31 de janeiro de 2018

Destaques da Voz do Brasil: Pela primeira vez, produção no pré-sal chega a mais da metade de todo o petróleo explorado no Brasil. E produção vai aumentar. contratos de novas áreas de exploração foram assinados. Para presidente Michel Temer, isso significa geração de empregos e renda. Desemprego cai mais uma vez. Pesquisa do IBGE aponta que 810 mil pessoas voltaram a ter renda. Censo Escolar revela aumento de 45% no número de estudantes matriculados no ensino integral.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 31 de janeiro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Pela primeira vez, produção no pré-sal chega a mais de metade de todo o petróleo explorado no Brasil.

 

Gabriela: E produção vai aumentar. Contratos de novas áreas de exploração foram assinados hoje. Para o presidente Michel Temer, isso significa geração de empregos e renda.

 

Presidente Michel Temer: Agora, as nossas riquezas do subsolo estão sendo efetivamente colocadas a serviço do desenvolvimento do país, naturalmente do bem estar dos brasileiros.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de Hoje.

 

Gabriela: Desemprego cai mais uma vez.

 

Nasi: Pesquisa do IBGE aponta que 810 mil pessoas voltaram a ter renda. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Setores como comércio, reparação de veículos e motocicletas, além de serviços domésticos, foram os que apresentaram maior crescimento na ocupação.

 

Gabriela: Censo escolar revela aumento de 45% no número de estudantes matriculados no ensino integral.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais investimentos, empregos e riquezas para o país.

 

Gabriela: Hoje o Brasil deu mais um passo na ampliação da sua produção de petróleo.

 

Nasi: Foram assinados os contratos com os consórcios que vão explorar novas áreas do pré-sal.

 

Gabriela: A produção no pré-sal já representa mais da metade de todo o petróleo explorado no Brasil.

 

Nasi: E para o presidente Michel Temer, os resultados desses investimentos serão sentidos por todos os brasileiros.

 

Repórter Pablo Mundim: Autossuficiente na produção de petróleo, o Brasil registrou saldo positivo no ano passado. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, ANP, foram produzidos, em média, mais de 2,5 milhões de barris por dia. E pela primeira vez o pré-sal respondeu por mais da metade da produção de petróleo e gás natural, 50,7% do total. E o governo vai ampliar a exploração dessa riqueza natural. Hoje foram assinados os contratos com os seis consórcios que vão fazer a extração em novas áreas do pré-sal. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, avalia que são mais investimentos e empregos para o Brasil.

 

Ministro de Minas e Energia - Fernando Coelho Filho: Mas já vemos as empresas começando a demandar orçamentos aos diversos construtores que estão no país. E eu tenho convicção que, nos próximos anos, nós haveremos de viver uma euforia, como vivemos logo no início da descoberta dessa espetacular reserva. O que nós aqui hoje estamos comemorando, o povo brasileiro haverá de comemorar muito em breve, através dos seus milhares de empregos de que o país tanto precisa.

 

Repórter Pablo Mundim: Durante a cerimônia, o presidente Michel Temer destacou o desempenho da Petrobras, que voltou a ser uma empresa que orgulha os brasileiros.

 

Presidente Michel Temer: A Petrobras, nesta nova fase, atingiu um recorde de produção. Nossa maior empresa estatal voltou a orgulhar os brasileiros. E tudo isso significa maior contrapartida para a sociedade. São mais recursos para a saúde, para a educação, para os serviços que os brasileiros tanto precisam.

 

Repórter Pablo Mundim: Em junho, serão oferecidas mais cinco áreas no pré-sal para exploração. As concessões fazem parte do programa do Governo Federal Agora é Avançar - Parcerias. Reportagem, Paulo Mundim.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer voltou a falar hoje sobre a necessidade de aprovar a reforma da Previdência.

 

Nasi: Temer lembrou a situação econômica de alguns estados, que não estão mais conseguindo pagar os beneficiários da Previdência local, e alertou que o mesmo pode ocorrer com o país.

 

Presidente Michel Temer: Nós tivermos um vislumbre do que poderá acontecer com o Brasil se a Previdência não for consertada. Repito, atraso no pagamento de salários, serviços públicos precários, aposentadorias em risco, não é? E nós queremos permitir que isso aconteça.

 

Gabriela: O presidente ressaltou que o objetivo da reforma não é o corte dos benefícios de aposentados, pensionistas ou funcionários públicos.

 

Presidente Michel Temer: Para aprovar a reforma, é o futuro do país que está em foco, mas, mais do que o futuro do país, é o que os aposentados ganham, o que os pensionistas ganham, e que não podem ver cortes lá no futuro, o que os servidores públicos ganham, também não podem ver cortes no futuro.

