26 de abril de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Recuperar presos com trabalho. Presidente Michel Temer entrega selo a empresários que contratam detentos e ex-detentos. Aumenta número de brasileiros que se declaram negros e pardos. Também aumenta acesso à água encanada e rede de esgoto. Luz para Todos já levou energia para 16 milhões de brasileiros. O programa pode ser estendido. Nova terra indígena é homologada pelo presidente Michel Temer.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 26 de abril de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Recuperar presos com trabalho.

 

Nasi: Presidente Michel Temer entrega selo a empresários que contratam detentos e ex-detentos.

 

Presidente Michel Temer: Se de um lado você tem a tese da segurança pública como algo para dar tranquilidade à população, de outro lado, o Estado tem o dever de reinserir o presidiário, o ex-presidiário, na sociedade, e daí a importância extraordinária do dia de hoje.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Aumenta número de brasileiros que se declaram negros e pardos.

 

Gabriela: Também aumenta acesso à água encanada e rede de esgoto. Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: Os dados são o retrato do país e foram divulgados hoje pelo IBGE.

 

Nasi: Vamos falar do Luz para Todos, que já levou energia para 16 milhões de brasileiros.

 

Gabriela: O programa pode ser estendido. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com isso, mais 2 milhões de brasileiros vão ter acesso à luz. A prioridade é levar luz às regiões Norte e Nordeste do país.

 

Nasi: E vamos falar da nova terra indígena homologada hoje pelo presidente Michel Temer.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, desta quinta-feira, 26 de abril, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Reintegrar detentos e ex-detentos do sistema prisional no mercado de trabalho.

 

Nasi: Hoje, o presidente Michel Temer entregou o Selo Resgata a empresas que estão colaborando para criar oportunidades e promover a dignidade desses presos.

 

Gabriela: Entre as vantagens para o empregador estão o menor custo que um empregado comum e a isenção dos encargos trabalhistas.

 

Nasi: E para o apenado, cada três dias trabalhados significa um dia a menos cumprindo pena.

 

Repórter Luana Karen: Uma nova chance pelo trabalho, é o que propõe o Selo Resgata ao reconhecer 112 empresas e instituições que oferecerão oportunidade de emprego para presos, pessoas em cumprimento de penas alternativas ou para os que deixaram as prisões do país e querem começar nova história. Eugênio Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, pediu aos empresários que ajudem na ressocialização dos detentos.

 

Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - Eugênio Vieira: Essas pessoas não podem ser condenadas à marginalidade a vida toda. Dar não apenas o trabalho aos jovens, mas também dar garantia a ele que nós, da sociedade, vamos acolhê-los de volta.

 

Repórter Luana Karen: De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional, em 2016, 96 mil pessoas ou o equivalente a 15% da população prisional, participaram de alguma atividade laboral. Com o reconhecimento trazido pelo Selo Resgata, o presidente Michel Temer espera que aumente o número de empresas interessadas na oferta de trabalho para os presos.

 

Presidente Michel Temer: Aqueles empresários todos, o Brasil inteiro, micro, pequeno, grande empresário, ou empresário da maior dimensão, o que os senhores fizeram, aqueles que hoje foram premiados, poderá servir de exemplo para todos os empresários brasileiros, na convicção de que eles estarão prestando um serviço social extraordinário.

 

Repórter Luana Karen: Para o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, é preciso a ação conjunta do Governo e da Sociedade, a fim de resgatar jovens brasileiros, segundo ele, as maiores vítimas do crime nas cidades. Raul Jungmann também disse que, em reunião com as Confederações do Comércio e da Indústria, ficaram definidas parcerias para capacitação dos presos e o incentivo às empresas para empregar quem cometeu pequenos delitos.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Em primeiro lugar, a disposição do Sistema S de procurar focar a sua atenção educacional em outros programas, inclusive de capacitação profissional, naquela juventude mais vulnerável. E é essa vulnerabilidade que nós temos que combater. Em segundo lugar, também ficou acertado de que o Sistema S, ele vai procurar levar educação, sobretudo à distância, mas também presencial, aos presídios e penitenciárias do Brasil. E, em terceiro lugar, as federações e confederações, elas vão estimular, procurar estimular a empresa e o empresário a acolher aquele jovem que cometeu um pequeno delito. Porque esse é o custo que a sociedade tem que escolher: ou bem esse jovem vai ser entregue às mãos dos criminosos profissionais, ou bem nós vamos recuperá-lo, para que ele possa voltar a fazer parte da nossa sociedade.

