23 de abril de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Começa Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. 54 milhões de pessoas estão no grupo que tem prioridade na imunização. Presidente Michel Temer sanciona lei que aumenta pena para roubo a caixas eletrônicos com uso de explosivos. E obriga bancos a criarem dispositivos para inutilizar cédulas. Publicadas regras para o Refis das micro e pequenas empresas. E falta só mais 1 semana para o fim do prazo para declaração do Imposto de Renda. 12 milhões de pessoas ainda precisam declarar.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.  "Está no ar A Voz do Brasil.

As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje". 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite. 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país. 

Gabriela: Segunda-feira, 23 de abril de 2018. 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.  

Gabriela: Começou hoje a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. 

Nasi: Cinquenta e quatro milhões de pessoas estão no grupo que tem prioridade na imunização. Márcia Fernandes.  Repórter Márcia Fernandes: Foram compradas 60 milhões de doses. O que sobrar, vai ser usado para imunizar mais pessoas. 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.  

Nasi: Presidente Michel Temer sanciona lei que aumenta pena para roubo a caixas eletrônicos com uso de explosivos. 

Gabriela: E obriga bancos a criarem dispositivos para inutilizar cédulas.  Presidente Michel Temer: São duas medidas fundamentais para revelar, vamos dizer, num assalto a um caixa eletrônico, que o assaltante nada conseguirá levar, portanto o produto do assalto será nulo, será zero. 

Nasi: Publicadas as regras para os Refis das micro e pequenas empresas. Paulo La Salvia.  Repórter Paulo La Salvia: Os donos de micro e pequenas empresas, além dos microempreendedores individuais, precisam ficar atentos aos prazos de adesão ao programa, que é até 9 de julho. 

Gabriela: E falta só mais uma semana para o fim do prazo para declaração do imposto de renda. 

Nasi: Doze milhões de pessoas ainda precisam declarar. 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum. 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br. 

Gabriela: O inverno vem aí e é preciso se proteger contra a gripe. 

Nasi: Por isso, começou hoje em todo o país a Campanha Nacional de Vacinação. 

Gabriela: Até o final de maio, o Ministério da Saúde pretende vacinar 54 milhões de pessoas dentro dos grupos prioritários.  Repórter Márcia Fernandes: Tosse seca, dor no corpo e na garganta e febre acima de 38 graus. Esses são os principais sintomas da gripe e, para evitar que a doença apareça, a recomendação é tomar a vacina contra o vírus influenza. A professora Ana Mens chegou cedo no posto de saúde. Ela veio se vacinar e trouxe o filho de três anos. Ana conta que a vacina é importante para quem quer se prevenir.  Professora - Ana Mens: Eu acho superimportante, principalmente para essa fase de crianças, porque não tem a imunidade ainda formada, está se formando, eles têm contato com muitas outras crianças, na escolinha, creche. Então, é superimportante.  Repórter Márcia Fernandes: Devem procurar os postos de saúde os idosos que tenham mais de 60 anos, as crianças de seis meses a cinco anos, as gestantes e as mulheres que ganharam bebê há menos de 45 dias. Indígenas, pessoas que trabalham na área de saúde e professores também devem se vacinar. Quem está preso ou detido, inclusive os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e os profissionais que trabalham nos presídios também têm direito a dose. O mesmo vale para quem tem alguma doença crônica, como diabetes, asma ou hipertensão. Mas, nesse caso, é preciso levar uma receita assinada pelo médico que comprove a doença. Fábio Soares foi ao posto de saúde com toda a família. Ele é professor e a esposa trabalha na área de saúde. Os dois estão no grupo que tem prioridade na campanha. Eles também trouxeram a filha, de três anos.  Professor - Fábio Soares: Ocupar logo o primeiro dia para poder resolver este problema, que está começando a ficar sério, né? Nós temos que ficar sempre de olho em relação a isso. Então, a gente tem que se cuidar.  Repórter Márcia Fernandes: O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, explica que foram compradas 60 milhões de doses.  Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Por isso, estamos entregando agora, a partir do dia 23 de abril, já tínhamos já a vacina entregue, começamos até de forma excepcional na região da grande Goiânia, porque lá começou um surto grande de H1N1, então autorizamos o estado de Goiás a começar a vacinação imediatamente. Mas a vacina está em todos os lugares do Brasil, a logística está perfeita. E até o início da primeira semana de maio, o Instituto Butantan tem condição de entregar 60 milhões de vacinas. São 54 milhões de pessoas, foco de vacinação. São 60 milhões de vacinas que estão sendo entregues. Essa margem é uma margem de segurança, por perda, por roubo, por algum desvio e também, ao sobrar a vacina, ela será aplicada na população, de uma maneira geral.  Repórter Márcia Fernandes: No dia 12 de maio será realizada a Mobilização Nacional contra a Gripe, quando estarão abertos 65 mil postos de vacinação em todo o país. É importante relembrar que quem tem alergia a ovo não deve tomar a vacina. Para as demais pessoas não há risco. Reportagem, Márcia Fernandes. 

