25 de abril de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais recursos para o combate às drogas. Governo vai repassar quase R$ 90 milhões para comunidades terapêuticas que tratam de dependentes químicos e aumentar capacidade de atendimento para 20 mil pessoas. Melhor estrutura, atendimento e acesso à internet. Pesquisa aponta que aeroportos brasileiros são aprovados por quase 90% dos passageiros. Cada vez mais gente está aplicando dinheiro no Tesouro Direto. Em março, número de investidores bateu recorde. Banco dos Brics, grupo de cinco países do qual o Brasil faz parte, vai investir na produção de energia limpa para atender a população do Nordeste.

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Transcrição

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 25 de abril de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Mais recursos para o combate às drogas.

 

Gabriela: Governo vai repassar quase R$ 90 milhões para comunidades terapêuticas que tratam de dependentes químicos.

 

Nasi: E aumentar capacidade de atendimento para 20 mil pessoas.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Melhor estrutura, atendimento e acesso à internet.

 

Gabriela: Pesquisa aponta que aeroportos brasileiros são aprovados por quase 90% dos passageiros. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: As pesquisas são importantes para que o Governo avalie o funcionamento das políticas públicas e para que os terminais melhorem.

 

Nasi: Cada vez mais gente está aplicando dinheiro no Tesouro Direto. Em março, o número de investidores bateu recorde. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Mais de 65 mil pessoas começaram a investir no Tesouro Direto no Brasil. São mais de 2 milhões de investidores cadastrados.

 

Gabriela: Banco dos BRICS, grupo de cinco países, do qual o Brasil faz parte, vai investir na produção de energia limpa para atender à população do Nordeste.

 

Nasi: Hoje na apresentação da Voz, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Ver o dinheiro render sem o risco de ficar no prejuízo. Essa é a ideia do Tesouro Direto, um tipo de aplicação em títulos do Governo, que rende mais que a poupança e oferece um baixo risco.

 

Gabriela: E essa opção de investimento tem atraído cada vez mais gente. Em março, o número de investidores passou a marca dos 2 milhões, um recorde.

 

Nasi: E você sabe como funciona? Então preste atenção, porque essa pode ser uma boa opção para organizar suas contas sem muito risco.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Tesouro Direto funciona como um empréstimo. Você escolhe um valor e repassa para o Governo Federal, que usa esta verba para melhorar a saúde, a educação e a segurança pública. Se você aguardar até o prazo final estipulado pelo título, recebe todo o dinheiro de volta, mais os juros. Mas, se você precisar sacar logo e não puder esperar, não tem problema, recebe o dinheiro de volta. O médico Sebastião Rocha aplica no Tesouro Direto há mais de dez anos.

 

Médico - Sebastião Rocha: Primeiramente, pela segurança, e depois pela previsibilidade, é muito previsível que eu vou manter, eu consigo calcular aquilo que eu vou manter. Pelo fator também do imposto ser bem menor, tem alguns investimentos que não têm cobrança de imposto de renda. Então eu sou bem tranquilo em relação ao Tesouro Direto.

 

Repórter Márcia Fernandes: Só no mês de março, mais de 65 mil pessoas começaram a investir no Tesouro Direto no Brasil, um aumento de 55% em relação a este mesmo mês no ano passado. São mais de 2 milhões de investidores cadastrados e quase 600 mil investimentos ativos. O gerente de relacionamento com investidores do Tesouro Nacional, Paulo Marques, explica que o Governo Federal investiu em publicidade, para que mais pessoas entendessem como funciona a aplicação. Por isso, o número de investidores está crescendo.

