27 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Amamentação exclusiva até os 6 meses de vida significa saúde e proteção para o bebê. E para incentivar este ato, Ministério da Saúde lançou mais uma campanha. Brasil defende parceria com o continente africano em reunião do Brics. Cresce o número de turistas estrangeiros no Brasil. E atenção pequenos produtores. Nova parceria vai ajudar o homem do campo na administração dos negócios. E em mais uma reportagem especial: a agricultura familiar que leva alimento fresquinho para a merenda de milhares de crianças nas escolas públicas.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 27 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Amamentação exclusiva até os seis meses de vida significa saúde e proteção para o bebê.

 

Nazi: E para incentivar este ato, o Ministério da Saúde lançou hoje mais uma campanha. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: A recomendação dos especialistas é que os pequenos recebam o leite materno até os dois anos de idade ou mais, sendo que até os seis meses deve ser o único alimento.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nazi: Brasil defende parceria com o continente africano em reunião do Brics. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Nas reuniões ampliadas, eles falaram sobre ações para o desenvolvimento econômico e social da África e sobre como estreitar as relações com as demais nações em desenvolvimento do globo.

 

Gabriela: Cresce o número de turistas estrangeiros no Brasil.

 

Nazi: E atenção pequenos produtores.

 

Gabriela: Nova parceria vai ajudar o homem do campo na administração dos negócios.

 

Nazi: E em mais uma reportagem especial, a agricultura que familiar que leva alimento fresquinho para a merenda de milhares de crianças nas escolas públicas.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nazi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Todas as mamães sabem que para proteger a saúde do filho e ajudar no seu desenvolvimento a amamentação é fundamental.

 

Nazi: E para lembrar da importância desse ato, o Ministério da Saúde lançou hoje a campanha de amamentação.

 

Repórter João Pedro Neto: Alimento direto, de mãe para filho, a amamentação é a melhor opção para o desenvolvimento e proteção do bebê. A recomendação dos especialistas é que os pequenos recebam o leite materno até os dois anos de idade ou mais, sendo que até os seis meses deve ser o único alimento. Segundo Graça Cruz, coordenadora do Banco de Leite do Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, os benefícios são muitos.

 

Coordenadora de Banco de Leite - Graça Cruz: Ele tem todo os nutrientes que o bebê precisa para se desenvolver de forma adequada, tanto fisicamente como intelectualmente, além de fornecer também uma forma de desenvolvimento emocional, porque o vínculo com a mãe também é um benefício do aleitamento materno.

 

Repórter João Pedro Neto: Os benefícios para a criança vão até a vida adulta, mas também são grandes para mãe e para a relação. A empresária Rafaela Barros que o diga, fez questão de que o Otávio mamasse até quase completar dois anos, e, a pequena Martina, de cinco meses, até hoje só se alimenta do leite da mãe.

 

Empresária - Rafaela Barros: Eu estou alimentando com o leite, eu estou alimentando com amor, estou alimentando ela com o meu carinho, com o meu tempo, imagina, eu estou com ela de tempo inteiro. Então, assim, se tem alguma dificuldade no começo e conseguir passar por esse período do comecinho da amamentação, que é realmente doloroso, vale muito a pena.

 

Repórter João Pedro Neto: A estimativa é que a duração média do aleitamento materno inclusive seja de 54 dias. O dado é do Ministério da Saúde, que lançou uma campanha para reforçar a importância da amamentação materna. A iniciativa está ligada à Semana Mundial da Amamentação, comemorada todos os anos. O ministro Gilberto Occhi destacou a iniciativa.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: É importante que não só o Governo Federal, o governo do estado, os governos municipais se envolvem nessa campanha, mas também as empresas, as empresas que empregam tantas mães, que acabam tendo seus filhos e tendo que amamentar. Nós estamos incentivando e fazendo esse trabalho para essas empresas possam destinar um pequeno espaço para que a mãe possa continuar a fazer o aleitamento da criança mesmo depois da licença-maternidade.

 

Repórter João Pedro Neto: Com a frase Amamentação é Vida, a campanha tem como madrinha a atriz Sheron Menezzes.

