18 DE MAIO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques de hoje na Voz do Brasil: Gerados mais de 115 mil empregos com carteira assinada em abril. E presidente Michel Temer reforça fim da crise e mais confiança no país; Cai número de analfabetos no Brasil; Para incentivar mamães a compartilhar saúde e salvar vidas foi lançada hoje mais um campanha para doação de leite materno; MMA incentiva mobilização para combater o desmatamento ilegal em todo o país.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 18 de maio de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Gerados mais de 115 mil empregos com carteira assinada em abril.

 

Nasi: E presidente Michel Temer reforça fim da crise e mais confiança no país.

 

Presidente Michel Temer: Com otimismo, com certeza de que o Brasil saiu da recessão e vai caminhar, é que eu digo: Vamos em frente.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Cai número de analfabetos no Brasil. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Em 2017, a taxa caiu em todos os grupos etários, para homens e mulheres, e nos grupos de cor ou raça.

 

Gabriela: Incentivar mamães a compartilhar saúde e salvar vidas.

 

Nasi: Foi lançada, hoje, mais uma campanha para doação de leite materno. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: A campanha reforça que cada gota pode fazer diferença e salvar vidas.

 

Gabriela: E vamos falar ainda da mobilização para combater o desmatamento ilegal em todo o país.

 

Nasi: Hoje na apresentação, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O número de vagas abertas no mercado de trabalho formal voltou a subir em abril.

 

Gabriela: Desta vez, o saldo positivo passou dos 100 mil novos postos de trabalho com carteira assinada.

 

Nasi: O setor de serviços e a indústria de transformação foram os que mais empregaram.

 

Gabriela: Os dados foram divulgados, hoje, pelo presidente Michel, Temer em encontro com empresários em São Paulo.

 

Repórter Raíssa Lopes: Mais de 115 mil pessoas conseguiram emprego com carteira assinada em abril. Nos primeiros quatro meses do ano, já são quase 340 mil novos empregados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, e foram divulgados nessa sexta-feira pelo presidente da República, Michel Temer.

 

Presidente Michel Temer: Nós tivemos, no mês de fevereiro, cerca de 69 mil carteiras assinadas, no mês de março, cerca de 59 mil, e hoje acabo de receber aqui que, no mês de abril, nós tivemos mais 115.898 postos de trabalho. Portanto, nós temos que confiar no que está acontecendo no Brasil.

 

Repórter Raíssa Lopes: De acordo com os dados do Caged, o setor de serviços foi o que mais cresceu em abril, com mais de 64 mil novos postos de trabalho. O destaque desse setor foi o comércio e a administração de imóveis. Leandro Diniz é dono de imobiliária. Ele conta que a empresa está crescendo e, com isso, as contratações estão voltando.

 

Dono de imobiliária - Leandro Diniz: Nós temos sentido que alguns mecanismos que influenciam nesse setor estão ajudando o mercado, como a concorrência entre os bancos, que são agentes financeiros do mercado. Em paralelo a isso, o mercado de locação está com uma demanda de clientes alta. Esses dois setores estão em franco crescimento.

 

Repórter Raíssa Lopes: A recepcionista Isabel Sampaio, recentemente contratada pela empresa de Leandro Diniz, conseguiu, depois de um ano desempregada, a tão sonhada colocação no mercado de trabalho.

 

Recepcionista - Isabel Sampaio: Ah, eu estou muito feliz, inclusive eu já me matriculei na faculdade para recomeçar meus estudos, que eu não concluí ainda. E assim, quando a gente encontra uma empresa que acredita na gente, a gente tem que valorizar. E a empresa que eu encontrei foi essa e eu vou fazer de tudo para dar certo.

 

Repórter Raíssa Lopes: A indústria de transformação foi o segundo setor que mais criou vagas, com 24 mil postos. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Robson Braga de Andrade, as contratações nesse setor indicam perspectivas positivas para o futuro.

 

Presidente da CNI - Robson Braga: Porque é um setor que produz máquinas e equipamentos para os investimentos de outros setores. Então, isso mostra que o Brasil começa a investir e começa a comprar máquina, equipamento, o que certamente trará um resultado bastante positivo no futuro.

