29 de junho de 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Aumenta o diagnóstico de diabetes em homens. Pesquisa do Ministério da Saúde alerta para a necessidade de hábitos mais saudáveis entre os brasileiros. Leilão de linhas de transmissão de energia rendem investimentos de R$ 6 bilhões. Resultado é garantia de energia sem interrupção e conta de luz mais barata. Centros de lazer, cultura e esporte tiram crianças das ruas e apoiam combate à violência. E em mais uma reportagem especial, vamos mostrar como o Criança Feliz vem apoiando o desenvolvimento de crianças com deficiência.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 29 de junho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Aumenta o diagnóstico de diabetes em homens.

 

Nasi: Pesquisa do Ministério da Saúde alerta para a necessidade de hábitos mais saudáveis entre os brasileiros. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Entre 2006 e 2017, o número de homens com a doença aumentou 54%.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Leilão de linhas de transmissão de energia rendem investimentos de R$ 6 bilhões.

 

Gabriela: Resultado é garantia de energia sem interrupção e conta de luz mais barata.

 

Nasi: Centros de lazer, cultura e esporte tiram crianças das ruas e apoiam o combate à violência. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Cento e sessenta e um centros já foram inaugurados nas cinco regiões do país e outros 332 estão com obras em andamento.

 

Gabriela: E em mais uma reportagem especial, vamos mostrar como o Criança Feliz vem apoiando o desenvolvimento de crianças com deficiência.

 

Entrevistada - Roselene da Silva: É muito bom saber que tem alguém que se importe com eles, sabe? Meu tempo era curto, agora, não. Eu sei que dar mais atenção para ele é mais importante.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Diabete é uma doença que pode começar por maus hábitos alimentares, como consumo exagerado de doces e comidas gordurosas.

 

Gabriela: A doença pode levar até à perda da visão. Por isso é importante que as pessoas adotem hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e alimentação rica em frutas e verduras.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde acaba de realizar um estudo sobre a incidência de diabetes no Brasil, que vai ajudar a orientar ações de prevenção e tratamento da doença.

 

Gabriela: A pesquisa revelou que, em 11 anos, o número de homens com diabetes aumentou mais de 50%.

 

Repórter Pablo Mundim: O professor José Lúcio Pinheiro, de 61 anos, morador de Brasília, descobriu, há 12 anos, que tem diabete. Ele conta que teve de mudar hábitos para controlar a doença.

 

Professor - José Lúcio Pinheiro: Eu até digo uma coisa, que um mineiro diabético é muito triste, porque o que a gente mais gosta são coisas, assim, com as gordurinhas, carboidratos, pãozinho de queijo, os bolos. E esses aí, eu fico sem, vivo sem. Mas, no restante, eu levo uma vida quase normal.

 

Repórter Pablo Mundim: A diabete é uma doença silenciosa, crônica e pode até levar à morte. Normalmente, ela ocorre pela falta de insulina, uma substância produzida pelo pâncreas, o que descontrola a quantidade de glicose, ou seja, açúcar no sangue. E esta síndrome vem aumentando entre os brasileiros do sexo masculino. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2006 e 2017, o número de homens com a doença aumentou 54%. A médica e presidente da Associação Brasileira de Diabetes, Hermelinda Cordeiro, explica que os pacientes podem ter vários problemas causados pela diabete, como perda da visão e amputação de membros inferiores. Por isso, ela diz que o melhor é prevenir.

 

Médica - Hermelinda Cordeiro: Oitenta e cinco por cento das pessoas com diabetes tem sobrepeso ou obesidade. Então, a alimentação mais saudável, inclusive uma das metas do Ministério é aumentar, até 2019, em torno de 18% o consumo de hortaliças, de frutas, que a gente sabe que é um costume que não é tão comum no Brasil. A atividade física também, essas academias de saúde que já existem mais de 3,8 mil polos no país, devem ser utilizadas como ferramenta de prevenção e de tratamento.

