20 DE SETEMBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Cresce número de estudantes que têm no ensino à distância a oportunidade de acesso ao ensino superior. Censo também mostra vagas não preenchidas em universidades federais e governo prepara novo programa. Uma morte a cada 6 minutos: são os números do suicídio em todo o país. Agricultores apostam na próxima safra e crédito agrícola cresce 45%.

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Transcrição

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quinta-feira, 20 de setembro de 2018.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Cresce número de estudantes que tem no ensino à distância oportunidade de acesso ao ensino superior.

 

Luciano: Por outro lado, o Censo mostra vagas não preenchidas em universidades federais.

 

Alessandra: E governo prepara novo programa. Luciana Collares de Holanda.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Nem todos os alunos matriculados se mantêm nas salas aulas, por isso o Ministério da Educação anunciou o Sistema de Seleção Unificada, Sisu Transferência.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Alessandra: Uma morte a cada 46 minutos.

 

Luciano: São os números do suicídio em todo o país. Governo quer prevenir e evitar tantas mortes. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: É o acolhimento feito pelo CVV, através do número 188. As ligações passaram a ser gratuitas para todo o Brasil após a assinatura de um convênio com o Ministério da Saúde.

 

Alessandra: Agricultores apostam na próxima safra e liberação de crédito agrícola cresce 45%.

 

Luciano: E vamos falar da hospitalidade e alegria do brasileiro, quesito principal que vem atraindo turistas ao Brasil.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação, Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Alessandra: Vem novidade no ensino superior do Brasil.

 

Luciano: O Ministério da Educação pretende criar, ainda este ano, uma nova modalidade do Sistema de Seleção Unificado, o Sisu, para estudantes que já cursam o ensino superior e querem migrar para uma instituição pública.

 

Alessandra: A ideia é preencher vagas deixadas por estudantes que trocaram de curso ou abandonaram o ensino superior.

 

Luciano: O anúncio foi feito hoje, junto com a divulgação dos dados do Censo da Educação Superior.

 

Alessandra: Números que mostram, por exemplo, um crescimento de mais de 17% no ensino a distância no país.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Em 2017, 8,3 milhões estudantes estavam matriculados em cursos do ensino superior no Brasil, e 1,2 milhão deles concluíram cursos de graduação. O número de cursos também cresceu e a educação à distância deu um salto de mais de 17% de 2016 para 2017, somando 1,8 milhão estudantes. Vanessa Turolo viu nessa modalidade de ensino a oportunidade de fazer uma segunda graduação. Formada em letras e mãe de uma criança, ela conta que consegue agora, conciliar o curso de pedagogia com a maternidade e outros afazeres da casa.

 

Entrevistada - Vanessa Turolo: Eu faço o tempo para estudar, eu não tenho que ir para a faculdade todos os dias. Então, isso para mim é o que faz a maior diferença. E a parte de apoio da universidade eu tenho superfácil porque eles respondem a gente por telefone, por e-mail, super-rápido. Eu agendo as provas no horário que for mais conveniente para mim. Se eu não posso dia de semana, eu posso fazer até no sábado as provas.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O Censo da Educação Superior também mostra que em 2017 a maior parte dos estudantes estava matriculada em instituições de ensino particulares. São 75% do total. E nas unidades públicas mais de 90% das novas vagas oferecidas foram preenchidas em 2017. Mas, um cenário preocupa o Ministério da Educação, nem todos os alunos matriculados se mantêm nas salas aula, e 70% destas vagas que sobram, as remanescentes, não foram preenchidas nas públicas. Isso impede que muitos estudantes frequentem uma universidade sem qualquer custo extra ao governo. Por isso o Ministério da Educação anunciou o Sistema de Seleção Unificada, Sisu Transferência, como explica o ministro da Educação, Rossieli Soares.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: E nós vamos criar ainda esse ano, para estar em operação para já 2019, um Sisu Transferência, ou seja, um sistema, como nós temos o sistema, o jovem faz o Enem e ele encontra vaga no Sisu onde ele quiser, no Brasil, do curso que ele deseja. Com o modelo de adesão pelas universidades e institutos também faremos isso para estas vagas remanescentes com o objetivo de ocuparmos essas 70 mil vagas aqui que podem ser ofertadas. Lembrando que esse sistema vai discutido, vai ser construído e ele vai ser por adesão das unidades, a universidade vai dizer se quer ou não quer participar.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A presidente do Inep, Maria Inês Fini, fala sobre a importância do Censo da Educação Superior.

