26 de janeiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Números indicam retomada do crescimento no Brasil. Nível de emprego fica estável em 2017, depois de fortes quedas nos 2 anos anteriores. E arrecadação do governo cresce depois de 3 anos. Mais facilidade na hora de rastrear aquela compra feita pela internet. Bandeira verde na conta de luz continua em fevereiro, ou seja, sem custo adicional para os consumidores.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 26/01/2018

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil, as notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 26 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Números indicam retomada do crescimento no Brasil.

 

Gabriela: Nível de emprego fica estável em 2017, depois de fortes quedas nos dois anos anteriores. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: No país, o saldo foi positivo praticamente o ano inteiro, só o mês de dezembro apresentou dados negativos.

 

Nasi: E a arrecadação do governo cresce depois de três anos. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Entre os fatores citados pelo governo para a alta de arrecadação estão o retorno da atividade econômica, o aumento da produção industrial, das vendas de bens e serviços, das importações e da massa salarial.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Mais facilidade na hora do rastrear aquela compra feita pela internet. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Os Correios lançaram um novo sistema que usa o CPF para acompanhar a entrega do produto.

 

Gabriela: Bandeira verde na conta de luz continua em fevereiro, ou seja, sem custo adicional para os consumidores.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: O desemprego no país teve uma trajetória de queda no ano passado.

 

Gabriela: O ano terminou com 20 mil postos de trabalho encerrados, enquanto, em 2017, esse número chegou a 1,3 milhão.

 

Nasi: Com a recuperação da economia, a expectativa para este ano é de um saldo positivo na criação de empregos.

 

Repórter Márcia Fernandes: A vendedora Jéssica Oliveira ficou três meses desempregada no ano passado. A situação mudou em dezembro, quando ela foi contratada para trabalhar em uma loja de camisas. Jéssica conta que ficou preocupada durante todo o tempo que esteve fora do mercado de trabalho.

 

Vendedora - Jéssica Oliveira: Você fala assim: Nossa, está em crise, final de ano ninguém vai contratar. Meu Deus, o que é que eu faço? Mas, graças a Deus, deu tudo certo, consegui aqui, a empresa acreditou, e aí eu estou aqui até hoje efetivada, agora já efetivada.

 

Repórter Márcia Fernandes: Jéssica é uma das 40 mil pessoas que foram contratadas para trabalhar no comércio em 2017. O setor foi o que mais empregou no ano passado, seguido pela agropecuária, que gerou mais de 37 mil empregos. Os dados são do Cadastro Geral Empregados e Desempregados, o Caged, do Ministério do Trabalho. O estudo mostra que 20 mil postos de trabalho foram fechados em 2017, um número muito menor do que em 2016, quando 1,3 milhão de empregos deixaram de existir. No país, o saldo foi positivo praticamente o ano inteiro, só o mês de dezembro apresentou dados negativos, com 328 mil dispensas, como explica o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães.

 

Coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho - Mário Magalhães: O resultado do saldo de emprego de dezembro veio dentro das estimativas. Os 328 mil postos de trabalhos a menos já era esperado. Esse resultado, do ponto de vista estatístico, do ponto de vista analítico, ele significa uma estabilidade do emprego.

 

Repórter Márcia Fernandes: Desde que as novas regras trabalhistas entraram em vigor, em novembro do ano passado, o Caged registrou quase 3 mil contratos de trabalho intermitente. Segundo o coordenador do Ministério do Trabalho, a expectativa é que as novas leis ajudem ainda mais na diminuição do desemprego.

 

Coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho - Mário Magalhães: A expectativa de governo é que a flexibilização das normas trabalhistas favorecerão o número de contratações.

 

Repórter Márcia Fernandes: Em relação aos postos de trabalho, os números cresceram em 15 unidades da Federação. Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais foram os estados que mais criaram novos empregos. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: E a volta da geração de empregos e outros indicadores, como o aumento da produção da indústria e nas vendas do comércio, demonstram a retomada da economia do país.

 

Nasi: E, com o crescimento, o governo também arrecada mais com os impostos gerados por essas atividades.

