05 DE SETEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Governo mobiliza órgãos públicos e iniciativa privada para apoio ao fundo que vai receber doações para museus do país; Volume de crédito para pequenas empresas volta a crescer; Hoje, mais 217 venezuelanos deixaram Roraima, com destino a outros estados brasileiros.

audio/mpeg Voz_do_Brasil_05_09_18.mp3 — 22514 KB




Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 05 de setembro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: União de esforços para manter atividades culturais e museus em todo o país.

 

Nasi: Governo mobiliza órgãos públicos e iniciativa privada para apoio ao fundo que vai receber doações. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Unir esforços de entidades públicas e privadas foi objetivo do encontro do presidente Michel Temer com representantes de bancos públicos e privados e grandes empresas hoje em Brasília.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Pequenas empresas são voltando a investir para gerar mais emprego e renda. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: O volume de crédito para pequenos negócios voltou a crescer no primeiro semestre.

 

Gabriela: E hoje, mais 217 venezuelanos deixaram Roraima com destino a outros estados brasileiros. Luana Karen.

 

Repórter Gabriela Noronha: A partir de agora, a meta do Governo Federal é transferir pelo menos 400 pessoas por semana. A ideia é dar condições dignas para que eles possam recomeçar.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para a assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O governo segue mobilizado em unir esforços para restaurar o Museu Nacional e recuperar o acervo, tão importante para a história do país.

 

Gabriela: O museu foi incendiado no último domingo e hoje o Presidente Michel Temer se reuniu com órgãos públicos e iniciativa privada para falar sobre os fundos que vão auxiliar na manutenção dos principais museus do país.

 

Nasi: O repórter Pablo Mundim explica para gente como será essa cooperação.

 

Repórter Pablo Mundim: Unir esforços de entidades públicas e privadas para restaurar o Museu Nacional, além de garantir a manutenção dos museus e evitar que outra entidade ou acervo seja perdido foi o objetivo do encontro do presidente Michel Temer com representantes de bancos públicos e privados de federações da indústria e grandes empresas hoje em Brasília. No encontro o presidente falou sobre a importância da cooperação de todas as entidades e da sociedade na gestão dos recursos que serão doados para auxiliar a manutenção dos principais museus do país.

 

Presidente Michel Temer: E por que é que a mobilização nacional é importante? Não apenas para a questão da recuperação do Museu Nacional, mas para que a sociedade brasileira toda se integrasse por meio desses fundos que nós iríamos criando, e são fundos de natureza privada, portanto, fiscalizados e com a participação efetiva daqueles que fizerem as contribuições, mas seria uma conjugação de esforços para a manutenção de todo o patrimônio histórico brasileiro.

 

Repórter Pablo Mundim: O presidente de banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, explicou a importância da mobilização nacional no projeto de reconstrução do Museu Nacional.

 

Presidente de Banco do Brasil - Paulo Rogério Caffarelli: É importante que nesse momento haja uma união entre as empresas públicas, as empresas privadas para que nós possamos, juntamente com o Governo Federal, fazer um trabalho para que, o mais rápido possível, a gente possa trabalhar na recuperação do museu, a recuperação estrutural, a recuperação física, mas, principalmente também com relação ao seu acervo, no sentido de nós protegermos a cultura nacional.

 

Repórter Pablo Mundim: Murilo Portugal Filho, presidente da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, destacou como será a participação dos bancos no fundo.

 

Presidente da Febraban - Murilo Portugal Filho: Essa tragédia que se abateu sobre o nosso país criou também um sentimento de que é preciso fazer uma coisa além do Museu Nacional. Então, a segunda vertente é de eventualmente existirem recursos também para que um trabalho de prevenção seja feito em relação aos outros museus mais importantes do Brasil.

 

Repórter Pablo Mundim: O diretor de relações institucionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Firjan, Márcio Fortes, destacou a preocupação da entidade com outros prédios públicos que também precisam esse apoio.

 

Diretor de relações institucionais da Firjan -Márcio Fortes: Porque a nossa proposta não é só do museu, é também, no Rio de Janeiro, há prédios públicos que têm relevância histórica, só lembrar o Palácio Itamaraty, que é muito pouco utilizado, já teve riscos lá de incêndio e nós queremos também dirigir recursos para sua recomposição.

 

Repórter Pablo Mundim: Uma Medida Provisória que deverá ser editada nos próximos dias vai trazer os detalhes da criação dos fundos patrimoniais que vão garantir a manutenção dos principais museus do país. Os doadores do fundo vão poder deduzir custos com o imposto de renda ao destinar recursos a atividades culturais. O governo também estuda a doação de pessoas físicas. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E não são só as empresas brasileiras que querem colaborar com o país na reconstrução do Museu Nacional.