 

Nasi: A reforma da Previdência estabelece uma idade mínima para aposentadoria, com uma regra de transição até chegar aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

 

Gabriela: O desemprego no país caiu mais uma vez, é o que aponta uma pesquisa do IBGE.

 

Nasi: Mais de 810 mil pessoas voltaram a ter renda entre os meses de outubro e dezembro.

 

Gabriela: Um crescimento de 2% em relação ao ano anterior.

 

Nasi: Também teve crescimento na renda média do trabalhador.

 

Repórter João Pedro Neto: O desemprego no país caiu mais uma vez e a taxa ficou em 11,8% no trimestre encerrado em dezembro do ano passado. O número de pessoas ocupadas aumentou em quase 811 mil, chegando a 92,1 milhões de pessoas no período. No quarto trimestre de 2017, cerca de 12,3 milhões pessoas estavam desempregadas no país. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explica que o bom resultado é consequência do aquecimento do mercado próprio do período de fim de ano.

 

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE - Cimar Azeredo: O mercado de trabalho brasileiro, ele mostra uma redução da desocupação. Isso é uma resposta ao período sazonal, final de ano, contratação de trabalhadores temporários, você tem pessoas recebendo 13º. Então, toda essa movimentação contribui para o aumento da ocupação e a redução, consequentemente, da desocupação.

 

Repórter João Pedro Neto: Setores como comércio, reparação de veículos e motocicletas, além de serviços domésticos, foram os que apresentaram maior crescimento na ocupação. O rendimento médio dos trabalhadores fechou o último trimestre de 2017 em R$ 2.154. A soma do rendimento dos brasileiros ocupados cresceu 3,6% em relação a 2016. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: O número de alunos que estudam em período integral aumentou.

 

Gabriela: Em 2017, cerca de 4,4 milhões de estudantes matriculados no ensino fundamental e no médio estudavam sete horas por dia ou mais.

 

Nasi: Uma alta de 45% em relação ao ano anterior.

 

Gabriela: Só neste ano, o Ministério da Educação liberou R$ 406 milhões para apoiar os estados na criação dessas unidades de período integral.

 

Nasi: E também cresceu o número de creches.

 

Gabriela: Os dados são do Censo Escolar, divulgado hoje.

 

Repórter Márcia Fernandes: Entre 2013 e 2017, houve um aumento de quase 20% no número de creches no Brasil. A quantidade de alunos matriculados nesses locais também aumentou cerca de 95% nesse período. Para o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Fábio Pereira, a creche é importante para o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.

 

Subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação - Fábio Pereira: Ganha a comunidade escolar, porque socialmente os pais podem ter onde deixar as crianças, e ganha a educação, porque essas crianças que frequentam a creche, elas têm o desenvolvimento muito melhor do que uma criança que não frequenta. Essas crianças aqui dentro já são desenvolvidas pedagogicamente, a partir do momento que elas entram. Lá no berçário 1, bebezinhos ainda, elas são desenvolvidas até a pré-escola, e aí chegar na alfabetização muito mais rápidas e preparadas para enfrentar o ensino fundamental.

 

Repórter Márcia Fernandes: A pesquisa também mostra que houve um aumento no número de matrículas em escolas de tempo integral, em toda a educação básica. No ensino fundamental, cerca de 10% dos alunos tinham aula nos dois períodos em 2016. No ano passado, eles eram 16%. No ensino médio, menos de 7% se matricularam em escolas de período integral em 2016. No ano passado, foram quase 8,5%, uma alta de mais de 20%. Segundo a ministra substituta da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, esse resultado é fruto das políticas do Ministério da Educação.

 

Ministra substituta da Educação - Maria Helena Guimarães de Castro: Esse dado reflete a prioridade do MEC com a política de escola tempo integral. Isso significou um aporte maior de recursos, um aumento das escolas de ensino médio tempo integral e, mais do que isso, um novo modelo inclusive de gestão dessas escolas, com definição de prioridades, com valorização do protagonismo juvenil, enfim, uma série de coisas que consolidam progressivamente a política de escola tempo integral.

 

Repórter Márcia Fernandes: O censo também traçou um perfil dos professores. São 2 milhões de docentes em todo o país. A maioria são mulheres, que dão aulas no ensino fundamental em escolas públicas. Em relação aos professores do ensino médio, mais de 90% deles concluíram o ensino superior. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: Em homenagem ao Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, comemorado sempre no último domingo de janeiro, o Ministério da Saúde lançou hoje uma campanha nacional para controlar a doença no país.

