30 DE MAIO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques de hoje na Voz do Brasil: Caminhoneiros podem denunciar violência nas estradas. Pelo Whatsapp o governo vai receber denúncias de forma sigilosa; Congresso aprova proposta do governo que vai baixar preço do diesel na bomba e governo divulga tabela com preço mínimo para fretes; Com o feriadão, vamos detalhar como forças federais vão atuar para garantir o desbloqueio das rodovias; Economia continua em ritmo de crescimento: PIB cresce nos três primeiros meses do ano; Prorrogada a campanha de vacinação contra a gripe em todo o país.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 30 de maio de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Caminhoneiros podem denunciar violência nas estradas.

 

Nasi: Muitos querem trabalhar ou voltar para casa, mas estão sento ameaçados e até agredidos.

 

Gabriela: Pelo WhatsApp, o governo vai receber denúncias de forma sigilosa. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Caminhoneiros e a população vão poder enviar vídeos e encaminhar denúncias de coação e agressões nas estradas.

 

Nasi: Congresso aprova proposta do governo que vai abaixar preço do diesel na bomba.

 

Gabriela: E governo divulga tabela com preço mínimo para fretes. Raquel Mariano.

 

Repórter Raquel Mariano: As duas medidas são reivindicações dos caminhoneiros atendidas pelo Governo Federal.

 

Nasi: E com o feriadão, vamos detalhar como forças federais vão atuar para garantir o desbloqueio das rodovias.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Economia continua em ritmo de crescimento.

 

Gabriela: PIB cresce nos três primeiros meses do ano.

 

Nasi: Prorrogada a campanha de vacinação contra a gripe em todo o país.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Caminhoneiros que querem voltar ao trabalho estão sendo ameaçados e coagidos.

 

Nasi: Os casos de violência contra a categoria estão sendo registrados em vários estados do país.

 

Gabriela: Em mais um balanço do movimento, feito hoje, pelo governo, ministros reforçaram a necessidade de garantir a segurança desses trabalhadores.

 

Nasi: Além disso, outra prioridade é abastecer serviços essenciais. Segundo o governo, a situação do abastecimento caminha para a normalidade.

 

Repórter Márcia Fernandes: Depois de uma reunião do comitê que monitora a situação da greve dos caminhoneiros, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, apontou que a distribuição de combustíveis no país está se normatizando. O ministro criticou quem usa a violência para impedir que os motoristas deixem a paralisação.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - Sérgio Etchegoyen: Já atingimos 53% da normalidade na distribuição de combustível, enfim, as notícias de hoje são de caminho à normalidade. Mas não temos mais o movimento de caminhoneiros, o que nós temos agora, e que tem trazido preocupações e trará ações afetivas, é o uso da violência contra o movimento de caminhoneiros. Haverá e está havendo, não só o emprego da autoridade do estado, como as responsabilidades criminais em todos os aspectos e em todas as frentes que isso puder acontecer.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para ajudar a coibir a violência, vai ser criado um canal para o qual os caminhoneiros e a população vão poder enviar vídeos e encaminhar denúncias de coação e agressões nas estradas. O Governo Federal também deve publicar uma Medida Provisória que permite que policiais rodoviários federais possam trabalhar mais tempo nas rodovias, como explica o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: É possível se comprar folgas desses policiais, o que na prática vai representar algo a mais como 2 mil policiais, em termos de tempo, em termos hora, em tempo de trabalho, além dos 10 mil que compõem a Polícia Rodoviária Federal e que está atuando em todo o território nacional.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Polícia Federal abriu 52 inquéritos para investigar se houve prática de lockout pelas empresas transportadoras. O lockout ocorre quando uma empresa impede os funcionários de trabalhar ou influenciam o andamento de uma greve por interesse próprio. A Advocacia-Geral da União encaminhou para o Supremo Tribunal Federal uma lista com o nome das transportadoras que descumpriram a decisão do STF de retirar os caminhões dos bloqueios. O Tribunal também estabeleceu uma multa de R$ 100 mil por hora para as entidades que bloqueiem as rodovias. Outras empresas devem ser denunciadas ainda nessa semana, como aponta a advogada-geral da União, Grace Mendonça.