Nasi: E o Ministério da Saúde alerta que é preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir a proteção. 

Gabriela: A vacina protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: H1N1 e H3N2 e a influenza B. 

Nasi: O presidente Michel Temer sancionou hoje uma lei que torna mais duras as penas para roubo e furto a caixas eletrônicos, com uso de explosivos. 

Gabriela: A pena passa para reclusão de quatro a dez anos, e multa se for utilizado explosivo. 

Nasi: O furto e o roubo de equipamentos explosivos ou de material para construção dos artefatos também tem suas penas aumentadas. 

Gabriela: Além disso, com a nova lei, os bancos ficam obrigados a usarem algum tipo de mecanismo para inutilizar as cédulas roubadas, como explica o presidente Michel Temer, em vídeo divulgado na internet.  Presidente Michel Temer: Há um agravamento da pena, ou seja, aumenta a pena, se o assaltante levar consigo materiais explosivos ou artefatos que possam permitir a feitura de explosivos. E um outro ponto é que, se houver explosão de um caixa eletrônico, haverá um sistema pelo qual as notas que estão no caixa eletrônico ficarão inutilizadas, ou borradas de tinta, portanto inutilizadas, ou até destruídas. São duas medidas fundamentais para revelar, vamos dizer, num assalto a um caixa eletrônico, que o assaltante nada conseguirá levar, portanto o produto do assalto será nulo, será zero. 

Nasi: O roubo realizado com uso de armas também tem sua punição agravada, aumento de dois terços da pena. 

Gabriela: A norma será publicada no Diário Oficial de amanhã. 

Nasi: O Governo regulamentou hoje um programa de refinanciamento de dívidas para microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. 

Gabriela: São aproximadamente 600 mil negócios que estão em condições de aderir ao Refis para parcelar as dívidas e ter acesso a descontos em juros e multas. 

