27 de fevereiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Ministro da Segurança Pública toma posse. E presidente Michel Temer reforça combate integrado ao crime no país. E no Rio de Janeiro, interventor fala em ações para baixar índices de criminalidade. Economia de recursos: Ministério da Saúde destaca esforço para ampliar atendimento aos brasileiros. E premia pessoas e instituições que se destacam no setor. Vamos explicar pra você como é possível calcular aposentadoria sem sair de casa.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 27 de fevereiro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Ministro da Segurança Pública toma posse.

 

Luciano: E Presidente Michel Temer reforça combate integrado ao crime no país.

 

Presidente Michel Temer: Caberá a este Ministério coordenar e promover a integração da Segurança Pública com todas as entidades federativa do nosso país.

 

Gabriela: E, no Rio de Janeiro, interventor fala em ações para abaixar índices de criminalidade. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Reestruturar, fortalecer e apoiar os órgãos de Segurança Pública do Rio de Janeiro. A garantia é do general Braga Neto.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Economia de recursos, Ministério da Saúde destaca esforço para ampliar atendimento aos brasileiros.

 

Luciano: E premia pessoas e instituições que se destacaram no setor.

 

Gabriela: Vamos explicar para você como é possível calcular a aposentadoria sem sair de casa. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Será que falta muito para se aposentar? Agora uma ferramenta na internet vai ajudar a responder essa questão.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Os serviços de inteligência de todo país vão atuar de forma integrada para combater o crime organizado.

 

Gabriela: Isso vai ser possível com o novo Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

 

Luciano: Hoje, o Presidente Michel Temer deu posse a Raul Jungmann como ministro da nova aposta.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ao assumir o recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann defendeu um sistema unificado de segurança no país e uma maior participação do Governo Federal no combate ao crime organizado. Segundo o ministro, a criação da pasta vai integrar ações com estados e municípios.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: A União precisa ampliar suas responsabilidades e coordenar e promover a integração entre os entes federativos. Qual o rumo, sobretudo, a dar esse ministério? Coordenar os entes federados, coordenar e integrá-los dentro uma política efetivamente de segurança pública, cidadã e nacional, combater duramente, enfatizo, duramente o crime organizado, mas, sem jamais desconsiderar a lei e os direitos humanos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Passam a integrar o novo ministério a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional e Secretaria Nacional de Segurança Pública, que inclui a Força Nacional, que deixam de fazer parte do Ministério da Justiça. O Ministério Extraordinário da Segurança Pública vai ser responsável por coordenar e promover a integração dos serviços de inteligência em todo o país em parceria com as polícias dos estados, funções que foram ressaltadas pelo Presidente Michel Temer.

 

Presidente Michel Temer: Nós não temos, digamos assim, uma integração da inteligência, da inteligência, como foi feito aqui na área federal, com os estados federados. Então, quando eu digo a Medida Provisória vai estabelecer a coordenação e integração dos serviços de segurança, porque faço aqui um parêntese, meus amigos, eu fui secretário da segurança duas vezes em São Paulo e eu sei que não basta botar a polícia presencialmente, quer dizer, o policial na rua, etc., é preciso, nos dias atuais, em face, até convenhamos, do avanço tecnológico, que o banditismo soube aproveitar, né? É preciso ter sistemas de inteligência detectores, que detectem essa movimentação daqueles que traficam, daqueles que causam os maiores problemas para a nacionalidade brasileira. E hoje nós estamos, precisamente, com esse ministério buscando fazer, repito, essa integração.

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente Temer convocou a população a também ajudar no combate à violência fazendo denúncias de crimes e discutindo o assunto nas comunidades.