 

Advogada-geral da União - Grace Mendonça: Não há, em relação a essas multas, espaço para anistia. A autoridade judicial já estabelece com clareza uma conduta que é vedada, e, que, caso alguém a descumpra, de pronto, já está incorrendo nessa multa.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Advocacia-Geral da União também vai pedir ao Tribunal Superior do Trabalho, o TST, que aumente a multa pela paralisação dos petroleiros. A categoria começou ontem uma greve que foi considerada ilegal por uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho. A AGU aponta que a greve tem razões políticas e pede para que a multa passe a R$ 5 milhões por dia. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: E um número de WhatsApp foi criado pelo Ministério da Segurança Pública como um canal de denúncias para os caminhoneiros que estão sendo ameaçados ou estiverem com dificuldade para voltar para casa.

 

Nasi: É o SOS Caminhoneiro. A denúncias podem ser feitas de forma sigilosa e anônima.

 

Gabriela: Então, anote aí o número de celular para que você possa denunciar pelo WhatsApp. O DDD é o: 61 e o número é o: 99154-4645. Eu vou repetir: 99154-4645.

 

Nasi: Lembrando que você pode fazer a denúncia de forma sigilosa e anônima.

 

Gabriela: Hoje, mais uma reivindicação dos caminhoneiros sai do papel.

 

Nasi: A tabela com preços mínimos de fretes vai ser publicadas amanhã.

 

Repórter Raquel Mariano: A Agência Nacional de Transporte Terrestres, ANTT, vai publicar, em edição extra do Diário Oficial desta quinta-feira, os preços mínimos de frete que o caminhoneiro deve cobrar por quilômetros rodado. Para definir os valores dos fretes foram considerados os preços do óleo diesel e dos pedágios, também contam a quantidade de eixos que devem ser usados pelo caminhão e as características da carga transportada. Essa primeira tabela de preços, que será publicada nessa quinta, terá validade até o dia 20 de janeiro de 2019, depois os valores serão alterados a cada semestre. A publicação dessa medida é mais uma reivindicação dos caminhoneiros que o governo atende. Raquel Mariano para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Outro pedido, a redução do preço do diesel, deve ser sentido nas bombas nos próximos dias.

 

Nasi: Na noite desta terça-feira, o Senado aprovou o Projeto de Lei que reduz a carga tributária sobre o combustível.

 

Gabriela: A medida vai fazer o litro do ideal ficar R$ 0,46 mais barato para o consumidor.

 

Nasi: E a Polícia Rodoviária Federal suspendeu a portaria que proibia o trânsito de caminhões durante o feriado.

 

Gabriela: Assim, veículos de cargas vão poder transitar normalmente nas rodovias federais no feriado de Corpus Christi.

 

Nasi: E para garantir serviços comprometidos com a greve dos caminhoneiros, 20 mil militares e agentes estão nas estradas.

 

Gabriela: Já nos aeroportos, a recomendação continua sendo confirmar o voo antes de sair de casa. Quem tem os detalhes é a repórter Gabriela Noronha, que está aqui com a gente, ao vivo, no estúdio. Boa noite, Gabriela.

 

Repórter Gabriela Noronha (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite Nasi. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Militares e agentes de segurança pública estão nas estradas para restabelecer serviços essenciais comprometidos com a greve dos caminhoneiros. Segundo o Ministério da Segurança pública, há 20 mil militares nas operações de desbloqueio de estradas em todo o país. Na região Centro-Oeste, a operação batizada de São Cristóvão é coordenada em Brasília. Num telão, militares acompanham, em tempo real, as cargas escoltadas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e Triângulo Mineiro. De acordo com o chefe do Estado Maior da Terceira Brigada de Infantaria Mecanizada, coronel Gilberto da Silva Brevilieri, são mais de 2,5 mil militares mobilizados nesta operação.

