de R$ 80,00, R$ 100,00, R$ 120,00.

 

Repórter Luana Karen: O Residencial Nice tem infraestrutura completa, pavimentação, rede de água, esgoto, drenagem e energia elétrica. O condomínio conta ainda com guarita, centro comunitário, quadra para prática de esportes e parque para as crianças. Nos próximos dias, outros empreendimentos vão ser entregues na região. É o que afirma o ministro das Cidades, Alexandre Baldi.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldi: São 3 mil moradias no Residencial Provance, aqui, bem próximo. São 3 mil sonhos para essas famílias.

 

Repórter Luana Karen: O Minha Casa, Minha Vida integra o programa Agora é Avançar, lançado pelo governo federal ano passado para retomar e concluir mais de 7 mil obras que estavam paradas. Até o fim do ano, dentro do Agora é Avançar, serão feitos investimentos de R$ 130 bilhões em todo o país. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República e coordenador do Agora é Avançar, Moreira Franco, comenta.

 

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Nós conseguimos acabar com a recessão no país, melhorar a arrecadação do governo federal para que o governo pudesse realizar obras de habitação, de saneamento, de saúde, de educação, de transporte, de defesa, de ciência e tecnologia.

 

Repórter Luana Karen: O aposentado Jorge Pavarotti não tem esse nome à toa. Aos 80 anos, recebeu uma casa no Residencial Nice, inspiração suficiente para fazer música.

 

Aposentado - Jorge Pavarotti: Minha casa é tão bonita, que dá gosto a gente ver...

 

Repórter Luana Karen: O residencial Nice tem 253 casas, oitos preparadas para receber pessoas com deficiência. Todas as unidades contam com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, e os investimentos do governo federal chegaram a quase R$ 18 milhões. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: 19h13, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: O programa Criança Feliz vai ampliar o atendimento a gestantes e crianças.

 

Gabriela: Daqui a pouco, a gente traz os detalhes para que mais cidades participem do programa, que estimula o desenvolvimento físico e afetivo das crianças.

 

Nasi: A carteira de trabalho é um documento fundamental para qualquer trabalhador.

 

Gabriela: É nela que ficam anotados todos os registros da vida profissional do empregado.

 

Nasi: Anotações que são usadas pelo trabalhador para dar entrada no seguro-desemprego, na hora de sacar o FGTS ou fazer o pedido de aposentadoria.

 

Gabriela: E no quadro "Pra você, Cidadão" de hoje, vamos falar como fazer a carteira de trabalho ou pedir a segunda via do documento.

 

"Pra você, cidadão"

 

Repórter Roberta Lopes: E 4,8 milhões de brasileiros tiraram carteira de trabalho em 2017. Quem quer retirar a sua, basta agendar um horário no sistema de atendimento do Ministério do Trabalho e escolher o posto mais próximo da sua casa. Muitas regiões possuem agências conveniadas próprias, onde a carteira também pode ser emitida. O cidadão pode procurar uma Superintendência Regional do Trabalho em sua região, caso queira fazer o agendamento pessoalmente. Na data escolhida é preciso levar documento de identidade oficial, CPF, um comprovante de residência e a comprovação do estado civil. Para retirar a segunda via é necessário fazer o agendamento novamente e levar os mesmos documentos. No entanto, em casos de perda, furto, roubo ou extravio, será necessário levar um Boletim de Ocorrência. Em caso de inutilização por mau uso, será necessário levar a carteira de trabalho antiga. Uma outra forma de solicitar o documento é por meio da Carteira de Trabalho Digital, um aplicativo lançado pelo governo do Brasil e que está disponível para download em todos os smartphones. A ferramenta também permite obter todos os dados da sua carteira de trabalho e tem a mesma validade legal do documento impresso. Roberta Lopes para a Voz do Brasil.

 

Nasi: A Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres pediu ao Ministério Público Federal que apure a prática de crime em duas músicas que incentivam o estupro.

 

Gabriela: Em nota, a secretaria disse que a música é uma manifestação cultural legítima, mas não pode ser ferramenta incentivadora de crime e, por isso, são necessárias providências legais contra autores, intérpretes e divulgadores.

 

Nasi: Segundo Débora Bernardon, assessora jurídica da secretaria, a cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil.