 

Presidente Michel Temer: O que nós estamos discutindo agora, sem dizer que vamos, naturalmente, erradicar toda a insegurança no país, porque isso não se faz de um dia para o outro, mas se faz com a coordenação entre a União, os estados, os municípios e os poderes do estado igualmente à sociedade civil. Portanto, até aproveito para pedir à sociedade civil que participe intensamente desta questão de controle da segurança. Como fazê-lo? Fazê-lo não só fazendo reuniões nos seus bairros, mas, se souber alguma coisa, o Disque Denúncia, que é anônimo, sempre é extremamente útil em todos os estados brasileiros, de igual maneira na União Federal.

 

Repórter Gabriela Noronha: A nova pasta foi criada pelo Presidente Michel Temer após decretar intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E agora nós vamos ao Palácio do Planalto com o repórter Pablo Mundim para saber mais da primeira decisão do ministro extraordinário da Segurança Pública. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Luciano. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. O ministro extraordinário de Segurança Pública, Raul Jungmann, decidiu trocar o comando da Polícia Federal. Fernando Segovia deixa o cargo de diretor-geral e em seu lugar Jungmann indicou o atual secretário nacional de Segurança Pública, o delegado Rogério Augusto Viana Galloro. Galloro é bacharel em direito desde 1992, tem MBA em gestão de políticas de Segurança Pública e é especialista em relações internacionais. Ele começou sua carreira na Polícia Rodoviária Federal como delegado em 1995 e atuou em unidades de repressão a drogas, a crimes fazendários e de inteligência policial. Além disso, representou o Brasil em dezenas de países nos cinco continentes e coordenou as forças da Polícia Federal na segurança da Copa do Mundo Fifa 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Em nota, o Palácio do Planalto destacou o vasto currículo e conhecimento de Rogério Galloro em temas como migração, refugiados e estrangeiros, cooperação jurídica intencional, recuperação de ativos, combate à corrupção e ao tráfico de seres humanos. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

Luciano: E outra ação tomada pelo governo na área de segurança foi a intervenção federal no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: O interventor, general Braga Neto, falou sobre as primeiras ações que vão ser tomada pelas Forças Armadas para baixar os índices de violência no estado.

 

Repórter Paulo La Salvia: Reestruturar, fortalecer e apoiar os órgãos de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a garantia é do general Braga Neto. O interventor implantou no Centro Integrado de Comando e Controle, na região central da capital fluminense, o Gabinete de Intervenção Federal, que vai coordenar a área de Segurança Pública no estado.

 

Interventor - Braga Neto: Nossa missão é recuperar a capacidade operativa dos órgãos de Segurança Pública e baixar os índices de criminalidade aqui no estado do Rio, não só na cidade.

 

Repórter Paulo La Salvia: Outra decisão tomada pelo interventor, general Braga Neto, é manter o papel que até agora vem sendo desempenhado pelas Forças Armadas no Rio de Janeiro, elas vão continuar auxiliando, por exemplo, as ações da Polícia Civil no estado.

 

Interventor - Braga Neto: Nós apoiamos quando a polícia entra para fazer uma prisão, nós damos o suporte para que ela possa entrar com tranquilidade dentro da comunidade. Agora, cabe à polícia... cada órgão vai fazer o seu papel. Continuará cabendo à Polícia Civil realizar a prisão de acordo com os mandados, e tudo mais.

 

Repórter Paulo La Salvia: O general Braga Neto também apresentou o chefe do Gabinete de Intervenção Federal, o general Mauro Sinott, e o novo secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, que adiantou a permanência das UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora, nas comunidades cariocas.

 

Secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro - Richard Nunes: As UPPs permanecem, porém, nós temos já um diagnóstico que indica a necessidade de redirecionamento de certas ações nessa área.

 

Repórter Paulo La Salvia: Em relação a uma maior percepção da segurança para a população do Rio, o general Mauro Sinott defendeu que essa sensação virá com um enfrentamento de alguns gargalos.