Nasi: O objetivo é facilitar o pagamento e, assim, dar novo fôlego a estes negócios.  Repórter Paulo La Salvia: Os donos de micro e pequenas empresas, além dos microempreendedores individuais, precisam ficar atentos ao prazo de adesão ao programa, que é até 9 de julho. Todos têm de ser cadastrados no Simples Nacional, programa simplificado de cobrança de impostos, e só valem as dívidas contraídas junto à Receita Federal ou à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional até novembro do ano passado. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, avalia que pelo menos 600 mil negócios façam a adesão ao programa de refinanciamento de dívidas.  Presidente do Sebrae - Guilherme Afif Domingos: Porque quando eles deixaram de pagar em função da crise violenta que se abateu sobre todos nós, eles foram onerados com juros e com multas. Resultado: Não teriam condições de pagar e essa dívida seria impagável.  Repórter Paulo La Salvia: Tanto micro e pequenas empresas quanto microempreendedores individuais terão de pagar 5% do valor da dívida no ato de adesão, que pode ser dividido em até cinco parcelas. O restante da dívida, 95%, poderá ser parcelado em até 175 vezes, quase dez anos, com abatimento de 50% dos juros, 25% das multas e 100% dos encargos, como honorários pagos a advogados. Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, as condições são boas para se recolocar no mercado.  Presidente do Sebrae - Guilherme Afif Domingos: Ela passa a ter um capital de giro melhor, porque com a redução dos juros, com a redução das multas e com o prazo maior para o pagamento, ele teria a condição de encaixar esses pagamentos das dívidas dentro de um cronograma financeiro mais favorável para a empresa.  Repórter Paulo La Salvia: Para aderir ao programa, ainda está definido um pagamento mínimo mensal de R$ 300 para micro e pequenas empresas e de R$ 50 para microempreendedores individuais. Reportagem, Paulo La Salvia. 

Gabriela: Estamos a uma semana do fim do prazo para entrega da declaração do imposto de renda. 

Nasi: Até agora, 12 milhões de contribuintes ainda não entregaram o documento à Receita.

Gabriela: E atenção: quem deixa de declarar pode pagar multa de até 20% do imposto devido.  Repórter João Pedro Neto: Falta uma semana e muita gente ainda não entregou a declaração do imposto de renda. Até o final da tarde desta segunda-feira, cerca de 16 milhões de contribuintes já tinham enviado a declaração à Receita Federal. A estimativa é que um total de 28,8 milhões pessoas façam o envio dentro do período estipulado. E a Receita alerta: quem perder o prazo pode precisar pagar multa, que pode chegar a 20% do imposto devido. O supervisor nacional do imposto de renda, Joaquim Adir, diz que o sistema está preparado para receber um volume maior de declarações na reta final e a orientação para quem ainda não entregou é começar a fazer o quanto antes.  Supervisor nacional do imposto de renda - Joaquim Adir: A gente já está esperando, a partir de hoje aí, em torno de 1 milhão, 1,5 milhão de declarantes todo dia, ficando lá mais de 3 milhões para o último dia. A Receita está preparada, mas a gente alerta o contribuinte, porque se deixar para a última hora, pode ter um problema no seu equipamento, no seu provedor, então é importante que ele não deixe para entregar a declaração na última hora.  Repórter João Pedro Neto: Tem a obrigação de declarar o imposto de renda quem recebeu mais de R$ 28 mil em 2017 ou teve rendimentos isentos não tributáveis ou tributados na fonte de mais de R$ 40 mil. Entre os contribuintes que já enviaram a declaração, muitos já estão de olho na restituição, que é aquele dinheiro devolvido pela Receita a quem, durante o ano, pagou mais imposto do que o devido. É o caso da jornalista Cidiane Carvalho, que se antecipou na hora de declarar e já sabe o que vai fazer com o dinheiro.  Jornalista - Cidiane Carvalho: As contas de casa, seja aluguel, seja condomínio, energia. As contas não esperam, chegam todo mês lá, certinho.  Repórter João Pedro Neto: A declaração deve ser feita e enviada pelo endereço www.receita.fazenda.gov.br. Reportagem, João Pedro Neto. 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição. 

Gabriela: Sai resultado de solicitações para gratuidade da inscrição do Enem. 

Nasi: E vamos falar do Criança Feliz, que já realiza atendimentos em casa em mais de 2 mil municípios. 

"As rádios de todo o país já podem transmitir a Voz do Brasil em horário flexível. As emissoras de radiodifusão são obrigadas a retransmitir diariamente entre às 7h da noite e às 10h da noite, exceto aos sábados, domingos e feriados. A duração continua a mesma, 60 minutos, de forma ininterrupta. As emissoras devem informar aos ouvintes, às 7h da noite, o horário em que vão transmitir o programa. A Rede Nacional de Rádio mantém a transmissão às 7h da noite, pelo satélite e ao vivo, pela internet, no site redenacionalderadio.com.br". 

