30 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Nova ação quer reduzir número de mortes no trânsito. Pesquisa vai identificar as causas dos acidentes. E resultado vai servir para atuação mais efetiva em cada estado. Hoje é o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. E durante a semana, campanhas vão alertar sobre as armadilhas desse crime em todo o país. Salões de beleza e centros de estética são campeões em denúncias de serviços na Anvisa. E a atenção também deve ser redobrada na hora de escolher cosméticos.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 30 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Nova ação quer reduzir número de mortes no trânsito.

 

Nasi: Pesquisa vai identificar as causas dos acidentes.

 

Gabriela: E resultado vai servir para atuação mais efetiva em cada estado. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: O objetivo final é reduzir pela metade o número de acidentes em dez anos e, com isso, poupar vidas e custos.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Hoje é o dia mundial de enfrentamento ao tráfico de pessoas.

 

Nasi: E durante a semana, campanhas vão alertar sobre as armadilhas desse crime em todo o país.

 

Gabriela: Salões de beleza e centros de estética são campeões em denúncias de serviços na Anvisa. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: As irregularidades mais mencionadas foram a falta de esterilização de utensílios como alicates, espátulas e tesouras, além da falta de higiene, o uso de formol e profissionais sem qualificação.

 

Nasi: E a atenção também deve ser redobrada na hora de escolher cosméticos. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Muita gente não presta atenção num detalhe: o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Todos os anos, 40 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito nas cidades e rodovias do Brasil.

 

Nasi: É como se um avião comercial caísse todos os dias no país.

 

Gabriela: O número é alarmante e hoje foi dado mais um passo para tentar mudar essa realidade.

 

Nasi: O Ministério das Cidades firmou uma parceria para uma nova ação: identificar as principais causas dos acidentes e atuar de forma mais efetiva na prevenção.

 

Repórter Márcia Fernandes: Há um ano e nove meses, a cadeira de rodas é companheira da enfermeira Melissa Martinele. Ela perdeu o movimento das pernas depois de um acidente de trânsito. Ao passar por uma área em obras, a moto dela derrapou, ela caiu na pista e sofreu uma lesão na coluna. A enfermeira conta que teve que reaprender a viver e recomenda cautela no trânsito.

 

Enfermeira - Melissa Martinele: Andar sempre devagar, sempre observando, prestar atenção quando sair de casa, sempre imaginar por onde você vai passar.

 

Repórter Márcia Fernandes: E para tentar reduzir o número de vítimas do trânsito, o Ministério das Cidades assinou um acordo de cooperação técnica com o Insituto Telos, para ajudar a implementar o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. Entre as medidas que serão tomadas, está a criação de um diagnóstico nacional de dados de segurança viária. A ideia é que criar um grande banco de dados que reúna informações de órgãos municipais, estaduais e federais de trânsito. As informações vão ser usadas para investir em políticas para a melhoria do trânsito, como explica o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Que nós tenhamos um dado nacional de cada cidade, de cada região, para que a gente consiga tomar as iniciativas e as políticas públicas mais adequadas, de acordo com esses dados, quando coletados, com os atos dentro daqueles acidentes que são ocorridos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Num primeiro momento, dados de nove estados e do Distrito Federal serão reunidos. Depois, será a vez de usar os dados de outros 16 estados. O objetivo final é reduzir pela metade o número de acidentes em dez anos e, com isso, poupar vidas e custos. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 70% das vítimas de acidentes de trânsito são atendidas pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Nos últimos 17 anos, foram gastos mais de R$ 3,2 bilhões com internações de vítimas do trânsito, como aponta o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Nós estamos gastando algo em torno de R$ 250 milhões por ano só com a internação, fora todos os outros gastos que são provenientes destas sequelas que acontecem.

 

Repórter Márcia Fernandes: O ex-piloto de Fórmula 1, Felipe Massa, esteve na assinatura do acordo. Ele é embaixador de Segurança Viária e presidente de Kart da Federação Internacional de Automobilismo, e disse que pequenas atitudes no dia a dia podem ajudar na redução de tragédias.

 

Presidente de Kart da Federação Internacional de Automobilismo - Felipe Massa: Atravessar em cima de uma faixa, nas ruas, como usar o cinto de segurança, não só no banco da frente como no banco de trás, que é importantíssimo, não beber e dirigir, eu acho que isso é o que todos nós temos que fazer e seguir as regras.

 

Repórter Márcia Fernandes: Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o excesso de velocidade, as ultrapassagens indevidas e a combinação de álcool e direção são as principais causas de acidentes. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Um crime onde as vítimas são exploradas das mais diversas formas.

