05 DE ABRIL DE 2018

Destaques da Voz do Brasil: Brasil é livre da aftosa com vacinação. Reconhecimento internacional será entregue oficialmente em maio. Rio de Janeiro registra queda de roubos e homicídios após intervenção federal. Vamos dar os detalhes do deslocamento dos primeiros 100 imigrantes venezuelanos que estão em Roraima. Um trabalho coordenado pela Casa Civil com apoio das Forças Armadas.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.




"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".




Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.




Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.




Alessandra: Quinta-feira, 5 de abril de 2018.




Nasi: E vamos ao destaque dia.




Alessandra: Brasil livre da aftosa com vacinação.




Nasi: Reconhecimento internacional será entregue oficialmente em maio.




Alessandra: E presidente Michel Temer destaca agronegócio brasileiro em posição estratégica no mundo.




Presidente Michel Temer: Nós damos, na verdade, mais uma prova de excelência da nossa carne, da nossa agropecuária e da excelência do nosso serviço sanitário.




Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.




Alessandra: Rio de Janeiro registra queda de roubos e homicídios após intervenção federal. João Pedro Neto.




Repórter João Pedro Neto: O balanço foi feito hoje pelo interventor federal no Rio de Janeiro, general Braga Netto, ao presidente Michel Temer. Daqui a pouco eu volto com mais informações.




Nasi: E vamos dar os detalhes do deslocamento dos primeiros cem imigrantes venezuelanos.




Alessandra: De Boa Vista nós acompanhamos o embarque.




Nasi: E em São Paulo vimos de perto a chegada e o acolhimento desses imigrantes, um trabalho coordenado pela Casa Civil com o apoio das Forças Armadas.




Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Nasi Brum.




Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.




Alessandra: O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, com mais de 219 milhões de cabeças de gado.




Nasi: Ah, e não é por acaso que somos os maiores exportadores de carne do mundo.




Alessandra: E garantir esse rebanho seguro é muito importante. E, hoje, o governo comemorou a erradicação da febre aftosa no país.




Nasi: Em maio o governo deve receber, na França, o certificado internacional, reconhecimento que pode abrir ainda mais mercados para a carne brasileira, como explica a repórter Bruna Saniele.




Repórter Bruna Saniele: Uma vida no campo, são mais de 50 anos trabalhando na produção de gado de corte em Santa Catarina. Nesse período, o pecuarista José Severino Pedroso, de 76 anos, viu de perto o combate à febre aftosa, doença infecciosa viral altamente contagiosa que atinge bois, vacas, ovelhas, búfalos, dentre outros animais. Desde 1993, Santa Catarina não registra nenhum foco da doença, e, agora, é o único estado brasileiro que possui área livre da febre aftosa sem a necessidade de vacinação. Para José Severino, os produtores de gado do estado atuaram ativamente no combate a doença e, agora, conseguem vender a carne a um preço mais vantajoso.




Pecuarista - José Severino Pedroso: Engajou-se de forma decisiva efetivamente com o produtor. Ele está consciente de que tem uma remuneração segura e sempre um pouquinho mais vantajosa.




Repórter Bruna Saniele: Há 12 anos não é registrado nenhum caso da doença no país. Agora, o objetivo do Programa de Erradicação da Febre Aftosa é levar o exemplo de Santa Catarina para todo o país. A meta é que até maio de 2023 o gado brasileiro não precise de vacinação em nenhum estado. Hoje, durante cerimônia em comemoração de que o Brasil é área livre de febre aftosa com vacinação, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destacou que com a certificação da Organização Mundial de Saúde Animal a carne brasileira poderá ser vendida em mercados ainda mais exigentes.




Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Nós vamos começar a frequentar outros mercados, mercados mais exigentes, mercados que pagam melhor não só na carne de bovinos, mas também de suínos e outras carnes que são impedidas hoje de entrar nesses países.




Repórter Bruna Saniele: Para o presidente Michel Temer, a erradicação da febre aftosa é mais uma prova da qualidade da carne brasileira.




Presidente Michel Temer: Neste momento em que nós comemoramos a erradicação da febre aftosa, é um exemplo do que podemos fazer quando temos persistência e determinação. Nós damos, na verdade, mais uma prova de excelência da nossa carne, da nossa agropecuária e da excelência do nosso serviço sanitário.




Repórter Bruna Saniele: Os Correios colocaram em circulação nessa semana um selo especial em comemoração à erradicação da febre aftosa. O selo é estampado com a imagem de um boi branco Nelore, uma das raças zebu que representa mais de 80% do rebanho bovino nacional. Reportagem, Bruna Saniele.




