25 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Comunidades terapêuticas recebem recursos do governo para tratamento de dependentes químicos. R$ 100 milhões de reais vão ser liberados. Vice-presidente norte-americano chega ao Brasil. Em encontro com presidente Michel Temer deve tratar de imigração e lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão. Busca Ativa na Ilha do Marajó, no Pará, leva cidadania a famílias carentes. E estudantes que estão em atraso no Fies vão poder renegociar dívidas a partir de agosto.

audio/mpeg VOZ250618.mp3 — 46941 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 25 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Comunidades terapêuticas recebem recursos do Governo para tratamento de dependentes químicos.

 

Nasi: R$ 100 milhões vão ser liberados. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Hoje, os convênios entre Governo e essas entidades sem fins lucrativos já garantem a recuperação e reinserção de 12 mil dependentes químicos por ano.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Vice-presidente norte-americano chega amanhã ao Brasil.

 

Alessandra: Em encontro com o presidente Michel Temer, deve tratar de imigração e lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão.

 

Nasi: Busca ativa na Ilha do Marajó, no Pará, leva cidadania a famílias carentes. Diego Queijo.

 

Repórter Diego Queijo: Foi por meio desse trabalho que um dos mais antigos moradores da Comunidade do Mato Grande, na Ilha de Marajó, começou a ver mudanças para as mais de 80 famílias da região.

 

Alessandra: E estudantes que estão em atraso no Fies vão poder renegociar dívidas, a partir de agosto.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: R$ 100 milhões já estão garantidos para o atendimento a usuários de drogas.

 

Alessandra: Uma das ações do Governo que estão sendo discutidas durante a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

 

Repórter Pablo Mundim: Com luta e muita superação, faz dez anos que o servidor público do Distrito Federal, José Henrique França de Campos, não usa drogas. A primeira experiência foi aos 11 anos de idade e a dependência química durou mais de 20 anos.

 

Servidor Público - José Henrique França de Campos: O que eu achava que eu era uma brincadeira, através da maconha, que o pessoal fala que é inofensiva, eu fui a todas as outras drogas. Eu desci uma escada, uma escada gradativa de desmoralização, perda de controle e governabilidade tremenda, porque eu cheguei até o crack. E eu não desejo isso para ninguém. Por isso eu falo muito para os jovens nas palestras: Não experimentem drogas.

 

Repórter Pablo Mundim: A história do José Henrique é semelhante à de muitos brasileiros que também conseguiram deixar a dependência química, exemplos que estão sendo compartilhados durante a Semana Nacional de Política sobre Drogas. Durante a semana, especialistas e ex-usuários vão debater e buscar soluções no combate ao uso das drogas. Para o ministro da Justiça, Torquato Jardim, este é um tema que demanda diálogo da sociedade e ações eficientes.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: A sociedade tem que ser capaz de oferecer aos jovens, a partir daí, dos oito ou dez anos de idade, uma oportunidade de vida digna, separado do tráfico, tem que continuar indo à escola. Isso significa dar emprego, gerar emprego para suas famílias. É todo um esforço conjunto, setor privado, setor público, educadores, profissionais da saúde, não há... É um grande conjunto de obra a ser posto junto. Nenhum país resolveu o problema das drogas aumentando a pena e tempo de cadeia. Essa... A solução não passa por aí. Nenhum país resolveu o problema das drogas mediante força e violência policial. É uma transição, para muitos foi uma transição. Para o Brasil está sendo uma transição, particularmente com a Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro da Justiça também falou sobre as ações do Governo no combate às drogas, entre elas o edital lançado este ano de R$ 87 milhões para contratar mais vagas para acolher usuários de drogas nas comunidades terapêuticas. A ação se soma aos R$ 13 milhões liberados para a continuidade de contratos que vencem este ano. Hoje, os convênios entre Governo e essas entidades sem fins lucrativos já garantem a recuperação e reinserção de 12 mil dependentes químicos por ano.

