22 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais Médicos garantem atendimento e qualidade de vida à população de pequenos municípios. Em mais de 1 mil cidades brasileiras eles são responsáveis por toda a atenção básica. Começa o prazo para matrículas de estudantes selecionados pelo Sisu. E vamos falar dos brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores alerta para os perigos e a importância de atender regras de imigração dos países.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 22 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Mais Médicos garante atendimento e qualidade de vida à população de pequenos municípios.

 

Nasi: Em mais de mil cidades brasileiras eles são responsáveis por toda a atenção básica. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Para o Ministério da Saúde, o programa tem mudado o Índice de Desenvolvimento Humano nas cidades brasileiras.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Começa o prazo para matrícula de estudantes selecionados pelo Sisu.

 

Alessandra: E vamos falar dos brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos.

 

Nasi: O Ministério das Relações Exteriores alerta para os perigos e a importância de atender regras de imigração dos países.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: Eles fazem o primeiro atendimento, solucionam casos menos graves e desafogam grandes emergências.

 

Nasi: São os profissionais do Programa Mais Médicos, que estão mais perto da população local, conseguem atender mais e melhor.

 

Alessandra: É o que vem constatando o Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, em mais de mil cidades brasileiras a atenção básica é toda feita por eles.

 

Nasi: Garantia de médico na unidade de saúde e atendimento de qualidade para mais de 60 milhões de pessoas em todo o país.

 

Repórter Pablo Mundim: Responsável por atender 63 milhões de brasileiros, o Programa Mais Médicos tem garantido o acesso principalmente à atenção básica dos usuários, aquele primeiro atendimento ao cidadão, com foco em prevenção e casos menos graves. Em municípios com até 10 mil habitantes, por exemplo, o programa é responsável por quase metade das equipes de atenção básica, e no caso de 1,1 mil municípios o Mais Médicos representa 100% da cobertura. Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Rogério Luiz Abdalla, o programa tem mudado o índice de desenvolvimento humano nas cidades brasileiras.

 

Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - Rogério Luiz Abdalla: Onde tem o IDH o nosso Mais Médicos vai estar lá presente cuidando da população, dando assistência, orientação e praticando uma boa medicina.

 

Repórter Pablo Mundim: Ao todo, são praticamente 17 mil médicos atuando pelo programa. E para torná-lo autossuficiente, o Governo Federal tem ampliado a participação de brasileiros. Em apenas um ano saltou de 3.850 profissionais para 5.247 médicos, aumento de quase 40%. Como a Fabiana Miranda Vasconcelos, médica do programa há mais de dois anos em Santa Maria, cidade a 30 quilômetros de Brasília. Para ela, uma oportunidade de levar atendimento para quem precisa.

 

Médica - Fabiana Miranda Vasconcelos: Ele foi uma grande oportunidade como cenário como práticas pela medicina que eu acredito, de fortalecimento do SUS, né? De fortalecimento da população mesmo quanto ao acesso, quanto ao cuidado continuado.

 

Repórter Pablo Mundim: E o número de brasileiros no programa pode ser ainda maior. Em julho, o Ministério da Saúde vai publicar um edital prevendo mais de mil novas vagas no programa. A bolsa para o médico é de R$ 11.865 e custeada pelo Governo Federal. Já os auxílio-alimentação e moraria são pagos pelo município. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Alessandra: E por falar em saúde, o Brasil vem avançando, e, muito, no tratamento de uma doença que assusta muito os papais e mamães.

 

Nasi: É a cardiopatia congênita, uma má formação no coraçãozinho do bebê, que começa lá na gestação.

 

Alessandra: Essa doença afeta 30 mil bebês por ano no Brasil e é a terceira maior causa de morte de crianças com menos de um mês de vida.

 

Nasi: E o SUS vem ampliando tratamento da doença com o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia. A repórter Raíssa Lopes explica.

 

Repórter Raíssa Lopes: Talison gosta de super-heróis e aviões. Ele ainda é pequeno para entender, mas o verdadeiro super-herói é ele. Há cinco anos já passou por três cirurgias, a primeira com dois meses de vida. A mãe, Lauriceia Rafael, conta que procurou um médico assim que percebeu que o menino tinha dificuldades para respirar.

