31 DE AGOSTO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Salário mínimo de R$1,6 mil e mais recursos para investimentos em saúde e educação estão previstos no orçamento do ano que vem, enviado hoje pelo governo ao Congresso; R$ 24 milhões vão ser investidos na recuperação de presos com acesso a educação; Caixa vai abrir crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada; Um retrato do país: somos mais de 208 milhões de pessoas você vai ouvir a voz dos brasileiros que estão em cada canto desse Brasil.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 31 de agosto de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Salário mínimo de R$ 1.006

 

Nasi: E mais recursos para investimentos em saúde e educação.

 

Alessandra: É o que prevê o orçamento do ano que vem enviado hoje pelo governo ao Congresso.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Vinte e quatro milhões vão ser investidos na recuperação de presos com acesso à educação. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com o acordo assinado hoje serão criadas cem novas salas aula em estabelecimentos carcerários de todo o país.

 

Nasi: Caixa vai abrir crédito consignado para trabalhadores com Carteira assinada.

 

Alessandra: Um retrato do país.

 

Moradora de Araguainha - Josiane Franco: Todo mundo se com conhece. É uma cidade onde todo mundo é, tipo, família aqui, sabe?

 

Morador de São Paulo - Marcos Bonfim: É muito corre-corre nos metrôs, nos trens.

 

Morador de Simão Dias - Cosmo da Silva: Muitos trabalhadores rurais. A agricultura, aqui é essa a atividade. E plantamos várias coisas, né?

 

Nasi: Somos mais de 208 milhões de pessoas.

 

Alessandra: E você vai ouvir a voz os brasileiros que estão em cada canto desse Brasil.

 

Nasi: Hoje, na apresentação do Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: A gente abre essa edição da Voz do Brasil com um retrato desse país imenso.

 

Alessandra: É, Nasi, somos mais de 208 milhões de brasileiros espalhados por 5.570 municípios.

 

Nasi: São pessoas que moram em grandes cidades, áreas rurais, vilarejos, enfim, os números com a população de cada município foram divulgados nesta semana pelo IBGE.

 

Alessandra: E nesse Brasil de diversidade, conversamos com brasileiros que moram em cada região e vamos conhecer um pouco de cada cantinho desse país.

 

Nasi: A reportagem é de Graziela Mendonça, com produção de Roseneide Evagelista, e trabalhos técnicos de Luiz Emanoel.

 

Repórter Graziela Mendonça: Imagine uma cidade com menos de mil pessoas, pacata, sem violência, onde todos se conhecem. Conseguiu? A moradora de Araguainha, no Mato Grosso, Josiane Franco, dá uma ajudinha.

 

Moradora de Araguainha - Josiane Franco: Todo mundo se conhece cidade. Então, todo mundo é, tipo, família aqui, sabe? É muito unido povo daqui, sabe? A gente precisou do um remédio, faltou na sua casa, você vai num amigo e fala: "Você tem hoje aí uma dipirona, né?".

 

Repórter Graziela Mendonça: A cidade onde Josiane mora tem apenas 956 habitantes, é a terceira menor população de todo o Brasil.

 

Moradora de Araguainha - Josiane Franco: É aqui eu um paredão, tem movimento só mais à noite um pouquinho quando os alunos saem da escola. É uma cidade bem calma, bem pacata.

 

Repórter Graziela Mendonça: E paradão é o que não existe no terra da garoa, dos prédios e do corre-corre. Sim, estamos falando de São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, são 12,2 milhões habitantes. O paulistano Marcos Bonfim, de 39 anos, conta como é viver nesse turbilhão de gente.

 

Morador de São Paulo - Marcos Bonfim: Muita gente sai cedo de casa, né? Não quer chegar atrasado no serviço par causa do patrão. Então, assim, é muito corre-corre nos metrôs, nos trens.

 

Repórter Graziela Mendonça: Assim como milhares de paulistanos, Marcos achou uma saída para viver melhor na capital que nunca para.

 

Morador de São Paulo - Marcos Bonfim: Nossa, pegava o maior trânsito na marginal, chegava aqui no serviço estressado. Aí eu resolvi comprar uma bike e começar a pedalar e chegar sem estresse.