 

Repórter Pablo Mundim: No público feminino, o crescimento dos casos de diabete foi de 28,5%. A pesquisa do Ministério da Saúde mostra ainda que o indicador aumenta com a idade, principalmente entre os idosos com mais de 65 anos. A analista da Coordenação de Alimentos e Nutrição do Ministério da Saúde, Simone Costa Guadagnin, explica que a pesquisa vai ajudar a direcionar as políticas públicas do Governo nessa área.

 

Analista da Coordenação de Alimentos e Nutrição do Ministério da Saúde - Simone Costa Guadagnin: Na atenção básica, a gente tem a estratégia de Saúde da Família, que ela atua no cuidado e prevenção, e são desenvolvidas por diversos profissionais, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, agentes comunitários de saúde, que atuam diretamente com a população.

 

Repórter Pablo Mundim: Além das ações e programas do Ministério da Saúde para combater a doença, o Sistema Único de Saúde, o SUS, também oferece atenção integral e gratuita, como prevenção, diagnóstico, controle e tratamento, inclusive com o fornecimento de insulinas, reagentes e seringas. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Investimentos que vão gerar empregos e uma conta de luz mais barata no futuro.

 

Gabriela: Esse é o resultado do leilão de linhas de transmissão de energia.

 

Nasi: O repórter Paulo La Salvia explica como as concessões dessas linhas vão movimentar a economia de 16 estados do país.

 

Repórter Paulo La Salvia: A batida do martelo significa mais investimentos para o Brasil, R$ 6 bilhões, e empregos, mais de 13 mil, numa área estratégica: transmissão de energia. O leilão ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo. Todos os 20 lotes oferecidos foram arrematados. Venceram os grupos privados que ofereceram o menor custo de operação. Isso significa que eles vão construir, dar manutenção e operar as 21 linhas de transmissão e as 23 subestações de energia com um gasto 55% menor do que o previsto. Na prática, isso pode deixar a conta de luz ao consumidor mais barata, segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino.

 

Diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica - Romeu Rufino: Nós estamos falando de novas instalações, então é, ao invés de agregar um custo de transmissão maior, eu agrego um custo de transmissão menor, portanto um impacto menor na tarifa. Ela certamente leva a uma tarifa mais barata.

 

Repórter Paulo La Salvia: A disputa entre os investidores foi acirrada aqui na Bolsa de Valores de São Paulo. Os indianos lideraram os lotes arrematados, mas os grupos brasileiros também aproveitaram a oportunidade para fazer negócios. Foi o caso do consórcio liderado pelo empresário Rodrigo Pedroso. Dois lotes foram arrematados em Goiás e no Rio Grande do Sul. São duas subestações de energia que vão ser construídas nestes estados, o que deve movimentar a economia, de acordo com o empresário.

 

Empresário - Rodrigo Pedroso: Sem dúvida, não só em termos de investimento, de fomento à economia, como geração de emprego também. Vários empregos vão ser gerados em função dessas obras, impostos recolhidos, e isso tudo vai movimentar principalmente nesse momento que o Brasil vem aí se recuperando de uma crise econômica.

 

Repórter Paulo La Salvia: As empresas ganhadoras vão explorar os serviços por 30 anos e executar os projetos em até 63 meses. Isso a partir da assinatura dos contratos, o que deve ocorrer ainda neste segundo semestre. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E a bandeira tarifária da conta de energia para o mês de julho permanece vermelha, no Patamar 2.

 

Nasi: A tarifa é de R$ 5 a cada 100 quilowatts/hora consumidos.

 

Gabriela: De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, a continuidade da bandeira vermelha no próximo mês foi definida pelas chuvas reduzidas e a tendência de redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do país.

 

Nasi: O sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

 

Gabriela: Com isso, a conta de luz ficou mais transparente. O consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente e sem desperdícios.

 

Nasi: Essa semana, a gente falou sobre a importância dos estímulos para o desenvolvimento pleno das crianças na primeira infância.

 

Gabriela: Isso é mais importante ainda no caso de crianças com algum tipo de deficiência.