 

Chefe do Gabinete de Intervenção Federal - Mauro Sinott: Recomposição de efetivos é um gargalo que, ato contínuo, vai representar uma melhoria no policiamento ostensivo. Um outro gargalo, os óbices que nós temos com relação a logística, situação das viaturas. Recomposição da capacidade operacional passa pela logística, que é o instrumento para a exercício da Segurança Pública.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o general Braga Neto, o Rio de Janeiro vai ser um laboratório para o Brasil, isso porque, para a interventor, a integração das ações de inteligência vai ganhar mais agilidade com a intervenção federal na área de Segurança Pública do estado. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Luciano: E você que está esperando para se aposentar, já pode saber certinho quando vai chegar a hora.

 

Gabriela: E é fácil, não precisa nem sair da casa. Pela internet, o INSS tira essa e outras dúvidas. A repórter Márcia Fernandes conta para a gente como.

 

Repórter Márcia Fernandes: Depois de um bom tempo trabalhando, sempre fica a dúvida: será que faça muito para se aposentar? Agora, uma ferramenta na internet vai ajudar a responder essa questão. O serviço pode ser acessado pelo site do INSS e funciona como uma calculadora, ele aponta se o contribuinte já pode se aposentar por tempo de contribuição e por idade. E se faltar alguma informação, como uma empresa que você tenha trabalhado, por exemplo, é possível incluir o dado manualmente. A cirurgiã dentista, Lúcia Baumotte, procurou uma agência da Previdência para saber por quanto tempo ainda precisa contribuir. Para ela, a nova ferramenta vai melhorar a vida do contribuinte.

 

Cirurgiã dentista - Lúcia Baumotte: Um motivo para vir aqui, geralmente, é para saber quanto tempo a gente tem de trabalho, quanto tempo vai demorar ainda para a gente aposentar. Eu acho importante ter essa ferramenta em casa.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na página do INSS, na internet, além de conferir se já pode pedir a aposentadoria você, também consegue agendar e conferir o resultado de uma perícia médica, além de encontrar a agência que fica mais perto da sua casa. O diretor de benefícios do INSS, Alessandro Ribeiro, explica que essas ferramentas fazem parte de uma série de ações para facilitar a vida do beneficiário.

 

Diretor de benefícios do INSS - Alessandro Ribeiro: Em torno de 85% das casas do país possuem acesso à internet, logo, eu posso atender 85% da população brasileira. Mas, futuramente, esses canais remotos tendem a diminuir o fluxo de pessoas nas agências, e daí, sim, a gente vai ter um atendimento exclusivo para essas pessoas mais necessitadas.

 

Repórter Márcia Fernandes: O cálculo da aposentadoria é feito na internet no site: meu.inss.gov.br. Mas, atenção, a consulta funciona apenas com uma simulação, um primeiro passo para a contribuinte saber se já pode ou não se aposentar. Se a ferramenta indicar que é possível pedir o benefício, é preciso procurar uma agência do INSS ou ligar no número 135. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: As contas do governo ficaram positivas e atingiram o resultado mais alto para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1997.

 

Gabriela: Dados do Tesouro Nacional mostram que foi positiva em R$ 31 bilhões.

 

Luciano: Isso significa que as receitas superaram as despesas, que reúnem as contas de Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.

 

Gabriela: Esse superávit é uma economia feita pelo governo para pagar juros da dívida pública, ou seja, é o governo sinalizando aos credores e investidores que irá honrar seus compromissos, o que é bom para a confiança da economia.

 

Luciano: Fundador da saúde pública brasileira, cientista, médico e sanitarista.

 

Gabriela: Oswaldo Cruz inovou, criou as primeiras campanhas para a erradicação da febre amarela e virou nome de uma condecoração oferecida pelo governo brasileiro.

 

Luciano: A honraria foi entregue hoje a 33 profissionais e entidades de destaque na área de saúde.

 

Gabriela: O Presidente Michel Temer participou da cerimônia e reforçou o trabalho do governo para gastar melhor os recursos públicos e ampliar o atendimento aos brasileiros.

 

Repórter Pablo Mundim: O médico cardiologista, Roberto Kalil Filho, foi um dos homenageados, ele destacou a importância do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional, o Proad, que leva atendimento de alta tecnologia aos pacientes do SUS, o Sistema Único de Saúde.

