29 de agosto de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais de 3 mil militares das Forças Armadas vão atuar para reforçar a segurança em Roraima. A ação faz parte da Garantia da Lei e da Ordem decretada pelo presidente Michel Temer. E acompanhamos a chegada de imigrantes que foram deslocados para São Paulo em mais uma ação de interiorização do governo. Hoje é Dia Mundial sem Tabaco. Vamos falar dos tratamentos oferecidos de graça pelo SUS pra você que quer parar de fumar. 3 milhões de crianças ainda precisam se vacinar contra a polio e o sarampo. Campanha termina sexta. E cidades que não chegaram a meta de vacinas devem abrir postos de saúde no sábado.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 29 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Mais de 3 mil militares das Forças Armadas vão atuar para reforçar a segurança no estado de Roraima.

 

Nasi: A ação faz parte da garantia da lei e da ordem decretada pelo presidente Michel Temer. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O decreto garante o poder de polícia aos militares nas rodovias federais do estado e na faixa de 150 quilômetros a partir da fronteira.

 

Gabriela: E acompanhamos a chegada de imigrantes que foram deslocados para São Paulo em mais uma ação de interiorização do governo. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Quase 190 imigrantes do país vizinho que estavam em Roraima participaram da missão de interiorização.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco.

 

Nasi: Vamos falar dos tratamentos oferecidos de graça pelo SUS para você que quer parar de fumar.

 

Gabriela: Três milhões de crianças ainda precisam se vacinar contra a pólio e o sarampo. Campanha termina da sexta.

 

Nasi: E cidades que não chegaram à meta de vacinas devem abrir postos de saúde no sábado.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Reforçar a segurança de brasileiros e venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira de Roraima.

 

Nasi: Esse é o objeto do decreto de garantia da lei e da ordem publicado hoje no Diário Oficial da União.

 

Gabriela: Com a medida, as Forças Armadas vão atuar no policiamento de áreas do estado, como rodovias e faixa de fronteira.

 

Nasi: Um efetivo de mais de 3 mil homens a Forças Armadas vai atuar nessa ação.

 

Repórter Pablo Mundim: O decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem em Roraima garante o poder de polícia aos militares nas rodovias federais do estado e na faixa de 150 quilômetros a partir da fronteira, área em que também se encontram a capital Boa Vista e o município de Pacaraima, principal porta de entrada dos venezuelanos que fogem na crise no país vizinho. O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, detalhou como a operação será executada.

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: Vai ser reforçada a faixa de fronteira, o controle do ingresso desses imigrantes venezuelanos, de modo que eles passem todos por um ponto de controle, reforçar o patrulhamento da rodovia que liga Boa Vista a Pacaraima, e também da BR-401, que vai em direção a Bonfim e Normandia, na fronteira com a Guiana, melhorar a proteção do abrigos e manter em operações permanentes do centro de operações conjuntas onde estejam representantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional de Segurança, e, logicamente, das Forças Armadas, que estão lá em Boa Vista.

 

Repórter Pablo Mundim: O general Joaquim Silva e Luna também destacou que as ações em Roraima vão contar com mais de 3 mil homens da Primeira Brigada de Infantaria de Selva.

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: A brigada tem um efetivo de 3,2 mil homens. Todos estarão voltados para essa missão, alguns deles já estão empregados na missão de acolhimento e o restante será empregado nesses meios. Um desses batalhões está em Manaus, em condições de cerrar para Boa Vista para ser empregado.

 

Repórter Pablo Mundim: De acordo com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, o decreto tem o objetivo de conter a crise imigratória em Roraima.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - Sérgio Etchegoyen - Há um reconhecimento óbvio de que há uma ampliação de chegada em Roraima, isso precisa ser disciplinado, mais bem organizado. Há diversos segmentos de imigrantes. Há o imigrante que vai a Roraima em busca de comprar alguma coisa, há o imigrante que vai a Roraima para imigrar para o Brasil, há o imigrante que vai eventualmente. Então, essas coisas têm que ser disciplinadas e que nós possamos intensificar o processo de interiorização, e, ao mesmo tempo, garantir a segurança da nossa população e nos imigrantes como fator de dignidade da pessoa humana.

