28 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Cai registros de dengue e zika em todo o país. Mas Ministério da Saúde faz alerta e inicia campanha para combate ao Aedes aegypti. Presidente Michel Temer sanciona lei que facilita o acesso ao tratamento de câncer de mama. Prazo para compensação de cheques vai ser de um dia útil. Agora é Avançar também vai investir no Carnaval.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 28 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Cai registros de dengue e Zika em todo o país.

 

Nasi: Mas Ministério da Saúde faz alerta e inicia campanha para combate ao Aedes aegypti. Beatriz Albuquerque.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O verão está chegando e, com ele, o período de chuvas e calor. Por isso as ações do Ministério da Saúde de combate ao mosquito, que ocorrem durante todo o ano, se intensificam nessa época.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Presidente Michel Temer sanciona lei que facilita o acesso ao tratamento de câncer de mama.

 

Gabriela: Prazo para compensação de cheques vai ser de um dia útil. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: Com menos cheques em circulação, Banco Central concluiu que pode ser menor o prazo para a chamada compensação.

 

Nasi: Agora é Avançar também vai investir no Carnaval. Alessandra Bastos.

 

Repórter Alessandra Bastos: Fábrica do Samba, em São Paulo, vai receber mais R$ 40 milhões do Governo Federal. Eu volto daqui a pouquinho.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: O número de casos de Dengue, febre Chikungunya e Zika vírus diminuiu.

 

Nasi: Mas o Ministério da Saúde recomenda que a população continue alerta no combate ao mosquito que transmite essas doenças.

 

Gabriela: Quem já sofreu com as infecções sabe a importância de eliminar os focos de água parada e conhece o incômodo causado pelas doenças.

 

Aposentada - Ilvanice Santos: Febre, dor de cabeça, mal-estar, dor no corpo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Foram esses sintomas que fizeram a aposentada de Rio Branco, no Acre, Ilvanice Santos procurar um atendimento médico, depois de passar férias no Rio de Janeiro. Diagnosticada com o tipo mais grave de Dengue, ela conta que levou três meses para se curar totalmente.

 

Aposentada - Ilvanice Santos: Tive que ficar internada, né? Aí depois eu comecei a piorar, começou a sangrar minha gengiva, que eu tinha gosto de sangue na boca.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O verão está chegando e, com ele, o período de chuvas e calor. E essa é a combinação ideal para proliferação do mosquito Aedes aegypti e os casos como o da Ilvanice podem aumentar. Por isso, as ações do Ministério da Saúde de combate ao mosquito, que ocorrem durante todo o ano, se intensificam nessa época, com a compra de mais medicamentos, aquisição de veículos com fumacê, além de campanhas publicitárias para orientar a população. Em 2017, houve queda na incidência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os casos de Zika caíram 92%, os de Dengue, 73%. Mas, para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, mesmo com toda essa redução, a população precisa continuar em alerta e tomar todas as medidas para combater o mosquito.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Trata-se de mobilização social e só se resolve combate ao mosquito se cada um assumir sua responsabilidade. Nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos, toda sexta-feira, ao sair da sala de aula, sair do trabalho, as pessoas sejam motivadas a chegar em casa e eliminar os focos do mosquito.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que, de quase 4 mil cidades pesquisadas para o chamado mapa da Dengue, 357 municípios estão em situação de risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya. Isso quer dizer que mais de 9% das casas visitadas nestas cidades continham as larvas do mosquito. As prefeituras que ainda não apresentaram os dados têm prazo até o dia 14 de dezembro, como explica Ricardo Barros, ministro da Saúde.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O levantamento rápido do Aedes aegypti é obrigatório para que possamos fazer planejamento e gestão. Esses municípios que não informarem, no dia 14 de dezembro, nós publicaremos a suspensão do repasse dos recursos da Vigilância.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E 8 de dezembro será o dia D de mobilização contra o Aedes aegypti. A 'Sexta Sem Mosquito' se estenderá até janeiro, mobilizando os governos federal, estadual e municipal com ações de combate ao mosquito que transmite a Dengue, Zika e a Chikungunya. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: E ainda falando em saúde, o presidente Michel Temer sancionou uma lei para facilitar o acesso ao tratamento de câncer de mama e do colo uterino. A medida, publicada hoje no Diário Oficial da União, determina a elaboração de estratégias conjuntas entre órgãos do governo, para que o atendimento chegue a mulheres com dificuldade de acesso por causa de barreiras sociais, geográficas ou culturais.

