28 de junho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: 30% das vagas para estagiários no serviço público federal devem ser destinadas a estudantes negros. Decreto foi assinado pelo presidente Michel Temer. Governo vai realizar atualização cadastral dos pescadores para garantir direitos e benefícios do INSS. Leilão de novas linhas de transmissão. São elas que levam energia das usinas até os consumidores e aumentam a oferta da luz elétrica em todo país. Vamos falar também da pesquisa inédita do IBGE sobre moradores de áreas de risco. E das ações do governo para retirar famílias desses locais.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 28 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Trinta por cento das vagas para estagiários no serviço público federal devem ser destinadas a estudantes negros.

 

Nasi: Decreto foi assinado hoje pelo presidente Michel Temer.

 

Presidente da República - Michel Temer: É com extraordinária satisfação, né? Que nós assinamos esta medida tão importante, né? Para a inserção da juventude negra no mercado de trabalho.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Governo vai realizar atualização cadastral dos pescadores para garantir direitos e benefícios do INSS.

 

Gabriela: E acontece neste momento o leilão de novas linhas de transmissão.

 

Nasi: São elas que levam energia das usinas até os consumidores e aumentam a oferta da luz elétrica em todo o país.

 

Gabriela: Vamos falar também na pesquisa inédita do IBGE sobre moradores de áreas de risco.

 

Nasi: E das ações do governo para retirar famílias desses locais. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Umas dessas políticas é o Programa Minha Casa Minha Vida, que destina 20% das contratações para atender famílias expostas a riscos.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Amanhã é Dia do Pescador.

 

Nasi: E o Brasil, com seus mais de 8 mil quilômetros de litoral, tem muito o que produzir.

 

Gabriela: A indústria pesqueira envolve cerca de 10 milhões de pessoas.

 

Nasi: Muitos são trabalhadores que dependem do que tiram dos mares e dos rios Brasil afora.

 

Gabriela: E para apoiar esse trabalho o governo está iniciando uma campanha para atualizar o cadastro de pescadores de todo o país.

 

Nasi: E é sobre isso que nós vamos conversar agora, ao vivo, com o secretário de Aquicultura e Pesca, Dayvson Franklin. Boa noite, secretário.

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): Boa noite. Boa noite a todos os nossos ouvintes, em especial, os nossos pescadores e pescadoras do Brasil.

 

Nasi: Secretário, como que essa é a campanha? Pode explicar para a gente?

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): Claro, nós vivemos um problema sério desde 2014, quando terminou o Ministério da Pesca, onde nós tivemos uma parada de investimento no sistema que faz o controle, o cadastro de todos os pescadores do Brasil. Então, nós tivemos muitas carteiras canceladas, nós tivemos muitas carteiras que foram suspensas, nós temos registros iniciais, ou seja, novas carteiras que não foram emitidas, justamente por falhas nesse sistema. Essa atualização cadastral visa dar justamente essa tranquilidade ao pescador, ou seja, registrá-lo com qualidade, com segurança, e, principalmente, demonstrando a todo o nosso setor a quantidade de pescadores que nós temos.

 

Gabriela: E, secretário, foi feita uma parceria com o INSS, não é isso? Explica para a gente.

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): O INSS, ele processa o pagamento de vários benefícios previdenciários e também, em especial, o seguro-defeso/desemprego, que é justamente pago aos pescadores que vivem exclusivamente da atividade da pesca, em que no período são proibidos, por uma questão ambiental, de realizar essa atividade. Então, o INSS, ele processa um pagamento, baseado no cadastro que nós, da Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca da Presidência da República, devemos manter da melhor forma possível, da forma mais segura, identificando o verdadeiro pescador. Então, a união do governo é justamente juntar os esforços da secretaria, que mantém o cadastro, com o INSS, que processa o pagamento e os benefícios dos nossos pescadores.

