06 DE SETEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Alimentos, transportes e habitação pesaram menos no bolso do brasileiro no mês de agosto e foram itens que puxaram para baixo a inflação oficial do país; Comunidades extrativistas da Amazônia vão receber cisternas; Amanhã começa o feriado prolongado e vamos dar as dicas pra você que vai viajar de avião e PRF já iniciou a operação de reforço na fiscalização das estradas; Vamos detalhar ainda as ações para restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro e seu acervo.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

 

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

 

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

 

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

 

 

Gabriela: Quinta-feira, 6 de setembro de 2018.

 

 

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

 

 

Gabriela: Alimentos, transportes e habitação pesaram menos no bolso do brasileiro no mês de agosto.

 

 

 

Nasi: Itens que puxaram para baixo a inflação oficial do país. Graziela Mendonça.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: No mês de agosto o índice que medo a inflação não país, o IPCA, ficou negativo com uma variação de menos 0,09%, ou seja, houve uma deflação.

 

 

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje

 

 

 

Nasi: Comunidades extrativistas da Amazônia vão receber cisternas. Pablo Mundim.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: O projeto vai levar melhorias sociais às comunidades e ajudar a preservar a floresta.

 

 

 

Gabriela: Amanhã começa o feriado prolongado e vamos dar dicas para você que vai viajar de avião.

 

 

 

Nasi: E a Polícia Rodoviária Federal já começou a operação de reforço na fiscalização das estradas.

 

 

 

Gabriela: Vamos detalhar ainda as ações para restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro e seu acervo. Bruna Saniele.

 

 

 

Repórter Bruna Saniele: O uso do drone no Museu Nacional vai ajudar às equipes que fazem o mapeamento do acervo e agilizar o trabalho para garantir que mais peças sejam recuperadas.

 

 

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

 

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

 

 

Nasi: Alimentos, transportes e habitação pesaram menos no bolso do brasileiro no mês de agosto.

 

 

 

Gabriela: O índice da inflação oficial do país, o IPCA, ficou em menos 0,09%, na verdade, uma deflação.

 

 

 

Nasi: A taxa menor para o mês indica que a economia brasileira está no rumo certo.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Hora do preparar o almoço. E o que não pode faltar à mesa?

 

 

 

Entrevistada: Tomate todos os dias, praticamente.

 

 

 

Entrevistada: Batata, cenoura, chuchu.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: E o brasileiro gastou menos para levar esses produtos para casa em agosto. Segundo dados do IBGE, os preços do alimentos e bebidas caíram 0,34% no mês passado. O item que ficou mais em conta foi a cebola, com queda de 22%. Já a batata inglesa ficou 11% mais barata e o tomate cerca de 4%. Bom para a empregada doméstica Maria Nascimento.

 

 

 

Empregada doméstica - Maria Nascimento: Aquilo que a gente usa mais na cozinha, né? Ficou mais fácil.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: A médica Rosângela Marinho, de Brasília, também já sentiu a diferença no bolso.

 

 

 

Médica - Rosângela Marinho: Baixou um pouco, agora, quantos por cento eu não sei te dizer.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: No mês de agosto, o índice que mede a inflação do país, o IPCA, ficou negativo com uma variação de menos 0,09%, ou seja, houve uma deflação. E não foram só os alimentos que contribuíram para o resultado, como explica o gerente de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Fernando Gonçalves.

 

 

 

Gerente de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE - Fernando Gonçalves: Transporte e habitação, eles respondem por cerca de 43% do consumo das famílias, e esses dois grupos vieram com deflação nesse mês de agosto. O grupo de transporte com uma deflação um pouco acima de 1%, por conta das quedas na passagem aérea, e nos combustíveis, como gasolina e etanol.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: O economista, José Luiz Pagnussat, explica que a queda nos preços significa que a economia está mais controlada.

 

 

 

Economista - José Luiz Pagnussat: No orçamento das famílias passam a ter um poder de compra, passam a comprar mais com o mesmo salário. Significa que nós estamos com o um controle pleno no campo da inflação. E isso permite uma redução da taxa de juros e uma aceleração do crescimento da economia.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Para acessar a pesquisa e conferir a variação de preços no Brasil em agosto, basta consultar o site: ibge.gov.br. De Brasília, Graziela Mendonça.

