31 de outubro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Cai número de desempregados no Brasil. Prorrogado o prazo para adesão ao Programa de Regularização Tributária, o chamado Refis. Começa segunda etapa de vacinação do rebanho contra a febre aftosa. E vamos falar da preocupação do Ministério da Saúde com o avanço da sífilis no Brasil.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 31 de outubro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Cai número de desempregados no Brasil, segundo o IBGE. Carolina Rocha.

 

Repórter Carolina Rocha: População ocupada no Brasil aumenta em mais de 1,1 milhão pessoas, em comparação aos meses de abril a junho.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Prorrogado o prazo para adesão ao Programa de Regularização Tributária, o chamado Refis. José Luís Filho.

 

Repórter José Luís Filho: Para dar mais tempo para os contribuintes se adequarem e aderirem ao programa, o governo decidiu prorrogar para 14 de novembro o prazo para adesão.

 

Nasi: Amanhã começa a 2ª etapa de vacinação do rebanho contra febre aftosa.

 

Gabriela: E vamos falar da preocupação do Ministério da Saúde com o avanço da sífilis no Brasil. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Uma das medidas é destinar R$ 200 milhões para cem cidades que concentram 60% dos casos de sífilis.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E pra assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: Mais uma chance para contribuintes e empresas regularizarem dívidas com a Receita Federal.

 

Gabriela: Foi publicada no Diário Oficial de hoje a prorrogação do prazo para quem quer aderir ao Programa Especial de Regularização Tributária, o PERT, mais conhecido como Refis.

 

Repórter José Luís Filho: Para dar mais tempo para os contribuintes se adequarem e aderirem ao programa, o governo decidiu, de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, prorrogar para 14 de novembro o prazo para a adesão.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Muitas empresas de fato acabaram deixando pra última hora e acabou, estão tendo dificuldade. Então, nós demos esse prazo até o dia 14, é final, de maneira que as empresas tenham mais esse período e consigam fazer a adesão adequada ao projeto do Refis.

 

Repórter José Luís Filho: O contribuinte que aderir ao PERT pode pagar 20% do total da dívida em três parcelas. O restante pode ser quitado à vista com redução de 90% dos juros e 70% das multas, ou parcelado em até 14 anos, com desconto nos juros de ate 80% e nas multas de até 50%. Com o Refis, a expectativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 7 bilhões. Reportagem, José Luís Filho.

 

Nasi: E a jornalista Natália Koslyk conversou agora há pouco com o auditor da Receita Federal Frederico Faber, que detalhou pra gente quem tem direito e o que fazer para aderir ao PERT. Vamos ouvir.

 

Jornalista Natália Koslyk: Eu converso agora com o auditor fiscal da Receita Federal, Frederico Faber. Frederico, eu queria que você começasse explicando então, para o nosso ouvinte quem pode participar, né, do PERT, o Programa Especial de Regularização Tributária.

 

Auditor da Receita Federal - Frederico Faber: Podem participar do PERT pessoas físicas ou jurídicas, né, com débitos tanto na Receita Federal quanto na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ou seja, aqueles inscritos em dívida ativa, vencidos até 30 de abril de 2017. Então, quem tem dívidas até abril deste ano, pode aderir ao PERT.

 

Jornalista Natália Koslyk: Frederico, as pessoas que desejarem então quitar os seus débitos com a União devem fazer o que para aderir ao programa?

 

Auditor da Receita Federal - Frederico Faber: Nós temos um aplicativo na página da Receita Federal na internet e amanhã ele já estará disponível, amanhã até 14 de novembro, que foi feita a nova prorrogação, né? A adesão do contribuinte, e é tudo feito online, tudo feito no sítio da Receita Federal na internet.

 

Jornalista Natália Koslyk: Agora em relação à forma de liquidação. O pagamento dos 20% do valor da dívida, que a princípio deve ser feito até dezembro, como é que vai ficar agora, né, com a prorrogação? Quem aderir em novembro, por exemplo, vai ter que pagar esse dinheiro até quando?