 

Ministro da Justiça - Torquato Jardim: O esforço conjunto do Governo, juntando três ministérios - Desenvolvimento Social, Saúde e Justiça - foi fazer uma conta única de apoio, que permitirá esse ano que o Brasil possa cuidar de outros 20 mil, às custas do Governo Federal. Para isso, nós estamos organizando nossa eleição nacional de comunidades terapêuticas, mediante edital público, e agora, na primeira quinzena de julho, esperamos receber as inscrições.

 

Repórter Pablo Mundim: Além de Brasília, estados e municípios também realizam ações e palestras durante a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, que termina nesta terça-feira. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: O vice-presidente dos Estados Unidos começa amanhã uma visita ao Brasil e se reúne com o presidente Michel Temer.

 

Alessandra: Entre os temas que vão ser discutidos na reunião, estão a Base de Lançamento de Foguetes de Alcântara, no Maranhão, e a situação das crianças brasileiras que foram separadas dos pais quando tentavam entrar nos Estados Unidos.

 

Nasi: A correspondente em Washington, Paola de Orte, tem as informações.

 

Repórter Paola de Orte: Um dos principais temas na agenda do encontro entre o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e o presidente da República, Michel Temer, é a situação das crianças brasileiras separadas dos pais nos Estados Unidos, depois de terem cruzado a fronteira com o México. O governo brasileiro confirmou hoje que são 51 menores alojados em abrigos, longe dos pais, nos Estados Unidos. Na sexta-feira, eram 49. Uma das crianças, um menino de nove anos, deve se reencontrar com a mãe em breve, segundo o cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston, Felipe Santarosa. A mãe do menino está no estado de Massachusetts, depois de ter recebido liberdade condicional da Justiça norte-americana, na quarta-feira passada. Também está na agenda do encontro entre Mike Pence e o presidente Temer a Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Os governos brasileiro e norte-americano retomaram as negociações para um acordo que permita o uso da base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão. Esse acordo viabilizaria o uso da base, preservando a soberania nacional brasileira e a tecnologia americana. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Alessandra: Para tomar as vacinas oferecidas pelo Ministério da Saúde, basta seguir o calendário e comparecer ao posto de saúde.

 

Nasi: É, Alessandra, mas nem todos os brasileiros têm essa facilidade. São pessoas que moram afastadas dos grandes centros e cidades, como quilombolas e índios.

 

Alessandra: E para eles, o Governo coloca em prática, todos os anos, a Operação Gota, como conta a repórter Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Brasil tem mais de 8,5 milhões quilômetros quadrados de extensão. Em uma nação com essas dimensões, nem sempre é fácil garantir o acesso às vacinas. Para que todos possam ser imunizados, o Governo Federal conta com a Operação Gota. Até setembro deste ano, aviões da Força Aérea Brasileira vão levar vacinas para as populações de áreas rurais e ribeirinhas, e para os indígenas que moram em locais de difícil acesso. A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica que o principal objetivo desta operação é garantir proteção a todos.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: Dessa forma, nós garantimos, assim, elevar as coberturas vacinais, a proteção da população e o mais importante, evitar que essas pessoas adoeçam, tenham risco de ter complicações e óbitos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Ao todo, mais de 700 locais nos estados do Amazonas, Acre, Pará e Amapá vão receber a operação. Serão mais de 12 mil doses, de todos os tipos de vacina disponíveis na rede pública de saúde, como febre amarela, sarampo e gripe. O coordenador de Saúde de Altamira, no Pará, Nei Carvalho, explica que, sem a operação, fica mais difícil vacinar essas pessoas.

 

Coordenador de Saúde - Nei Carvalho: A logística é muito grande, há um custo elevado. Em algumas regiões, nós levamos até cinco dias de voadeira ou de embarcação para chegar. Com o apoio da Aeronáutica, esse trabalho é realizado em um dia ou dois.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Operação Gota existe há 25 anos. No ano passado, mais de 9 mil pessoas foram beneficiadas. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: O Cadastro Único é o principal instrumento do Governo para inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais.

