30 de novembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Taxa de desocupados é a menor do ano, segundo IBGE. Isso significa mais brasileiros trabalhando e gerando renda no país. Mudanças na Lei Rouanet facilita incentivo à cultura em mais regiões do país. Vamos explicar as mudanças da Anvisa para indicação da vacina contra a dengue. Impressão do Diário Oficial da União chega ao fim. Agora ele estará disponível apenas na internet.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 30 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Taxa de desocupados é a menor do ano, segundo o IBGE.

 

Nasi: Isso significa mais brasileiros trabalhando e gerando renda no país. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: Se comparar o período entre agosto a outubro do ano passado, mais de 1,7 milhão pessoas voltaram a ter renda.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Mudanças na Lei Rouanet facilitam incentivo à cultura em mais regiões do país. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: E a novidade é que os empreendedores culturais iniciantes no mercado também vão poder se inscrever. É uma maneira de dar oportunidade para jovens que estão começando.

 

Gabriela: E vamos explicar as mudanças da Anvisa para a indicação da vacina contra a Dengue.

 

Nasi: Um dia para ficar na história.

 

Gabriela: É o fim da impressão do Diário Oficial da União, que agora estará disponível apenas na internet. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com a medida, o governo espera economizar mais de R$ 2 milhões, deixa de consumir 720 toneladas de papel e poupa 10.800 árvores por ano.

 

Nasi: Hoje na apresentação na Voz: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: O crescimento da economia brasileira tem se refletido no mercado de trabalho.

 

Gabriela: O desemprego caiu mais uma vez, é o que aponta uma pesquisa do IBGE.

 

Nasi: Mais de 860 mil pessoas voltaram a ter renda entre os meses de agosto e outubro.

 

Gabriela: Se comparar com o mesmo período do ano passado, mais de 1,7 milhão trabalhadores entraram no mercado de trabalho.

 

Repórter Natália Melo: Suelen Oliveira sempre gostou de trabalhar com serviços de beleza, mas teve que dar uma pausa nas atividades quando o filho nasceu. Recentemente veio a oportunidade para trabalhar como manicure em um salão no Rio de Janeiro.

 

Manicure - Suelen Oliveira: É ótimo, né? Só de acordar e saber que tem trabalho, para ganhar um dinheiro.

 

Repórter Natália Melo: E com o fim do ano chegando, trabalho é o que não falta para a manicure.

Manicure - Suelen Oliveira: Agora com o final de ano fica mais fácil porque é época de festa, né? Fazer unha, essas coisas, aí está sendo melhor.

 

Repórter Natália Melo: A nova realidade de Suelen é também a de muitos brasileiros que passaram a trabalhar nos últimos meses. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad, do IBGE, entre agosto e outubro deste ano a taxa desemprego no país recuou mais uma vez em relação ao trimestre anterior. Até outubro o país tinha 868 mil pessoas a mais no mercado de trabalho, somando empregos formais e informais. Se comparar o período entre agosto a outubro do ano passado, mais de 1,7 milhão pessoas voltaram a ter renda. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento do número de ocupados é um indicador importante que representa mais dinheiro circulando na economia.

 

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE - Cimar Azeredo: Esse processo que se dá fez um movimento interessante, essa entrada expressiva de pessoas no mercado de trabalho trabalhando, né, trouxe um aumento da massa de rendimento. E esse aumento, ele é importante, ainda que venha através da informalidade, porque você movimenta a economia, né, você tira o mercado de trabalho daquele círculo vicioso e você tem entrada de uma massa maior de rendimento circulando no mercado brasileiro.

 

Repórter Natália Melo: Para o economista da Fundação Getúlio Vargas, Bruno Ottoni, o Brasil tem apresentado um crescimento cada vez mais robusto e isso se reflete no mercado de trabalho. Ele reforça que a recuperação do emprego formal é uma tendência e deve acontecer de forma lenta e gradual.