 

Atriz - Sheron Menezzes: Sabe porque a amamentação é a base da vida? Porque o leite materno é muito importante não só nos primeiros meses do seu filho. Os benefícios ficam para a infância, a adolescência e para a vida toda. Leite é vida, né? A amamentação é a base da vida, é o lema da campanha e é verdade, e é verdade, seu filho cresce muito mais forte, mais saudável, muito mais resistente, sem alergia, sem doenças cardíacas, colesterol alto, hipertensão. Então, é muito importante a amamentação.

 

Repórter João Pedro Neto: A orientação é que a criança seja amamentada na hora que quiser e quantas vezes quiser, é o que se chama de amamentação em livre demanda. Mas, dificuldades, às vezes, ocorrem e por diversos motivos. Segundo a pediatra Sandi Sato, do Banco de Leite do Hospital Regional de Taguatinga, a informação é a principal aliada nessas horas, mas mamães também podem contar com outras formas de apoio.

 

Pediatra - Sandi Sato: Durante a gestação ela procurar informações, né, sobre o que é uma pega e posicionamento adequado, o que estiver acontecendo errado ela conseguir identificar e procurar logo ajuda ou de um banco de leite, né? Que o banco de leite, além de coletar leite para bebês prematuros doentes em UTI neonatal, ele também oferece apoio às mulheres com dificuldade na amamentação, um centro de saúde ou um profissional especializado na área.

 

Repórter João Pedro Neto: Todos os anos aproximadamente 150 mil litros de leite humano são coletados, processados e distribuídos à recém-nascidos de baixo peso internados em unidades neonatais no Brasil. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E as futuras mamães que trabalham com carteira assinada e têm direito à licença-maternidade precisam ficar atentas.

 

Nazi: Se elas são funcionários de empresas, devem solicitar o salário-maternidade diretamente ao empregador, sem precisar recorrer ao INSS. O repórter Diego Queijo explica.

 

Repórter Diego Queijo: Mulheres que vão ter um filho e trabalham para empresas públicas ou privadas têm direito ao salário-maternidade, garantido a todas as contratadas com carteira assinada, contribuintes da Previdência Social. Mas, diferentemente de outros casos, em que é necessário recorrer ao Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, para receber o benefício, as seguradas que trabalham em empresas devem solicitar ao empregador o complemento de renda. O salário maternidade só deve ser requisitado diretamente ao INSS por funcionários ou funcionárias de microempreendedor individual, o MEI, domésticas, pessoas que adotam crianças ou possuem guarda judicial para fins de adoção e em casos de morte que deem direito ao pagamento para o cônjuge. O coordenador geral de conhecimento de direitos do INSS, Moisés Moreira, dá mais informações.

 

Coordenador-geral de conhecimento de direitos do INSS - Moisés Moreira: Quem vai pagar diretamente é a empresa. Então, a pessoa que é empregada, ela procura a sua empresa, o setor responsável e o pagamento é feito pela empresa. Futuramente essa empresa vai ser reembolsada mediante compensação quando ela for pagar a cota patronal dela. Todos os outros casos quem paga diretamente é o próprio INSS.

 

Repórter Diego Queijo: O benefício é pago por um período de 120 dias. O cálculo do valor varia de acordo com o tipo de trabalho e o salário. Para aquelas mulheres que precisam solicitar o benefício ao INSS, o pedido deve ser feito pelo site: meu.inss.gov.br. Reportagem, Diego Queijo.

 

Gabriela: Apoiar o desenvolvimento de países africanos.

 

Nazi: E atuar em conjunto contra a prática de alguns países que aumentam impostos sobre importações.

 

Gabriela: Temas que foram discutidos hoje no encerramento da 10ª Cúpula do Brics.

 

Nazi: Os líderes dos cinco países do grupo Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul se reuniram com os chefes de Governo de países africanos e de outras nações em desenvolvimento.

