25 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Brasileiros vão viver mais nos próximos anos. E número de idosos vai superar o de crianças. Um retrato do futuro da população foi divulgado pelo IBGE. Presidente Michel Temer está na África do Sul, onde participa de mais uma reunião do Brics. Internet rápida chega a mais 2 escolas no Piauí. Conexão é feita por satélite brasileiro e também vai chegar a outras 7 mil até o final do ano. Hoje é o dia do Agricultor Familiar. E vamos falar dos incentivos a esses produtores tão importantes para a economia e o sustento dos brasileiros.

audio/mpeg VOZ250718.mp3 — 45130 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 25 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Brasileiros vão viver mais nos próximos anos.

 

Nasi: O número de idosos vai superar o de crianças.

 

Gabriela: Um retrato do futuro da população foi divulgado hoje, pelo IBGE. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Hoje somos 208 milhões de brasileiros e a população vai seguir crescendo até 2047, quando deve atingir um pouco de 233 milhões de pessoas.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer está na África do Sul, onde participa de mais uma reunião do Brics. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O desafio de aplicar tecnologias avançadas e garantir que os trabalhadores não sejam excluídos no processo é um dos temas que vão ser discutidos no Brasil, Rússia Índia, China e África do Sul.

 

Nasi: Internet rápida chega a mais duas escolas no Piauí.

 

Gabriela: Conexão é feita por satélite brasileiro e também vai chegar a outras 7 mil até o final do ano.

 

Nasi: Hoje é o Dia do Agricultor Familiar.

 

Gabriela: E vamos falar dos incentivos a esses produtores tão importantes para a economia e o sustento dos brasileiros.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil. Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O Programa Internet Para Todos começa a avançar pelo país.

 

Gabriela: Depois de Pacaraima, em Roraima, hoje foi a vez do município de União, no Piauí, receber a internet de banda larga.

 

Nasi: Duas escolas municipais receberam as primeiras antenas, e, até o fim deste ano, 7 mil escolas públicas de todo país devem ser atendidas.

 

Gabriela: O sinal vem do satélite geoestacionário brasileiro, que vai fornecer internet de qualidade para milhares de municípios.

 

Nasi: O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, destacou que a cada mês centenas de municípios terão acesso à internet.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: A partir de agora todos os municípios terão condições de receber esse benefício. Esse programa, como eu tenho dito, vai beneficiar aproximadamente 53 milhões de brasileiros, serão centenas de municípios por mês, e, em breve, vão conquistar esse benefício, levando internet para as escolas públicas, para os equipamentos públicos de saúde, para as comunidades indígenas, para as áreas rurais.

 

Gabriela: Reginaldo Costa é diretor de uma das escolas que receberam a internet no município de União.

Nasi: Segundo ele, o serviço é muito aguardado pela comunidade. Que tem dificuldades de comunicação por ser uma área rural.

 

Diretor de escola - Reginaldo Costa: Olha, ajuda bastante, assim, na questão de a comunicação mesmo, porque lá é zona rural e a gente usa telefone numa antenazinha rural, às vezes para a comunicação. E a gente tendo acesso à internet vai facilitar melhor a comunicação.

 

Gabriela: A população brasileira está crescendo e vivendo mais.

 

Nasi: E as mulheres estão tendo filhos mais tarde e em menor número.

 

Gabriela: Essa tendência vai levar ao envelhecimento, uma situação que representa um desafio.

 

Nasi: Isso porque com mais idosos haverá menos gente em idade de trabalhar para produzir.

 

Repórter João Pedro Neto: Hoje somos 208 milhões de brasileiros e a população vai seguir crescendo até 2047, quando deve atingir um pico de 233 milhões de pessoas. Os dados são um estudo de do Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística, o IBGE. O pequeno Miguel nasceu há dois dias em Brasília, e, para a mãe, a dona de casa Érica Felix de Souza, hoje em dia as condições de vida são melhores.

 

Dona de casa - Érica Felix de Souza: As condições estão melhores, eles vão ter mais coisas melhores do que a gente antigamente, né?

 

Repórter João Pedro Neto: Mas, segundo o IBGE, a partir de 2048, a população deve começar a diminuir gradualmente. Além disso, os brasileiros estão vivendo mais. Hoje, a expectativa de vida ao nascer é de pouco mais de 76 anos. Em 2010 estava abaixo dos 74, e, por volta de 2042 deve chegar aos 80 anos. O aposentado Mário Lucio Moreira já ultrapassou essa marca, chegou aos 83 anos com muita disposição.