 

Presidente do Inep - Maria Inês Fini Porque a partir daquele é que se pode olhar para as políticas, para as ações, além de fazer uma análise qualitativa do que temos, principalmente envidar novas ações.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Ainda de acordo com o Censo da Educação Superior, direito, pedagogia e administração são os cursos com maior número de estudantes no país, juntos, eles representam mais de um quarto das matrículas. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

Luciano: E o ministro da Educação, Rossieli Soares, anunciou também, que o Governo Federal liberou hoje mais de R$ 8,5 milhões para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.

 

Alessandra: O objetivo é ajudar nas primeiras obras de reconstrução do Museu Nacional, que pegou fogo no começo deste mês.

 

Luciano: O ministro explica como o dinheiro será usado.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: São R$ 8,6 milhões aproximadamente, que são para as obras emergenciais, para as primeiras atuações mais importantes. Desde o cercamento de toda a obra, o reforço estrutural que precisa ser feito no prédio, a cobertura, o prédio será todo coberto, a remoção de cada escombro com a ajuda de seleção dos materiais que precisam ser feitos, o que é reaproveitável para a reconstrução, o que é aproveitável para o acervo e aquilo que não é. Então, é um trabalho muito longo com instalações de laboratórios que deverá durar em torno de 180 de dias de execução, todo o processo, lógico com a parte mais rápida, a parte mais emergencial.

 

Alessandra: O ministro também afirmou que estão previstos mais R$ 2 milhões para o museu.

 

Luciano: Essa parte será usada na reorganização dos espaços para os pesquisadores da universidade que trabalhavam no local.

 

Alessandra: No Brasil, 11 mil pessoas cometem suicídio por ano.

 

Luciano: O número cresce e assusta.

 

Alessandra: Por isso, o Ministério da Saúde está trabalhando para frear as tentativas contra a própria vida.

 

Luciano: São investimentos em pesquisas, prevenção, capacitação de profissionais e a ampliação do atendimento por telefone.

 

Alessandra: É o 188, que acolhe essas pessoas e atende de graça em todo o país.

 

Repórter Gabriela Noronha: No Brasil, a cada 46 minutos pessoa comete suicídio e a taxa vem aumentando a cada ano, como mostra o levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Em 2016, foram mais de 11 mil mortes por esse motivo em todo o país, 2,3% a mais que no ano interior. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é atualmente a quarta causa da morte. Segundo a diretora da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, o desemprego e a violência de gênero podem contribuir para os números.

 

Diretora da Secretaria de Vigilância em Saúde - Fátima Marinho: O desemprego desponta como o principal fator associado às tentativas de suicídio. Outra forma é a violência contra a mulher, e a violência que a gente chama de violência de gênero. Essas mulheres vítimas de violência, elas têm um risco muito maior de se suicidar que as mulheres que não são vítimas de violência.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em 2017 o Ministério da Saúde lançou uma agenda estratégica de prevenção ao suicídio. Mais de R$ 4 milhões vão ser destinados para pesquisas, e os estados com as maiores taxas de suicídio vão receber mais de R$ 1 milhão para projetos de prevenção. Além disso, 109 novos Centros de Atenção Psicossocial foram habilitados em 20 estados, como explica o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Monteiro.