 

Repórter Luana Karen: No último dia da 10ª Cúpula do Brics, em Joanesburgo, os líderes do grupo abriram o diálogo com países do continente africano e outras nações em desenvolvimento, como Argentina, Jamaica e Turquia. Nas reuniões ampliadas, eles falaram sobre ações para o desenvolvimento econômico e social da África e sobre como estreitar as relações com as demais nações em desenvolvimento do globo. O Presidente Michel Temer falou da ligação histórica entre Brasil e África e destacou os investimentos feitos nos últimos anos pelo governo brasileiro no continente e as perspectivas para o futuro.

 

Presidente Michel Temer: Auxiliamos na construção em São Tomé e Príncipe de laboratório que reduzirá o tempo para o diagnóstico da tuberculose no país. Em breve inauguraremos aqui mesmo, em Joanesburgo, um novo centro de treinamento da Embraer. Com equipamentos de última geração, o centro formará a cada ano milhares de profissionais em toda a África. Mais investimentos e mais comércio significam mais oportunidades e mais bem-estar para nossos povos.

 

Repórter Luana Karen: Temer elogiou a criação de um grupo de trabalho no Brics sobre manutenção da paz e lembrou que o Brasil tem tradição em ações militares coordenadas pelas Nações Unidas. Segundo o presidente, só o continente africano há atualmente cinco missões de paz com a participação de brasileiros. Outro tema que esteve no centro das discussões foi a disputa comercial gerada após a criação de taxas de importação por parte dos Estados Unidos. O Presidente Michel Temer e os outros líderes de Brics reafirmaram o apoio ao multilateralismo, que é quando vários países trabalham juntos sobre um determinado tema. O presidente Temer também falou sobre as negociações em andamento e os acordos firmados pelo Mercosul com países africanos.

 

Presidente Michel Temer: Assinamos nos últimos anos acordos de investimento com Moçambique, Angola, Malaui e Etiópia. Em setembro passado entrou em vigor o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito. Temos negociações em curso no Mercosul com a Tunísia e o Marrocos.

 

Repórter Luana Karen: O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que a reunião do Brics pode ajudar a dissipar iniciativas protecionistas mundo afora.

 

Ministro das Relações Exteriores do Brasil - Aloysio Nunes Ferreira: São cinco países importantes, países chaves nos seus respectivos continentes e que trabalhando com posições coordenadas, coordenando seu discurso e sua ação nos fóruns multilaterais, poderá, sem dúvida nenhuma, ser um movimento que possa deter essa tendência que é muito preocupante.

 

Repórter Luana Karen: O Brics responde por 23% do Produto Interno Bruto e 18% dos comércios mundiais. De Joanesburgo, na África do Sul, Luana Karen.

 

Gabriela: E o governo do Brasil quer explicações mais detalhadas do governo da Nicarágua sobre a morte de uma estudante brasileira na última segunda-feira.

 

Nazi: Rayneia Gabrielle Lima foi morta com um tiro no peito na capital Manágua. Segundo Ernesto Medina, reitor da universidade onde Rayneia estudava, a brasileira foi morta por um grupo paramilitar.

 

Repórter Luana Karen: Desde abril, manifestantes protestam contra o governo nicaraguense.

 

Nazi: O governo brasileiro chamou para explicações embaixador do Brasil no país e também a embaixadora da Nicarágua no Brasil.

 

Gabriela: Segundo o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, o gesto demonstra o inconformismo no Brasil com a situação do país.

 

Nazi: O ministro informou ainda que o governo brasileiro pediu à Organização dos Estados Americanos negociações que ponham fim à violência na Nicarágua.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: Fizemos apelos já na Organização dos Estados Americanos para que houvesse uma negociação que pusesse fim à violência, não apenas à violência das forças policiais, mas também talvez a violência mais ultrajante, que é a violência das forças paramilitares. E vamos continuar trabalhando nesse sentido, especialmente na Organização dos Estados Americanos.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nazi: Nova parceria vai ajudar o homem do campo na administração dos negócios.

 

Gabriela: E em mais uma reportagem especial, a agricultura familiar que leva alimento fresquinho para a merenda de milhares de crianças nas escolas públicas.

 

Nazi: A bandeira tarifária na conta de energia vai continuar vermelha no patamar dois no mês de agosto.