 

Economista da Fundação Getúlio Vargas - Bruno Ottoni: Em geral, o mercado de trabalho formal, ele anda mais em linha com a atividade econômica. Como a atividade econômica está se recuperando de forma lenta e gradual, esse mercado formal também vai se recuperar de forma lenta e gradual. Já o informal, não, ele é mais errático, né? A gente está chegando no final do ano, é muito comum que comércio, né, o setor de comércio e o setor de serviços realizem contratações temporárias para o final do ano em virtude das festas de fim de ano, Natal, Réveillon. Então, isso sazonalmente tem impacto já de contratação no setor informal, porque é importante lembrar que o setor de comércio e o setor de serviços são setores que têm muito emprego informal.

 

Repórter Natália Melo: Entre as principais áreas de ocupação apontadas na pesquisa estão a construção, os trabalhos domésticos e por conta própria. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: E o governo quer colocar em prática até o início do ano que vem a Rota 2030, programa para incentivar investimentos no setor automotivo.

 

Gabriela: A ideia é desenvolver a indústria e os veículos produzidos aqui, gerando mais empregos.

 

Nasi: O programa foi assunto de um encontro entre o Presidente Michel Temer e executivos da empresa alemã BMW, que tem uma fábrica em Santa Catarina.

 

Gabriela: O ministro da Indústria Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, também participou do encontro e afirmou que o Rota 2030 vai reforçar a importância do setor automotivo na economia brasileira.

 

Ministro da Indústria Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Nós estamos empenhados para que, não só essa política seja colocada de pé ainda neste ano, mas que ela possa ser um pilar de segurança jurídica, de previsibilidade, para que não só a BMW, mas as montadoras em geral que estão instaladas no Brasil, possam anunciar mais investimentos e consequentemente gerar mais empregos.

 

Nasi: De cada cinco indústrias instaladas no país uma é do setor automobilístico, o setor gera 1,6 milhão empregos e deixa R$ 40 bilhões em impostos para o país todos os anos.

 

Gabriela: Valorizar a produção cultural saindo dos grandes dos centros do país como São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Nasi: A ideia é incentivar mais projetos de comunidades das regiões Norte e Nordeste e Centro-Oeste.

 

Gabriela: Para isso o Ministério da Cultura anunciou hoje mudanças na Lei Rouanet.

 

Nasi: A lei permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do imposto de renda diretamente a projetos culturais, uma lei que vem sendo um grande incentivador da cultura no país.

 

Repórter Mara Kenupp: O produtor cultural José Jurandir da Costa, da cidade de Porto Velho, Rondônia, coordena há 15 anos o Festival de Cinema e Vídeo Ambiental da Região Norte. Ele explica que em dez edições usou os incentivos fiscais na Lei Rouanet e só neste ano a captação de recursos já chegou a R$ 750 mil. Segundo Jurandir Costa, a lei é muito importante para a realização do evento.

 

Produtor cultural - José Jurandir da Costa: Um projeto como o Cine Amazônia, que percorre três países, Bolívia, Peru e Brasil e pequenas comunidades navegando por rios fronteiriços, não teríamos a possibilidade de executar um projeto desse sem o apoio da Lei Rouanet.

 

Repórter Mara Kenupp: As novas medidas para a utilização dos incentivos fiscais em projetos culturais anunciadas pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, contempla a região onde Jurandir atua. É que o governo pretende estimular as manifestações culturais em áreas onde elas acontecem com menos intensidade, fora do eixo Rio-São Paulo, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, como explicou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Hoje há mais vantagens para projetos culturais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e também na região Sul e nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. É uma maneira de nós induzirmos maior equilíbrio na utilização dos incentivos considerando todas as regiões do país.

 

Repórter Mara Kenupp: Para o produtor Jurandir Costa, as novas regras proporcionam a desconcentração de recursos.

 

Produtor cultural - José Jurandir da Costa: Então é importante que o governo brasileiro faça esse movimento de estimular que mais empresas invistam em Lei Rouanet na Amazônia, no Norte brasileiro para estimular a cultura brasileira nesse território também.