 

Nasi: E determina ainda a necessidade de uma busca ativa de redes de proteção social e de atenção básica à saúde a mulheres sem acesso ao tratamento.

 

Gabriela: E para ampliar o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde, o governo começa a inaugurar o funcionamento de aceleradores lineares.

 

Nasi: São aparelhos utilizados para o tratamento com radioterapia. O primeiro de cem que serão entregues em todos os estados do país já está funcionando no Hospital Universitário de Brasília.

 

Repórter Luana Karen: Aos 16 anos, o estudante Jafé Vitor Verciani da Silva teve de dar uma pausa na escola e no trabalho para cuidar da saúde. Em fevereiro, ele descobriu um câncer nos ossos, em estágio já avançado. Nas tardes de segunda a sexta, Jafé vai ao Hospital Universitário de Brasília para a radioterapia.

 

Estudante - Jafé Vitor Verciani da Silva: Foi rápido, eu internei, que eu sentia muita dor na perna, eu perdi o movimento, eles fizeram alguns exames e descobriram. Estudava, trabalhava, tive que parar com tudo.

 

Repórter Luana Karen: Agora, assim como Jafé, mais pacientes com câncer vão poder fazer tratamento de radioterapia no Hospital Universitário de Brasília. A unidade ganhou um aparelho novinho e vai passar imediatamente dos atuais 45 para 65 atendimentos por dia. A meta é mais que dobrar a oferta do serviço, chegando até 110 atendimentos por dia. O secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, fala das vantagens do equipamento mais moderno.

 

Secretário de Saúde do Distrito Federal - Humberto Fonseca: O feixe da radiação, ele tem que pegar num lugar muito específico, ele não pode se espalhar, porque a radiação é altamente nociva para o corpo humano, tem que estar somente naquelas células que precisam ser atingidas pelo tratamento. Os aparelhos novos, eles todos já vêm com essa programação no próprio aparelho, então se consegue fazer com mais eficiência.

 

Repórter Luana Karen: Ao todo, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 4,3 milhões na compra do equipamento e na construção do local que abriga o novo aparelho. O equipamento é um dos cem previstos para serem entregues no plano de expansão do serviço de radioterapia. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, espera entregar todos os equipamentos até 2019.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Esse é o quinto entregue. Ele objetiva estruturar o governo para cumprir a lei dos 60 dias, que determina que toda pessoa diagnosticada com câncer tem que iniciar tratamento em 60 dias. Estamos estruturando o nosso serviço de saúde para poder cumprir a determinação legal.

 

Repórter Luana Karen: Dados do Ministério da Saúde mostram um aumento da oferta de radioterapia no Sistema Único de Saúde. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões de procedimentos no país. Já em 2016, esse número saltou para quase 10,5 milhoes. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Quatro aceleradores lineares também já estão funcionando nas cidades de Campina Grande, na Paraíba, Maceió, em Alagoas, Feira de Santana, na Bahia, e Curitiba, no Paraná.

 

Nasi: O uso do cheque vem diminuindo nos últimos anos.

 

Gabriela: E em muitos estabelecimentos, eles nem são mais aceitos.

 

Nasi: Mas quem ainda recebe pagamentos em cheque vai ter o dinheiro disponível mais cedo, quando o valor for de até R$ 300.

 

Vendedor: Qual a forma de pagamento? Dinheiro ou cartão, senhora?

