23 de janeiro de 2018

Maior atendimento de saúde à população em casa. 250 mil agentes vão ser treinados para atuarem como técnicos de enfermagem, fazendo curativos e medindo a pressão durante visitas às famílias. Acampados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e pescadores. Mais de 140 mil famílias de baixa renda receberam alimentos da Conab no ano passado. Presidente Michel Temer já está na Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial. Presidente vai apresentar a investidores oportunidades de negócios aqui no país.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 23/01/2018

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil, as notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Uma boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 23 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Maior atendimento de saúde à população em casa.

 

Gabriela: Duzentos e cinquenta mil agentes vão ser treinados para atuarem como técnicos de enfermagem durante visita às famílias. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A ideia é que 80% dos problemas de saúde da população sejam resolvidos já na atenção básica, ficando apenas 20% do atendimento para os serviços de média e alta complexidade.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Acampados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e pescadores.

 

Nasi: Mais de 140 mil famílias de baixa renda receberam alimentos da Conab no ano passado. Carolina Rocha.

 

Repórter Carolina Rocha: O objetivo da doação é oferecer uma complementação da alimentação em situações emergenciais.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer já está na Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial. Ele vai apresentar a investidores oportunidades de negócio, aqui, no Brasil.

 

Presidente Michel Temer: O que eu pretendo fazer é mostrar no meu discurso o que é o novo Brasil. Nossa esperança é que os investidores que aqui estejam se interessem cada vez mais pelo Brasil e possam levar capitais para lá.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: Ampliar o atendimento à população nos postos de saúde e por meio das equipes de Saúde da Família para diminuir a demanda por serviços em emergências e hospitais.

 

Gabriela: Para isso, o Ministério da Saúde vai investir na formação de 250 mil agentes de saúde.

 

Nasi: Eles vão poder executar durante a visita às famílias uma série de procedimentos que hoje são feitos exclusivamente por técnicos de enfermagem, como curativos e medir a pressão e a glicemia.

 

Repórter Cleide Lopes: Os agentes de saúde estão presentes em praticamente todos os municípios do país e são responsáveis pelo atendimento de quase 130 milhões de pessoas. A partir de março, o Ministério da Saúde vai investir R$ 1,250 bilhão para qualificar 250 mil desses profissionais que vão se tornar técnicos em enfermagem. Os cursos que serão oferecidos gratuitamente aos profissionais terão duração de dois anos e serão ministrados por instituições de ensino públicas e privadas, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: São 1.800 horas de curso. Esses cursos duram em torno de dois anos e teremos um agente comunitário de saúde que, na visita domiciliar, possa praticar ações de prevenção e promoção de saúde que sejam úteis para a melhoria da qualidade do atendimento de todos os nossos usuários do SUS. Então, vai medir pressão, vai tirar glicemia, vai fazer um curativo, vai fazer um procedimento que seja compatível com a sua formação.

 

Repórter Cleide Lopes: De acordo com o ministro, a ideia é que 80% dos problemas de saúde da população sejam resolvidos já na atenção básica, ficando apenas 20% do atendimento para os serviços de média e alta complexidade, o que vai gerar economia para o Sistema Único de Saúde.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Se nós tivermos o agente comunitário acompanhando os doentes crônicos, medindo glicemia, medindo a pressão a cada visita, esses doentes dão agravarão, não se internarão, não farão amputação, não terão uma série de procedimentos que são caros para o sistema.

 

Repórter Cleide Lopes: Atualmente, 70% da população recebe atendimento em mais de 41 mil Unidades Básicas de Saúde, são quase 42 mil equipes de saúde da família em atuação. Em apenas um ano, o número de consultas realizadas na Unidades Básicas de Saúde aumentou mais de 230%, passando de 196 milhões, em 2016, para 649 milhões de consultas no ano passado. As instituições de ensino interessadas em participar do programa podem se credenciar no site www.saude.gov.br, a partir da publicação do edital prevista para esta quarta-feira. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E o ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltou a afirmar que a quantidade de vacina contra a febre amarela é suficiente para imunizar toda a população.