 

Nasi: Entidades americanas também querem auxiliar na recuperação do acervo. A nossa correspondente nos Estados Unidos, Paola de Orte, traz mais informações.

 

Repórter Paola de Orte: A National Geographic Society, uma Organização Não Governamental voltada para a promoção do conhecimento científico, anunciou que também quer ajudar na recuperação do Museu Nacional. O diretor-executivo da instituição, Gary Knell, disse que o Museu Nacional era um Tesouro Nacional e um dos mais reconhecidos da América Latina. Ele disse ainda que a instituição quer trabalhar com o governo do Brasil para contribuir na recuperação de parte do acervo perdido com o incêndio com objetos que possam ser reaplicados a partir de outras coleções. Segundo o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, outras instituições norte-americanas querem cooperar com o Brasil. Hoje, a instituição Smithsonian, um grupo de museus e centros de pesquisa administrados pelo governo dos Estados Unidos, também anunciou que ir lá colaborar com o governo brasileiro na reestruturação do Museu Nacional. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Gabriela: Os pequenos negócios no Brasil estão voltando a investir para gerar mais emprego e renda.

 

Nasi: O volume de crédito para pequenas empresas subiu do primeiro semestre deste ano.

 

Gabriela: E a inadimplência das micro e pequenas também caiu, deixando o setor mais otimista para novos investimentos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Cândida Oliveira sobre morou na zona rural do município de Caucaia, no estado do Ceará. Seus pais trabalhavam com corte de cabelo, mas, informalmente, já que a região onde moram não tinha um salão de beleza. Foi quando ela e a irmã tiveram a ideia de montar um pequeno negócio no ramo, e, para isso, contaram com a ajuda de um financiamento.

 

Entrevistada - Cândida Oliveira: Hoje a gente está terminando de construir nosso salão e a gente está conseguindo isso através do financiamento, porque é um investimento alto, porque, assim, as parcelas de juros são muito baixas.

 

Repórter Graziela Mendonça: E o volume de crédito de para negócios, como o de Cândida, voltou a crescer no primeiro semestre de 2018. É o que mostram os dados divulgados hoje pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae. As concessões de crédito para as pequenas empresas, por exemplo, subiram de R$ 39 bilhões, nos três primeiros meses do ano, para R$ 42 bilhões no segundo trimestre. Segundo o gerente de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Comin, esse aumento ainda é discreto, mas já sinaliza uma melhora no ambiente de negócios.

 

Gerente de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae - Alexandre Comin: Sinaliza uma mudança de tendência do crédito que vinha caindo o trimestre, praticamente todos os trimestres para todo mundo.

 

Repórter Graziela Mendonça: A pesquisa do Sebrae mostrou ainda uma redução da inadimplência nas micro e pequenas empresas. O índice caiu de 10,9% para 7,9% do ano passado para cá. O gerente do Sebrae afirma que isso traz mais confiança para o mercado.

 

Gerente de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae - Alexandre Comin: Isso significa, olhando para frente, uma diminuição do estresse do mercado financeiro, porque essa é a informação que os bancos olham com muita atenção, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: As micro e pequenas empresas representam 98,5% de todas as empresas do Brasil. Já são 12 milhões de empreendimentos. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: E as micro e pequenas empresas do setor de turismo vão receber investimentos de R$ 200 milhões com convênio entre a Embratur, Ministério do Turismo e o Sebrae.

 

Gabriela: Nos próximos dois anos, serão desenvolvidas iniciativas de inovação, qualificação e promoção internacional dos destinos.

 

Nasi: O turismo no Brasil gera 7 milhões de empregos e o governo quer aumentar para 9 milhões nos próximos sete anos.

 

Gabriela: O caminho, de acordo com o Ministério do Turismo, passa pela criatividade, maior uso das tecnologias e maior acesso ao crédito.

 

Repórter Gabriela Noronha: O analista de redes sociais, Danilo Lima, que mora em Aracaju, queria fazer uma viagem diferente, descobriu na internet o passeio Tour de Boteco e embarcou para Curitiba, no Sul do país.

 

Analista de redes sociais - Danilo Lima: Fizemos um passeio que chama Tour de Boteco. E nós pesquisamos isso na internet para poder ver o passeio, o que a gente ia fazer em Curitiba.

 

Gabriela: O passeio a pé passa por quatro bares de Curitiba, foi idealizado pela publicitária Carol Moreno, que usou a criatividade e a internet para oferecer o serviço diferenciado.

