28 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Começa mais uma etapa de interiorização dos venezuelanos. Até o final de setembro, 1 mil imigrantes vão ser levados para outros estados do país. Hoje é Dia Nacional do Voluntariado. E Ministério da Educação quer incentivar este trabalho dentro das escolas e universidades. E um portal na internet vai diminuir distâncias entre quem quer doar seu tempo e instituições que precisam.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 28 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começou hoje mais uma etapa de interiorização dos venezuelanos.

 

Nasi: Até o final de setembro, mil imigrantes vão ser levados para outros estados do país, Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: O programa busca acomodação para os imigrantes em outros estados e atua também para que eles consigam colocação no mercado de trabalho.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Hoje é o Dia Nacional do Voluntariado.

 

Gabriela: E Ministério da Educação quer incentivar esse trabalho dentro das escolas e universidades.

 

Nasi: E um portal na internet vai diminuir distâncias entre quem quer doar seu tempo a instituições que precisam. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Um espaço na internet que vai conectar projetos e voluntários em todo o país, oferecendo oportunidade para que as pessoas possam se engajar e ajudar o próximo.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: E a gente começa A Voz do Brasil de hoje, ao vivo, do Palácio do Planalto, onde o presidente Michel Temer faz um pronunciamento aos brasileiros. Vamos ouvir.

 

Presidente Michel Temer: Para complementar as ações humanitárias que o Governo Federal promove há vários meses, em Pacaraima e em Boa Vista. Já oferecemos, como sabem todos, né, atendimento médico e assistência social em abrigos que recebem as famílias de imigrantes, em fluxo cada vez mais intenso. O governo já promove também o processo de interiorização para minimizar os impactos do desastre humanitário causado pelo governo da Venezuela. A onda migratória em Roraima é resultado, devo dizer, das péssimas condições de vida a que está submetido o povo venezuelano. É exatamente isso que cria essa trágica situação que hoje afeta quase toda a América de Sul. Devo dizer desde logo, que o Brasil respeita a soberania dos estados, das nações, mas temos que lembrar que só é soberano um país que respeita e cuida do seu povo. A soberania, em qualquer parte do mundo, é do povo, e é o povo que todo governo deve proteger e dar segurança. Por isso, é preciso encontrar urgentemente um caminho para mudar essa situação. Nós vamos realizar todos os esforços em todos os foros internacionais para alterar esse quadro dramático. Vamos buscar apoio na comunidade internacional para a adoção de medidas diplomáticas firmes que solucionem esse problema, que não é mais de política interna de um país, mas avançou pela fronteira de vários países e ameaça a harmonia de todo o nosso continente. Não é só o Brasil que sofre essas consequências, mas o Peru, o Equador, a Colômbia, vários países da América Latina. Daí a razão deste comunicado. E eu vou pedir a gentileza do ministro de Defesa e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, se os senhores e as senhoras tiverem perguntas a fazerem, eles estarão... estão habilitados a respondê-las. Muito obrigado.

 

Gabriela: E nós ouvimos agora, a declaração do Presidente Michel Temer, ao vivo, direto do Palácio do Planalto. E mais um grupo de imigrantes venezuelanos deixou hoje Roraima para viver em outros estados brasileiros.

 

Nasi: Eles foram transferidos para Manaus, João Pessoa e São Paulo.

 

Gabriela: Agora já são mais de mil os imigrantes que voluntariamente aderiram ao Programa de Interiorização.

 

Nasi: Antes de partir eles receberam CPF e carteira de trabalho. A expectativa é de que em outra cidade tenha mais uma oportunidade de conseguir trabalho e começar uma vida nova no Brasil.

 

Gabriela: A ação do Governo Federal desafoga o estado de Roraima, porta de entrada para milhares de venezuelanos.

 

Repórter Cleide Lopes: As cidades de Manaus, João Pessoa e São Paulo receberam, nessa terça-feira, 187 venezuelanos transferidos por meio do Programa de Interiorização. O programa busca acomodação para os imigrantes em outros estados e atua também para que eles consigam colocação no mercado de trabalho, como explica Viviane Esse, representante da Casa Civil da Presidência da República.

 

Representante da Casa Civil da Presidência da República - Viviane Esse: Várias ONGs nos ajudam tanto da procura de emprego, como a confecção do currículo dessas pessoas para que a gente use os nossos sistemas para poder cruzar informação de vagas e perfil de trabalho. Temos todo esse cuidado de informá-los sobre a legislação brasileira, trabalhista, ajudá-los nessa inserção no mercado de trabalho. Estamos fazendo seminários em várias capitais, em várias cidades para sensibilizar as entidades de classe e os empresários na contratação dos imigrantes.