 

Gabriela: Isso significa um custo de R$ 5 para cada cem quilowatts/hora consumidos.

 

Nazi: A continuidade da cor da bandeira é consequência da falta de chuvas e a redução no nível nos principais reservatórios do país.

 

Gabriela: Por isso, a Agência Nacional de Energia De Elétrica, a Aneel, dá as dicas para economizar nesse período, tomar banhos mais curtos, não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado.

 

Nazi: Você também deve deixar a porta da geladeira aberta só o tempo que for necessário, utilizar lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo.

 

Gabriela: O gasto de turistas estrangeiros no Brasil aumentou quase 6% nos primeiros seis meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Nazi: E eles deixaram aqui no Brasil mais US$ 3,2 entre janeiro e julho deste ano, resultado do aumento de visitantes no país.

 

Gabriela: O Brasil recebeu mais de 3,1 milhões visitantes internacionais, crescimento de 8% no primeiro semestre.

 

Nazi: Para o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, os números mostram como o setor tem potencial Mara para apoiar o crescimento econômico do Brasil.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: Isso reforça a estratégia do turismo como um vetor da economia, e poderemos crescer ainda muito mais nosso país, que tem um maior potencial de turismo do todos os países do mundo e tem um maior a realizar ainda.

 

Gabriela: E não faltam motivos para que os turistas estrangeiros venham ao Brasil. As belezas naturais, a hospitalidade dos brasileiros.

 

Nazi: É, Gabriela, mas não é só isso, quem viaja gosta de comer bem e a nossa gastronomia tem arrancado elogios desses visitantes.

 

Gabriela: Uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, revela que restaurantes aqui de Brasília e a gastronomia de São Paulo estão entre os mais bem avaliados.

 

Repórter Raíssa Lopes: Não são só as belezas naturais e a hospitalidade das pessoas que fazem com que estrangeiros visitem o Brasil, a mistura de povos e culturas fizeram com que a gastronomia e os restaurantes do país fossem bem avaliados no estudo realizado pelo Ministério do Turismo. Os destaques da pesquisa foram os restaurantes de Brasília, que receberam 97,7% de avaliações positivas de turistas estrangeiros, e a gastronomia de São Paulo, aprovada por 97,3% dos entrevistados. Para o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, a gastronomia é um dos pilares do turismo.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: Nós acreditamos que o turismo, como sustentáculo da economia, tem como sua coluna de sustentação a gastronomia. À medida que nós nos solidificamos no campo da gastronomia nós nos solidificaremos no turismo.

 

Repórter Raíssa Lopes: Cristian Silva é dono de restaurante no Distrito Federal, ele diz que viu o setor se especializar para receber os turistas da Copa do Mundo de 2014 e que isso ficou como legado. Aproximadamente 20% de seus clientes são estrangeiros, por isso tem cardápios e site em português e inglês.

 

Dono de restaurante - Cristian Silva: Muitos restaurantes se especializaram, buscaram dar cursos de idiomas, por exemplo, para os seus colaboradores. A gente hoje está colhendo os bons frutos disso.

 

Repórter Raíssa Lopes: A professora Belque Sliça, nasceu na República Dominicana e mora no Brasil há cinco anos, ela acredita que a diversidade é uma das coisas que fazem nossa culinária ser tão bem avaliada.

 

Professora - Belque Sliça: Porque ela é muito diversa, você encontra várias coisas e tem também uma opção para cada culinária, tem ligada à África, francesa, italiana e cada um gosta de uma coisa.

 

Repórter Raíssa Lopes: Além de São Paulo, a gastronomia do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também se destacaram e alcançaram percentuais na faixa dos 96%. O estudo da Demanda Turística Internacional 2017 ouviu 35 mil turistas estrangeiros em aeroportos e pontos de fronteira. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nazi: Fazer uma boa colheita e vender seus produtos não é único requisito para se viver no campo.

 

Gabriela: É preciso planejar bem os negócios, administrar custos e lucros e pensar ainda na inovação. É isso mesmo, novos produtos que podem ser produzidos, ampliando o mercado consumidor.