 

Repórter Graziela Mendonça: Grandes metrópoles, cidades médias, interiores, a população de todo o Brasil foi divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Já são 208,5 milhões pessoas vivendo nos 5.570 municípios do país. E esses dados têm uma função muito importante, servem para calcular quanto cada cidade vai receber do Fundo de Participação de Municípios. É o que explica Ernesto Carneiro, coordenador-geral de Análise Informações e Execução das Transferência Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional.

 

Coordenador-geral de Análise Informações e Execução das Transferência Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional - Ernesto Carneiro: E 86% do FPM, ele é distribuído com base na população desses municípios, é o único critério de distribuição.

 

Repórter Graziela Mendonça: Além das capitais, a pesquisa mostrou também que as cidades médias, aquelas com mais de 500 mil habitantes, estão crescendo, elas já concentram cerca de 30% de população do país. É o caso de Ananindeua, que fica no Pará, região Norte. A cidade já foi considerada uma espécie de dormitório da capital, Belém, mas está ganhando vida própria, como conta o comerciante da cidade, Paulo André Medeiros.

 

Morador de Ananindeua - Paulo André Medeiros: Tinha menos opções, mas tinha supermercados grandes, as ruas, uma grande parte delas não era asfaltada. E hoje uma mudança, veio umas redes de supermercados que são de grande porte, que são considerados aqui como atacado.

 

Repórter Graziela Mendonça: Mais da metade da população está concentrada em apenas 5% das cidades do país, as capitais e grandes centros urbanos. Mas é na zona rural de cidades como Simão Dias, em Sergipe, que é produzido o alimento que vai para a mesa dos brasileiros. Lá são um pouco mais de 40 mil habitantes, grande parte agricultores, como esse seu Cosmo da Silva, ele conta como é a vida no local.

 

Morador de Simão Dias - Cosmo da Silva: É, a cidade está pacata, boa de se morar, né? Com muitos trabalhadores rurais. A agricultura, aqui é essa a atividade. E plantamos várias coisas, né? É o milho, né, que nós plantamos. Agricultura mais aqui é o milho.

 

Repórter Graziela Mendonça: Da zona rural do Nordeste, vamos agora para a região Sul. Mais precisamente para Joinville, Santa Catarina, conhecida como cidade dos príncipes, das flores e das bicicletas, ela já é a segunda maior população do estado, atrás apenas da capital, Florianópolis, são mais de 580 mil pessoas. Um dos orgulhos de quem vive por lá é o alto Índice de Desenvolvimento Humano, educação e emprego, como conta a professora Marilete Vitória.

 

Moradora de Joinville - Marilete Vitória: É muito difícil ver o povo reclamar que não tem emprego, sabe? E quem não tem emprego se vira, se vira como autônomo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para a Josiane, da pequena Araguainha, no Mato Grosso, morar em um país com uma população tão grande e diversa é um privilégio.

 

Moradora de Araguainha - Josiane Franco: Eu me sinto uma formiguinha no meio desse povo maravilhoso do Brasil, né? E esse povo tão humilde e solidário.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para ver a população de todos os municípios, basta acessar o site: ibge.gov.br, na aba: estatísticas, população 2018. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Alessandra: O governo apresentou hoje a proposta de orçamento para o ano que vem.

 

Nasi: A lei orçamentária anual, que precisa ser aprovada pelo Congresso, faz uma previsão de quanto o governo vai arrecadar e estabelece a parcela desses recursos que vai destinada a cada área, como saúde e educação.

 

Alessandra: A proposta também estabelece um valor para o salário mínimo, que deve ser, em 2019, um pouco maior do que a previsão inicial, ficou em R$ 1.006.

 

Repórter Pablo Mundim: O governo aumentou a previsão do salário mínimo para R$ 1.006 a partir do ano que vem. A proposta anterior era de R$ 1.002. Para a área da saúde vão ser destinados quase R$ 130 bilhões, para a educação serão R$ 122 bilhões. Valores corrigidos acima do teto de gastos, o que significa um aumento dos investimentos nas duas áreas. De acordo com o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, a proposta buscou garantir os investimentos na área social.