 

Repórter Cleide Lopes: Com o grupo de venezuelanos que deixou Roraima nessa terça-feira chega a 1.007 o número de imigrantes transferidos a outros estados desde abril. Mais de um grupo deve deixar boa vistoria ainda esta semana. E, segundo, Viviane Esse, da Casa Civil, a meta é interiorizar outros mil imigrantes até o fim de setembro.

 

Representante da Casa Civil da Presidência da República - Viviane Esse: A ideia é que a gente faça dois voos por semana. O Boeing tem capacidade de levar até 200 pessoas. Então, a nossa meta é intensificar o processo de interiorização.

 

Repórter Cleide Lopes: Todos foram vacinados e passaram por exame de saúde e receberam CPF e carteira de trabalho. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou sobre a ação do governo para acolher os milhares de imigrantes venezuelanos que estão entrando no Brasil fugindo da crise no país vizinho.

 

Gabriela: Segundo ele, a transferência dos imigrantes para outros estados é uma ação prioritária.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: O problema se venezuelano se resolve com a distribuição deles por todo o território nacional. Eles não podem ficar lá em Boa Vista ou em Pacaraima, que as cidades não comportam mais venezuelanos do que aquilo que já hoje lá tem. Nós estamos com serviço de saúde custeado pelo Governo Federal, nós estamos com o serviço do Ministério do Trabalho, do Governo Federal, a Polícia Federal é do Governo Federal, a Receita Federal é do Governo Federal, enfim, os órgãos que estão cuidando dos venezuelanos são de responsabilidade do Governo Federal. O serviço de saúde do município e do estado já foram supridos com recurso por parte do Ministério da Saúde.

 

Nasi: E, segundo a Casa Civil, mais da metade dos venezuelanos que se mudaram para Brasília há menos de um mês já estão trabalhando.

 

Gabriela: A repórter Márcia Fernandes foi a um restaurante aqui na capital que acabou de abrir as portas.

 

Nasi: Parte dos trabalhadores são venezuelanos. Todos trabalham regularizados com carteira assinada.

 

Gabriela: Vamos saber, então, como eles estão reconstruindo a vida por aqui.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na correria da inauguração de um restaurante em Brasília alguns funcionários se dedicam para que não falte bebida na mesa de ninguém, um deles é o Emilio Pulgar, venezuelano, que se mudou para a capital depois que conseguiu um emprego num restaurante. Emilio mora no Brasil há dois anos, ele conta que na Venezuela se formou em turismo e trabalhou na agência de viagens da família. Mas, depois que a agência fechou, foi para Boa Vista, em Roraima, fez um curso no Senac e começou a trabalhar no bar de um hotel. Agora, se mudou para Brasília e conta que acredita que o trabalho dele é valorizado aqui.

 

Entrevistado - Emilio Pulgar: Então, hoje eu falo, cara, posso fazer uma vida inteira aqui. Essa cidade que te dá a capacidade de crescer como pessoa, como profissional. O limite é você que coloca, sempre dá para somar porque a gente ensina o que a gente conhece, eles ensinam para gente o que eles conhecem, e, no final, nessa troca, sempre vai sair alguma coisa maravilhosa.

 

Repórter Márcia Fernandes: Entre os cerca de 80 funcionários do restaurante, 8 são venezuelanos. O empresário Hélio Nogueira conheceu alguns deles quando viajou para Boa Vista. Depois de uma entrevista, enviou as passagens e decidiu contratá-los. E não foi já para ajudar nossos imigrantes, Hélio Nogueira conta que reconheceu neles mão de obra qualificada.