 

Coordenador de Saúde Mental - Quirino Monteiro: O Ministério da Saúde também tem feito um trabalho que não só é voltado, não só focado para o aumento do número de serviço, mas também para melhora da sua qualidade e da sua efetividade para o tratamento das pessoas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os números foram divulgados no mês de conscientização e prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo. O tema é delicado e ainda um fenômeno pouco compreendido, por isso o psicólogo Carlos Aragão Neto, membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção de Suicídio, alerta: Quebrar o tabu para falar sobre as doenças mentais é essencial para evitar novos casos.

 

Psicólogo - Carlos Aragão Neto: Noventa por cento das pessoas que tiram suas vidas no mundo poderiam, caso fossem acolhidas no seu sofrimento e tratadas por especialistas, no caso psicólogos e psiquiátrica, esses suicídios poderiam ser evitados, porque estão associados a uma doença mental, como a depressão.

 

Repórter Gabriela Noronha: Outra importante medida do presença ao suicídio é o acolhimento feito pelo CVV, o Centro de Valorização da Vida, que oferece apoio emocional em qualquer hora do dia através do número 188. A voluntária, Leila Heredia, conta um pouco sobre esse trabalho.

 

Voluntária - Leila Heredia: É estar ali ao lado da pessoa para que ela se sinta acolhida, respeitada, com confiança para falar sobre aquela dor psíquica que ela está passando, sobre aqueles sentimentos ali, sobre o que ela quiser, no momento em que ela quiser. O CVV funciona como um pronto-socorro emocional. A gente é o aqui, o agora.

 

Repórter Gabriela Noronha: As ligações passaram a ser gratuitas para todo o Brasil desde 1º julho, após assinatura de um convênio com Ministério da Saúde. A previsão deste ano é de atingir 2,5 milhões atendimentos. A ampliação no atendimento do CVV é uma das medidas para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde de reduzir em 10% as mortes por suicídio até 2020. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

"Trânsito. Atenção, Motorista".

 

Luciano: Um condutor que dirige alcoolizado, motorista que empresta o carro para quem não tem habilitação, quem provoca um acidente grave ou pilota moto sem capacete.

 

Alessandra: Infrações que, além da multa, podem resultar na cassação da carteira de motorista.

 

Luciano: E para recuperar a habilitação, o condutor tem que fazer um curso de reciclagem, onde vai reaprender regras básicas para voltar às ruas com mais consciência contribuindo com a segurança do trânsito.

 

Alessandra: Este é o assunto de hoje em mais uma reportagem especial da Semana Nacional do Trânsito aqui, na Voz do Brasil.

 

Repórter Cleide Lopes: Há 15 anos a professora brasiliense Edilene Nogueira voltava da igreja quando um motorista em alta velocidade bateu no carro em que a família estava. O filho mais novo, Luiz Felipe, que estava para completar cinco anos, não resistiu.

 

Professora - Edilene Nogueira: A sensação é de muito desespero, além do desespero, o pânico de saber, assim, que parece que a sua vida foi estraçalhada. Você olha para um filho machucado, o outro numa situação pior, o marido, eu. Eu não sei nem se explicar qual é a sensação. Eu nunca vou esquecer.

 

Repórter Cleide Lopes: Os acidentes de trânsito no Brasil matam cerca de 45 mil pessoas por ano e deixam mais de 300 mil com lesões graves, motoristas e motociclistas, que promovam acidentes com mortes e também aqueles que são pegos dirigindo alcoolizados, por exemplo, podem ter a carteira de habilitação suspensa ou cassada e precisam passar por um curso de reabilitação, como o que está fazendo o motoboy Luiz Antônio Vieira, que está a carteira suspensa por pilotar sob efeito de álcool.

 

Motoboy - Luiz Antônio Vieira: Você aprende coisa que você não aprendeu antes. É que nem o professor falou, mesmo você se toma uma latinha, você pensa que não interfere em nada, mas, sim, interfere, sim, porque tira uma habilidade sua.