 

Repórter Mara Kenupp: Outra mudança foi o reajuste do teto limite de utilização de recursos, para pessoa física e microempresa, por exemplo, passou de R$ 700 mil para R$ 1,5 milhão com até quatro projetos. E a novidade é que os empreendedores culturais iniciantes no mercado também vão poder se inscrever. Segundo o ministro Sérgio Sá Leitão, é uma maioria de dar oportunidade para jovens que estão começando.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Nós queremos estimular que mais jovens pensem e produzam projetos culturais no Brasil inteiro, até porque isso é uma alternativa de geração de renda e emprego num segmento da população que é particularmente onerado pela questão do desemprego.

 

Repórter Mara Kenupp: De acordo com o governo, as novas medidas são para tornar a gestão dos processos de captação de recursos mais rápida e simples e o controle transparente. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: O Brasil luta em várias frentes contra a Dengue transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

 

Nasi: E uma novidade no combate à doença este ano foi a liberação de uma vacina.

 

Gabriela: Depois de liberar a imunização, a indústria que produz o medicamento continuou acompanhando seus efeitos, e novos estudos fizeram a Agência de Vigilância Sanitária mudar a indicação da vacina.

 

Nasi: A repórter Raquel Mariano conversou com o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, que explica as novas recomendações. Vamos ouvir.

 

Repórter Raquel Mariano: Dr. Jarbas, qual é o esclarecimento que a Anvisa tem em relação à vacina contra a Dengue?

 

Diretor-presidente da Anvisa - Dr. Jarbas Barbosa: A empresa produtora continua acompanhando pessoas que tomaram a vacina. Essa semana agora, a empresa procurou tanto a Anvisa, como outras autoridades regulatórias e fez uma comunicação de que, avaliando os dados concluídos de cinco anos de acompanhando das pessoas que tomaram a vacina, eles chegaram a algumas conclusões. A primeira de que a vacina reduz a possibilidade de ocorrência de casos de Dengue e casos de graves de Dengue em cerca de 70% das pessoas que tomaram a vacina, quando essa pessoa já tinha tido contato com um dos quatro tipos do vírus da Dengue, antes de tomar a vacina. Por outro lado, nas pessoas que não tinham tido esse contato prévio, a vacina apresentou uma proteção no primeiro ano, mas que, com o passar do tempo, se verifica a possibilidade de haver nessas pessoas um aumento da predisposição a ter formas mais graves de Dengue quando entraram em contato com vírus da doença. Com uma medida de precaução a Anvisa determinou ontem mesmo que a empresa deve incluir na bula da vacina uma informação dizendo que pessoas que não tiveram contato com o vírus da Dengue não devem tomar a vacina.

 

Repórter Raquel Mariano: Dr. Jarbas, quem já tomou a vacina corre algum risco?

 

Diretor-presidente da Anvisa - Dr. Jarbas Barbosa: Se ela não tinha tido contato anterior com vírus da Dengue, ela pode ter esse risco aumentado, entretanto, é bom deixar claro que não teve nenhum caso de morte observado, coisas assim. Mas essas pessoas, então, que tomaram a vacina, claro que ficarão a partir da agora sob um maior monitoramento para verificar.

 

Repórter Raquel Mariano: Então, Dr. Jarbas, qual é a recomendação que a Anvisa faz a quem ainda não tomou vacina? Deve se vacinar?

 

Diretor-presidente da Anvisa - Dr. Jarbas Barbosa: Quem ainda não tomou a vacina e não teve contato com o vírus do Dengue, ou seja, nunca teve a doença Dengue, não deve se vacinar. Pessoas que já tiveram contato com a Dengue, se o médico dela recomenda que ela vacine, é uma decisão do médico, né, ou se ela mora no município que a Secretaria Municipal ou Estadual estão vacinando, que são muitos poucos no Brasil até agora, ela deve pegar essa informação com a Secretaria Municipal de Saúde.

 

Repórter Raquel Mariano: Eu conversei com o diretor-presidente da Anvisa, Dr. Jarbas Barbosa. Dr. Jarbas, muito obrigada pela sua entrevista à Voz do Brasil.