 

Médico cardiologista - Roberto Kalil Filho: É um orgulho este país ter um programa como este, capacitando pessoas e dando atendimento de altíssima tecnologia aos pacientes do SUS, fortalecendo esse sistema maravilhoso, que é o Sistema Único de Saúde.

 

Repórter Pablo Mundim: Durante o evento, o presidente da República, Michel Temer, elogiou os avanços na saúde e destacou que o trabalho do ministério gerou economia de bilhões de reais em gastos supérfluos para serem reinvestimentos no atendimento e assistência dos usuários do SUS.

 

Presidente Michel Temer: Isso permitiu, naturalmente, um desenvolvimento extraordinário no instrumental necessário para desenvolver a saúde no país.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apontou um esforço conjunto entre Governo Federal, estados e municípios para baratear a compra de medicamentos, simplificar o repasse de recursos da saúde, qualificar a gestão, e, dessa forma, entregar mais serviços a quem utiliza o SUS.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Não é justo pedir mais, o contribuinte quer o retorno daquilo que paga com impostos e nós temos que podido, neste período de gestão, com essa economia de R$ 4,8 bilhões, reaplicada toda em mais serviços de saúde dar um caminho, um exemplo que é possível, sim, fazer mais com o mesmo.

 

Repórter Pablo Mundim: A Medalha Ordem do Mérito Oswaldo Cruz foi criada em 1970 e é uma das maiores honrarias destinadas a brasileiros e estrangeiros. Entidades como a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e a Força Aérea Brasileira, a FAB, que contribui para o transporte de órgãos para transplantes no país, também receberam a homenagem neste ano. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: 19h15 em Brasília.

 

Luciano: Você que está ouvindo a gente, consome frutas todos os dias?

 

Gabriela: Daqui a pouquinho vamos falar do novo plano do Ministério da Agricultura para aumentar o consumo de frutas pelos brasileiros.

 

Luciano: O plano também tem metas para aumentar as exportações da nossa produção.

 

Gabriela: Você tá pensou um controlar a conta de energia de elétrica de casa, como faz o celular pré-pago?

 

Luciano: Pois é, esse serviço está disponível para o consumidor, mas a Aneel quer melhorar a oferta.

 

Gabriela: Para isso, abriu uma consulta pública e quer saber do consumidor como a energia pré-paga pode ajudar no controle da conta e na economia.

 

Repórter Luana Karen: Na telefonia móvel a prática é comum, todos conhecem como funciona um celular pré-pago em que você carrega um valor em créditos e usa até acabar, se precisar de mais, faz uma nova recarga. O que quase ninguém sabe é que também é possível fazer esse pré-pagamento na energia elétrica. Em Brasília, os engenheiros agrônomos Jean Dias e Maria Madalena Izoton não faziam ideia dessa possibilidade. Já ouviu falar em energia elétrica pré-paga?

 

Engenheira agrônoma - Maria Madalena: Não.

 

Repórter Luana Karen: A senhora conhece algum serviço pré-pago? A senhora tem algum serviço pré-pago?

 

Engenheira agrônoma - Maria Madalena: Celular.

 

Repórter Luana Karen: Mas energia elétrica?

 

Engenheira agrônoma - Maria Madalena: Nunca.

 

Repórter Luana Karen: Não sistema pré-pago o consumidor decide quanto de energia vai comprar e de quanto em quanto tempo vai recarregar o medidor. A Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, autorizou a oferta do serviço em 2014, mas, com a baixa adesão, a agência quer saber agora o que pode ser feito para melhorar o regulamento. É o que explica Hugo Lamin, superintendente adjunto da Superintendência de Regulação de Distribuição da Aneel.

 

Superintendente adjunto da Superintendência de Regulação de Distribuição da Aneel - Hugo Lamin: É uma modalidade que nenhuma distribuidora no Brasil enfrentou. Então, a consulta pública vem nesse momento justamente para discutir melhor a regra, verificar o que precisa ser alterado para que a modalidade seja efetivamente ofertada para os consumidores.