 

Repórter Pablo Mundim: O concreto de garantia da lei e da ordem vale até do dia 12 de setembro e pode ser prorrogado. Desde que o fluxo de venezuelanos se intensificou foram investidos mais de R$ 200 milhões em medidas de acolhimento. Foram enviados a Roraima voluntários da área de saúde para atendimento aos imigrantes e foram construídos abrigos temporários. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E os 187 venezuelanos que deixaram Boa Vista ontem, em mais uma etapa do programa de interiorização, já estão acomodados em abrigos nas cidades de Manaus, João Pessoa e São Paulo.

 

Nasi: Na capital paulista, eles estão alojados em dois abrigos.

 

Gabriela: Todos eles esperam repetir a experiência de outros imigrantes da Venezuela, que chegaram à cidade em abril já estão trabalhando com carteira assinada.

 

Repórter Gabriela Noronha: Um reencontro muito esperado, depois de três meses longe, a família de Scarlet Coba está junta novamente. O marido já estava em um abrigo em São Paulo, ela e os filhos estavam em Boa Vista, Roraima, quando embarcaram com destino à capital paulista, em mais um voo de interiorização dos imigrantes venezuelanos que fogem da crise no país vizinho. Para Scarlet, a chegada em São Paulo é uma chance de melhorar a vida.

 

Entrevistada - Scarlet Coba: Ter um emprego para dar um futuro melhor a nossos filhos. Já que não pude no meu país, podemos lutar conseguir aqui.

Repórter Gabriela Noronha: Assim como Scarlet, 53 imigrantes desembarcaram em São Paulo nesta terça-feira. O voo partiu de Boa Vista. Antes de aterrissar na capital paulista, o avião da FAB deixou venezuelanos em outros estados. Quase 190 imigrantes do país vizinho que estavam em Roraima participaram da missão de interiorização. O programa é voluntário e os imigrantes são vacinados e recebem CPF e carteira profissional antes de seguir viagem. De acordo com o padre Paolo Parise, diretor da ONG Missão Paz, muitos dos imigrantes que participaram de outras etapas do programa já têm emprego com carteira assinada.

 

Diretor da ONG Missão Paz - Paolo Parise: Os que já chegaram na primeira, segunda etapa da interiorização estão todos trabalhando com Carteira assinada. Os que chegaram no final de julho, metade já estão trabalhando. Podemos falar mais ou menos de nuns 40 já empregados. Apesar do momento muito difícil da conjuntura econômica do Brasil, ainda estamos encontrando vagas de trabalho. Tem muita empresa que se sensibiliza e oferece vagas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo a Casa da Civil da Presidência da República, responsável pelas interiorizações, mil venezuelanos vão ser transferidos de Roraima para outros estados até setembro. Antes dessa nova etapa, 820 venezuelanos haviam sido deslocados para outros estados. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E para apoiar o atendimento dos imigrantes um avião da FAB saiu hoje de Brasília com computadores.

 

Gabriela: Mas esses não foram adquiridos pelo governo, não.

 

Nasi: São equipamentos que são descartados e que iriam parar nos lixões, prejudicando o meio ambiente.

 

Gabriela: É que o governo incentiva o reaproveitamento por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores.

 

Nasi: Eles recolhem, consertam com ajuda de jovens de baixa renda e as máquinas ficam prontinhas para o uso. No final tudo é doado.

 

Gabriela: No total, 60 dessas máquinas foram doadas para o estado de Roraima. Metade vai para os centros de acolhimento e a outra metade vai para uma escola indígena.

