31 de julho de 2018 - poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Começa no dia 6 de agosto campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo. 11 milhões de crianças devem ser vacinadas até o fim deste mês. Depois de parceria para realizar estudos sobre acidentes de trânsito no Brasil, mais um acordo foi assinado para aumentar a segurança de quem trafega nas estradas do país. Vamos falar ainda sobre o Passe Livre para pessoas de baixa renda com deficiência. Você vai saber como tem direito a viajar de graça de um estado para outro em ônibus, barco ou trem.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 31 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Começa, no dia 6 de agosto, campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo.

 

Nasi: Onze milhões de crianças devem ser vacinados até o fim deste mês. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A preocupação do Ministério é que a erradicação da pólio e do sarampo criou a falsa sensação de que a vacinação não era mais necessária. Por isso, o governo está tentando aumentar as taxas de cobertura vacinal.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Depois de parceria para realizar estudos sobre acidentes de trânsitos no Brasil...

 

Gabriela: Mais um acordo foi assinado hoje para aumentar a segurança de quem trafega nas estradas do país.

 

Nasi: Vamos falar, ainda, sobre o passe livre para pessoas de baixa renda com deficiência.

 

Gabriela: Você vai saber como ter direito a viajar de graça de um estado para o outro em ônibus, barco ou trem.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Poliomielite e sarampo, duas doenças que podem trazer graves consequências.

 

Gabriela: E a única forma de ficar livre delas é com a vacinação.

 

Nasi: E a campanha nacional de vacinação contra a pólio e o sarampo vem aí. É hora de proteger nossas crianças dessas doenças tão perigosas.

 

Gabriela: Então, anote aí na agenda: a partir do dia 6 de agosto, crianças entre um e até cinco anos de idade devem ser levadas para serem vacinadas em todos os postos de saúde do país.

 

Repórter Cleide Lopes: O atleta paralímpico Ariosvaldo Fernandes teve a paralisia infantil quando tinha apenas um ano e seis meses de idade. Hoje, aos 41 anos, faz um apelo para que os pais não deixem de vacinar os seus filhos.

 

Atleta Paralímpico - Ariosvaldo Fernandes: Eu senti a minha vida toda o que é ter uma deficiência. Então, hoje o apelo que eu deixo é que os pais vejam a importância da vacinação. Não deixem eles de repente adquirir uma deficiência por falta de uma vacina, né?

 

Repórter Cleide Lopes: A amazonense Ana Carolina da Silva Pinheiro está com o filho de cinco meses, Vicent Lourenço Pinheiro, internado no Hospital Tropical de Manaus com sarampo. Ela diz que a criança não foi vacinada, e também faz um apelo aos pais para que não deixem de levar os filhos a um posto de saúde.

 

Entrevistada - Ana Carolina da Silva Pinheiro: Preservem mais os seus filhos, os seus bebês, levem para vacinar. É muito importante, entendeu?

 

Repórter Cleide Lopes: Para conter o sarampo e impedir a volta da poliomielite, começa no próximo 6 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação. O público-alvo são 11 milhões de crianças de um ano até menores de cinco anos de idade. A meta é imunizar 95% dessas crianças, como explica o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Nós estamos tratando de crianças, e criança de até cinco anos não terá o discernimento para sair de casa, caminhar até um posto de vacinação e: "Eu quero tomar uma vacina". Nós precisamos pedir aos pais, aos responsáveis, aos avós, a todos que se envolvam nessa questão.

 

Repórter Cleide Lopes: O último caso de paralisia infantil no país foi notificado há quase 30 anos, e, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação de vírus do sarampo. A preocupação do Ministério é que a erradicação da pólio e do sarampo criou a falsa sensação de que a vacinação não era mais necessária. Por isso, o governo está tentando aumentar as taxas de cobertura vacinal. No caso do sarampo, o país enfrenta hoje surtos da doença em Roraima e no Amazonas. O Ministério alerta que mesmo as crianças já imunizadas precisam tomar a vacina novamente, como explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações - Carla Domingues: Crianças, por ter o seu sistema imunológico mais frágil, ela pode não responder ao esquema do calendário nacional, que seriam duas doses. Então, é uma oportunidade a mais de você dar um reforço adicional e dessa forma você poder corrigir essas possíveis falhas vacinais.