 

Repórter Raquel Mariano: Além dessas duas formas, existe uma outra, que quase caiu no esquecimento da população. É o cheque. Em março de 2005, foram emitidos 170 milhões desses documentos. Em outubro de 2017, o número caiu pra 42 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Com menos cheques em circulação, a instituição concluiu que pode ser menor o prazo para a chamada compensação. E para cheques de até R$ 300, o prazo será reduzido de dois pra um dia útil, regra que já vale para os chegues de maior valor. Flávio Túlio Vilela, chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Pagamentos do Banco Central, explica o que muda para quem recebe pagamentos em cheque.

 

Chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Pagamentos - Flávio Túlio Vilela: Cheque abaixo de R$ 300 também vai ser disponibilizado pra ele ao final do dia. Quando você deposita um cheque, no dia seguinte aparece lá no seu extrato: bloqueado 24h, bloqueado 48h... No final do dia, o valor vai ser disponibilizado na conta dele, se não estiver sem fundo, coisa do tipo.

 

Repórter Raquel Mariano: Os bancos terão prazo de 180 dias para se adequar à nova regra. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: Depois de décadas de disputa, bancos e poupadores chegaram a um acordo sobre as perdas causadas pelos planos econômicos das décadas de 1989.

 

Nasi: O acordo foi possível com a mediação da Advocacia-Geral da União. Ao vivo, o jornalista Eduardo Biagini traz mais informações. Boa noite, Eduardo, explica para a gente que acordo é esse.

 

Jornalista Eduardo Biagini: Boa noite, Nasi, boa noite, Gabriela, boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Durante os planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2, nas décadas de 1980 e 1990, muitas pessoas tiveram perdas de rendimento na poupança, em função dos índices usados para reajuste na época. Desde então, elas buscam na Justiça a reparação por essas perdas. Como o volume de processos é enorme e se arrasta há muitas décadas sem solução, a Advocacia-Geral da União começou, desde o ano passado, a mediar uma negociação entre bancos e poupadores. Os principais aspectos do acordo já estão definidos, faltando apenas alguns detalhes para ele ser fechado.

 

Gabriela: Bom, Eduardo. Você acabou de falar que o volume de processos é grande. Quantas pessoas devem ser beneficiadas?

 

Jornalista Eduardo Biagini: Gabriela, são quase 1 milhão de processos que estão na Justiça. A estimativa é que os pagamentos superem os R$ 10 bilhões. A advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, falou hoje que este acordo beneficia os poupadores, os bancos e que os pagamentos vão ajudar a movimentar a economia brasileira. Vamos ouvir.

 

Advogada-geral da União - Grace Mendonça: Ganha o poupador, que vai receber e poder usufruir dos recursos, em sua maioria pessoas já de idade avançada. Ganha também a instituição financeira, portanto os bancos ganham efetivamente, por quê? Porque conseguem, de alguma forma, se programar para que esse aporte de recurso seja feito de modo planejado. E, em especial, ganha a economia brasileira, que passa agora a ter circulando recursos aí na casa dos bilhões de reais e, com isso, se associando ainda mais como uma das medidas para reaquecer ou de aprimorar esse reaquecimento da economia.

 

Nasi: Então, Eduardo, só pra esclarecer. O acordo ainda não está fechado, não é isso?

 

Jornalista Eduardo Biagini: Isso. Para o acordo ser fechado, Nasi, faltam ainda alguns detalhes, como definir quais pessoas vão ser beneficiadas e o que os poupadores precisam apresentar de documentos para receber essa compensação. Depois de assinado o acordo, ele ainda precisa ser homologado, ou seja, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa da Advocacia-Geral da União é que essa aprovação seja feita ainda este ano, e que o começo dos pagamentos sejam feitos em seguida. Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Eduardo Biagini, pelas informações ao vivo, aqui na Voz do Brasil. 19h12 pelo horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Garantir um dos melhores carnavais do mundo.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos falar da liberação de recursos do Governo para o Carnaval do Rio e em São Paulo.