 

Repórter Graziela Mendonça: O que ia para o lixo vai virar ouro para quase 200 alunos da Escola Indígena Tuxaua Silvestre Messias, que fica em Pacaraima, no estado de Roraima. É que a escola vai receber 30 computadores que foram reciclados por jovens nos Centros de Recondicionamento de Val Paraíso, Goiás, e, Gama, Distrito Federal. As máquinas foram enviadas nesta quarta-feira para o município pela Força Aérea Brasileira. A escola ganhou conexão à internet no mês passado, como explica o diretor de Inclusão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Américo Bernardes.

 

Diretor de Inclusão Digital - Américo Bernardes: Uma escola numa aldeia indígena que foi conectada, né, dentro do Programa Internet Para Todos, na parte na educação, né? Essa escola recebeu uma conexão de dez mega e agora, então, a gente mandando os computadores para essa escola.

 

Repórter Graziela Mendonça: Os outros 30 computadores enviados para Roraima vão servir para apoiar a Operação Acolhida, que atua na recepção do imigrantes da Venezuela. Os equipamentos vão ser usados no trabalho dos órgãos federais em Pacaraima, como explica Américo Bernardes, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

Diretor de Inclusão Digital - Américo Bernardes: Principalmente ações aí para documentação dessas pessoas, para garantir que elas tenham as condições aí, elas, né, e os nossos órgãos públicos de fazer todo esse processo de interiorização dessas pessoas, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: Hoje, o Brasil tem 11 Centros de Recondicionamento de Computadores. O governo quer aumentar este número para 20 até o fim do ano. Nesses centros, jovens são capacitados com cursos de robótica, manutenção e programação de computadores, ou seja, além de ajudar o meio ambiente, os centros trazem inclusão social. Francisco das Chagas, de 32 anos, está fazendo o curso e participou da reciclagem dos computadores que foram para a Roraima. Ele conta que esta experiência está servindo para ele se capacitar para o mercado.

 

Entrevistado - Francisco das Chagas: Estou aprendendo a fazer manutenção no computador, né? E adquirindo vários conhecimentos, assim, para o mercado de trabalho, né? Manutenção em si também ajuda tanto em casa e também a ter uma boa renda também para conseguir um serviço extra, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: Qualquer pessoa pode doar equipamentos para os Centros de Recondicionamentos de Computadores. Em Brasília, as doações podem sem ser feitas diretamente no Ministério da Ciência e Tecnologia. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: Quem faz uma compra e um site de outro país pode não ter ideia de todo o caminho e trabalho que dá para que a encomenda chegue até a sua casa.

 

Gabriela: Uma dessas etapas ocorre nos Correios.

 

Nasi: É lá que o objeto é recebido, passa pelo raio-x para analisar se não é perigoso ou pródigo. A importação é formalizada na Receita Federal e são fornecidas informações, via internet, ao importador do produto.

 

Gabriela: E para manter o padrão deste serviço e dar conta das quase 300 mil encomendas que chegam todo dia ao país, os Correios mudaram a forma de cobrar por esse despacho.

 

Nasi: Agora, será passeio pagar uma taxa por toda encomenda internacional num preço abaixo do praticado pelo mercado.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a mudança, quem comprar produtos importados de qualquer valor e tamanho vai pagar o despacho postal. O valor é fixo de R$ 15 por pacote e não por unidade. Antes apenas as mercadorias que custavam mais de US$ 50 e eram tributadas pela Receita Federal pagavam pelo serviço. Uma das razões da mudança é o crescimento no número de compras feitas no exterior. Segundo os Correios, a quantidade de produtos importados que chegam ao Brasil tem aumentado muito nos últimos anos. Em 2017, o aumento foi de 80% em relação ao ano anterior. Até o meio deste ano mais um aumento de 30% em relação aos primeiros seis meses de 2017, em média entre 100 mil e 300 mil encomendas chegam todos os dias ao Brasil. O presidente dos Correios, Carlos Fortner, explica que o valor arrecadado vai ser usado para manter a qualidade no despacho e no transporte desses produtos, além de melhorar a gestão dos recursos da empresa.