 

Chefe do Estado Maior Da Terceira Brigada de Infantaria Mecanizada - Gilberto da Silva Brevilieri: É garantir o fluxo de serviços e produtos essenciais, além da desobstrução das vias. E nesse processo nós utilizamos cerca de 2,5 mil homens abarcados em 250 viaturas. E até aqui, nós fizemos uma cobertura de cerca de 7 mil quilômetros até o dia de hoje.

 

Repórter Gabriela Noronha (ao vivo): Além dos militares, a Polícia Rodoviária Federal também está nas estradas para garantir a segurança. Neste Corpus Christi não haverá uma operação específica para evitar acidentes. A PRF dará sequência ao trabalho de desbloqueio de rodovias, além disso, alterou a portaria de dezembro do ano passado, que proibia o trânsito de caminhões durante o feriado, assim os veículos de carga poderão transitar normalmente nas rodovias federais. Já para quem decidiu viajar de avião, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, diz que continua acompanhando, em tempo real, o abastecimento dos aeroportos e recomenda aos passageiros que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normatize. Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Boa noite, Gabriela. Obrigado.

 

Gabriela: E com a falta de abastecimento o agronegócio sente os juízos.

 

Nasi: Segundo a Confederação Nacional da Agricultura, o setor já contabiliza perdas que chegam a R$ 6 bilhões.

 

Gabriela: São produtos que não chegam ao destino ou nem saem das fazendas, além da falta de ração animal.

 

Nasi: Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o governo já estuda um plano para ajudar o setor.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Os prejuízos aí nesse setor estão nas casas dos bilhões, bem para cima, né? Tanto é que eu já deixei claro também que o Ministério da Agricultura estará pronto e o Banco do Brasil já me anunciou isso hoje pela manhã, que está pronto para criar mecanismos e pontes para esse setor não entre em colapso daqui para frente.

 

Gabriela: E a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, está autorizada a vender o milho dos estoques do governo aos criadores de aves e suínos e as indústrias de processamento de ração animal em todo o país.

 

Nasi: A decisão começa a valor hoje por um período de 30 dias.

 

Gabriela: O objetivo é socorrer o setor de criação animal, que sofre com a falta de abastecimento.

 

Nasi: Para garantir os estoques do programa, a Conab também suspendeu as operações de venda direta de milho em leilão.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Prorrogada a campanha de vacinação contra a gripe.

 

Gabriela: A economia do Brasil cresceu nos três primeiros meses do ano.

 

Nasi: O Produto Interno Bruto, que é a soma dos bens e serviços produzidos pelo país, subiu 0,4% em comparação com os últimos três meses do ano passado.

 

Gabriela: Foi o quinto resultado positivo do PIB, e a agropecuária foi o destaque nesse crescimento.

 

Repórter João Pedro Neto: A agropecuária teve alta de um 1,4% no período, comparado com os três meses anteriores. Depois de uma supersafra no ano passado, a soja ajudou no resultado. No Fórum de Investimentos Brasil 2018, o ministro da Agricultura Blairo Maggi, comentou o resultado.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: O agro, como sempre, né? Esse primeiro trimestre é onde pega a colheita nossa de verão, a maior parte da safra brasileira de grãos é colhida nesse trimestre, a soja teve uma recuperação de preços por dois motivos, pela defasagem do real perante ao dólar e também na Argentina que houve uma queda substancial. Então, os preços melhoraram um pouco e a gente tem o valor do PIB bastante elevado.

 

Repórter Nei Pereira: Quarto maior produtor de alimentos do mundo, o Brasil tem meta de chegar a 10% do mercado global do agronegócio até 2022. Para Plínio Nastari, presidente da Consultoria Datagro, o resultado do PIB mostra o peso que o setor tem para a economia do país.