 

Nasi: E é por isso que o programa Criança Feliz acompanha quem recebe o BPC e trabalha junto com os pais para melhorar o futuro dessas crianças.

 

Gabriela: O repórter Diego Queijo fala mais sobre esse trabalho na última reportagem especial do Ministério do Desenvolvimento Social na Ilha do Marajó, no Pará.

 

Repórter Diego Queijo: O Criança Feliz está em todas as regiões do país, acompanhando e estimulando o desenvolvimento dos filhos de beneficiários do Bolsa Família, desde a gestação até os três anos. Mas, para as crianças com deficiência que recebem o chamado Benefício de Prestação Continuada, o BPC, o atendimento ocorre até os seis anos. E o programa faz ainda mais diferença para quem precisa de cuidados especiais. É o caso do pequeno Bernard, de três anos, que mora com a família na periferia do município de Muaná, no Pará. Ele não consegue andar e tem dificuldades de coordenação motora. Mas a mãe, Roselene da Silva, conta que, desde o início das visitas do Criança Feliz, há pouco mais de dois meses, os avanços se tornaram visíveis.

 

Entrevistada - Roselene da Silva: Estou achando bom, né? Porque ele se desenvolve bem. Hoje em dia, ele consegue ficar de bruços na cama. Quando a gente vê, ele já está quase descendo da cama, porque ele não conseguia.

 

Repórter Diego Queijo: Se o carinho nunca faltou, foi por meio das visitas do programa que Roselene passou a perceber a importância de brincar, ler e dar mais atenção ao menino. Segundo ela, as orientações da visitadora Paula Guimarães foram importantes para perceber que essas são atitudes essenciais, com impactos positivos no futuro do filho.

 

Entrevistada - Roselene da Silva: É muito bom saber que tem alguém que se importe com eles, sabe? Ela, ela explica muito o que é bom para eles, né? Meu tempo era curto, agora, não. Eu sei que dar mais atenção para ele é mais importante.

 

Repórter Diego Queijo: De acordo com a visitadora Paula Guimarães, é o foco das visitas domiciliares que tem feito o programa atingir excelentes resultados nas comunidades mais carentes.

 

Visitadora - Paula Guimarães: Com as atividades, esse desenvolvimento infantil, esse vínculo familiar amoroso entre cuidador e a criança, e eles começaram a perceber que aquilo estava dando resultado.

 

Repórter Diego Queijo: Médico pediatra, o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, ressalta a importância desse estímulo nos primeiros anos de vida, especialmente para quem recebe o BPC.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: Crianças, por exemplo, com uma paralisia cerebral ou com qualquer outro tipo de deficiência, se ela tiver um estímulo frequente, bem orientado, seguindo protocolos tecnicamente definidos, são crianças que podem ter um desenvolvimento melhor.

 

Repórter Diego Queijo: Para saber mais sobre esse e outros programas do Ministério do Desenvolvimento Social, acesse mds.gov.br. Reportagem, Diego Queijo.

 

Nasi: E ainda falando das famílias que recebem o Bolsa Família, você sabe, Gabriela, que eles devem cumprir uma série de compromissos para continuar recebendo o benefício.

 

Gabriela: São as chamadas condicionalidades. Na área da educação, a mais importante delas é exatamente a presença dos estudantes na escola.

 

Nasi: E o resultado no último balanço foi positivo. A frequência escolar dos estudantes foi a maior, desde 2007.

 

Repórter André Luís Gomes: Mais de 13,2 milhões estudantes beneficiários do Bolsa Família tiveram a frequência escolar acompanhada pelo programa. Destes, 95,8% compareceram ao mínimo de aulas exigidas pela condicionalidade de educação. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, o principal desafio é ampliar o acompanhamento da frequência escolar, chegando a todas as crianças e jovens do programa. Segundo o diretor de condicionalidades do MDS, Eduardo Pereira, o índice positivo demonstra a evolução no trabalho de acompanhamento e a expectativa de que, nos próximos bimestres, os números sigam em progressão.