 

Presidente dos Correios - Carlos Fortner: Não é uma taxa, é um preço por um serviço. O que está sendo pago está remunerando o trabalho que está sendo feito no desembaraço. Não pode oferecer um serviço de graça. Não existe isso, o serviço precisa ser remunerado corretamente. Então, é uma questão, sim, de sustentabilidade econômico-financeira da empresa. Eu tenho certeza que o cidadão no Brasil, que reconhece o serviço do Correio, que sabe a importância do Correio para a vida do outro cidadão no dia a dia, ele vai entender claramente que está remunerando por um serviço que está sendo prestado. Não é taxa, não é imposto, não é nada disso, é um serviço que está sendo prestado e que precisa ser remunerado, não tem outro jeito.

 

Repórter Márcia Fernandes: Segundo os Correios, o valor cobrado pelo despacho é quatro vezes menor do que a média recebida por outras empresas que oferecem serviço semelhante. Agora, com a mudança, os compradores brasileiros devem acompanhar o rastreamento do objeto pela página dos Correios na internet, em: correios.com.br/sistemas/rastreamento. Assim que ele for liberado pela Receita Federal, o cliente vai poder pagar a taxa por cartão de crédito ou boleto bancário. Depois que o pagamento for confirmado, o produto é enviado ao destino. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco.

 

Nasi: E você que fuma, já tentou parar de fumar?

 

Gabriela: Ainda nesta edição vamos falar do tratamento que é oferecido de graça pelo SUS em todo o país. Não saia daí.

 

Nasi: Ele pode ajudar o país a encontrar petróleo, a descobrir espécies marinhas.

 

Gabriela: São mais de 3 mil toneladas, cinco laboratórios e um robô que opera a até 4 mil metros de profundidade, tudo isso em alto-mar.

 

Nasi: Esse é o Navio Vital de Oliveira, comprado pelo governo em parceria com empresas públicas e privadas para atuar em pesquisa.

 

Gabriela: E hoje, um acordo definiu como o navio deve ser utilizado. A repórter Luana Karen foi lá conferir e explica para a gente.

 

Repórter Luana Karen: O oceano exerce grande influência sobre a vida no continente, uma relação que tem no Navio Vital de Oliveira, um dos principais instrumentos de investigação. São 78 metros dedicados à pesquisa no Atlântico, e, agora, três anos após ser entregue aos brasileiros, foram definidos os procedimentos para o uso da estrutura do navio. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que o acordo vai permitir a continuidade as pesquisas com o navio.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: É um modelo de governança, um compartilhamento no uso, e, com isso, trazendo mais eficiência a esse uso, reduzindo custos, permitindo, portanto, avançarmos com mais rapidez em diversas áreas na pesquisa, na ciência, na inovação, naquela que é a nossa Amazônia Azul.

 

Repórter Luana Karen: O acordo vale por três anos e a previsão é de que os custos girem em torno de R$ 75 milhões neste período, é o que explica o almirante, Eduardo Bacelar Leal Ferreira, comandante da Marinha.

 

Comandante da Marinha - Eduardo Bacellar Leal Ferreira: É o combustível, os próprios reparos, a manutenção do equipamento, a calibragem. Então, a pesquisa científica não é só o investimento em missão, o custeio é muito caro.

 

Repórter Luana Karen: O Vital de Oliveira é um dos navios de pesquisa mais modernos do mundo. Com capacidade para embarcar até 40 cientistas, o navio permite a realização de pesquisas relacionadas à meteorologia, mudanças climáticas, salinidade, economia da pesca e geologia. A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, também assinou o acordo de gestão do Vital de Oliveira. A chefe de Divisão de Geologia Marinha, Hortência Assis, diz que a companhia já está trabalhando em pesquisas com o navio.

 

Chefe de Divisão de Geologia Marinha - Hortência Assis: É um navio, assim, extremamente equipado para as pesquisas geológicas, pesquisas de coletas oceanográficas, seja física, seja biológica. Então, a gente está avançando nessas pesquisas, que é de interesse estratégico para o Brasil.