 

Publicitária - Carol Moreno: Bom, eu acho que hoje em dia é o meio que a gente consegue atingir mais pessoas. Uso muito redes sociais, acho que a abrangência é muito maior quando a gente trabalha com meios digitais.

 

Repórter Gabriela Noronha: E o governo quer apoiar projetos assim, unindo criatividade e tecnologia. Para isso, o Ministério do Turismo, a Embratur, Sebrae e empresários do setor estão buscando novos caminhos para incentivar o setor e gerar empregos, como explica o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: Quando você entra com tecnologia, visto eletrônico, reconhecimento facial, venda online de passagens, tudo aumenta o turismo. O turismo mundial está crescendo muito e crescendo no Brasil. Nós precisamos aumentar isso, para ter mais impacto, gerar mais empregos ainda.

 

Repórter Gabriela Noronha: A ideia ampliar o ambiente de novos negócios no turismo, abrindo espaço principalmente para micro e pequenas empresas. De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, os pequenos negócios representante 95% dos prestadores de serviço no turismo.

 

Presidente do Sebrae - Guilherme Afif Domingos: Juntar as forças, juntar os pequenos, juntar o planejamento do turismo, juntar os recursos dos bancos públicos e nós fazermos o trabalho do crédito assistido.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Sebrae também vai promover a capacitação de prefeituras interessadas na captação de investimentos para o setor turístico. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E o feriado prolongado de 7 de Setembro deve ser positivo para a economia do país.

 

Gabriela: O Ministério do Turismo prevê que serão realizadas mais de 2 milhões de viagens no período, movimentando quase R$ 5 bilhões.

 

Nasi: Só este ano a estimativa é que os feriadões injetem R$ 29 bilhões na economia.

 

Gabriela: Para o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, viagens e gastos com o turismo trazem crescimento do país.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: Isso é muito importante nesse momento, porque ajuda a ativar a economia brasileira, ativar os negócios do turismo. Além disso, um impacto de multiplicação, porque depois que o turista for embora esse dinheiro vai circular na economia, a economia não para, a economia do turismo acelera e se desenvolve gerando emprego e renda, fazendo no Brasil o que faz no mundo. No ano passado um em cada cinco empregos no mundo foram gerados no turismo.

 

Nasi: Ainda nesta edição vamos falar de mais 217 venezuelanos que deixaram hoje Roraima com destino a outros estados brasileiros.

 

Gabriela: Só esta semana já são mais de 400 transferidos no chamado processo de interiorização.

 

Nasi: E empresários e microempreendedores individuais que têm empregados precisam fornecer informações sobre os funcionários a diversos órgãos do governo.

 

Gabriela: E esse processo, que envolvia o preenchimento de vários formulários, se tornou mais fácil com o eSocial.

 

Nasi: Com a ferramenta é possível enviar informação para cinco órgãos diferentes a partir de uma única plataforma na internet.

 

Gabriela: Até agora o eSocial registra a adesão de mais de 1 milhão de empresas ao sistema.

 

Nasi: E o primeiro grupo de empresas que começou a aderir ao sistema em janeiro passa a ter, a partir deste mês de agosto, a forma de pagamento já emitida pelo eSocial.

 

Repórter Luana Karen: O comerciante Franklin Bugana tem uma loja em Taquaritinga, no Distrito Federal, onde vende moda praia e roupas para a prática de esportes. Antenado nas novidades, ele já aderiu ao eSocial. Ele é microempreendedor e só precisa incluir as informações das duas funcionárias no sistema em novembro. Mas resolveu se antecipar para aproveitar as vantagens do novo serviço.

 

Comerciante - Franklin Bugana: Facilita a vida do empresário, facilita a vida do trabalhador, traz maior confiabilidade nas informações, e tanto para consulta do empregado, como para consulta do empresário e do próprio governo, elas são mais de fácil acesso.

 

Repórter Luana Karen: Um milhão e duzentas e quarenta mil empresas em todo o país já estão usando o eSocial. Por meio do sistema, os empregadores vão enviar ao governo, de forma unificada, informações dos trabalhadores que antes eram repassadas em 15 documentos diferentes. São dados como contribuições previdenciárias, folha de pagamento, aviso prévio e informações sobre o FGTS. O auditor-fiscal da Receita Federal, Altemir Linhares, destaca a redução da burocracia e a maior segurança no envio de dados como alguns dos pontos positivos do novo sistema.