 

Nasi: O ministro fez um alerta, só deve tomar a vacina quem vive ou vai viajar para áreas de risco de contrair a doença, onde existe a circulação do vírus. Para quem vai viajar no Carnaval é preciso prestar atenção no tempo em que a vacina começa a fazer efeito.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A vacina é um vírus que vai provocar no organismo a produção dos anticorpos, e tem um tempo para isso. Então, quem vai, no Carnaval, para áreas de mata, para áreas de risco, deve se vacinar com antecedência mínima de dez dias. Se a pessoa está numa área que não tem nenhum risco de ela pegar febre amarela, a vacina, para ela, é um risco que ela não precisa ocorrer.

 

Gabriela: E, na quinta-feira, começa a campanha de vacinação contra a febre amarela nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que registraram um grande número de casos da doença.

 

Nasi: Começou hoje a tão esperada inscrição do Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, que seleciona estudantes para universidades públicas.

 

Gabriela: Estão em disputa 240 mil vagas em todo o país.

 

Nasi: Cada estudante pode fazer duas inscrições. Segundo o balanço do Ministério da Educação, divulgado às 6h da tarde, quase 1 milhão de candidatos já tinham feito a inscrição para cerca de 1,8 milhão de vagas.

 

Repórter Pablo Mundim: De olho em uma das vagas de medicina, a estudante de Brasília, Bárbara Stall, que fez o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, no ano passado, não quer deixar a inscrição do Sisu para a última hora. Ela aproveitou o primeiro dia para fazer a inscrição e está confiante de que conseguirá entrar na universidade.

 

Estudante de Brasília - Bárbara Stall: Mesmo se não desse, a minha nota do Enem não der para as instituições que eu pretendo cursar, eu vou continuar tentando, porque eu tenho certeza que é esse curso que eu quero, que é medicina.

 

Repórter Pablo Mundim: Como nos anos anteriores, cada candidato poderá se inscrever em até duas vagas, especificando a ordem de preferência e o turno no qual pretende estudar. Tudo só pode ser feito pela internet, no próprio site do programa. O diretor pedagógico de um cursinho em Brasília, César Severo, explica que nesta etapa o candidato precisa saber todas as regras para não perder a vaga.

 

Diretor pedagógico - César Severo: Você não pode chegar e colocar sua nota em qualquer lugar, né, esperando que vai dar certo. Cada universidade tem regras diferentes e pesos diferentes, e a sua nota pode valer mais em algum do que outro.

 

Repórter Pablo Mundim: E é preciso ficar atento, o prazo para as inscrições no Sisu termina às 23h59 da próxima sexta-feira, dia 26. A primeira chamada deve ser divulgada no dia 29 deste mês. As matrículas serão entre os dias 30 de janeiro a 7 de fevereiro. O candidato pode manifestar interesse em ficar na lista de espera na primeira opção de curso. Todo o processo pode ser feito no site: sisu.mec.gov.br. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer chegou à Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial realizado todos os anos na cidade de Davos.

 

Nasi: Temer, que amanhã vai discursar no auditório do fórum, disse o que espera da participação do Brasil nesse encontro.

 

Presidente Michel Temer: Embora toda a temática seja uma temática empresarial, e o que eu pretendo fazer é mostrar no meu discurso o que é o novo Brasil. Nossa esperança aqui é que os investidores que aqui estejam se interessem cada vez mais pelo Brasil e possam levar capitais para lá.

 

Gabriela: E o que é o Fórum Econômico Mundial e por que o Brasil participa?

 

Nasi: O repórter João Pedro Neto está na Suíça, onde acompanha o encontro e conta para a gente.