 

Repórter Raíssa Lopes: A construção civil e o comércio também tiveram números expressivos de contratações. Em todas as regiões brasileiras, teve mais gente sendo admitida do que demitida. São Paulo foi o estado que mais contratou. De São Paulo, Raíssa Lopes.

 

Nasi: E se esse foi o melhor abril dos últimos cinco anos na geração de empregos, não foi por acaso.

 

Gabriela: Nos últimos dois anos, muitas ações ajudaram nesses resultados, como a nova Lei Trabalhista, o aquecimento da economia e até mais facilidade para buscar uma vaga no mercado de trabalho.

 

Nasi: E se tem uma área gerando muitos empregos no Brasil é o turismo. Com recorde no número de turistas estrangeiros, setor já emprega 7 milhões de brasileiros.

 

Gabriela: Esses são os dois assuntos da nossa última matéria da série sobre os dois anos do Governo Temer.

 

Repórter Luana Karen: O país viveu, nos últimos dois anos, mudanças que deram novo fôlego ao mercado de trabalho. É o caso da Modernização das Leis Trabalhistas, que transformou o modo como empregados e patrões se relacionam. Entre as inovações, a possibilidade de parcelamento de férias e flexibilização da jornada. Também foram criadas contratações em que o empregado presta serviço apenas algumas horas ou dias por mês, mas mesmo assim tem a carteira assinada. Para o ministro do Trabalho, Helton Yomura, a modernização trabalhista destravou aspectos que impediam a geração de emprego.

 

Ministro do Trabalho - Helton Yomura: Nesse primeiro trimestre de 2018, nós já tivemos, nos três meses, um Caged positivo, o que demonstra o acerto da modernização trabalhista e das medidas macroeconômicas adotadas pelo Governo Michel Temer.

 

Repórter Luana Karen: E a tecnologia foi responsável por outras revoluções no mundo do trabalho, entre elas o Sine Fácil. O aplicativo permite procurar vagas de emprego e acompanhar o pagamento de parcelas do seguro-desemprego pelo celular. Depois de três meses desempregada, a vendedora Jéssica Oliveira voltou ao mercado de trabalho com um emprego temporário, e logo foi efetivada.

 

Vendedora - Jéssica Oliveira: Graças a Deus, deu tudo certo, eu consegui aqui, a empresa acreditou e aí eu estou aqui até hoje, já efetivada.

 

Repórter Luana Karen: E se tem uma área que tem gerado muitos empregos no Brasil, é o turismo. Nos últimos dois anos, a implantação dos vistos eletrônicos para Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália e a regulamentação dos voos fretados trouxeram resultados em forma de recorde: Mais de 6,5 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país no ano passado. A meta é chegar a 2022 com 12 milhões de turistas por ano. Para isso, estão sendo investidos R$ 5 bilhões nos estados, municípios e na iniciativa privada. Roberto Torres, que trabalha há 33 anos como guia turístico em Brasília, sabe bem a importância dos investimentos.

 

Guia turístico - Roberto Torres: É um mercado importantíssimo, principalmente para os jovens que buscam uma profissão. O setor de serviços, no caso de Brasília, é a atividade principal, e o turismo é uma delas, não é?

 

Repórter Luana Karen: Por ano, o setor de turismo é responsável pelo emprego de 7 milhões de brasileiros. A expectativa do ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, é que o setor continue registrando recordes e gerando empregos.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: O turismo brasileiro cresceu, cresceu muito mais do que a economia nacional, vem crescendo muito mais, crescerá mais do que a economia nacional brasileira. O que significa que o turismo é uma grande alternativa para o desenvolvimento do nosso país, para a geração de empregos e, sobretudo, para dar perspectiva à nossa juventude.

 

Repórter Luana Karen: No ano passado, o Ministério do Turismo investiu R$ 578 milhões em obras. Foram 1.099 obras em 24 estados, como a pavimentação e sinalização de vias e destinos turísticos, a reforma de praças e a construção de centros de atendimento ao turista. Reportagem, Luana Karen.

 

"Qualquer quantidade é importante. Doe leite materno, ajude quem espera por você".

 

Nasi: Prestou atenção nessa mensagem? É a nova Campanha Nacional de Doação de Leite Materno do Ministério da Saúde.