 

 

 

Gabriela: Muita gente já saiu de casa para aproveitar o feriadão em outra cidade.

 

 

 

Nasi: Desde a meia-noite a Polícia Rodoviária Federal reforça o policiamento para garantir a segurança nas estradas.

 

 

 

Gabriela: E para quem vai de avião, a recomendação é ficar atento aos horários e às regras para o transporte de bagagens.

 

 

 

Nasi: O repórter Nei Pereira tem as informações.

 

Repórter Nei Pereira: Manhã de quinta-feira e o movimento já era grande no aeroporto de Brasília, muita gente está aproveitando o feriado prolongado de 7 de setembro para viajar. A fisioterapeuta Cláudia Calleja, decidiu pegar uma praia no Nordeste.

 

 

 

Fisioterapeuta - Cláudia Calleja: Estou indo para Ilhéus passar umas miniférias.

 

 

 

Repórter Nei Pereira: Cerca de 1,5 milhão de passageiros devem passar pelos 15 principais aeroportos do país até a próxima segunda-feira. Para evitar transtornos, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, recomenda que as pessoas chegam ao aeroporto com antecedência. Foi o que fez a empresária Celina Tobias, que saiu cedo de Belo Horizonte com destino à Brasília.

 

 

 

Empresária - Celina Tobias: A gente sempre tem que tomar precauções, né? Saímos de Belo Horizonte com o horário tranquilo para não perder o voo. Foi bom, tudo tranquilo.

 

 

 

Repórter Nei Pereira: As empresas aéreas podem cobrar pelo transporte das bagagens, mas os passageiros têm direito a levar malas de mão de até dez quilos sem custos adicionais. Caso o compartimento de bagagem a bordo esteja lotado, a esteticista Fabiana Cunha sabe como a empresa aérea deve proceder.

 

 

 

Esteticista - Fabiana Cunha: Eles têm que despachar sem nenhum custo, não pode cobrar.

 

 

 

Repórter Nei Pereira: Também tem muitos que vão pegar a estrada neste feriadão. Por isso, a Polícia Rodoviária Federal está aumentando a fiscalização nos trechos das rodovias com maiores índices de acidentes e crimes. O coordenador substituto de Comunicação Social da PRF, Anderson Poddis, lembra que os agentes estão de olho nos motoristas infratores.

 

 

 

Coordenador substituto de Comunicação Social da PRF - Anderson Poddis: A PRF estará coibindo as infrações que causam acidentes graves como, por exemplo, o excesso de velocidade com o uso de radares, a embriaguez ao volante, por meio de uma fiscalização apertada, condutas como ultrapassagens proibidas, falta do uso de cinto de segurança e é muito importante também frisar que a segurança viária também é responsabilidade do condutor. Então, se for dirigir, não beba, respeite os limites de velocidade, respeite a sinalização da via. E lembrar também que a viagem, ela começa antes de sair de casa. Então, antes de iniciar a viagem, o planejamento é fundamental e a revisão do veículo também é fundamental.

 

 

 

Repórter Nei Pereira: A Operação Independência, da Polícia Rodoviária Federal, começou nesta quinta-feira e vai até a noite de domingo. Reportagem, Nei Pereira.

 

 

 

Gabriela: Ele voa sozinho sem nenhuma tripulação e é utilizado para monitorar florestas, o espaço e hoje começou uma função muito importante, mapear o Museu Nacional.

 

 

 

Nasi: O monitoramento aéreo do instituto de pesquisas e conhecimento de 200 anos incendiado do domingo já começou.

 

 

 

Gabriela: Esse trabalho de resgate do acervo vai ocorrer paralelamente ao movimento de capitação de novas coleções e de doações para esse grande museu brasileiro.

 

 

 

Repórter Bruna Saniele: Um equipamento moderno, tecnológico que entra pelas ruínas para fazer o resgate de uma história de milênios. O uso do drone no Museu Nacional vai ajudar as equipes que fazem o mapeamento do acervo e da estrutura que restou do prédio e agilizar o trabalho para garantir que mais peça sejam recuperadas. O diretor administrativo adjunto do Museu Nacional, Wagner Martins, descreve a importância desse trabalho de identificação.