 

Gabriela: A arrecadação do governo cresceu no ano passado, o que não ocorria desde 2013.

 

Repórter Pablo Mundim: Segundo o balanço da Receita Federal, divulgado nessa sexta-feira, em 2017 o governo arrecadou mais de R$ 1,3 trilhão, uma alta real de 0,6% quando comparado com o ano anterior. O relatório da Receita revela que o crescimento na arrecadação foi resultado de fatores, como a elevação do PIS/Cofins sobre combustíveis, a extensão do benefício de parcelamento de dívidas tributárias com a União, o Refis, a arrecadação por 'royalties' do petróleo, e, principalmente, o retorno da atividade econômica. O aumento da produção industrial, das vendas de bens e serviços, das importações e da massa salarial. Também contribuiu a atuação dos órgãos de cobrança de dívidas, como ressalta o chefe de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias.

 

Chefe de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal - Claudemir Malaquias: Nós temos aí a recuperação da atividade econômica, que já demonstra, a partir do segundo semestre do ano de 2017, uma retomada do ciclo econômico e também o esforço da administração na cobrança das dívidas. Isso refletiu positivamente no resultado da arrecadação.

 

Repórter Pablo Mundim: O chefe de estudos Tributários e Aduaneiros da Receita avalia que esse saldo pode ajudar o governo no cumprimento da meta fiscal, que é a economia que o governo faz para pagar dívidas. Para este ano está previsto um saldo negativo de R$ 159 bilhões. A Receita Federal também divulgou a arrecadação de dezembro de 2017. Foram arrecadados no mês quase R$ 138 bilhões, um crescimento real de cerca de 5% quando comparado a 2016. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E o cenário econômico favorável fez o Brasil fechar o ano passado com o menor déficit em operações financeiras e comerciais com o restante do mundo nos últimos dez anos.

 

Gabriela: Segundo o Banco Central, o saldo entre todas as operações ficou negativo em US$ 9,7 bilhões.

 

Nasi: Em 2016, o saldo foi negativo em US$ 23,5 bilhões.

 

Gabriela: Já o investimento estrangeiro no Brasil chegou a mais de US$ 70 bilhões no ano passado.

 

Nasi: Você sabia que depois de tomar a vacina contra a febre amarela não se pode doar sangue por até um mês?

 

Gabriela: Pois é, e isso somado à baixa doação durante o verão está fazendo os estoques de sangue dos hemocentros caírem até 25%.

 

Nasi: No Rio de Janeiro, quem ainda não se vacinou contra a febre amarela, pode aproveitar para se imunizar e, ao mesmo tempo, ajudar alguém.

 

Gabriela: Uma campanha estimula a doação de sangue. Depois de doar, o voluntário pode receber a vacina.

 

Repórter Carolina Rocha: Para muita gente, verão é época de viajar, relaxar e sair da rotina, mas é também nesse período, entre o Natal e o Carnaval, que cai o número de doadores de sangue, baixando os estoques em até 25%. Neste ano, outro fator complicou o processo das doações de sangue, a febre amarela. No caso do Rio de Janeiro, o aumento do número de vacinações comprometeu a situação do Hemorio. É que, depois de vacinadas, as pessoas ficam incapacitadas para doar sangue por até quatro semanas, como explica o diretor-geral do Hemorio, Dr. Luiz Amorim.

 

Diretor-geral do Hemorio - Dr. Luiz Amorim: Se a pessoa doar sangue nesse período de quatro semanas após ser vacinadas, vai transmitir para quem recebeu o sangue aquele vírus. É um vírus vivo, não vai causar... É um vírus atenuado, embora vivo, não vai causar a doença, mas pode causar febre, pode causar algum tipo de mal-estar. Então há essa recomendação, que as pessoas vacinadas respeitem esse período de quatro semanas sem doar sangue.

 

Repórter Carolina Rocha: Mas para estimular quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a doar sangue, o Hemorio começou uma campanha que vai distribuir doses da vacina. O diretor Luiz Amorim afirma que, depois de doar sangue, o voluntário pode receber a imunização contra a doença.

