29 DE MAIO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaque da Voz do Brasil: Abastecimento do país começa a voltar ao normal e presidente Michel Temer reforça diálogo para acordo com caminhoneiros e garantia dos direitos da população; Para garantir redução do diesel Ministro da Fazenda descarta aumento de impostos; Vamos fazer um balanço da movimento pelo país e como as Forças Armadas garantem a liberação das rodovias e serviços essenciais; Empresários de vários setores se reúnem em São Paulo e avaliam os avanços do país que agora tem cenário favorável para atrair mais investimento e gerar empregos.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 29 de maio de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Abastecimento do país começa a voltar ao normal. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje que em grande parte dos estados o abastecimento caminha para a normalidade.

 

Nasi: E presidente Michel Temer reforça diálogo para acordo com caminhoneiros e garantia dos direitos da população.

 

Presidente Michel Temer: O diálogo é da própria essência da boa política e da democracia. Aliás, quando alguns rejeitam o diálogo e tentam parar o Brasil, nós exercemos autoridade, para preservar a ordem e os direitos da população.

 

Gabriela: Para garantir redução do diesel, o ministro da Fazenda descarta aumento de impostos.

 

Ministro da Fazenda - Eduardo Guardia: Então, a população não vai ser afetada, ninguém vai pagar mais imposto porque nós estamos reduzindo benefícios tributários de setores específicos.

 

Nasi: E vamos fazer um balanço do movimento pelo país.

 

Gabriela: E como as Forças Armadas garantem a liberação das rodovias e serviços essenciais.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Empresários de vários setores se reúnem em São Paulo.

 

Nasi: Eles avaliam os avanços do país, que agora tem cenário favorável para atrair mais investimentos e gerar empregos.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Diálogo. Assim o presidente Michel Temer destacou a necessidade de conversar com todas as instâncias para evitar que o Brasil pare.

 

Nasi: E reforçou que tem o dever de garantir a democracia plena e os direitos da população.

 

Gabriela: Hoje, Michel Temer se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado. Juntos, eles reforçaram o acordo para reduzir o preço do diesel e ampliar benefícios aos caminhoneiros, e pediram que retornem ao trabalho.

 

Nasi: O governo quer agora evitar reflexos na economia e em particular no agronegócio.

 

Repórter Raquel Mariano: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ressaltou a preocupação com os prejuízos que a greve dos caminhoneiros trouxe para o setor agrícola.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: E nós temos aí sob ameaça de subnutrição já mais de um bilhão de frangos nos campos, em todo o Brasil, e também mais de 20 milhões de suínos, segundo levantamento da BPA. Claro que, cada dia que passa, mais preocupado se fica, porque você vai chegando mais próximo de um final trágico, vamos chamar assim. Quero crer que demora aí uns 20, 30 dias para tudo voltar ao normal. Então, na economia brasileira, a gente pode dizer que um mês foi cortado, é um mês sem PIB, um mês sem geração de emprego e que vai trazer muitos problemas para o futuro.

 

Repórter Raquel Mariano: O Governo Federal apresentou uma proposta de negociação que atende às principais reivindicações dos caminhoneiros, incluindo a redução do preço do óleo diesel em R$ 0,46 nas bombas, até o fim do ano. De acordo com o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, o Governo está trabalhando para que a situação volte à normalidade.

 

Ministro do Planejamento - Esteves Colnago: O Governo está fazendo todo o esforço para superar esse momento conjuntural. Nós entendemos que o Governo fez uma boa proposta. Entendemos que o movimento está voltando ao normal. É importante que o cidadãos, que os brasileiros, retomem o seu dia a dia, é importante que o Brasil volte à normalidade.

 

Repórter Raquel Mariano: Em discurso no Fórum, o Presidente Michel Temer ressaltou a capacidade de diálogo do seu governo e enfatizou que nada irá parar o país.

 

Presidente Michel Temer: O diálogo é da própria essência da boa política e da democracia, e aliás a sua fortaleza. Aliás, quando alguns rejeitam o diálogo e tentam parar o Brasil, nós exercemos a autoridade para preservar a ordem e os direitos da população. Costumo dizer que o pão nosso de cada dia é falar e ouvir, é conversar, sem preconceitos, com todos os setores da sociedade. A todos, explicamos a proposta do Governo e de todos, vejam como é importante o diálogo, colhemos ponderações e sugestões. Para nós, governar é isso, é escutar, é entender os problemas, é apresentar caminhos.