Gabriela: Imagine que você ou alguém da sua família foi diagnosticado com uma doença rara e que necessita de um remédio específico. 

Nasi: Quando você começa a pesquisar, descobre que o medicamento é muito caro, fabricado por apenas uma empresa no mundo e só pode ser solicitado pelo Sistema Único de Saúde. 

Gabriela: Por ser único, o remédio também tem um custo muito alto para os cofres públicos. 

Nasi: Este exemplo é real e atinge mais de 400 pessoas no Brasil, que possuem um tipo raro de anemia. 

Gabriela: Por isso, o Governo entrou na Justiça para quebrar a patente de um remédio, e ganhou a ação. 

Nasi: Agora, vai ser permitido fabricar o medicamento genérico, o que reduz custos e garante maior acesso da população.  Repórter Gabriela Noronha: Há oito anos, em uma viagem a trabalho, o servidor público Marcos Vinícius Dantas percebeu que havia algo de errado.  Servidor público - Marcos Vinícius Dantas: Eu estava no auge da minha carreira, inclusive, fazendo várias viagens, e na época apareceu algum cansaço, manchas roxas pelo organismo, a questão das hemorragias, e aí eu fui ao médico e houve o diagnóstico, através de exame de sangue.  Repórter Gabriela Noronha: Marcos foi diagnosticado com hemoglobinúria paroxística noturna, ou HPN, como a doença é mais conhecida. A doença que atinge mais de 400 pessoas no Brasil é um tipo raro de anemia, como ele mesmo explica.  Servidor público - Marcos Vinícius Dantas: Não é uma doença autoimune, mas sim uma doença em que sua hemácia perde uma capinha protetora, basicamente isso, e que o ambiente do sangue fica tóxico para ela. E isso faz com que possa dar um AVC.  Repórter Gabriela Noronha: Com o diagnóstico, vieram outros problemas. Marcos logo descobriu que só existe um medicamento capaz de estabilizar e evitar o avanço da doença. O remédio é fabricado nos Estados Unidos e é um dos mais caros do mundo. Uma única dose da droga custa mais de R$ 22 mil. Para o tratamento, Marcos precisa de nove doses por mês. Sem alternativa, ele conta que recorreu ao Sistema Único de Saúde.  Servidor público - Marcos Vinícius Dantas: Quando eu tive o diagnóstico e o Governo não fornece e nem os planos de saúde, a gente tinha que entrar com ação na Justiça, e ainda tem, para poder ter acesso ao medicamento.  Repórter Gabriela Noronha: Só em 2016, o SUS gastou R$ 613 milhões com a compra desse medicamento, mas uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça deve diminuir o preço do remédio e possibilitar que ele seja comercializado. Uma ação proposta pela Advocacia-Geral da União pediu que a patente do remédio se tornasse pública, permitindo a fabricação de genéricos. Segundo Cláudio Péret, diretor de Contencioso da Procuradoria-Geral Federal, a Advocacia-Geral da União defendeu na ação que patentes de medicamentos e de produtos químicos registradas entre janeiro de 1995 e maio de 1996 já expiraram, o que possibilita a concorrência de genéricos.  Diretor de Contencioso - Cláudio Péret: Essa questão, ela traduz também uma discussão de saúde pública, porque quanto maior a concorrência, menor o preço. Estamos tratando aqui, portanto, do direito do acesso à população brasileira a determinados medicamentos.  Repórter Gabriela Noronha: O diretor explica ainda que este foi apenas o primeiro caso a ser julgado. Outros medicamentos, na mesma situação, já estão com suas patentes expiradas ou próximas de expirar, o que significa que, em breve, serão enquadradas na legislação do medicamento genérico. Reportagem, Gabriela Noronha. 