 

Diretor-geral do Hemorio - Dr. Luiz Amorim: As pessoas, de um lado, têm a sua vida facilitada, porque querem se vacinar, mas também querem doar, vão lá no Hemorio, doam sangue, e lá mesmo, na mesma hora, logo após doar o sangue, se vacinam.

 

Repórter Carolina Rocha: Para a campanha, que vai até a dia 27 de janeiro, o Hemorio reservou 400 doses diárias da vacina contra a febre amarela. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nasi: Pelo segundo mês consecutivo, as contas de luz não vão ter custo adicional.

 

Gabriela: É a bandeira verde. A decisão foi anunciada hoje pela Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica.

 

Nasi: A cor verde indica condições favoráveis de geração de energia, e, assim, ela fica mais barata.

 

Gabriela: Mas a Aneel lembra que, mesmo com bandeira verde, é importante continuar combatendo o desperdício de energia elétrica. 19h09, no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Rastrear as compras feitas pela internet ficou mais simples.

 

Nasi: Correios lançam um novo sistema para acompanhar a entrega de encomendas.

 

Gabriela: Nesta semana, você acompanhou aqui, na Voz do Brasil, uma série de reportagens especiais sobre o trabalho de pesquisadores e militares a bordo do navio Vital de Oliveira, da Marinha.

 

Nasi: Mais de 120 profissionais e tripulantes passaram dois meses em alto-mar realizando pesquisas no Oceano Atlântico.

 

Gabriela: Hoje, na última matéria da série, a repórter Gabriela Noronha, que ficou 12 dias a bordo do navio, narra a emoção da equipe com o trabalho cumprido.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com o passar dos dias e a convivência com a tripulação do navio, percebo que muitos embarcam atraídos pela paixão pelo oceano. Mas, na maior parte do tempo, nem conseguem olhar para ele, isso porque no navio Vital de Oliveira a pesquisa não pode parar. Todos os laboratórios funcionam 24 horas, motivo de orgulho para o comandante Alex Azevedo.

 

Comandante - Alex Azevedo: O navio não para. São cerca de três turnos aqui, justamente para não perder um segundo de pesquisa. Qualquer pessoa que passar nos laboratórios sempre vão ver gente trabalhando em função da pesquisa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além da estrutura tecnológica no dia a dia, percebo que há outro segredo para o sucesso: o navio tem capacidade para 40 cientistas, além dos 90 tripulantes, militares e civis que compartilham uma vida de trabalho pesado longe da família. E é sobre essa rotina que converso com o pesquisador Guilherme Nogueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Guilherme Nogueira: Vem uma série de dificuldades, que é você permanecer num navio, permanecer num ambiente restrito ali, que acaba gerando alguns problemas, mas também é extremamente estimulante você ter esse desafio de vir ao mar com essas condições adversas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Estamos no final da viagem e ela já é considerada um sucesso. Para mim foram 12 dias de aprendizado, mas, ao todo, o Vital de Oliveira ficou 60 dias no oceano. Toda a estrutura e trabalho a bordo já começam a gerar resultados mesmo antes de chegarmos à terra firme. A pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Acir Galo, ressalta a evolução do Projeto Pirata ao longo dos anos.

 

Pesquisadora da Universidade Federal Fluminense - Acir Galo: A gente fez um experimento agora para essa comissão Pirata, nós chegamos a dez metros do fundo, nas comissões, nas estações. Isso é pioneiro no Brasil e a gente cobriu várias lacunas de dados que nós tínhamos dentro dos bancos, dos principais bancos de dados mundiais. Então, isso foi pioneiro para a gente dentro do Projeto Pirata.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quem comemora também é o coordenador do Projeto Pirata, Paulo nobre.

 

Coordenador do Projeto Pirata - Paulo nobre: Esta comissão Pirata ultrapassou amplamente as nossas maiores expectativas. As dificuldades vieram, mas elas foram solucionadas uma a uma de tal forma de que o ganho científico são algo que ainda a minha fala não consegue dimensionar. Nós veremos isso ao longo dos anos na publicação das descobertas decorrentes do fato de nós termos feito pela primeira vez uma tomografia do fundo do oceano.