 

Alessandra: Ele é utilizado para concessão de benefícios, como Bolsa Família, o BPC e o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo.

 

Nasi: Em locais de difícil acesso, são os assistentes sociais que fazem a chamada busca ativa. Vão até as famílias para garantir direitos a quem precisa.

 

Alessandra: E durante toda essa semana, você vai ouvir aqui, na Voz do Brasil, uma série de reportagens especiais, que vão contar um pouquinho mais sobre esse trabalho.

 

Nasi: Vamos viajar juntos à Ilha do Marajó, no Pará, para falar das transformações que essa ação vem realizando.

 

Repórter Diego Queijo: É pelo barulho do motor do barco e pelas camisetas do grupo que ribeirinhos isolados do município de Muaná, no Pará, sabem da chegada da equipe itinerante da Assistência Social do Município. Há pouco mais de dois anos, ela realiza a busca ativa para encontrar pessoas e comunidades afastadas, tudo com o objetivo de levar proteção social, garantia de direitos e cidadania a quem realmente precisa. Foi por meio desse trabalho que um dos mais antigos moradores da Comunidade do Mato Grande, na Ilha de Marajó, Domingues Contente, começou a ver mudanças para as mais de 80 famílias da região. Ele explica que a chegada do Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal e do Bolsa Família significou mais do que um complemento de renda, mas um estímulo à qualidade de vida e à busca por desenvolvimento.

 

Entrevistado - Domingues Contente: Porque tinham pessoas aqui que, antes de receber esse Bolsa Família, sofriam muito. Isso aqui nos ajudou muito, quer dizer, nos deu uma força para com que nós saíssemos mais de lá de baixo. Aí hoje a gente já tem uma vida mais estável.

 

Repórter Diego Queijo: A equipe do município é formada por 12 pessoas que visitam a região a cada seis meses, para falar da importância do cumprimento das condicionalidades e incluir novas famílias no Cadastro Único. Foi em uma dessas viagens que eles encontraram a dona de casa Joice Rodrigues. Mãe de três filhos, ela respondeu às perguntas e preencheu na hora a solicitação para receber o benefício do Bolsa Família. Joice conta o que achou do atendimento.

 

Dona de casa - Joice Rodrigues: Falei que eu queria fazer o Bolsa Família, e contei isso aí lá para o menino, lá. Ele perguntou do que nós vivíamos. Aí eu disse que o meu esposo vive só com o açaí aqui. É difícil, muito difícil.

 

Repórter Diego Queijo: De acordo com a assessora técnica da Assistência Social no município, Kewin Pyles, conhecer a realidade de cada família contribui com a realização do serviço, mesmo diante das dificuldades da região.

 

Assessora técnica Assistência Social - Kewin Pyles: Um fator amazônico, ele dificulta? Ele dificulta. Mas com investimentos, com tecnologias, a gente consegue acessar todas essas comunidades e garantir que esses direitos, eles aconteçam.

 

Repórter Diego Queijo: O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, explica que o trabalho de busca realizado é importante, porque o Cadastro Único é a principal porta de entrada para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais, como Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica, o programa Minha Casa, Minha Vida, entre outros.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: A busca ativa permite a ampliação do acesso de pessoas que estão em lugares remotos, que não têm condições, eventualmente, de se deslocarem até a Prefeitura, até o Cras, elas vão ter uma visitação de alguém vinculado ao serviço da Assistência Social, para incluí-los no cadastro.

 

Repórter Diego Queijo: Para saber mais sobre ações e programas do Ministério do Desenvolvimento Social, acesse mds.gov.br. Reportagem, Diego Queijo.

 

Alessandra: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Estudantes que estão em atraso no Fies vão poder renegociar dívidas, a partir de agosto.

 

Alessandra: E tem calendário de festas juninas em todo o país.

 

Nasi: É daqui a pouquinho. Não saia daí.

 

Alessandra: Um computador que ficou velho, um celular que não funciona mais... O que você faz quando isso acontece?