 

Repórter Luana Karen: A empresária Rosielma Maria Chang já ouviu falar da energia pré-paga e diz que, se tivesse a opção, contrataria o serviço.

 

Empresária - Rosielma Maria Chang: Seria uma coisa boa para quem mora de aluguel, para quem contrata algum imóvel, vai ficar só uma temporada.

 

Repórter Luana Karen: A consulta pública sobre o serviço de energia pré-paga está aberta até o dia 19 de março na página da Aneel, na internet, em www.aneel.gov.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Luciano: O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, está em Washington, nos Estados Unidos, e hoje se reuniu com o secretário de Comércio norte-americano.

 

Gabriela: O principal assunto foi o aço. Os Estados Unidos querem impor Barreiras para a entrada do produto, e isso afeta diretamente o Brasil.

 

Repórter Paola de Orte: A visita do ministro da Indústria Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, a Washington é para tratar de um relatório lançado no dia 16 de fevereiro pelo Departamento de Comércio Norte-Americano. O documento sugere que o governo dos Estados Unidos imponha barreiras à importação de aço. O Brasil seria diretamente atingido, já que um terço das exportações de aço do Brasil são para o mercado norte-americano. Segundo o ministro brasileiro, o aço exportado é produto semiacabado, essencial para a indústria dos Estados Unidos manter sua produção, portanto, diminuir o comércio seria ruim para os dois lados.

 

Ministro da Indústria Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge: Quem mais compra carvão dos Estados Unidos é o Brasil e ele não só ouviu atentamente como se comprometeu levar esses pontos para a presidente Trump. A decisão fatalmente será publicada até o dia 11 de abril.

 

Repórter Paola de Orte: Durante a reunião foi garantido que, casos Estados Unidos decidam rever suas políticas de importação de aço, não apenas do Brasil, como de todo mundo, haverá um período para que o Brasil possa recorrer da decisão. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Luciano: Laranja, banana, abacaxi, o Brasil é um grande produtor de frutas.

 

Gabriela: De Norte a Sul do país, 2 milhões de hectares produzem 44 milhões de toneladas do produto.

 

Luciano: Além disso, o setor emprega 5 milhões de pessoas.

 

Gabriela: Mesmo assim, apenas 2,5% da produção é exportada. Para mudar esse cenário, foi lançado hoje o Plano Nacional de Desenvolvido da Fruticultura.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Há 25 anos Luís Roberto Barcellos recebeu uma pequena fazenda produtora melão no interior do Rio Grande do Norte como pagamento de uma dívida. Ele, que ganhava a vida como advogado em São Paulo, resolveu se mudar para a Nordeste com a esposa e três filhos para tentar a sorte como produtor rural. Hoje, Luís Roberto tem a certeza de que todo o esforço valeu a pena.

 

Produtor rural Luís Roberto Barcellos: Era uma rotina de produtor rural mesmo, acordando, cedo, indo para a fazenda, voltando, fazendo malabarismo para pagar as contas, tentar fechar a conta no final do mês que não dava certo, mas durante muitos anos a gente conseguiu fazer isso.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O negócio deu certo e Luís é dono de 18 fazendas e o maior exportador de melão do mundo. Ele acredita que incentivar a exportação de frutas in natura no país é o caminho para alavancar esse mercado.

 

Produtor rural Luís Roberto Barcellos: Eu acho que se gente tivesse esse mercado de exportação não teríamos crescido como nós crescemos.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Mas nem todos os produtores conseguiram alcançar o mesmo resultado que o Luís. O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, mas só exporta 2,5% do que produz. Por isso, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura. A ideia é dar mais apoio aos produtores, e, com isso, aumentar as exportações, é o que explicou ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: O plano é uma coisa bastante extensa, né? Que vai desde novas regras ao licenciamento de uso de produtos agroquímicos para poder fazer as lavouras, os certificados fitossanitários que a gente precisa ter com outros países para fazer com que haja a possibilidade de o Brasil exportar esses produtos.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: No ano passo o Brasil exportou 784 mil toneladas de frutas, gerando mais de US$ 852 milhões. A expectativa, com o lançamento do plano, é que em 2018 esse valor chegue a US$ 920 milhões. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: 19h21 em abril.