 

Repórter Cleide Lopes: O Ministério da Saúde está discutindo a possibilidade de levar a vacina também às creches e às escolas do país, além de definir novos horários para a abertura dos 36 mil postos de saúde para facilitar o acesso à população. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: O consórcio é uma forma de compra parcelada utilizada principalmente por quem adquire bens ou contrata serviços de valor mais elevado.

 

Gabriela: O custo costuma ser mais baixo do que o dos financiamentos bancários, mas é preciso ficar atento e tomar alguns cuidados.

 

Repórter Paulo La Salvia: Casa, carro ou até mesmo uma viagem, tudo isso pode ser comprado por meio de um consórcio. Carlos Ferraz é diretor administrativo de uma administradora de consórcios que funciona há 38 anos em Brasília. Nesse período, já teve mais de 20 mil consorciados.

 

Diretor Administrativo de Administradora de Consórcios - Carlos Ferraz: O consórcio é a formação de um grupo de pessoas com o intuito de aquisição de bens de forma parcelada. Cabe às administradoras a formação do grupo de consórcio. Isso é muito importante. A administradora, ela tem que estar credenciada junto ao Banco Central para que ela possa, a partir daí, formar grupos de consórcio.

 

Repórter Paulo La Salvia: O representante comercial Gaspar Fonseca, que mora em Brasília, tem quatro consórcios, dois de imóveis e dois de veículos. As residências ele já arrematou por meio de sorteios e lances oferecidos, já as cotas dos automóveis continuam em andamento. Gaspar vê vantagem na modalidade.

 

Representante Comercial - Gaspar Fonseca: Acredito que o consórcio tenha sido uma excelente opção, principalmente pela questão da taxa administrativa, que é bastante atrativa frente aos financiamentos bancários. Na questão do financiamento, talvez se você adquirir um bem em 60 prestações ou talvez um pouco mais, no final você acaba pagando duas ou três vezes mais o valor daquele bem adquirido. Em compensação, o consórcio, independente do tempo, você vai pagar aí talvez em torno de 15% a 20%. Então, com isso se torna uma modalidade bastante atrativa.

 

Repórter Paulo La Salvia: O negócio é mais atrativo, mas também tem riscos. É por isso que o Banco Central regula o mercado. Atualmente, são 150 administradoras de consórcios autorizadas pela instituição a funcionar no país, e a cada seis meses o banco divulga um ranking com as principais reclamações dos consumidores. Das quase 3 mil reclamações feitas nos primeiros seis meses deste ano, 88 foram consideradas procedentes, como o descumprimento de cláusulas do contrato. É por isso que o chefe do Departamento de Atendimento ao Cidadão do Banco Central, Carlos Eduardo Gomes, dá dicas sobre o uso dos consórcios.

 

Chefe do Departamento de Atendimento ao Cidadão do Banco Central - Carlos Eduardo Gomes: Acho que essas três dicas são relevantes: veja se o consórcio existe, se você localiza ele no site do Banco Central, leia o contrato e veja se ele é um consórcio muito ou pouco reclamado.

 

Repórter Paulo La Salvia: Caso as reclamações dos consumidores sejam julgadas procedentes, o Banco Central pode pedir explicações para a administradora do consórcio, enviar equipes para uma fiscalização presencial ou mesmo determinar o encerramento do serviço. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

"Trânsito. Atenção, Motorista".

 

Nasi: Usar o cinto de segurança, por o capacete para andar de moto.

 

Gabriela: Hábitos que não eram tão comuns antes do Código de Trânsito Brasileiro, que completou 20 anos.