Alessandra: Começou hoje o processo de interiorização dos venezuelanos que chegam ao Brasil fugindo da crise econômica e social no país vizinho.




Nasi: Cento e quatro imigrantes que estavam em Roraima embarcaram hoje pela manhã em avião da Força Aérea Brasileira rumo a São Paulo.




Alessandra: A repórter Luana Karen está lá e acompanhou esse embarque.




Repórter Luana Karen: Os primeiros raios de sol ainda nem tinham surgido no horizonte quanto os imigrantes venezuelanos começaram a jornada rumo a São Paulo. Nas malas, o que conseguiram levar do país natal, em crise econômica e política. O pedreiro Osvaldo José Rodrigues Rojas, de 48 anos, se viu obrigado a deixar a Venezuela há seis meses, quando a fome bateu à porta. Ele conta que pesava 98 quilos; quando chegou ao Brasil estava com 66.




Imigrante Venezuelano - Osvaldo José Rodrigues Rojas: Todos os venezuelanos tivemos que sair urgente buscando as fronteiras para poder dar de comer a nossos filhos, à nossa família. Aqui é recebida grande ajuda por parte dos brasileiros.




Repórter Luana Karen: Laura Malabi, de 44 anos, tinha uma lanchonete na Venezuela. Com os sucessivos aumentos de preços o dinheiro foi ficando escasso, até não conseguir mais manter o negócio. Ao lado da filha Ludmila, de 11 anos, Laura se emociona ao lembrar do país e dos parentes que ficaram para trás.




Imigrante Venezuelana - Laura Malabi: Minha mãe, meu papai, os amigos. Deus sabe que eu estou orando todos os dias. Eu quero voltar ao meu país.




Repórter Luana Karen: Chamado de processo de interiorização, a transferência dos imigrantes que estão em Roraima para outros estados foi a alternativa encontrada pelo Governo Federal para dar melhores condições aos que querem viver e trabalhar no Brasil. Em Boa Vista, na fila do embarque para São Paulo, Gerardo Monterola, de 33 anos, mostra a carteira de trabalho brasileira na esperança de conseguir um emprego.




Imigrante Venezuelano - Gerardo Monterola: Um trabalho que poderá me dar uma vida digna, cuidar dos meus filhos. Quero trabalhar aqui para poder mandar dinheiro.




Repórter Luana Karen: A adesão à interiorização foi feita de forma voluntária. A distribuição considerou o perfil dos imigrantes e das cidades que vão recebê-los. Antes de deixar Boa Vista, eles passaram por um processo de avaliação dos documentos de imigração, fizeram exames médicos e foram vacinados. Este é o primeiro voo do processo de interiorização. Reportagem, Luana Karen.




Nasi: E na chegada a São Paulo muita esperança na bagagem.




Alessandra: É, Nasi. A repórter Márcia Fernandes está lá e acompanhou de pertinho esse desembarque. Ela conta para a gente, ao vivo, como é que foi essa chegada. Boa noite, Márcia. Muita história para contar, não é?




Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Isso mesmo, Alessandra, muita história para contar por aqui. Boa noite para você, para o Nasi e a todos que nos acompanham. Durante todo o dia eu acompanhei a chegada desses imigrantes aqui em São Paulo. Cento e quatro venezuelanos desembarcaram aqui muito emocionados e alegres. Algumas famílias trouxeram até os animais de estimação e todos contaram histórias tristes, de muita luta, mas também de muita superação e esperança. Eu conversei com o Hironá Menezes, que veio com a esposa, o sogro e os quatro filhos, e está feliz por estar aqui em São Paulo. Vamos ouvir.




Imigrante Venezuelano - Hironá Menezes: Nós queremos trabalhar para cuidar da minha família e dar um futuro digno. Graças a Deus que nós estamos tendo uma oportunidade para conseguir trabalhar e contente por ser apoiado.




Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Já o sogro de Hironá, o Domingos Vermelha, achou São Paulo uma cidade grande. Ele elogiou a hospitalidade e acredita na construção de uma nova vida.




Imigrante Venezuelano - Domingos Vermelha: Eu estou aqui disposto a construir uma nova vida aqui de trabalho para realizar nossos sonhos. Com a ajuda eu quero seguir adiante.




Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Depois do pouso em terras paulistas, os imigrantes dão os primeiros passos para essa nova vida. Eles foram identificados e transportados nos ônibus do Exército para os abrigos. Depois de instalados, vão ter acesso a unidade de saúde e aulas para aprender português. As crianças vão ser matriculadas em escolas públicas e todos vão receber qualificação profissional, e finalmente começar um novo capítulo dessa história. Eu vou ficando por aqui. E amanhã vou acompanhar a chegada de novos imigrantes. Todo esse trabalho conta com o apoio das Forças Armadas e está sendo coordenado pela Casa Civil da Presidência da República. Ao vivo, de São Paulo, Márcia Fernandes.




Nasi: Obrigado, Márcia. E nós voltamos agora a Roraima para conversar, ao vivo, com a repórter Luana Karen para saber como será o trabalho amanhã, quando deve sair mais um voo. Boa noite, Luana. Quais as novidades?




Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Alessandra e a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Amanhã, 69 venezuelanos serão acolhidos em Cuiabá e outros 83 irão para São Paulo. O deslocamento vai novamente ser feito em um único voo da Força Aérea Brasileira e nós vamos juntos acompanhar tudo para depois contar aqui na Voz do Brasil. Nas próximas semanas, Manaus e Campinas, no interior de São Paulo, também devem receber imigrantes. O Governo Federal, com o apoio de agências da Organização das Nações Unidas, a ONU, busca vagas em abrigos de prefeituras, governos estaduais e em organizações da sociedade civil. Ao lado dessas medidas, as Forças Armadas trabalham aqui em Boa Vista na construção de abrigos. Há três em funcionamento e a meta é chegar a nove até o final do ano, atendendo 5 mil venezuelanos. A interiorização não tem custo para os venezuelanos. As viagens serão custeadas com R$ 190 milhões liberados pelo Ministério da Defesa para a assistência emergencial e acolhimento humanitário das pessoas que deixaram a Venezuela. Ao vivo, de Boa Vista, Luana Karen.




Alessandra: Obrigada, Luana. Amanhã nós voltamos a Roraima e São Paulo acompanhando os próximos deslocamentos. Bom trabalho aí para você.




Nasi: 19h12, em Brasília.




Alessandra: Você já ouviu falar do bumba-meu-boi?




Nasi: A tradição que vem lá do Norte e Nordeste pode se tornar conhecida em todo o mundo.




Alessandra: Daqui a pouco vamos falar do primeiro passo dado pelo governo para esse reconhecimento.




"As rádios de todo o país já podem transmitir a Voz do Brasil em horário flexível. As emissoras de radiodifusão são obrigadas a retransmitir diariamente entre as 7h da noite e às 10h da noite, exceto aos sábados, domingos e feriados. A duração continua a mesma, 60 minutos, de forma ininterrupta. São 25 minutos do Poder Executivo, 5 minutos do Judiciário, 10 minutos do Senado Federal e 20 minutos da Câmara dos Deputados. As emissoras devem informar aos ouvintes às 7h da noite o horário em que vão transmitir o programa. As rádios educativas continuam obrigadas a transmitir a Voz do Brasil no antigo horário. As emissoras educativas vinculadas aos poderes legislativos federal, estadual ou municipal, nos dias em que houver sessão deliberativa do plenário da respectiva Casa Legislativa, podem fazer a transmissão entre 7h da noite e 10h da noite. A rede nacional de rádio mantém a transmissão às 7h da noite pelo satélite e ao vivo pela internet no site redenacionalderadio.com.br".




Nasi: O feriado da Semana Santa teve redução em alguns tipos de crimes no Rio de Janeiro.




Alessandra: A informação foi confirmada hoje pelo interventor federal no Rio de Janeiro, general Braga Netto.




Nasi: O general esteve reunido com o presidente Michel Temer e outros membros da área de segurança pública do governo, e quem traz os detalhes é o repórter João Pedro Neto. Uma boa noite, João.




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Alessandra. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, quem passou as informações da reunião foi o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola. No encontro foi feita uma avaliação sobre o combate à criminalidade no Rio com a intervenção federal na segurança pública do estado. Segundo o porta-voz da Presidência, o inventor Braga Netto relatou ao presidente que houve uma queda expressiva em diversos tipos de crimes na Semana Santa deste ano em comparação com o mesmo feriado do ano passado. Vamos ouvir o porta-voz.




Porta-Voz da Presidência da República - Alexandre Parola: No caso de roubo a transeunte houve uma queda de 559 para 251. Uma redução, portanto, de cerca de 55%. As mesmas tendências positivas se revelaram para os crimes de roubo ao turista, roubo de carga e homicídio doloso para o mesmo período de referência. Os casos de homicídio doloso foram reduzidos em quase 50% e os casos de roubo de carga de 73 para 21, ou seja, uma queda de 71%.