 

Gabriela: Os exames e tratamento da hanseníase estão disponíveis no Sistema Único de Saúde.

 

Nasi: Ao lançar a campanha em Belém, no Pará, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que o mais importante é alertar as pessoas sobre o diagnóstico da doença.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A campanha fala em identificar a doença, tratar e curar. Hanseníase tem cura, é uma doença que nós devemos eliminar no Brasil e a principal colaboração que nós fizemos é justamente das pessoas que são portadoras de hanseníase e que, normalmente, tendem a se isolar e não procuram o tratamento. E também a detecção precoce, que nós temos buscado nesse processo de divulgação, de campanha e de mutirão para identificação das pessoas que eventualmente estejam com hanseníase, e que, identificadas, são curadas muito rapidamente.

 

Gabriela: Em dez anos, o Brasil reduziu em 37% o número de casos novos, passando de 40 mil, em 2007, para pouco mais de 25 mil, em 2016. 19h11 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Aqueles painéis coloridos de cigarros, muitas vezes ao lado de doces e balas, estão com os dias contados.

 

Gabriela: Daqui a pouco, a gente traz detalhes das novas regras e prazos para a venda de tabaco.

 

Nasi: O presidente Michel Temer determinou que o Governo Federal ajude o estado do Ceará na área de segurança pública.

 

Gabriela: No último fim de semana, uma chacina na capital, Fortaleza, matou 14 pessoas deixou outras 10 feridas.

 

Nasi: O governador do Ceará, Camilo Santana, veio a Brasília para pedir este auxílio ao Governo Federal. Segundo o governador, foram discutidas soluções para a segurança.

 

Governador do Ceará - Camilo Santana: Nós discutimos a situação do Ceará, os fatos ocorridos recentemente e solicitamos apoio do presidente em relação a ações urgentes no estado, e também medidas a médio e longo prazo.

 

Nasi: Uma força-tarefa foi criada para ajudar nas investigações e ações de inteligências no Estado do Ceará.

 

Gabriela: E quando o assunto é segurança nacional, terrorismo, crime organizado, segurança das fronteiras, a Abin, Agência Brasileira de Inteligência, está presente.

 

Nasi: É ela quem fornece informações e análises para que o presidente e ministros tomem decisões importantes.

 

Gabriela: Sobre a atuação da agência, a repórter Luana Karen entrevistou o diretor-geral da Abin, Janér Alvarenga. Vamos ouvir.

 

Repórter Luana Karen: Como é que a Abin tem contribuído para formulação e execução das políticas públicas no Brasil?

 

Diretor-geral da Abin - Janér Alvarenga: Olha, a agência, por exemplo, ela não realiza execução de política pública. Mas nós contribuímos na formulação delas, quando nós oferecemos algumas variáveis, observando os aspectos nacionais e internacionais e a interação que essas relações podem oferecer, para que o tomador de decisão, no nosso caso aqui, por exemplo, o presidente da República ou aquele em que ele delega a execução ou a formulação dessa política, para que ele possa ter elementos para tomar uma decisão. Então, a atividade de inteligência, ela é uma atividade pura e simplesmente de assessoramento.

 

Repórter Luana Karen: O senhor poderia explicar como a Abin auxilia na proteção das comunicações estratégicas do Brasil?

 

Diretor-geral da Abin - Janér Alvarenga: O Centro de Pesquisa para Desenvolvimento da Segurança das Comunicações, ela desenvolve produtos. Esses produtos visam, basicamente, oferecer a transmissão daquele conhecimento com a segurança entre duas pontas. Eu poderia exemplificar para você de uma forma bastante simples. Recentemente, há alguns meses atrás, nós finalizamos o desenvolvimento e a definição da plataforma de utilização do telefone celular seguro. Então, nós hoje conseguimos fazer criptografia, que é a condição de segurança de transmissão entre duas pontas, com voz, para que ele possa ser feito o tratamento daquela informação estratégica, ela possa estar salvaguardada. Então, hoje nós temos uma rede PR, onde o presidente da República é o usuário dessa tecnologia, nós temos outros, dentro da administração pública federal, que fazem uso dessa tecnologia para que possam ter as suas relações funcionais com a segurança adequada para o nível de tratamento que eles fazem. Além disso, a questão da urna eletrônica, quando nós oferecemos a segurança na transmissão dos dados que vão do TRE até a sede do Tribunal.

 

Gabriela: Acabamos de ouvir a entrevista com o diretor-geral da Abin, Janér Alvarenga, sobre o trabalho da agência.

 

Nasi: Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento da pessoa, por toda a vida.