 

Aposentado - Mário Lucio Moreira: Menino, eu sou de 35, estou com 83 anos. Se precisar eu pego no batente tranquilo.

 

Repórter João Pedro Neto: Até 2040 o número de idosos no país deve ultrapassar o de crianças e de adolescentes com menos de 15 anos. A estimativa do IBGE é que em 2060 um é cada quatro brasileiros tenha 65 anos ou mais. A pesquisadora do instituto, Leila Ervatti, diz que os dados ajudam a planejar ações para uma nova realidade.

 

Pesquisadora do IBGE - Leila Ervatti: Os impactos de uma redução de população a longo prazo é você ter menos pessoas em idade reprodutiva, e isso acontece em alguns países da Europa, que já têm taxas de fecundidade muito baixas, eles até oferecem subsídios para que as pessoas tenham filhos, pensando na população que vai sustentar as crianças e os idosos.

 

Repórter João Pedro Neto: Com os brasileiros vivendo mais e as mulheres tendo menos filhos, e dando à luz mais tarde, a proporção de idosos na população vai aumentar. O mestre em sociologia, professor Amarildo Baesso, diz que o Brasil tem passado por esse processo de envelhecimento muito rapidamente. Segundo ele, entre as causas estão a melhoria na educação e na saúde, e essa mudança no perfil na população tem vários impactos para o país.

 

Mestre em sociologia - Amarildo Baesso: Vai ter menos gente na idade em trabalhar para produzir o sustento para manter uma população que vai ser maior, segundo no sistema de Previdência Social, que é uma decorrência do mercado de trabalho.

 

Repórter João Pedro Neto: O estudo do IBGE mostra ainda que o Brasil tem atualmente quase 161 milhões de pessoas com 16 anos ou mais, que seriam eleitores potenciais neste ano, um aumento de 2,5% em relação ao 2016. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: O Presidente Michel Temer já está em Joanesburgo, na África do Sul, onde acontece a 10ª Cúpula do Brics.

 

Nasi: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estão reunidos para discutir o futuro.

 

Gabriela: Dessa vez o bloco incluiu nos debates os desafios para incentivar a modernização da indústria e garantir que os trabalhadores substituídos por máquinas não sejam excluídos dos processos de produção.

 

Repórter Pablo Mundim: A primeira Revolução Industrial aconteceu em meados do século XVIII, com motores a vapor e hidráulicos. Cerca de cem anos depois vieram os motores elétricos. A partir dos anos 1960 os computadores começaram a transformar as indústrias e tudo o que conhecemos. A quarta revolução, chamada de Indústria 4.0, ainda está nos primeiros estágios. O diretor de operações do Senai, Gustavo Leal, explica o que caracteriza esse novo processo produtivo.

 

Diretor de operações do Senai - Gustavo Leal: A Indústria 4.0 nada mais é do que a utilização de tecnologias digitais na forma de produzir os produtos. Isso tem uma enorme capacidade de aumentar a produtividade da indústria brasileira.

 

Repórter Pablo Mundim: Tecnologia que já está no Brasil. Uma empresa de Rio de Janeiro, por exemplo, desenvolveu um robô para inspecionar caldeiras industriais, que trabalham com alta temperatura. Segundo um dos donos da empresa, Sandro Barros, além de gerar mais segurança, o robô consegue vencer obstáculos com maior facilidade.

 

Empresário - Sandro Barros: O objetivo do robô é escalar os tubos da caldeira e tirar fotos, e filmar. Esse procedimento hoje, ele é realizado por quatro alpinistas industriais e o robô faz o mesmo trabalho na metade do tempo. Então, a gente reduz o tempo de parada do equipamento e trabalha com a questão da segurança.

 

Repórter Pablo Mundim: Inovações tecnológicas como essa vão exigir conhecimento e aperfeiçoamento dos trabalhadores. Mas podem também acabar eliminando postos de trabalho. O desafio de aplicar à produção tecnologias avançadas e garantir que os trabalhadores não sejam excluídos no processo é um dos temas que vão ser discutidos em Joanesburgo durante a 10ª Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, como explica a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Yana Dumaresq.

 

Secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Yana Dumaresq: Como nós podemos fazer para que a quarta Revolução Industrial traga todos os seus benefícios, mas que a gente consiga incluir também os menos favorecidos nesse movimento? A gente precisa treinar os nossos trabalhadores para saberem coexistir com a automação e com o trabalho mais qualificado.