 

Repórter João Pedro Neto: É no inverno dos alpes suíços que lideranças políticas, empresários e membros de organizações internacionais e da sociedade civil se reúnem todos os anos para tratar de economia e outros temas, como geopolítica, meio ambiente, inovação e tecnologia. O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcelo Estevão, diz que a participação do Brasil no fórum é fundamental.

 

Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda - Marcelo Estevão: É uma oportunidade para o Brasil falar das conquistas e dos desafios para o futuro. O Brasil é uma das maiores economias do mundo, é um país continental, mas, em particular, o que os grandes CEOs e representantes de bancos querem saber é exatamente se nós temos esse objetivo de continuar com as reformas, e a nossa resposta vai ser afirmativa.

 

Repórter João Pedro Neto: Um dos debates trata do impacto da evolução tecnológica sobre o mercado de trabalho e a chamada Quarta Revolução Industrial, que é o processo resultante da integração de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Segundo o secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Vinícius de Souza, uma discussão que interessa ao Brasil.

 

Secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria Comércio Exterior e Serviços - Marcos Vinícius de Souza: A partir do momento a implementação dessas tecnologias comecem a acelerar, isso vai ter um impacto forte aqui na nossa produtividade e na nossa competitividade. E, por isso, nós precisamos estar atentos e acompanhando o que é que está acontecendo no mundo para desenvolver políticas e programas do governo para auxiliar as empresas a enfrentar esse novo desafio.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente Michel Temer chefia a delegação do Brasil no fórum depois de três anos em que o país foi representado no evento por ministros, e será um dos chefes de Estado a fazer um discurso no auditório principal do encontro. O presidente deve falar sobre o cenário econômico no Brasil. A retomada do crescimento e a recuperação de indicadores econômicos, como o resultado das reformas implementadas pelo governo para restabelecer o equilíbrio das contas públicas e melhorar o ambiente de negócios no país. Michel Temer também vai reforçar o compromisso com a reforma da Previdência e apresentar a investidores o Programa Avançar Parcerias, de concessões e privatizações do governo federal. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, fala sobre a presença do presidente no encontro.

 

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: O presidente Temer vai também mostrar que o rebaixamento da agência de 'rating' recente não causou nenhum transtorno na economia porque os indicadores econômicos, as conquistas que tivemos, elas são sólidas. Agora, indica que nós temos que tomar cuidado, nós temos que enfrentar o problema da Previdência, a reforma da Previdência. A mudança do sistema previdenciário é indispensável, é urgente.

 

Repórter João Pedro Neto: O tema do fórum este ano é "Criando um futuro compartilhado em um mundo dividido". De Davos, na Suíça, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E como ouvimos agora, a aprovação da reforma da Previdência é essencial para equilibrar as contas públicas e manter a trajetória de crescimento econômico.

 

Nasi: A posição também foi defendida pelo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira.

 

Gabriela: O ministro participou hoje do programa por Dentro do Governo, transmitido pela TV NBR e pela Rede Nacional de Rádio.

 

Repórter Nei Pereira: Diogo Oliveira disse que o governo se esforça para que a reforma da Previdência seja votada na Câmara no mês que vem. Na defesa da aprovação do texto, ele frisou a injustiça do sistema de aposentadorias do país, com regras diferentes para os setores público e privado, além do crescente rombo, que no ano passado chegou a mais R$ 268 bilhões, situação que compromete áreas essenciais, como saúde e educação. Segundo o ministro, a reforma deixa a Previdência mais igualitária.

 

Ministro do Planejamento Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: O que nós estamos propondo é um sistema igual para todos, um sistema onde a regra de idade vai ser a mesma para todos, não importa se é político, se é parlamentar, se é funcionário de governo, se é um trabalhador do setor privado. O que nós estamos propondo é um sistema que vai acabar com as distorções, acabar com esses privilégios, esses ganhos excessivos que alguns grupos ainda têm dentro da Previdência.

 

Repórter Nei Pereira: O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão ressaltou que a reforma da Previdência é essencial para que a recuperação econômica do país seja mantida.