 

"A partir de 2 de dezembro, o sinal de satélite que transmite a Voz do Brasil e a Rede Nacional de Rádio vai mudar. Para ouvir as nossas programações você precisa sintonizar os novos parâmetros. Para informações detalhadas, acesse o site: redenacionalderadio.com.br".

 

Nasi: Vender para governos federal, estaduais e municipais pode ser um excelente negócio para quem tem uma micro e pequena empresa.

 

Gabriela: Mas como fazer? Como ter acesso aos editais e se adequar a todas as exigências?

 

Nasi: É aí que entra o Sebrae, que hoje promoveu o encontro entre empresários e representantes dos governos. A repórter Mara Kenupp acompanhou e tem os detalhes.

 

Repórter Mara Kenupp: A ideia foi mostrar o caminho de como vender produtos para instituições públicas e também sensibilizar gestores públicos a comprar os produtos, como explica o presidente do Sebrae, Afif Domingos.

 

Presidente do Sebrae - Afif Domingos: A Lei Geral da Micro e Pequena empresa obriga a compra pública dar preferência aos pequenos em até R$ 80 mil de valor. Nós estamos já em fase final de um grande portal de negócios, onde nós vamos fazer aí a oferta e a procura.

 

Repórter Mara Kenupp: Os pequenos negócios representam 95% das empresas brasileiras, mas apenas 11% conseguem fazer negócio com o poder público. O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha, diz que o evento ajuda a reforçar o mercado entre o poder público e os pequenos empresários.

 

Secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - Caio Rocha: Somente as Forças Armadas compram, em alimentação, um potencial de R$ 2 bilhões para a agricultura familiar brasileira.

 

Repórter Mara Kenupp: De olho em ampliar contraltos com o município, o empresário Ernani Xavier veio de Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro. Ele presta serviços de transporte escolar para o município. Ganhou a licitação com a ajuda de uma consultoria e agora quer entender melhor o processo.

 

Empresário - Ernani Xavier: Como no início foi tudo muito difícil, a gente não tinha um conhecimento do que a gente podia. Para mim foi até uma satisfação muito boa, porque eu, como novato no assunto, consegui, dos oito itens que foram licitados, consegui ganhar os oito.

 

Repórter Mara Kenupp: Em 2016, as compras públicas movimentaram mais de R$ 88 bilhões. Desse total, quase R$ 20 bilhões foram resultado do fornecimento de micro e pequenas empresas. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: E por falar em compras do governo, nós ouvimos aí que o PAA é um dos grandes programas que conseguem conciliar a venda de pequenos produtores em todo o país para órgãos públicos.

 

Nasi: Hoje, por exemplo, o governo anunciou que vai investir R$ 17 milhões na compra de leite em pó de cooperativas de agricultores familiares.

 

Repórter André Luís Gomes: A ação tem o objetivo de minimizar a queda do preço do leite em pó, que ocorreu nos últimos meses, por conta da grande importação do produto, vindo do Uruguai. A aquisição é resultado de uma parceria entre os Ministérios do Desenvolvimento Social e da Agricultura. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destaca que a compra dos produtos da agricultura familiar também é uma forma de combater a pobreza na zona rural e ressalta o compromisso do Governo Federal em realizar esta aquisição ainda este ano.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Tentando ajudar de todas as formas possíveis os pequenos produtores. Vocês sabem que existem regras de mercado nessa área e que, em determinados momentos, criam crises como essa. Então, o governo vai fazer a sua parte e, com isso, fazer com que o mercado se regule melhor e o preço, para o pequeno produtor, fique melhor também.

 

Repórter André Luís Gomes: Trinta e oito cooperativas de pequenos agricultores em todo o país têm o perfil para participar da chamada pública. A expectativa é de que o edital seja lançado nos próximos dias pela Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. O leite adquirido será destinado à população em situação de insegurança alimentar e nutricional e às pessoas atendidas pelas redes socioassistencial e pública e filantrópica de ensino, além de bancos de alimentos e restaurantes populares. Reportagem, André Luís Gomes.