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): O general Braga Netto também relatou ao presidente Temer que, de janeiro a março deste ano, o número de roubos de veículos caiu 18% no estado e 30% na capital e baixada. Também foi relatado ao presidente que vai ser organizado na cidade do Rio um fórum de debates sobre a intervenção federal no dia 12 de abril. Ao vivo, João Pedro Neto.




Alessandra: O Ministério da Educação suspendeu a criação de novos cursos de medicina no país por um período de cinco anos.




Nasi: A medida vale para as universidades federais, privadas e também para estados e municípios.




Alessandra: De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, desde 2003 o Brasil mais que dobrou o número de cursos de medicina, chegando hoje a 302 em todo o país.




Nasi: Mendonça Filho disse, ainda, que o objetivo da medida é fazer uma avaliação da formação médica do Brasil, preservando a qualidade do ensino.




Ministro da Educação - Mendonça Filho: A gente precisa ter uma parada para que a gente possa avaliar a ampliação considerável que houve no número de cursos de medicina, de vagas na formação médica no Brasil, para que a gente zele pela qualidade. Um médico mal formado, ele pode, inclusive, comprometer vidas humanas. Então, é fundamental que a gente zele pela qualidade, tendo em vista inclusive a tradição da boa formação médica que o Brasil conseguiu conquistar e que precisa ser preservada.




Alessandra: Os cursos já existentes ou em fase de implantação não poderão aumentar o número de vagas oferecidas durante o prazo de cinco anos.




Nasi: Os brasileiros estão comprando mais carros.




Alessandra: E as montadoras estão produzindo mais automóveis.




Nasi: Sinal de economia aquecida com mais gente comprando e mais geração de empregos.




Repórter Paulo La Salvia: No mês passado foram emplacados no país quase 300 mil veículos. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o número representa um crescimento de cerca de 30% nas vendas em relação a fevereiro. Para o economista da Escola Nacional de Administração Pública, Enap, José Luiz Pagnussat, a elevação nas vendas do setor é mais um sinal de retomada da economia brasileira.




Economista - José Luiz Pagnussat: O comportamento da indústria automobilística é o melhor sinal de ativação da economia. É um setor em que o consumidor normalmente recua quando está com expectativa negativa em relação ao futuro e aí volta para o mercado, comprar o automóvel no momento em que ele está mais confiante, sua renda está crescendo.




Repórter Paulo La Salvia: Se as vendas cresceram nas concessionárias, a produção também aumentou na indústria. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, foram produzidos cerca de 700 mil veículos nos três primeiros meses deste ano, uma ampliação de quase 15% na comparação com igual período de 2017. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, avalia que o segmento ainda pode acelerar mais, o que vai ter impactos positivos nos próximos meses.




Presidente da Anfavea - Antonio Megale: Nos já estamos chegando muito próximos à média dos últimos dez anos de produção. Então, quando a gente olha que a associação do mercado interno cresce junto às importações, ele está trazendo uma maior utilização da nossa capacidade instalada. Ainda temos uma ociosidade, mas nós estamos trabalhando bastante nessa direção de ocupar, de uma forma mais importante, a nossa capacidade instalada. Isso é bom porque é geração de emprego e renda, e é isso que o Brasil precisa.




Repórter Paulo La Salvia: No primeiro trimestre deste ano as importações de veículos também aumentaram, segunda a Anfavea. Em relação a igual período do ano passado, o aumento foi superior a 3%, com mais de 180 mil veículos vendidos para o exterior, o que representa 25% da produção nacional. Reportagem, Paulo La Salvia.




Nasi: 19h19 em Brasília.




"Momento Social".




Alessandra: A pergunta do momento social de hoje foi feita por meio da página do Facebook do Bolsa Família.




Nasi: A Ana Paula Moraes, de São Paulo, e a Daniele Cristina, de Belém, querem saber como participar do Programa Criança Feliz. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, responde.




Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Daniele e Ana Paula, é necessário para participar do Programa Criança Feliz, que vocês procurem o Centro de Referência de Assistência Social, o CRAS do seu município, para verificar se você está no perfil do programa e se já começaram os atendimentos no município. O Criança Feliz acompanha semanalmente as crianças e gestantes beneficiárias do Programa Bolsa Família até os três anos de idade. Já que aquelas crianças com algum tipo de deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, têm atendimento até os seis anos de idade. Nas visitas os técnicos capacitados orientam a família como estimular melhor a criança no início da vida e mostram que esse é um momento importantíssimo para a formação, para o desenvolvimento das competências, da inteligência, que pode modificar toda a trajetória de vida dessas crianças. Eu aproveito o momento, aproveito o programa para me despedir. Eu estou cumprindo o meu tempo de ministro. Devo sair agora para poder participar das eleições, é um prazo que a lei nos permite. Mas quero dizer que nesse período que nós estivemos à frente do Ministério fizemos muito: criamos o Programa Criança Feliz, criamos o Programa Progredir para gerar emprego e renda, principalmente para os jovens do Bolsa Família, para que eles tenham uma oportunidade maior, um mundo melhor pela frente, fizemos programas de combate à seca com cisternas, com recursos recordes, fizemos programas de compra de alimentos, inclusive compras institucionais também em grande quantidade da agricultura familiar, fizemos também uma grande economia de gastos que eram gastos injustos. O Bolsa Família sempre teve uma fila de um milhão de famílias todo mês que precisavam entrar no programa e não conseguiam porque a sua vaga estava ocupada por alguém que não precisava e que estava ganhando indevidamente o benefício. Com esse pente-fino que fizemos não tem mais fila no Bolsa Família. Acabou a fila desde julho do ano passado e, hoje, qualquer família que precisar do programa e inscreve e passa a receber no mesmo mês ou no mês seguinte.




Alessandra: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais mande para a gente.




Nasi: Pode ser por e-mail no endereço voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia..




Alessandra: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz sempre na quinta-feira. Participe!




"Vamos dançar o boi, 'pessoar'!"




Nasi: Uma brincadeira que se tornou tradição no país.




Alessandra: Estamos falando do bumba-meu-boi, uma mistura de música, dança, religiosidade e lendas para contar histórias sobre a morte e ressurreição de um boi.




Nasi: A tradição popular já é patrimônio cultural brasileiro e agora pode alcançar o mundo.




Alessandra: O Brasil vai pedir à Unesco, órgão ligado às Nações Unidas, que classifique o bumba-meu-boi como patrimônio imaterial da humanidade.




Nasi: O primeiro passo para esse conhecimento foi dado hoje.




Repórter Cleide Lopes: A brincadeira está presente em diversas cidades do Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, e mais fortemente no Maranhão. Envolve formas de expressão musical, religiosa, coreografia cênica, plástica e lúdica. Considerado patrimônio cultural do Brasil, desde 2011, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, o complexo cultural do bumba-meu-boi pode se tornar agora patrimônio cultura imaterial da humanidade. O Iphan entregou a candidata do boi do Maranhão nesta quinta-feira para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Unesco. A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, explica o que isso significa para o país.




Presidente do Iphan - Kátia Bogéa: O Brasil já é um país que tem uma dimensão continental e é um país que, no mundo, geopoliticamente, ele é conhecido como um país que contém uma diversidade cultural gigantesca. É uma manifestação que traduz essa diversidade cultural do nosso país.




Repórter Cleide Lopes: No Maranhão existem mais de 400 grupos de bumba-meu-boi. Um deles é o boi do Leonardo, do bairro da Liberdade. Em 1956 ele fundou a agremiação para cumprir uma promessa por ter sido curado de uma doença. Hoje, 62 anos depois, a família ainda tem a tradição de levar a brincadeira para a rua. Para a filha de Leonardo Santos, Cláudia Regina Santos, bordadeira das alegorias do boi, o reconhecimento do bumba-meu-boi como patrimônio da humanidade é uma forma de preservar essa rica cultura.




Bordadeira - Cláudia Regina Santos: E agora ele não vai ser só nosso. Agora o mundo é que vai saber que existe, que vai conhecer a nossa história. Então, para a gente vai ser bom, bom para continuar a nossa história sendo contada.




Repórter Cleide Lopes: A titulação internacional do bumba-meu-boi deve ser analisada já no ano que vem. Se aprovada, esse será o sexto bem cultural do Brasil a ter esse reconhecimento internacional do campo no imaterial, como já aconteceu, por exemplo, com o frevo do Recife, o Ciro de Nazaré, a roda de capoeira e o samba de roda do recôncavo baiano. Reportagem, Cleide Lopes.




Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.




Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.




Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.




Alessandra: Boa noite para você e até amanhã.




"Brasil, ordem e progresso".