 

Repórter Raquel Mariano: Em nota, o Palácio do Planalto informou que o Presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conclamam a todos as envolvidos nas manifestações a retornarem ao trabalho e propiciar normalidade à vida do todos os brasileiros. A nota diz ainda que os grevistas já alcançaram seu objetivos e é importante evitar que o movimento seja usado com fins políticos. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gabriela: E o abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos começa a voltar ao normal.

 

Nasi: A informação é do Gabinete de Operações Integradas criado pelo Governo para acompanhar os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

 

Gabriela: O volume de carga transportada e escoltada hoje foi duas vezes maior que o de ontem.

 

Repórter Cleide Lopes: Depois de fechar um acordo com representantes dos caminhoneiros, o Governo faz um balanço sobre o movimento em todo o país. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, hoje, que em grande parte dos estados o abastecimento caminha para a normalidade, ainda que sejam necessárias escoltas em alguns casos. Segundo Eliseu Padilha, não há mais registros de bloqueios nas estradas.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: Os representantes das entidades que dialogam com o Governo disseram que a greve acabou e o que nós tivemos dali em diante, e estamos tendo hoje, são manifestações que envolvem outras pessoas, que não caminhoneiros, e também em alguns casos caminhoneiros, é óbvio, não é? Em que o cunho da manifestação ganha já um corpo de manifestações políticas. Agora, pela manhã, nós temos notícia de que 100% do transporte coletivo do Rio de Janeiro, por exemplo, está circulando, comboios de alimentos estão rodando pelo Brasil, custodiados com escolta da Polícia Rodoviária Federal, quando é o caso, e das Forças Armadas. Nos estados do Sul se tem notícia de que o abastecimento de ração começa a avançar no rumo da normalização. A Força Aérea especificamente está fazendo transporte também de medicamentos.

 

Repórter Cleide Lopes: E para garantir o funcionamento de serviços essenciais, a Polícia Rodoviária Federal já acompanhou o transporte até essa terça-feira de quase 1.130 carretas. Foram transportados, com a ajuda de escoltas, por exemplo, 18 milhões de litros de combustíveis. Outra preocupação do Governo é garantir o abastecimento de alimentos, medicamentos e ração para animais, como explica o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência - Sérgio Etchegoyen: Neste momento, o abastecimento de gás e óleo diesel no Distrito Federal caminha muito rapidamente para a normalização, pelo tempo de espera para o abastecimento de particulares já caiu bastante, o terminal de abastecimento de Teresina foi desobstruído, já está resolvido. No dia de hoje, nós estamos escoltando e transportando o dobro da carga que foi transportada e escoltada no dia de ontem.

 

Repórter Cleide Lopes: O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, lembrou que o Governo atendeu todas as reivindicações dos caminhoneiros. Entre as medidas, estão a redução de R$ 0,46 no diesel e a edição de medidas provisórias que preveem preço mínimo do frete e a suspensão da cobrança de pedágio para eixo suspenso, e a destinação de fretes da Conab para cooperativas de caminhoneiros. Reportagem, Cleide Lopes.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: E hoje o Defesa do Brasil vai detalhar o trabalho das Forças Armadas para garantir o abastecimento à população e a continuidade dos serviços importantes, com a paralisação dos caminhoneiros.

 

Gabriela: A repórter Marina Melo acompanhou um balanço que foi feito agora há pouco pelo Ministério da Defesa e tem os detalhes. Boa noite, Marina.

 

Repórter Marina Melo (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Nós falamos, ao vivo, aqui do Ministério da Defesa, onde funciona, desde a última sexta-feira, o Centro de Operações Integradas, criado por determinação do Governo para unir esforços de várias áreas com o objetivo de minimizar ocorrências de desabastecimento, especialmente daqueles itens sensíveis, das áreas de saúde e de alimentação. Eu estou aqui com o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Brigadeiro Batista Junior, que vai explicar um pouquinho para a gente como foi feito esse trabalho. Brigadeiro, resume aqui para a gente o que já foi feito e quais foram os principais desafios das ações.