 

Auditor da Receita Federal - Frederico Faber: Boa pergunta. Até 14 de novembro, o contribuinte que optar agora e não optou anteriormente, né, ou que está nesse período de 14 dias, ele tem que efetuar o pagamento das parcelas em atraso, né? A de agosto, setembro, outubro, essas três, ele tem que pagar até 14 de novembro, que é a data limite. Já a de novembro e de dezembro, ele pode pagar no último dia útil dentro de cada mês, que é a parcela correspondente do mês.

 

Jornalista Natália Koslyk: Então, de todo modo, esses 20% devem ter sido pagos até dezembro, isso permanece?

 

Auditor da Receita Federal - Frederico Faber: Sim, mas é importante frisar que, no caso essas três parcelas de quatro, têm que ser pago até 14 de novembro, porque se ele não efetuar esse pagamento até 14 de novembro, o pedido dele não vai ser deferido.

 

Jornalista Natália Koslyk: Certo. E ainda sobre esses 20% da dívida, esse cálculo, ele é feito de forma automática pelo sistema? Como é que funciona?

 

Auditor da Receita Federal - Frederico Faber: Bem, no caso da Receita Federal, o contribuinte, ele precisa fazer uma conta, ele precisa consultar os débitos dele na própria internet, nós temos lá um serviço nosso, Centro Virtual de Atendimento, tem informação dos débitos dele. E, a partir dessa informação desses débitos, ele pode calcular esses 20% até dezembro, né? E a partir dessa informação, que o contribuinte informar no sistema, é emitida a guia de pagamento, no caso DARF.

 

Gabriela: Em várias oportunidades, o governo reduziu impostos de setores produtivos como forma de estimular a economia.

 

Nasi: Mas nem sempre esses incentivos que diminuem a arrecadação tiveram o resultado esperado.

 

Gabriela: Por isso, a ideia agora é reduzir os chamados subsídios e fazer o controle dos resultados.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Governo Federal está preocupado com os gastos públicos e quer usar melhor o dinheiro arrecadado. Em discurso em um seminário no Tribunal de Contas da União nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo tem trabalhado para reduzir os incentivos fiscais concedidos a setores econômicos, como a isenção ou redução de impostos. Para Meirelles, a redução de subsídios é uma das políticas mais importantes do governo. Ele citou o projeto que está no Congresso e que tenta reverter a desoneração da folha de pagamentos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A desoneração da folha visava o quê? Criação de emprego. E, depois disso, por razões exatamente levadas à expansão do gasto público, do déficit, aumento da taxa de juros, em setembro nós tivemos o contrário, nós tivemos uma redução do emprego.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com o ministro, subsídios concedidos pelo Tesouro Nacional em operações de crédito ou financiamentos caíram pela metade na administração do presidente Michel Temer. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: A recuperação da economia e a melhora do mercado de trabalho foram refletidas hoje, numa pesquisa do IBGE.

 

Gabriela: O estudo aponta que o desemprego caiu pelo nono mês seguido.

 

Nasi: No trimestre encerrado em setembro, a população ocupada aumentou em mais de 1,1 milhão pessoas, na comparação entre os meses de abril e junho.

 

Gabriela: Isso significa mais pessoas no mercado de trabalho e que voltaram a ter renda.

 

Repórter Carolina Rocha: Faz alguns anos que o carioca Diego Borba trocou o trabalho na área administrativa pelo setor de beleza. Segundo ele, não existe crise quando o assunto é a vaidade dos brasileiros.

 

Cabeleireiro - Diego Borba: Porque ninguém fica sem fazer cabelo, ninguém fica sem se cuidar, né? Faz bem pra autoestima. Então, é só crescimento.

 

Repórter Carolina Rocha: Faz um mês que ele trabalha por conta própria como cabeleireiro, alugando a cadeira num espaço de beleza no centro do Rio de Janeiro. Para Diego, a liberdade de horários é uma vantagem.

 

Cabeleireiro - Diego Borba: Eu sou mais livre ao longo do dia. Chego aqui, faço meu horário e depois vou pra casa. O faturamento acho que é o mesmo, e é melhor, é mais tranquilo.