 

Diretor de condicionalidade do MDS - Eduardo Pereira: Nós acompanhamos a frequência escolar cinco vezes ao ano, esse é o resultado do primeiro bimestre desse ano e é o melhor número desde 2007.

 

Repórter André Luís Gomes: Mãe de dois estudantes e beneficiária do Bolsa Família, Joseane Batista acredita que é fundamental fazer com que os jovens estudem. A frequência escolar de Jamile Nascimento Batista, de 13 anos, e de Jeferson Davi Batista, de 17, que estudam em Sobradinho, no Distrito Federal, foram acompanhadas. A mãe conta que cuida para que os filhos cumpram os critérios do programa e saibam a importância da educação.

 

Entrevistada - Joseane Batista: A gente tem que ficar no pé, né? Porque sabe como é que é adolescente, né? Mas eles sabem que têm que estudar também.

 

Repórter André Luís Gomes: Das 27 capitais, 16 alcançaram acompanhamento de frequência superior à média nacional. Os destaques foram Macapá, São Luís e Teresina, com índices superiores a 99% dos estudantes beneficiários do Bolsa Família acompanhados. Reportagem, André Luís Gomes.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda hoje na Voz do Brasil.

 

Nasi: Centros de lazer, cultura e esporte estão tirando crianças das ruas e apoiando o combate à violência.

 

Gabriela: Também vamos falar de ações que vão incentivar a cultura do cacau no Norte e Nordeste do país.

 

Nasi: E como o Brasil é campeão em produção de café, e café de qualidade.

 

Gabriela: É daqui a pouco. Não saia daí.

 

Nasi: O Gabinete de Intervenção Federal entregou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro 60 fuzis.

 

Gabriela: As armas foram apreendidas no ano passado, no Aeroporto Internacional do Galeão.

 

Nasi: A doação foi autorizada pelo Exército Brasileiro e pela Justiça Federal e faz parte das medidas emergenciais promovidas pelo Gabinete.

 

Gabriela: O Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete Federal de Intervenção, destacou a importância desse armamento não cair na mão de criminosos.

 

Porta-voz do Gabinete Federal de Intervenção - Coronel Roberto Itamar: Esse material foi todo apreendido no ano passado, no Aeroporto, e agora é entregue à Polícia Civil, para que seja utilizado na defesa do cidadão carioca. Isso é fundamental, que este armamento, que todo este poderio bélico não caia na mão de organizações criminosas.

 

Nasi: Eles promovem arte, cultura e até cursos de capacitação.

 

Gabriela: Os Centros de Artes e Esportes Unificados já estão em todas as regiões do país, um investimento de R$ 732 milhões.

 

Nasi: E hoje, no Distrito Federal, mais um CEU foi entregue, mais de 300 estão sendo construídos Brasil afora.

 

Repórter Cleide Lopes: Os Centros de Artes e Esportes Unificados, CEUs, integram num mesmo espaço programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, além da formação e qualificação para o mercado de trabalho e de inclusão digital. A gestão desses centros é compartilhada entre Governo e a sociedade. Para o secretário de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Paulo Nakamura, os centros promovem cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social das cidades brasileiras.

 

Secretário de Infraestrutura Cultural - Paulo Nakamura: O grande objetivo é de promover essa melhora na qualidade de vida das comunidades do entorno desses espaços.

 

Repórter Cleide Lopes: O centro inaugurado nesta sexta-feira, na cidade de Ceilândia, a cerca de 37 quilômetros de Brasília, é o terceiro do Distrito Federal. O centro conta com biblioteca, cine-teatro, com 60 lugares, quadra poliesportiva coberta, centro de convivência, telecentro, além de pista de skate. A aposentada Altiva Maria Arcanjo, que tem netos em idade escolar, enxerga no centro uma saída para tirar as crianças das ruas.

 

Aposentada - Altiva Maria Arcanjo: Muito bom, e é uma coisa que tira eles da rua e tem onde eles brincarem, tem o lazer para eles.