 

Repórter Luana Karen: O acordo foi assinado pelos Ministérios da Defesa e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A Marinha, a Petrobras e a Companhia Vale, que há cinco anos se uniram para comprar a embarcação. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Nos últimos anos, a Agência de Vigilância Sanitária vem recebendo um grande número de denúncias sobre o uso de formol em salões de beleza.

 

Gabriela: O produto geralmente é usado em processos de alisamento dos cabelos.

 

Nasi: E em grande quantidade pode trazer sérios riscos à saúde.

 

Gabriela: Por isso a Anvisa quer criar ações para diminuir o uso do produto nos salões.

 

Repórter Gabriela Noronha: Vaidosa, Alexsandra de Jesus, ou, Sandra, como gosta de ser chamada, vai ao salão de beleza pelo uma vez por semana, e é assim há mais de dez anos. Escova o cabelo com secador, puxa, estica, chapinha também está valendo, tudo para deixar os fios lisos. A promotora de vendas conta que já fez de tudo, até alisamento com formol, mas, neste caso, o resultado não foi o esperado.

 

Promotora de vendas - Sandra de Jesus: Meus cabelos quebraram muito, sem contar que faz... eu passei mal, né? Fiquei sufocada, meus olhos lacrimejavam muito.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os alisamentos à base de formol se tornaram populares entre o público feminino no Brasil nos últimos anos, mas, segundo Fernanda Patrícia dos Santos, que é cabeleireira há mais de dez anos, apesar do efeito rápido, o produto pode prejudicar os fios.

 

Cabeleireira - Fernanda Patrícia dos Santos: É um efeito Cinderela, porque, com o passar do tempo, o cabelo apodrece, os efeitos do formol são esses, ele apodrece, não fica um cabelo bonito, fica opaco.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além disso, o dermatologista Leonardo Spagnol Abraham alerta, o formol é prejudicial à saúde, e, nos casos mais graves, esse excesso pode provocar até câncer.

 

Dermatologista - Leonardo Spagnol Abraham: Essa volatização do formol faz com que, tanto o cliente, quanto o profissional que está aplicando, inale isso e pode causar câncer no futuro, principalmente câncer de bexiga, laringe e outros cânceres.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, proibiu a venda do formol puro no país inteiro, ainda assim, a agência tem recebido um número crescente de denúncias sobre o uso dessa substância em salões de beleza, e, por isso, criou um questionário online para receber denúncias de quem trabalha nas vigilâncias sanitárias estaduais e municipais do país, é o que explica Ethel Cardoso Freitas, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Anvisa.

 

Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária - Ethel Cardoso Freitas: No sentido de levantar práticas que tiveram sucesso, que foram exitosas e que tentar transformar, então, numa plataforma nacional para que a vigilância de outras localidades que tenham interesse possam, então, replicar essas práticas com o apoio da Anvisa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para a cabeleireira, Aline Cardoso, apesar de ter a responsabilidade de coibir o uso de formol dos salões, um bom profissional também deve valorizar a beleza natural da cliente.

 

Cabeleireira - Aline Cardoso: Somos tão lindas, não precisa ser uma fórmula igual, né, todo mundo no mesmo espelho da mesma fórmula. Não, somos diferentes, vamos mostrar essa diferença do mundo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O questionário ficará disponível para preenchimento até o dia 6 de setembro de 2018 na plataforma FormSUS, pode ser acessada pelo site da agência em: wwwanvisa.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Repórter Pablo Mundim: Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco.

 

Gabriela: E o programa de combate ao tabagismo no Brasil tem resultados positivos.

 

Nasi: Entre os anos de 2006 e 2017 o consumo de cigarros foi reduzido em 36%.

 

Gabriela: E quem quer deixar fumar, basta tomar a decisão. O tratamento está disponível de graça no Sistema Único de Saúde.