 

Repórter Carolina Rocha: Diego faz parte de um grupo de trabalhadores que vem aumentando no país, os trabalhadores por conta própria. Segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE, esse grupo de trabalhadores aumentou no país em 402 mil pessoas entre julho e setembro, aumento de quase 2% na comparação com o período de abril a junho. Na comparação com o mesmo período de 2016, o aumento foi de cerca de 1,1 milhão pessoas. A pesquisa mostrou também que as atividades econômicas relacionadas a alojamento e alimentação foram as que mais receberam novos trabalhadores. Audai está há um ano e meio no Brasil. Filho de pai brasileiro e mãe síria, o comerciante investiu nas receitas de salgados sírios a preços populares. O negócio é formalizado e, segundo ele, está crescendo.

 

Comerciante - Audai: Eu estou conseguindo viver bem, pra conseguir, pra ajudar minha família, por exemplo.

 

Repórter Carolina Rocha: O aumento do número de trabalhadores por conta própria teve impacto na queda em 524 mil pessoas da população desocupada, ou seja, que não está trabalhando no momento, mas que está à procura de uma ocupação. Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação teve uma redução de quase 4% na comparação entre os últimos trimestres e representa hoje pouco mais de 12% da população. É o menor número do ano. Isso interferiu no aumento da população ocupada em mais de 1,1 milhão pessoas na comparação com o último trimestre. Cimar Azeredo, responsável pela pesquisa do IBGE, explica o aumento de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.

 

Pesquisador do IBGE - Cimar Azeredo: Você tem um mercado de trabalho no Brasil com mais trabalhadores, esse aumento que houve no contingente de trabalhadores, ele é um contingente voltado pra informalidade, ou seja, aumenta o contingente de pessoas trabalhando como trabalhadores por conta própria.

 

Repórter Carolina Rocha: Os trabalhadores por conta própria podem ter acesso aos benefícios da previdência e de crédito especial. Para isso, podem se legalizar por meio do MEI, o registro de Microempreendedor Individual. O processo é simples, como explica o secretário especial de Micro e Pequenas Empresas, José Ricardo da Veiga.

 

Secretário especial de Micro e Pequenas Empresas - José Ricardo da Veiga: A formalização, ela só tem benefícios. E não é caro, ela é muito em conta, se a gente for olhar a realidade do Brasil. Por R$ 51 aproximadamente, valor fixo, o empreendedor, ele consegue estar formalizado. Isso é um valor mensal e que a maior parte dele é revertida em previdência para o próprio empreendedor.

 

Repórter Carolina Rocha: Para saber mais sobre o MEI acesse portaldoempreendedor.gov.br. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nasi: E quem recebe o Bolsa Família pode se inscrever em cursos de qualificação profissional que estão com vagas abertas.

 

Gabriela: São cursos para assistente administrativo, representante comercial, vendedor, recepcionista e agente comunitário de saúde, que são feitos à distância pelo Pronatec.

 

Nasi: As inscrições vão só até a próxima sexta-feira.

 

Repórter Carolina Grazziadei: As inscrições para os cursos gratuitos de qualificação profissional do Plano Progredir estão abertas. Mas é bom não perder tempo, porque elas terminam no dia 3 de novembro, sexta-feira. As vagas de capacitação são oferecidas pelo Pronatec Oferta Voluntária. Para participar, os interessados precisam estar inscritos no Cadastro Único e ter mais de 15 anos de idade. Nesta primeira etapa serão cerca de 870 mil vagas em mais de 50 cursos online. A Ana Jéssica de Oliveira recebe o Bolsa Família há oito meses. Desempregada e mãe de dois filhos, ela complementa a renda do marido com o benefício do Governo Federal. Ao saber dos cursos oferecidos, viu uma ótima oportunidade para entrar no mercado de trabalho com mais qualificação.

 

Entrevistada - Ana Jéssica de Oliveira: Eu achei muito interessante essa iniciativa deles, porque a gente precisa bastante, né? Tem gente que não tem acesso a essas coisas, muito bom a gente saber, pra se interessar, pra ir correr atrás, aí conseguir uma coisa muito melhor... Vou entrar pra ver, com certeza, estou precisando no momento.