 

Nasi: E no Dia Internacional de Combate ao Tráfico Humano, o Ministério da Justiça, em parceria com outros órgãos, realiza uma série de atividades pelo país durante toda a semana.

 

Gabriela: De acordo com as Nações Unidas, o crime, que movimenta bilhões de dólares, já atingiu mais de 20 milhões de pessoas pelo mundo.

 

Nasi: E no Brasil, o governo tem canais para receber denúncias e uma lei mais rigorosa para punir os culpados.

 

Repórter Nei Pereira: O tráfico de pessoas envolve uma série de crimes e violações dos direitos humanos, como o trabalho escravo, a venda de órgãos, transporte de drogas, adoção ilegal e prostituição. As maiores vítimas são as mulheres, usadas principalmente para exploração sexual. O professor, mestre em Direitos Humanos, Hédel Torres, explica o que é esse crime.

 

Professor - Hédel Torres: O tráfico se desenvolve por meio de deslocamento de pessoas, fazer com que haja o transporte, entrada, saída, movimentação de pessoas, com a finalidade de exploração.

 

Repórter Nei Pereira: Segundo a coordenadora de Gestão da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria Nacional de Justiça, Marina Bernardes, esse é um crime pouco denunciado.

 

Coordenadora de Gestão da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - Marina Bernardes: A maior dificuldade no enfrentamento ao tráfico é a subnotificação, porque muitas vezes as vítimas não se enxergam como vítimas nesse crime e também em muitas vezes elas têm medo de denunciar, por sofrer represálias, porque os aliciadores conhecem as famílias...

 

Repórter Nei Pereira: No Brasil, medidas mais efetivas de repressão ao tráfico de pessoas foram tomadas a partir de 2007, e há dois anos o crime foi tipificado por uma lei, o que ajudou no combate, como ressalta o diretor do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça, do Ministério da Justiça, Geraldo Nugoli.

 

Diretor do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça - Geraldo Nugoli: Ele foi tipificado em 2016. Até então, não existia tipificação do tráfico de pessoas no Brasil. Agora existe um crime específico, onde a pessoa pode ser responsabilizada, a pessoa tanto que atua, levando pessoas para fora, como recebendo pessoas no Brasil.

 

Repórter Nei Pereira: As denúncias de tráfico de pessoas podem ser feitas pelo Disque 100 e o Ligue 180 do Ministério dos Direitos Humanos. As ligações são de graça. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: O Ministério da Saúde lança, amanhã, os detalhes da nova campanha nacional de vacinação.

 

Nasi: E a ideia é mobilizar os pais para que levem seus filhos aos postos de saúde a partir da semana que vem. A campanha será realizada entre os dias 6 e 30 de agosto.

 

Gabriela: É importante lembrar que as crianças vão ser imunizadas contra duas doenças: a poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, e o sarampo.

 

Nasi: A meta é vacinar 95% do público-alvo da campanha, que são as crianças, como destaca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Nós vamos começar uma nova onda, de uma campanha nova. A nossa campanha, ela é direcionada para crianças de um até cinco anos, para o sarampo e a pólio, porque essas são mais vulneráveis.

 

Gabriela: O ministro também lembrou que a vacina é a forma mais eficaz de manter o país livre de doenças já eliminadas, como o sarampo e a pólio.

 

Nasi: E para atingir um público maior, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, ressalta que o Ministério vai contar com o apoio de entidades para divulgação da campanha.

 

Secretário de Vigilância em Saúde - Osnei Okumoto: Uma expectativa muito grande em relação a essa campanha, uma vez que nós temos a participação de todos os ministérios hoje envolvidos nessa questão da vacinação. Temos entidades que vão estar possibilitando com que haja maior divulgação, como as pastorais, empresas de serviços, empresas aéreas e assim por diante, que estarão veiculando a nossa campanha e, logicamente, isso vai trazer uma visualização maior e realmente uma adesão maior. A vacinação, ela é extremamente segura, só traz benefícios para as pessoas que estão sendo imunizadas.

 

Gabriela: De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, já foram notificados 423 casos suspeitos de sarampo no Brasil. Desses, 272 foram confirmados.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde explicou, em nota divulgada hoje, que a vacina meningocócica C, que previne as crianças do contágio da meningite, vai ter a distribuição normalizada no mês de agosto.

 

Gabriela: De acordo com o Ministério, o repasse das vacinas para os estados foi reduzido por conta dos atrasos da entrega do produto pelo laboratório responsável.