 

Auditor-fiscal - Altemir Linhares: O trabalhador passa a ter muito mais transparência nas suas relações de trabalho, nas suas informações trabalhistas, previdenciárias, né? Os dados estão num único ambiente à disposição de todos os órgãos de controle, né? E para o governo, sem dúvida nenhuma, ele passa a obter dados mais qualificados, né? Que permitem não só acompanhar melhor a arrecadação desses tributos envolvidos, quanto planejar melhor as políticas públicas que envolvam o trabalhador.

 

Repórter Luana Karen: O auditor-fiscal explica que as primeiras empresas que aderiram ao eSocial passaram a ser todas as informações da folha de pagamento já emitidas pelo sistema.

 

Auditor-fiscal - Altemir Linhares: Ou seja, 11,5 milhões trabalhadores que estão nessa primeira etapa já estão sendo na gestão do ambiente do eSocial e já começam a usufruir dessas vantagens, né? E estamos acompanhando isso, até o final do ano nós vamos ter todo esse grupo de empresas no ambiente do eSocial mais de 20 milhões de trabalhadores.

 

Repórter Luana Karen: O eSocial passou a ser obrigatório em janeiro para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões. Em julho foi a vez da adesão obrigatória das empresas com faturamento menor que R$ 78 milhões. Em novembro, deverão se integrar ao eSocial todos os micro e pequenos empresários e os microempreendedores individuais que têm funcionários. A Receita Federal colocou à disposição um telefone para tirar dúvidas dos empregadores, é o 0800-730-0888. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Um misto de orgulho, amor, devoção à pátria.

 

Nasi: É o que sente quem participa do desfile de 7 de Setembro.

 

Gabriela: Aqui em Brasília e em grande parte do país, os estudantes se preparam para a celebração de independência do Brasil.

 

Nasi: Preparação que inclui ensaios e também conhecimento com todo o bê-á-bá da nossa história.

 

Repórter Cleide Lopes: É numa sala de aula da educação de jovens e adultos no Centro de Ensino Médio 03, na Ceilândia, a cerca de 24 quilômetros do centro de Brasília, que a professora Adriane Mendes de Souza consegue chamar a atenção dos estudantes, senhores e senhoras que ficam de olhos bem abertos e ouvidos muito atentos. O assunto é que dos mais importantes eventos da nossa história, a independência do Brasil.

 

Professora - Adriane Mendes de Souza: Dom Pedro anunciou no dia 7 de setembro de 1822: "Brasileiros as cortes de Lisboa querem escravizar-nos. De hoje em diante nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais. Estamos separados de Portugal". Puxando a espada, gritou: "Independência ou morte".

 

Repórter Cleide Lopes: O grito de independência marcou o fim do domínio da Coroa Portuguesa sobre o território brasileiro, uma parte do passado que o aluno Pedro Leão Passos, de 77 anos, que tem o mesmo nome do príncipe regente Dom Pedro I, não sabia.

 

Aluno - Pedro Leão Passos: Dia 7 de setembro eu não sabia, agora eu sei. Eu posso chegar na rua, e, se estiverem conversando, entrar no meio da conversa: "O Brasil é assim e assim", né?

 

Repórter Cleide Lopes: História que para a estudante e dona de casa, Maria Cleide Ramos, ajuda a construir o espírito patriota.

 

Estudante e dona de casa - Maria Cleide Ramos: Teve, né, o grito da independência mesmo, os brasileiros se reuniram, e, assim: Não vamos deixar ninguém tomar o que é nosso. Então, isso foi o que mais, assim, me despertou, né, por não conhecer, a fundo, a história do país, né? Porque eu trabalhei minha vida inteira, né, até agora, nos meus 52 anos, né? E resolvi voltar a estudar para valorizar não só a mim, mas os meus em casa mesmo.

 

Repórter Cleide Lopes: Quem disse que o patriotismo e o amor aos símbolos nacionais também não pode ser aprendidos com arte e dança? Por aqui, no Centro de Ensino Médio 03, essa matéria é coisa séria e o resultado do envolvimento de professores e alunos será mostrado do desfile de 7 de setembro. Vestida no maiô que traz as cores do Brasil, parecido à de uma atleta olímpica, Sara Miranda, de 15 anos, desliza com suavidade e graça com suas sapatilhas como se estivesse num balé clássico. Sara vai desfilar pela terceira vez, mas a emoção é sempre de uma principiante.

 

Entrevistada - Sara Miranda: A gente só faz isso por uma coisa, né, porque a gente gosta, porque a gente tem orgulho de estar lá e representando todo mundo, né, todos os brasileiros, é superimportante.