 

Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - Brigadeiro Batista Junior: Boa noite, Marina. Boa noite, ouvintes. Inicialmente, é importante registrar que a determinação do Presidente da República, na última sexta-feira, para que o Ministério da Defesa assumisse toda a coordenação desta Operação São Cristóvão, ela se deve principalmente a dois fatores. O primeiro deles é a confiança que a população brasileira e os diversos ministérios e órgãos da administração pública depositam nas Forças Armadas e na sua capacidade de resolver problemas complexos. O segundo é pela própria capacidade que o Ministério da Defesa, como órgão político, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira têm para gerenciar situações de crise. Nós estamos em tempo de paz, permanentemente nos aprimorando em resolver crises. Porque, na verdade, a guerra nada mais é do que uma grande situação de crise. Desde sexta-feira, o primeiro desafio foi, a partir do decreto do Presidente, entendermos as características do sistema logístico que tinha sido paralisado, ou quase que paralisado, pelo movimento grevista, os diferentes fluxos logísticos de combustível do país, de alimentação, de remédios, trazermos os diversos ministérios para dentro do meio ambiente, estabelecer as prioridades, a estratégia, como que nós iniciaríamos a mitigar os problemas de abastecimento do país--

 

Nasi: Brigadeiro...

 

Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - Brigadeiro Batista Junior: Pois não.

 

Nasi: Falando sobre isso, explica para a gente como estão funcionando esses corredores aí, que garantem a livre circulação nas rodovias.

 

Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - Brigadeiro Batista Junior: Pois não, boa noite, Nasi. Inicialmente, a estratégia inicial foi trazer todos os produtos, com prioridade aos combustíveis, do ponto de produção, das bases de abastecimento, para os postos, para os aeroportos. O segundo ponto foi realizarmos escoltas de uma determinada quantidade de caminhões, ainda estamos falando de combustível. Mas isso exige um esforço muito grande de pessoal para escoltar. Então, nesta terceira fase, nós estamos pegando os principais eixos rodoviários do país, estabelecendo corredores de suprimento, para que toda a nossa tropa da Polícia Rodoviária Federal, das Forças Armadas, sejam distribuídas ao longo dos grandes eixos e que os caminhões e aqueles caminhoneiros que desejarem, eles tenham garantida a sua segurança nesses grandes eixos--

 

Gabriela: Brigadeiro, exatamente... Oi, Brigadeiro, desculpa interromper o senhor.

 

Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - Brigadeiro Batista Junior: Pois não, Gabriela.

 

Gabriela: A pergunta é exatamente essa: a gente ouviu que o senhor disse que os caminhoneiros querem voltar a trabalhar, mas tem muitos que estão com medo, porque estão sofrendo ameaças. As Forças Armadas também estão garantindo a proteção dessas pessoas?

 

Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - Brigadeiro Batista Junior: Sim, você tem razão, Gabriela. Nós já identificamos que alguns caminhoneiros estão sendo coagidos, e isso está fazendo com que eles não abandonem aqueles pontos de concentração, em postos de gasolina, em algumas áreas das rodovias. E nós estamos estabelecendo esses corredores, garantindo a eles a total segurança, nosso compromisso de manter a integridade deles, de seus caminhões, para que eles entrem nos corredores seguros que nós estamos fazendo, de estrada, e eles cumpram a sua missão de fazer a logística do país retornar à normalidade anterior.

 

Nasi: Ok. Então a gente agradece a participação da repórter Marina Melo e também do chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, o Brigadeiro Batista Junior.

 

Gabriela: E, de acordo com o último relatório da Polícia Rodoviária Federal, até as 4h da tarde de hoje, havia, em todo o país, três pontos de interdição total.

 

Nasi: De acordo com o diretor da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, nenhum desses bloqueios era causado por caminhoneiros.

 

Gabriela: A PRF também registra mais de 700 liberações de rodovias.

 

Nasi: Existem ainda cerca de 600 pontos de concentração de caminhoneiros em estradas, mas, segundo a Polícia Rodoviária, eles não bloqueiam as vias.

 

Gabriela: E o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou hoje que o Governo não vai propor aumento de impostos para compensar o dinheiro que vai deixar de arrecadar para baixar o preço do diesel.

 

Nasi: Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro explicou como o Governo vai organizar as contas.