 

Gabriela: Pois é, Nasi, um ato de solidariedade que pode salvar milhares de bebês.

 

Nasi: No Brasil, nascem mais de 300 mil prematuros todos os anos, e que dependem do leite materno para sobreviver.

 

Repórter Gabriela Noronha: A pequena Clarice, de apenas três meses, se aconchega nos braços da mãe Taiane Raquel de Siqueira. É hora da amamentação. Taiane conta que sempre teve muito leite e que, por isso, decidiu doar.

 

Entrevistada - Taiane Raquel de Siqueira: Eu percebi que alguns ml do meu leite seriam suficientes para amamentar muitos bebês e fariam muitas mães felizes.

 

Repórter Gabriela Noronha: O leite doado por mães como Taiane vai para bancos especializados. No Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, Clélia Cecília Pereira, responsável técnica pelo leite materno, explica que o alimento passa por um rigoroso controle de qualidade.

 

Responsável técnica pelo leite materno - Clélia Cecília Pereira: Ele passa por várias etapas. Ele é descongelado, é coletada uma amostra e é avaliado o cheiro, a cor. E, no final, é coletada ainda uma amostra para esse leite, de cada pote pasteurizado, para o laudo microbiológico, que vai atestar a qualidade sanitária desse produto.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todo esse cuidado garante a sobrevivência de bebês prematuros, como Emanuele. Com 28 semanas, ela pesa menos de dois quilos. A mãe, Ingrid Mota, sabe o valor do leite materno.

 

Entrevistada - Ingrid Mota: Sem ele, a minha bichinha ia ficar com fome, não é?

 

Repórter Gabriela Noronha: O Brasil tem a maior rede de bancos de leite do mundo, são mais de 200 unidades em todos os estados. Entre 2009 e 2017, cerca de 2 milhões de recém-nascidos receberam o alimento. De acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, o Brasil é referência mundial no assunto.

 

Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Nós temos cerca de 330 mil crianças que nascem anualmente prematuras. E elas necessitam demais da doação do leite materno de outras mães. O trabalho que o Brasil já faz é um trabalho que tem que se parabenizar no mundo inteiro. Então, é muito importante essa campanha, que começa hoje, e ela não tem dia para acabar.

 

Repórter Gabriela Noronha: A campanha reforça que cada gota pode fazer diferença e salvar vidas, como a de Hugo, um brasiliense que nasceu com um pouco mais de um quilo e, graças ao leite materno, já desfruta da companhia da mãe, fora da UTI, em menos de um mês. Marciana Gonçalves comemora a recuperação do filho.

 

Entrevistada - Marciana Gonçalves: Vitória para ele também, de ele estar assim, já fortinho. Então, eu me sinto muito feliz e muito agradecida também.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês recebam leite materno até os dois anos, sendo exclusivo até o sexto mês. O aleitamento reduz em até 13% a morte de crianças menores de cinco anos. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Depois de anunciar um aumento na meta do programa Minha Casa, Minha Vida, o presidente Michel Temer entregou hoje novas casas em Minas Gerais.

 

Nasi: São mais de 600 unidades em Patos de Minas, beneficiando mais de 2,5 mil pessoas.

 

Repórter Cleide Lopes: Crístia Maria Araújo tem 29 anos e é mãe de três filhos, e ganha cerca de R$ 1 mil por mês. A maior parte do salário é usada para pagar o aluguel, mas ela teve o sonho da casa própria realizado pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Agora, a balconista vai pagar R$ 140 de prestação por mês.

 

Balconista - Crístia Maria Araújo: Eu não consigo nem explicar a emoção de estar ganhando uma casa que a gente vai falar que é nossa, para a gente chamar de nossa.

 

Repórter Cleide Lopes: O presidente Michel Temer visitou o imóvel onde Crístia vai morar e entregou as chaves à proprietária. Durante o discurso, o presidente destacou que, além de garantir moradia, o programa Minha Casa, Minha Vida movimenta a atividade econômica.

 

Presidente Michel Temer: Sabe quanto representa isso, meus amigos, de emprego no país? Representa mais ou menos 1,1 milhão de empregos na construção civil.

 

Repórter Cleide Lopes: A manicure Maria da Conceição Batista, que vive de bicos, já morou até debaixo da lona. Também ganhou o novo lar.

