Senad reformula os sistemas de gestão de ativos do governo federal para vender 80 mil bens apreendidos do tráfico de drogas

O objetivo é tornar o processo de venda mais rápido para evitar perda de valor do patrimônio e converter os recursos em investimentos públicos de prevenção, tratamento e políticas do Fundo Nacional Antidrogas

audio/mpeg 12-06-19 - ROSAMELIA - BENS APREENDIDOS - VAL 17-06.mp3 — 2829 KB

Duração: 1m30s




Transcrição

Para limpar um estoque de cerca de 80 mil bens apreendidos em processos judiciais, boa parte envolvendo tráfico de drogas, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) reformula os sistemas de gestão de ativos do governo federal.

 

Segundo o Diretor de Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Igor Montezuma, em média, um processo demora de oito a nove anos para ser finalizado, até que a Senad tome conhecimento e possa alienar o bem – que vai de casas e apartamentos a aeronaves, carros, joias e bens de luxo.

 

Para ele, “É um modelo falido, que não funciona.

 

Em 2018, a Senad vendeu 1500 bens. Se há um estoque não confirmado de 80 mil bens, quanto tempo seria necessário para alienar tudo?”, questiona Montezuma.

 

Para reverter esse cenário, além de ter contratado leiloeiros em cinco Estados, a Senad trabalha para sensibilizar o Poder Judiciário a executar a chamada alienação antecipada dos bens apreendidos. É uma forma de evitar perda de valor do patrimônio e converter os valores em investimentos públicos de prevenção, tratamento e políticas do Fundo Nacional Antidrogas.