 

Repórter Pablo Mundim: A 10ª Cúpula do Brics também vai discutir temas como saúde e a cooperação para a manutenção da paz. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E em entrevista exclusiva para a Voz do Brasil, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, que está na comitiva brasileira que participa da cúpula, explicou como o bloco pode apoiar essa modernização aumentando a produção e competitividade.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge: No Brasil nós já tivemos a oportunidade de lançar a agenda brasileira para a Indústria 4.0 durante a edição do Fórum Econômico Mundial em São Paulo, e estamos avançando com essa agenda, com financiabilidade, com editais, com uma série de orientações, mas também de direcionamento que o governo brasileiro tem dado para que possamos modernizar a nossa indústria. E temos colocado aqui no Brics a necessidade de o Banco dos Brics também financiar a Indústria 4.0. Então, é importante que nós possamos focar na modernidade, no futuro da nossa produção. E, com certeza, é um tema atualíssimo e que merece toda a atenção dos países que compõem o bloco.

 

Gabriela: E, além do encontro entre os líderes do grupo, a reunião anual do Brics organiza uma série de outras atividades.

 

Nasi: Hoje de manhã foi realizado um painel sobre comércio e investimentos nos países do grupo.

 

Gabriela: O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, participou dos debates. Ele falou sobre o Conselho Empresarial do Brics, que foi criado para intensificar as relações econômicas, comerciais e investimentos entre as comunidades empresariais dos países.

 

Nasi: Segundo o ministro Aloysio Nunes Ferreira, o conselho é importante para reunir empresários e promover o entendimento entre setores produtivos de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: É preciso constatar que os investimentos e o próprio comércio entre os países do Brics ainda é muito pequeno, gira em torno de 5% do total dos investimentos e do comércio de cada um dos membros do Brics. Existem responsabilidades que incumbem aos governos, nós, membros dos governos, temos obrigação e o nosso dever para incrementar comércio e investimento entre nós, criarmos regras que sejam garantidoras dos investimentos do comércio. Mas é preciso criar também mecanismo de entendimento e de conhecimento mútuo entre os empresários. Eu penso que este conselho é um mecanismo importante para isso.

 

Gabriela: Eles são mais de 4 milhões em todo o país.

 

Nasi: E têm a responsabilidade de produzir 70% de toda a comida que chega na mesa dos brasileiros.

 

Gabriela: Ainda nesta edição você vai ouvir a primeira de uma série de reportagens especiais sobre os agricultores familiares. É daqui a pouco. Não saía daí.

 

Nasi: O governo vai conceder à iniciativa privada seis distribuidoras de energia nas regiões Norte e Nordeste.

 

Gabriela: A expectativa é com que, com as concessões, será possível ampliar investimentos e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

 

Nasi: E o primeiro dos leilões ocorre amanhã, é o da Cepisa, a Companhia Energética do Piauí.

 

Gabriela: Vence quem oferecer o menor preço na conta de luz para o consumidor.

 

Repórter Paulo La Salvia: Atualmente as seis distribuidoras previstas para serem leiloadas estão sob a administração da Eletrobras. A meta é conceder o serviço de distribuição de energia e o patrimônio para empresas privadas, isso por dois emotivos, as seis companhias, acumulam prejuízos. No ano passado foram de R$ 4,5 bilhões. E não estão cumprindo metas de qualidade estabelecidas pela Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, como agilidade em casos de interrupção de energia. A primeira distribuidora a ser privatizada é a Cepisa, a Companhia Energética do Piauí, prevista para esta quinta na Bolsa de Valores de São Paulo. A Cepisa leva energia para casa de mais de 1 milhão de habitantes de 224 municípios piauienses. Vence o leilão o grupo econômico que oferecer o menor custo de energia para o consumidor. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, antecipa os impactos do leilão para a população.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Ronaldo Fonseca: Nesse leilão de amanhã vai estar designado um aporte no capital da empresa, um aumento do capital de capital de R$ 720 milhões, isso já buscando o quê? Uma melhor qualidade no serviço prestado ao usuário, né? Então, é óbvio que quem tem que sair ganhando nisto é o usuário, é a população.

 

Repórter Paulo La Salvia: O leilão de outras quatro distribuidoras da Eletrobras está marcado para 30 de agosto, elas estão localizadas nos estados de Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas. Já o leilão da Companhia Enérgica de Alagoas está suspenso pela justiça. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Muitos venezuelanos que entram no Brasil pelo Norte fugindo na crise do país deles estão sendo transferidos para outras regiões.