 

Entrevistada - Lauriceia Rafael: E ele também era muito roxinho, o lábio era bem, bem roxinho, o dedinho e a respiração era mais ofegante, né? E assim que a gente conseguiu descobrir, a gente levou nos médicos.

 

Repórter Raíssa Lopes: Talison tem cardiopatia congênita, uma anormalidade no coração que surge durante a gestação. E para atender crianças como ele, o governo lançou, há um ano, o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita. O orçamento da área foi reajustado em mais de 75%, totalizando mais de R$ 90 milhões, como explica o coordenador substituto do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Eduardo David.

 

Coordenador substituto do Departamento de Atenção Especializada e Temática - Eduardo David: As nossas análises preliminares chegam a um aumento de até 8%, né, do número de cirurgias realizadas no SUS, né? Mais crianças estão sendo operadas num tempo oportuno, né? Porque se você deixa a situação dessas crianças se agravar, o cuidado fica mais complicado, e, inclusive, mais oneroso para o sistema de saúde.

 

Repórter Raíssa Lopes: Para o cardiologista pediátrico, Jorge Afiune, o plano foi um passo importante para a reconhecer o problema.

 

Cardiologista pediátrico - Jorge Afiune: Já é um grande estímulo para que os centros possam se organizar, tornar-se economicamente viáveis e ampliar sua capacidade de atendimento.

 

Repórter Raíssa Lopes: O país dispõe de 68 unidades vinculadas ao Ministério da Saúde para realizar cirurgias cardiovasculares pediátricas. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: Você deve ter acompanhado esta semana a história de crianças, inclusive, brasileiras, que foram separadas dos pais ao entrarem nos Estados Unidos, supostamente de forma ilegal.

 

Nasi: A separação faz parte da política norte-americana de tolerância zero contra imigrantes que entram no país irregularmente.

 

Alessandra: O presidente norte-americano, Donald Trump,, determinou o fim da separação familiar, mas a medida de processar criminalmente os imigrantes ilegais continua.

 

Nasi: Para evitar problemas, é necessário seguir as leis de migração do país que se pretende viver.

 

Alessandra: E para isso, o Ministério das Relações Exteriores está à disposição para dar orientações.

 

Repórter Paulo La Salvia: A carioca Angélica Presmic mora nos estados desde 2002. Sempre trabalhou fazendo faxinas em residências na Califórnia, mas depois de um tempo ficou ilegal no país.

 

Entrevistada - Angélica Presmic: Você tem que saber onde trabalhar, você tem que saber aonde andar, os lugares que você frequenta, além da dificuldade de não ter, por exemplo, um trabalho, porque você tem que apresentar um documento que seria o nosso CPF no Brasil, que te dá o direito de trabalhar, no meu caso eu limpei casa. Graças a Deus eu nunca tive nenhum problema.

 

Repórter Paulo La Salvia: E foram circunstâncias como esta que fizeram Angélica buscar a legalidade nos Estados Unidos, conquistada quatro anos atrás. Agora, como residente, o próximo passo é a cidadania, que ela vai solicitar no ano que vem.

 

