05 DE JULHO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques de hoje na Voz do Brasil: Liberados mais R$ 4 bilhões em microcrédito para famílias de baixa renda. E presidente Michel Temer diz que ideia é incentivar empreendedorismo e dar autonomia a população que mais precisa; Cai o número de crianças vacinadas contra pólio e doença já eliminada no país pode voltar; Anvisa zera fila de registros para genéricos e oferta de medicamentos mais baratos vai aumentar; Vamos falar do novo plano para reduzir casos e mortes por hepatite no Brasil.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 5 de julho de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Liberados mais R$ 4 bilhões em microcrédito para famílias de baixa renda. Paulo La Salvia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O financiamento com juros baixos é voltado a pessoas que recebem o Bolsa Família e querem investir no seu próprio negócio.

 

Nasi: Presidente Michel Temer diz que a ideia é incentivar empreendedorismo e dar autonomia à população que mais precisa.

 

Presidente Michel Temer: Ancorado, como disse, na ideia do microcrédito visa a fazer, porque quem sabe, daqui a 20 anos... não, menos, dez anos, quem sabe, nós todos estejamos aqui dizendo: "O Bolsa Família deu certo, mas deu certo o Progredir porque agora não precisa mais do Bolsa Família".

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Cai o número de crianças vacinadas contra a pólio, e doença já eliminada no país pode voltar. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em 312 municípios a vacina chegou a menos da metade das crianças com até um ano, os dados acenderam o alerta no Ministério da Saúde.

 

Gabriela: Anvisa zera fila de registros para genéricos e oferta de medicamentos mais baratos vai aumentar. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: A partir de setembro, a análise do processo de pedidos de registros será mais rápida.

 

Nasi: E vamos falar do novo plano para reduzir casos e mortes por hepatites no Brasil.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Ela foi eliminada no Brasil há 29 anos.

 

Nasi: Tanto tempo livre da paralisia infantil não quer dizer que a doença não retorne ao país.

 

Gabriela: Com resultados poucos satisfatórios da vacinação, o Ministério da Saúde faz o alerta.

 

Nasi: É preciso conscientizar papais e mamães para que levem seus filhos para receber a vacina.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com apenas nove meses de idade, o jornalista Jairo Marques contraiu poliomielite. Ele não esquece que por muito pouco hoje sua vida seria diferente. Das três doses obrigatórias da vacina contra a paralisia infantil, Jairo só tomou duas, e as consciências foram devastadoras.

 

Jornalista - Jairo Marques: Isso implica meses aí de internação, implica dezenas de cirurgias corretivas, implica, enfim, na limitação, de certa maneira, da infância, da adolescência e até a vida adulta.

 

Repórter Gabriela Noronha: A poliomielite é uma doença infectocontagiosa transmitida por um vírus e atinge principalmente crianças de até quatro anos. Há 29 anos o Brasil não tem um único caso de poliomielite ou paralisia infantil. Tanto tempo que muitos pais deixaram de se preocupar com a doença e o reflexo está nas campanhas de vacinação. No ano passado, em 312 municípios, a vacina chegou a menos da metade das crianças com até um ano. Os dados acenderam o alerta no Ministério da Saúde, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações - Carla Domingues: Hoje, com a possibilidade de pessoas viajarem, seja pelo turismo, pelo comércio, então, rapidamente uma pessoa doente que está num país, ela pode se deslocar para outro país. Se nós tivermos baixas cobertura vacinais, essa doença que não acontece no nosso país há 29 anos poderá voltar a acontecer.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje, cadeirante, Jairo não quer uma repetição do passado e se emocionou ao levar a filha ao posto de saúde para tomar a vacina.

 

Jornalista - Jairo Marques: O dia que ela se vacinou contra a pólio foi um dia de muita realização na minha vida, foi um dia muito emocionante, inclusive, de garantir a ela que ela vai ter aí... caminhar, tão básico para o ser humano, como subir, como correr.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite para imunizar crianças de até cinco anos será de 6 de agosto até o fim do mês, dia 31. A meta é chegar a 95% das crianças, mesmo as já vacinadas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Mais remédios e com preços mais baixos.

 

Nasi: A Anvisa zerou a fila de pedidos para registros de medicamentos genéricos.

 

Gabriela: Isso significa que a análise de processos para novos remédios vai ficar mais rápida, fazendo chegar um número ainda maior de similares nas farmácias.

 

Repórter Cleide Lopes: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, comemorou, nesta quinta-feira, a maioridade dos medicamentos genéricos. Há 18 anos a agência concedia o registro do primeiro medicamento dessa linha, uma política pública que proporcionou à população maior acesso aos medicamentos com preços menores, que o brasiliense João Paulo Matos pode comprovar.