 

Repórter Gabriela Noronha: A proposta do Governo é baixar o diesel em R$ 0,46 nas bombas, por 60 dias. Desse total, R$ 0,30 vão vir de uma compensação que o Governo vai pagar à Petrobras para manter o desconto. Os outros R$ 0,16 vão vir do corte de impostos que incidem no preço do combustível, a Cide e o PIS/Cofins. Mas, mesmo com essa proposta, as contas não fecham, e por isso o Governo vai optar por reduzir mais benefícios fiscais, como afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

 

Ministro da Fazenda - Eduardo Guardia: O mecanismo de compensação que o Governo utilizará para compensar os R$ 0,16 de Cide e PIS/Cofins será o da redução de benefícios tributários. Então, a população não vai ser afetada, ninguém vai pagar mais imposto porque nós estamos reduzindo benefícios tributários de setores específicos.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro da Fazenda afirmou que, assim que o Congresso afirmar o projeto de reoneração da folha de pagamentos, que prevê a volta da cobrança de impostos previdenciários de alguns setores, o Governo vai propor quais setores da economia vão ter os benefícios fiscais reduzidos. A estimativa é que as medidas para baixar o diesel custem mais de R$ 9 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Região Norte e Nordeste iniciam desligamento da TV analógica amanhã.

 

Gabriela: E 100 milhões de brasileiros vão assistir a Copa com qualidade de som e imagem digital.

 

Nasi: Um Brasil diferente, mais moderno, que está retomando o crescimento e pronto para receber investimentos.

 

Gabriela: O presidente Michel Temer abriu o Fórum de Investimentos Brasil 2018 com uma mensagem de otimismo e apresentou números para comprovar que, nos últimos dois anos, o país se transformou.

 

Repórter João Pedro Neto: Um convite para investir no país é a proposta do Fórum de Investimentos Brasil 2018, que apresenta a brasileiros e estrangeiros oportunidades em vários setores da economia. Com a retomada do crescimento e medidas que têm criado um ambiente mais seguro para os negócios, o Governo quer atrair maior participação da iniciativa privada. O presidente Michel Temer fez a abertura do Fórum.

 

Presidente Michel Temer: Nós vamos fechar o ano com mais crescimento econômico. O emprego formal tem saldo positivo, a produção de bens de capital continua a aumentar, as exportações e importações permanecem em expansão. Somos o quinto maior país do mundo, a sexta maior população, estamos entre as dez maiores economias. Somos o país mais biodiverso. Este é o país em que os convido a investir sempre mais. Estejam certos: investir no Brasil é ganhar.

 

Repórter João Pedro Neto: Gastos públicos sob controle, inflação e juros em queda, volta do crescimento e da geração de empregos, recordes na bolsa de valores, reformas que dão mais competitividade, como a modernização da legislação trabalhista. Para o presidente Michel Temer, o Brasil tem criado um ambiente melhor para os empreendedores e para a iniciativa privada.

 

Presidente Michel Temer: O setor privado desempenha papel central no desenvolvimento. As empresas pequenas, grandes, são os melhores geradores de riqueza e de oportunidades. Nesses dois anos, nós cuidamos, precisamente, de desatar as amarras da nossa economia. Estamos, na verdade, construindo um estado eficiente, que cria condições para que os empreendedores empreendam e produzam prosperidade.

 

Repórter João Pedro Neto: Para Maurício Bach, presidente no país de um grupo do setor de energia, com operações em mais de 60 nações, o Brasil oferece muitas possibilidades.

 

Presidente de grupo do setor de energia - Maurício Bach: Nós hoje, o Brasil, somos a maior empresa geradora de energia privada e queremos continuar investindo, principalmente na área de mobilidade urbana, biogás, energia solar.

 

Repórter João Pedro Neto: O Fórum é organizado pelo Governo do Brasil em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. De acordo com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, o Brasil tem removido obstáculos para o investimento em obras públicas.

 

Presidente do BID - Luis Alberto Moreno: Eu acredito que, últimos dois anos, vocês foram encaminhando reformas fundamentais. Tem um enorme esforço, que todos os brasileiros têm que participar, para que o país continue as mudanças. E se isso continua, não tem dúvida que o Brasil vai ter grande sucesso.

 

Repórter João Pedro Neto: São mais de dez painéis sobre diversos temas, nessa terça e quarta-feira, e cerca de 2 mil participantes do Governo e de instituições e bancos públicos, da academia, executivos e investidores de grandes empresas brasileiras e multinacionais, além de formadores de opinião de mais de 60 países. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: E motivos para investir e apostar na economia brasileira não faltam.

 

Gabriela: Investidores, empresários, sistema financeiro, todos concordam que, nos últimos dois anos, o país criou as condições necessárias para alavancar os investimentos em diversos setores.

 

Nasi: São esperados para este ano avanços em setores como, por exemplo, em infraestrutura, construção civil e automobilístico.

 

Repórter Luana Karen: Nas discussões sobre as perspectivas da economia brasileira, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, listou as razões que mostram que o Brasil está preparado para receber investimentos.