 

Repórter Luana Karen: Para quem cumpre uma condenação, a oportunidade de trabalho, além de proporcionar fonte de renda para a família, representa menos tempo atrás das grades. A cada três dias de trabalho, a pena diminui um dia. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: O ministro da Segurança Pública voltou a afirmar que o Governo deve editar medida provisória, repassando mais recursos para a segurança.

 

Nasi: Essa medida provisória deve ser editada na semana que vem, e parte desses recursos deve vir de loterias da Caixa Econômica Federal.

 

Gabriela: O ministro voltou a afirmar que o Governo não vai repassar dinheiro a quem não informar a situação da segurança pública com dados e metas a serem alcançadas.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Não haverá repasse, não haverá financiamento do BNDES para aqueles estados que não entrarem no Sispen, que é o Sistema de Informação Penitenciário, e no Sinesp, que é o Sistema de Informações sobre Violência e Criminalidade. Não haverá essa transferência, porque afinal, como eu disse, é responsabilidade de todos. Imagina, você tem uma pessoa que está doente. Como é que você vai, por exemplo, receitar ela? Você tem que ter informação sobre a temperatura, sobre como é que está o coração dela, como é que está a pressão, tem que fazer exame, senão é uma coisa às cegas. Então, a mesma coisa, nós precisamos ter informações para refinar, não gastar dinheiro à toa e ter foco, ter resultado, que é isso que a gente quer.

 

Nasi: Mais água, mais esgoto e mais gente com celular, televisão, máquina de lavar.

 

Gabriela: Uma pesquisa do IBGE detalha o que tem nos quase 70 milhões de domicílios brasileiros.

 

Nasi: A pesquisa fala ainda dos novos hábitos que vêm sendo incorporados pela nossa população.

 

Gabriela: E uma tendência que agora os brasileiros têm cada vez mais orgulho da própria cor, como explica a repórter Raíssa Lopes.

 

Repórter Raíssa Lopes: O cientista político Manuel Galdino é pardo, sua mulher também. Os dois têm orgulho da cor. Quando a filha nasceu, fizeram questão de que o hospital colocasse nos documentos da criança que ela também era parda.

 

Cientista político - Manuel Galdino: A questão da nossa identidade racial é algo importante para a gente. Então, quando nossa filha nasceu, e eles não perguntaram a cor dela, eles que preencheram a cor dela com o que eles olharam, e então a gente, aí eu fiz questão de reclamar, falei: "Olha, vocês colocaram errado tanto a cor da mãe quanto a cor da minha filha".

 

Repórter Raíssa Lopes: E segundo o IBGE, uma mudança cultural fez com que cada vez mais pessoas façam como Manuel e se autodeclarem pretas ou pardas. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2017, a Pnad, constatou que, em cinco anos, o número de pessoas que diziam ser brancas diminuiu três pontos percentuais. E, no ano passado, maior parte da população, ou 46,8%, afirmaram ser pardas. Segundo a gerente da Pnad Contínua, Maria Lúcia Vieira, isso é uma tendência.

 

Gerente da Pnad Contínua - Maria Lúcia Vieira: Isso se deve a questões de ações afirmativas em relação à cor, que a população se enxerga e se identifica de uma determinada cor, de acordo com os esclarecimentos que vêm tendo, e também da própria tendência natural da população de miscigenação.