 

Repórter Cleide Lopes: As infrações de trânsito que mais frequentemente levam os motoristas e motociclistas de volta à escola são a alta velocidade, dirigir alcoolizado e pilotar a moto sem capacete. O curso dura 30 horas, e sem ele o infrator não pode voltar a dirigir, como explica o gerente da Escola Pública de Trânsito do Distrito Federal, Rokmenglhe Vasco.

 

Gerente da Escola Pública de Trânsito -Rokmenglhe Vasco: Tanto a suspensão quanto a cassação, o condutor, ele precisa passar por um curso de reciclagem de 30 horas. Ao final desse curso, ele tem que fazer uma prova, e aí, se for aprovado, ele recebe a declaração o curso e ele vai poder voltar a dirigir ou continuar com o processo de habilitação, se for o caso.

 

Repórter Cleide Lopes: No ano passado, em todo o país, mais de 1 milhão de motoristas tiveram a carteira suspensa ou cassada. Este ano, de janeiro a agosto, foram mais de 530 mil. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: Hospitalidade, alegria.

 

Alessandra: São características do povo brasileiro.

 

Luciano: Ainda nesta edição vamos falar desse quesito que vem atraindo mais turistas estrangeiros ao Brasil.

 

Alessandra: E tem também a aposta dos nossos agricultores, liberação de crédito agrícola já é maior nos primeiros meses da safra.

 

Luciano: O uso inadequado do solo da caatinga, bioma típico do Nordeste do Brasil, aliado a um clima cada vez mais seco, pode levar a um processo conhecido como desertificação.

 

Alessandra: E hoje, o governo deu mais um passo para evitar ou ainda ajudar as comunidades a se adaptaram a essa nova realidade.

 

Luciano: Uma comissão vai acompanhar de perto esse processo e criar ações nesses locais.

 

Produtor rural - Edvan Farias de Araújo: Antes, a única fonte de água que a gente tinha era o rio. Com agravamento da seca, os períodos muito longos de estiagem, o rio começou a secar, ou seja, começou a não ter mais água para todo o período de estiagem como na época dos meus avós.

 

Repórter João Pedro Neto: Quem conta essa história o Edvan Farias de Araújo, pequeno produtor rural da comunidade Poço das Pedras, em São João do Cariri, no interior do Paraíba. Ele diz que a família tem percebido a diminuição da oferta da água na região ao longo do tempo, e, que, especialmente nos últimos anos, o inverno foi mais rigoroso. O Edvan conta que tem sido difícil tirar alguma coisa da terra, e o que tem permitido que ele e a família fiquem no sertão são tecnologias sociais que melhoram a convivência com a seca, como as cisternas.

 

Produtor rural - Edvan Farias de Araújo: As famílias captaram água do rio, o pouco que tinha, e botou na cisterna como estratégia de enfrentar o período de estiagem, uma vez que a água que está na cisterna, ela não evapora, né? Só sai a que se tira.

 

Repórter João Pedro Neto: Centenas de milhares de cisternas foram construídas e entregues pelo Governo Federal no sertão do Nordeste nos últimos anos, ajudando a melhorar a vida de quem convive com a seca. E para impedir que esse processo de desertificação avance, o Ministério do Meio Ambiente reativou, nesta quinta-feira, a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, que é responsável por conduzir a política nacional sobre o tema. O ministro Edson Duarte afirmou que o governo tem atuado para garantir a preservação da caatinga com a criação de unidades de conservação na região. Segundo o ministro, a instalação da comissão permite articular o combate ao problema, que gera grandes impactos sociais.

 

Ministro do Meio Ambiente- Edson Duarte: Nós estamos falando de avanço na desertificação, da seca, mas com repercussão na atividade econômica local, na vida da comunidade. Fazer um projeto que visa recuperar a capacidade produtiva das comunidades rurais.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o pesquisador Carlos Nobre, do Inpe, o Instituto de Pesquisas Espaciais, se nada mudar, a área afetada pela seca no Nordeste poderá ser ampliada e que é preciso reforçar ações para adaptação das populações.