 

Nasi: O descarte de lixo eletrônico tem se tornado um problema ambiental. Só em 2016, foram produzidos 2 milhões de toneladas desse material no Brasil, segundo a ONU.

 

Alessandra: É aí que entram projetos de reciclagem, que fazem a diferença.

 

Nasi: Aqui em Brasília, um projeto da Agência Nacional de Águas recolhe o lixo eletrônico em órgãos públicos e encaminha a centros de recondicionamento.

 

Alessandra: Nesses locais, jovens de baixa renda aprendem a transformar o lixo em novas máquinas, que depois são doadas a bibliotecas e escolas públicas.

 

Repórter Cleide Lopes: O lixo eletrônico descartado de qualquer maneira é um desperdício de recursos. Para promover o descarte consciente, a Agência Nacional de Águas e a ONG Programando o Futuro desenvolveram a campanha Semeando Oportunidades, na qual órgãos públicos se uniram para descartar corretamente todo o lixo eletrônico. Foram recolhidas mais de 50 toneladas para reciclagem, como explica a coordenadora ambiental e de sustentabilidade da Agência Nacional de Águas, Magali Vasconcelos.

 

Coordenadora ambiental e de sustentabilidade - Magali Vasconcelos: Hoje a gente faz uma entrega de 54 toneladas para a ONG Programando o Futuro, mas a gente imagina que, até o dia 2 de julho, a gente chega a 70 toneladas, e isso ultrapassa em muito a nossa expectativa.

 

Repórter Cleide Lopes: A ideia é usar justamente os avanços tecnológicos para reutilização desse material, sem descartar na natureza e gerando emprego e renda, como explica o presidente da ONG Programando o Futuro, Vilmar Simion.

 

Presidente da ONG Programando o Futuro - Vilmar Simion: Nós já geramos empregos para mais de cem pessoas que passaram por nós. Hoje, nós temos 19 pessoas atuando. Já promovemos a qualificação de mais de 6 mil alunos. Desses 6 mil, 800 foram estagiários conosco, ficaram por um período, melhoraram suas atividades e ainda tiveram remuneração em cima disso.

 

Repórter Cleide Lopes: Hoje, o país já conta com Centros de Recondicionamento de Computadores espalhados pelo país. De acordo com o coordenador do programa de Computadores para Inclusão, do Ministério da Ciência e Tecnologia, Alexandre Mesquita, a meta é abrir novos centros.

 

Coordenador do programa de Computadores para Inclusão - Alexandre Mesquita: Hoje, nós temos cerca de nove CRCs, estamos com dois em implantação, vamos abrir agora um edital de credenciamento para CRCs, que já existem e não têm um vínculo com o programa.

 

Repórter Cleide Lopes: O lixo eletrônico é um dos mais ricos. Dele, são extraídos mais de 60 componentes, como ouro, ferro, cobre, vidro e papelão. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Você já ouviu falar em fundos constitucionais?

 

Alessandra: Eles existem para financiar negócios e ajudar no desenvolvimento e na redução de desigualdades regionais.

 

Nasi: No país, existem fundos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que concedem crédito a empreendedores de pequeno, médio e grande porte, para impulsionar o crescimento desses locais.

 

Alessandra: E agora uma novidade. Com novas regras, que já estão valendo, as taxas de juros para financiamento com recursos desses fundos vão ser ainda mais atrativas.

 

Repórter Bruna Sanieli: Os juros para linha de crédito urbano, que já era um dos mais baixos do mercado, ficaram ainda mais baratos. Agora, a expectativa do Ministério da Integração Nacional é de ampliar o crédito aos pequenos negócios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. O valor pode ser utilizado, por exemplo, para abertura do próprio negócio, para expansão das atividades, compra de estoque e até para pagar gastos como aluguel, folha de pagamento e despesas com água, energia e telefone. A secretária de fundos do Ministério, Cilene Doria, explica quem pode pedir os empréstimos dos fundos constitucionais.