 

Gabriela: A fábrica do Samba em São Paulo vai receber mais R$ 40 milhões do Governo Federal.

 

Nasi: Os recursos são do programa Agora é Avançar, lançado pelo governo para retomar obras pelo país.

 

Gabriela: A repórter Alessandra Bastos está aqui no estúdio e tem mais informações. Boa noite, Alessandra.

 

Repórter Alessandra Bastos (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo. O Carnaval paulista recebeu hoje uma boa notícia: R$ 40 milhões para construção da Fábrica do Samba, na zona norte de São Paulo. Iniciada em 2012, a obra foi paralisada por falta de dinheiro. Em setembro desse ano, recebeu R$ 20 milhões e agora está 80% concluída. O ministro do Turismo, Marx Beltrão, visitou hoje o local e contou que a Fábrica do Samba vai gerar 1.500 empregos durante o ano. Sem falar no ganho de imagem, por causa do Carnaval que a cidade de São Paulo vai ter. O último Carnaval movimentou R$ 150 milhões na economia paulistana, de acordo com a Prefeitura da cidade. O ministro falou sobre essa importância econômica do Carnaval.

 

Ministro do Turismo - Marx Beltrão: Carnaval é uma atividade, é um evento tradicional do nosso país. O mundo todo ouve falar do Carnaval brasileiro. E Carnaval não é apenas um momento de diversão, de lazer, Carnaval é oportunidade de negócios. Muitos hotéis lotam, quem é taxista trabalha mais, quem é mototaxista ganha dinheiro, ou seja, é uma oportunidade de fomentar a economia.

 

Repórter Alessandra Bastos (ao vivo): E depois de pronta, a Fábrica vai abrigar as 14 escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, a menos de 3 Km do Sambódromo do Anhembi. A área total tem 64 mil metros quadrados e, como vocês disseram lá no início, o investimento é parte do programa Avançar, que vai concluir uma série de obras paradas no país. Com você, Nasi.

 

Nasi: Obrigado, Alessandra Bastos, pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou agora há pouco a liberação de R$ 8 milhões para o desfile das escolas de samba do rio de Janeiro.

 

Nasi: Os recursos serão da Caixa Econômica Federal, por meio da Lei Rouanet, a lei federal de incentivo à cultura.

 

Gabriela: Agora, caberá à Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro apresentar os projetos de acordo com as exigências da lei.

 

Nasi: O dinheiro será liberado depois que os projetos forem aprovados.

 

Gabriela: A nova lei trabalhista marca o fim do ciclo de desemprego no Brasil.

 

Nasi: Essa avaliação é do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que participou hoje do programa Por Dentro do Governo, transmitido pela rádio nacional, pela Rede Nacional de Rádio e a TV NBR.

 

Repórter Cleide Lopes: O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que a modernização das leis trabalhistas, que entrou em vigor neste mês, veio para melhorar as relações de trabalho entre patrões e empregados, com maior segurança jurídica para ambos. O ministro garantiu que a nova legislação já está movimentando a economia e gerando novos empregos no país.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Hoje nós temos a legislação em vigor. Só a expectativa, a partir de abril, o Brasil começou a produzir 30 mil postos de trabalho positivos por mês. Hoje, o nosso estoque positivo já é de mais de 304 mil postos de trabalho.

 

Repórter Cleide Lopes: A modernização da lei trouxe também uma nova modalidade de contrato de trabalho, o intermitente. A partir de agora, empresas podem contratar um funcionário para trabalhar esporadicamente. O ministro acredita que essa modalidade de contrato vai tirar milhões de pessoas da informalidade.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Certamente, eles serão absorvidos, tendo direitos trabalhistas que hoje os demais trabalhadores podem contar.

 

Repórter Cleide Lopes: De acordo com o ministro Ronaldo Nogueira, outra ferramenta que tem ajudado na retomada ao mercado de trabalho é o Sine Fácil, um aplicativo de celular que permite ao trabalhador encontrar, de forma prática e rápida, vagas adequadas ao seu perfil. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: O aplicativo Sine Fácil ganhou novas funcionalidades e está disponível de graça para os sistemas Android e iOS.