 

Nasi: Com ele foram criadas regras mais rígidas, que são aprimoradas de tempos em tempos com um único objetivo: aumentar a segurança para motoristas e pedestres.

 

Gabriela: É, Nasi, ainda que muita gente insista em desobedecer, atendendo o celular enquanto dirige ou misturando álcool e direção.

 

Nasi: Verdade, Gabriela. Para reforçar a lei e reduzir o número de mortes no trânsito, o governo assinou hoje um acordo com a Federação Internacional de Automobilismo.

 

Repórter João Pedro Neto: O uso do capacete por motociclistas, crianças menores de dez anos transportadas no banco traseiro do carro, algumas regras que estão no Código de Trânsito Brasileiro, um conjunto de leis e condutas para disciplinar o trânsito nas ruas e estradas do país. O código já completou 20 anos, mas vem sendo aprimorado ao longo do tempo. Um dos avanços é a Lei Seca, que estabelece as penalidades para quem dirige depois de consumir álcool. Na cerimônia que marcou as duas décadas do código, o presidente Michel Temer destacou a importância de se obedecer as leis.

 

Presidente Michel Temer: Devemos prestar obediência estrita, não é, a todos os sinais de trânsito. Quantas vezes a gente passa num local e vê lá: "Velocidade Máxima - 40 km/h ou 60 km/h". Você está passando a 90 km/h, 100 km/h, desobedecendo, portanto, a lei. Portanto, ao comemoramos os 20 anos do Código de Trânsito Brasileiro, a hora é precisamente de refletir sobre esse grave problema, a hora é de aprimorar as políticas e redobrar esforços.

 

Repórter João Pedro Neto: O governo também assinou um acordo para aderir ao Programa Vias Seguras, da Federação Internacional de Automobilismo, que reforça as iniciativas previstas na Década de Ação pela Segurança no Trânsito das Nações Unidas. A meta é reduzir em 50% o número de vítimas do trânsito em todo o mundo. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, disse que a adesão ao acordo vai na linha das ações que vêm sendo desenvolvidas pelo governo.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Para que nós consigamos implementar normas de segurança importantíssimas para que a nossa frota automobilística esteja acompanhada das normas de segurança globais, mas também para a segurança e conscientização de todos os usuários, de todos os pedestres, enfim, de todo o Brasil.

 

Repórter João Pedro Neto: Embaixador da FIA para a Segurança Viária, o piloto Felipe Massa disse que cada um dos envolvidos no trânsito deve fazer a sua parte para reduzir os acidentes.

 

Embaixador da FIA para a Segurança Viária - Felipe Massa: Eu acho que um pouquinho que a gente fizer, todos nós, em seguir as regras do trânsito, usar capacete na moto, cinto de segurança, a velocidade nas estradas, beber e não dirigir, que é o que nós temos que fazer, eu acho que salvaria muitas vidas.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, que participou do encontro, disse que cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito no mundo por ano e cerca de 50 milhões ficam feridos. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E para tornar o trânsito mais seguro a educação é fundamental.

 

Nasi: E se ela vier desde a infância, no futuro teremos motoristas e pedestres mais conscientes.

 

Gabriela: É essa é a ideia da Transitolândia, em Brasília.

 

Nasi: Hoje, as crianças que participam do projeto tiveram uma visita especial.

 

Repórter Raquel Mariano: Com apenas seis anos de idade, essas crianças já estão sendo educadas para o dia a dia no trânsito, e esses futuros motoristas vão passar para os pais o que aprenderam sobre as responsabilidades na hora de dirigir.

 

Entrevistada: Não pode ver o celular e ao mesmo tempo dirigir.

 

Entrevistada: A gente tem que fazer um sinal de vida primeiro para os carros pararem, você atravessa e os carros voltam.

 

Entrevistada: Tem que emprestar atenção para dirigir. Ah, e não pode ver celular quando está dirigindo, senão você pode bater o carro e acontecer um acidente grave.