 

Gerente de relacionamento com investidores - Paulo Marques: Mudamos os nomes dos títulos, para ficar mais fácil o entendimento com relação à rentabilidade; mudamos também o site; lançamos vídeos explicativos; lançamos um orientador financeiro, que em três perguntinhas você já sabe qual é o título mais apropriado para o seu perfil de investimento; lançamos o simulador no ano passado, que, dado que você já sabe qual o título ideal para você, você pode comparar com outros produtos de renda fixa do mercado; lançamos o app neste ano.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para investir no Tesouro Direto, você precisa ter um CPF e uma conta em uma corretora ou banco. Depois é só fazer um cadastro e aguardar uma senha provisória. Quando receber esta senha, não se esqueça de substituí-la por uma pessoal, mais segura. Depois, é só escolher qual o melhor título para você. O consultor financeiro Felipe Ferrari explica que o ideal é tentar diversificar os tipos de investimentos, mas que o Tesouro Direto é uma aplicação fácil de fazer.

 

Consultor financeiro - Felipe Ferrari: Basicamente, os títulos são três, que é: o Tesouro Selic, que ele, apesar de ele ter um prazo, ele é autorizado diariamente, a pessoa pode vender ele a qualquer momento, sem qualquer risco de deságio; o segundo, que, vamos dizer, é moderado, ele já é o PCA, que é a inflação mais uma taxa pré-fixada, então ele vai pagar a inflação mais uma taxa pré-fixada; e um terceiro, que é, vamos dizer, um pouco mais arrojado, que é o Título Pré-Fixado. Na entrada que você comprar o título, ele vai falar: Eu vou te pagar tantos por cento ao ano, até o final.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para ter mais informações e começar a investir, acesse o site: tesouro.fazenda.gov.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Você pode estar em um terminal de Manaus, Curitiba, Belo Horizonte, Campinas, em qualquer região do país é possível perceber.

 

Nasi: Os aeroportos estão mais limpos, os serviços estão melhores, inclusive as opções de alimentação.

 

Gabriela: Uma pesquisa que avalia os aeroportos está ajudando a melhorar a qualidade desses terminais.

 

Nasi: Em cinco anos, o aumento de satisfação dos passageiros foi de 14%, segundo a Secretaria Nacional de Aviação Civil.

 

Repórter Raíssa Lopes: O coordenador comercial Maicon Leandro mora em Curitiba, no Paraná, e viaja muito a trabalho, e também tem as viagens como um de seus hobbies, por isso conhece vários aeroportos no Brasil e no mundo. Em sua opinião, o aeroporto de sua cidade é um dos melhores do país.

 

Coordenador comercial - Maicon Leandro: Conforto, banheiro limpo, agilidade em pegar a mala, e dá mais vontade de, às vezes, até chegar um pouquinho antes no aeroporto. Eu acho que, com todas as mudanças, ele com certeza ficou um dos melhores do país.

 

Repórter Raíssa Lopes: Maicon não é o único que pensa assim. O Aeroporto de Curitiba foi considerado o melhor do Brasil, ao lado de Viracopos, em Campinas, segundo a pesquisa de satisfação do passageiro da Secretaria Nacional de Aviação Civil, realizada no primeiro trimestre de 2018. Foram ouvidas quase 19,5 mil pessoas, em 20 aeroportos do país. Confins, em Minas Gerais, foi o terceiro terminal colocado. A cordialidade dos funcionários foi o índice mais bem avaliado. Os preços cobrados pelos estacionamentos e pelos produtos de lanchonetes e restaurantes dos terminais foram os itens com as notas mais baixas. Os aeroportos brasileiros foram considerados bons ou muito bons por 87% dos passageiros. Segundo a diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Aeroportuária da Secretaria de Aviação Civil, Fabiana Todesco, as pesquisas são importantes para que o Governo avalie o funcionamento das políticas públicas e para que os terminais melhorem.

 

Diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Aeroportuária - Fabiana Todesco: Isso possibilita tanto a comparação de um aeroporto com o outro, para ver qual o tipo de ação que foi dado para um aeroporto, e aquele buscar aquele tipo de atendimento, para melhoria do atendimento com qualidade aos seus passageiros, como também uma referência para o Governo Brasileiro saber se as suas políticas públicas estão adequadas para o setor.

 

Repórter Raíssa Lopes: A bancária Eloana Grando Coferri esteve no Aeroporto de Curitiba no sábado, e percebeu que as últimas ampliações no terminal deixaram o que já era bom ainda melhor.