 

Diretor-presidente da Anvisa - Dr. Jarbas Barbosa: De nada. Muito obrigado.

 

Gabriela: 19h12 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: A história que chega à modernidade.

 

Gabriela: A partir de amanhã, o Diário Oficial da União estará disponível apenas na internet.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos falar desse momento histórico para a imprensa nacional.

 

"A partir de 2 de dezembro o sinal de satélite que transmite a Voz do Brasil e a Rede Nacional de Rádio vai mudar. Para ouvir as nossas programações você precisa sintonizar os novos parâmetros. Para informações detalhadas acesse o site: redenacionalderadio.com.br".

 

Gabriela: Em dezembro a conta de luz dos brasileiros vai ficar um pouquinho mais baixa.

 

Nasi: A bandeira estipulada pela Aneel continua vermelha, mais caiu de patamar dois para o patamar um.

 

Gabriela: Mas ainda assim a dica é economizar. Com os reservatórios das hidrelétricas ainda baixos, a população precisa evitar desperdícios.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Onília Almeida se mudou para uma casa grande há setes anos e logo no primeiro mês veio um susto com a conta de luz.

 

Entrevistada - Onília Almeida: Comprei quatro ar-condicionado. Feliz da vida que ia acabar com o calorão, só que ao acabar com o calorão minha conta passou de R$ 200 e poucos na época, para R$ 1.500. Então, foi um susto.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Depois disso a professora e a família resolveram mudar radicalmente os hábitos em casa. Uma das medidas foi a instalação de um sistema de aquecimento e geração de energia solar. Mas outras mudanças pequenas do dia a dia fizeram a diferença no bolso.

 

Entrevistada - Onília Almeida: Lavar roupa em um único dia, passar também em um único dia. Também apagar as luzes, desligar a ar-condicionado quando sai.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E nesse mês de dezembro a Onília e todos os consumidores devem pagar menos na conta de energia elétrica. É que a Aneel mudou a bandeira tarifária para vermelha patamar um. Essa mudança reduz o preço de R$ 5 para R$ 3 a cada cem quilowatts/hora, já que houve uma melhora na situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas. O professor de engenharia elétrica, Marco Antônio Freitas, explica que a Aneel criou o sistema de bandeiras tarifárias para deixar as mudanças de valores na conta mais transparentes para os consumidores.

 

Professor de engenharia elétrica - Marco Antônio Freitas: Com essas bandeiras tarifárias fica claro para o consumidor que ele está pagando mais caro por causa da seca, por causa dos reservatórios com um nível muito baixo. Deixa claro que o consumidor está pagando mais caro porque há necessidade acionar usinas térmicas.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Mesmo com a melhora na bandeira tarifária os consumidores precisam continuar atentos e adotando medidas de economia. E entre as dicas para você economizar na conta estão: tomar banhos curtos de até cinco minutos, só deixar a porta da geladeira aberta pelo tempo que for necessário, utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e ficar de olho nos aparelhos em 'stand by'. O ideal é retirar da tomada. Reportagem Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: Mais de 13 milhões de crianças e jovens que recebem o Bolsa Família tiveram a frequência escolar acompanhada entre agosto e setembro deste ano.

 

Gabriela: Isso significa que mais de 90% do total de beneficiários do programa foram acompanhados de perto pelo governo.

 

Nasi: E eles estão seguindo à risca as condições para receber o benefício, 95% dos alunos estão frequentando a escola regularmente.

 

Repórter Pâmela Santos: A moradora de Pauçu, no interior do São Paulo, Leide Daiane Cavalcanti, de 29 anos, trabalha duro para conseguir criar os quatro filhos. A renda do trabalho de faxineira é complementada pelo Bolsa Família. São R$ 241 que ajudam na compra do gás e comida para a família. Leide acredita que para a situação da família melhorar a educação é essencial, por isso ela não descuida dos filhos. Os quatro estão na escola sem nenhuma falta.

