04 DE JULHO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques de hoje na Voz do Brasil: Agricultores vão contar com R$ 103 bilhões em financiamentos pelo Bando do Brasil; Para os agricultores familiares também tem mais crédito com juros menores; Documento único de identificação estará acessível a todos os brasileiros até o final do ano; Projeto lançado hoje vai capacitar jovens de favelas no Rio de Janeiro.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 4 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Agricultores vão contar com R$ 103 bilhões em financiamentos pelo Banco do Brasil. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os juros foram reduzidos em até 1,5% para as linhas de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial.

 

Nasi: Para os agricultores familiares também tem mais crédito com juros menores. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para a safra 2018-2019 o Banco do Brasil reservou mais de R$ 13 bilhões.

 

Gabriela: E presidente Michel Temer reforça apoio o setor que aquece a economia, gera empregos e produz alimentos.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Documento Único de Identificação estará acessível a todos os brasileiros até o final do ano. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O novo documento dispensa a apresentação de outros papéis, como CPF, certidão de nascimento, casamento ou o título do eleitor.

 

Nasi: E vamos detalhar o projeto lançado hoje que vai capacitar jovens de favelas no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Ele é um dos setores que mais tem impulsionado o crescimento do país.

 

Nasi: E para incentivar ainda mais o agronegócio, o Banco do Brasil anunciou hoje mais recursos para a próxima safra.

 

Gabriela: São R$ 103 bilhões em crédito para compra de insumos, máquinas e ainda apoiar toda a comercialização, e financiamento com juros reduzidos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim como no poema de Manuel bandeira, o gaúcho Gilmar Wagner foi se embora para Pasárgada, mas diferente do que diz a famosa publicação, seu Gilmar não foi para ser amigo do rei, e, sim, para trabalhar pesado. Pasárgada é o nome da fazenda que ele comprou em 2002 para plantar soja, milho e sorgo. Para investir na propriedade de 118 hectares recorreu ao Banco do Brasil.

 

Produtor - Gilmar Wagner: Ele é fundamental, né, para nós. Sem o custeio eu não teria como tocar. Já adianto minhas compras, e, obviamente, eu viso preço melhor na aquisição dos insumos.

 

Repórter Gabriela Noronha: E para ajudar mais produtores como o seu Gilmar, o Banco do Brasil anunciou os recursos para safra 2018-2019, serão R$ 103 bilhões, sendo mais de R$ 11 bilhões para as empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91 bilhões para produtores e cooperativas. E, de acordo com o Banco do Brasil, os juros foram reduzidos em até 1,5% para as linhas de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial. Para o presidente da instituição, Paulo Caffarelli, o banco é hoje o principal agente financiador do país para este tipo de crédito.

 

Presidente do Banco do Brasil - Paulo Caffarelli: O Banco do Brasil hoje tem uma carteira de crédito de R$ 675 bilhões, das quais, 30% são direcionadas inteiramente ao nosso agronegócio. Nós temos o volume hoje de 60% de todo o crédito do agronegócio brasileiro é feito no Banco do Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, todos os valores do Plano Safra são resultado de uma negociação entre governo e representantes do setor privado.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Queremos que o dinheiro chegue na mão do produtor, que ele possa fazer os investimentos, fazer o seu custeio e que ele tenha a margem de lucro dele prevista.

 

Repórter Gabriela Noronha: A agropecuária foi o setor com melhor desempenho na economia em 2017, e ajudou o país a alavancar o Produto Interno Bruto. Para o Presidente Michel Temer, o agronegócio foi fundamental para retomada da economia do país.

 

Presidente Michel Temer: O agronegócio, a agricultura em geral sempre foi um dos suportes, um dos sustentáculos de todo e qualquer governo. Mas eu ouso dizer que neste último governo o agronegócio, a agricultura, progrediram enormemente, e, progredindo enormemente, puderam assegurar até, digamos, um PIB.

 

Repórter Gabriela Noronha: Nos últimos cinco anos, a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto brasileiro saltou de 19% para 23%. Reportagem Gabriela Noronha.

 

Nasi: E um dos setores que mais levam alimentos à mesa dos brasileiros ganhou atenção especial no Plano Safra do Banco do Brasil.

 

Gabriela: Os pequenos agricultores vão contar com crédito mais barato, mais assistência e facilidade na hora de tomar o crédito rural.