 

Assessoria jurídica - Débora Bernardon: Pelo último anuário publicado, que tem dados de 2016, verificou-se que 50 mil mulheres foram estupradas naquele ano, e que 5 mil foram vítimas de feminicídio, ou seja, a cada duas horas, uma mulher foi assassinada só pelo fato de ser mulher.

 

Gabriela: O crime de estupro é punido com pena de, no mínimo, seis anos de reclusão.

 

Nasi: Para denunciar qualquer violência contra a mulher basta ligar no Disque 180.

 

Gabriela: Começou hoje a Semana Nacional do Trabalho Escravo.

 

Nasi: A ideia é alertar a população, e em especial quem emprega, sobre o direito de trabalhar em condições dignas.

 

Gabriela: As atividades são organizadas próximas ao dia 28 de janeiro, dia em que é lembrada a chacina de Unaí, em Minas Gerais.

 

Nasi: Em 2004, uma equipe de auditores do trabalho foi assassinada durante uma fiscalização.

 

Repórter Carolina Rocha: A data da morte chamou a atenção para situações de violência que envolvem a investigação do trabalho escravo no país. No Brasil, já foram resgatadas mais de 50 mil pessoas em condições análogas à escravidão. O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, Maurício Krepsky, conta que, no último cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas a de escravo, a chamada lista suja do Ministério do Trabalho, constavam 131 empregadores autuados.

 

Chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo - Maurício Krepsky: A lista suja, ela tem um mecanismo, uma ferramenta de controle social que relaciona os empregadores que foram flagrados submetendo os trabalhadores a condições análogas a de escravo.

 

Repórter Carolina Rocha: É considerada condição análoga a de escravidão pelo menos uma das seguintes situações: trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante de trabalho, restrição de locomoção em razão de dívida contraída com o empregador e retenção no local de trabalho. A fiscalização dessa situação é feita por auditores fiscais do trabalho, que também atuam na prevenção da reincidência de trabalhadores em novos ciclos de exploração, como explica Maurício Krepsky, do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo - Maurício Krepsky: Então, hoje, o principal desafio da Auditoria Fiscal do Trabalho é que esses trabalhadores, ao retornar para as suas cidades de origem, não retornem para a mesma situação de vulnerabilidade.

 

Repórter Carolina Rocha: Carlos Silva, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, exerce há cinco anos a fiscalização do trabalho escravo no país e conta o que mais marcou nesses anos de trabalho.

 

Presidente do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho - Carlos Silva: Quando conversava com uma das trabalhadoras que lá estavam, e que perguntei o nome dela, ela não lembrava o nome dela. Então isso é uma coisa muito tocante.

 

Repórter Carolina Rocha: Segundo Maurício Krepsky, do Ministério do Trabalho e Emprego, o meio rural ainda é o principal cenário de denúncias de trabalho escravo, mas a situação vem aumentando nos meios urbanos, principalmente com imigrantes. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nasi: Brasília vai sediar, em março, o 8º Fórum Mundial da Água.

 

Gabriela: Trinta mil pessoas, de mais de cem países, são esperadas para discutir soluções para a questão da água em todo o mundo.

 

Nasi: Em mais um evento de preparação, o Brasil debate os problemas enfrentados nas regiões de Abrolhos e na Costa dos Corais, no Nordeste brasileiro.

 

Repórter Cleide Lopes: Desmatamento, cultivo da cana-de-açúcar e a falta de saneamento básico. Esses são alguns dos problemas enfrentados na administração da água nas regiões de Abrolhos, que vai da Bahia ao Espírito Santo, e na Costa dos Corais, que vai de Alagoas até Pernambuco. O desafio é que todos assumam responsabilidades na preservação. Então, o Ministério do Meio Ambiente organizou uma oficina com estados, municípios e entidades de preservação para que juntos encontrem soluções. É o que explica Régis de Lima, diretor substituto de Gestão Ambiental e Territorial do Ministério do Meio Ambiente.

 

Diretor substituto de Gestão Ambiental e Territorial - Régis de Lima: É justamente tentando trazer quem mora lá, quem trabalha lá, quem tem a expertise local, tirar ideias, como é que a gente pode levar essas soluções para os níveis de gestão pública, como é que a gente pode fazer essas boas ideias se transformarem em ações, e a gente possa partir para um processo de recuperação.