 

Repórter Raíssa Lopes: A pesquisa do IBGE mostra que a água chega em 87% dos domicílios e a maioria das casas tem banheiro de uso exclusivo. Duas em cada três residências têm rede de esgoto ou fossa. Mas ainda existem diferenças significativas entre as regiões brasileiras, como explica a gerente da Pnad Contínua.

 

Gerente da Pnad Contínua - Maria Lúcia Vieira: Em termos de esgotamento sanitário, a gente vê que na região Sudeste o percentual já é bem bom, tá? Está em torno de 90%. Mas, para as regiões Norte e Nordeste, requer mais investimento de infraestrutura.

 

Repórter Raíssa Lopes: Ainda de acordo com a Pnad, a energia elétrica está chegando a quase todo o país, 99,8% dos domicílios do Brasil tinham luz em 2017. Mais de 96% das casas também contam com geladeira e televisão. A máquina de lavar roupa está em 63% das residências. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E a gente ouviu aí que o acesso à energia elétrica aumentou em todo o país e esse número vai continuar crescendo.

 

Gabriela: Isso porque o Programa Luz para Todos deve continuar.

 

Nasi: O programa, que já levou eletricidade para 16 milhões de pessoas, pode ser estendido por mais quatro anos.

 

Gabriela: Com isso, vai ser possível levar luz a mais 2 milhões de brasileiros.

 

Repórter Márcia Fernandes: Você já imaginou como seria sua vida sem eletricidade? Nada de banho quente, computador, geladeira ou qualquer outro eletrodoméstico. Essa realidade é bem conhecida pela dona Ana Rocha. Ela mora em uma área rural no interior da Bahia. A aposentada conta que a energia elétrica só chegou ao local onde ela mora há três anos. Depois disso, a vida melhorou muito.

 

Aposentada - Ana Rocha: Aqui, antigamente, era assim, não tinha luz. A gente iluminava com o candeeiro e botava o óleo, né? Óleo diesel. E quando não tinha o óleo, a gente usava vela. Depois que essa luz chegou, melhorou muito, porque a gente tinha aquele sofrimento, não tinha uma água gelada para beber. Para mim, mudou muito. Eu levo minha aguinha geladinha para a roça, bebo o dia todinho lá na roça a minha água geladinha. E antigamente, que não tinha luz, bebia aquela água quente, porque era obrigado a beber, né?

 

Repórter Márcia Fernandes: Assim como dona Ana, outros 16 milhões de brasileiros só tiveram acesso à energia elétrica há alguns anos. Eles foram beneficiados pelo programa Luz para Todos. O projeto existe há 15 anos. E, de 2016 para cá, já levou eletricidade à casa de 500 mil pessoas, em 15 estados. O Ministério de Minas e Energia quer prorrogar o programa por mais quatro anos. Por isso, encaminhou um decreto à Casa Civil, que prevê estender o Luz para Todos até 2022. Com isso, mais 2 milhões de brasileiros vão ter acesso à luz. O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, destacou a importância da chegada da energia elétrica na casa dessas pessoas.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: Em qualquer lugar que você more, não importa se na área urbana ou na área rural, o que importa é você poder ter a sua geladeira funcionando, prestando o seu serviço, é você ter o seu rádio, sua televisão, como instrumento para que as pessoas possam se informar, é você ter acesso ao telefone. Ou seja, a energia é um bem fundamental para a vida das pessoas.

 

Repórter Márcia Fernandes: A prorrogação do decreto vai permitir que obras de expansão da rede elétrica sejam concluídas. A prioridade é levar luz às regiões Norte e Nordeste do país, principalmente aos moradores que vivem em áreas isoladas, como quilombolas, indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Modernização das leis e investimentos. Esses são os caminhos apontados pelo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, para alavancar o setor no Brasil.

 

Gabriela: Entre os avanços, o ministro citou a emissão do visto eletrônico para Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão e o aumento do limite para voos internacionais.

