Trabalho escravo: Inspeção do Trabalho revela perfil dos resgatados

De acordo com os dados da inspeção do Trabalho, quase metade dos trabalhadores maiores de 18 anos resgatados pelas equipes de fiscalização, nunca teve emprego formal.

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Transcrição

Dados da fiscalização do combate ao trabalho análogo ao de escravo em 2018, constataram que quase metade dos trabalhadores maiores de 18 anos resgatados pelas equipes de fiscalização nunca teve emprego formal. Em 2018, a fiscalização encontrou 1.723 pessoas trabalhando em condições análogas às de escravo, das quais 1.113 foram resgatadas; os infratores pagaram R$ 3.4 milhões em verbas salariais e rescisórias.

 

As informações, que têm como base dados do seguro-desemprego do trabalhador resgatado e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam também que 87% dos trabalhadores resgatados eram homens e 13%, mulheres; 22% deles tinham apenas até o 5º ano do ensino fundamental; 18% possuíam ensino fundamental completo e 11% eram analfabetos.

 

Quanto à origem, 48% residiam no Nordeste, 28% do Sudeste, 13% do Norte, 10% do Centro-Oeste e 1% da região Sul.

Da Rede Nacional de Rádio, em Brasília, Suzette Calderon