 

 

 

Diretor administrativo adjunto do Museu Nacional - Wagner Martins: Esse drone não só fez um sobrevoo sobre o prédio, mas ele entrou dentro das salas pelas janelas. Então, ele se aproximou bastante dos pisos para fazer a identificação. Fez várias fotografias que vão ser muito úteis para o planejamento de trabalho.

 

 

 

Repórter Bruna Saniele: E o trabalho de preservação da memória e resgate da história da instituição após o incêndio do último domingo não para por aí. Instituições nacionais e internacionais já manifestaram interesse em fazer doações para o museu, que já garantiu R$ 15 milhões de recursos para as obras emergenciais. A expectativa é que essas obras já comecem nesse mês, assim que o prédio for liberado após perícia da Polícia Federal e que o projeto de restauração seja iniciado no segundo semestre de 2019. De acordo com o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, a intenção é que o museu volte a ser um dos principais do mundo.

 

 

 

Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Roberto Leher: Nós temos certeza que vamos fazer um museu que vai engrandecer, resgatar os 200 anos do Museu Nacional, e ao mesmo tempo, projetar para o século XXI.

 

 

 

Repórter Bruna Saniele: Após união da iniciativa privada e órgãos públicos no Palácio do Planalto, aqui em Brasília, a presidente do Instituto Brasileiro Artístico Nacional, Kátia Bogéa, destacou a importância de um trabalho conjunto entre governo, entidades e sociedade civil para a preservação do patrimônio brasileiro.

 

 

 

Presidente do Instituto Brasileiro Artístico Nacional - Kátia Bogéa: Então, acho que o momento é esse de todo mundo se juntar, mas, principalmente, de buscar alternativas estruturantes para o setor do patrimônio cultural brasileiro.

 

 

 

Repórter Bruna Saniele: A UFRJ e o Museu Nacional criaram canais para o recebimento de fotos do acervo e de doações de peças. Pessoas que quiserem atuar como voluntárias do museu também podem entrar em contato com a Associação Amigos do Museu Nacional. Mais informações podem ser obtidas na página: www.museunacional.ufrj.br . Reportagem, Bruna Saniele.

 

 

 

Nasi: Comunidades que moram em regiões afastadas do Norte do país vão receber cisternas e banheiros por meio de um projeto do Governo Federal.

 

 

 

Gabriela: Vai ser aberto um edital para que organizações da sociedade civil realizem os serviços para mais de 6,6 mil famílias.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: Ainda é noite com Raimundo da Silva Pereira, de 55 anos, sai para trabalhar. Morador de uma comunidade extrativista da Reserva Chico Mendes, em Xapuri, no Acre, o seu Raimundo tira o sustento da família através da seringueira, que produz a matéria-prima para a fabricação da borracha. A comunidade onde vive, com cerca de 65 famílias, não tem tratamento de água potável e saneamento básico. E o seu Raimundo conta como a água chega em casa.

 

 

 

Entrevistado - Raimundo da Silva Pereira: A água a gente tira da nascente, né, uns chamam de nascente, ou chamam de fonte, que é a nascente d'água que tem. E a aí a gente traz, a gente coloca no filtro para tratar um pouco da água.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: Comunidades como a de Raimundo vão receber cisternas do Governo Federal. Um edital de chamamento público, lançado nesta quinta-feira, prevê a construção desses reservatórios de água em 23 reservas extrativistas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia. O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, explica como será o projeto.

 

 

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Alberto Beltrame: O mais rapidamente possível pode atender essas 23 comunidades que estão previstas com cisterna, captação de água, utilização de banheiro, um fundo sanitário, foça séptica e utilização da água também para a agricultura sustentável.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: Para o ministro do Meio Ambiente, Eduardo Duarte, o projeto vai levar melhorias sociais às comunidades e ajudar a preservar a floresta.

 

 

 

Ministro do Meio Ambiente - Eduardo Duarte: É um território protegido, onde as atividades produtivas têm foco na economia voltada à sustentabilidade da população ali residente.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: O Presidente Michel Temer falou da importância que é levar água potável para regiões mais vulneráveis.