 

Ministro do Planejamento Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: Há um processo claro, muito evidente, de recuperação da economia brasileira, mas isso precisa se consolidar nos próximos anos, para isso nós temos que garantir que o governo está saudável. E para o governo estar saudável é preciso que a gente ataque esse problema do déficit da Previdência, que vem prejudicando as contas públicas.

 

Repórter Nei Pereira: Diogo Oliveira destacou que a digitalização de serviços é uma prioridade do governo. A meta é disponibilizar para o cidadão a maioria dos serviços do governo federal, o que vai dar mais agilidade, qualidade e reduzir a burocracia. O ministro reiterou ainda que o governo deve fazer concursos públicos neste ano, mas os órgãos terão que justificar a necessidade das contratações. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: 19h13, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Cestas básicas distribuídas pela Conab ajudaram mais de 140 mil famílias de baixa renda no ano passado.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente traz detalhes dessa política pública que ajuda a complementar a alimentação de quem precisa.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!"

 

Nasi: Levar cidadania às comunidades carentes em regiões afastadas do país.

 

Gabriela: E, ao mesmo tempo, colocar em prática todo o conhecimento adquirido na universidade.

 

Nasi: Todos os anos, estudantes e professores participam do Projeto Rondon.

 

Gabriela: Conhecidos como rondonistas, eles já estão em campo.

 

Nasi: E o apoio das Forças Armadas é fundamental para a operação. Militares garantem a segurança e o apoio logístico.

 

Repórter Marina Melo: O município Governador Jorge Teixeira, em Rondônia, recebe nesta semana uma visita para lá de especial, 150 estudantes de instituições de ensino superior do estado, que até o próximo dia 3 de fevereiro percorrerão outras sete cidades. Cada uma das cidades receberá grupos de estudantes que realizarão oficinas junto à população local. A região é bem conhecida pela produção agropecuária. E, por esta razão, o coordenador de comunicação social do projeto, coronel Alexandre Scholtz, acredita que a troca de experiências entre os estudantes e a comunidade será intensa.

 

Coordenador de comunicação social do projeto - Alexandre Scholtz: Tudo o que há de novo, né, no ensino e, principalmente, na pesquisa, então eles vão trazer para cá. Então, vão levar esse conhecimento mais moderno para os produtores, né? E também vão levar com eles os grandes saberes populares.

 

Repórter Marina Melo: A rondonista Camile [ininteligível], que estuda jornalismo na Uniron, União das Escolas Superiores de Rondônia, conta que já está valendo a pena ter saído da capital Porto Velho rumo a essa nova experiência.

 

Rondonista - Camile: Eu fiquei bastante interessada, porque, afinal de contas, tem a ver também com a história, tem a ver com conhecimento, tem a ver com sair do nosso mundinho, né, daquele mundinho que eu conheço só ali em Porto Velho e estar desbravando aí o estado para conhecer realmente, né? E está sendo muito legal estar fazendo todo esse trabalho e estar fazendo muita coisa mesmo.

 

Repórter Marina Melo: Para Diego Pimentel, gerente da Emater, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do município de Governador Jorge Teixeira, receber os rondonistas será algo importante para a região.

 

Gerente da Emater de Governador Jorge Teixeira - Diego Pimentel: Os estudantes vão estar trazendo os novos conhecimentos, né, as novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas e eu acredito que eles estarão levando também bastante informação para o conhecimento deles e para a carreira que eles estão estudando, né, pretendendo se formar.

 

Repórter Marina Melo: Cada município receberá equipes de professores e alunos rondonistas por 12 dias. As equipes trabalharão com oficinas de diferentes áreas do conhecimento, como cultura, direitos humanos, justiça, educação e saúde. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: Doze dias dentro de um navio sem telefone, sem internet, longe da família, sobrevivendo aos desafios do mar.