 

Entrevistado - João Paulo Matos: Costumo comprar porque a qualidade dos remédios se equivale aos originais, dá confiabilidade para a gente, né?

 

Repórter Cleide Lopes: Opinião também compartilhada pelo estudante Flaviano de Souza.

 

Estudante - Flaviano de Souza: Costumo comprar sim, porque é mais barato, né? Também está muito em conta e para mim não tem diferença.

 

Repórter Cleide Lopes: Em comemoração aos 18 anos de lançamento, a Anvisa anunciou o fim da fila para registro de medicamentos genéricos. Assim, de acordo com o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, a partir de setembro, a análise do processo de pedidos de registro será mais rápida.

 

Presidente da Anvisa - Jarbas Barbosa: Quando a empresa protocola um pedido de registro, ele não vai ficar mais um ano esperando até começar a ser analisado, ele começa a ser analisado imediatamente. Se todas as informações no dossiê estão completas, vai levar em torno de seis meses, o que vai aumentar bastante a oferta de produtos para a população.

 

Repórter Cleide Lopes: E além do impacto na saúde da população, os genéricos também movimentam a indústria farmacêutica do país, como afirma a presidente do PróGenéricos da Anvisa, Telma Salles.

 

Presidente do PróGenéricos da Anvisa - Telma Salles: E se você hoje consegue baixar o preço de um medicamento em 60%, 70%, você consegue fazer com que mais pessoas possam utilizá-lo. As indústrias hoje estão muito capacitadas tecnologicamente, gerou novos empregos, criou outras categorias de aperfeiçoamento profissional.

 

Repórter Cleide Lopes: Atualmente, o Brasil conta com 6,3 mil produtos diferentes no mercado e quase 80% são genéricos. Eles chegam à população até 45% mais baratos do que os remédios de referência. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Diminuir em até 90% o número de novos casos de hepatite C. Uma doença silenciosa que pode até matar.

 

Gabriela: Para isso, o Ministério da Saúde quer ampliar o diagnóstico rápido da doença, com a realização de testes rápidos e melhorar o atendimento no SUS.

 

Nasi: O tratamento na rede pública possibilita mais de 90% de chances de cura da doença.

 

Repórter Pablo Mundim: No Brasil foram registrados, no ano passado, cerca de 24 mil novos casos, segundo o Ministério da Saúde. E a doença também mata, foram mais 23 mil vítimas entre 2000 e 2016. Para diminuir os casos de hepatite C no país o Ministério da Saúde lançou um plano até 2030. A meta é reduzir em 65% a mortalidade por hepatite C, e em 90% o número de novos casos, como explica a diretora do Departamento de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

 

Diretora do Departamento de Hepatites Virais - Adele Benzaken: Hoje, qualquer pessoa pode buscar uma unidade de saúde e ser testada para hepatite B e C. Esses testes rápidos, no ano passado, foram 6 milhões de cada um desses testes distribuídos pelo país. E esse ano a nossa meta é ainda aumentar mais e ampliar mais essa testagem.

 

Repórter Pablo Mundim: O vírus da hepatite C é transmitido por sangue contaminado, sexo desprotegido e por objetos cortantes ou perfurantes, como seringas, tesouras e até aparelhos de barbear. A doença normalmente se manifesta tardiamente. Fazer exames para detectar a infecção ainda no início aumenta as chances de cura. A diretora do Departamento de Hepatites Virais, explica que, por isso, o Ministério da Saúde quer incentivar os testes entre os adultos acima de 40 anos, que são as pessoas mais expostas à hepatite C.

 

Diretora do Departamento de Hepatites Virais - Adele Benzaken: Onde é que estão essas pessoas? Elas estão nas clínicas de diabetes, nas clínicas de hipertensos. Então, é lá que nós estamos dando o maior foco para que esses profissionais e esses técnicos ofereçam e testem com o teste rápido na unidade de saúde, onde essas pessoas são atendidas.

 

Repórter Pablo Mundim: O Ministério da Saúde distribuiu 6 milhões de testes rápidos para a hepatite C em todo o país em 2017, e serão 30 milhões até 2025. Além do diagnóstico, o paciente também pode ter o tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. Já foram quase 77 mil pacientes tratados com taxas de cura superiores a 90%. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: Uma oportunidade a mais para famílias de baixa renda que querem investir no próprio negócio.

 

Nasi: O Presidente Michel Temer anunciou, hoje, mais dinheiro para oferecer pequenos empréstimos pelo Programa Progredir.