 

Empresário - Hélio Nogueira: Eles são esforçados, eles são comprometidos, alguns falam dois, três, idiomas, eles estudam, eles têm mão de obra qualificada. Por isso que a gente fez essa experiência, e, assim, o retorno está sendo muito bom.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Governo Federal estima que metade dos venezuelanos que se mudaram para Brasília já começou a trabalhar. Os venezuelanos e outros imigrantes falantes de espanhol podem contar agora com cursos para ajudar na aprendizagem do português. A Escola do Trabalhador está com inscrições abertas para o curso de português para espano-falantes. O curso é pela internet, a inscrição é de graça e não há pré-requisitos para a matrícula, basta acessar: escolatrabalho.gov.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer, como nós mostramos agora há pouco, anunciou, ao vivo, no Palácio do Planalto, ações de garantias da lei e da ordem no estado de Roraima. Nós vamos, ao vivo, para lá com o repórter Pablo Mundim. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. O presidente da República, Michel Temer, acabou de anunciar que decretou hoje autorizado o emprego das Forças Armadas para garantia da lei e da ordem no estado de Roraima. Fica, portanto, determinado, entre os dias 29 de agosto a 12 de setembro a garantia da força da lei e da ordem para resolver o problema que hoje enfrenta o estado com a entrada de venezuelanos pelo país. O Presidente Michel Temer também informou que vai buscar as autoridades internacionais para tentar resolver e amenizar o problema que, segundo ele, já atinge toda a América do Sul. Eu volto com vocês do estúdio.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Ministério da Saúde realiza trabalho de orientação nas aldeias para incentivar e garantir amamentação das crianças indígenas.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Igualdade de oportunidades entre os militares.

 

Nasi: Em seus mais de 200 anos de existência neste ano, a Academia Militar das Agulhas Negras tem, pela primeira vez, em seus quadros, a formação de mulheres.

 

Gabriela: E que importância isso tem e como elas encaram esse desafio é o que vamos conferir agora na reportagem de Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: O bom dia comandante dado pelos cadetes do curso básico da Academia Militar das Agulhas Negras durante recente cerimônia em homenagem à primeira turma, teve neste ano um sabor especial. Entre os 418 alunos deste ano a Amam tem pela primeira vez em seus quadros mulheres cadetes, as pioneiras na linha bélica do Exército. Durante a cerimônia de entrega dos espadins, na qual cada estudante recebeu uma réplica em miniatura da espada da Duque de Caxias, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, destacou a importância da presença das mulheres na Amam.

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: Destaco e cumprimento as 30 jovens do segmento feminino, se encontram garbosamente perfiladas entre os novos cadetes, refletindo avanços no terreno da promoção da igualdade de oportunidades dentro da carreira militar. Parabéns por já começarem se destacando.

 

Repórter Marina Melo: A cadete Milena Canestraro falou sobre a alegria em fazer parte da primeira turma de mulheres da Amam.

 

Cadete - Milena Canestraro: É realmente um sonho realizado, não imaginava conseguir chegar aqui hoje. E muito gratificante estar aqui, para mim, para minha família e para toda minha turma. Aqui a rotina é complicada, adaptação, mas tudo vale muito a pena, a turma está ajudando muito todo mundo. É realmente uma honra poder estar aqui. Que se se eu sonho é esse, venha para cá, não importa o quanto você tenha que lutar por isso, porque tudo vale pena.

 

Repórter Marina Melo: O nome de batismo escolhido pelos cadetes da primeira turma foi Dona Rosa da Fonseca, mulher que, na Guerra do Paraguai, viu sete dos seus dez filhos irem para o campo de batalha.

 

"Mulher de caráter varonil, ela viu partir para os campos de batalha sete dos seus dez filhos quando eclodiu a Guerra da Tríplice Aliança. Destes três faleceram e dois foram gravemente feridos em combate. Seu valor e sua fibra ficaram perpetuados por gerações, podendo-se destacar seus filhos, Manuel Deodoro e João Severiano, respectivamente, proclamador da República e patrono do serviço de saúde do Exército".

 

Repórter Marina Melo: Mais de dois séculos depois da Guerra do Paraguai, é justamente na turma de Dona Rosa da Fonseca que estão as 30 primeiras mulheres que se tornaram oficiais do Exército pela Amam. Reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: E hoje, a nossa homenagem a todos que doam seu tempo e conhecimento em prol do bem comum.

 

Gabriela: É, Nasi, hoje é o Dia Nacional do Voluntariado.

 

Nasi: E para incentivar essa prática foi lançada pelo governo uma plataforma digital que pretende ligar cidadãos que querem ser parceiros em instituições que precisam.

 

Gabriela: Também vai ter incentivo para que os alunos tenham no currículo das escolas um tempinho para o trabalho voluntário.

 

Repórter Luana Karen: É na linha terena que o cacique Francisco Gomes agradece o trabalho voluntário desenvolvido na aldeia Tico Lipú, em Aquidauana, Mato Grosso do Sul. O projeto ensina a língua terena às crianças da comunidade indígena por meio da contação de histórias. A ideia é não deixar a língua originária morrer com os mais velhos. O cacique Francisco, um dos que repassa o reconhecimento, destaca a importância do resgate da língua.