 

 

 

Presidente Michel Temer: Quando se fala na Amazônia, repito aqui as palavras do Beltrame, a impressão que se tem é que não é preciso cuidar disso, mas quando se fala nessa matéria está se falando numa matéria referente à saúde praticamente, né? Ou seja, garantir uma água adequada para aquelas regiões.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: Os projetos serão executados por entidades da sociedade civil. Reportagem, Pablo Mundim.

 

 

 

Nasi: E durante o discurso o Presidente Michel Temer comentou sobre o atentado que o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, sofreu na tarde de hoje em Juiz de Fora, Minas Gerais.

 

 

 

Presidente Michel Temer: É intolerável que nós vivemos num estado democrático de direito que não haja possibilidade de uma campanha tranquila, de uma campanha em que a pessoas vão e apresentem os seus projetos, porque ninguém vota em candidato, este é um grande equívoco, votar em candidato é coisa de cultura atrasada, você tem que votar em projetos, e para votar em projetos o candidato precisa circular pelo país.

 

 

 

Gabriela: Segundo o Presidente Michel Temer, a Polícia Federal, junto com a polícia local, já estão investigando a caso.

 

 

 

Nasi: O candidato contava com escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca.

 

 

 

Gabriela: O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a delegacia. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do fato.

 

 

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

 

 

Gabriela: Petrobras amplia a política de preços da gasolina.

 

 

 

Nasi: Vamos explicar como os valores podem ficar sem reajustes por até 15 dias.

 

 

 

Gabriela: O Brasil vai ganhar um novo centro de inteligência para combater o crime organizado e o tráfico de drogas.

 

 

 

Nasi: O centro é uma parceria com o órgão das Nações Unidas e deve começar a funcionar ainda este ano.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: O documento de cooperação foi assinado pelo Ministério da Segurança pública e pelo Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes, o Unodc. O Centro Internacional para Segurança Pública no Brasil vai produzir, coletar e analisar os dados de segurança divulgados pelos vários órgãos do Governo Federal e da sociedade civil. A ideia é usar esses estudos para desenvolver ações para melhorar a segurança no país, como explica o representante do Escritório das Nações Unidas, Rafael Franzini.

 

 

 

Representante do Escritório das Nações Unidas - Rafael Franzini: Sem monitoramento, sem avaliação é muito difícil construir uma política pública que seja bem-sucedida.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: O centro também vai servir para o intercâmbio de informações com a ONU. Além de analisar o perfil dos crimes, o centro vai avaliar o sistema prisional e a segurança nas fronteiras, e, com isso, combater o crime organizado e o tráfico de drogas, como explica o ministro na Segurança Pública, Raul Jungmann.

 

 

 

Ministro na Segurança Pública - Raul Jungmann: Nós estamos trazendo a expertise, conhecimento, a competência da Organização das Ações Unidas através da sua agência, a Unodc, que cuida de combate ao crime e às drogas, que tem 73 escritórios espalhados em todo o mundo, para nos auxiliar na produção de informações, de inteligência de dados que permitam crescer, alavancar, ampliar o combate ao crime organizado e à violência e reduzindo a insegurança do Brasil.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: vão ser investidos R$ 7 milhões na implantação do centro. A previsão é que ele comece os trabalhos dentro de dois meses e meio. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

 

 

Gabriela: Os investimos no Brasil devem crescer nos próximos anos.

 

 

 

Nasi: É o que aponta um estudo do BNDES divulgado hoje, em Washington, nos Estados Unidos. A nossa correspondente Paola de Orte tem os detalhes.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: A perspectiva é que o Brasil invista R$ 1,030 entre 2018 e 2021. O crescimento real do investimento, segundo o estudo, seria de 1,9% ao ano. O investimento do setor industrial deve crescer 5,9% e será o principal responsável por esse aumento. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Diogo Oliveira, explicou que o cenário atual da economia favorece o aumento de investimentos nos próximos anos.

 

 

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: A própria recuperação do crescimento na perspectiva de volta do crescimento, mais forte para os próximos anos que já está começando a fazer as empresas irem a campo, estudarem projetos, buscarem se posicionar.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: O estudo mostra aí que teve em haver investimentos em logística para melhoria em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e mobilidade urbana. Serão mais de R$ 150 bilhões nos próximos quatro anos, um crescimento de 13%. Segundo Diogo Oliveira, os investimentos em saneamento também devem crescer.