 

Luciano: Os recalls bateram recorde 2017.

 

Gabriela: Dos chamamentos convocados, 87% foram de carros e motos.

 

Luciano: Mas também tiveram eletroeletrônicos, alimentos, linhas infantis e saúde, que envolveram mais de 2 milhões de clientes.

 

Gabriela: Tudo para garantir a qualidade do produto ao consumidor e evitar acidentes.

 

Repórter Paulo La Salvia: O recall é quando um produto apresenta defeito e a empresa faz um anúncio público para avisar do perigo, já que é ela quem deve corrigir problemas de fábrica que coloca em risco a saúde ou segurança do consumidor. Numa concessionária de Brasília, ocorrem de 15 a 25 recalls por dia. Segundo a coordenadora de atendimento, Camila Baima, existe até uma equipe responsável por lembrar os clientes do procedimento.

 

Coordenadora de atendimento - Camila Baima: O foco mesmo é entrar em contato e buscar esses clientes e lembrá-los da importância e da segurança, porque muitos nem sabem e muitos não se preocupam em relação a isso.

 

Repórter Paulo La Salvia: O bancário de Brasília, Aurélio Froes, tem um modelo de veículo que está entre os 500 mil que passaram por um recall no ano passado. Ele recebeu uma carta da concessionária chamando para o procedimento. O item trocado foi uma peça que aciona o airbag do lado no passageiro.

 

Bancário de Brasília - Aurélio Froes: O interessante disso tudo foi que resolveram o problema, a questão da peça foi trocada, a segurança da minha família, da minha esposa, a minha e da minha filha também foram garantidas.

 

Repórter Paulo La Salvia: Além de carros e motos, os recalls de 2017 envolveram produtos de vários setores, entre eles, alimentos, eletrodomésticos, eletrônicos, esporte e lazer, produtos infantis e saúde. A diretora do Departamento Nacional de Proteção do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram, afirma que a pena para a fornecedor que não trocar ou consertar o produto é de seis meses a dois anos de prisão, além de multa que pode chegar a R$ 9,5 milhões.

 

Diretora do Departamento Nacional de Proteção do Consumidor - Ana Carolina Caram: Eles são obrigados a consertar o produto. Na eventualidade de não ter peça para conserto, eles são obrigados a trocar o produto, ou seja, esse produto não pode continuar no mercado circulando na sociedade. A partir do momento que o fornecedor se nega a fazer essa substituição, ele é responsável por qualquer tipo de acidente, podendo responder criminalmente por esses acidentes.

 

Repórter Paulo La Salvia: 2017 foi o ano recorde de recalls no país, com uma chamada a mais do que em 2016, e incluíram mais de 2,5 milhões de produtos. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Luciano: As inscrições para a Fies terminam amanhã.

 

Gabriela: Neste semestre, o financiamento estudantil oferece 155 mil vagas para estudantes que precisam de crédito para custear a mensalidade em faculdades e universidades privadas.

 

Luciano: Os contratos vão seguir novas regras e os estudantes precisam informar renda para comprovar que se encaixam nas exigências do programa.

 

Gabriela: Para se inscrever o candidato deve acessar: fiesselecao.mec.gov.br.

 

Luciano: E as grandes empresas do país também têm até amanhã para enviarem o sistema do eSocial as informações enquanto empregadores.

 

Gabriela: A medida faz parte da etapa inicial da implantação do eSocial destinada a empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões.

 

Luciano: Os empregadores que não observarem este prazo estarão sujeitos a penalidade e multas.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gabriela: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".