 

Nasi: Ao participar do programa Por Dentro do Governo, transmitido pela TV NBR e pela Rede Nacional de Rádio, Vinicius Lummertz anunciou que, em breve, o Programa Mais Turismo vai anunciar linhas de crédito para o setor e a criação de novos polos turísticos no país.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: Essa linha de crédito do Mais Turismo será lançada proximamente, oficialmente, no seu caráter mais amplo, com a provável assinatura do engordamento da praia de Balneário Camboriú, do grande projeto em Natal, um outro em Foz do Iguaçu e do primeiro distrito turístico do Brasil, em Palmas, uma zona de 10 milhões de metros quadrados, com a presença de parques temáticos, que se concentrarão ali. Tem um manancial muito grande para desenvolver.

 

Gabriela: O programa Mais Turismo pretende aumentar o número de brasileiros que viajam pelo país, de 60 milhões por ano para 100 milhões.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Demarcação de terra indígena no Mato Grosso é homologada pelo presidente Michel Temer.

 

 "As rádios de todo o país já podem transmitir a Voz do Brasil em horário flexível. As emissoras de radiodifusão são obrigadas a retransmitir diariamente entre às 7h da noite e às 10h da noite, exceto aos sábados, domingos e feriados. A duração continua a mesma, 60 minutos, de forma ininterrupta. As emissoras devem informar aos ouvintes, às 7h da noite, o horário em que vão transmitir o programa. A Rede Nacional de Rádio mantém a transmissão às 7h da noite, pelo satélite e ao vivo, pela internet, no site redenacionalderadio.com.br".

 

Nasi: O Governo Federal decidiu, hoje, enviar ao Congresso um Projeto de Lei para incluir no orçamento recursos necessários para o pagamento de dívidas não pagas pelos Governos da Venezuela e de Moçambique.

 

Gabriela: A repórter Luana Karen explica para a gente porque isso aconteceu e porque a medida é necessária.

 

Repórter Luana Karen: Nessa reunião, ficou acertada a convocação de uma sessão do Congresso Nacional para a próxima quarta-feira, para que seja votado o projeto que repassa R$ 1,3 bilhão para o Fundo Garantidor de Exportações. Esse fundo funciona como um seguro para as exportações brasileiras de bens e serviços, contra, por exemplo, riscos comerciais e políticos que possam afetar as transações vinculadas a operações de crédito para exportação. Venezuela e Moçambique contrataram serviços de empresas brasileiras, que tomaram crédito com um banco privado e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, para realizar o trabalho. Como não pagaram a dívida, o fundo precisa entrar em ação para garantir o pagamento aos bancos que financiaram essas exportações. O presidente Michel Temer falou sobre a necessidade de aprovar o repasse de recursos.

 

Presidente Michel Temer: Trata dos recursos financeiros para a União, a fim da União cumprir compromissos que são indispensáveis que sejam cumpridos nesse período. São compromissos assumidos no passado, portanto não no nosso governo, mas que este governo tem que cumprir. Portanto, eu aproveito para pedir, mais uma vez, o apoio do nosso Congresso Nacional para a reunião do Congresso Nacional, que se dará no dia 2, penso que no período da tarde.

 

Repórter Luana Karen: Segundo o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, é importante que o Brasil honre essa dívida para manter a credibilidade como bom pagador.

 

Ministro da Secretaria de Governo - Carlos Marun: O não pagamento teria consequências completamente indesejáveis. O Brasil se tornaria até inadimplente perante a banca internacional, já que um dos bancos que financiou a exportação desses serviços é o Credit Suisse, e também estaremos inadimplentes perante o BNDES, que mesmo sendo um banco público, nessa questão, é tratado como se fosse da mesma forma que um banco privado.