 

Ministro do Planejamento - Esteves Colnago: O que nós buscamos construir foi privilegiar as políticas sociais. Então, nós elencamos aqui por órgãos, quais seriam os órgãos que tiveram o maior acréscimo no seu orçamento. Primeiro local, desenvolvimento social, R$ 50 bilhões, educação, R$ 11 bilhões, defesa, quase R$ 7 bilhões. Enfim, fica claro que nós buscamos na construção do Ploa privilegiar os ministérios ou as áreas que desenvolvem políticas sociais.

 

Repórter Pablo Mundim: O governo também vai propor ao Congresso Nacional o adiamento por um ano do reajuste do funcionalismo do Poder Executivo. Uma Medida Provisória com a proposta vai ser enviada ao Congresso Nacional na semana que vem. Mais o ministro na Fazenda, Eduardo Guardia, explica que mesmo que o adiamento não seja aprovado o orçamento garante os recursos para o reajuste em 2019.

 

Ministro na Fazenda - Eduardo Guardia: É uma medida de prudência, de conservadorismo e de cautela na elaboração do orçamento geral da União. Se a Medida Provisória for aprovada, ao longo da tramitação, recursos adicionais que não mais serão gastos com reajuste do funcionalismo, poderão ser alocados, por exemplo, para aumento dos investimentos públicos previstos para o próximo ano. Caso isso não ocorra, ou seja, a Medida Provisória, por algum motivo, não seja aprovada, o orçamento já está adequado a essa realidade.

 

Repórter Pablo Mundim: O orçamento proposto pelo governo para 2019 prevê também inflação de 4,5% e crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviço produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: A economia brasileira cresceu 0,2% do segundo trimestre no ano em relação aos três meses anteriores.

 

Alessandra: Foi o sexto trimestre de crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB, que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país.

 

Nasi: No período o PIB somou quase R$ 1,7 trilhão.

 

Alessandra: O resultado é fruto do desempenho no setor de serviços, que cresceu 0,3%.

 

Nasi: Nos primeiros seis meses do ano o crescimento da economia é de 1,1%, com destaque para a indústria e o setor de serviços.

 

Alessandra: Ninguém tem dúvida que a educação é um dos pilares para o desenvolvimento de um país.

 

Nasi: E é com a educação que o governo presente enfraquecer o poder de facções criminosas dentro dos presídios e ressocializar os detentos.

 

Alessandra: Para isso foi assinada hoje uma parceria entre os Ministérios da Segurança Pública e da Educação, para ampliar o número de salas de aula nos presídios.

 

Nasi: Também está prevista a criação de uma escola vara qualificar as polícias brasileiras.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Sistema Prisional Brasileiro tem atualmente a terceira maior população carcerária do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China, são 726 mil apenados no Brasil, e, destes, só 12% estudam. A maioria deles, mais de 640 mil, não têm a educação básica completa e essa é uma realidade que o governo pretende mudar. Para isso, os Ministérios de Segurança Pública e da Educação assinaram uma parceria. Serão investidos R$ 24 milhões do Fundo Penitenciário Nacional para ampliar e qualificar a oferta de ensino no sistema prisional. De acordo com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a ideia é investir na formatação educacional para prevenir o crime e dar melhores condições de ressocialização ao preso.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Isso é importante por dois motivos, em primeiro lugar, para a ressocialização futura do preso, para que ele volte a se integrar exatamente à sociedade, o que é importante. E, em segundo lugar, para enfraquecer o poder das facções criminosas, porque se o criminoso não estuda, não se qualifica, se ele não tem trabalho, não tem renda, ele vai ser tornar um servo, um escravo as facções.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com o acordo assinado hoje, serão criadas cem novas salas de aula em estabelecimentos carcerários de todo a país. O governo vai investir também na infraestrutura necessária à transmissão das aulas de apoio e no desenvolvimento de conteúdo para o ensino de jovens e adultos, como explica Rossieli Soares da Silva, ministro da Educação.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares da Silva: Então, nós teremos um professor sempre presencial, mas se a gente for fazer um curso técnico de edificações, por exemplo, nós podemos ter um professor de um instituto federal fazendo a transmissão de uma parte dessa aula para os presídios. Nós estamos trabalhando para que os pilotos ocorram ainda esse ano, até o final do ano, para estar rodando durante todo o ano de 2019.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Ministério Público da Segurança Pública e o Ministério da Educação também assinaram um acordo para criar a Escola Nacional de Segurança Pública e Inteligência para capacitar gestores da área. A ideia é que a futura escola eleve a produtividade, a competência e a capacidade das polícias brasileiras. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: Trabalhadores de Carteira assinada de todo o Brasil vão ser acesso a um empréstimo consignado na Caixa.