 

Entrevistada - Leide Daiane Cavalcanti: Eu estou sempre incentivando a eles a estar na escola, a estudarem. Eu tenho até em Deus que eles vão conseguir, sim. Eu estou incentivando o máximo que eu posso.

 

Repórter Pâmela Santos: Os filhos da Leide Cavalcanti estão entre os mais de 13,4 milhões de crianças e jovens beneficiários do Bolsa Família que tiveram a frequência escolar acompanhada entre agosto e setembro desde ano. Para o diretor de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social, Eduardo Pereira, o objetivo é estimular o acesso à educação, à permanência dos alunos na escola e ajudar as famílias a quebrar o ciclo de pobreza.

 

Diretor de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social - Eduardo Pereira: Acreditamos que isso aí comprova a eficácia do programa no sentido de manter as crianças na escola, que é o objetivo da condicionalidade de garantir o acesso ao serviço de educação, ele se concretiza na hora em que as crianças acessam o serviço e elas pertencem nele de uma forma continuada.

 

Repórter Pâmela Santos: Caso os alunos mudem de escola é preciso informar a alteração ao Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal. Também é importante que a família avise na nova escola que o aluno é beneficiário do Bolsa Família. Reportagem, Pâmela Santos.

 

"Momento Social".

 

Gabriela: E por falar em condicionalidade, a Roseane Santos tem uma dúvida sobre isso.

 

Nasi: Este é o assunto do nosso Momento Social de hoje. Ela pergunta e o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, responde.

 

Entrevistada - Roseane Santos: Olá, ministro. Aqui é Roseane, moro em Brasília. Por que é importante que meus filhos cumpram as condicionalidades do Bolsa Família?

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Olha, Roseane, só transferir renda não é suficiente para fazer uma família sair da pobreza. É importante promover formas para que o público atendido pelo Bolsa Família possa melhorar de vida. É isso o que nós queremos, que todo mundo progrida, né? E a educação e a saúde são caminhos fundamentais para apoiar as famílias na quebra desse ciclo da pobreza. Por isso na escola, nós exigimos que a frequência mensal seja de 85% para os alunos de 6 esses 15 anos que sejam das famílias do Bolsa Família. E para aqueles que entre 16 e 17 a frequência é de 75%. Na saúde, as crianças até os sete anos devem ser levadas ao posto de saúde, ao mês uma vez a cada seis meses, e precisam estar em dia com o cartão de vacinação. Caso as famílias não compram essas condicionalidades do programa, o benefício pode ser até bloqueado ou mesmo suspenso.

 

Gabriela: Cento e cinquenta e cinco anos de história.

 

Nasi: Esse é o período de impressão e publicação do Diário Oficial da União. E você, sabe para o que serve?

 

Gabriela: Eu explico Nasi. O Jornal Oficial é publicado de segunda a sexta e traz todas as leis, decretos, nomeações, enfim, dá transparência aos atos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

Nasi: E para quem está acostumado a virar as páginas, assim como no jornal, no caso do Diário Oficial, essa impressão chegou ao fim.

 

Gabriela: A repórter Mara Kenupp acompanhou o último dia de impressão na Gráfica Nacional e conta um pouco dessa mudança histórica.

 

Repórter Mara Kenupp: Na madrugada o barulho que se ouve no parque gráfico da Imprensa Nacional é das máquinas. É o horário de impressão do Diário Oficial da União. Há 155 anos, leis, portarias, decretos, documentos oficiais da União se tornam públicos por meio dele. O Diário Oficial é o instrumento de validação dos atos do Estado. A tiragem diária já chegou a 60 mil, mas diminuiu. Nos últimos anos, com a internet, era uma média de 6 mil exemplares por dia. Mas a edição do Diário Oficial deste dia 30 de novembro entrou para a história, foi a última produzida em papel. O coordenador-geral de publicação e divulgação, Alexandre Machado, explica como é o dia a dia da produção.

 

Coordenador-geral de publicação e divulgação - Alexandre Machado: Tudo começa bem antes do parque gráfico. As matérias são recebidas de todos os órgãos de entidades da administração. Durante ao longo do dia o arquivo vem para o parque gráfico e aí, sim, ele é produzido graficamente, ou seja, ele é impresso.