 

Pesquisador do Inpe - Carlos Nobre: O que nós chamamos hoje de semiárido vai se expandir para boa parte do Maranhão, parte da Bahia e até o norte do Espírito Santo. Nós temos que realmente que começar hoje uma política de adaptação das atividades econômicas e da sociedade.

 

Repórter João Pedro Neto: No Brasil, as áreas mais propícias à desertificação envolvem os noves estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: Água demais pode causar enchentes, inundações e deslizamentos.

 

Luciano: Mas sem chuva, tudo fica seco e as florestas podem queimar.

 

Alessandra: Refletir sobre os desastres naturais causados pelo excesso ou falta de água e pensar soluções é a proposta da terceira edição da campanha Aprender Para Prevenir.

 

Luciano: Vamos conhecer os projetos participantes de alunos da São Paulo e Minas Gerais.

 

Repórter Graziela Mendonça: Enchentes, deslizamentos de terra, secas, incêndios florestais, eventos que fazem parte da natureza. Mas será que é possível fazer algo para prevenir esses acontecimentos? Com o objetivo de levar a reflexão para o ambiente escolar, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, o Cemaden, realiza todo ano a campanha Aprender Para Prevenir, é o que explica a coordenadora do Cemaden Educação, Rachel Trajber.

 

Coordenadora do Cemaden Educação - Rachel Trajber: A campanha, ela faz parte de um grande projeto, que é trabalhar exatamente com esse público, de crianças, jovens, professores e com a educação para prevenção de riscos de desastres, né?

 

Repórter Graziela Mendonça: A maioria dos desastres naturais nas cidades está relacionado com a falta ou excesso de água, de acordo com o Cemaden. E prevenir os riscos causados por chuvas é o objetivo de um projeto que alunos da gestão ambiental da Universidade de São Paulo desenvolvem em uma escola pública na zona leste da capital. Rafael Damasceno, aluno da USP, fala mais sobre a trabalho, já inscrito na campanha.

 

Aluno da USP - Rafael Damasceno: A gente levou para eles atividades como fazer um simulador de erosão para mostrar a importância da cobertura do solo em áreas de encosta, o pluviômetro de garrafa pet, que foi uma ideia que a gente tirou mesmo do Cemaden. Foi bem nesse mesmo, de levar atividades práticas que mostrassem a importância de ter instrumentos para mensurar o risco, né, em situações de excesso de chuva ou de risco meteorológico mesmo por conta das enchentes.

 

Repórter Graziela Mendonça: Em Minas Gerais outro projeto está levando consciência ambiental para a sala de aula. Alunos de geografia da Universidade de São João del-Rei realizam um projeto há três anos em uma escola estadual da cidade e participam todo ano da campanha Aprender Para Prevenir. Para a geógrafa Mariana Carvalho, o trabalho é gratificante.

 

Geógrafa - Mariana Carvalho: Nosso objetivo é que eles aprendam e levem para a comunidade, e ele faz uma comunicação verdadeira do risco, né, aí vai espalhando num grande grupo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Os projetos podem ser enviados por escolas, Defesas Civis e universidades de todo o país até o dia 1 de outubro, basta acessar o site da campanha, que é: educacao.cemaden.gov.br/aprenderparaprevinir. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Alessandra: Agricultores estão apostando na próxima safra.

 

Luciano: Prova disso é o volume de contratações do crédito agrícola, que já cresceu 45% no primeiro bimestre do plano agrícola e pecuário.

 

Alessandra: Isso significa uma liberação até agora de mais de R$ 34 bilhões, que vão custear a produção de alimentos em todos o país.

 

Repórter Cleide Lopes: Numa propriedade familiar em Campo Verde, no Mato Grosso, o agricultor Fernando Ferri planta soja milho e feijão. A produção anual da família é de 190 mil sacas de grãos. Fernando tinha perda na colheita e no preço do produto por falta de condições de armazenamento, mas ele conta que, em 2015, ele foi um dos primeiros agricultores do país a ter acesso ao Programa de Construção e Ampliação de Armazéns, e conta que isso foi o grande divisor nos negócios.