 

Nasi: Agora, secretário, amanhã também vai ser assinada outra parceria, né? Dessa vez com os Correios, como que vai ser?

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): A gente quer dar tranquilidade para os pescadores do Brasil inteiro terem acesso a essa atualização cadastral, e sempre que necessário for, eles fazerem algum tipo de mudança ou de atualização no seu cadastro, eles terem conforto, terem segurança. Então, os Correios, como tem agências espalhadas pelo Brasil inteiro, se juntam a ser mais um grande parceiro para ajudar os nossos pescadores a terem acesso aos seus direitos, a ter sua carteira, a ter sua emissão, a fazer a sua atualização, de forma muito mais segura, tranquila, muitas das vezes sem nem sair da sua cidade, ele não vai precisar se deslocar a capitais, encaminhar direto para a Brasília, ele pode procurar as agências dos Correio que a própria agência dos Correios vai fazer o atendimento.

 

Gabriela: Secretário, o que dizer aos pescadores que nos ouvem agora? Como o governo vem trabalhando para apoiar esses trabalhadores que também são tão importantes para a nossa economia?

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): É um momento de muita esperança, eu vejo como uma mudança estratégica do governo em devolver a secretaria à Presidência da República, uma secretaria especial, que tenha a capacidade e autonomia, de olhar para as demandas principais do setor. Não há peixe, não há pesca sem o pescador, ele é fundamental, essencial, é o mais importante nesse processo, juntamente com o próprio peixe. Então, apoiar esse trabalhador tão importante para a economia. Um dado muito importante é que de toda proteína animal mais comercializada do mundo, o peixe é a principal, e o Brasil participa apenas 0,2 desse mercado. Então, o Brasil hoje olha de forma muito estratégica e começa de forma olhando a questão socioeconômica desse trabalhador, dando a ele as garantias para que ele possa realizar sua atividade com segurança e respeito.

 

Nasi: Então, tá certo. Nós também damos os nossos parabéns a todos os pescadores brasileiros e agradecemos à entrevista, ao vivo, do secretário do Aquicultura e Pesca, Dayvson Franklin. Secretário, uma boa noite.

 

Secretário de Aquicultura e Pesca -  Dayvson Franklin (ao vivo): Boa noite. Muito obrigado e parabéns a todos nossos pescadores e pescadoras.

 

Gabriela: Ampliar as oportunidades para jovens negros.

 

Nasi: O presidente Michel Temer assinou hoje um decreto para impulsionar a carreira profissional desses jovens com apoio do setor público.

 

Gabriela: A partir de agora 30% das vagas em processos de seleção de estagiários no serviço público federal vão ser destinadas a estudantes negros.

 

Repórter Gabriela Noronha: O decreto assinado pelo presidente Michel Temer determina que três em cada dez vagas de estágio ou jovens aprendizes em toda a administração pública deverão ser destinadas a esses jovens. O estagiário Marcos Silva, de Brasília, comemorou a medida.

 

Estagiário - Marcos Silva: Isso vai fazer... vai levar as pessoas a sonhar mais alto, a conquistar seus objetivos. Nós temos que garantir a inclusão dessas pessoas, que muitas das vezes não têm oportunidade.

 

Repórter Gabriela Noronha: A mudança será aplicada na administração pública, autarquias, fundações públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Segundo o ministro do Trabalho, Helton Yomura, só em 2018 foram mais de 35 mil novos postos de trabalho para os jovens aprendizes. Para o ministro, o decreto vai trazer benefícios sociais importantes.

 

Ministro do Trabalho - Helton Yomura: Essa medida, tenho certeza, vai viabilizar oportunidades para afastar jovens do mercado do trabalho ilegal. E mais que isso, vai caminhar no sentido positivo de impulsionar a inserção da população negra brasileira no mercado de trabalho.

 

Repórter Gabriela Noronha: Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste já assinaram termo de compromisso aderindo à política de reserva de vagas para negros. Para o presidente Michel Temer a medida reforça um dos principais pilares do governo, a responsabilidade social.