 

Nasi: O dinheiro vai sair das contas de FGTS do trabalhador e os juros serão menores do que o de outras operações financeiras.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para ser acesso ao crédito é preciso procurar uma das agências da Caixa Econômica Federal a partir do dia 26 de setembro. Segundo o Ministério do Trabalho, os trabalhadores vão ter acesso a um crédito com juros especiais, mais baixos se comparados ao mercado. O valor poderá ser utilizado, por exemplo, para quitar dívidas, comprar bens ou abrir negócios. O dinheiro vai ser retirado do FGTS do trabalhador. Depois que ele quitar a dívida do empresto consignado o dinheiro é reposto à conta do FGTS. Quase 37 milhões de trabalhadores terão acesso ao crédito em todo o Brasil. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Alessandra: E ainda nesta edição.

 

Nasi: Vamos falar do combate a incêndios.

 

Alessandra: Mais de 36 mil focos já foram registrados neste ano.

 

Nasi: A maior parte provocados pela ação humana.

 

Alessandra: A Petrobras e a empresa Total arremataram a exploração de mais de 14,4 milhões de barris de petróleo do pré-sal.

 

Nasi: O leilão de parcela das áreas do pré-sal da Bacia de Santos vai garantir uma arrecadação de mais de R$ 3 bilhões ao governo ao longo de três anos. A repórter Bruna Saniele tem os detalhes.

 

Repórter Bruna Saniele: O dinheiro arrecadado vai para o Fundo Social e será utilizado em projetos nas áreas de combate à pobreza e de desenvolvimento socioeconômico. A lei prevê ainda que os recursos sejam destinados a outras áreas, como explica o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

 

Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: A possibilidade de colocar em torno de mais uns R$ 3,2 bilhões, a metade dele para o uso na área de educação e saúde e a outra metade compondo o fundo para aplicações do governo na área social.

 

Repórter Bruna Saniele: A expectativa é que até ao final de 2018 a União arrecade cerca de R$ 1 bilhão com a comercialização do petróleo e do gás da Bacia de Santos. Reportagem, Bruna, Saniele.

 

Alessandra: Nessa época do ano o clima é seco em vários estados brasileiros.

 

Nasi: E a falta de chuva é uma preocupação para quem cuida das nossas reservas florestais. As queimadas aumentam drasticamente.

 

Alessandra: Por isso o governo faz uma campanha de conscientização, já que praticamente todos esses incêndios são provocados pelo homem.

 

Repórter Gabriela Noronha: As piscinas de águas correntes do Parque Nacional de Brasília são um convite para um mergulho em meio à natureza da unidade de conservação, que fica a poucos quilômetros do centro da capital. O administrador de empresas Marcelo Pereira é carioca e está de passagem na cidade, e sempre que pode conta que vem se refrescar no parque.

 

Administrador de empresas - Marcelo Pereira: A gente que faz a prática do voo livro, aí quando não dá voo porque está ventando, a gente vem para a piscina.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mas, às vezes, nem as belas piscinas salvam. Quem já está acostumado com o clima de Brasília, como Tânia Rio Branco dos Santos, sabe que a seca castiga.

 

Entrevistada - Tânia Rio Branco dos Santos: A gente fica do nariz ressecado, o céu da boca fica seco, incomoda um pouco na inspiração.