 

Repórter Mara Kenupp: O Diário Oficial foi criado ainda no Império, em 1862. Era impresso em duas máquinas que vieram de Portugal, de navio, junto com a Família Real. O diretor-geral da Imprensa Nacional, Pedro Bertone, conta que uma das máquinas foi instrumento de trabalho do escritor Machado de Assis, servidor da Imprensa Nacional de 1856 a 58.

 

Diretor-geral de Imprensa Nacional - Pedro Bertone: Deste a Lei Áurea, passando por períodos como a Ditadura Militar, todos esses atos tiveram a sua certidão de nascimento publicada pelo Diário Oficial da União. É um repositório de informações acerca de políticas públicas inestimável, certamente o maior do país.

 

Repórter Mara Kenupp: As máquinas que imprimem o Diário Oficial todos os dias não vão ser aposentadas, vão ser utilizadas em outros serviços. É a era digital invadindo a história. E motivo de saudade e emoção para o seu Éolo da Conceição de Oliveira, de 67 anos, e que há 37 trabalha empilhando bobinas para a paginação do Diário Oficial.

 

Entrevistado - Éolo da Conceição de Oliveira: Ah, saudade eu vou sentir muita porque isso aqui foi minha vida.

 

Repórter Mara Kenupp: Outro momento marcante do Diário Oficial foi o recorde pelo Guinness Book, do jornal com mais páginas do mundo. Foram 2.112 na edição de 19 de dezembro de 1997. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: E no auditório da Imprensa Nacional os ministros da Casa Civil e do Meio Ambiente marcaram o início da transição do Diário Oficial com a publicação dos primeiros atos apenas na plataforma digital.

 

Repórter Gabriela Noronha: Logo na capa, a edição do Diário Oficial da União deste 30 de novembro anuncia: "As máquinas vão, enfim, parar". O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, explica que a maioria dos leitores já acessa o conteúdo pela internet.

 

Ministro da Casa Civil - Eliseu Padilha: O governo que sai do nosso Diário Oficial impresso em máquinas que vêm lá de desde 1808, que passamos agora à impressão digital. E o dia de hoje é um dia importantíssimo, um marco na história da imprensa brasileira.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com a medida, o governo espera economizar mais de R$ 2 milhões, deixa de consumir 720 toneladas de papel e poupa 10.800 árvores por ano. Na cerimônia que marcou o fim da versão impressa nesta quinta-feira, a Imprensa Nacional recebeu do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, certificado de adesão à agenda ambiental da administração pública.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: Além de ser uma coisa simbólica, que serve de exemplo para outros órgãos públicos, é importante porque efetivamente gera resultados práticos. Na realidade você está desperdício de água, você está evitando corte de árvores, você está ajudando ao meio ambiente.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para Raimundo Thiago Santana, que trabalha como impressor desde 92, o dia foi de muita emoção. Ele conta que aproveitou a mudança para se aposentar.

 

Entrevistado - Raimundo Thiago Santana: Quantos anos, né, que a gente está aqui. Agora é só curtir a família.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os demais funcionários do parque gráfico serão remanejados para novos turnos, na confecção de outros projetos da Imprensa Nacional. O Diário Oficial da União pode ser lido no endereço: portal.imprensanacional.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Uma lista com a suspensão de 31 planos de saúde foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS.

 

Nasi: A decisão foi tomada a partir de reclamações de usuários sobre negativa de cobertura e demora do atendimento, reclamações que foram recebidas entre julho e setembro deste ano.

 

Gabriela: Os mais de 160 mil usuários desses planos continuam a ter assistência regular. Os planos ficam apenas suspensos de comercializar novos contratos a partir de 8 de dezembro.

 

Nasi: As operadoras só podem voltar a oferecer contratos a novos clientes se comprovarem a melhoria do atendimento, o que aconteceu com 27 planos que também foram reativados pela ANS.

 

Gabriela: Para acessar a lista do endereço na internet é: ans.gov.br.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".