 

Bancária - Eloana Grando Coferri: Aumentou o estacionamento, ficou muito maior. Eles também aumentaram o aeroporto, então tem mais portões de embarque, é espaçoso, é limpo, ficou bem confortável, né?

 

Repórter Raíssa Lopes: A pesquisa de satisfação do passageiro completou cinco anos em 2018 e é feita em 20 aeroportos, o que representa 87% de cobertura do tráfego de passageiros do país. Neste período, foram ouvidos mais de 320 mil passageiros. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: Você ouviu ontem aqui na Voz do Brasil que a arrecadação do Governo cresceu em março, no melhor resultado para o mês nos últimos três anos.

 

Nasi: E a Receita Federal atua para aumentar ainda mais esta arrecadação.

 

Gabriela: Para isso, começou a testar o uso de inteligência artificial para acelerar os julgamentos de processos tributários.

 

Nasi: É um sistema que consegue interpretar e até propor soluções para milhares de casos de menor valor que correm em primeira instância.

 

Gabriela: A ideia é que isso ajude a Receita a se dedicar aos casos de maior valor, aumentando a arrecadação.

 

Repórter João Pedro Neto: O novo sistema computadorizado vai analisar argumentos e alegações dos contribuintes, identificar padrões, fazer relatórios e propor sugestões de decisões para os auditores em processos tributários que correm nas delegacias da Receita Federal de julgamento, primeira instância administrativa. Segundo o auditor fiscal e coordenador-geral de Contencioso Administrativo e Judiciário da Receita, André Nardelli, a ferramenta de inteligência artificial deve ajudar a acelerar os julgamentos.

 

Auditor fiscal - André Nardelli: O que o auditor teria que fazer, que é ler o processo, fazer um relatório, fazer seu voto, a própria ferramenta, ela vai ler o processo todo e fazer essa proposta de decisão, que vai ser, obviamente, submetida ao auditor fiscal e assinada pelo auditor fiscal.

 

Repórter João Pedro Neto: O novo sistema vai ser usado em ações de menor complexidade e valores mais baixos, como, por exemplo, recursos de pessoas físicas referentes a valores de restituição do imposto de renda. No final do ano passado, eram cerca de 250 mil processos aguardando julgamento em primeira instância na Receita. Aproximadamente 60% deles tratavam de valores abaixo de R$ 20 mil. O coordenador André Nardelli explica que o novo sistema vai permitir que os auditores dediquem mais tempo a processos de maior valor, o que deve ajudar a aumentar a arrecadação. Mas, segundo ele, a ferramenta não substitui o trabalho dos servidores.

 

Auditor fiscal - André Nardelli: Esse trabalho é feito para subsidiar o trabalho do auditor, para tornar o trabalho do auditor mais produtivo, mais célere, de forma que o auditor consiga gastar a maior parte do seu tempo analisando processos de alta complexidade.

 

Repórter João Pedro Neto: O sistema está em fase de testes e a expectativa é que ainda este ano a Receita consiga implementar, de forma definitiva, a nova ferramenta. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: A população negra e quilombola vai receber atendimento personalizado no Sistema Único de Assistência Social.

 

Gabriela: O trabalho de capacitação dos atendentes vai ser realizado a partir do segundo semestre deste ano.

 

Nasi: De acordo com a coordenadora da Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Gabriela Cruz e Silva, vão ser treinados gestores e servidores do sistema que trabalham diretamente com famílias negras.

 

Coordenadora da Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial - Gabriela Cruz e Silva: Esse documento prevê materiais educativos e orientações técnicas para o trabalho social com famílias, tanto quilombolas quanto para promoção da igualdade racial no geral. Porque nós temos uma população diversa, nós temos comunidades indígenas, quilombolas. Então trabalhar o SUAS, primando pelas especificidades, isso é muito importante para todos nós.

 

Gabriela: O projeto começa nos dez estados com os maiores índices de população negra.

 

Nasi: São eles: Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Pará e Maranhão.