 

Secretária de fundos - Cilene Doria: Qualquer pessoa física ou jurídica, que exerça alguma atividade produtiva, indistintamente. Empresas, cooperativas de crédito...

 

Repórter Bruna Sanieli: Para ter acesso a essa linha de crédito, os interessados devem procurar, em cada região, uma agência de um dos bancos operadores do crédito: Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, no norte do país, e no Centro-Oeste, o Banco do Brasil. As mudanças se aplicam a operações de crédito não rural. Os juros dos fundos constitucionais para produtores rurais serão divulgados nas próximas semanas. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Nasi: A partir da 0h de amanhã, estão abertas as inscrições para o Programa Universidade para Todos.

 

Alessandra: O número de vagas e o que fazer para se inscrever você ouve agora no nosso quadro "Pra você, Cidadão".

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Roberta Lopes: Começam nesta terça-feira as inscrições para o Prouni, o Programa Universidade para Todos. Serão oferecidas mais de 174 mil vagas, sendo pouco mais de 68 mil para bolsas integrais e cerca de 105 mil para parciais, em 1.460 instituições de ensino superior privadas. As vagas podem ser consultadas por curso, por instituição ou por município. Para se candidatar, é preciso ter feito o Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio de 2017, ter feito, no mínimo, 450 pontos e ter nota superior a zero na redação. Além disso, só podem participar alunos brasileiros, sem curso superior, e que tenham feito o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada. Os estudantes têm até o dia 29 deste mês para participar da seleção. Os interessados devem acessar o endereço eletrônico siteprouni.mec.gov.br. O resultado da primeira chamada sai no dia 2 de julho. Roberta Lopes, para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Estudantes que contrataram o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, e estão com atraso no pagamento das parcelas, vão poder renegociar as dívidas com a Caixa a partir de agosto deste ano.

 

Alessandra: Segundo o Ministério da Educação, a medida vai dar sustentabilidade ao Fundo Estudantil, que atualmente tem 2,7 milhões de contratos e mais de 450 mil alunos inadimplentes.

 

Nasi: Atualmente, o débito dos estudantes com o Fies é de R$ 10 bilhões.

 

Alessandra: Para o ministro da Educação, Rossieli Soares, a medida vai ajudar os estudantes com dívidas a regularizar a situação e até a conseguir outras modalidades de financiamento bancário.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Para permitir que os alunos brasileiros que, eventualmente, tenham tido dificuldade de pagar, possam retomar o crédito, possam sentar e negociar com as instituições financeiras, que vai beneficiar especialmente o aluno, para que ele se recoloque, inclusive como possibilidade de buscar outros financiamentos, como habitacional.

 

Nasi: A lei que permite a renegociação de dívidas do Fies também vai beneficiar mais de 820 mil estudantes que estão na fase de amortização e que ainda vão começar a pagar o financiamento.

 

"O balão vai subindo, vem caindo a garoa, o céu é tão lindo, a noite é tão boa".

 

Alessandra: É junho! Mês de fogueira, de forró e de baião.

 

Nasi: Para quem está no Norte, no Amazonas, tem Festival de Parintins e Boi Garantido. No Centro-Oeste tem Noite Pantaneira e o maior São João do Cerrado, aqui mesmo, no Distrito Federal.

 

Alessandra: No Sul, tem São João em Itaperiú, Santa Catarina, e no Nordeste tem também em Santo Amaro, na Bahia. E faltou Nordeste, mas lá também tem festa, não tem?

 

Nasi: Tem, sim senhor. E para saber onde, basta acessar o mapa de festejos juninos do Ministério do Turismo, como conta para a gente a repórter Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: Assim que chega o mês de junho no Brasil, é fácil achar bandeirolas enfeitando casas e ruas, por todos os lugares. É o mês das festas juninas. Além da decoração, tem muito forró, comidas típicas e há quem se dedique o ano inteiro só para dançar, como Rafael Pereira, que coordena um grupo de dança profissional em Campina Grande, na Paraíba, a Quadrilha Moleca Sem-Vergonha.