 

Repórter Paulo La Salvia: É do Vale do Forquilha, zona rural de Quixeramobim, no Ceará, que o agricultor familiar Deusimar Cândido tira o sustento da família. Na verdade, são 62 famílias que fazem parte de uma cooperativa que produz peixe, leite, verduras e frutas. Deusimar diz que a propriedade dele tem cinco hectares, o equivalente a cinco campos de futebol. De acordo com o Deusimar, tanto ele, quanto os outros associados já recorreram ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf.

 

Agricultor familiar - Deusimar Cândido: O projeto tem feito, com o Pronaf hoje seja mais alimento, seja qualquer que seja, ele já imediatamente, ele gera, no mínimo emprego dentro daquela família, e sem contar que vai manter aquele homem no campo ocupado.

 

Repórter Paulo La Salvia: A agricultura familiar responde por mais de 70% dos alimentos que chegam na mesa dos brasileiros. E o Banco do Brasil é o principal agente financeiro do setor do país. Para a safra 2018-2019, que começa a ser plantada ainda neste mês, a instituição reservou mais de R$ 13 bilhões. Os valores são para custeio e investimentos, como compra de sementes e máquinas para dinamizar a produção. O secretário especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac, apresenta algumas prioridades do novo plano.

 

Secretário especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - Jefferson Coriteac: Aumentar a produção, melhorar a comercialização, nós conseguimos reduzir os juros desse Plano Safra atual. Conseguimos nesse Plano Safra aumentar o teto, que era de R$ 360 mil para R$ 415 mil.

 

Repórter Paulo La Salvia: Além de melhores condições para produção, o Plano Safra do Banco do Brasil coloca à disposição 65 mil funcionários no país para auxiliar os produtores rurais e investe cada vez mais em tecnologia, segundo o presidente do banco, Paulo Caffarelli.

 

Presidente do Banco do Brasil - Paulo Caffarelli: Os nossos clientes podem fazer negócios pelo celular. Então, nós estamos chegando quase na meta de R$ 3 bilhões, onde você pode fazer custeio, investimentos, e, inclusive, agora CPR também.

 

Repórter Paulo La Salvia: CPR é a possibilidade do produtor rural financiar a produção diretamente pelo celular. Ele vai utilizar uma senha eletrônica e ter o dinheiro liberado na conta corrente depois de analisado e aprovado o crédito. A previsão é que o sistema esteja funcionando no fim deste mês. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Já imaginou ter um aplicativo no celular que reúna todos os seus documentos pessoais?

 

Gabriela: Pois é, ele já existe, viu, Nasi? É o Documento Nacional de Identificação, que começou a funcionar hoje.

 

Nasi: O cadastro dos primeiros usuários vai começar por Brasília e depois vai se expandir para o resto do país até o fim deste ano.

 

Gabriela: As agências dos Correios vão ser os postos de atendimento para os cadastros dos cidadãos.

 

Nasi: O documento vai ser gratuito e vai reunir informações do RG, CPF e título de eleitor, por exemplo.

 

Gabriela: Uma facilidade a mais para quem não gosta de andar com um monte de documentos no bolso.

 

Repórter Pablo Mundim: O novo documento vai ter validade em todo o território nacional e dispensa apresentação de outros papéis, como CPF, certidão de nascimento, casamento, ou o título do eleitor. E a partir desta quarta-feira, cerca de 3 mil empregados da Agência Central dos Correios, em Brasília, vão ser cadastrados para receber o Documento Nacional de Identidade, o DNI. O presidente dos Correios, Carlos Fortner, explica que o após o prazo de 30 dias, o projeto será ampliado para toda a rede de atendimento dos Correios, por meio de um plano de expansão desenhado com o Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, órgão responsável por validar o novo documento.

 

Presidente dos Correios - Carlos Fortner: Nós temos condições rapidamente de implantar em cerca de 500 agências de imediato praticamente isso, né? Então, acredito que esse mês agora de julho vai ser esse piloto, no mês de agosto já vai estar iniciando a implantação no restante do país.

 

Repórter Pablo Mundim: O Documento Nacional de Identificação vai funcionar de forma digital e vai ser acessível de graça a partir de um aplicativo para smartphones e tablets. Disponível nas plataformas Android e IOS. O Tribunal Superior Eleitoral também estuda a possibilidade da emissão de um documento físico, como explica a juíza auxiliar do TSE, Ana Lúcia de Andrade Aguiar.

 

Juíza auxiliar do TSE - Ana Lúcia de Andrade Aguiar: O DNI, por decisão do Comitê Gestor Nacional, é um documento digital, né, disponível no smartphone do cidadão. Nós estamos ainda analisando a viabilidade de se fazer um documento físico vinculado à base biométrica do TSE.