 

Nazi: E para ajudar a fornecer pequenos negócio rurais o Sebrae e a Embrapa fecharam, hoje, uma parceria.

 

Gabriela: Juntos, eles vão oferecer cursos para que os produtores possam pensar o uso da tecnologia na produção e gerenciar melhor os negócios.

 

Repórter Nei Pereira: Os cajueiros, tão comuns no Nordeste do Brasil, foram a oportunidade de negócio para o cearense Paulo Rogério de Carvalho. Há 16 anos ele fabrica vários alimentos derivados na castanha do caju em uma agroindústria em Pacajus, na região metropolitana de Fortaleza. A empresa usa as castanhas que vêm de produtores do estado. Agora, Paulo já se prepara para vender as mercadorias em outros países. E para chegar nesse estágio contou com o apoio da Embrapa.

 

Cearense - Paulo Rogério de Carvalho: Nós já temos a paçoquinha da castanha-de-caju, a barra de castanha-de-caju com mel e açúcar mascavo. E, de momento, em parceria com a Embrapa, nós estamos desenvolvendo o óleo da amêndoa da castanha-de-caju, que é um substitutivo do azeite de oliva.

 

Repórter Nei Pereira: E o apoio a pequenos produtores como o Paulo Ricardo, vai aumentar com o novo acordo assinado nesta sexta-feira entre a Embrapa e o Sebrae. São quatro convênios em temas como estratégias de negócio, criação de peixes, produção de alimentos e agricultura orgânica. Um dos objetivos é fazer com que os produtores gerenciem melhor as atividades agrícolas, como detalha o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

 

Presidente da Embrapa - Maurício Lopes Muitas: vezes nós temos as tecnologias, né, para desenvolvermos os sistemas produtivos, temos os insumos, vemos as variedades, mas, às vezes, falta a inovação gerencial para que o produtor possa gerenciar o seu negócio como uma empresa, pensando em obter lucro, sustentabilidade e longevidade para o seu negócio.

 

Repórter Nei Pereira: A parceria une a experiência do Sebrae em pequenos negócios e os conhecimentos da Embrapa para levar tecnologia às pequenas propriedades rurais de todo o país, como destaca a presidente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes.

 

Presidente em exercício do Sebrae - Heloisa Menezes: É um casamento perfeito, é uma integração de esforços, uma forma correta de levar todo esse conhecimento e a tecnologia tão bem desenvolvida pela Embrapa com uma entidade como o Sebrae, que tem uma força e uma capilaridade muito grande de penetração em todo o Brasil.

 

Repórter Nei Pereira: Os produtores rurais interessados em receber apoio nos negócios por meio da parceria devem procurar uma unidade da Embrapa ou do Sebrae do seu estado. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nazi: E em todo o país, mais de 4 milhões de pessoas trabalham no campo para levar a maior parte dos alimentos que chegam à nossa mesa.

 

Gabriela: Na última reportagem especial sobre esses trabalhadores, vamos falar de alimentação escolar.

 

Nazi: Uma lei garantiu que parte dos alimentos que a criançada come nos recreios das escolas públicas venha obrigatoriamente dos agricultores familiares.

 

Gabriela: E aí é fácil fazer a conta, ganha o produtor, que vende seus produtos, e as crianças, que recebem alimento de qualidade.

 

Repórter Raquel Mariano: Torta saborosa de bata-doce com peixe e rocambole nutritivo de baru da tia. Foram com essas duas receitas que a Osmarina Assini ficou entre as primeiras colocas por donos anos no concurso Melhor Receitas de Alimentação Escolar. Merendeira há 12 anos, Osmarina prepara com muito carinho duas refeições por dia para 160 alunos em uma escola no município de Iporã, Goiás. Osmarina recebe grande parte dos produtos que usa no preparo da comida direto do produtor, e ela garante que isso faz toda a diferença.

 

Merendeira - Osmarina Assini: É bem melhor de a gente estar trabalhando, não tem tanto agrotóxico, não tem tanto veneno, né? E, outra, a gente pega direto do produtor, vem mais fresco, não tem esses negócios de risco, de ter alguma contaminação, né?