 

Manicure - Maria da Conceição Batista: Saí do sofrimento, nunca mais você ouvir os outros: "Você tem que desocupar a casa".

 

Repórter Cleide Lopes: As duas mulheres moram em Patos de Minas, estão entre as beneficiárias do programa Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Pizolato, com 627 unidades habitacionais, como explica o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

 

Ministro das Cidades - Alexandre Baldy: Nós retomamos as obras e retomamos os pagamentos, para que as construtoras pudessem, prefeito José Eustáquio, continuar as obras que estavam ou paralisadas ou em ritmo lento. Isso é o respeito a um dos maiores, senão o maior sonho da família brasileira.

 

Repórter Cleide Lopes: Antes de entregar as novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, o presidente Michel Temer visitou o Hospital Filantrópico São Lucas, que disponibiliza 134 leitos para atender pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS. No hospital, ele inaugurou o centro cirúrgico, que foi modernizado e equipado para fazer cirurgias de alta complexidade pelo SUS. De Patos de Minas, em Minas Gerais, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Cai a taxa de analfabetismo no país.

 

Gabriela: E, ao mesmo tempo, aumenta o número de brasileiros com maior escolaridade.

 

Nasi: Todos contra o desmatamento ilegal. Esse é o tema de uma mobilização nacional que o Governo está realizando desde o início deste mês.

 

Gabriela: Com a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, a ideia é articular os governos locais, órgãos públicos e produtores com o objetivo de preservar a vegetação nativa no nosso território.

 

Nasi: Além das medidas que já vêm sendo tomadas na área de fiscalização, o objetivo é avançar em ações de ordenamento territorial, regularização fundiária, assistência e valorização das atividades produtivas sustentáveis.

 

Gabriela: Em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, disse que o desmatamento ilegal é intolerável no país.

 

Ministro do Meio Ambiente - Edson Duarte: Nós estamos acompanhando área por área, setor por setor, de cada canto do país, mas, sobretudo, da região amazônica. Onde está ocorrendo desmatamento, nós estamos sabendo e estamos acompanhando. E as nossas forças de fiscalização e segurança, forças policiais, chegarão nesses locais para saber quem é legal, quem é ilegal. Quem é legal, não há nenhum problema. Quem é ilegal, aí sim, terá problemas, e sérios problemas, sérias consequências, que vão desde multas, embargos de propriedade, enfim, consequências que eu diria que não interessam a ninguém, mas que, para nós do Ministério, nós vamos agir e agir com muita força.

 

Nasi: Além de proteger o Brasil de um possível ataque externo, as Forças Armadas também desenvolvem diversas ações sociais no país.

 

Gabriela: Uma delas é levar a prática de esportes a alunos de escolas públicas.

 

Nasi: E o programa vem atraindo interesse internacional. Uma comitiva da Nigéria visitou escolas no Distrito Federal para saber como Força no Esporte é porta de entrada para um mundo de oportunidades.

 

Repórter Gabriela Noronha: Na aula de futebol, o estudante Artur Góes escuta atento às orientações do técnico. Ele, que tem dez anos, quer ser jogador profissional e leva o treino a sério.

 

Estudante - Artur Góes: Estou treinando muito, estou me esforçando bastante para quando eu crescer ser jogador de futebol.

 

Repórter Gabriela Noronha: Artur mora no Itapoã, no Distrito Federal, e com outras 1,6 mil crianças participa do projeto Forças no Esporte em Brasília. Além do futebol, eles fazem natação, judô, dança, atletismo e ainda reforço escolar. As atividades são sempre no horário contrário das aulas. E, segundo Sérgio Vinícius, assistente do Desporto Militar, é desenvolvido pelo Ministério da Defesa, em parceria com diversos órgãos.

 

Assistente do Desporto Militar - Sérgio Vinícius: O Ministério da Defesa entra com as instalações, os quartéis, na medida em que os comandantes são voluntários, e o Ministério do Esporte entra com o uniformes, equipamentos esportivos, e o Ministério do Desenvolvimento Social entra com a alimentação.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje o projeto está presente em todos os estados e no Distrito Federal. A experiência deu tão certo que chamou a atenção de outros países. Uma comitiva da Nigéria veio conhecer de perto toda a estrutura do programa e aprovou o que viu. O General Peter Dauke diz que quer levar a experiência para a Nigéria.