 

Repórter Pablo Mundim: Por enquanto, além dos empregados dos Correios, os servidores do Ministério do Planejamento e do TSE também participam da fase inicial do projeto. Para ter o documento digital a pessoa vai precisar ter registro biométrico na Justiça Eleitoral. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Em mais uma reportagem especial sobre a ação federal no Rio de Janeiro, vamos falar dos primeiros resultados no combate à criminalidade.

 

Nasi: E vamos detalhar o projeto lançado hoje que vai capacitar jovens de favelas do estado.

 

"Criança Feliz. Primeira Infância".

 

Gabriela: Ações integradas em várias áreas para estimular o desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida.

 

Nasi: É assim que atua o programa Criança Feliz, que atende mais de 300 mil crianças e gestantes em todo o país.

 

Gabriela: As visitas domiciliares completam um ano, e em mais uma reportagem especial vamos conhecer uma família que mora no interior de Sergipe e vê de perto os benefícios desse atendimento especial.

 

Repórter Pâmela Santos: Com um sorriso largo e os brinquedos na mão. É assim que o pequeno Neilton Nicolas Silva, de dois anos, recebe a visitadora do Criança Feliz toda semana. Há quase um ano ele participa do programa em Maruim, Sergipe. Logo quando nasceu, Nicolas não recebia os estímulos adequados para o seu desenvolvimento, isso afetou o menino, que demorou mais do que outras crianças da mesma idade para ensaiar os primeiros passos e palavras. A bisavó, Maria Teresinha da Paz Silva, conta que o pequeno é a grande alegria da casa e elogia as novas habilidades do bisneto.

 

Entrevistada - Maria Teresinha da Paz Silva: Ele quase não falava e agora solta muita coisa. Diz: "Vovó". Eu digo: "Oi". "Vamos fazer a bolinha". Ele está ficando bem, bem.

 

Repórter Pâmela Santos: A visitadora Valquíria Dias Calazans, orientou Maria em como exercitar a coordenação motora e o raciocínio do bisneto. Para Valquíria, a evolução de Nicolas foi grande e a sua qualidade de vida está melhorando a cada visita.

 

Visitadora - Valquíria Dias Calazans: Foi um trabalho pesado, porque ele ainda tem dificuldade, mas ele já consegue pegar um lápis, que ele não conseguia. Até o convívio da mãe com ele está bem melhor depois que nós começamos o programa.

 

Repórter Pâmela Santos: Maruim criou também uma sala de convivência e fortalecimento de vínculos, que dá continuidade ao acompanhamento depois que as crianças completam três anos. Segundo a secretária nacional substituta de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, a integração das políticas públicas permite o atendimento por completo do cidadão e o Criança Feliz está colaborando para esse trabalho.

 

Secretária nacional substituta de Promoção do Desenvolvimento Humano - Ely Harasawa: Esse faz parte de um outro trabalho, um outro pilar do Programa Criança Feliz, que é você poder articular os serviços e políticas existentes para que esse atendimento possa ser ampliado, possa ser mais completo e que o cidadão possa continuar sendo atendido.

 

Repórter Pâmela Santos: O Criança Feliz ampliou a rede de atenção e o cuidado integral para primeira infância. Em todo o Brasil o programa acompanha semanalmente 311,8 mil famílias. São crianças beneficiárias do programa Bolsa Família com até três anos e aquelas de até seis anos que recebem o benefício de prestação continuada, o BPC. Reportagem, Pâmela Santos.

 

Nasi: Levar cursos profissionais a jovens de favelas do Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Estamos falando do Programa de Capacitação Economia Criativa Gera Futuro.

 

Nasi: O projeto é resultado de uma parceria entre dois ministérios e vai oferecer cursos na área de economia criativa para 8 mil jovens do estado.

 

Repórter Roberto Camargo: Esta é a primeira de um conjunto de ações sociais que dão suporte à intervenção federal no Rio de Janeiro. O acordo dos Ministérios da Cultura e da Segurança Pública vai oferecer mais de 50 cursos, entre eles, fotografia, produção de TV e cinema, jogos eletrônicos, figurinista e edição de vídeo. Vão participar 8 mil jovens que tenham a partir de 14 anos de idade e que vivem em áreas vulneráveis do Rio de Janeiro. Segundo o ministro Raul Jungmann, o programa fortalece a prevenção da violência e o enfrentamento do crime.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Essa juventude, que hoje está não centro da nossa tragédia em termos de segurança, a participação dela, infelizmente, na violência é duas vezes ou três vezes a média nacional. Eu acho que esse pessoal precisa disso, que é oportunidade. A gente tem que ter igual preocupação com a prevenção. E no centro da prevenção para essa juventude está a cultura.