 

Repórter Gabriela Noronha: Porto do Rio de Janeiro, fim da jornada. Enquanto o Vital de Oliveira faz a manobra de atracação, contemplo a bordo do navio cartões postais, como o Pão de Açúcar. É o fim da linha, mas só para a nossa equipe. Para o Projeto Pirata e a tripulação do Vital de Oliveira este é apenas o começo. Reportagem especial, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Vinte e seis por cento do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foram consumidos pelo fogo no fim do ano passado.

 

Gabriela: Um incêndio que mobilizou mais de 200 bombeiros. Vários zoológicos e parques brasileiros enviaram técnicos para resgatar animais.

 

Nasi: A Força Aérea Brasileira cedeu o avião e o Ministério do Meio Ambiente comandou o trabalho de mais de duas semanas para saudar o cerrado.

 

Gabriela: Agora é hora de reconstrução.

 

Nasi: É, mudas e sementes estão sendo doadas pela Embrapa para serem plantadas no parque, ajudando a recuperar a mata nativa.

 

Repórter Cleide Lopes: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste de Goiás. São mais de 240 mil hectares de cerrado declarados patrimônio natural da humanidade pela Unesco. Caminhadas pelas trilhas e banhos de cachoeira são as principais atividades nas paisagens da chapada. Mas, no final do ano passado, um incêndio devastou 26% da área total desse patrimônio, uma extensão equivalente à metade da cidade do Rio de Janeiro. Mas agora, com a ajuda da Embrapa, a biodiversidade do parque começa a se recuperar. Mudas e sementes de espécies nativas estão sendo plantadas, como explica Leonel Neto, agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Biodiversidade.

 

Agrônomo e pesquisador da Embrapa Biodiversidade - Leonel Neto: É o início de uma parceria que nós vamos ter com o ICMBio para que as mudas que nós produzimos aqui, nós vamos encaminhar para eles fazerem esse trabalho de reflorestamento. Levamos mudas de ipê-roxo, gonçalo-alves, copaíba, jacarandá, caroba, sementes aroeira e sementes de gonçalo, mais ou menos, uns cinco quilos de semente, e outras espécies que nós estamos preparando para levar para o parque.

 

Repórter Cleide Lopes: As mudas doadas pela Embrapa foram plantadas em tubinhos ecológicos sem a necessidade de utilizar plástico. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe há mais de 40 anos em pesquisas com recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos. De acordo com Leonel Neto, no caso das plantas, uma das prioridades é coletar espécies em áreas sujeitas a degradação ambiental, compor o banco genético e devolver aos parques nacionais que precisarem de reflorestamento.

 

Agrônomo e pesquisador da Embrapa Biodiversidade - Leonel Neto: Nós temos aqui estrutura para colocar essas sementes germinar. O estágio em que se encontra uma muda dessa é muito importante, porque a planta aqui já está quase que protegida para crescer normalmente. Quem conhece a região da chapada, é uma região belíssima, né? É um lugar único no mundo.

 

Repórter Cleide Lopes: De acordo com o pesquisador, para recuperar a área do Parque da Chapada dos Veadeiros vão ver necessários ainda cerca de sete anos. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Muitos brasileiros estão preferindo fazer compras e encomendas pela internet.

 

Nasi: Só no ano passado, os Correios movimentaram 270 milhões de encomendas.

 

Gabriela: E agora rastrear se a sua encomenda já está a caminho ficou bem mais fácil.

 

Nasi: Basta fazer um cadastro na página dos Correios e fornecer o número do CPF.

 

Repórter Luana Karen: Livro, perfume, roupa, eletroeletrônicos e até sofá e geladeira. A jornalista Lu Alves costuma comprar mais na internet do que em lojas físicas. Na hora de acompanhar por onde anda a encomenda, chega a se perder nos vários códigos de rastreamento.

 

Jornalista - Lu Alves: Para você acompanhar, tem um código que a loja te dá, é um número um pouquinho grande, às vezes você não anota, você não decora, aí verifico, aí vou lá. Então, você tem que ficar indo e voltando, né?