 

Repórter Gabriela Noronha: Além de causar incômodo físico, seca e calor intensos também são uma ameaça. Incêndios florestais e queimadas são comuns nessa época. Neste ano já foram registrados mais de 36 mil focos em todo o país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, o Inpe. De acórdão Christian Belinky, coordenador de Prevenção e Combate de Incêndios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o fogo, em muitos casos, não é o vilão dessa história, mas, sim, quem faz uso errado e criminoso dele.

 

Coordenador de Prevenção e Combate de Incêndios do ICMBio - Christian Belinky: Essa época do ano todo fogo que acontece nas unidades de conservação é causado por humanos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para alertar a população sobre os riscos de incêndio e orientar sobre a conduta responsável, o Governo Federal lançou este mês uma campanha com o slogan 'Saiba lidar com o fogo para não lidar com as consequências'. Segundo, Christian Belinky, a conscientização da população é fundamental.

 

Coordenador de Prevenção e Combate de Incêndios do ICMBio - Christian Belinky: Para a agricultura a gente sabe que o fogo é passível de autorização, né, existe previsão legal para isso. Fora isso, não utilizar fogo nessa época, nem para fogueira, nem para limpeza de terreno, porque agora qualquer fogo, com os ventos fortes, com a temperatura elevada, com a umidade baixa, ele vai crescer e se vai se tornar um incêndio.

 

Repórter Gabriela Noronha: O brasiliense Gustavo Bezerra faz a parte dele, e quando vai ao Parque Nacional fica de olho nas atitudes de outros visitantes.

 

Entrevistado - Gustavo Bezerra: Se eu vejo alguém que está fumando do lado eu costumo até fiscalizar, ser um pouquinho chato, pedir para ter cuidado com a guimba para apagar.

 

Repórter Gabriela Noronha: Realizar queimadas sem autorização é considerado crime no Brasil com pena com dois a quatro anos de reclusão e multa de mais de R$ 3 mil. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Reunir num mesmo espaço agentes de segurança e cidadãos para discutir como realizar abordagens de suspeitos sem desrespeitar as pessoas.

 

Alessandra: Esse é um dos objetivos de um curso que vem sendo realizado do país pelo Ministério dos Direitos Humanos em parceria com o Ministério da Justiça.

 

Nasi: Mais de 4,5 mil pessoas já foram formadas.

 

Repórter Márcia Fernandes: Um policial que acusa um homem negro de praticar um crime que ele não cometeu, um funcionário público que trata mal um estrangeiro que tenta conseguir documentos para trabalhar no Brasil. Casos que, infelizmente, ainda ocorrem no país. Para evitar que situações como essas continuem a se repetir, a Secretária de Políticas de Promoção à Igualdade Racional, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos, ofereceu cursos para a agentes de segurança, gestores públicos e pessoas da sociedade civil. O objetivo é explicar para esses públicos o que é racismo, o que é intolerância religiosa e o que é xenofobia, que é a aversão aos estrangeiros. Para o secretário nacional de Política de Promoção de Igualdade Racional, Juvenal Araújo, os cursos ajudam a desmistificar preconceitos e reduzir a violência.

 

Secretário nacional de Política de Promoção de Igualdade Racional - Juvenal Araújo: Então, nesses momentos de cada situação que que a gente coloca sociedade civil junto com a rede de segurança pública para que a gente possa fomentar ainda mais a cultura da paz.

 

Repórter Márcia Fernandes: A guarda civil Suzane Menezes, participou de uma capacitação em João Pessoa, na Paraíba, ela conta que o curso ajuda os profissionais a agirem na mediação de conflitos.

 

Guarda civil - Suzane Menezes: Nós aprendemos como nós devemos atuar. A importância da mediação diante de uma situação real, né? Porque a figura do mediador, ele vai tentar apaziguar aquela situação de conflito entre as partes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Até agora mais de 4,5 mil pessoas já passaram pela capacitação em 15 estados. Os cursos são de graça e estão previstas novas turmas para cidades como Santos, em São Paulo, Cuiabá, no Mato Grosso, e Salvador, na Bahia, e também para o Rio de Janeiro, local onde a quantidade de inscritos foi muito maior do que o número de vagas. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Alessandra: E o Brasil tem mais de 7,4 mil quilômetros de litoral.