 

Agricultor - Fernando Ferri: Então, para nós foi de grande valia. Se não tivesse a linha de crédito especial, nós não teríamos nossas unidades de armazenamento que temos hoje.

 

Repórter Cleide Lopes: E essa linha de financiamento para os armazéns foi uma das principais responsáveis para o crescimento do crédito agrícola do Plano Agrícola e Pecuário 2018-2019. Nos dois primeiros meses do plano, julho e agosto, o crédito aumentou 45% em relação ao mesmo período do ano passado, passou dos R$ 34 bilhões, o maior valor em cinco anos. Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, a política de crédito disponibilizada ao agricultor é a grande responsável pelas supersafras de grãos registradas no país nos últimos anos.

 

Secretário de Política Agrícola - Wilson Vaz de Araújo: Os resultados de safra, a boa disposição dos agentes financeiros em ofertar os recursos, o demandante do crédito pelos resultados que ele tem obtido nesses anos, né, faz em que ele acredite cada vez mais no seu negócio. Então, na verdade, é uma convergência de fatores positivos.

 

Repórter Cleide Lopes: Além do programa para construção e ampliação de armazéns, o crescimento do crédito nos dois últimos meses também ocorreu por causa do financiamento da frota de tratores agrícolas e implementos. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: Não é só a beleza do país que atrai tanto os turistas.

 

Alessandra: A nossa hospitalidade, Luciano, é um nos principais fatores que levam os turistas a incluir o Brasil no roteiro de viagem.

 

Repórter Gabriela Noronha: O coreano Sion Bon já esteve no Brasil três vezes, morou em Brasília, Curitiba, como turista conheceu o Rio de Janeiro e Florianópolis. Hoje, de volta a Coreia, coleciona boas lembranças e já pensa em voltar. Para ele, o Brasil se destaca pela diversidade e pela simpatia dos brasileiros.

 

Entrevistado - Sion Bon: São bem simpáticos, eles estão bem divertidos.

 

Repórter Gabriela Noronha: E Sion Bon não é o único, a hospitalidade é o fator que o turista estrangeiro mais valoriza quando visita o Brasil. A boa recepção ganhou notas positivas de mais de 95% dos visitantes estrangeiros que estiveram no país no ano passado, de acordo com o estudo do Ministério do Turismo. Foram entrevistados mais de 35 mil estrangeiros, em 15 aeroportos internacionais e 10 fronteiras terrestres. Para o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, o resultado é uma prova do potencial de crescimento do setor.

 

Ministro do Turismo - Vinicius Lummertz: O Brasil é um país que acolhe bem o turista. O brasileiro é considerado um dos povos mais queridos e mais simpáticos do mundo, em pesquisa. O maior potencial natural para o turismo, oitavo potencial cultural para o turismo. O Brasil tem tudo para se desenvolver no turismo.

 

Repórter Gabriela Noronha: E hospitalidade é o forte do estado do Mato Grosso do Sul, que lidera a pesquisa nesse quesito. Estado que tem como principal atrativo o ecoturismo e o turismo de aventura, são cachoeiras, grutas e rios repletos de cardumes de peixes coloridos. Nilton Prado, que trabalha com o turismo no município de Bonito, há mais de 20 anos, atende mais de 60 turistas por mês e 90% deles são estrangeiros. Para ele, a prioridade é caprichar no atendimento.

 

Entrevistado - Nilton Prado: Atendimento exclusivamente para eles, falando tudo aquilo ele precisa saber da região, tanto da cidade, como da região até chegar ao Pantanal, o que é que ele vai ver, o que é que ele pode apreciar de animais, de pássaros.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Brasil recebeu mais de 6 milhões de turistas internacionais em 2017, número recorde da série histórica, gente que veio principalmente da Argentina, Estados Unidos, Chile, Paraguai, Uruguai, França e Alemanha. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Luciano: Nós ficamos por aqui. Boa noite.

 

Alessandra: Boa noite para você e até amanhã.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".