 

Cacique - Francisco Gomes: A nossa língua, para nós ela é uma defesa, né, nossa defesa.

 

Repórter Luana Karen: Outra face do projeto voluntário desenvolvido na Aldeia Tico Lipú é a fabricação de joias feitas com sementes naturais da região, por um grupo de mulheres indígenas. O trabalho é coordenado pela voluntária Janir Gonçalves do Leite. Ela explica que todo a renda obtida com a venda fica com a própria comunidade.

 

Voluntária - Janir Gonçalves do Leite: Elas comercializam na feira ou alguns outros espaços, por exemplo, se tem uma festa, elas são convidadas, elas vão e expõem as peças e comercializam.

 

Repórter Luana Karen: Janir foi uma das vencedoras da primeira edição do Prêmio Viva Voluntário, entregue nesta terça-feira, em Brasília. O prêmio foi criado para reconhecer a atuação de cidadãos e entidades e incentivar a participação em ações que transformam a sociedade. Outros seis projetos também foram premiados. O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Niky Fabiancic, lembrou que Brasil está entre os três países com o maior número de voluntários do mundo.

 

Representante do Programa das ONU para o Desenvolvimento - Niky Fabiancic: Oitenta por cento dos voluntários das Nações Unidas são de países do hemisfério Sul. E é muito gratificante mencionar e reconhecer que as três principais nacionalidades de voluntários online são da Índia, do Brasil e do Egito.

 

Repórter Luana Karen: Como parte das comemorações também foi lançada a plataforma digital do voluntariado, um espaço na internet que vai conectar projetos e voluntários em todo o país, oferecendo oportunidade para que as pessoas possam se engajar e ajudar o próximo. Quem explica é o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: A plataforma se será um grande ponto de encontro entre as organizações sociais em busca de apoio, por um lado, e, dos voluntários que se dispõem, pelo outro.

 

Repórter Luana Karen: Outra medida anunciada no Dia Nacional do Voluntariado foi a homologação da resolução do Conselho Nacional de Educação, que estimula o voluntariado na educação básica e superior. A ideia é incentivar os estudantes a participarem de atividades voluntárias e permitir que escolas e universidades incorporem nos currículos acadêmicos as horas de trabalho voluntário dos alunos. Para o ministro da Educação, Rossieli Soares, a medida aproxima o estudante da vida real.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Muitas vezes o estudante está estudando algo, seja na educação básica, ou até mesmo no ensino superior, ele precisa, cada vez mais, entender o sentido daquilo que ele está aprendendo e colocar em prática, conviver.

 

Repórter Luana Karen: O Presidente Michel Temer destacou a importância do voluntariado e de medidas que facilitem o trabalho de quem quer ajudar o próximo.

 

Presidente Michel Temer: Todas as coisas que nós fazemos, que as pessoas fazem, no geral, há sempre um retorno, aquela história da via de duas mãos. O voluntário, não, voluntário faz sem esperar nada em troca. Aliás, muitas e muitas vezes, ele serve a pessoas que se sequer têm condições de dar algo em troca.

 

Repórter Luana Karen: Na cerimônia de comemoração do Dia Nacional do Voluntariado, também foram anunciadas as cinco primeiras cidades do Programa Nacional de Voluntariado: Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Brasília e Boa Vista. As cidades vão receber equipes para mapear as organizações sociais, divulgar o programa e estimular as organizações a se conectarem à plataforma digital do voluntariado. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: R$ 3 milhões estão sendo liberados pelo Ministério da Saúde ao Amazonas.

 

Gabriela: O dinheiro deve ser usado para ações de vigilância em saúde no combate ao surto de sarampo no estado.

 

Nasi: Segundo o Ministério, em 2016 o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Mundial de Saúde.

 

Gabriela: E os últimos casos da doença no Amazonas haviam sido registrados no ano 2000.

 

Nasi: O que preocupa agora é que só de fevereiro a julho deste ano já foram notificados mais de 4 mil casos suspeitos de sarampo no estado, mais de 500 foram confirmados.

 

Gabriela: Os recursos têm o objetivo de garantir a manutenção do processo de eliminação da doença e evitar a disseminação para outros estados.