Entrevistada - Angélica Presmic: Como eu não tenho intenções de voltar ao Brasil, eu já tenho minha vida feita aqui, já tenho planos de ficar aqui, a minha intenção é dar entrada na cidadania.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para o Ministério das Relações Exteriores, que entre outras funções, coordena consulados e embaixadas que dão apoio aos brasileiros e brasileiras no exterior, respeitar as leis dos outros países é fundamental para não ter problemas. É o que explica o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: Não tentar burlar essa lei, evitar circuito de coiotes, de agências de recrutamento de profissionais que, na verdade, têm o objetivo de levar as pessoas ilegalmente para lá. Quer dizer, é não facilitar, seguir exatamente as regras de imigração dos Estados Unidos ou de outros países, assim como nós queremos que observem à nossa legislação. Então, é preciso tomar cuidado, saber que os Estados Unidos agora tem uma política de imigração muito restritiva e que ele tem as suas regras, e é preciso que quem quer entrar nos Estados Unidos observe essas regras.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para entrar nos Estados Unidos como turista são necessários alguns requisitos, segundo o governo americano: passaporte com validade igual ou superior a seis meses, visto, passagem de volta para um prazo de três meses, seguro de saúde, confirmação de hospedagem e comprovante de capacidade financeira como dólares ou cartão de crédito internacional. Ainda são concedidos vistos para estudantes, esportivas, professores universitários, trabalhadores e diplomatas por períodos maiores do que 90 dias e vistos permanentes, por exemplo, quando a esposa ou o marido são americanos. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Em meio à Copa do Mundo do Futebol, o Ministério do Turismo lança, na próxima semana, a Campanha Brasil Feliz por Natureza.

 

Alessandra: Várias ações vão ser realizadas em Moscou, capital do país, que recebe o evento, entre elas um ônibus itinerante que vai fazer paradas em lugares estratégicos. E quem estiver no local vai curtir, por exemplo, um show do sambista Diogo Nogueira.

 

Nasi: A ideia é divulgar as belezas e atrações do país e promover o Brasil como um possível destino para os turistas do mundo todo.

 

Alessandra: Em 2017, a Rússia mandou 23 milhões de turistas para o mundo todo e o Brasil recebeu menos de um 1% desses viajantes.

 

Nasi: O ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, disse que a ideia é associar a imagem positiva do nosso futebol com o país, independente do resultado dentro de campo.

 

Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz: Se o Brasil ganhar ou perder sempre é muito positivo que o Brasil encanta. Então, nós temos que usar essa imagem a nosso favor e aumentar o número de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil. E esse é um momento onde todas as energias estão focadas lá, e é de lá que nós estamos mandando essa mensagem para o mundo de um país bonito por natureza, um país alegre, um país que tem juventude, um país que tem futuro, um país que está vencendo os seus desafios históricos porque tem uma democracia estável e é um país que evoca muita imaginação, muito sonho em todos os países do mundo.

 

Alessandra: Começou hoje o prazo para a matrícula de estudantes selecionados pelo Sisu.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos dar os detalhes e o calendário para quem aguarda a lista de espera.

 

Alessandra: É a oportunidade de entrar em universidades e institutos federais de todo o país.

 

Nasi: Você tem ideia de como o Governo Federal, estados e municípios estão aplicando recursos arrecadados com os impostos?

 

Alessandra: Para tornar esses gastos mais transparentes, foram criadas ferramentas que facilitam o acompanhamento e a fiscalização pelo cidadão.

 

Nasi: Em um portal na internet e até pelo celular, qualquer pessoa pode conferir o andamento de uma obra pública na sua cidade.

 

Repórter Nei Pereira: A Rede Nacional de Compras Públicas é um portal na internet que reúne as informações de aquisições feitas pela União, estados, municípios e os poderes Legislativo e Judiciário. A iniciativa padroniza os mais de 60 sistemas de compras públicas em uso no país, e profissionaliza os agentes de licitação. Segundo o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin, a rede ajuda a dar mais eficiência no uso do dinheiro arrecadado do contribuinte.

 

Secretário-executivo do Ministério do Planejamento - Gleisson Rubin: A adoção de instrumentos que favorecem a transparência, o controle externo, e tudo isso resulta numa aplicação correta e mais eficiente dos recursos públicos.

 

Repórter Nei Pereira: E o uso do dinheiro público também pode ser acompanhado pelo seu celular. É o aplicativo Siconv Cidadão, com a ferramenta é possível conferir e fiscalizar recursos liberados pelo Governo Federal para estados e municípios. Além disso, o cidadão poderá indicar a necessidade de políticas públicas em sua cidade como, por exemplo, a construção de escolas, postos de saúde e área de lazer. Gleisson Rubin, do Ministério do Planejamento, ressalta que com o aplicativo o cidadão pode acompanhar todas as etapas de uma obra.