 

Repórter Raquel Mariano: Esses pequenos aprendizes do Colégio Militar Dom Pedro II, de Brasília, estão no primeiro ano do ensino fundamental. Eles participaram de uma simulação do trânsito com pedestres, automóveis, semáforos, placas, na Escola Vivencial de Trânsito, conhecida como Transitolândia. A ação pretende formar pequenos cidadãos e pessoas conscientes no trânsito. E para a alegria da garotada, quem apareceu por lá para falar sobre o assunto foi o piloto de corridas, vice-campeão mundial de Fórmula 1 e embaixador de Segurança Viária da Federação Internacional de Automobilismo, Felipe Massa. Ele lembra que todo mundo pode ajudar a fazer um trânsito mais seguro.

 

Embaixador de Segurança Viária da Federação Internacional de Automobilismo - Felipe Massa: Eu acho que um pouquinho, né, que cada um de nós fizermos para seguir as leis de trânsito, usar o cinto de segurança, atravessar em cima da faixa, não usar o telefone quando estiver dirigindo, não beber e dirigir, usar o capacete... Têm tantas coisas que é muito pequeno para a gente seguir que, sem dúvida, a gente vai estar salvando muitas vidas, né, no trânsito.

 

Repórter Raquel Mariano: Segundo o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, quanto mais cedo as crianças aprendem a respeitar as leis de trânsito, melhor é o resultado.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Educando as crianças hoje, deixando elas conscientes de como nós nos portamos sendo usuários do trânsito brasileiro, com certeza teremos uma amanhã muito melhor, com menos acidentes e com zero mortes no trânsito.

 

Repórter Raquel Mariano: A ação faz parte do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, o Penatrans. O plano tem como objetivo reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2028. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confirmou hoje que o governo vai manter o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel até o fim deste ano.

 

Nasi: O desconto foi concedido após reivindicação dos caminhoneiros no fim de maio.

 

Ministro-Chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: Os R$ 0,46 serão mantidos até 31 de dezembro. Em outras palavras, o subsídio que o governo garantiu aos caminhoneiros vai vigorar até 31 de dezembro de 2018.

 

Gabriela: O ministro da Casa Civil também disse que o governo está fazendo um trabalho de fiscalização para que o desconto chegue nas bombas de combustível.

 

Ministro-Chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: Nós já fizemos a nossa parte para que os R$ 0,46 fossem a menor no preço que compra o dono do posto de gasolina, no caso o dono do posto de óleo diesel. Ele recebe com R$ 0,46 a menos e ele tem que repassar esses R$ 0,46 para o caminhoneiro.

 

Nasi: O ministro Eliseu Padilha afirmou, ainda, que existe uma comissão na Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, trabalhando diariamente para construir uma tabela de referência para os preços dos fretes dos caminhões.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição...

 

Nasi: Pessoas de baixa renda e com alguma deficiência têm direito ao passe livre.

 

Gabriela: Vamos detalhar quais são os benefícios e como retirar o documento.

 

Nasi: Imóveis de até R$ 1,5 milhão vão poder ser financiados pelo Sistema Financeiro Habitacional com recursos do FGTS.

 

Gabriela: A mudança na regra tem o objetivo de estimular a indústria da construção civil.

 

Nasi: E o repórter Pablo Mundim tem, ao vivo, as informações. Uma boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Com as mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, o valor máximo do imóvel que pode ser adquirido com recursos do FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, passa de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão, teto que vale para todo o país. Há também novidades no percentual que os bancos devem aplicar em crédito imobiliário. O Conselho Monetário Nacional decidiu manter os 65% dos depósitos em caderneta de poupança que devem ser direcionados para o crédito imobiliário. Porém, o Conselho retirou o limite de 80% desses recursos que deveriam ser obrigatoriamente para operações do Sistema Financeiro de Habitação, o SFH, e podem agora ser aplicados em outras modalidades, como explica o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso.