 

Presidente da Datagro - Plínio Nastari: Mostra a urgência desse setor agropecuário e a importância desse setor para a geração de bem-estar, de renda, de saldo positivo para a balança comercial, estabilidade.

 

Repórter Nei Pereira: E para impulsionar os investimentos no setor, o Ministério da Agricultura tem reduzido a burocracia, utilizando normas e simplificado processos, vem investimento em inovação e pesquisa e reforçando o crédito. Para esta safra são quase R$ 190 bilhões para o financiamento do agronegócio. No Fórum de Investimentos Brasil 2018, o Ministério apresentou uma carteira de projetos para o setor que tem potencial para atrair mais de US$ 4 bilhões de investimentos externos. São projetos em várias áreas da agropecuária, como afirmou o ministro Blairo Maggi.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Um portfólio de investimentos em várias regiões do Brasil, em várias atividades também e de todos os gostos, muito dinheiro, pouco dinheiro, ou dinheiro mediano. Então, aquele que tem algum interesse pelo seu tamanho pode, através do mapa, chegar nesses possíveis empreendedores brasileiros que querem um sócio estrangeiro ou um sócio brasileiro também.

 

Repórter João Pedro Neto: O PIB acumulado nos últimos quatro trimestres cresceu 1,3%, enquanto a agropecuária teve variação de mais de 6% no período. De São Paulo, João Pedro Neto.

 

Nasi: O uso de energia elétrica no Brasil por cidadãos e empresas cresce.

 

Gabriela: Isso significa que é preciso investir para evitar que falte lá na frente.

 

Nasi: E o governo aposta em investimentos públicos em também privados, assunto que foi debatido hoje, em evento que reúne governo e empresários em São Paulo.

 

Repórter Luana Karen: O setor de infraestrutura energética responde por quase 5% do Produto Interno Bruto do país e a demanda do setor aumenta a cada ano. Para acompanhar esse ritmo, a chefe da assessoria econômica do Ministério de Minas e Energia, Marisete Fátima Pereira, afirmou que vão ser feitos grandes investimentos na área.

 

Chefe da assessoria econômica do Ministério de Minas e Energia - Marisete Fátima Pereira: Os investimentos em infraestrutura energética para suprir a expansão da oferta de energia até 2026 alcançam R$ 1,4 trilhões, representando 15% dos investimentos totais no período.

 

Repórter Luana Karen: Para suprir a necessidade por mais energia, estão sendo realizados leilões de linhas de transmissão. Em junho, uma nova oferta terá 20 lotes com 2,5 mil quilômetros de linhas, obras em 16 estados e a estimativa de que sejam gerados 13,6 mil empregos diretos. Também estão programados os leilões de seis distribuidoras de energia elétrica ainda este ano. A Eletrobras também participou do fórum e a avaliação do presidente da companhia, Wilson Ferreira, é que o maior desafio agora é fazer a empresa recuperar a capacidade de investimentos.

 

Presidente da Eletrobras - Wilson Ferreira: Uma companhia que já integrou muita coisa boa para o Brasil, orgulha os brasileiros e pode fazer, como eu falei, mais a partir da agora.

 

Repórter Luana Karen: Na área de petróleo e gás, está marcada para o final de junho a quarta rodada de ofertas para exploração do Pré-Sal. De São Paulo, Luana Karen.

 

Gabriela: A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe foi prorrogada até o dia 15 de junho.

 

Nasi: De acordo com o Ministério da Saúde, a população e os funcionários envolvidos na vacinação foram prejudicados pela falta de transporte devido à greve dos caminhoneiros.

 

Repórter Cleide Lopes: A técnica de enfermagem Núbia Maria de Oliveira, de 55 anos, moradora de Águas Lindas, de Goiás, toma vacina contra a gripe todo ano, logo nos primeiros dias. Mas ela conta que este ano teve problemas para se deslocar da área rural onde mora por causa da greve os caminhoneiros, que prejudicou o transporte público.