 

Repórter Raquel Mariano: O que garante que a cozinheira receba esses produtos direto do produtor é a Lei da Aquisição de Produtos da Agricultura Familiar, ela determina que, pelo menos, 30% do valor que é repassado para municípios e estados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, o Pnae, deve ser usado na agricultura familiar. Isso ajuda a garantir uma alimentação saudável para as crianças, como afirma Karine Santos, coordenadora-geral do Programa de Alimentação.

 

Coordenadora-geral do Programa de Alimentação - Karine Santos: E o agricultor familiar vêm então, nesse papel de estar mais próximo da escola, de fornecer alimentos mais frescos, de fornecer alimentos in natura, de favorecer, né, a cadeia da produção curta, onde você produz e consome pais perto da escola, e, por isso, então, ele é um ator também essencial para a boa execução do Pnae.

 

Repórter Raquel Mariano: A José Antônio Marfil faz parte de uma cooperativa de produtores orgânicos em Pinhais, no Paraná. Desde o início da lei, a cooperativa vende parte dos produtos para as escolas. Com a garantia da venda, a cooperativa também cresceu, e hoje 800 agricultores familiares também participam. São fornecidos alimentos de todos os tipos, como frutas e hortaliças. Essa preocupação com os estudantes trouxe bons resultados no campo, como conta o produtor José Antônio.

 

Produtor - José Antônio Marfil: Primeiro que a gente está alimentando a nossa família de forma mais correta e mais limpa. Segundo, que além de alimentar nossa família, né, e mantendo nossos filhos no campo e a gente no campo, nós também estamos colocando esses alimentos para outros comemorem da mesma forma que a gente come.

 

Repórter Raquel Mariano: A previsão de orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar para 2018 é de R$ 4,2 bilhões para atender a 42 milhões de estudantes espalhados pelas mais de 150 mil escolas públicas de todo o país. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nazi: Você que está ouvindo a gente, já perdeu algum documento?

 

Gabriela: É um transtorno, né? Mas é importante saber que antes de pedir a segunda via, você pode procurar uma agência dos Correios.

 

Nazi: É isso mesmo. Em todo o país os Correios possuem um departamento de achados e perdidos. Hoje são mais de 31 mil documentos aguardando os donos.

 

Gabriela: Eles foram deixados nas agências por pessoas que os encontraram e ficam na base de dados por 60 dias, como explica o gerente da Agência Central dos Correios de Brasília, Aurélio Pereira Silva.

 

Gerente da Agência Central dos Correios de Brasília - Aurélio Pereira Silva: Esses documentos são encaminhados para a Agência Central, uma agência centralizadora. Todo estado tem uma agência centralizadora e lá ele é catalogado, ele é lançado e um sistema possibilitando o contribuinte, o cidadão, a verificar se esse documento está sobre a guarda dos Correios. Ele pode verificar se o documento está em qualquer local, em qualquer estado, ou seja, é um sistema nacional. Isso possibilita com que o cidadão que está em trânsito, que está viajando, localize os documentos dele, que está sob a guarda dos Correios.

 

Nazi: Para saber se o documento que você perdeu está nos Correios, acesse o link de achados e perdidos na internet, em: correios.com.br ou ligue no: 0800-570-0100.

 

Gabriela: Está aberto o prazo para saque do abono salarial do PIS/Pasep ano-base de 2017.

 

Nazi: Nesta primeira etapa podem sacar o PIS nas agências de Caixa os trabalhadores na iniciativa privada nascidos em julho e podem sacar a PIS/Pasep nas agências do Banco do Brasil os funcionários públicos com final zero na inscrição.

 

Gabriela: Tem direito ao abono quem trabalhou por, pelo menos, 30 dias com Carteira assinada no ano passado com remuneração mensal média de até dois salários mínimos e que está inscrito no PIS/Pasep pelo menos há cinco anos.

 

Nazi: Para ter mais informações sobre o PIS você pode ligar para o 0800-726-0207, da Caixa, ou acessar: www.caixa.gov.br/pis.

 

Gabriela: Para saber sobre o Pasep basta ligar para o 0800-729-0001, no Banco do Brasil.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".