 

Gabriela: Por isso, o programa Criança Feliz é voltado justamente para essa idade.

 

Nasi: Mais de 2.500 municípios já possuem ações para o desenvolvimento infantil por meio do programa.

 

Gabriela: E o Criança Feliz está com inscrições abertas para os municípios que quiserem aderir.

 

Repórter Raquel Mariano: Sentar, segurar objetos, brincar de esconder. Todas essas descobertas agora fazem parte da rotina do pequeno Emerson, de oito meses, primeiro bebê a ser atendido pelo programa Criança Feliz. A mãe, Núbia Barbosa, recebe uma visita muito especial toda semana em casa, formada por uma equipe que orienta a fazer exercícios por meio de brincadeiras, para estimular o desenvolvimento infantil e fortalecer o vínculo familiar. Na casa da dona Núbia, tudo pode virar brinquedo, e ela já notou a diferença no desenvolvimento do Emerson.

 

Entrevistada - Núbia Barbosa: Uma garrafinha, com coisinha de macarrão, ele já pega, já balança. Ele já pega as coisas, já senta. Com os outros mais velhos dele, não era assim desenvolvido que nem ele, não.

 

Repórter Raquel Mariano: Dona Núbia mora em um povoado na cidade de Pacatuba, interior de Sergipe. Lá, o programa atende cem crianças e oito gestantes. Seis meses depois da adesão ao plano, a supervisora do Criança Feliz na cidade, Suzana da Silva, se orgulha dos resultados.

 

Supervisora do Criança Feliz - Suzana da Silva: Carinho, atenção e amor são ingredientes importantes para o desenvolvimento da criança. Então, quando você percebe que a mãe não tem tempo de brincar. E hoje, a visitadora vai na casa dela, para fazer aquela brincadeira, e deixa como uma tarefa, para que ela faça durante a semana inteira.

 

Repórter Raquel Mariano: O programa Criança Feliz tem como prioridade atender gestantes e crianças de zero a três anos, que sejam beneficiárias do programa Bolsa Família, e crianças com até seis anos que recebam o BPC, o Benefício de Prestação Continuada. 1207 municípios que estão aptos, mas ainda não participam do programa, podem se inscrever até 30 de junho. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, destaca a importância do programa para as prefeituras.

 

Secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: É ver que a estimulação precoce, como demonstrado já claramente cientificamente, muda a qualidade do desenvolvimento dessas crianças. O prefeito que aderir, a sociedade que entender a importância disso está plantando frutos para o futuro.

 

Repórter Raquel Mariano: Mil oitocentas e vinte e quatro cidades já começaram com as visitas domiciliares, atendendo mais de 205 mil crianças e gestantes. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: Teve quem foi perseguido por causa da raça, outros por religião, nacionalidade, opiniões políticas. E todos em comum, a necessidade de deixar o país de origem para sobreviver.

 

Gabriela: Essa é a história dos cerca de 10 mil refugiados de mais de 80 nacionalidades reconhecidos pelo governo brasileiro.

 

Nasi: O Ali é um dos 4 mil sírios que conseguiram refúgio no país. E, a partir de agora, ele vai poder viajar para fora do país com mais facilidade. A repórter Beatriz Albuquerque explica como vai funcionar.

 

Entrevistado - Ali Abou Saad: O Brasil é um país muito bom. Muito trabalho aqui, muito... muito pessoal legal.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Ainda com o português meio enrolado, é assim que o refugiado Ali Abou Saad descreve os seis anos em que vive no Brasil. Ele saiu da Síria em busca de uma vida melhor. Depois que chegou ao país, precisou fazer algumas viagens e conta que o trâmite é bem trabalhoso.

 

Entrevistado - Ali Abou Saad: A Polícia Federal me mandou para o Ministério da Justiça, aí o Ministério da Justiça passou um e-mail para mim, aí tem que colocar meu dado, aí depois passa por e-mail.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Agora, pessoas como Ali e quem ainda busca refúgio no Brasil vão poder fazer os pedidos de autorização de viagem pelo site do Ministério da Justiça. É o que explica Bernardo Laferté, coordenador-geral do Comitê Nacional para Refugiados, o Conare.