 

Nasi: Esta é a rotina de muitos pesquisadores das Forças Armadas de universidades e institutos brasileiros.

 

Gabriela: A repórter Gabriela Noronha acompanhou como é o trabalho desses profissionais em alto-mar. E o resultado você acompanha a partir de hoje aqui, na Voz do Brasil, numa série de reportagens especiais.

 

Repórter Gabriela Noronha: Porto de Jaraguá, Maceió, é onde começa mais uma etapa do Projeto Pirata e uma aventura de 12 dias em alto-mar. É a primeira vez que embarco em um navio. No passadiço, como é chamada a área de controle, observo o navio que começa a desatracar. Lentamente, o cais se afasta. Em algumas horas, apenas o mar estaria ao alcance da visão. Já no primeiro dia, quando ainda tento me adaptar ao balanço do navio, é hora do primeiro desafio. O alarme de incêndio é acionado. O treinamento é obrigatório. De colete salva-vidas, recebo as instruções, e, finalmente, conheço o tamanho da tripulação. Abordo, 123 pessoas, incluindo militares da Marinha e pesquisadores. Estamos no Vital de Oliveira, um dos navios de pesquisa mais modernos do mundo, para desvendar os mistérios do Oceano Atlântico. Segundo o comandante Alex Azevedo, o objetivo é que todos trabalhem juntos nos próximos dias.

 

Comandante - Alex Azevedo: A ideia é formar uma única equipe coesa, porque o objetivo é comum. O entrosamento aqui é fundamental para o sucesso das nossas pesquisas. E eu acredito, sem sombra de dúvida, que todo mundo vai ficar muito bem entrosado aqui, porque todo mundo tem o mesmo norte, ou seja, definir uma pesquisa de qualidade para ajudar toda a sociedade brasileira.

 

Repórter Gabriela Noronha: Embarcamos, assim, rumo ao oceano para a 17ª Comissão do Projeto Pirata, uma cooperação entre Brasil, França e Estados Unidos, de estações oceanográficas com mais de 20 boias espalhadas pelo Atlântico. Oito são de responsabilidade brasileira. Quem também nos acompanha nessa viagem é o climatologista Paulo Nobre, coordenador do projeto. Ele explica que a ideia é produzir informações para várias áreas, como de previsão do tempo.

 

Climatologista - Paulo Nobre: Nós temos na história, lá de 1.500 para cá, de chegar na América do Sul e deixar oceano para atrás, nós estamos de costas para a oceano. Agora, nós nos voltarmos de frente para a oceano, olharmos as possibilidades de pesquisa, de fontes de alimento, estabilidade do clima, entre outras, é uma coisa extraordinária.

 

Repórter Gabriela Noronha: E já neste início de viagem descubro que o oceano traz mais segredos do que podemos ver. Além da previsão do tempo, os dados levantados servem para monitorar o aquecimento global, fenômenos do clima, como o El Niño, e até mesmo a vida do mar com informações para pescadores. Mas a vida no mar exige disciplina, guardo o meu caderno de anotações porque é hora do dormir. E amanhã, na segunda matéria especial sobre o Projeto Pirata, vamos descobrir como funcionam as boias e como é esse trabalho na prática. Reportagem especial, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Começou hoje o prazo para preenchimento da Rais, a Relação Anual de Informações Sociais.

 

Gabriela: A Rais traz dados sobre as empresas e também informa características dos trabalhadores, como tipo de ocupação e o salário.

 

Repórter Raíssa Lopes: Antônio Cunha é proprietário de duas adegas no Distrito Federal. Com cinco empregados, ele faz questão de preencher a Relação Anual de Informações Sociais, a Rais, logo no início do prazo.

 

Comerciante - Antônio Cunha: Para a empresa existe até uma linha de crédito que exigem essa... a Rais declarada. E para o funcionário é uma forma de proteção também, para ele receber o seguro-desemprego, o PIS.