 

Nasi: A orientação aos municípios que estão com o estoque reduzido é para que agendem a imunização de acordo com a disponibilidade da vacina.

 

Gabriela: A meningocócica C faz parte do calendário nacional de vacinação e é aplicada em três doses: a primeira nos três meses de vida, a segunda com cinco meses e a terceira com um ano de idade.

 

Nasi: E ainda nesta edição você vai saber sobre os campeões de denúncias na Anvisa.

 

Gabriela: A Voz do Brasil de hoje vai falar sobre os cuidados na hora de escolher produtos e serviços de beleza.

 

Nasi: Você sabia que, se tiver o CPF irregular, não pode abrir ou movimentar conta bancária, tirar passaporte, realizar compra e venda de imóveis e fazer qualquer tipo de financiamento?

 

Gabriela: É, e tem muita gente nessa situação. De acordo com a Receita Federal, até junho deste ano, 25 milhões de CPFs estavam suspensos e quase 2 milhões foram cancelados.

 

Nasi: E para regularizar a situação, não é complicado, não. Saiba o que fazer no nosso quadro Pra Você, Cidadão.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Nirma Ledo: Você pode consultar a situação do seu CPF na página da Receita Federal na internet. Se o seu documento estiver suspenso significa que o cadastro está incorreto ou incompleto. Em muitos casos, isso se deve a irregularidades relacionadas ao título de eleitor. A situação pode ser resolvida de graça pela página da Receita na internet ou em agência do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios, pagando-se uma taxa de R$ 7. Já na situação pendente de regularização estão as pessoas que não entregaram alguma declaração de imposto de renda nos últimos cinco anos. E para regularizar é necessário fazer a entrega, ainda que com atraso. Para mais informações, acesse receita.fazenda.gov.br. Nirma Ledo, para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer recebeu um conjunto de demandas do setor produtivo durante encontro hoje na Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

 

Nasi: Entre os pedidos estão medidas para estimular emprego, as exportações, além da redução de juros e o custo médio para a indústria.

 

Gabriela: Temer respondeu às demandas apresentadas, entre elas a do fim da sobretaxa ao açúcar e à carne de frango vendidas à China.

 

Nasi: Temer explicou que tratou do assunto com o presidente chinês Xi Jinping, durante o encontro do BRICS, na semana passada, na África do Sul.

 

Presidente Michel Temer: Eu tive 40 minutos, 50 minutos de conversa com o presidente Xi Jinping, e coloquei basicamente a questão da sobretaxa, porque a questão está na sobretaxa do açúcar e na sobretaxa do frango. E interessante, um fato curioso, que ele próprio me disse que a questão se refere à produção do açúcar e à produção do frango lá na China. O frango brasileiro chegava mais barato do que o frango chinês. Então, eles tiveram que sobretaxar, veja que é uma espécie de um protecionismo, não é? Para tentar prestigiar aqueles nacionais. Mas ele ficou de examinar tanto no caso do açúcar como no caso do frango. De fora a parte, a circunstância de que também tratei, da questão das exportações de carne bovina, carne suína, que nós temos muito interesse na China. A China é um grande importador desses produtos.

 

Gabriela: Procedimentos aparentemente simples, como alisar ou tingir os cabelos, podem acabar numa grande dor de cabeça se o prestador de serviço não tomar os cuidados necessários.

 

Nasi: Alicates de unha e tesouras não esterilizados, em salões de beleza por exemplo, podem transmitir doenças graves.

 

Gabriela: O mesmo ocorre com o uso de substâncias proibidas, como formol, que, quando usado com frequência, pode até causar câncer.

 

Nasi: E a Anvisa, responsável por regular atividades como essas, que podem interferir na saúde do cidadão, acaba de divulgar um relatório sobre as denúncias recebidas.

 

Gabriela: Segundo o documento, salões de beleza lideram a lista de queixas dos consumidores.

 

Repórter Cleide Lopes: Há quatro anos, a brasiliense Vitória Farias, estudante de nutrição, queria mudar o visual, alisar o cabelo, mudar de cor. Procurou um salão que fazia esse procedimento estético, mas o resultado, segundo ela, foi um desastre.

 

Estudante - Vitória Farias: Tentei fazer um alisamento, só que na época meu cabelo era muito grande e ia ficar muito caro. Aí, procurei outros salões e acabei encontrando um que fez um alisamento no meu cabelo, e ele caiu na segunda vez, aqui na parte da frente, caiu muito. Fiquei tentando disfarçar por muito tempo, demorou uns dois anos para ele crescer a parte da frente.