 

Gabriela: Energia limpa para atender moradores do Nordeste.

 

Nasi: Daqui a pouco a gente dá detalhes do financiamento milionário que o país vai receber nesta área do Banco do BRICS, grupo de cinco países do qual o Brasil faz parte.

 

"As rádios de todo o país já podem transmitir a Voz do Brasil em horário flexível. As emissoras de radiodifusão são obrigadas a retransmitir diariamente entre às 7h da noite e às 10h da noite, exceto aos sábados, domingos e feriados. A duração continua a mesma, 60 minutos, de forma ininterrupta. As emissoras devem informar aos ouvintes, às 7h da noite, o horário em que vão transmitir o programa. A Rede Nacional de Rádio mantém a transmissão às 7h da noite, pelo satélite e ao vivo, pela internet, no site redenacionalderadio.com.br."

 

Gabriela: Você sabia que o Brasil produz alimentos para um bilhão de pessoas em todo o mundo, todos os anos?

 

Nasi: Pois é. Esse desempenho é possível graças à pesquisa e à tecnologia, e muitas delas desenvolvidas pela Embrapa.

 

Gabriela: E a empresa comemora 45 anos mostrando que boa parte dos alimentos que chegam à nossa mesa se deve ao trabalho de seus pesquisadores.

 

Repórter Raíssa Lopes: Pedro Soares sempre foi agricultor, mas nunca imaginou que uma fruta verde, pequena e doce pudesse mudar sua vida. Foi o que aconteceu quando recebeu algumas mudas do maracujá Pérola do Cerrado, desenvolvido pela Embrapa. Hoje ele tem 200 pés da fruta plantados e só com o lucro obtido na venda do maracujá já conseguiu comprar um trator.

 

Agricultor - Pedro Soares: Uma bênção, porque a gente deu um pontapé na vida, que foi desse maracujá, que a gente começou a animar, que a gente animou comprar máquina para poder começar a plantar.

 

Repórter Raíssa Lopes: O maracujá Pérola do Cerrado é apenas um exemplo das diversas tecnologias que a Embrapa desenvolveu desde sua criação, em 1973, época em que o Governo decidiu investir para fazer com que o país pudesse alcançar a segurança alimentar, como conta o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

 

Presidente da Embrapa - Maurício Lopes: Num espaço muito curto, de 40, 45 anos, o Brasil alcançou a sua segurança alimentar, se projetou como um grande exportador. O Brasil produz alimento para cerca de um bilhão de pessoas mundo afora, todo ano.

 

Repórter Raíssa Lopes: Fábio Faleiro é um dos pesquisadores da Embrapa que ajudaram no desenvolvimento do maracujá Pérola do Cerrado. Filho de agricultor, ele diz que vê as tecnologias na empresa fazendo diferença no campo desde 1970 e isso foi decisivo na hora de escolher onde ia trabalhar.

 

Pesquisador - Fábio Faleiro: A satisfação é quando a gente pode, através do nosso trabalho, melhorar a qualidade de vida dos produtores e dos consumidores.

 

Repórter Raíssa Lopes: Atualmente, a empresa tem 42 unidades de pesquisa, situadas em todo o Brasil. E, para comemorar seus 45 anos, a Embrapa lançou a publicação Visão 2030 - O futuro da agricultura brasileira, como explica o presidente da empresa, Maurício Lopes.

 

Presidente da Embrapa - Maurício Lopes: É um documento que apresenta para o mundo da agropecuária quais são as grandes tendências, quais são as grandes oportunidades, os grandes desafios a enfrentar nesse horizonte de 2030.

 

Repórter Raíssa Lopes: No último balanço social lançado pela Embrapa, para cada R$ 1 investido em pesquisa em 2017, foram devolvidos R$ 11 em benefícios para a sociedade. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: O BRICS, grupo de países formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, possui um banco para financiar projetos de infraestrutura.

 

Gabriela: E pela primeira vez o Brasil vai receber um financiamento.