 

General - Peter Dauke: [pronunciamento em outro idioma].

 

Repórter Gabriela Noronha: Para o Comandante José Ferreira de Barros, coordenador nacional do programa, o mais importante do projeto é ensinar valores às crianças.

 

Coordenador nacional do programa Forças no Esporte - Comandante José Ferreira de Barros: São os valores, os cânticos. O reforço escolar aqui, ele é bem aceito, porque senão você não participa da outra atividade. Então, o ambiente, esse ambiente militar, na verdade, ele traz também uma organização.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em todo o país, o Forças no Esporte atende 23 mil crianças, jovens e adolescentes de 6 a 18 anos, em situação de vulnerabilidade social. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: O número de inscritos para o Enem 2018 já supera os 6 milhões.

 

Nasi: E o prazo termina daqui a pouquinho, exatamente às 11h59 da noite. Ainda dá tempo.

 

Gabriela: Para se inscrever, acesse o endereço na internet: enem.inep.gov.br.

 

Nasi: E hoje também é o último dia para solicitar atendimento especial na hora da prova.

 

Gabriela: Por ser porta de entrada para a universidade, o Enem garante a inclusão de todos que estão em busca dessa oportunidade.

 

Nasi: Pessoas com qualquer tipo de deficiência física ou intelectual, lactantes, idosos, todos podem solicitar esse atendimento.

 

Repórter Cleide Lopes: Felipe Garret, estudante do terceiro ano do ensino médio em uma escola do Distrito Federal, vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Ele tem uma doença degenerativa e perdeu a visão de um dos olhos. Na escola onde estuda, possui atendimento especializado. E para a prova do Enem também pediu esse direito, no momento da inscrição. Ele fala da vantagem de ter esse tratamento diferenciado na hora da prova.

 

Estudante - Felipe Garret: Sem ele, seria impossível eu realizar a prova, eu não conseguiria ler, eu não conseguiria fazer redação, eu não conseguiria fazer nada.

 

Repórter Cleide Lopes: Candidatos com o Felipe, que vão fazer o Enem e têm baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, autismo e outras deficiências, podem solicitar um tratamento especializado na hora de fazer as provas. Gestantes, idosos, lactantes, estudantes em classe hospitalar também podem pedir atendimento específico. Para a diretora de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Inep, Luana Bergman Soares, essa política amplia o acesso do candidato ao ensino superior.

 

Diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep - Luana Bergman Soares: Estamos cada vez mais reforçando e consolidando essa política, para abrir as portas do ensino superior para todos que desejarem fazer a educação superior no Brasil.

 

Repórter Cleide Lopes: Para ter direito ao benefício, o candidato precisa fazer o pedido no momento da inscrição e comprovar a necessidade. Qualquer alteração também deve ser feita neste período. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E caiu o número de brasileiros que não sabem ler nem escrever.

 

Nasi: Apesar de ainda existirem mais de 11 milhões de analfabetos no país, de 2016 para 2017 esse número caiu em, aproximadamente, 300 mil pessoas.

 

Gabriela: O grupo de pessoas mais velhas e que contam com apoio na Educação de Jovens e Adultos registrou crescimento nas matrículas de um ano para o outro.

 

Nasi: Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

 

Repórter Luana Karen: Até os 18 anos de idade, o porteiro José Ferreira sabia escrever apenas o nome, lição que aprendeu com a mãe, nos intervalos da lida na roça, no interior de Pernambuco. Hoje, quase 33 anos depois, José voltou a frequentar a sala de aula. A leitura, ele já tira de letra.

 

Porteiro - José Ferreira: "De manhã, Luisinho pega o carrinho e sai pela rua o dia inteiro vendendo pipoca".

 

Repórter Luana Karen: A meta agora é escrever perfeitamente.

 

Porteiro - José Ferreira: Tudo que eu quero hoje, no momento, é aprender a escrever o que eu preciso, porque me faz falta.

 

Repórter Luana Karen: O caminho de volta à escola também é seguido pela comerciante Maria Divina de Lima. Criada no interior de Minas Gerais, ela passou a infância trabalhando para ajudar os pais. Só agora, depois dos 60 anos de idade, aprendeu a ler e a escrever.