 

Repórter Carolina Grazziadei: A inscrição deve ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Social, no endereço www.mds.gov.br/progredir. Ao concluir o cadastro, será possível fazer a pré-matrícula no curso escolhido. Reportagem, Carolina Grazziadei.

 

Gabriela: 19h12 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: No Brasil, 87 mil pessoas tiveram diagnóstico para sífilis no ano passado.

 

Gabriela: Preocupado com o avanço da doença, o Ministério da Saúde vai reforçar os cuidados.

 

Nasi: Daqui a pouquinho, vamos detalhar todas as medidas pra você. Não saia daí.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Assim como os agentes da Polícia Rodoviária precisam estar sempre atentos às estradas que cortam o nosso país, o mesmo trabalho é feito diariamente pelo Decea, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica.

 

Nasi: Todo avião que decola ou pousa em um aeroporto precisa, primeiro, da autorização dos controladores de voo.

 

Gabriela: E além do controle do tráfego aéreo, os militares da Aeronáutica também têm a função de estudar novas rotas aéreas, como uma forma de reduzir tempo e dinheiro. Vamos saber como isso é feito na reportagem de Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: Muito além de proteger todo o espaço aéreo do Brasil e de cuidar do controle do tráfego, a FAB, Força Aérea Brasileira, também é responsável por melhorar as rotas de forma a tornar os trajetos aéreos mais rápidos, econômicos e menos poluentes. Neste mês de outubro, começou a funcionar na região Sul o maior projeto de reestruturação de um espaço aéreo controlado já feito no país, a implementação da chamada navegação baseada em performance, realizada pelo Decea, Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Neste projeto, foi feita uma redistribuição de aerovias, que são como estradas, só que no céu, de forma a reduzir distâncias, otimizando os tempos de voo em até 15 minutos. O chefe do Subdepartamento de Operações do Decea, Brigadeiro Luís Ricardo de Souza Nascimento, explica que a novidade representa economia de tempo e de recursos, além da preservação do meio ambiente, com a redução da emissão de gás carbônico.

 

Chefe do Subdepartamento de Operações do Decea - Brigadeiro Luís Ricardo de Souza Nascimento: Realinhamento visou, obviamente, reduzir os custos das operações aéreas, com menos consumo de combustível, menos emissão de CO2 no espaço aéreo. Ainda buscando a maior eficiência e menos trabalho para os controladores e pilotos. Com isso, aumentando a segurança do controle do espaço aéreo brasileiro.

 

Repórter Marina Melo: O chefe da Divisão de Operações do Instituto de Cartografia Aeronáutica, Major Eduardo Sardela, conta que o primeiro voo a usar na prática a nova rota foi o de um avião da FAB, que fazia transporte de órgãos para realização de transplante. O Major Sardela, que é o gerente do projeto, fala da satisfação em saber que, graças à nova rota, os voos conseguirão prestar esse tipo de apoio com maior rapidez.

 

Chefe da Divisão de Operações do Instituto de Cartografia Aeronáutica - Major Eduardo Sardela: Na hora da implementação, um fato muito curioso, é que nós estávamos acompanhando, assim que a gente fez a virada, que aconteceu 1h da manhã, a gente acompanhando ali pra ver quem seria o primeiro tráfego, aí quando olhamos na tela do radar, nós observamos que era um tráfego da Força Aérea Brasileira, que estava realizando um transporte de órgãos vitais. Confesso que isso foi uma coisa bastante emocionante pra nós, da gerência do projeto, que pudemos ver o nosso produto ali, o produto do nosso trabalho, sendo utilizado para uma coisa tão importante, como um transporte de órgãos. Foi uma coisa bastante emocionante para a equipe e foi uma satisfação muito grande poder ver o resultado do nosso trabalho sendo utilizado pela população.