 

Nasi: Os recursos vão ser usados para a geração de energia limpa no Nordeste.

 

Repórter Paulo La Salvia: São quase US$ 68 milhões em investimentos. Eles estão sendo utilizados na construção de seis parques eólicos, que produzem energia pela força dos ventos, em três municípios: Simões e Currais Novos, no Piauí, e Araripina, em Pernambuco. Quando todos estiverem concluídos, no ano que vem, a energia gerada, cerca de 360 megawatts, vai ser vendida pela empresa responsável pela obra e distribuída para todo o Nordeste. Os recursos fazem parte do primeiro projeto aprovado para o Brasil pelo Banco de Desenvolvimento do BRICS. O banco tem uma estrutura de diretores formada por representantes dos ministérios da Fazenda do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam o BRICS. O representante brasileiro, Marcelo de Moura Estevão Filho, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, afirma que a seleção de projetos segue uma meta.

 

Secretário de Assuntos Internacionais - Marcelo de Moura Estevão Filho: O mandato do banco, como um todo, é para financiar investimento em infraestrutura sustentável, então todos os projetos têm que ter um aspecto verde, mas projetos de infraestrutura. Então, é um banco que está... Basicamente foi formado para agregar ao rol de instituições financeiras internacionais que focam na questão do aumento do crescimento e investimento em infraestrutura.

 

Repórter Paulo La Salvia: No Brasil, os recursos do Banco do BRICS estão sendo operacionalizados pelo BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Esta é uma estratégia do Banco do BRICS, buscar parceiros em cada país do bloco, com experiência em financiar projetos de infraestrutura. O aporte, no Brasil, é até agora o maior já feito. O chefe do Departamento da Área Financeira Internacional do BNDES, Leonardo Botelho Ferreira, avalia que a energia eólica está atraindo cada vez mais interesse internacional ao Nordeste e está contribuindo para diversificar a matriz energética da região.

 

Chefe do Departamento da Área Financeira Internacional do BNDES - Leonardo Botelho Ferreira: A energia renovável está sendo uma fonte cada vez mais importante de geração, principalmente na região Nordeste. A tendência é que mais investimentos nesse setor sejam realizados. Essa é uma fonte importante de energia e projetos que a gente tem, inclusive que chama muito a atenção de parceiros internacionais, que têm interesse em cofinanciar esses projetos com o BNDES.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Banco do BRICS foi criado em 2014, tem sede em Xangai, na China, e conta com US$ 100 bilhões em recursos para financiar projetos de infraestrutura nos cinco países que formam o BRICS. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: Estimular a honestidade, a ética e formar pessoas que conheçam seus direitos e deveres.

 

Nasi: Esse é o objetivo de um concurso de redações e desenhos para estudantes, promovido pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União.

 

Gabriela: E a honestidade é o tema do concurso deste ano, que está com inscrições abertas.

 

Repórter Cleide Lopes: Como contribuir para combater a corrupção no Brasil? Essa é uma pergunta feita por muitos cidadãos. O estudante brasiliense Elton de Moraes Silva sabe que tem responsabilidade sobre o presente e o futuro do país.

 

Estudante - Elton de Moraes Silva: A gente não pode cobrar mudança sem fazer a mudança primeiramente. Para a diminuição da corrupção, a gente pode pesquisar melhor sobre nossos governantes, nossos candidatos, para, nessa eleição de 2018, a gente poder buscar uma melhor forma de governo.

 

Repórter Cleide Lopes: Despertar nos estudantes o interesse por assuntos como participação social, respeito à diversidade, democracia, responsabilidade cidadã. Com esse objetivo, há mais de uma década, o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, CGU, realiza um concurso de desenhos e redações para estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. Adenísio Álvaro, da CGU, explica que, nesses dez anos, já foi possível perceber uma mudança no comportamento dos alunos.

 

Funcionário da CGU - Adenísio Álvaro: A gente precisa sair dessa situação de indignação passiva, discutir sobre os temas que ajudam a gente a ter uma sociedade melhor, mais ética. Nesses dez anos, nós verificamos um crescimento, tanto nas redações quanto no desenho. Esse é o grande ganho para as escolas e para os alunos.