 

Técnica de enfermagem - Núbia Maria de Oliveira: Greve dos caminhoneiros, né? E fica a distância muita longa para mim poder chegar até aqui. Mas hoje eu vim tomar, sabendo que a vacina ia acabar dia 1º, eu corri e vim tomar a vacina.

 

Repórter Cleide Lopes: E foi por conta dos efeitos da greve dos caminhoneiros que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe foi prorrogada até o dia 15 de junho em todo o país, como o explica o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adeílson Cavalcante.

 

Secretário-executivo do Ministério da Saúde - Adeílson Cavalcante: Com a redução da oferta de combustíveis e com a diminuição do transporte coletivo, municípios do Brasil inteiro tiveram dificuldade, tanto de dar acesso aos usuários do sistema às unidades de saúde, como os profissionais de saúde puderem chegar as unidades, e, além disso, em determinado momento houve a questão dos insumos, quer dizer, as vacinas já estavam todas distribuídas, mas tem as seringas e outros insumos.

 

Repórter Cleide Lopes: Balanço publicado pelo Ministério da Saúde mostra que até última segunda-feira, 66% das pessoas que fazem parte do público-alvo se vacinaram, isso significa quase 36 milhões de pessoas. O público com maior cobertura até o momento é de mulheres que acabaram de ter bebê, seguido pelos idosos, professores e trabalhadores de saúde. Entre os indígenas, a cobertura de vacinação ficou em 63,6%, e as gestantes 55%. O menor índice de vacinação é de crianças entre seis meses e cinco anos. A cobertura é de quase 50%. Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Gabriela: E estamos na Semana Nacional Pela Saúde das Mulheres.

 

Nasi: E o tema é redução da mortalidade materna.

 

Gabriela: O Ministério da Saúde tem vários programas que ajudam as mulheres a ter uma vida mais saudável e mais investimentos estão previstos para novos projetos.

 

Repórter Raíssa Lopes: A técnica em enfermagem, Aline Braga, deu à luz, hoje, às 6h, em Sobral, no Ceará. Para garantir a saúde de Lucas, desde o início da gravidez procurou um médico para realizar o pré-natal.

 

Técnica em enfermagem - Aline Braga: Logo na primeira semana de gravidez eu já procurei logo, aí qualquer coisa eles já cuidam logo.

 

Repórter Raíssa Lopes: E para lembrar as mulheres da importância de cuidar da saúde, o Governo Federal realiza Semana de Mobilização Nacional pela Saúde das Mulheres no SUS. E o tema é a Redução da Mortalidade Materna, como explica a coordenadora de saúde da mulher do Ministério da Saúde, Mônica Neri.

 

Coordenadora de saúde da mulher - Mônica Neri: Precisamos reduzir a morte materna no Brasil. O que a gente busca inicialmente, nesse momento, é fortalecer a capacitação das equipes que atendem nas urgências e emergência, fortalecer a capacitação das equipes que atendem no pré-natal, como também organização da rede.

 

Repórter Raíssa Lopes: O Brasil assumiu a meta internacional da Organização Pan-americana da Saúde de reduzir a mortalidade materna de 62 para 30, em cada 100 mil nascidos vivos até 2030. Mais de 90% das mortes maternas poderiam ser evitadas e ocorrem, principalmente, por hipertensão, hemorragia ou infecções. Entre as ações do governo para evitar essas mortes, está o Rede Cegonha. Presente em mais de 1,6 mil maternidades do país, o programa acompanha a mulher desde a gravidade até a criança completar dois anos de vida. Mas há outras ações importantes, como destaca Mônica Neri, do Ministério da Saúde.

 

Coordenadora de saúde da mulher - Mônica Neri: Nós temos também outros projetos que estão encaminhando em relação à saúde sexual, à saúde reprodutiva. Estamos também com um projeto para ações em relação à mulher no climatério.