 

Nasi: Muita beleza que pode ser explorada a pé, de carro, avião e também de navio.

 

Alessandra: Os cruzeiros marítimos são um potencial para o turismo e estão crescendo.

 

Nasi: Nesta temporada o número de leitos nos cruzeiros aumentou mais de 10%.

 

Repórter Cleide Lopes: A temporada de cruzeiros pelo Brasil promete. Segundo o ministro do Turismo, o aumento no número de leitos em navios pela costa brasileira chega a 13% em comparação com o ano passado. A temporada começa em novembro e a aposentada Mara Alarcon e o marido, moradores de Brasília, não veem a hora de o passeio chegar. Eles são completando 30 anos de casados e o presente para comemorar as três décadas juntos é um passeio de cruzeiro. Serão 19 dias pelo litoral do Brasil e depois seguindo para a Espanha, França e Itália e a ansiedade da Mara cresce a cada dia.

 

Aposentada - Mara Alarcon: Ah, eu estou bastante ansiosa porque é a minha primeira viagem, né? Então, eu sou, assim, bastante ansiosa, bastante feliz, né? Doida que chegue logo o dia ir.

 

Repórter Cleide Lopes: As empresas de turismo comemoram o crescimento de 30% nas vendas, como conta o diretor de uma grande agência de viagem em Brasília, Cláudio Vila Nova.

 

Diretor de agência de viagem - Cláudio Vila Nova: Na verdade, a gente tem o mesmo número de transatlânticos do ano passado, a diferença é que nós temos embarcações maiores, né? As armaduras de cruzeiros trouxeram embarcações maiores esse ano para essa temporada.

 

Repórter Cleide Lopes: A expansão da oferta de leitos, o aumento da estadia dos navios na costa brasileira e a troca de uma embarcação menor por outra com maior capacidade de passageiros aumentam o número de turística e ainda movimenta a economia. Segundo o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, a ideia é gerar ainda mais empregos para os brasileiros.

 

Ministro do Turismo - Vinícius Lummertz: Um em cada cinco postos de trabalho do mundo nos últimos anos foi gerado pelo turismo de forma direta e indireta. Estou falando um em cinco, né? Vinte por cento é muito e no Brasil isso pode acontecer também, cada vez mais se nós acelerarmos o apoio ao turismo.

 

Repórter Cleide Lopes: E belas praias pelo Brasil é o que não faltam. O Balneário Camboriú, em Santa Catarina, por exemplo, além das belezas, é famosa por suas noites agitadas, possui a mais ampla estrutura do Sul do país, pronta para receber milhares de turistas durante todo o ano. Então, é só escolher o destino e se lançar ao mar. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Alessandra: A campanha nacional de vacinação contra a pólio e o sarampo terminou hoje.

 

Nasi: Dados preliminares do Ministério da Saúde mostram que 80% das crianças de um a menores de cinco anos foram imunizadas.

 

Alessandra: Os estados do Amapá, Rondônia e Pernambuco atingiram a meta do Ministério da Saúde com a vacinação de mais de 95% do público.

 

Nasi: O estado do Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Distrito Federal, Amazonas e Acre.

 

Alessandra: Os estados e os municípios que não atingiram a meta foram orientados a abrir os postos amanhã.

 

Nasi: Em setembro os brasileiros precisam continuar atentos ao consumo de energia.

 

Alessandra: É que a bandeira tarifária para este mês ainda será vermelha no patamar dois, o mais alto do sistema.

 

Nasi: Isso significa um custo adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts/hora de energia consumidos.

 

Alessandra: Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, um dos motivos é o nível dos reservatórios, que ainda está baixo por causa da falta de chuvas.

 

Nasi: As bandeiras tarifárias significam mais transparência ao consumidor, indicando se a energia está custando mais ou menos por conta das condições de geração no país.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Alessandra: Uma boa noite para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".