 

Secretário-executivo do Ministério do Planejamento - Gleisson Rubin: O aplicativo permite que o cidadão acompanhe se a obra está no seu andamento adequado, se ela está sendo executada com padrões de qualidade aceitáveis, se aquele recurso é um recurso que vai resultar num benefício para aquela comunidade.

 

Repórter Nei Pereira: O aplicativo é de graça e pode ser baixado no Google Play e na Apple Store, reportagem. Nei Pereira.

 

Alessandra: Desde janeiro deste ano, as grandes empresas do país já estão usando o eSocial, o sistema que facilita o registro de informações de empregados.

 

Nasi: E a partir do dia 16 de julho, será a vez do resto das empresas privadas usarem o sistema.

 

Alessandra: E isso inclui as micro, pequenas e também os microempreendedores individuais. O repórter Pablo Mundim explica como o sistema pode ajudar governo, empresários e trabalhadores.

 

Repórter Pablo Mundim: Reunir informações de empresas e trabalhadores em um único sistema, este é o objetivo do eSocial, o sistema de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas, criado pelo Governo Federal. Além de facilitar o cumprimento das obrigações por parte das empresas cadastradas, o sistema também vai reduzir custos, processos e tempo, facilidades que a contadora Evanda de Lisboa Paiva, reconhece. Dona do próprio negócio em Brasília, ela atende cerca de dez empresas e elogia a implantação do sistema.

 

Contadora - Evanda de Lisboa Paiva: Nós temos muitas obrigações, né, dentro do escritório de contabilidade de uma empresa, na organização, e às vezes essas informações elas até se repetem. Com o eSocial eu vou fazer essas informações de uma única vez, né? Nós vamos deixar de ter que informar Rais e da Caged. Então, isso tudo vai estar dentro do eSocial.

 

Repórter Pablo Mundim: Assim como a empresa de contabilidade da Evanda, a partir do dia 16 de julho as empresas privadas brasileiras, incluindo as micro, pequenas e os microempreendedores individuais, os MEIs, serão obrigados a aderir ao sistema, como explica o auditor fiscal na Receita Federal, Altemir Linhares de Melo.

 

Auditor fiscal na Receita Federal - Altemir Linhares de Melo: Nós optamos de implementar o eSocial em fases, né? Segmentando, ou seja, grupos de informações a cada dois meses, né? Iniciamos com as grandes empresas em janeiro, pedindo suas tabelas, cadastro da empresa, informações bem básicas. Em segundo momento, em março, nós chamamos então o cadastro dos trabalhadores dessas empresas, povoando a base do eSocial, e esse cadastro já nos traz hoje 13 milhões de trabalhadores na base do eSocial. E agora, em maio, começamos a informar as remunerações desses trabalhadores e o fechamento das folhas de pagamento. No segundo semestre nós iniciamos então com todas as demais empresas do país.

 

Repórter Pablo Mundim: Em janeiro de 2019, será a vez dos entes públicos aderirem ao sistema. As empresas que não enviarem os dados dentro do prazo estão sujeitas a penalidades e multas de R$ 1,5 mil, valor que pode aumentar por ser acumulativo. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Começaram hoje as inscrições para os candidatos selecionados no Sisu, o Sistema de Seleção Unificada.

 

Alessandra: O Ministério da Educação alerta que os estudantes devem ficar atentos aos documentos e prazos das instituições.

 

Nasi: O prazo vai até o dia 28 desse mês que e quem não foi selecionado já pode participar da lista de espera.

 

Repórter Raíssa Lopes: Larissa Coleto, de 19 anos, sempre quis ser médica, ela estava no cursinho quando saiu o resultado do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu. Agora, a menina que mora no Distrito Federal, está de malas prontas para se mudar para Campina Grande, na Paraíba, onde irá cursar medicina na universidade federal local.

 

Estudante - Larissa Coleto: O coração está apertado, minhas amigas já estão programando festinha, e tudo. Estou ansiosa, estudar o que eu gosto.