 

Gabriela: É a chamada interiorização, que está sendo organizada pelo governo brasileiro em parceria com outras organizações.

 

Nasi: Mais de 800 venezuelanos já foram levados voluntariamente a cidades do Sudeste e Centro-Oeste. E nós aqui na Voz do Brasil estamos sempre acompanhando.

 

Gabriela: Hoje nós fomos conversar com alguns venezuelanos que chegaram esta semana em Brasília, e saber como está sendo a recepção.

 

Repórter Pablo Mundim: Eles vieram para o Brasil na esperança de uma vida melhor. Ao todo, são proximamente 40 mil venezuelanos no país. Boa parte deles estão em abrigos na capital de Roraima, em Boa Vista. Aos poucos, voluntariamente, eles estão mudando para outras cidades, processo conhecido como interiorização, que tem o acompanhamento do governo e da Organização das Nações Unidas. Em Brasília, por exemplo, 50 venezuelanos desembarcaram nesta terça-feira. É o caso do Emerson Corsija. Com a esposa e os dois filhos, de três e 15 anos, ele conta que já chegou a dormir nas ruas de Boa Vista, mas que agora, na capital federal, uma espera um recomeço.

 

Entrevistado - Emerson Corsija: Uma oportunidade de emprego para resolver minha vida e da minha esposa. É a única coisa que eu quero.

 

Repórter Pablo Mundim: O trabalho é feito em parceria com organizações sociais. Em Brasília os venezuelanos foram acolhidos pelas Aldeias Infantis SOS, uma associação sem fins lucrativos. O subgestor nacional da associação, Sérgio Marques, explica que as famílias terão todo o apoio para terem acesso a serviços públicos, como educação e saúde, além de assistência aos adultos para conseguirem uma vaga no mercado de trabalho.

 

Subgestor Aldeias Infantis SOS - Sérgio Marques: Nós temos um núcleo de assistência social dentro do projeto, que vai estar atendendo a essas famílias e vai estar fazendo todos os encaminhamentos, também temos outros técnicos trabalhando as oficinas, que vão ser feitas com eles, de língua portuguesa, para que eles tenham um acesso mais rápido ao idioma, de geração de renda, de informações sobre a cidade da qual agora eles vão fazer parte.

 

Repórter Pablo Mundim: Além de Brasília, também receberam venezuelanos os estados de Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. Todos os venezuelanos de que participam voluntariamente do processo de interiorização foram registrados e imunizados, e os adultos receberam carteira de trabalho e CPF. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E o Ministério do Trabalho ampliou as ações de combate ao trabalho escravo, violação de direitos trabalhistas em Roraima.

 

Gabriela: O estado é a principal porta de entrada dos venezuelanos que chegam ao Brasil.

 

Nasi: Nas quatro operações realizadas no estado neste ano, foram resgatados 15 trabalhadores em condições análogas à escravidão, 12 deles são venezuelanos.

 

Gabriela: Também foram encontrados 69 trabalhadores sem registro em carteira. A maioria também imigrantes.

 

Nasi: Hoje é o Dia Internacional do Agricultor Familiar.

 

Gabriela: E nesta semana se completa 12 anos da Lei da Agricultura Familiar.

 

Nasi: E para lembrar estas datas, a Voz do Brasil produziu uma série de reportagens.

 

Gabriela: Na primeira delas vamos mostrar como o governo apoia mais de 4 milhões de agricultores com políticas públicas, como acesso a financiamentos.

 

Repórter Raquel Mariano: Café, arroz, feijão, mandioca, hortaliças, você já parou para pensar de onde vêm esses alimentos que estão em nossa mesa? Setenta por cento do que comemos todos os dias vem da agricultura familiar. E não é só isso, a agricultura familiar também é muito importante para a economia, como explica o secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac.

 

Secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - Jefferson Coriteac: A agricultura familiar alimenta o Brasil, e alimenta não só no sentido literário de comida, mas alimenta a economia, alimenta gênero, fomenta empregos, fomenta renda, enfim, é uma... a agricultura familiar tem que ter reconhecida como uma base de sustentação da economia do país.

 

Repórter Raquel Mariano: O agricultor José Fernando de Melo, possui uma pequena propriedade em Chã Grande, Pernambuco, ele faz parte da terceira geração da família que trabalha com agricultura. E é do sustento do campo que José Fernando encontra satisfação no trabalho e na vida.