 

Repórter Luana Karen: A partir de agora, rastrear uma encomenda não vai ter mais problema. Os Correios lançaram um novo sistema que usa o CPF para acompanhar a entrega do produto. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, explica que para associar o objeto ao CPF basta que o cliente informe o número do documento dele e de quem vai receber a encomenda durante o atendimento na agência.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: É só acessar o site dos Correios e fazer o seu cadastro, o cadastro prévio, onde você coloca seus dados básicos. Depois disso, para cada transação, com o seu cadastro já feito, a qualquer momento, em qualquer lugar, computador, tablet ou smartphone, pode fazer a consulta e saber como é que está a sua vida com os seus objetos trafegando pelos Correios.

 

Repórter Luana Karen: E tem mais novidade: agora os clientes devem anexar a nota fiscal da encomenda no lado de fora da embalagem, ou fazer uma declaração de conteúdo, disponível na agência dos Correios, indicando o valor do que está sendo enviado. Segundo Guilherme Campos, dos Correios, a medida cumpre uma exigência dos fiscos estaduais.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: Existe uma obrigatoriedade de todas as empresas que transportam encomendas, transportam produtos de transações comerciais, a necessidade do documento fiscal.

 

Repórter Luana Karen: Para cadastrar o CPF no sistema dos Correios, basta acessar a página da empresa na internet, em correios.com.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Responde aí, você guarda aquelas moedas que ganha de troco no cofrinho? Junta bastante para poder comprar algo de maior valor?

 

Nasi: Pois é, mas moeda guardada é prejuízo para os comerciantes, para os cofres públicos e também para o cidadão, que paga pega produção de novas moedas.

 

Gabriela: Atualmente, mais de 8 bilhões de moedas estão fora de circulação e fazendo falta no mercado, como conta a repórter Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: Juntar moedas faz parte da vida do assessor de comunicação, Santiago Cavalcanti. Ele se lembra de ter um cofrinho já na infância. Cresceu e a brincadeira virou hábito. Ele guarda e quando tem um número significativo de moedas procura um lugar para trocar. Santiago garante que a economia vale a pena.

 

Assessor de comunicação - Santiago Cavalcanti: Eu espero juntar uma quantia, é até uma forma de você poupar dinheiro de uma forma diferente, mais simples, vamos dizer assim, são as moedas que você nem aproveita no final das contas. E elas vão virando um dinheiro bom, elas acabam virando R$ 100,00, R$ 200,00, R$ 300,00, até R$ 400,00 eu já consegui.

 

Repórter Raíssa Lopes: Colocar essas moedas de volta em circulação ajuda a economia. Segundo o Banco Central, foram emitidas quase 25 bilhões de moedas desde 1994, quando o Real começou a operar. Mas cerca de 35% delas ou R$ 1,4 bilhão estão fora de circulação, guardadas em cofrinhos ou gavetas, isso gera dificuldade de troco no comércio e aumenta o gasto público para produzir novas moedas, como conta o chefe de Subunidade do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, Sérgio de Castro.

 

Chefe de Subunidade do Departamento do Meio Circulante do Banco Central - Sérgio de Castro: Mas, principalmente no interior, a gente vê, pelas reclamações que chegam ao Banco Central, como falta, essa falta de moeda afeta a vida das pessoas. A circulação é justamente para evitar que o Banco Central - é justamente para atender a população - gaste mais dinheiro para fabricar dinheiro, fabricar novas moedas.

 

Repórter Raíssa Lopes: Para resolver o problema da falta de troco, uma rede de supermercados do Distrito Federal criou há dois anos uma campanha que incentiva a troca das moedas. A cada R$ 150,00 em moedas, o cliente ganha uma caixa de chocolates. Com isso, são feitas, em média, 30 operações por dia, o que representa mais de R$ 4.500,00 em moedas para os caixas do supermercado, como conta o gerente Antônio Costa.

 

Gerente - Antônio Costa: Começamos a sentir a dificuldade de moedas e o nosso financeiro resolveu criar essa campanha. Tem, inclusive, minimizado grande parte dos nossos problemas. Hoje, nós achamos que a nossa principal fonte de moedas na loja é a moeda trazida por essa demanda aí. Hoje, a gente recupera, aproximadamente, de R$ 4 mil a R$ 6 mil por dia em moedas, o que é muito significativo para a operação da loja.