 

Repórter Cleide Lopes: Mas a estudante diz que aprendeu a lição.

 

Estudante - Vitória Farias: Nunca mais vou em salão que eu não conheço.

 

Repórter Cleide Lopes: Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, salões de beleza e centros de estética são os campeões de denúncias entre as atividades que englobam serviços de assistência ao cidadão, fora do contexto hospitalar ou clínico, mas que podem alterar ou influenciar o estado de saúde. O relatório da Agência revela que, das 285 denúncias recebidas em 2017, 66% foram contra esses serviços. As irregularidades mais mencionadas foram a falta de esterilização de utensílios como alicates, espátulas e tesouras, além da falta de higiene, o uso de formol e profissionais sem qualificação. Estúdios de tatuagem também foram alvo de reclamações. A paraibana Téssia Araújo é tatuadora em Brasília há 11 anos. Ela conta que trabalha levando em consideração todos os requisitos de segurança exigidos pela Anvisa.

 

Tatuadora - Téssia Araújo: Antes de começar a tatuar alguém, você prepara a pele. Então a gente usa clorexidina, que é um sabonete para assepsia de pele, para preparar a área da tatuagem, e barreiras de contato, equipamentos de proteção individual, o material descartável, exatamente, a forma de descarte do material também bioinfectado... E instruir o cliente também, como ele deve cuidar da tatuagem depois de sair do estúdio, não é?

 

Repórter Cleide Lopes: Os salões de beleza e centros de estética também concentram o maior número de demandas consideradas mais graves. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E além do cuidado na hora de escolher o profissional, é preciso ficar atento também na compra de cosméticos, como maquiagem, shampoos e sabonetes.

 

Gabriela: Muita gente não sabe, mas é preciso verificar se esses produtos têm registro na Anvisa.

 

Nasi: E é esse registro que assegura que o fabricante fez testes e comprovou a qualidade, segurança e eficácia dos produtos.

 

 

Repórter João Pedro Neto: O brasileiro é um dos maiores consumidores de cosméticos do mundo. E na hora de comprar um produto, as opções são muitas. A representante comercial Ana Paula Mesquita diz o que costuma levar em conta na escolha.

 

Representante comercial - Ana Paula Mesquita: Os componentes... Eu tenho muita alergia, então eu busco algumas coisas que não me dão alergia.

 

Repórter João Pedro Neto: Mas muita gente, como a Ana Paula, não presta atenção num detalhe que é muito importante: o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

Representante comercial - Ana Paula Mesquita: Tinha que olhar, não é? Mas não olho.

 

Repórter João Pedro Neto: É esse registro que assegura que o fabricante fez testes e comprovou a qualidade, segurança e eficácia dos produtos, como explica a cosmetóloga Ana Carolina Candia.

 

Cosmetóloga - Ana Carolina Candia: Garante uma segurança para o consumidor, com certeza, não é? Então eu sei que ele passou por testes de durabilidade, ele passou por testes de concentrações de ativos. Então determinados ativos, em altas concentrações, são prejudiciais para a nossa saúde. Então, para ele estar ali para uso, para venda, normalmente, com certeza esse produto passou por um teste, teste dermatológico, enfim, para ele evitar, o mínimo possível de qualquer contraindicação ou irritação na pele, que possa vir a acontecer, não é?

 

Repórter João Pedro Neto: Maquiadora há 30 anos, a Rose Paes sabe bem a importância desse registro. Ela só usa no atelier produtos certificados e que conhece bem, uma garantia para ela e para os clientes.

 

Maquiadora - Rose Paes: Sempre levando em consideração o registro na Anvisa, a certificação, não costumo comprar produtos que eu não sei de onde está vindo, porque eu faço questão que a minha cliente tenha esse cuidado. Ela não precisa vir aqui com esta preocupação, essa preocupação é minha, enquanto profissional.

 

Repórter João Pedro Neto: Os produtos sem registro são considerados irregulares, e recentemente a Anvisa proibiu a fabricação e comercialização de alguns cosméticos: shampoos, um condicionador e um sabonete, de duas empresas diferentes, que estavam nessas condições. Os fabricantes também devem retirar esses produtos do mercado. Na dúvida, o consumidor pode consultar pela internet se o produto tem ou não o registro. O endereço é www.anvisa.gov.br. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: O Ministério de Minas e Energia autorizou, hoje, a instalação da usina termelétrica de gás natural Porto do Açu III, em São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro.