 

Gabriela: São mais R$ 4 bilhões que podem ser usados para fortalecer pequenos negócios, como um salão de beleza ou uma barbearia.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Microcrédito Produtivo vai ser ampliado para pessoas de baixa renda que estão inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais, o Cadúnico, isso inclui todos os beneficiários do Bolsa Família. O empréstimo é de no máximo R$ 15 mil por pessoa e vai poder ser tomado pelos próximos 12 meses. O Presidente Michel Temer fez um anúncio dos novos recursos.

 

Presidente Michel Temer: Além dos R$ 3 bilhões já utilizados, né, Beltrame? Agora, a partir de hoje, mais R$ 4 bilhões estão à disposição nos bancos públicos e nos bancos particulares.

 

Repórter Paulo La Salvia: A ampliação dos recursos ocorre dentro do Plano Progredir. Lançado no ano passado, ele prevê oferta de crédito capacitação de pessoas que trabalham por conta própria e educação financeira. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, explicou que a ideia é promover a emancipação das pessoas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: As políticas sociais, elas devem ser libertadoras, elas devem ser promotoras de autonomia, promotoras de emancipação e não de mais dependência.

 

Repórter Paulo La Salvia: Cláudia Costa tem um salão de beleza no Distrito Federal, há três anos ela entendeu que a acessar linhas de microcrédito poderia potencializar o negócio. Por conta disso, já fez três operações junto à Caixa Econômica Federal, o que permitiu a ela comprar cera de cabelo, luvas e macas para as clientes. Cláudia Costa avalia que o crédito dá autonomia ao empreendedor.

 

Empresária - Cláudia Costa: Então, você precisa gerar o seu movimento. E com esse microcrédito, ele te ajuda, pelo menos no começo, você gerar um fundo, né, de caixa para você começar a trabalhar.

 

Repórter Paulo La Salvia: Para conseguir o pequeno empréstimo, o cidadão que está no Cadastro Único precisa se inscrever no Plano Progredir pela internet. O endereço é: www.mds.gov.br/progredir. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: Em dez meses de programa, já foram liberados R$ 3 bilhões a mais de um 1 bilhão de pessoas.

 

Gabriela: Incentivo ao setor automotivo e à geração de empregos.

 

Nasi: Presidente Michel Temer lança a Rota 2030.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos dar os detalhes do programa, que vai aumentar investimentos em tecnologia na indústria.

 

Nasi: E impulsionar a fabricação de carros elétricos no Brasil.

 

"Rio de Janeiro - Ação Federal no Combate ao Crime".

 

Gabriela: A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro tem dada para acabar, dia 31 de dezembro deste ano.

 

Nasi: Mas, além das operações de combate ao crime organizado, das estruturas policiais, a intervenção vai deixar um legado, ou melhor, uma herança para garantir segurança de longo prazo à população.

 

Gabriela: E é sobre isso que vamos falar na última reportagem da nossa série especial sobre a intervenção.

 

Nasi: É a edição é de Eduardo Biagini, com sonorização de José Maria Machado.

 

Repórter Luana Karen: Encontramos o José Antônio Matas jogando cartas numa praça de Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, numa quarta-feira à tarde. A tranquilidade com que leva a vida é o que ele deseja para os outros cariocas. O aposentado acredita que a intervenção federal no estado pode ajudar.

 

Aposentado - José Antônio Matas: Foi uma medida adotada boa, entendeu? Porque o negócio estava demais, você passava em qualquer lugar, as pessoas passavam, eram assaltadas.

 

Repórter Luana Karen: Com data certa para acabar, a intervenção federal também prevê pedidas para o amanhã, quando o comando de segurança pública retornar ao estado do Rio de Janeiro. O plano que guia a intervenção prevê ações até 31 de dezembro 2018, data final da iniciativa, mas traz também sugestões para o próximo governo. E muitos dos projetos vão precisar de continuidade a partir de 2019, é o que afirma o interventor federal, general Braga Netto.

 

Interventor federal - Braga Netto: Eu não consigo, por exemplo, terminar grandes obras, obras de penitenciárias, obras de delegacias num período feito esse. E, muitas vezes, eles recebiam os recursos, nós temos essas informações, e não conseguiam concluir, usar o recurso porque não tinham projetos. Então, nós vamos deixar projetos para eles e tudo com a participação deles.

 

Repórter Luana Karen: O legado da intervenção não fica restrito ao Rio de Janeiro, medidas como a criação do Sistema Único de Segurança Pública e do próprio Ministério da Segurança Pública vão permitir uma atuação integrada das forças em todo o país. Além disso, para o general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a experiência da intervenção gera conhecimento, que pode, depois, ser partilhado com outros estados.