 

Agricultor - José Fernando de Melo: Eu acho que oferece tudo de bom para as pessoas que pensam em viver tranquilo, mas sossegado, porque não tem melhor do que isso.

 

Repórter Raquel Mariano: José Fernando é um dos 4 milhões de agricultores familiares que existem no Brasil. E deste a criação da Lei da Agricultura Familiar, em 2006, ele teve acesso a programas de financiamento, que garantiram que José Fernando pudesse continuar no campo.

 

Agricultor - José Fernando de Melo: Um dinheiro para você comprar um bezerro, tá entendendo? Aí você compra o bezerro, aí pronto. Aí tirou o dinheiro para comprar dois bezerros, aí compramos dois bezerros. Aí, com dois anos, aí a gente vendeu, aí aumentou mais para quatro, vendeu os dois e comprou quatro, e assim foi indo.

 

Repórter Raquel Mariano: Segundo o secretário, Jefferson Coriteac, neste ano estão disponíveis para os pequenos agricultores R$ 31 bilhões para financiamento pelo Plano Safra.

 

Secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - Jefferson Coriteac: R$ 31 bilhões vão ser destinados para que esses agricultores possam buscar esse dinheiro a juros baixos, acessíveis a qualquer agricultor, tomar esse empréstimo, melhorar a sua renda, melhorar a sua produção, melhorar a sua área.

 

Repórter Raquel Mariano: O Plano Safra é um conjunto de 15 políticas públicas que visam fortalecer a agricultura familiar. Os juros oferecidos vão 0,5% a 4,5% ao ano. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: Você já ouviu falar em Bancos de Alimentos?

 

Gabriela: São locais que recebam alimentos ou trabalham com ações para evitar o desperdício. Tudo o que conseguem captar se transforma em comida na mesa de quem mais precisa.

 

Nasi: Pois é, em todo país 218 unidades funcionam e realizam esse trabalho. No ano passado, esses locais receberam 59 mil toneladas de alimentos que atenderam quase 6 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

 

Gabriela: E para fortalecer esses bancos, estados e municípios podem enviar propostas para receber recursos do Ministério do Desenvolvimento Social.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O dinheiro pode ser usado na realização de obras e serviços e de engenharia, aquisição de câmaras frigoríficas, caminhões e equipamento para o beneficiamento dos alimentos e materiais educativos e de propaganda do banco. A rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul, por exemplo, já enviou a sua proposta. O presidente da entidade, Paulo Renê Bernhard, conta como serão aplicados os recursos.

 

Presidente de Banco de Alimentos - Paulo Renê Bernhard: Em refrigeração, é extremamente necessário nos veículos porque essa equação do Banco de Alimentos se complementa a partir da logística, então, é preciso de veículos. Todos os equipamentos necessários para que a segurança alimentar seja preservada.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Ao todo, o edital prevê R$ 4 milhões de investimentos para a melhoria dos Bancos de Alimentos em todo o país. Essas entidades têm a função de garantir alimentação saudável para as populações de baixa de renda. A diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social, Patrícia Gentil, dá mais informações.

 

Diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar - Patrícia Gentil: Os bancos, eles têm como objetivo diminuir o desperdício de alimentos no país, porque eles recebem doações de produtos de supermercados, de indústrias alimentícias e fazem a doação para entidades socioassistenciais, que acompanham famílias vulneráveis, ou também os bancos participam do Programa de Aquisição de Alimentos, que é um programa que compra alimentos da agricultura familiar e também tem como objetivo fazer a doação para entidades socioassistenciais.

 

Repórter Roberto Rodrigues: Os estados e municípios interessados em participar do edital de seleção pública para modernização dos Bancos de Alimentos do país têm até o dia 30 de julho para enviarem suas propostas pelo Portal dos Convênios, Siconv, do Ministério do Desenvolvimento Social. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Nasi: E atenção produtores de todo o país, a Campainha Nacional de Abastecimento, a Conab, vai realizar no dia 8 de agosto uma série de leilões para a compra alimentos.

 

Gabriela: Vão ser adquiridas 700 toneladas de produtos para compor cestas de alimentos que vão ser destinadas a comunidades carentes.

 

Nasi: Entre os produtos a serem adquiridos estão feijão, fubá, farinha de mandioca e de trigo, açúcar, óleo, leite e macarrão.

 

Gabriela: Essa ação atende o programa do Ministério do Desenvolvimento Social, que destina alimentos a populações em situação de insegurança alimentar em assentamentos, comunidades quilombolas e indígenas.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".