 

Repórter Cleide Lopes: E dona Altiva tem razão. Caleb Brandão, que tem 11 anos e é estudante do sexto ano, já sabe o que vai fazer quando sair da escola.

 

Estudante - Caleb Brandão: Tem muitas coisas novas: informática, artes e futebol.

 

Repórter Cleide Lopes: Da parceria entre a União e municípios, 161 centros já foram inaugurados nas cinco regiões do país e outros 332 estão com obras em andamento. O secretário de Infraestrutura Cultural do Ministério da Cultura, Paulo Nakamura, explica que onde os centros foram inaugurados houve uma redução significativa no registro de violências.

 

Secretário de Infraestrutura Cultural - Paulo Nakamura: Estamos comprovando quantitativamente impactos reais na redução tanto na violência, quanto melhoria na saúde, tudo promovido exatamente, somente pela presença desse espaço.

 

Repórter Cleide Lopes: No CEU de Ceilândia, a expectativa é atender entre 500 e 700 pessoas por dia, logo nos primeiros meses de funcionamento. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Carros, equipamentos de informática e mobiliário para escritório serão entregues em 41 Conselhos da Pessoa Idosa, em todo o país.

 

Nasi: A entrega vai ser feita pelo Ministério dos Direitos Humanos e vai contemplar conselhos estaduais, municipais e o Conselho do Distrito Federal.

 

Gabriela: A entrega dos kits, segundo o Ministério, reforça a estrutura desses locais, que passam a ter melhores condições de atender com mais qualidade, agilidade e eficiência.

 

Nasi: A ideia é contribuir para ampliar o combate às violações dos direitos da pessoa idosa.

 

Gabriela: Conhecer os problemas dos produtores rurais e desenvolver políticas públicas para resolver as dificuldades.

 

Nasi: Esse é o objetivo da Rota de Integração Nacional, um programa criado pelo Governo Federal para impulsionar economias locais.

 

Gabriela: Agricultores dos estados do Pará e da Bahia, principais produtores de cacau no Brasil, vão receber apoio do programa, como acesso a financiamento, assistência técnica e qualificação profissional.

 

Repórter Pablo Mundim: Conhecido como o alimento dos deuses, o cacau é a principal matéria prima na fabricação do chocolate. O Brasil, que já chegou a ser um dos maiores exportadores de cacau do mundo, colheu 210 mil toneladas no ano passado, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E boa parte desta produção saiu dos estados da Bahia e Pará. Regiões que agora fazem parte da Rota de Integração Nacional, um programa do Governo Federal para impulsionar a economia local, como explica Aline Fagundes, do Ministério da Integração Nacional.

 

Coordenadora-geral de Desenvolvimento Regional - Aline Fagundes: Uma das demandas pode ser a baixa assistência técnica na região, baixo conhecimento, então qual vai ser o nosso objetivo? Melhorar o conhecimento acerca dessa cadeia que está sendo trabalhada.

 

Repórter Pablo Mundim: Com o programa, os produtores podem receber assistência técnica, qualificação e acesso a financiamentos com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte e do Nordeste. Para Juvenal Maynart Cunha, diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, vinculado ao Ministério da Agricultura, a parceria vai gerar crescimento econômico e tecnológico.

 

Diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - Juvenal Maynart Cunha: E esse é o desafio, a gente recuperar a produção, o atendimento à planta nacional, e desenvolver mecanismos de agregação de valor ao produto, que, para o excedente, que a gente consiga agregar valor e exportá-lo como chocolate gourmet, ou como ligações com a área de culinária.

 

Repórter Pablo Mundim: No município de Camacã, interior da Bahia, 26 famílias da agricultura familiar produzem em média 3 mil quilos de cacau. Tudo que é produzido na fazenda abastece o mercado interno, principalmente as fábricas de chocolate. E para que a produção cresça com qualidade, o presidente da Associação de Pequenos Empreendedores da Microrregião Cacaueira da Bahia, Israel Ribeiro do Monte, sabe que é preciso conhecimento.