 

Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro - Richard Nunes: Agora o que nós estamos tratando de fazer é uma reestruturação de todo o aparelhamento da segurança pública, e isto pode, efetivamente se salutar para todo o país, porque, a partir das experiências adotadas aqui, nós podemos influenciar bastante esse Sistema Único de Segurança Pública que está em gestação, que está começando agora.

 

Repórter Luana Karen: Além de destinar recursos para reequipar as forças de segurança do Rio de Janeiro, o Governo Federal, por meio do BNDES, anunciou uma linha de crédito para que os demais estados, além de municípios do país, também possam comprar equipamentos para as polícias. São R$ 42 bilhões disponíveis pelos próximos cinco anos a juros mais baixos. Desse total, R$ 5 bilhões estão disponíveis até o final deste ano, é o que explica a presidente do BNDES, Diogo Oliveira.

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: São R$ 4 bilhões através de uma linha chamada BNDES Pró-Segurança, e um R$ 1 bilhão por meio das linhas tradicionais do banco. A diferença é a linha Pró-Segurança, ela é toda formatada para ser bastante ágil. Então, são R$ 4 bilhões, podem ser usados para comprar viaturas, coletes, armas e outros equipamentos para segurança.

 

Repórter Luana Karen: O agente de portaria Aroldo Gregório Alves, comparou a intervenção a uma faxina em casa e afirma que está confiante no futuro.

 

Agente de portaria - Aroldo Gregório Alves: Nós temos tudo para ser feliz, andando de um lado para o outro sem ninguém interromper, você pode sentar numa praça, você pode viver, entendeu? Pode manusear seu celular. Vai ajudar muito, vai arrumar a casa, vai entregar a casa arrumada, está entendendo?

 

Repórter Luana Karen: O governo também destinou recursos das loterias para o Ministério da Segurança, que vai coordenar ações de todo o país em parceria com os estados. Até 2022 devem ser repassados R$ 4,3 bilhões. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: O Governo Federal continua trabalhando para reunir as famílias brasileiras que foram separadas ao tentar entrar nos Estados Unidos.

 

Nasi: Os ministros nas Relações Exteriores e dos Direitos Humanos estão em Chicago, uma das cidades norte americanas que receberam menores brasileiros enviados para abrigos.

 

Gabriela: A correspondente Paola de Orte está em Chicago para acompanhar a visita dos ministros, e tem, ao vivo, as informações. Boa noite, Paola.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Os ministros da Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, visitaram hoje dois abrigos onde estão cerca de 20 crianças brasileiras aqui em Chicago, nos Estados Unidos. Nesta região estão 32 das 54 crianças brasileiras que foram separadas dos pais depois de terem cruzado a fronteira entre o México e os Estados Unidos, supostamente de maneira ilegal. A separação das famílias de brasileiros e de outras nacionalidades é consciência da política de tolerância zero contra a imigração ilegal, implementada em maio pelo presidente norte-americano Donald Trump. Segundo o ministro de Direitos Humanos, o governo brasileiro está trabalhando para que a vontade das famílias seja respeitada. Hoje, uma família brasileira, separada ao entrar nos Estados Unidos, conseguiu se reunir. Cirlei Paixão e o filho Diego, de dez anos, seguem agora para viver em Massachusetts, onde têm amigos.

 

Entrevistada - Cirlei Paixão: Um alívio muito grande, muito grande. Um alívio, assim, que é um peso que tirou das minhas costas. Agora é ir para casa, seguir a vida, conseguir um trabalho, ele vai para a escola. A gente vai tentar ter uma vida normal, esquecer isso tudo o que aconteceu, essa parte ruim.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Amanhã e no sábado, os ministros Aloysio Nunes Ferreira e Gustavo Borges se reunirão com embaixadores e outros representantes diplomáticos brasileiros nos Estados Unidos, Canadá e México para tratar dessa e de outras questões migratórias. Eles vão discutir, por exemplo, apoio consular prestado aos menores e assistência jurídica a pais e responsáveis para reunificação familiar. Ao vivo, de Chicago, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Nasi: Incentivo ao setor automotivo e para geração de empregos.

 

Gabriela: O Presidente Michel Temer lança a Rota 2030 para aumentar investimentos em tecnologia na indústria e impulsionar, por exemplo, a fabricação de carros elétricos no Brasil.