 

Repórter Cleide Lopes: A estudante Júlia Gomes, de 13 anos, de uma escola pública de Brasília, foi a vencedora de 2017, com a redação "Todo dia é dia de cidadania", e conta o que aprendeu sobre o tema e sobre a honestidade.

 

Estudante - Júlia Gomes: Se eu vejo que a pessoa acabou de derrubar o dinheiro, eu vou lá e vou devolver para ela. Eu não vou ficar com aquilo para mim, porque não é meu. É pensar não só na gente, mas nos outros, é cuidar do ambiente que a gente vive, para trazer um mundo melhor para as pessoas que viverão depois da gente.

 

Repórter Cleide Lopes: A diretora da escola de Júlia, Elisângela Machado, diz que a lição sobre a honestidade já se espalhou entre os alunos e chegou até os pais.

 

Diretora de escola - Elisângela Machado: Eles acabam discutindo isso em casa e acabam trazendo para os pais alguns referenciais, como por exemplo: Olha, cuidado, isso é corrupção, isso você está errando, isso não pode, você está prejudicando alguém.

 

Repórter Cleide Lopes: Quase 2,5 milhões de estudantes, de 14 mil escolas de todo o país, já participaram do concurso de desenho e redação da CGU, desde a sua criação em 2007. E com o tema "Ser honesto é legal", a nova edição do concurso já está com as inscrições abertas no site da CGU, no www.cgu.gov.br. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Mais recursos para o atendimento de dependentes de drogas.

 

Gabriela: Um novo edital vai contratar vagas em comunidades terapêuticas.

 

Nasi: Serão mais de R$ 87 milhões, que devem atender mais de 20 mil pessoas.

 

Repórter Pablo Mundim: As comunidades terapêuticas, como são conhecidas, são entidades da sociedade civil, criadas para acolher e oferecer serviços de atenção às pessoas com dependência de substâncias psicoativas, como álcool, maconha e crack. É o caso da Sociedade de Empenho na Recuperação de Vidas em Oração e Serviço, que há 32 anos atende dependentes químicos em Brasília. Para a presidente da entidade, Maria do Carmo Paulo, um trabalho essencial.

 

Presidente da Sociedade de Empenho na Recuperação de Vidas em Oração e Serviço - Maria do Carmo Paulo: O tratamento é muito bom, funciona, viu. Eu já estou na obra há algum tempo, cheguem com um irmão. Ele chegando mal e daí a pouco estando bem, não é?

 

Repórter Pablo Mundim: Para ajudar essas entidades a manter este trabalho social, o Governo Federal lançou, nesta quarta-feira, um edital com orçamento de R$ 87 milhões. Segundo o documento, as comunidades terapêuticas que firmarem o contrato com o Governo para repasse desses recursos precisarão apresentar estrutura física, projeto terapêutico, recursos humanos e equipe técnica, como explica o coordenador do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

 

Coordenador do Ministério da Saúde - Quirino Cordeiro: Passa a ser obrigatório então a presença de profissionais de nível superior da área da saúde mental, para aprimorar o cuidado dos pacientes.

 

Repórter Pablo Mundim: Segundo o ministro de Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, com o edital, o Governo pretende aumentar as vagas ofertadas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Esse edital terá a capacidade de contratar em torno de 7 mil leitos. Mantendo a lógica de uma rotatividade de 3 mil vagas beneficiadas por ano, por mês, em torno de 20 mil vagas serão oferecidas.

 

Repórter Pablo Mundim: De acordo com o Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, existem mais de 1,8 mil comunidades terapêuticas no Brasil. Destas, quase 300 já recebem apoio financeiro público. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer recebeu, hoje, as cartas credenciais de dez embaixadores de países da Europa, África, Ásia e América do Sul.

 

Nasi: Agora, eles podem iniciar os trabalhos, representando oficialmente os seus países no Brasil.

 

Gabriela: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".