 

Repórter Cleide Lopes: E esse sentimento de pertencimento, de fazer parte dessa grande nação chamada Brasil, está hoje dentro do coração de cada brasileiro. E agora, é só esperar para ver esse espetáculo na Esplanada, no desfile de 7 de Setembro. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: Mais 217 venezuelanos deixaram hoje Roraima com destino a outros estados brasileiros.

 

Nasi: Só esta semana já são mais de 400 transferidos no chamado processo de interiorização.

 

Gabriela: Hoje os destinos foram São Paulo, Goiânia e Esteio, no Rio Grande do Sul.

 

Nasi: Nós acompanhamos a chegada de quatro deles aqui em Brasília, que reencontraram a família e estão reconstruindo a vida da capital goiana.

 

Repórter Luana Karen: Um reencontro cheio de emoção, o auxiliar de serviço gerais, Javier Coronado, não via os primos e a irmã há noves meses. Ele os deixou em Pacaraima, Roraima, e foi tentar uma chance em Goiânia. Vida organizada na capital de Goiás, chegou a hora de acolher os parentes.

 

Auxiliar de serviço gerais - Javier Coronado: Precisa trabalhar, ajudar a elas que ficam estáveis aqui para poder ajudar nossa família que ficou na Venezuela.

 

Repórter Luana Karen: Jendre Marchand conta que a situação estava insustentável na Venezuela. Comida tinha virado luxo e a violência crescia nas ruas. Foi pensando na filha, de apenas dois anos, que ela deixou o país rumo ao Brasil. Agora, com o primo Javier, sonha com uma vida estabilizada.

 

Entrevistada - Jendre Marchand: Tenho como expectativa conseguir um emprego, depois sustentar a minha filha.

 

Repórter Luana Karen: Esta é a sétima etapa do processo de interiorização dos imigrantes venezuelanos. A partir de agora a meta do Governo Federal é transferir pelo menos 400 pessoas por semana. Só nesta terça e quarta-feira 408 venezuelanos encontraram um novo lar em diferentes cidades do país: Manaus, Cuiabá, Goiânia, São Paulo e Esteio, no Rio Grande do Sul, foram os destinos. O trabalho de interiorização é feito em conjunto pelo Governo Federal com organismos internacionais. Mais do que desafogar Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, Guilherme Otero, assistente de projetos da Organização Internacional para Migrações das Nações Unidas, explica que a ideia é dar condições dignas para que eles possam recomeçar.

 

Assistente de projetos da Organização Internacional para Migrações das Nações Unidas - Guilherme Otero: As pessoas têm conseguido se integrar a essas cidades brasileiras com mais facilidade, em outros estados e outras cidades do Brasil do que em Roraima, por vários motivos, questão de moradia, questão de acesso à saúde, educação e trabalho, principalmente, que é o objetivo da grande maioria dos venezuelanos que chegam aqui.

 

Repórter Luana Karen: Todos imigrantes que aceitaram que participar do processo de interiorização foram vacinados, fizeram exames de saúde e estão com a documentação em dia, inclusive, com o CPF e carteira de trabalho brasileira. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: O Brasil vai participar de uma campanha internacional para ajudar a Venezuela a erradicar a febre aftosa.

 

Nasi: Além de contribuir com o país vizinho, a ação é importante porque evita também que a doença possa chegar ao rebanho brasileiro.

 

Gabriela: Autoridades sanitárias brasileiras e venezuelanas estão em Pacaraima, no estado de Roraima, para organizar os detalhes da ação.

 

Nasi: O chefe da Delegação Brasileira, Guilherme Marques, diz que a campanha de vacinação começa já no mês que vem.

 

Entrevistado - Guilherme Marques: Já vamos começar agora nesse mês de outubro e novembro desse ano. Já temos a disponibilização da vacina. O Brasil está doando está a vacina, o Brasil já buscou estoque da vacina necessária para poder aportar esse projeto, com o envolvimento do setor privado brasileiro. E agora vamos juntar, somar os esforços do governo brasileiro, bem como do setor privado brasileiro para, juntos, colaborarmos com esse projeto na Venezuela.

 

Gabriela: O Brasil foi reconhecido livre de aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal em maio deste ano.

 

Nasi: Dez milhões de crianças foram vacinadas contra sarampo e a pólio.

 

Gabriela: Em todo o país, a imunização alcançou cerca de 90% do público-alvo, que inclui também profissionais da saúde, idosos e gestantes, por exemplo.

 

Nasi: O Ministério da Saúde quer vacinar 95% desse público, por isso, decidiu estender a Campanha Nacional de Capacitação até o dia 14 de setembro.

 

Gabriela: O Ministério recomenda que estados e municípios façam busca ativa para garantir a vacinação a mais 900 mil crianças.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".