 

Nasi: Estamos no Agosto Dourado, mês dedicado ao aleitamento materno.

 

Gabriela: E as ações para mostrar a importância da amamentação também chegaram às mamães indígenas.

 

Nasi: Profissionais da saúde estão levando orientações às aldeias de todos o país.

 

Repórter Graziela Mendonça: A amamentação costuma gerar muitas dúvidas nas mães: Até quando amamentar? Qual a melhor posição para o bebê? O que fazer quando o leite não sai? Com as mães indígenas não é diferente, apesar de nas tribos já existir uma forte cultura de amamentar as crianças até mais tarde, muitas mulheres também se sentem inseguras e precisam de orientação. É o caso de Clarisse Kirishy, da aldeia Novo Munduruku, que fica no Mato Grosso. Ela tem 18 anos e é mamãe de primeira viagem. Sua filha nasceu esta semana, Clarisse conta que está com dificuldades para dar o leite.

 

Entrevistada - Clarisse Kirishy: Quando ela dorme, acorda... e acorda chorando e eu queria dar meu peito, ela fica chupando e chora porque ela não consegue.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para orientar as mães indígenas como Clarisse, o Ministério da Saúde realiza uma série de palestras e oficinas sobre amamentação em aldeias de todo o país. A programação faz parte do Agosto Doutorado, Campanha Nacional de Incentivo Ao Aleitamento Materno. É o que explica Marco Antônio Toccolini, da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde.

Entrevistado - Marco Antônio Toccolini: São diversas atividades que estão sendo desenvolvidas e realizadas pelas nossas equipes da Sesai que nós espalhamos por todo o território nacional, onde nós temos unidades indígenas, especialmente nos distritos que nós temos que são os mais prioritários.

 

Repórter Graziela Mendonça: O leite materno é essencial para o desenvolvimento da criança, e, segundo a Organização Mundial de Saúde, deve ser exclusivo até os seis meses de vida. E para os indígenas, ele tem um papel ainda mais importante, é que os índices de mortalidade infantil são maiores entre essa população. É o que explica o coordenador de Polo do Distrito de Saúde Indígena Caiapó no Mato Grosso, Rogério Nunes, que também está tendo atividades do Agosto Doutorado.

 

Coordenador de Polo do Distrito de Saúde Indígena Caiapó - Rogério Nunes: Essas crianças têm grande chance de no seu crescimento e desenvolvimento desenvolver anemia, desnutrição, estar em risco com altas prevalência de doenças parasitárias e diarreicas. Então, a amamentação, ela traz todo esse benefício e essa proteção para essa criança.

 

Repórter Graziela Mendonça: Um dos desafios é incentivar a amamentação exclusiva até os seis meses, já que em muitos casos as mães inserem outros alimentos antes da hora, até mesmo os industrializados, o que gera uma preocupação a mais. Segundo Marco Antônio Toccolini, esse é um dos focos da campanha.

 

Entrevistado - Marco Antônio Toccolini: Ações de orientação para as mães que amamentam essas crianças, evitando que elas troquem o leite materno, o aleitamento materno por outros alimentos. E é muito importante que a gente faça essa conscientização justamente por conta dessa diferença cultural.

 

Repórter Graziela Mendonça: A campanha Agosto Doutorado segue até sexta-feira em todo o país. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: E foi autorizado o uso da Força Nacional de Segurança Pública na cidade de Boa Vista, em Roraima.

 

Nasi: A medida foi assinada pelo ministro da Segurança Pública após solicitação do governo do estado com o aumento da criminalidade na capital.

 

Gabriela: Os soldados da Força Nacional vão trabalhar na preservação da ordem pública, das pessoas e do patrimônio, em apoio aos órgãos de segurança pública estaduais.

 

Nasi: Foi autorizada também a prorrogação da presença da Força Nacional por mais 180 dias no estado do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Os soldados vão continuar atuando no policiamento ostensivo e polícia judiciária, além do serviço de preservação da ordem pública das pessoas e do patrimônio. Terminam na sexta-feira, dia 31 de agosto, as inscrições para o Programa Bolsa Permanência, que dá auxílio para estudantes indígenas e quilombolas.

 

Nasi: O valor da bolsa é de R$ 900 e serve para garantir que esses alunos consigam se manter na graduação em universidades federais.

 

Gabriela: São 2,5 mil novas vagas. Para se candidatar ou obter mais informações, basta acessar o site do Bolsa Permanência, que é: sisbp.mec.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".