 

 

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: Em parte, né, a expectativa que nós também de avanço da concessão, da exploração de saneamento do setor privado deve impulsionar os investimentos nesse setor.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: O estudo do BNDES foi divulgado hoje, em Washington, onde o presidente da instituição, Diogo Oliveira, participa de uma conferência organizada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina, a Organização dos Estados Americanos e a Organização Diálogo Interamericano. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

 

 

Gabriela: A Petrobras anunciou hoje que poderá ampliar o prazo para alterar os preços da gasolina.

 

 

 

Nasi: A estatal informou a criação de um mecanismo para manter os preços estáveis por até 15 dias.

 

 

 

Gabriela: O diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia, explica como esse mecanismo será usado.

 

 

 

Nasi: Segundo ele, a medida traz proteção financeira à companhia, e, ao mesmo tempo, estabilidade nos preços aos clientes.

 

 

 

Diretor financeiro da Petrobras - Rafael Grisolia: Então a palavra é dar proteção financeira para companhia, conseguindo entregar como vantagem para o mercado, e para os clientes, e para os agentes, um período de estabilidade. Não é a cada 15 dias, vão ser períodos que vão variar. Pode sem períodos de 5, 6, 7, até 15 dias. E de novo, os ajustes diários continuam a ser opção, vão continuar no momento que a gente enxerga muita volatilidade é que a gente vai tentar traduzir essa estabilidade para o mercado e para os nossos clientes e para os agentes.

 

 

 

Nasi: Dia 8 de setembro é o Dia Mundial da Alfabetização.

 

 

 

Gabriela: A data foi criada pelas Nações Unidas para lembrar a importância da alfabetização no desenvolvimento das pessoas e das nações.

 

 

 

Nasi: Aqui do Brasil uma série de ações vêm desenvolvidas para melhorar a qualidade do ensino logo nos primeiros anos da escola.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: O Programa Mais Alfabetização prevê R$ 253 milhões neste ano para fornecer o trabalho das escolas na alfabetização em português e matemática de crianças do primeiro e do segundo ano do ensino fundamental. Maria das Graças de Oliveira é diretora de uma escola pública de Brasília, que aderiu ao programa. Ela acredita que investir na alfabetização das crianças ajuda no desenvolvimento do aluno para toda a vida.

 

 

 

Diretora de escola - Maria das Graças de Oliveira: A criança bem alfabetizada, ela não vai ter dificuldade no terceiro, no quarto, no quinto, em nenhum outro ano porque ela foi bem alfabetizada. E quando a criança não é bem alfabetizada, ficam aquelas lacunas, ele tem dificuldade para o resto da vida, porque tudo é uma complementação de um ano por outro.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a verba, as escolas podem comprar materiais didático e contratar assistentes que ajudem os professores em sala de aula no acompanhamento dos estudantes. Joice Rodrigues trabalha como assistente de alunos do segundo ano do ensino fundamental, ela acredita que a presença dela ajuda a tirar as dúvidas das crianças.

 

 

 

Assistente de alunos - Joice Rodrigues: Muitos alunos na sala e fica difícil para a professora auxiliar cada um nas suas dificuldades específicas. Então, estamos caminhando para uma melhora.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: A presença na sala de aula da tia Joice, como é conhecida pelas crianças, tem dado bons resultados. A pequena Giovana Pietro que o diga, ela tem oito anos e conta que a assistente ajuda muito nas aulas.

 

 

 

Entrevistada - Giovana Pietro: Estou aprendendo bem porque ela ajuda muito.

 

 

 

Repórter Márcia Fernandes: Raph Gomes é diretor de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação, ele reforça que a importância da alfabetização para o desenvolvimento da criança durante a vida.

 

 

 

Diretor de Currículos e Educação Integral - Raph Gomes: Se você não consegue garantir esse direito para essa criança nessa etapa, dificilmente ela vai conseguir sair bem no terceiro, no quatro, no quinto ano, dificilmente ela vai conseguir, inclusive, terminar a educação básica, ou entrar numa universidade, ou ir para um curso técnico, né, ou ser um cidadão de direito.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Brasil conta ainda com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que é um compromisso formal assumido pelo Governo Federal, estados e municípios, para assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

 

 

Gabriela: Ela surgiu pela iniciativa dos instrutores de voo da antiga Escola de Aeronáutica, que ficava no Rio de Janeiro.