 

Dançarino - Rafael Pereira: Terminou um São João, a gente começa já a preparar o outro, do próximo ano. A gente começa a pensar num tema, para quando for em janeiro do ano, a gente lança o tema e começa os ensaios. Aí é janeiro, fevereiro, março, abril e maio ensaiando, para em junho começar as competições.

 

Repórter Raquel Mariano: E quem gosta muito dessas comemorações pode acompanhar as festas pelo mapa dos festejos juninos que o Ministério do Turismo lançou. São 140 festas que ocorrem de Norte a Sul do país. Tem arraiais tão grandes que até disputam o título de melhor festa, como em Campina Grande, na Paraíba. O dançarino Rafael Pereira garante que a festa junina faz jus ao nome do evento: 'O maior São João do mundo'. A expectativa, nesse ano, é superar o número de visitantes do ano passado, 2,5 milhões de pessoas em 30 dias de festejo.

 

Dançarino - Rafael Pereira: A gente fica muito, muito empolgado, que chegue junho. A gente conta junho como se uma noiva conta o dia do casamento, para começar a se divertir, a festejar.

 

Repórter Raquel Mariano: Outra festa tradicional é o São João de Caruaru, em Pernambuco. Durante 30 dias, Caruaru também quer superar o ano anterior, quando recebeu 2 milhões de pessoas. E lá teve gente que viajou de longe só para curtir o forró pernambucano, como o biólogo Rodrigo Faria, do Rio de Janeiro.

 

Biólogo - Rodrigo Faria: Minha primeira vez, estou achando ótimo, excelente. Era o que eu esperava mesmo, o Carnaval que eu via na televisão. Muito bom isso aqui.

 

Repórter Raquel Mariano: Em Aracaju, capital de Sergipe, também tem festa boa. Ano passado, por falta de verba, o arraial não aconteceu. Mas, este ano, está garantido. O Ministério da Cultura ajudou com R$ 4 milhões, e mais 41 municípios sergipanos receberam R$ 12 milhões para fazer a festa. Um dos organizadores do evento, o secretário de Comunicação da Prefeitura, Luciano Correia, faz o convite.

 

Secretário de Comunicação - Luciano Correia: Alô, Brasil. Eu queria convidar a todos vocês para conhecer Aracaju e conhecer o Forrocaju, que é a nossa festa junina. Com arraiais, também com forró, em 16 bairros de Aracaju. Até o dia 30, Aracaju é a capital brasileira do forró.

 

Repórter Raquel Mariano: O Ministério do Turismo abre chamadas públicas para dar apoio às festas juninas pelo Brasil. Este ano, já foi fechado, mas para o ano que vem tem mais. É o que afirma o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: A média de recursos é em torno de R$ 200 mil, R$ 300 mil, para apoiar esses eventos, quando eles não são de fins lucrativos, estão naquela fase ainda de fazer o crescimento, desenvolvimento, então recebem este apoio. E esses grandes eventos, que já cobram ingresso, que já são sustentáveis, então eles estão aí no mercado. E essa é a ideia, não é? Fomentar o início, para que cresça e, depois que cresce, o próprio evento passa a dar lucro, passa a dar retorno.

 

Repórter Raquel Mariano: E a programação das festas juninas pelo país está no site do Ministério do Turismo, no endereço turismo.gov.br. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Alessandra: A Polícia Federal realizou hoje a Operação Laço de Família, com a finalidade de combater os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

 

Nasi: O alvo da operação é uma organização criminosa que atuava remetendo carregamentos de droga a partir da região de fronteira, para várias regiões do Brasil.

 

Alessandra: Os carregamentos eram geralmente escondidos em caminhões e carretas com cargas aparentemente lícitas.

 

Nasi: A Justiça Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, expediu contra a organização criminosa 20 mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

 

Alessandra: E foi decretado o sequestro geral de todos os bens de 38 investigados.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".