 

Comerciante - Maria Divina de Lima: Tenho muita vontade de aprender a ler a Bíblia, primeiro aprender a ler a Bíblia também. E também muitas coisas que a gente quer ler, não é?

 

Repórter Luana Karen: E mais brasileiros estão deixando a condição de analfabetismo. Em 2017, a taxa caiu em todos os grupos etários, para homens e mulheres, e nos grupos de cor ou raça. O índice de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever ficou em 7%, uma queda de 0,2 ponto percentual em comparação a 2016. Isso significa uma redução de aproximadamente 300 mil pessoas no grupo de analfabetos. Um dos caminhos para quem quer mudar a história é a Educação de Jovens e Adultos, EJA. O Ministério da Educação oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios promovam essa modalidade de ensino, como explica Carlos Teixeira, coordenador de Alfabetização de Adultos do Ministério da Educação.

 

Coordenador de Alfabetização de Adultos - Carlos Teixeira: O MEC fomenta a formação específica para atender esses públicos, é um conjunto... O material didático para a permanência ser feita e os livros atenderem a esse perfil de jovens e adultos. Então, toda uma política integrada que, ao longo dos anos, vem sendo feito um atendimento que induz técnica e financeiramente às redes municipais e estaduais, para que essa oferta seja feita de qualidade.

 

Repórter Luana Karen: A pesquisa também mostra que o nível de escolaridade aumentou. Em 2017, 46% da população tinha, pelo menos, o ensino médio, percentual maior que o resultado em 2016. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: Final de semana está aí e você pode aproveitar a programação da Semana de Museus.

 

Nasi: São exposições, rodas de conversa, conhecimento e muito mais.

 

Gabriela: Um evento que ocorre todos os anos para promover riquezas expostas por todo o país.

 

Nasi: E nesta edição, mais de mil museus têm programação especial.

 

Repórter Ana Paula Marra: Oficinas, palestras, exibição de filmes, rodas de conversas. Toda essa programação especial faz parte da Semana de Museus, que vai até o próximo domingo. Mais de mil instituições em todo o país aderiram ao evento, que tem como tema este ano Museus Hiperconectados - Novas Abordagens, Novos Públicos. O presidente do Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram, Marcelo Araújo, falou sobre a importância do tema.

 

Presidente do Ibram - Marcelo Araújo: Os museus têm, hoje em dia, um papel muito importante, em termos de promoção do desenvolvimentos social sustentável, da busca de construção de diálogos. Isso acontece, é claro, fundamentalmente, por meio da relação com as suas comunidades, com as suas cidades.

 

Repórter Ana Paula Marra: Em Brasília, muitas pessoas foram conferir de perto a programação especial no Museu de Ciências Naturais, que fica no zoológico da cidade, e aderiu à Semana. Para os estudantes, os museus são a porta de entrada para ampliar o conhecimento.

 

Entrevistado: A gente aprende um pouco mais e há facilidade mais nas atividades.

 

Entrevistada: Eu acho legal, porque a gente pode aprender mais coisas visitando os museus.

 

Repórter Ana Paula Marra: Hoje existem no Brasil 3,8 mil museus. Segundo o Ibram, o número de visitação em museus brasileiros em 2016 foi de mais de 28 milhões de pessoas. Reportagem, Ana Paula Marra.

 

Gabriela: E para saber se a sua cidade tem programação da semana, acesse www.museus.gov.br.

 

Nasi: O Feirão Caixa da Casa Própria volta neste fim de semana nas cidades de Belo Horizonte e Uberlândia em Minas Gerais, Rio de Janeiro, capital, Goiânia, Goiás, e São Luís no Maranhão.

 

Gabriela: De hoje até domingo, vão ser oferecidos mais de 58 mil imóveis entre novos e usados nessas cinco cidades.

 

Nasi: Em um mesmo espaço o visitante pode encontrar um imóvel, simular o valor da prestação e assinar contrato de financiamento.

 

Gabriela: Nas primeiras três cidades onde o feirão já aconteceu, movimentou mais de R$ 4 bilhões e recebeu 62 mil visitantes.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".