 

Presidente da República - Michel Temer: Eu considero e acho que todos nós consideramos um documento histórico de inclusão social, porque nós estamos dando mais oportunidades para segmento da população que enfrenta, vamos ser muito claros, enfrenta conhecido histórico de exclusão, que é vítima, naturalmente, das mais diferentes formas. Acho que o marco extraordinário, o marco fundamental, o marco mais relevante para a revelação dessa nossa responsabilidade social é o ato que todos nós assinamos hoje.

 

Repórter Gabriela Noronha: As vagas reservadas em processos seletivos de estagiários serão abertas à concorrência de candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: O primeiro leilão de transmissão de energia desse ano está acontecendo agora em São Paulo.

 

Gabriela: Estão sendo ofertados 20 lotes com investimentos previstos de R$ 6 bilhões.

 

Nasi: O repórter Paulo La Salvia está lá na capital paulista acompanhando o leilão de perto e vai explicar para a gente como essas vendas podem aumentar a oferta de energia para nós, brasileiros. Uma boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O leilão continua aqui na Bolsa de Valores de São Paulo e deve se estender pelo menos até às 8h e meia da noite. Estão sendo leiloadas 21 linhas de transmissão que vão passar por 16 estados das 5 regiões do país, além de subestações de energia. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, as obras vão melhorar a distribuição de energia no país.

 

Diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica - Romeu Rufino: O sistema elétrico brasileiro tem uma característica que normalmente a carga está distante do local de geração. Então, ele exige um volume de transmissão importante. Então, quanto mais redundância tiver, quanto mais reforçado estiver esse sistema, mais segurança na transmissão dessa energia, menos falhas está sujeito o sistema, tanto para escoar novas instalações, para escoar novas gerações como para melhorar, para reforçar os sistemas já existentes.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Grupos estrangeiros estão participando do leilão. O ministro de Minas Gerais e Energia, Moreira Franco, destacou o interesse desses grupos privados do exterior pela área de transmissão no Brasil.

 

Ministro de Minas Gerais e Energia - Moreira Franco: Há um interesse muito grande, há uma necessidade de nós melhorarmos toda a nossa infraestrutura e logística de transmissão, tanto que vamos ter ainda nesse ano um outro leilão, e, evidentemente, não só ampliar, mas também garantir que haja condições de inovação tecnológica para que cada vez mais nós possamos melhorar a qualidade da prestação de serviço no Brasil.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, o interesse de grupos estrangeiros demonstra a confiança dos investidores no país. Ronaldo Fonseca faz uma estimativa do impacto da disputa do leilão na economia brasileira.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Ronaldo Fonseca: Seis bilhões de investimentos, a modernização da infraestrutura, para, inclusive, baratear na conta do usuário de energia elétrica, significa 13.600 empregos diretos, sem contar os indiretos, e completando uma linha de transmissão com mais de 14 mil quilômetros. Então, significa investimento.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Os grupos privados vão ficar responsáveis por construir, dar manutenção e operar as linhas de transmissão e as subestações de energia por 30 anos. A tendência é que a tarifa de transmissão, um dos componentes que entram na conta de luz, fique mais barata ao longo do tempo. E uma última informação, dos 20 lotes que estão sendo leiloados, 12 já foram arrematados. De São Paulo, ao vivo, Paulo La Salvia para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: IBGE faz estudo inédito sobre brasileiros que moram em áreas de risco.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos detalhar esses números.

 

Gabriela: Você também vai saber quais ações do governo para garantir segurança ou retirar famílias desses locais.

 

Nasi: Viver isolado em uma floresta pode trazer grandes dificuldades.

 

Gabriela: Situações que já são difíceis de lidar na cidade, ficam ainda mais desafiadoras longe de tudo.