 

Nasi: O investimento para construção da usina é de mais de R$ 4 bilhões e prevê geração de 9 mil empregos diretos e indiretos em sua fase de implantação.

 

Gabriela: A usina deve começar a operar em janeiro de 2023.

 

Nasi: O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, comentou a implantação da usina.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: Isso significa muito para a economia brasileira e, sobretudo, para a economia do estado do Rio de Janeiro. São investimentos vultosos, mais de R$ 4 bilhões, e, evidentemente, com a geração de emprego e renda que corresponde a todo esse esforço que está sendo iniciado para que, não só o município de São João da Barra, como o estado do Rio de Janeiro e o Brasil, possam se beneficiar desse esforço de geração de emprego e renda para os brasileiros.

 

Gabriela: A usina é a maior obra das 80 autorizadas pelo Governo, com os leilões realizados no ano passado.

 

Nasi: A expectativa é que todos os projetos vão gerar R$ 17,8 bilhões em investimentos e 20 mil empregos distribuídos entre 14 estados.

 

Gabriela: Moreira Franco também falou sobre o leilão de quatro distribuidoras de energia sob a administração da Eletrobras, que vão ser concedidas no dia 30 de agosto.

 

Nasi: Elas estão localizadas nos estados de Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

 

Gabriela: Segundo o ministro, assim como o leilão da Cepisa, a Companhia Energética do Piauí, na semana passada, a ideia é reduzir a conta de luz dos consumidores.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: Nós estamos com a expectativa de, da mesma forma que, na semana passada, realizamos o leilão da Cepisa, possamos realizar o leilão dessas outras distribuidoras, para que nós encerremos definitivamente com esse apartheid elétrico que existe no país, que faz com que as populações mais pobres pagam por uma energia muito mais cara, com condições de abastecimento piores, do que os que têm mais acesso a bens e serviços, ou seja, os pobres estão sustentado os mais abastados. Isso é injusto e nós temos que modificar, que inverter essa lógica.

 

Nasi: A preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de atividades que geram renda podem conviver em harmonia.

 

Gabriela: Isso ocorre em reservas ambientais particulares em todo o país, ação que vem sendo ainda mais incentivada.

 

Nasi: É. E quem tiver uma propriedade que pode se transformar em reserva tem como benefício a isenção de impostos sobre a área preservada. O repórter Nei Pereira explica.

 

Repórter Nei Pereira: Preservação do meio ambiente e sustentabilidade econômica caminham juntas em uma propriedade rural que fica a menos de 50 Km do centro de Brasília. Lá, até as casas estão integradas à natureza, tanto que um passarinho fez o ninho no lustre da sala de uma delas. Na chácara, funciona uma pousada, construída com madeira e tijolos reaproveitados. A água da piscina é captada da chuva e aquecida com energia do sol. O local, de 4,5 hectares, é hoje um ponto turístico esotérico, com capacidade para receber até 70 pessoas. O visitante pode ainda ampliar o contato com a natureza e percorrer trilhas cercadas pelo cerrado. O idealizador de tudo isso é o economista Fernando Almeida, que decidiu transformar a propriedade em uma reserva particular do Patrimônio Natural.

 

Economista - Fernando Almeida: A gente não só está reservando, preservando, como educando, ensinando, através do próprio modelo que nós temos, que outras pessoas possam adotar o modelo de vida em bases sustentáveis, onde a natureza seja respeitada.

 

Repórter Nei Pereira: E o Fernando não é o único a ter preocupação com o meio ambiente. Em todo o país, são 355 reservas particulares federais. Se consideradas as estaduais e municipais, o número passa de 600. E o Governo quer aumentar a quantidade desse tipo de unidades de conservação, mas, para isso, é preciso que os proprietários tenham consciência e sensibilidade sobre a importância de manter a biodiversidade natural de suas terras, já que a adesão não é obrigatória, como explica Aldísio Lima, coordenador substituto da Criação de Unidades de Conservação do ICMBio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

 

Coordenador substituto da Criação de Unidades de Conservação - Aldísio Lima: Dentro da área da RPPN, o proprietário poderá fazer só, apenas, atividade de pesquisa científica, de proteção e de uso turístico com ecoturismo, então não é possível ter desmatamentos dentro da área nem a retirada de recursos naturais, ou retirada de fauna ou da pesca.

 

Repórter Nei Pereira: Para transformar uma área em Reserva Particular do Patrimônio Natural, basta fazer o requerimento pelo site do ICMBio, no endereço icmbio.gov.br. Depois, é só enviar a documentação e aguardar a vistoria do instituto. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".