 

Repórter Marina Melo: As alterações nas rotas de voo na navegação de performance sul terão impacto em cerca de 300 mil voos por ano. O próximo projeto do Decea, voltado a prover melhorias na navegação aérea, deverá ser voltado para os voos do Nordeste do país. Reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: O combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas, armas e munições vai ser reforçado com a união do Judiciário e o Governo Federal.

 

Gabriela: Hoje, os ministérios da Defesa e da Justiça, o gabinete de segurança institucional da Presidência da República e o Ministério Público Federal assinaram um protocolo de intenções para o enfrentamento do crime organizado no estado do Rio de Janeiro.

 

Nasi: O objetivo é formar uma rede de atuação conjunta que auxilie no combate a crimes federais. Pelo acordo, as instituições se comprometem a implementar uma rotina de troca contínua de informações e designar equipes para atuação integrada.

 

Gabriela: O prazo de vigência do acordo é de dois anos, podendo ser prorrogado.

 

Nasi: E vai começar amanhã a segunda etapa de vacinação de rebanhos contra a febre aftosa.

 

Gabriela: Vacinar o rebanho significa garantir a sanidade dos nossos animais e evitar prejuízos à economia do país, principalmente nas exportações.

 

Repórter Nei Pereira: A imunização contra a febre aftosa é obrigatória para rebanho de bovinos e búfalos de 25 estados e do Distrito Federal. A única exceção é Santa Catarina, que é livre da doença sem vacinação. Nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Roraima e São Paulo, todo o rebanho deve ser vacinado, independente da idade do animal. Já nos demais estados, a segunda dose deve ser aplicada apenas em bovinos e bubalinos de até dois anos. Somente Amapá e Amazonas ainda não receberam a certificação do Ministério da Agricultura de área livre de febre aftosa com vacinação, mas já estão em processo de reconhecimento. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amapá, Iraçu Colares, diz que os criadores estão empenhados na vacinação do rebanho, formado por 325 mil cabeças, mais de 80%, búfalos.

 

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amapá - Iraçu Colares: Seguramente há mais de 30 anos que não tem história de vírus circulante de febre aftosa aqui no Amapá. Então, já há uma movimentação muito forte, já há uma conscientização. Você está trabalhando na defesa tanto da saúde pública quanto da saúde do teu patrimônio, que são os animais que você tem na fazenda.

 

Repórter Nei Pereira: Na primeira etapa de vacinação deste ano, realizada a partir de maio, a cobertura vacinal atingiu 98% do rebanho brasileiro, formado por mais de 195 milhões de cabeças. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: Uma doença que muitas vezes é silenciosa, mas que pode trazer graves sequelas e levar à morte.

 

Nasi: Estamos falando da sífilis, uma infecção sexualmente transmissível que, só no ano passado, atingiu mais de 87 mil adultos no Brasil.

 

Gabriela: Preocupado com o aumento de casos, o Ministério da Saúde vai investir R$ 200 milhões no combate à doença, nos municípios com os maiores índices.

 

Repórter Cleide Lopes: Para conter o avanço da sífilis no país, o Governo Federal vai intensificar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Uma das medidas é destinar R$ 200 milhões para cem cidades que concentram 60% dos casos de sífilis. Uma das metas é reduzir a sífilis congênita, passada das mães para os bebês durante a gravidez ou no parto. Por isso, outra medida é ampliar a testagem durante o pré-natal, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: É preciso que o pré-natal seja eficiente, identifique nessas gestantes a sífilis e trate, para que a criança nasça sem a transmissão de mãe para filho.

 

Repórter Cleide Lopes: A intensificação da testagem será incentivada por uma campanha lançada hoje pelo Ministério da Saúde. Com o slogan: "Faça o teste de sífilis e proteja o seu futuro", tem como público alvo jovens de até 35 anos, casais e gestantes. Além disso, o Ministério vai dobrar o número de testes rápidos, de 6 milhões este ano para 12 milhões no ano que vem, para detectar a doença na população em geral. De acordo com a diretora do Departamento de DST e Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, este tratamento para sífilis é feito somente com penicilina e o medicamento está garantindo na rede pública de saúde até 2019.