 

Nasi: É aí que entra a busca ativa de assistentes sociais em todo o país. Eles percorrem comunidades isoladas para levar às famílias direitos e oportunidades de mais qualidade de vida.

 

Gabriela: É o caso de uma comunidade quilombola no interior do Pará. Em nossa série de reportagens especiais dessa semana vamos conhecer os resultados desse trabalho. Quem conta essa história é o repórter Diego Queijo.

 

Repórter Diego Queijo: A comunidade quilombola Sítio Bosque fica no interior do município de Moju, no Pará. Por causa da distância, uma das maiores dificuldades da população era ir até os centros de atendimento da assistência social na cidade. Atualmente, uma equipe de busca ativa percorre o território levando os principais serviços socioassistenciais do Governo Federal, como de Proteção e Atendimento Integral à Família, o Paif. Uma das famílias atendidas é a de Manoel Trindade e da Claudiane Freitas. Com quatro filhos, eles vivem o interior da floresta e sobrevivem da colheita do açaí e da mandioca. Quando a equipe chegou foram identificadas as necessidades e dificuldades do casal, a partir daí eles foram acolhidos e passaram a receber o benefício do Bolsa Família e as visitas do Criança Feliz, melhorando a qualidade de vida, como contam os dois.

 

Entrevistado - Manoel Trindade: Foi importante para minha família, porque a gente tem dificuldade de dinheiro para sobreviver. A nossa vida, a nossa batalha do dia a dia é isso aí, trabalhando na nossa roça, sobrevivendo da nossa roça, das nossas lavouras.

 

Entrevistada - Claudiane Freitas: Alimentação.

 

Entrevistado - Manoel Trindade: Alimentação.

 

Entrevistada - Claudiane Freitas: Antes era mais difícil, né? Agora se tornou uma coisa mais fácil.

 

Repórter Diego Queijo: O objetivo das ações é fortalecer e apoiar as famílias, prevenir situações de vulnerabilidade e promover o acesso a benefícios e a autonomia de cada pessoa. Quem atende a família de Manoel e Claudiane é a assistente social Ana Cristina Santana. Segundo ela, o acolhimento funciona de acordo com as necessidades de cada família para garantir a cidadania.

 

Assistente social - Ana Cristina Santana: Como aqui é uma área quilombola, tem toda uma questão diferenciada, para quê? Para que a gente garanta o direito deles como cidadão. Então, para eles isso foi de suma importância.

 

Repórter Diego Queijo: Um dos líderes comunitários, Valmir Natividade, destaca a importância do trabalho social desenvolvido com base no respeito, no conhecimento e na compreensão da realidade e das relações familiares.

 

Líder comunitário - Valmir Natividade: O trabalho é feito com reconhecimento na peculiaridade do usuário, até porque cada comunidade é uma realidade. E quando há esse respeito, há o reconhecimento por parte do usuário. Porque nós vivemos anos e anos de um povo esquecido historicamente. Então, eu percebo aqui neste momento é o momento que a gente está indo em busca de ter o melhor atendimento.

 

Repórter Diego Queijo: A secretária nacional de Assistência Social, Carminha Brant, afirma que é preciso sempre levar em consideração o ambiente da família para que os resultados sejam melhores e ajudem na superação da pobreza.

 

Secretária nacional de Assistência Social - Carminha Brant: Porque você precisa identificar, reconhecer e dar voz a essas comunidades tradicionais. Eles não podem estar desligados de alguns serviços e benefícios que são direitos mesmo à promoção de garantir igualdade em todos brasileiros.

 

Repórter Diego Queijo: Para saber mais sobre essas e outras ações e programas do Ministério do Desenvolvimento Social, acesse: mds.gov.br. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: Ao longo da vida escolar os estudantes de Ensino Fundamental e Médio passam por diversas avaliações, que têm o objetivo de saber como anda na educação no Brasil.

 

Gabriela: Agora o Sistema de Avaliação da Educação Básica, Saeb, está sendo atualizado.