 

Repórter Raíssa Lopes: E estudantes que, assim como Larissa, foram aprovados na etapa referente ao segundo semestre de 2018 do Sisu, devem ficar atentos. As inscrições foram abertas hoje e vão até o dia 28 de junho. O diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do Ministério da Educação, Vicente Almeida Junior, lembra que é importante ficar atento aos prazos e à documentação exigida pela universidade.

 

Diretor de Políticas e Programas de Educação Superior - Vicente Almeida Junior: Procure a instituição atentando para os prazos, os dias e horários da própria instituição para que ela forneça toda a documentação necessária e garanta a sua matrícula.

 

Repórter Raíssa Lopes: Quem não foi aprovado na chamada regular do Sisu ainda tem chance. Os estudantes têm até o dia 27 deste mês para manifestar interesse em participar da lista de espera. O pedido deve ser feito na página do programa na internet: sisu.mec.gov.br, como explica Vicente Almeida Junior, do Ministério da Educação.

 

Diretor de Políticas e Programas de Educação Superior - Vicente Almeida Junior: Se, porventura, ele não for pré-selecionado na chamada regular, ele terá uma outra chance, que é manifestar interesse na lista de espera.

 

Repórter Raíssa Lopes: Nessa edição do Sisu são oferecidas mais de 57 mil vagas em 68 instituições públicas de ensino superior de todo o país. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Alessandra: E quem quiser se candidatar a uma bolsa pelo Prouni, o Programa Universidade Para Todos, deve ficar atento.

 

Nasi: As inscrições começam na semana que vem, dia 26 de junho, mas já é possível consultar as vagas disponíveis na página do programa.

 

Alessandra: Vão ser oferecidas mais de 174 mil bolsas entre parciais de 50% e integrais, para cursos de graduação em faculdades privadas.

 

Nasi: Podem participar alunos que fizeram o Enem no ano passado que não possuem curso superior e que tenham cursado o Ensino Médio completo na rede pública ou como bolsista em integral na rede privada.

 

Alessandra: Para consultar as vagas é preciso acessar o endereço na internet: prounialuno.mec.gov.br.

 

Nasi: Oitenta seis mil famílias indígenas e quilombolas vão receber cestas básicas da Conab.

 

Alessandra: São famílias que se encontram em vulnerabilidade alimentar e vão contar com alimentos produzidos pela agricultura familiar.

 

Nasi: Isso mesmo, Alessandra, e é por isso que a Conab abriu um edital para comprar esses alimentos, mais de 1,9 mil toneladas de produtos vão compor as cestas.

 

Alessandra: Você, pequeno produtor, precisa ficar atento. É possível vender sua produção para o governo.

 

Repórter Roberto Rodrigues: É lá em Nova Paula, no Rio Grande do Sul, que o agricultor Laércio Dal Ross produz milho, feijão, farinha de mandioca, leite in natura e leite em pó. Ele sustenta a família com a venda desses produtos. O Laércio pretende ampliar os negócios até o final do ano. Por isso ele está se preparando para mais uma oportunidade. O Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, está com chamada pública aberta para a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares. O agricultor gaúcho fala sobre a importância dessa oportunidade pelo Programa de Aquisição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social.

 

Agricultor - Laércio Dal Ross: Tendo comércio, tendo vendas o produtor tem renda, né, tem o dinheiro na mão dele para investir novamente na propriedade, ou na nova safra, nos equipamentos, né? Então, isso tem importância social muito, né, porque gira os recursos, né?

 

Repórter Roberto Rodrigues: A Conab vai adquirir 1.950 toneladas em alimentos para compor as cestas, são itens como: açúcar mascavo, açúcar demerara, farinhas, feijão, leite em pó, e óleo de soja. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o Programa de Aquisição de Alimentos, além de garantir renda, estimula a manutenção dessas famílias no campo e também fortalece o setor.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: De um lado, o governo alcançar o pequeno agricultor, a possibilidade de produzir, produzir mais, com apoio, com assistência técnica. E, de outro lado, permite que ele comercialize a sua produção. De outro lado, quem recebe esses alimentos, recebe um alimento de boa qualidade, que melhora a qualidade da nutrição, da alimentação mais saudável, produtos orgânicos.