 

Nasi: O anúncio aconteceu agora a pouco, no Palácio do Planalto, e quem está lá é o repórter Paulo La Salvia, que tem mais informações. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O Rota 2030 estabelece metas para os próximos 15 anos no setor automotivo. O objetivo é dar incentivos tributários, ou seja, abatimento de impostos na forma de créditos para a indústria ao investir em tecnologia, inovação, segurança e eficiência energética. Por exemplo, em pesquisa e desenvolvimento a ideia é conceder R$ 1,5 bilhão por ano de redução em impostos caso o setor industrial faça um aporte mínimo de R$ 5 bilhões por ano no mesmo setor. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículo Automotores, a Anfavea, Antônio Megale, o Rota 2030 vai manter no país o conhecimento criado na área e também vai permitir que a indústria responda às necessidades do Brasil.

 

Presidente da Anfavea - Antônio Megale: É um programa transformador para nós. Vamos dar a resposta no sentido de maiores investimentos, produzir cada vez veículos mais econômicos, trazendo maior economia de combustível, melhorando a sustentabilidade, reduzindo a emissão de gás de efeito estufa, e, com isso, trazendo uma situação melhor de sustentabilidade para todo o país, toda a população.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O Presidente Michel Temer destacou que o Rota 2030 representa um incremento na indústria automobilística, e apontou outro impacto no novo regime automotivo.

 

Presidente Michel Temer: Isto vai significar o incremento, naturalmente, da indústria automobilística. Vocês vejam que neste mês de maio, em face da greve dos caminhoneiros, não é, nós tivemos uma redução na produção industrial. Mas eu penso que a simples divulgação deste ato vai ter uma repercussão extraordinária no mercado nacional e no mercado internacional. E, seguramente, como dissera o Megale e o Gandini, isto vai gerar empregos, que é o que mais nós queremos no nosso país.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): O Rota 2030 também vai permitir a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, em até 7% para veículos. A regra vai valer para carros híbridos, que se movem a álcool e gasolina, e elétricos. O setor automotivo deve gerar... o setor automotivo gera cerca de 1,3 milhão empregos no país e é responsável por 4% de tudo o que é produzido pela economia brasileira por ano. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: O tráfico de pessoas é um dos crimes que mais cresceram em todo o mundo nas últimas décadas, e chama a atenção mundial por desrespeitar diretamente os direitos humanos.

 

Nasi: E para combater esse crime, o Brasil criou uma série de ações para os próximos quatro anos.

 

Gabriela: É o terceiro Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lançado hoje.

 

Nasi: A repórter Raíssa Lopes acompanhou e traz, ao vivo, os detalhes. Uma boa noite, Raíssa.

 

Repórter Raíssa Lopes (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, ouvintes da Voz do Brasil. Prevenção e repreensão são as palavras que regem as 58 metas para os próximos quatro anos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, lançado hoje, pelo Ministério da Justiça. Entre as principais ações estão a reinserção das vítimas à sociedade, ao mercado de trabalho e o treinamento de servidores para a conscientização da população sobre o que é tráfico de pessoas, como explica a coordenadora-geral de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, Renata Braz.

 

Coordenadora-geral de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas - Renata Braz: O enfrentamento ao tráfico de pessoas, ele passa, sobretudo, por uma capacitação e uma divulgação do que é esse crime. Ainda que seja um crime muito antigo, de anos, ele é um crime invisível.

 

Repórter Raíssa Lopes (ao vivo): O plano, além da prevenção e repreensão, concentra-se na responsabilização dos autores e no suporte às vítimas. O foco são populares consideradas vulneráveis, como crianças, adolescentes, mulheres, população LGBT e vítimas de trabalho escravo. O secretário nacional de Justiça, Luiz Pontel de Souza, lembra que o plano também prevê a proteção da população de fronteira e dos imigrantes.

 

Secretário nacional de Justiça - Luiz Pontel de Souza: É uma proteção social daquelas pessoas que estão na região de fronteira e que são potenciais vítimas de tráfico, ele também contempla essa situação. E a nossa preocupação também é nesse sentido, de proteção social dessa população, inclusive, a população imigrante que vem... está ingressando no país.

 

Repórter Raíssa Lopes (ao vivo): De acordo com o Ministério Público Federal, em fevereiro, o Brasil contava com 38 investigações em andamento e 24 processos na justiça, sendo Goiás o estado brasileiro com maior número de casos investigados, seguido pelo Rio Grande do Sul e Ceará. Segue com vocês no estúdio.

 

Gabriela: E uma última informação. Em nota divulgada agora à noite, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República comunica que o Presidente Michel Temer recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho, Helton Yomura.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil. Governo Federal".