 

Diretora do Departamento de DST e Aids e hepatites virais - Adele Benzaken: A compra que está sendo efetuada nesse momento, de R$ 13,5 milhões de penicilina, vai ser um laboratório nacional que já vai começar a entrega a partir de novembro e dezembro desse ano.

 

Repórter Cleide Lopes: Para o representante da organização não governamental de apoio a pessoas com Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis Amigos da Vida, Cristiano Ramos, o caminho para prevenir e controlar doenças como a sífilis está nas campanhas educativas.

 

Representante da ONG Amigos da Vida - Cristiano Ramos: Nós estimulamos a prática do sexo seguro, com uso do preservativo, da camisinha. O único caminho é a prevenção.

 

Repórter Cleide Lopes: O Ministério da Saúde alerta que grávidas com sífilis podem sofrer aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação ou terem bebês prematuros que terão muitas dificuldades para sobreviver. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde também vai melhorar o tratamento de pessoas que têm HIV e Aids no Brasil. A oferta de um medicamento considerado um dos mais eficientes e modernos do mundo vai ser ampliada.

 

Repórter Mara Kenupp: O remédio ofertado pelo governo para todas as pessoas que vivem com HIV e Aids no país é o Dolutegravir. Considerado um dos melhores tratamentos para Aids no mundo, o medicamento tem uma série de vantagens. Uma delas é que causa menos efeitos colaterais, como diz o médico infectologista do Hospital Universitário de Brasília, André Bom.

 

Médico infectologista - André Bom: A gente vai ter uma medicação que é menor efeito adverso, maior barreira contra as mutações à resistência do vírus e que tem uma posologia muito fácil, é um comprimidinho pequeno, uma vez ao dia.

 

Repórter Mara Kenupp: De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento da oferta do remédio é resultado dos recursos economizados e reaplicados nos serviços de saúde. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que os pacientes vão ter acesso ao medicamento até o final de 2018.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O Dolutegravir, que foi incorporado ano passado, para 100 mil pacientes portadores de HIV, agora será ampliado para 300 mil pacientes de HIV. É o medicamento mais moderno do mundo e que, agora, está disponível para mais brasileiros.

 

Repórter Mara Kenupp: Dona Isabel Guimarães, de 64 anos, e que é soropositiva há dez, conta que a evolução do tratamento e da informação sobre a doença tem crescido a passos largos.

 

Entrevistada - Isabel Guimarães: É uma esperança pra vida de quem é portador, né?

 

Repórter Mara Kenupp: E ainda para ajudar pacientes com HIV e Aids e profissionais de saúde, o Ministério lançou vários aplicativos. Um deles é o Viva Bem, onde é possível acompanhar exames, tirar dúvidas e medir o nível de carga viral. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gabriela: O aplicativo Viva Bem, que você acabou de ouvir aí na matéria, é uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo Ministério da Saúde, para ajudar na rotina de quem faz uso contínuo de medicamentos, inclusive pessoas vivendo com HIV.

 

Nasi: O aplicativo pode ser baixado em smartphones e está disponível para os sistemas iOS e Android.

 

Gabriela: Recebeu uma multa e não conseguiu identificar o agente de trânsito?

 

Nasi: Pois é, a partir de agora vai ser possível fazer a busca de quem foi o autuador pela internet, no portal de cada órgão do Sistema Nacional de Trânsito.

 

Gabriela: A medida foi publicada no Diário Oficial da União pelo Departamento Nacional de Trânsito, Denatran.

 

Nasi: De acordo com a norma, os órgãos de trânsito devem publicar na internet a listagem com os nomes e códigos do agente autuador ou autoridade de trânsito que atuam na fiscalização.

 

Gabriela: O objetivo é dar mais transparência e garantir ampla defesa ao motorista autuado.

 

Nasi: A Receita Federal agora dispensa o reconhecimento de firma e a autenticação de documentos na solicitação de serviços, diminuindo a burocracia no atendimento aos contribuintes.

 

Gabriela: A medida vai possibilitar maior rapidez e simplificação na relação entre o contribuinte e a instituição. Isso também significa menores custos diretos e indiretos ao cidadão.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite

 

Nasi: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".