 

Repórter Cleide Lopes: A analista ambiental e coordenadora do projeto Terramar, Larissa Godoy, explica que a ideia é preservar a biodiversidade e os recursos hídricos nas áreas costeiras marinhas, além de garantir água de qualidade e quantidade.

 

Analista ambiental - Larissa Godoy: Gostaríamos de entender como funcionam esses impactos, onde eles estão, quais são os principais desafios de gestão, para pelo menos minimizar esses impactos na área costeira e marinha, que abrigam uma biodiversidade imensa.

 

Repórter Cleide Lopes: O Brasil possui quase 8 mil quilômetros de costa, onde vive cerca de meio milhão de pessoas que dependem da pesca. Por isso a importância da gestão hídrica, não só para a preservação da natureza, mas também como fator econômico. É o que explica o professor da Universidade Federal de Pernambuco e presidente do Instituto Bioma Brasil, Clemente Coelho Junior.

 

Professor - Clemente Coelho Junior: No Nordeste, 70%, até 80%, a pesca é pesca do tipo tradicional. Então, promove o emprego.

 

Repórter Cleide Lopes: Dessas oficinas sairá um documento com sugestões, que será apresentado no 8º Fórum Mundial da Água, nos dias 18 a 23 de março, em Brasília. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: 19h21, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Quase 180 mil crianças e gestantes de todo o país são atendidos pelo programa Criança Feliz.

 

Gabriela: Pelo programa, crianças que participam do Bolsa-Família contam com a visita de profissionais em casa e recebem estímulos para o desenvolvimento físico e afetivo.

 

Nasi: E a ideia do Ministério do Desenvolvimento Social é expandir o atendimento.

 

Gabriela: Para isso, está recebendo a adesão de mais municípios.

 

Repórter Diego Queijo: O período de adesão está aberto para os 1.207 municípios que cumprem os requisitos para participar e ainda não entraram no programa. O prazo vai até o dia 30 de junho. Em todo o país, 2.573 municípios já fazem parte do Criança Feliz. De acordo com a diretora da Atenção à Primeira Infância, do Ministério do Desenvolvimento Social, Ely Harasawa, o programa já demonstra resultados, garantindo atendimento às crianças e famílias mais vulneráveis do Brasil.

 

Diretora da Atenção à Primeira Infância - Ely Harasawa: Nós estamos chegando a 200 mil crianças beneficiadas. E, depois de um longo processo de estruturação do programa, de capacitação de todos os supervisores e visitadores, e quando as visitas começam, o mais bacana, o mais entusiasmante é que os resultados aparecem rapidamente, né?

 

Repórter Diego Queijo: A ciência já comprovou que crianças acompanhadas e estimuladas de forma correta se desenvolvem melhor, o que, de acordo com a diretora Ely Harasawa, gera melhores condições para vencer a pobreza.

 

Diretora da Atenção à Primeira Infância - Ely Harasawa: Não só a ciência, mas a experiência tem nos dado, a realidade tem nos dado muitas evidências de que quanto mais cedo se investe nas crianças melhor o retorno que você tem.

 

Repórter Diego Queijo: Para integrar o programa, o município deve ter ao menos um Centro de Referência de Assistência Social, com registro no Cadastro Nacional do Sistema Único de Assistência Social, e no mínimo 140 pessoas do público prioritário do programa. Após o preenchimento do termo de adesão, disponível no site do Ministério do Desenvolvimento Social, o www.mds.gov.br, a participação no Criança Feliz deve ser aprovada no Conselho Municipal de Assistência Social. A prefeitura deverá elaborar ainda um diagnóstico regional e um plano de ação para o município, explicando como serão realizadas as visitas domiciliares. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: E você que recebe o pagamento do Bolsa-Família direto na conta-corrente ou poupança da Caixa, atenção.

 

Gabriela: Devido a um problema técnico, o pagamento da parcela de janeiro das famílias com o NIS final 1 está sendo feito por meio do Cartão Social.

 

Nasi: Por isso, para sacar a parcela, as famílias devem utilizar o Cartão Bolsa-Família ou o Cartão Cidadão, e não o cartão da conta.

 

Gabriela: Caso não possua nenhum dos cartões, o beneficiário pode realizar o saque em uma agência da Caixa, apresentando documento de identidade com foto.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa-noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".