Gabriela: E o Brasil vai produzir medicamentos contra hepatite C e o HIV por meio de parcerias firmadas pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos Farmanguinhos. 

Nasi: O objetivo é reduzir os preços dos medicamentos, garantir a qualidade e absorver a tecnologia para produção do princípio ativo. 

Gabriela: Os remédios vão ser distribuídos gratuitamente para a população, por meio do SUS, alguns deles já a partir do segundo semestre deste ano. 

Nasi: O diretor do Instituto Farmanguinhos, Jorge Mendonça, explica que a medida também ajuda a desenvolver outros tipos de tratamento.  Diretor do Instituto Farmanguinhos - Jorge Mendonça: A gente não só vai trazer essa tecnologia desses medicamentos, como aprender com elas e, possivelmente, aplicá-las a outros desenvolvimentos de novos medicamentos, não só para as áreas de hepatite ou HIV, mas também para outras áreas que a gente trabalha, como transplantes, imunossupressores, medicamentos para doenças negligenciadas. 

Gabriela: A escola é um lugar de aprendizado, de fazer amizades, de muita coisa boa. 

Nasi: Mas também é um lugar onde se aprende a lidar com conflitos, isso porque um simples apelido, por exemplo, pode gerar uma briga ou se transformar em problemas psicológicos para uma pessoa, para o resto da vida. 

Gabriela: E para combater o bullying nas escolas, o Ministério da Educação tem financiado cursos para professores da educação básica. 

Nasi: Uma ação que pode impedir tragédias como a que ocorreu em 2011, quando um jovem invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, e matou 11 crianças.   Repórter Cleide Lopes: O bullying é a prática de atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidas, cometidas por um ou mais agressores, contra uma determinada vítima. Para a psicóloga Juliana Fiusa, essa agressão sofrida na fase escolar afeta a autoestima da vítima por toda a vida.  Psicóloga - Juliana Fiusa: A pessoa pode entrar numa depressão e nem saber que foi por causa do bullying que ela sofreu. Então, ela vai sentir os prejuízos na adolescência ou na vida adulta.  Repórter Cleide Lopes: Preocupado com essa questão, o Ministério da Educação trabalha com universidades de todo o país para capacitar professores para lidarem com a aceitação das diferenças e o respeito à diversidade na sala de aula. Quatro universidades federais vão trabalhar com o tema bullying: a do Paraná, de Tocantins, do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro. O diretor de Políticas de Direitos Humanos do Ministério da Educação, Daniel Ximenes, explica como o trabalho está sendo desenvolvido.   Diretor de Políticas de Direitos Humanos - Daniel Ximenes: Nesse ambiente da educação básica, portanto, vão estar trazendo essas questões da convivência como elemento essencial de valorização das diversidades, dos outros, com suas características, para dentro das escolas.  Repórter Cleide Lopes: A professora de Português e Literatura, Alessandra Claro, está sendo capacitada para atuar com alunos do primeiro ao nono ano de uma escola pública de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ela acredita que a maior dificuldade em combater o bullying é que muitas crianças acham natural esse tipo de comportamento.  Professora - Alessandra Claro: Eles não acham que é bullying, eles confundem bullying com brincadeira de mau gosto, que entre eles é normal. Isso que é difícil conscientizar, que o bullying é violência.  Repórter Cleide Lopes: A coordenadora do curso na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carla Dias, diz que combater o bullying não é simples, mas o projeto abre espaço para troca de experiências, para ajudar a descobrir as melhores estratégias para combater o problema.  Coordenadora - Carla Dias: Primeiro porque, muitas vezes, o professor não sabe como lidar, o que pensar em relação, por exemplo, um aluno transexual... Então a gente pensar junto nessas estratégias, para poder enfrentar o bullying na sala de aula, com a família.  Repórter Cleide Lopes: Para participar do projeto, a instituição de educação superior ou a entidade apoiadora deve assinar um termo de adesão, com o compromisso de desenvolver atividades de apoio à iniciativa. Mais informações na página do programa na internet. O endereço é edh.mec.gov.br. Reportagem, Cleide Lopes.