 

Repórter Cleide Lopes: A brasiliense Cristine Canavarro, aproveitou a data e foi logo cedo ao um posto de saúde perto de sua casa, no Cruzeiro, bairro a 5 quilômetros do centro de Brasília. Ela conta que fuma há 10 anos e o marido Ricardo, há 15, e que ambos decidiram deixar o vício para ter mais qualidade de vida.

 

Entrevistada - Cristine Canavarro: Eu sinto que eu não tenho respiração, eu não tenho fôlego, eu não tenho corpo para aguentar o dia a dia que eu levo.

 

Repórter Cleide Lopes: Há quatro anos, o posto de saúde do Cruzeiro realiza reuniões semanais de grupo para ajudar pessoas a abandonarem o vício. Nesse período, mais de 300 pessoas passaram belo grupo e 70% delas tiveram sucesso. A enfermeira e coordenadora do grupo, Sheila Soares, explica que, para deixar de fumar, basta tomar a discussão.

 

Enfermeira - Sheila Soares: A gente oferece o adesivo, a medicação para que ajude nesse tratamento, nesse momento.

 

Repórter Cleide Lopes: O tabagismo é a causa de cerca de 50 doenças como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, segundo dados do Ministério da Saúde. Mas o país tem avançado na guerra contra o tabaco, como explica o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo do Distrito Federal, Celso Rodrigues.

 

Coordenador do Programa de Controle do Tabagismo - Celso Rodrigues: É um programa desenvolvimento pelo Ministério da Saúde, que é um programa ligado à Organização Pan-Americana de Saúde e também à Organização Mundial de Saúde. A pessoa tem que conhecer o que ele vai ganhar ao parar de fumar e o que ele está perdendo enquanto ele está fumando.

 

Repórter Cleide Lopes: Dona Delva de Fátima Vieira, de 61 anos, começou a fumar ainda criança, aos 11 anos. Foram cinco décadas fumando cerca de 30 cigarros por dia. Em pouco menos de um ano, frequentando as reuniões, já conseguiu reduzir a três cigarros por dia.

 

Entrevistada - Delva de Fátima Vieira: Estou sentindo muito bem e estou superando.

 

Repórter Cleide Lopes: O empresário Amarildo Rosa, morador de Brasília, fumou por 35 anos e há um ano não pode um cigarro na boca.

 

Empresário - Amarildo Rosa: O olfato é bem melhor, a respiração é bem melhor, eu durmo melhor também.

 

Repórter Cleide Lopes: Qualquer pessoa que queira abandonar definitivamente o cigarro basta procurar o SUS. Para informações sobre os postos de saúde que disponibilizam o tratamento é só ligar no Disque Saúde, no 136. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E a gente termina a Voz do Brasil fazendo uma convocação a pais e mães que ainda não levaram os filhos para vacinar contra a poliomielite e o sarampo.

 

Gabriela: A campanha nacional termina sexta-feira e a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica porque é necessário que todas crianças de um ano a menores de cinco estejam protegidas contra as duas doenças.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunização - Carla Domingues: O Ministério da Saúde tem a meta de vacinar 11 milhões de crianças e até agora ainda existem 3 milhões de crianças que não receberam a vacina. E nós precisamos garantir que todas as 11 milhões estejam vacinadas contra o sarampo e contra a pólio para continuarmos protegendo as nossas crianças dessas doenças que são graves, que podem, inclusive, matar. Nós já temos hoje 1,3 mil casos de sarampos registrados no nosso país, depois da meta da eliminação do ano de 2016, infelizmente, com a ocorrência de seis óbitos. Só com a vacinação é que nós estaremos garantir a proteção das nossas crianças em todo o território nacional.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde faz uma orientação a estados e municípios que ainda atingiram a meta de vacinar 95% das crianças contra a poliomielite e o sarampo.

 

Gabriela: Elas devem abrir os postos de vacinação no próximo sábado, um dia depois do fim da campanha nacional.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".