 

Repórter Luana Karen: No próximo dia 8 de maio, vence uma parcela da dívida da Venezuela com os exportadores brasileiros, no valor de cerca de US$ 270 milhões. Na mesma data, vence também dívida de Moçambique, que gira em torno de US$ 7 milhões. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: E o presidente do Chile, Sebastián Piñera, visita o Brasil amanhã.

 

Nasi: O país é um dos nossos principais parceiros comerciais na América do Sul.

 

Gabriela: Parceria que vai ser intensificada com a assinatura de novos acordos em encontro dos presidentes dos dois países.

 

Repórter Nei Pereira: O Brasil é o primeiro parceiro comercial do Chile na América do Sul, de acordo com o Itamaraty. Já os chilenos são o segundo maior mercado do Brasil na região, atrás somente da Argentina, e o sexto destino de nossas exportações no mundo. O fluxo comercial entre os dois países chegou a US$ 8,5 bilhões no ano passado. Segundo Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, há espaço para aumentar ainda mais o intercâmbio comercial entre as duas nações.

 

Secretário de Comércio Exterior - Abrão Neto: Brasil e Chile são parceiros comerciais estratégicos. A pauta exportadora brasileira é bastante diversificada, envolvendo desde produtos do setor automotivo até insumos e alimentos. O Brasil é um grande exportador de carnes em geral para o Chile. E há um trabalho muito intenso por parte de ambos os governos para criar as condições para intensificar ainda mais esse comércio.

 

Repórter Nei Pereira: Nesta sexta-feira, o presidente chileno, Sebastián Piñera, que tomou posse no mês passado, visita o Brasil e assina com o Governo Brasileiro acordos nas áreas de compras governamentais e de serviços financeiros. Uma das medidas vai possibilitar que empresas brasileiras e chilenas possam participar de licitações nos dois países, como detalha o embaixador Tarcísio Costa.

 

Embaixador - Tarcísio Costa: As nossas empresas no Chile poderão participar de licitações governamentais no Chile, nas mesmas condições das empresas locais. Isto representa, para as nossas empresas, acesso a um mercado de cerca de US$ 17 bilhões.

 

Repórter Nei Pereira: O Chile integra a Aliança do Pacífico, bloco comercial que conta também com Peru, México e Colômbia. Já Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai formam o Mercosul. Esses blocos vêm se aproximando nos últimos anos, com apoio de Brasil e Chile. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Já o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, recebeu hoje a visita de representantes do Governo de Benim, um país localizado no Continente Africano.

 

Gabriela: As relações entre os dois países têm se intensificado nos últimos anos, com a inauguração da Embaixada no Brasil em 2006.

 

Nasi: Nessa visita, foram assinados acordos e projetos, como explicou o ministro em entrevista exclusiva para a Voz do Brasil.

 

Ministro de Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Na área da Saúde, nós temos uma cooperação muito importante no combate a uma doença chamada anemia falciforme, que é uma doença do sangue, que se caracteriza por uma produção acima do normal de glóbulos vermelhos, e que afeta muito os afrodescendentes no Brasil, e está muito presente, essa doença, no Benim. E temos trabalho também na área da agricultura, cooperação cultural, turismo, assinamos um acordo de cooperação em matéria de serviços aéreos e veio também o ministro da Infraestrutura, porque nós temos um projeto importante de construção de uma estrada, por uma empresa brasileira, uma estrada estratégica para a constituição de uma estrutura, digamos, logística, no Benim.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer assinou, hoje, um decreto que homologa a demarcação de uma terra indígena no Mato Grosso.

 

Nasi: O repórter Paulo La Salvia tem os detalhes ao vivo para a gente. Uma boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, todos os ouvintes da Voz do Brasil. O presidente Michel Temer assinou o decreto que vai ser publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, homologando a terra indígena Baía dos Guató. A área tem quase 20 mil hectares, o que equivale a 20 mil campos de futebol. A terra fica no município de Barão de Melgaço, no Mato Grosso. Nas redes sociais, o presidente Michel Temer comentou o decreto de homologação. Temer afirmou que, agora, os índios pantaneiros têm a posse permanente de suas terras. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

"Momento Social".