 

Repórter Roberto Camargo: A ideia é matricular jovens que tenham concluído, pelo menos, o sexto ano do Ensino Fundamental e que estejam frequentando a escola. Cada jovem matriculado contará também com bolsas para cobrir despesas com alimentação e transporte. A ideia é transformar a realidade de jovens das favelas no Rio dando a eles oportunidade de capacitação e mais chances de ingressar no mercado de trabalho, como explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: A abertura de oportunidades de formação de capacitação em atividades da economia criativa, que são atividades que interessam, que estimulam, que engajam os jovens, porque muitas delas dizem respeito a coisas que os jovens fazem no seu tempo de lazer. Então, encarar isso como atividade profissional é bacana porque você tem esse componente do estímulo, né?

 

Repórter Roberto Camargo: Um levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que a indústria cultural e criativa engloba mais de 200 mil empresas e instituições e gera mais de 1 milhão de empregos diretos. Reportagem, Roberto Camargo.

 

Gabriela: A parceria prevê investimentos de R$ 22 milhões do Ministério da Segurança Pública.

 

Nasi: E a previsão é de que a seleção dos jovens beneficiados comece a ser feita na segunda quinzena de agosto.

 

"Rio de Janeiro - Ação Federal no Combate ao Crime".

 

Gabriela: A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro já completou mais de quatro meses.

 

Nasi: E os resultados do combate à criminalidade já começam a ser sentidos pela população.

 

Gabriela: É o que vamos acompanhar em mais uma reportagem especial sobre a intervenção, que você acompanha essa semana aqui no Voz do Brasil.

 

Nasi: A edição é de Eduardo Biagini com sonorização de José Maria Machado.

 

Repórter Luana Karen: O empresário Pedro Silva tem a esperança de que os índices de violência no Rio de Janeiro diminuam com a intervenção federal. Quem sabe assim ele possa ter de novo por perto a filha, que deixou a cidade para morar em outro país, fugindo da insegurança.

 

Empresário - Pedro Silva: Corta o coração em ver que a minha filha saiu daqui por causa da violência, foi morar em Portugal, isso me entristece.

 

Repórter Luana Karen: O Pedro é dono uma loja de Mercadão de Madureira, na zona norte da cidade, e já percebe a região mais segura.

 

Empresário - Pedro Silva: Nós estávamos de problema com roubo aqui e de saidinha de banco, e tal. Assim que foi montada essa segunda companhia ao lado do Mercadão a violência caiu 60%. Quer dizer, onde há polícia, você pode ter certeza que as pessoas respeitam.

 

Repórter Luana Karen: Com um pouco mais de cem dias de intervenção, os resultados começam a aparecer. São reduções nos números de crimes contra o patrimônio, como roubo de cargas e de veículos. O Instituto de Segurança Pública, que tem monitorado a situação, busca os dados dos boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil. Em maio deste ano houve uma queda de 5% no número de veículos roubados, comparado a maio do ano passado. E pelo segundo mês seguido, o roubo de cargas diminuiu, foram 752 ocorrências em maio, 488 a menos do que o registrado em maio do ano passado. O roubo de rua, como de aparelhos celulares, também teve queda. Joana Monteiro, diretora-presidente do Instituto de Segurança Pública, explica que o mapeamento dos casos ajuda a montar a estratégia das operações.

 

Diretora-presidente do Instituto de Segurança Pública - Joana Monteiro: O que torna relevante nesse processo, fazer sempre uma análise profunda de dados para entender onde foi o fenômeno criminal está acontecendo com maior intensidade para focar os recursos policiais nesses momentos.

 

Repórter Luana Karen: Os efeitos da intervenção já são sentidos pelo consultor de planejamento, Carlos Gonçalves, que mora no Méier, na zona norte do Rio.

 

Consultor de planejamento - Carlos Gonçalves: Se tem alguma coisa que ainda oferece um pouco de medo à bandidagem, à marginalidade, eu acho que isso a gente pode traduzir pelas Forças Armadas. Então, por exemplo, tendo Exército na rua, tendo Marinha, Aeronáutica, o respeito parece que volta.

 

Repórter Luana Karen: Uma das primeiras comunidades a receber operações da intervenção federal foi a Vila Kennedy, na zona oeste do Rio. O coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, explica que além da atuação das forças de segurança, a região também passou a contar com atividades na área social.