 

Diretor de Regulação do Banco Central - Otávio Damaso: Esses 80%, eles vão ter que ser direcionados ao financiamento habitacional e sem ter a necessidade de cumprir as regras do SFH. Então, não há necessidade de cumprir os limites da taxa de juros, as taxas vão passar a ser livremente pactuadas, inclusive com permissão de utilizar outros indexadores que não seja a TR, e também o valor limite do imóvel a ser financiado, ele também não precisa observar mais.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Segundo o Banco Central, o objetivo das medidas é tornar mais flexíveis, eficientes e abrangentes as operações de crédito imobiliário contratadas com recursos da poupança. Ainda de acordo com o banco, a parcela dos depósitos de poupança destinada efetivamente ao financiamento para a aquisição, construção, reforma e ampliação de imóveis residenciais vai aumentar, e cerca de R$ 80 bilhões devem ser injetados ao direcionamento de crédito imobiliário. Isso vai acontecer gradualmente a partir do ano que vem e ao longo dos seis anos seguintes. As mudanças aprovadas passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2019. Ao vivo, Pablo Mundim.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Antes de ser decretada a intervenção federal no Rio de Janeiro, o estado já contava com operações de garantia da lei e da ordem.

 

Nasi: E este recurso foi necessário para que as ações de segurança pudessem contar com o apoio de militares das Forças Armadas.

 

Gabriela: Por isso, forças de segurança do Rio vêm realizando uma série de operações que contam com o reforço da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Os detalhes você confere agora na reportagem de Marina Mello.

 

Repórter Marina Mello: O âmbito da Operação de Garantia da Le da Ordem, que autoriza o uso de militares das Forças Armadas em apoio às ações da polícia no Rio de Janeiro, nos últimos meses já foram realizadas cem operações que contaram com militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o que representa uma média de três operações por semana, em mais de 80 mil quilômetros de vias patrulhadas, passando por nove comunidades, num total de aproximadamente 5 milhões de habitantes. O porta-voz do Comando Conjunto das Operações, coronel Carlos Cinelli, explica que as ações serão mantidas, agora com o foco na região da Baixada Fluminense, e destaca ainda o reforço da Marinha na Baía de Guanabara.

 

Porta-Voz do Comando Conjunto das Operações - Coronel Carlos Cinelli: Vamos prosseguir com esse trabalho paulatinamente em sintonia com a Secretaria de Segurança, que vem realizando um trabalho de realinhamento das unidades de polícia pacificadora. Vamos prosseguir nessa direção. A Marinha do Brasil recentemente intensificou o patrulhamento na Baía de Guanabara também para coibir eventuais rotas de fuga e de aproximação de criminosos e de mercadorias ilícitas, né?

 

Repórter Marina Mello: O professor do programa de pós-graduação da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Carlos Frederico de Souza Coelho, que também é pesquisador do observatório militar da Praia Vermelha, comenta o impacto das ações.

 

Professor do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comando e Estado Maior do Exército - Carlos Frederico de Souza Coelho: Os principais índices relacionados à criminalidade estão caindo já pelo quarto mês seguido. Eu posso destacar o roubo de rua, a letalidade violenta, roubo de carga caiu muito, roubo a estabelecimento comercial e roubo de veículo, também todos eles vêm caindo de maneira sistemática.

 

Repórter Marina Mello: De acordo com ele, a intervenção federal, em paralelo com a GLO, vem conseguindo reestruturar o trabalho das forças de segurança locais.

 

Professor do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comando e Estado Maior do Exército - Carlos Frederico de Souza Coelho: O que a intervenção possibilita é a reestruturação da capacidade operativa da força policial carioca, né, e nesse sentido ela se beneficia da falta de interferência política local, o que também auxilia, que eu acho que é crucial, para a união de forças em prol da segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

 

Repórter Marina Mello: O comando conjunto das operações destaca que o apoio da população tem sido fundamental, especialmente com informações trazidas através dos canais de denúncia, que são o telefone 2253-1177 e o e-mail ouvidoria.intervencao@cml.eb.mil.br. O anonimato em qualquer denúncia é totalmente garantido. Reportagem, Marina Mello.