 

Presidente da Associação de Pequenos Empreendedores da Microrregião Cacaueira da Bahia - Israel Ribeiro do Monte: Precisa qualificar a mão de obra, né? E nós precisamos afirmar essas famílias no campo, porque quando a gente não dá condição, não dá esclarecimento, aí os jovens partem para as cidades. Eles vão embora e vão abandonando o campo.

 

Repórter Pablo Mundim: Além dos estados da Bahia e Pará, a expectativa é que até o final deste ano a rota do cacau chegue também ao Espírito Santo e Rondônia. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: E agora, saindo do chocolate para o café.

 

Gabriela: É, Nasi, o Brasil terá a maior produção de café da sua história.

 

Nasi: O levantamento da safra deste ano é da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento.

 

Gabriela: Serão 58 milhões de sacas, um crescimento de 29% em relação à safra passada.

 

Repórter Alessandra Bastos: Uns tomam de manhã cedo, outros depois do almoço. Alguns dizem que ele aumenta a energia, que melhora a memória ou até mesmo que ajuda a emagrecer. Se os dados são científicos, não sei, mas o fato é que o café faz parte do dia a dia brasileiro. E se sempre foi cultural, nos últimos anos ganhou novas formas de ser consumido. A barista, profissional especialista em café, Sulayne Shiratori, conta que o café é muito mais que uma simples bebida.

 

Barista - Sulayne Shiratori: Hoje, a gente não tem somente o método coado, que é o mais utilizado pelos brasileiros e pelo mundo. Nós temos inúmeros métodos bem contemporâneos e novos.

 

Repórter Alessandra Bastos: E não é só o consumo que aumentou. O Brasil se prepara para colher a maior produção de café da história. É o que confirma o segundo levantamento da Safra 2018 da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, um crescimento de 29% em relação à safra passada. Bahia e Espírito Santo se recuperaram de uma forte seca, e também no restante do país o clima é o principal motivo para a grande produção, como explica o gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, Cleverton Santana.

 

Gerente de Levantamento de Avaliação de Safras - Cleverton Santana: Se não tivesse tido condições climáticas favoráveis, a gente não conseguiria alcançar uma produção dessa. As chuvas foram regulares nas áreas de produção. Se tem chuva favorável, a temperatura não é excessiva, então também não afetou a produção, as temperaturas foram amenas, e a consequência é um resultado expressivo na produção de café.

 

Repórter Alessandra Bastos: Sabor na mesa e renda na economia. Só no ano passado, o Brasil lucrou US$ 4,6 bilhões com a venda de café para outros países. E não é à toa. O café brasileiro é reconhecido em todo o mundo pela qualidade. É o que afirma o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café, Nathan Herszkowicz.

 

Diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café - Nathan Herszkowicz: O Brasil é uma seleção que joga em todas as posições, porque a gente alia produção elevada com alta qualidade e com certificação de sustentabilidade.

 

Repórter Alessandra Bastos: O maior estado produtor é Minas Gerais, seguido do Espírito Santo, São Paulo e Bahia. A área total que engloba os cafezais de todo o país abrange mais de 2 milhões de hectares. Com tanta produção e qualidade, a todos então, um bom cafezinho. Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Nasi: Termina amanhã o prazo para o alistamento militar de jovens que completam 18 anos neste ano.

 

Gabriela: Para fazer o alistamento, é fácil. Todo o processo é feito pela internet, no endereço alistamento.eb.mil.br.

 

Nasi: O jovem que se alista pode escolher ser dispensado ou encaminhado à seleção, para servir no Quartel da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica.

 

Gabriela: Esse encaminhamento também pode ser acompanhado pela internet. Quem não é dispensado, segue para a etapa de seleção geral, que normalmente ocorre de julho a outubro.

 

Nasi: Quem não tiver acesso à internet para se alistar, precisa se apresentar em uma junta de serviço militar mais próxima de onde mora.

 

Gabriela: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".