 

Repórter Raíssa Lopes: Outra meta do governo é diminuir o número de cesáreas realizadas no país. A Santa Casa de Sobral, onde Aline teve o Lucas, é referência para gestação de alto risco no interior do Ceará. A instituição conta com um centro para incentivar o parto normal, como explica a coordenadora de enfermagem, Michele Prudêncio.

 

Coordenadora de enfermagem - Michele Prudêncio: Essas mulheres, elas são incentivadas, se elas estão em trabalho de parto, a terem seus partos normais, a terem uma experiência de vivenciar o trabalho de parto, e a gente só indica cesarianas mesmo quando põe em risco a mãe e o bebê.

 

Repórter Raíssa Lopes: E tem mais investimentos previstos para a saúde da mulher. O Ministério da Saúde vai liberar R$ 14 milhões para ações em saúde sexual e reprodutiva nos municípios. O edital prevê metas a serem alcançadas até 2022 como, por exemplo, a redução da gravidez não planejada na adolescência, de 17% para 15%. Reportagem, Raíssa Lopes.

 

Nasi: O Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, deste ano, tem 5,5 milhões de participantes confirmados.

 

Gabriela: E as mulheres são maioria, 59% dos inscritos.

 

Nasi: Além disso, mais de 63% dos participantes foram isentos da taxa de inscrição. A maior parte são estudantes de escolas públicas ou candidatos de baixa renda que têm direito ao benefício.

 

Gabriela: O perfil dos candidatos foi divulgado pelo Ministério da Educação.

 

Repórter Márcia Fernandes: Cinco milhões e 500 mil pessoas vão fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, neste ano. Quase 60% dos concorrentes são mulheres, pouco menos da metade se declararam pardos e a maioria tem entre 21 e 30 anos. Neste ano, o pedido de isenção ocorreu antes das inscrições. Quem estava isento no ano passado e faltou à prova antes de pedir a isenção mais uma vez teve que justificar a falta. O objetivo foi diminuir o número de ausentes, e, com isso, o desperdício de dinheiro público, como explica o Ministério da Educação, Rossielli Soares.

 

Ministério da Educação - Rossielli Soares: Temos tido, ao longo da história do Enem, a cada edição, 2 milhões ou mais de participantes que se inscrevem, ganham a isenção ou pagam e não participam. Isso traz um prejuízo ao erário público, que este é o grande objetivo, que a gente possa ter um processo mais eficiente e investir esse recurso na educação.

 

Repórter Márcia Fernandes: Os locais das provas do Enem serão divulgados em outubro. No dia 4 de novembro os candidatos vão passar pelas provas de ciências humanas, linguagens e redação. Já no dia 11 de novembro a prova é de matemática e ciências da natureza. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: O Brasil é um dos convidados de honra da 5ª Feira Internacional da China para o Comércio e Serviços.

 

Gabriela: Durante a feira, em Pequim, o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, disse que o evento é uma oportunidade de mostrar o Brasil.

 

Nasi: E, segundo o ministro, o governo trabalha para implantar o visto eletrônico e aumentar o número de turistas chineses por aqui. Hoje, apenas 55 mil chineses visitam o Brasil por ano.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: Os chineses são grandes emissores de turismo, 130 milhões de turistas pelo mundo, o Brasil tem apenas 55 mil turistas, por enquanto, nós precisamos trabalhar duro nisso. E nós, do Ministério do Turismo, que temos aqui na China os visas centers, nós queremos mais, nós queremos o visto eletrônico, que nós estamos lutando para aumentar esse fluxo, e, com esse fluxo, os investimentos.

 

Gabriela: Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge Lima, participou de uma série de reuniões. O grande objetivo é atrair mais investimentos chineses para o Brasil.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge Lima: É uma honra podermos estar trazendo o Brasil para dentro da China, e, com certeza, podermos, com essa oportunidade, melhorarmos as nossas trocas e serviços com um país que é nosso principal parceiro comercial.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e em seguida as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Nasi: Amanhã não tem Voz do Brasil e a gente volta na sexta. Bom feriado para você e até lá.

 

"Brasil, ordem e progresso".