 

Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Esteves Colnago: Temos uma economia muito sólida, temos um superávit da balança comercial de mais de R$ 60 bilhões, temos um investimento estrangeiro direto que é mais do que seis vezes nosso déficit de transações comerciais, somos superavitários em termos internacionais, estamos com uma economia retomando, gerando emprego.

 

Repórter Luana Karen: Para o presidente do Banco Bradesco, Octavio de Lazari Junior, o Governo conseguiu sair da crise sem que o país perdesse a confiança dos investidores.

 

Presidente do Banco Bradesco - Octavio de Lazari Junior: Eu não me lembro, na história recente do país, você ter conseguido trazer as estruturas básicas da economia brasileira tão rapidamente para aquilo que ela deveria acontecer, num tempo de duração tão curto.

 

Repórter Luana Karen: Os efeitos da mudança de rumo na política econômica foram sentidos na produção industrial. A produção de veículos também mostrou na ponta o efeito das medidas tomadas pelo Governo. Enquanto o setor fechou 2015 em queda de 22,8%, em 2017 a alta na produção de veículos foi de 25,2%, e as perspectivas para este ano são positivas, na avaliação de Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

 

Presidente da Anfavea - Antonio Megale: Esse ano, devemos passar dos 3 milhões de unidades produzidos, e as montadoras, elas vivem de investimento em novos produtos, atualização de produtos, isso é muito importante.

 

Repórter Luana Karen: O principal banco de fomento do país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, também se transformou para ofertar crédito e atrair investimentos, como explica Diogo Oliveira, presidente do BNDES.

 

Presidente do BNDES - Diogo Oliveira: Passaremos a ser um banco que lidera o processo de desenvolvimento do país, através do desenvolvimento de novos projetos, através do fornecimento de diferentes mecanismos de crédito.

 

Repórter Luana Karen: Já o Banco do Brasil conta com uma carteira de investimentos de R$ 100 bilhões para projetos ligados, principalmente, à infraestrutura. Segundo o presidente da Instituição, Paulo Rogério Caffarelli, o Brasil está muito atrativo.

 

Presidente do Banco do Brasil - Paulo Rogério Caffarelli: Primeiro, pela gama de projetos que nós temos com relação à infraestrutura. Na medida que a gente investe em portos, aeroportos, hidrovias e ferrovias, a gente tem uma condição muito satisfatória de reduzir significativamente o custo de produção brasileiro.

 

Repórter Luana Karen: Na construção civil, as concessões de aeroportos, rodovias e ferrovias previstas para o segundo semestre deste ano, dentro do Programa Avançar Parcerias, são apostas para atrair investimentos e movimentar o setor. É o que afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil.

 

Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil - José Carlos Martins: O mundo está ávido por investir no Brasil, e naturalmente para deslanchar.

 

Repórter Luana Karen: O apetite por investimentos no Brasil foi renovado com a melhora da economia. O Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país, cresceu 1% o ano passado. De 2015 para 2017, a inflação saiu de 10,67% para 2,95%. A taxa básica de juros da economia está em 6,5%, o menor patamar da história. Reportagem, Luana Karen.

 

Gabriela: As regiões Norte e Nordeste entram, a partir de amanhã, numa nova era tecnológica.

 

Nasi: É que começa o desligamento do sinal analógico e a população começa a receber em casa o sinal digital.

 

Gabriela: Isso significa que quase metade da população brasileira, 100 milhões de pessoas, vão assistir a Copa do Mundo de Futebol com muito mais qualidade de som e imagem.

 

Nasi: O repórter Nei Pereira acompanhou o balanço do Governo sobre a TV Digital em todo o país e tem mais informações. Boa noite, Nei.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. O desligamento do sinal analógico será feito em 89 municípios dos estados do Amazonas, Pará, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Piauí, e vai atingir quase 3,5 milhões de casas. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, comemorou a conquista.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Gilberto Kassab: Hoje é um momento especial, porque nós praticamente atingimos 50% da população brasileira, em torno de 100 milhões de brasileiros. Isso significa metade da população brasileira, que, daqui a duas semanas poderão ver já a Copa do Mundo no modelo digital.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Até o momento, o sinal analógico já foi desligado em 13 capitais. A TV Digital permite maior qualidade de som e imagem aos programas, além de trazer outras vantagens, como suporte para receber o sinal de TV no celular. As famílias atendidas por programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família, estão recebendo de graça os kits de conversores e antenas. Nove milhões de kits já foram distribuídos em todo o país. Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Nei.

 

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".