 

Nasi: A Educação Infantil também vai ser avaliada.

 

Gabriela: E no Ensino Fundamental a prova do terceiro ano vai ser antecipada, e a do nono ano vai incluir outras disciplinas além de português e matemática.

 

Repórter Nei Pereira: O Sistema de Avaliação da Educação Básica, Saeb, é um dos principais instrumentos para verificar a qualidade do ensino no Brasil. O sistema é composto por provas e questionários aplicados aos alunos a cada dois anos. E com as mudanças anunciadas nesta quinta-feira, a partir do ano que vem os exames de língua portuguesa e matemática, que eram aplicados no terceiro ano do Ensino Fundamental, serão antecipados para o segundo ano. De acordo com o ministro da Educação, Rossieli Soares, essa medida ajuda a corrigir deficiências no aprendizado do aluno nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Grande parte das crianças têm 9 anos no final do terceiro e não sabem ler pequenas palavras, não sabem escrever palavras. Então, a gente precisa no primeiro e no segundo ano nós termos condições de ter uma consolidação do processo de alfabetização, não é a conclusão, mas é a consolidação do processo de alfabetização.

 

Repórter Nei Pereira: Outra mudança no Saeb está na avaliação do nono ano do Ensino Fundamental, que além dos testes de língua portuguesa e matemática, passa a contar com as disciplinas de ciências humanas e ciências da natureza. Segundo o ministro Rossieli Soares, essa ampliação vai permitir avaliar todas as áreas do conhecimento.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: A grande novidade importante para o Brasil é a gente começar a olhar outras áreas para além de língua portuguesa e matemática no processo de evolução importante para o olhar da qualidade da educação, que é avaliar as ciências de natureza e as ciências humanas.

 

Repórter Nei Pereira: Mais uma novidade a partir de 2019 será a inclusão da Educação Infantil no sistema de avaliação. Os alunos de creche e pré-escola não vão fazer provas, a avaliação será por meio de questionários respondidos por professores funcionários dessas instituições, e, no futuro, também pelas famílias das crianças. Segundo Maria Inês Fini, presidente do Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, essa decisão vai complementar o censo escolar da Educação Infantil.

 

Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Maria Inês Fini: Então, o que os questionários qualitativos vão fazer é qualificar um pouco esse contexto de oferta que nós realmente não temos dados ainda para serem quantificados nesta especificidade qualitativa.

 

Repórter Nei Pereira: As avaliações do quinto ano do Ensino Fundamental e do terceiro ano do Ensino Médio foram mantidas somente com a aplicação das provas de língua portuguesa e matemática e a adesão de escolas particulares ao Saeb continua facultativa. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Inundações, enxurradas e deslizamentos de terra em áreas habitadas costumam causar grandes prejuízos e deixar moradores desabrigados.

 

Gabriela: Em casos mais graves, os desastres chegam a provocar mortes.

 

Nasi: Para diminuir o impacto desses acidentes sobre a população o IBGE fez um levantamento das chamadas áreas de risco.

 

Repórter Pablo Mundim: A pesquisa inédita feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, encontrou mais de 8 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco no Brasil, expostas a deslizamento de terra, inundações e enxurradas. De acordo com o estudo, que avaliou dados de 2010, essas pessoas moravam, na época, em cerca de 2,5 milhões de domicílios. O coordenador de Geografia do IBGE, Cláudio Stenner, explica que os dados são fundamentais para o planejamento de políticas públicas.