 

Repórter Roberto Rodrigues: A chamada pública encerra no próximo dia 2 de julho e os editais estão disponíveis no portal Compras da Agricultura Familiar, no endereço: www.comprasagriculturafamiliar.gov.br. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Nasi: Tem piau, xira, matrinchã, pacamã e pirá.

 

Alessandra: Essas são as espécies de peixes do velho Chico.

 

Nasi: O rio que passa por cinco estados, desbrava territórios, pessoas e culturas e é conhecido como o rio da integração nacional.

 

Alessandra: Mas a ação predatória fez com que o número de peixes nesse leito diminuísse muito ao longo dos anos.

 

Nasi: E a repórter Raquel Mariano vai contar para gente como o governo, pecadores e a população estão trabalhando para devolver ao rio todas as espécies de peixes.

 

Repórter Raquel Mariano: É na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a cerca de 300 quilômetros da capital Belo Horizonte, que as águas do Rio São Francisco nascem. Com quase 3 mil quilômetros de extensão, o rio segue pelos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. E é lá no município alagoano de Porto Real do Colégio, que está o pescador Lealdo Alves Vilela. Ele participa de um projeto da Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. O projeto é o Peixamento, que distribuiu peixes recém-saídos dos ovos, os chamados alevinos, por toda a extensão do rio. O seu Lealdo, que é presidente de uma colônia de pescadores, percebeu bem a diferença no rio.

 

Pescador - Lealdo Alves Vilela: E com esse Peixamento a gente trouxe de volta tanto a produção, que melhorou, como melhorou a economia e também a gente resgatou a parte da cultura, da tradição de ter esse peixe. A gente ganha mais dinheiro, se alimenta melhor. Então, isso deixa a gente satisfeito.

 

Repórter Raquel Mariano: E mais de 150 milhões de alevinos já foram introduzidos pela Codevasf ao longo de todo o Rio São Francisco. Eles são responsáveis por revitalizar e manter o estoque de peixes, e garantir o sustento dos cerca de 90 mil pescadores que vivem da pesca no Velho Chico. Além do Peixamento, a companhia também faz um trabalho com a comunidade ribeirinha de cuidado e preservação do rio, como explica Kênia Marcelino, assessora de revitalização da Codevasf.

 

Assessora de revitalização da Codevasf - Kênia Marcelino: Sempre que tem Semana do Meio Ambiente, sempre que tem alguma data relacionada à revitalização, à preservação ambiental, a Codevasf está junto às escolas, ela está junto aos pescadores. O responsável pela preservação não é só o Governo Federal, não é só o governo estadual, não é só o governo municipal, mas é principalmente a sociedade, porque a partir do momento em que a sociedade se conscientiza da importância dos seus atos, a gente, sim, começa a pensar nesse novo horizonte de uma bacia hidrográfica revitalizada, de uma bacia hidrográfica preservada.

 

Repórter Raquel Mariano: O projeto de Peixamento da Codevasf já capacitou mais de 2,5 mil pessoas e apoiou cerca de cem projetos de suporte à pesca na região do Rio São Francisco. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Alessandra: A Agência Nacional de Transportes Terrestres vai receber sugestões sobre as informações usadas na elaboração da tabela de fretes dos caminhoneiros.

 

Nasi: Uma Medida Provisória publicada no final de maio instituiu a política de preços mínimos dos fretes para o transporte rodoviário de cargas.

 

Alessandra: A MP determina que a agência deve definir preços mínimos de acordo com o quilômetro rodado e o número de eixos do caminhão.

 

Nasi: Agora, uma consulta pública foi aberta e vai receber sugestões que vão orientar a agência sobre a melhor fórmula para a tabela.

 

Alessandra: Quem quiser enviar sugestões, o prazo vai até a dia 3 de agosto. Para saber como enviar, acesse o site da agência em: www.antt.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até segunda-feira.

 

"Brasil, ordem e progresso".