 

Porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal - Roberto Itamar: Houve uma grande ação social inaugurando essa entrada dos serviços de estado dentro da comunidade, na área de saúde, na área de educação, na área de assistência social, coleta de lixo.

 

Repórter Luana Karen: Outra conquista da intervenção até aqui foi o fortalecimento das instituições que cuidam da segurança pública, é o que afirma o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes.

 

Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro - Richard Nunes: Um resgate da credibilidade, da autoestima das corporações policiais e um trabalho integrado em que cada uma dessas corporações faça, cumpra a sua missão e que fique muito claro que elas são interdependentes, uma depende da outra.

 

Repórter Luana Karen: O interventor federal, general Braga Netto, não tem dúvidas, o resultado final vai ser positivo.

 

Interventor federal - Braga Netto: A própria postura do policial na rua, ela está mudando, o policial agora, ele já fica fora do carro, porque o que mais tem contato com a população é exatamente a Polícia Militar, que é um policiamento ostensivo. Então, a situação vai melhorar aos poucos. Não se acaba com o crime como um todo, mas os índices vão reduzir.

 

Repórter Luana Karen: Na última reportagem da série especial sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, vamos falar do legado. O que fica para a futuro? Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Aos poucos a dificuldade vai sendo substituída por alegria e esperança.

 

Nasi: Ontem, 163 venezuelanos foram levados de Roraima para outros três estados, Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Nos novos abrigos eles têm ajuda para conseguir um emprego e recomeçar a vida por aqui.

 

Nasi: O repórter João Pedro Neto acompanhou as famílias neste primeiro dia no novo lar e conta para gente como foi.

 

Repórter João Pedro Neto: A primeira noite da venezuelana Rosemary Figueiras no abrigo que a acolheu no município de Conde na Paraíba, foi bonita, é o que a imigrante diz sobre o espaço onde deve passar os próximos meses com a família. Eles ocupam um quarto com camas e banheiro privativo. São ao todo nove pessoas, entre eles, um neto de apenas 23 dias. O pequeno Antoine nasceu brasileiro e a Rosemary diz que agora eles começam a viver uma nova realidade.

 

Entrevistada - Rosemary Figueiras: Muito bom. Muito agradecida. A esperança é conseguir emprego, escola dos meninos para começar uma nova vida.

 

Repórter João Pedro Neto: Assim como a Rosemary, a família da Evelin Cabreira faz parte do grupo de 163 venezuelanos que começou o processo de interiorização nesta terça-feira. Ela diz que se surpreendeu com a solidariedade dos brasileiros e que vai batalhar para se estabelecer aqui.

 

Entrevistada - Evelin Cabreira: Eu sinto que vou começar de novo. Tenho cama, cozinha, lavadora. Toda uma casa equipada, e estou muito agradecida.

 

Repórter João Pedro Neto: Nos abrigos, os imigrantes vão ter aulas de português, oficinas de capacitação profissional e suporte na busca por um emprego, com parcerias para a intermediação de mão de obra. A ideia é uma integração com serviços públicos para que a estadia seja temporária até que eles alcancem autonomia para se manter, é o que explica Sérgio Marques, subgestor nacional da Aldeias Infantis SOS, entidade internacional humanitária que mantém o espaço em Igaraçu.

 

Subgestor nacional da Aldeias Infantis SOS - Sérgio Marques: Para que eles possam atingir a sua autonomia, depois eles possam seguir a sua vida aqui dentro do país.

 

Repórter João Pedro Neto: Os venezuelanos interiorizados também já começaram a ser cadastrados no Sistema Único de Saúde e a receber atendimentos por equipes da Saúde da Família. As crianças e adolescentes vão ser todos matriculados em escolas locais. A estimativa é haja quase 50 mil venezuelanos no Brasil que entraram no território nacional nos últimos anos. De Igaraçu, em Pernambuco, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Uma Portaria publicada hoje vai facilitar a movimentação de servidores entre órgãos federais.

 

Nasi: Órgãos do governo que enfrentam falta de pessoal vão ter a possibilidade de reforçar seus quadros sem a necessidade de realizar um novo concurso, o que significa mais economia para os cofres públicos.

 

Gabriela: Ao mesmo tempo, servidores terão a chance de valorizar seus talentos e buscar novas oportunidades de trabalho dentro da rede do Poder Executivo Federal.

 

Nasi: Até agora, as movimentações de servidores normas seguiam bem mais rígidas que limitavam as mudanças e geravam gastos com a concessão de cargos comissionados.

 

Gabriela: A partir de agora a mudança não gera despesas e todos os benefícios do servidor no órgão de origem são preservados.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e em seguida as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil. Governo Federal".