 

Coordenador de Geografia do IBGE - Cláudio Stenner: Pode propiciar uma melhoria das ações do Estado em prol da valorização da vida, da mitigação de efeitos de desastres naturais e da prevenção de desastres naturais. E a gente tem também um detalhamento geográfico de onde estão essas pessoas, não só em quais municípios, mas também dentro do município, aonde estão distribuídas essas pessoas em informações detalhadas para cada uma dessas áreas, informações de rendimento, informações de educação, de estrutura de domicílio, de saneamento, água, esgoto, coleta de lixo, que serão de grande valia para planejamento de políticas públicas.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma dessas políticas é o Programa Minha Casa Minha Vida, que destina 20% das contratações para atender famílias expostas a riscos e casos de situação de emergência ou de calamidade pública. Mais de 4 mil famílias nessa situação já foram atendidas e outras quase 4 mil estão na lista para receber os imóveis. Desde 2009 o programa já beneficiou, no total, 20 milhões de pessoas, cidadãos como o Prof. Marcos Antônio Rodrigues, que mora em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, ele foi um dos sobreviventes de um dos maiores desastres naturais no Brasil. Em 2011, Marcos perdeu casa e amigos durante uma enxurrada que causou deslizamentos de terra na região serrana do Rio, atingiu mais de 300 mil famílias e causou 900 mortes.

 

Professor - Marcos Antônio Rodrigues: No primeiro momento muita gente foi para abrigo, para casa de parentes, aí depois a gente ficou ainda de aluguel social, aguardando licitações para que fossem feitas as obras, e aí que nós conseguimos ir para o Programa Minha Casa Minha Vida, que são os apartamentos que hoje a gente se encontra aqui. São de 10 a 15 mil moradores.

 

Repórter Pablo Mundim: O Governo Federal tem ainda outras ações para minimizar os efeitos de desastres naturais, os investimentos para a contenção de encostas são de R$ 2 bilhões. Outros R$ 13 milhões vão para planos municipais de redução de riscos, 82 cidades já foram atendidas. Para diminuir os danos provocados por inundações, enxurradas e alagamentos o orçamento é de R$ 8 bilhões. São 173 obras que beneficiam mais de 3 milhões de famílias em 123 municípios. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: A cada três meses o Banco Central divulga um relatório da inflação com uma previsão do índice para o ano.

 

Nasi: Isso é importante para se fazer uma leitura de como anda a economia do país e ainda manter o poder de compra do brasileiro.

 

Gabriela: E os dados divulgados hoje mostram que a greve dos caminhoneiros deve ter impacto direto tanto na inflação quanto no crescimento do PIB. A repórter Raíssa Lopes explica.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Produto Interno Bruto, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o comportamento da economia, deve crescer 1,6% em 2018. O Banco Central fez uma revisão da última projeção, divulgada em março, que era de 2,6%. O índice menor foi influenciado pela greve dos caminhoneiros, que ocorreu no mês de maio e paralisou a economia do país. O diretor de política econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, lembra que a economia continua em processo de recuperação, mas em ritmo mais gradual.

 

Diretor de política econômica do Banco Central - Carlos Viana de Carvalho: O mercado de trabalho segue num ritmo de recuperação gradual, consistente com esse ritmo de recuperação da economia brasileira. A taxa de desemprego vem caindo num ritmo moderado.

 

Repórter Raíssa Lopes: A projeção da inflação para este ano subiu de 3,9% para 4,2%. Segundo o Banco Central, a alta na previsão do índice também teve impacto da greve que atingiu as rodovias e prejudicou a circulação de mercadorias, mas os efeitos vão ser temporários. Para 2019, a previsão de inflação caiu de 4,1% para 3,7%. Para o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, é essencial que as reformas continuem para que a inflação permaneça baixa.

 

Presidente do Banco Central - Ilan Goldfajn: Nossas projeções de médio e longo prazo, elas precisam da continuidade dessa reformas e ajustes. Isso é uma tarefa para a sociedade como um todo atuar para que nós tenhamos inflação baixa, nós tenhamos juros menores e que isso leve a uma recuperação sustentável da econômica brasileira.

 

Repórter Raíssa Lopes: O presidente do Banco Central afirmou também que vai continuar acompanhando os mercados e continuará a intervir no câmbio quando for necessário. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".