 

Repórter Raíssa Lopes: A Rais é a fonte mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil. O governo usa essas informações na criação de políticas públicas e de emprego. E o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, explica que a Rais também é essencial para o trabalhador e para os empresários.

 

Coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho - Mário Magalhães: Para o trabalhador, ele é uma fonte de direito, tanto para receber algum benefício como no caso do abono salarial. Se o trabalhador não estiver registrado na Rais, ele não vai receber o abono salarial. Para o empregador, além de cumprir a legislação, ele vai receber os benefícios das informações disponibilizadas pela Rais no sentido do planejamento das atividades econômicas, no planejamento de programas de fomento econômico, dos quais os empregadores são beneficiários.

 

Repórter Raíssa Lopes: Empregadores têm até 23 de março para preencher a declaração pela internet. E, atenção, com a alteração da lei trabalhista, a Rais terá novos campos a serem completados, são eles: trabalho por tempo parcial, teletrabalho, trabalho intermitente e desligamento por acordo entre empregador e trabalhador. Informações sobre como preencher a Rais e o documento para fazê-la estão indisponíveis em: rais.gov.br. Empregadores que não entregarem o documento pagam multas que podem chegar a mais de R$ 42 mil. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: 19h22, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Mais de 140 mil famílias receberam no ano passado cestas de alimentos da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

 

Gabriela: As cestas complementam a alimentação de pessoas que estão em situações de emergência.

 

Repórter Carolina Rocha: Na cesta tem mandioca, arroz, feijão, leite em pó, macarrão, farinha de trigo ou mandioca e açúcar. O objetivo da doação é oferecer uma complementação da alimentação em situações emergenciais. Os alimentos são comprados pela Conab, por meio de abertura de leilões e compras institucionais. Em 2017, os recursos recebidos para a ação somaram R$ 39 milhões. Quase metade dos produtos são adquiridos de cooperativas de agricultores familiares, como explica Diracy Lacerda, gerente de Parcerias Institucionais da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

 

Gerente de Parcerias Institucionais da Conab - Diracy Lacerda: Assim que vem o recurso, daí a gente faz a aquisição por meio de compras institucionais da agricultura familiar e por meio de leilão eletrônico também.

 

Repórter Carolina Rocha: A maior parte das doações do ano passado foi para famílias de acampamentos da reforma agrária, cerca de 53 mil, que receberam mil toneladas de alimentos. Quilombolas, indígenas e pescadores também foram contemplados. As doações de 2017 ajudaram as populações ribeirinhas atingidas pelo naufrágio do navio Haidar, em 2015, que afundou em Barcarena, município do Pará. A embarcação carregava 5 mil bois vivos, que morreram afogados. As carcaças dos animais, o feno que os alimentava e o óleo da embarcação causaram um grande impacto ambiental na região. Diracy Lacerda, da Conab, conta que foram 288 toneladas de alimentos.

 

Gerente de Parcerias Institucionais da Conab - Diracy Lacerda: Foi feito uma aquisição específica de alimentos para atendimento a essas famílias. Quatro mil famílias foram beneficiadas.

 

Repórter Carolina Rocha: Grupos em situação de vulnerabilidade, que precisam das doações de alimentos, podem entrar em contato com as superintendências regionais da Conab de cada estado para verificar como receber as doações. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nasi: Os microempreendedores individuais, que estão em débito com a Receita Federal, ganharam mais três dias para quitar as obrigações.

 

Gabriela: O prazo foi adiado para a próxima sexta-feira para evitar que as pessoas que ainda não conseguiram regularizar a situação tenham o CNPJ cancelado.

 

Nasi: Para ficar em dia com as obrigações, o microempreendedor individual pode solicitar o parcelamento dos débitos em até 60 meses.

 

Gabriela: A lista de quem está com o CNPJ suspenso está disponível no portal do empreendedor em: portaldoempreendedor.gov.br.

 

Nasi: E a busca pode ser feita pelo número do CNPJ ou pelo CPF.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".