 

Repórter Raíssa Lopes: Em 2017, foram produzidas 670 milhões de moedas. Para este ano, a previsão é que outras 423 milhões sejam fabricadas, segundo dados do Banco Central. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Gabriela: 19h21, no horário brasileiro do verão.

 

Nasi: Garantir o acesso a mais de 20 programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, tarifa social de energia elétrica e o Bolsa-Família.

 

Gabriela: Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social está convocando quem recebe o BPC, Benefício de Prestação Continuada, a se inscrever no Cadastro Único.

 

Nasi: Com o BPC, idosos e pessoas com deficiência de baixa renda têm direito a receber um salário mínimo por mês do governo.

 

Repórter André Luiz Gomes: Até o início deste ano, cerca de 2,1 milhões de beneficiários ainda não tinham sido cadastrados. O secretário executivo do órgão, Alberto Beltrame, destaca que a ação é importante para a melhoria da gestão dos benefícios, ao mesmo tempo que amplia o acesso das famílias pobres às políticas sociais.

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Além de obrigatório, existem dois grandes benefícios no cadastro. O primeiro deles é para o ministério, para o governo conhecer melhor as pessoas que fazem parte desse benefício, ter informações sobre a forma de vida, de residência, renda, uma série de informações. Além disso, tem um benefício muito grande para o beneficiário também, que é a possibilidade de acessar outros programas sociais do governo que estão vinculados ao Cadastro Único.

 

Repórter André Luiz Gomes: Os idosos acima de 65 anos e as pessoas com deficiência que recebem o benefício devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social, os Cras, ou a Secretaria de Assistência Social do município. Caso o beneficiário tenha alguma dificuldade de deslocamento, a inscrição pode ser feita pelo responsável familiar, que deve levar o CPF de todas as pessoas que moram com o beneficiário, e outros documentos pessoais, como RG e comprovante de residência. Atualmente, mais de 4,5 milhões de pessoas recebem o BPC em todo o país. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Gabriela: Uma rede de apoio para mulheres grávidas ou com filhos pequenos presas de forma provisória ou que cumprem pena em regime especial.

 

Nasi: O Projeto Mulheres Livres, do Ministério da Justiça, quer oferecer assistência jurídica e treinamento profissional para tirar as detentas dos presídios com condições de se tornarem economicamente independentes.

 

Gabriela: No Paraná, o projeto começou um mês atrás e já promoveu a reinserção social de 30 mulheres.

 

Nasi: E agora o projeto segue para a Santa Catarina. Hoje, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, assinou o termo de cooperação com o Tribunal de Justiça e o governo do estado para promover a reinserção das presas catarinenses.

 

Gabriela: O ministro destacou a importância do projeto, com foco no futuro das crianças.

 

Ministro de Justiça - Torquato Jardim: Temos que pensar o presente com o olho no futuro. E pensar no presente com o olho no futuro no nosso tema, que é cuidar da vulnerabilidade das mulheres presidiárias e privadas de liberdade, particularmente aquelas que são mães. No Brasil são cerca de 42 mil mulheres, 40% delas provisórias, 75% delas têm ao menos um filho.

 

Nasi: Termina daqui a pouco, às 23h59, as inscrições para o Sisu, o Sistema de Seleção Unificada.

 

Gabriela: São 240 mil vagas disponíveis em universidades e faculdades públicas que usam a nota do Enem ao invés do vestibular.

 

Nasi: Segundo o balanço do Ministério da Educação, divulgado ao meio-dia, quase 2 milhões de candidatos já tinham feito a inscrição para cerca de 3,8 milhões de vagas, já que cada aluno pode escolher até duas opções de curso.

 

Gabriela: Na página do Sisu, na internet, em sisu.mec.gov.br, os candidatos podem saber a nota mínima exigida para entrar em cada curso e escolher a carreira em que considerem ter mais chances.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa-noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Uma boa-noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".