 

Coordenador-geral do Conare - Bernardo Laferté: Ele vai, por meio do protocolo eletrônico que ele acessa no nosso site, do Ministério da Justiça, fazer o pedido diretamente pelo site. Então se ele quiser olhar o processo dele todo dia, ele pode olhar. Antes ele tinha que mandar um outro e-mail falando: "Como está o meu processo? Tem alguma dúvida? No que eu posso ajudar?". Agora não, ele já pode acompanhar automaticamente, independente do horário, o site funcionando, ele joga o número lá e acompanha.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Quem quer se tornar um refugiado deve formalizar o pedido a qualquer momento após chegar no Brasil em uma unidade da Polícia Federal. E a partir de agora, o processo de comunicação com o governo foi facilitado. A marcação de entrevistas, que era feita por carta, agora vai poder ser feita por aplicativos de mensagens instantâneas no celular. Bernardo Laferté garante que isso deve diminuir a abstenção nas entrevistas, que hoje chega a 80%, e reduzir custos.

 

Coordenador-geral do Conare - Bernardo Laferté: A informação chega na hora, de uma maneira segura, porque esses aplicativos, eles têm como garantir segurança e privacidade das informações. No mesmo momento, o solicitante de refúgio pode responder: "Acuso o recebimento, confirmo a presença". Isso traz mais segurança, isso já diminuiu o índice de abstenção nas entrevistas, e isso me traz uma economia de recursos, que ela é significativa. A gente espera, ao invés de 80% de abstenção, que seja 80% de comparecimento.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E os solicitantes de refúgio que querem viajar devem ficar atentos. Eles podem sair do Brasil uma única vez, por até três meses, ou o processo será negado. Quem já é refugiado só pode sair do país com autorização do Conare. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: Em bares e bancas de jornal, eles estão lá. Os cigarros são colocados à venda bem à vista do consumidor, em painéis coloridos e, muitas vezes, ao lado de doces e balas.

 

Nasi: É. Mas essa estratégia de vendas vai ter que mudar. A Anvisa anunciou novas regras para venda de tabaco.

 

Gabriela: E um dos principais motivos é evitar o interesse das crianças e adolescentes pelos cigarros.

 

Repórter Nei Pereira: Na banca do Ricardo Reis, de Brasília, tem de tudo: bebidas, alimentos e até produtos de higiene e limpeza, e eletrônicos. E, claro, cigarros. Como o espaço é pequeno, os produtos ficam próximos uns dos outros. É o caso dos doces e cigarros. A vitrine dos tabacos tem até um painel iluminado, para chamar atenção de quem entra no estabelecimento.

 

Dono de banca - Ricardo Reis: O povo que vem comprar cigarro já sabe que aqui tem.

 

Repórter Nei Pereira: Mas tudo isso vai ter que mudar. Uma resolução da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, proíbe a exposição de produtos derivados do tabaco próximos a doces e brinquedos. Os painéis com luz ou com som também estão proibidos. A nova regra veta ainda a venda de cigarro condicionada à compra de cinzeiros e isqueiros. O Ricardo vai ter que alterar toda a distribuição dos produtos da banca. Mesmo assim, ele aprova medida.

 

Dono de banca - Ricardo Reis: Eu acho bacana. Vai impedir o interesse de novos fumantes.

 

Repórter Nei Pereira: A medida da Anvisa ganhou o apoio da população, como a aposentada Maria do Socorro e o fotógrafo José Carlos Maciel.

 

Aposentada - Maria do Socorro: É excelente a atitude da Anvisa de separar o doce do cigarro, porque realmente estimula o adolescente a fumar.

 

Fotógrafo - José Carlos Maciel: Achei interessante essa resolução, porque a criança, nós temos que preservar.

 

Repórter Nei Pereira: A resolução modifica também as mensagens de advertência colocadas nos pontos de venda, sobre os riscos dos derivados de tabaco. Os cartazes serão maiores e as mensagens mais diretas e com informações das substâncias nocivas à saúde. E o foco principal são as crianças e adolescentes, como destaca o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

 

Diretor-presidente da Anvisa - Jarbas Barbosa: Tirar o cigarro de perto do chocolate, do bombom, além das mensagens mais diretas, pode ajudar a evitar que crianças e adolescentes experimentam o cigarro e, com isso, passem a ficar dependentes do cigarro.

 

Repórter Nei Pereira: Os cartazes com os novos textos e imagens devem ser alterados até maio do ano que vem. Já a separação entre cigarros e produtos infantis tem que ser feita até maio de 2020. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: Curitiba e mais 26 cidades do Paraná tiveram o sinal analógico de televisão desligado hoje.

 

Gabriela: Outras 186 cidades do interior de São Paulo e dos estados da região Sul também começaram o processo de mudança para TV digital, que tem maior qualidade de som e imagem.

 

Nasi: A medida atinge quase 13 milhões de pessoas.

 

Gabriela: De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, continua sendo feita a distribuição gratuita de kits de conversores digitais para famílias cadastradas em programas sociais do Governo Federal.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".