 

Nasi: Lá, o trabalhador pode encontrar vagas de emprego abertas do Sine em todo o Brasil.

 

Gabriela: Pelo aplicativo, é possível se candidatar às vagas, agendar entrevistas e acompanhar a situação do seguro-desemprego. 19h21, no horário brasileiro de verão.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: A missão de paz das Nações Unidas no Haiti, que foi chefiada pelo Brasil, chegou ao fim, depois de 13 anos.

 

Gabriela: A maneira como os militares brasileiros atuaram para garantir a paz e o fortalecimento das instituições haitiana foi destacada pela ONU.

 

Nasi: Nesta semana, o principal representante da instituição, quando o assunto é missão de paz, está em visita oficial ao Brasil. E vem destacando que o trabalho das tropas brasileiras serve como exemplo para outras missões.

 

Repórter Marina Melo: Tropas exemplares, capazes de desempenhar toda a função operacional, compreendendo as características políticas e sociais de cada região. É assim que o chefe do Departamento de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas, Jean Pierre Lacroix, se refere aos militares brasileiros, que, nos últimos 13 anos, atuaram na Minustah, missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti. Em passagem pelo Ministério da Defesa, em Brasília, Lacroix se reuniu com autoridades do meio militar e destacou como é importante para a ONU poder contar com o Brasil em suas missões de paz.

 

Chefe do Departamento de Operações de Paz da ONU - Jean Pierre Lacroix: O Brasil é um parceiro muito importante para as missões de paz da ONU. Eles tiveram um papel muito importante em muitas missões, mais recentemente em Haiti, onde as tropas brasileiras realmente fizeram a diferença.

 

Repórter Marina Melo: Para Lacroix, que é a maior autoridade da ONU no quesito missões de paz, entre os próximos grandes desafios da organização está a questão do combate a todo e qualquer caso que envolva abusos. Neste aspecto, ele destaca que o Brasil também foi exemplo de atuação.

 

Chefe do Departamento de Operações de Paz da ONU - Jean Pierre Lacroix: Uma prioridade implementar totalmente e plenamente a política de tolerância zero para os casos de abusos sexuais e a exploração sexual. E a conduta das tropas brasileiras ficou exemplar nesse respeito.

 

Repórter Marina Melo: O subchefe de Operações de Paz do Ministério da Defesa, Almirante Rogério Lage, destacou o quanto essa visita da ONU deve ser motivo de orgulho para todos os brasileiros.

 

Subchefe de Operações de Paz - Almirante Rogério Lage: Ele ressaltou inúmeras vezes o desempenho excelente que o Brasil tem, ressaltando também que não temos casos de abuso e exploração sexual. Então, o nosso desempenho, a nossa disciplina, a maneira como o brasileiro faz a operação de paz é de uma maneira diferenciada e que nos dá um resultado muito bom e o desempenho das nossas tropas faz com que a ONU sempre continue contando com o Brasil para atuais e futuras missões de paz.

 

Repórter Marina Melo: O chefe do Departamento de Operações de Paz da ONU falou ainda sobre o novo momento enfrentado pelas 15 missões da organização ao redor do mundo. Situações mais violentas, populações mais amedrontadas, além da questão da pressão sobre novos recursos, estão entre os grandes desafios a serem enfrentados pela ONU. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: Médicos brasileiros formados ou com diploma revalidado no país terão uma nova oportunidade para participar do programa Mais Médicos.

 

Nasi: Hoje, o Ministério da Saúde abriu as inscrições para o cadastramento de novos profissionais que desejam atuar em mais de 500 municípios de todos os estados.

 

Gabriela: O cadastro também vai valer para brasileiros formados no exterior e os candidatos têm até sexta-feira, dia 1º de novembro, para se inscrever.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".