Gabriela: Oitenta e sete por cento das solicitações de isenção da taxa de inscrição do Enem foram atendidas. 

Nasi: O resultado dos pedidos saiu hoje e é tema do nosso quadro "Pra você, cidadão".  "Pra você, cidadão".  Repórter Rosamélia de Abreu: Já está disponível na internet o resultado do pedido de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem. Para ter acesso ao resultado, o candidato deve acessar o site www.enem.inep.gov.br e clicar na página do participante, inserindo o número do CPF e a senha. Se a solicitação foi negada, ainda é possível recorrer da decisão até o dia 29 de abril, apresentando novos documentos. Para obter o benefício é preciso cumprir alguns requisitos, como estar cursando a última série do ensino médio neste ano em escola da rede pública, ter feito todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda, por pessoa da família, igual ou inferior a 1,5 salário mínimo. Rosamélia de Abreu para a Voz do brasil. 

"Criança feliz - Primeira infância". 

Gabriela: Famílias que toda semana recebem a visita de profissionais, que ensinam como melhorar o desenvolvimento dos filhos pequenos. 

Nasi: É o Criança Feliz, que hoje já é uma realidade em mais de 2 mil municípios. 

Gabriela: O programa atende a mais de 262 mil crianças e gestantes em todo o país.  Repórter Pâmela Santos: A dona de casa Gemima Aires Corado, de 37 anos, não poupa elogios ao falar da filha: Geovana Lucena Corado, de cinco anos, já consegue se comunicar, sorrir e está mais independente, uma conquista. Logo que nasceu, a menina foi diagnosticada com problemas neurológicos, que comprometeram seu desenvolvimento psicomotor. Mas, há cinco meses, uma revolução está acontecendo na casa da família. A Geovana passou a ser acompanhada pelo Criança Feliz e, com o apoio do programa, a pequena está fazendo grandes progressos. A família mora em Tocantins e com toda a atenção voltada para os cuidados da menina, Gemima não consegue trabalhar. Os gastos da filha são pagos graças ao Benefício de Prestação Continuada, o BPC, além dos R$ 163 que recebe do Bolsa Família. Gemima contou que o Criança Feliz transformou a filha.  Dona de casa - Gemima Aires Corado: Meu Deus, já deu muita diferença. Eu não sei, por causa que a pessoa que trabalha com ela, sabe, tem muito carinho por ela e demonstra, assim, sabe ajudar bastante, sabe, nas coisas, nas dificuldades que ela tinha e que hoje a gente vê que ela já tem mais facilidade.  Repórter Pâmela Santos: É para ajudar famílias como a de Gemima que o Governo Federal criou o Criança Feliz. A estratégia já alcançou 2.017 municípios, com visitas domiciliares semanais. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, afirmou que o Governo Federal está trabalhando para que mais famílias sejam integradas ao Criança Feliz e comemorou o avanço do programa.  Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Para que nós possamos atingir esses objetivos e ampliar o programa e chegar a essa meta de 700 mil crianças acompanhadas até o final deste ano, é fundamental que aqueles municípios que ainda não aderiram ao programa façam a sua adesão.  Repórter Pâmela Santos : De acordo com a diretora executiva da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, a Andi, Miriam Pragita, o Criança Feliz chama a atenção pela velocidade de expansão.  Diretora executiva da Andi - Miriam Pragita: O mais importante é o que está de fato acontecendo. As crianças estão sendo visitadas, atendidas e isso é muito importante que seja, de fato, uma prioridade do Estado Brasileiro. Repórter Pâmela Santos: Os beneficiários são crianças do programa Bolsa Família, desde a gestação até os três anos. As crianças que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, são acompanhadas até os seis anos. Reportagem, Pâmela Santos. 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal. 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação. 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite. 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.  "Brasil, ordem e progresso".