 

Nasi: Pessoas pobres que têm algum tipo de deficiência têm direito a viajar de graça de um estado para outro em ônibus, barco ou trem.

 

Gabriela: Apesar disso, algumas empresas estavam criando dificuldades para essas pessoas, limitando a quantidade de vagas para elas nas viagens.

 

Nasi: Mas agora, uma decisão da Justiça não vai mais permitir esse limite de vagas.

 

Repórter João Pedro Neto: Um direito assegurado: o Passe Livre é garantido no Brasil às pessoas com deficiência de baixa renda em viagens interestaduais de ônibus, barco ou de trem. A pedagoga Noemi Rocha, que tem deficiência visual, sabe bem a importância do benefício.

 

Pedagoga - Noemi Rocha: Para fazer consultas e também para conhecer, como fui conhecer São Paulo, fui conhecer o Rio de Janeiro, fui visitar a minha família em São Luís. É muito importante esse benefício porque nem todos nós temos a condição de viajarmos sem essa gratuidade.

 

Repórter João Pedro Neto: Mas Noemi conta também que, mesmo levando o cartão do passe livre, às vezes tem dificuldade para ter a vaga assegurada.

 

Pedagoga - Noemi Rocha: A empresa disse que não tinha vagas para eu viajar.

 

Repórter João Pedro Neto: Mas agora, uma decisão judicial reforçou o acesso a esse direito. A Justiça Federal determinou que as empresas que operam serviços de transporte interestadual de passageiros não podem limitar a quantidade de assentos para usuários do Passe Livre enquanto houver disponibilidade de vagas. É o que explica o coordenador do Passe Livre do Ministério dos Transportes, Marciano Roberto Souza.

 

Coordenador do Passe Livre - Marciano Roberto Souza: As transportadoras reservavam dois assentos para a pessoa com deficiências, né, e agora com essa decisão vão dar mais flexibilidade para atender essa pessoa. Então, agora quando tiver já ocupados os dois assentos, a pessoa com deficiência pode usar qualquer outro assento sem limitação enquanto tiver vaga.

 

Repórter João Pedro Neto: A companhia que descumprir a decisão está sujeita à multa. Para ter direito à passagem, a pessoa com deficiência ou doença renal crônica deve ter o cartão do Passe Livre. Basta ir diretamente ao balcão da empresa de transportes, informar o trecho que pretende viajar e mostrar a credencial junto com o documento de identidade. E quem precisa de ajuda para se locomover também tem direito a um acompanhante. Hoje, são cerca de 200 mil benefícios do passe livre ativos, como o da massoterapeuta Zozi Meire dos Santos, que tem deficiência visual.

 

Massoterapeuta - Zozi Meire dos Santos: Eu viajo mais é para fazer a divulgação da nossa associação. Eu viajo também para a casa da minha família. Eu sou paraense, né? É ótimo.

 

Repórter João Pedro Neto: No caso de dificuldades para conseguir a passagem, o beneficiário pode procurar o Posto de Atendimento e Fiscalização da ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, nos terminais rodoviários, ou ligar para o telefone 166. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: E para retirar o cartão do Passe Livre também ficou mais fácil: basta fazer o cadastro no site do Ministério dos Transportes, em transporte.gov.br.

 

Nasi: Sete municípios de Minas Gerais, Sergipe e Bahia tiveram situação de emergência reconhecida, hoje, pelo Ministério da Integração Nacional.

 

Gabriela: As cidades sofrem com o longo período de seca e estiagem. Agora com o reconhecimento, as prefeituras podem solicitar apoio do Governo Federal para ações de socorro e assistência à população e para o restabelecimento dos serviços, como o abastecimento de água.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".