 

Gabriela: Hoje vamos responder à pergunta da Lucilene Barbosa, de Ponte Alta do Tocantins.

 

Nasi: Ela quer saber se as grávidas que recebem o Bolsa Família têm algum benefício extra durante a gestação.

 

Gabriela: Quem responde é o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame.

 

Ouvinte - Lucilene Barbosa: Alô, ministro, eu sou Lucilene Barbosa, falo daqui do Tocantins. Eu queria saber se as mulheres grávidas, com as crianças pequenas, têm algum benefício extra do Bolsa Família.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: As gestantes e mães têm direito, sim, a um benefício variável do Bolsa Família. Durante a gestação esse benefício se chama Benefício Gestante. É preciso, para recebê-lo, no valor de R$ 39 por mês, entrar num posto de saúde e iniciar o pré-natal. É  fundamental a realização do pré-natal para ter um parto tranquilo, uma boa gestação e um parto seguro no futuro, com uma criança saudável. Após o parto, existe um outro benefício, chamado Benefício Variável Nutriz, ou seja, a mãe que amamenta no peito a criança, e esse benefício portanto é estendido por mais seis meses.

 

Nasi: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda para a gente.

 

Gabriela: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br, e tem também o nosso Facebook, facebook.com/bolsafamilia.

 

Nasi: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe.

 

Gabriela: Eles levam alegria e cultura por onde passam. São as trupes e artistas circenses.

 

Nasi: E esses grupos contam com o apoio do Ministério da Cultura.

 

Gabriela: E para que o espetáculo chegue aos quatro cantos do país, 20 projetos vão ser selecionados para receber incentivo e botar o circo na estrada.

 

Repórter Gabriela Noronha: Três lavadeiras desajeitadas se entregam às brincadeiras de lavar, vestir e passar as roupas enquanto fazem acrobacias aéreas ao ar livre.

 

"Senhoras e senhores! Respeitável público!".

 

Repórter Gabriela Noronha: Estamos falando do espetáculo "Meu chapéu é o céu", do coletivo Instrumento de Ver. O grupo de artistas independentes de Brasília leva para as ruas uma mistura de circo, dança, teatro e artes visuais. Julia Henning é uma das integrantes da equipe. Ela conta que tem que fazer de tudo um pouco.

 

Artista - Julia Henning: A gente faz tudo, né? Então, desde a captação até a criação e até a produção da apresentação mesmo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Há 16 anos, o coletivo Instrumento de Ver encanta plateias pelo Brasil. Mas é num galpão na Vila Planalto, região administrativa de Brasília, onde ocorrem os ensaios e aulas de circo. Para Julia, o objetivo maior é mudar a vida das pessoas através da arte.

 

Artista - Julia Henning: É mais do que entretenimento, é também fazer com que as pessoas saiam um momento ali da realidade, mudar um pouco a maneira como elas veem o mundo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para apoiar grupos como o Instrumento de Ver, trupes, circos de pano de roda e artistas circenses de rua, a Fundação Nacional das Artes, Funarte, lançou este ano o Prêmio Funarte para Circulação de Espetáculos Circenses. Serão destinados R$ 440 mil a 20 projetos, sendo que cada um dos contemplados vai receber R$ 22 mil. Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o prêmio é uma forma de valorização desses artistas.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: O circo tem um enraizamento muito forte na cultura brasileira e merece também ser mais valorizado e ser mais apoiado.

 

Repórter Gabriela Noronha: As inscrições já estão abertas e vão até o dia 7 de junho. Os interessados deverão enviar os formulários pelos Correios para a coordenação de circo da Funarte, no Centro Empresarial Cidade Nova, no Rio de Janeiro. O endereço completo e todos os detalhes do edital estão disponíveis para consulta na internet, na página da Funarte: www.funarte.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".