 

 

 

Nasi: Estamos falando da Esquadrilha da Fumaça.

 

 

 

Gabriela: E o repórter João Pedro Neto foi ver de perto como funciona esse show aéreo que terá destaque no desfile de 7 de setembro.

 

 

 

Repórter João Pedro Neto: É o que marca os caminhos nos céus que dá nome a esse conjunto: Esquadrilha da Fumaça. Esse é o nome do popular esquadrão de demonstração aérea da Aeronáutica, uma unidade que pratica o improvável, loopings, piruetas, trocas de posições, mensagens escritas no ar com fumaça, o repertório é variado e impressiona. Destaque o voo em dorso, aquele de cabeça para baixo, especialidade da esquadrilha brasileira. A Fumaça já bateu recordes mundiais com essa manobra com 12 aeronaves voando juntas. Para o capitão aviador Rafael Grothe, piloto da esquadrilha, essa é uma das manobras mais difíceis.

 

 

 

Capitão aviador - Rafael Grothe: Voo invertido, né, que é o voo de dorso que a gente chama. A parte básica do voo é o maior desafio para quem chega na academia, para quem chega a esquadrilha, é praticamente como se você não soubesse voar, começa do zero. Aprender a voar de cabeça para baixo no começo é um pouquinho complicado.

 

 

 

Repórter João Pedro Neto: Setenta militares como o capitão Grothe compõem a equipe da Fumaça, metade dessa equipe é formada pelos chamados Anjos da Guarda. Eles trabalham em solo cuidando para que no céu tudo corra bem, são mecânicos e especialistas que revisam e inspecionam todas as partes das aeronaves continuamente, cuidam da segurança, dividem responsabilidades, lado a lado com os pilotos. Como a sargento Patrícia Maria Gabriel, que atua na parte elétrica e instrumental das aeronaves.

 

 

 

Sargento - Patrícia Maria Gabriel: Quando tem o piloto para ir para a pista, para sair para algum tipo de treinamento, aí vai, atende o piloto lá, dá a saída na aeronave.

 

 

 

Repórter João Pedro Neto: No ar, sete aeronaves ocupam a arena da de voo e a Esquadrilha se organiza para sempre manter uma aeronave manobrando para o público. Acrobacias em que os aviões, às vezes, voam muito perto uns dos outros, a poucos metros de distância, numa coordenação fina. Um espetáculo em que cada parte sabe o próprio papel no ar e também na terra, como afirma o capitão aviador Lucas Yoshida, piloto da esquadrilha.

 

 

 

Capitão aviador - Lucas Yoshida: O voo em conjunto, né, a gente voa muito próximo um dos outros. Então, eu dependo muito do que o meu companheiro em voo vai fazer. Então, esse sentimento, essa consciência, de que todos dependemos de todos, a gente tenta levar não só durante o voo, todos a par disso, todos conscientes de que todos são importantes.

 

 

 

Repórter João Pedro Neto: Ao longo de mais de 60 anos de história, já são cerca de 3,8 mil apresentações para públicos variados. A esquadrilha representa o país também em ocasiões especiais, levou a tocha olímpica durante os Jogos do Rio. E no dia da pátria de poderia ficar de fora. Todos os anos marca presença no desfile de 7 de Setembro na capital federal, um dos pontos altos da evento. Uma sensação especial, segundo a comandante do esquadrão tenente-coronel Marcelo Oliveira.

 

 

 

Tenente-coronel - Marcelo Oliveira: É uma data que está no coração de cada brasileiro. Sempre vai aparecendo aquele sentimento de patriotismo, né? Que vai nascendo dentro de cada um. E para a gente, na Fumaça, representar o avião, tem na sua calda a bandeira do Brasil, né? A gente fica feliz, a gente sente até um orgulho de poder estar participando de eventos relacionados a essa data tão importante.

 

 

 

Repórter João Pedro Neto: Reportagem, João Pedro Neto.

 

 

 

Nasi: E a gente fica por aqui.

 

 

 

Gabriela: Amanhã, feriado nacional, não tem Voz do Brasil. Boa noite.

 

 

 

Nasi: Boa noite.

 

 

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".