O Brasil é uma potência agrícola e ambiental, diz ministra no Japão

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, iniciou nesta quinta-feira (9) agenda de compromissos no Japão. O primeiro foi uma reunião com o vice-presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), Kazuhiko Koshikawa, e demais membros da organização. Na reunião, a ministra, acompanhada do embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Saboia, apresentou dados da produção agrícola e áreas com potencial de investimento externo. Tereza Cristina ressaltou que a Jica é uma “parceira de longa data” do Brasil, citando o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), que tem mais de 40 anos de criação. A Jica comprometeu-se em ajudar o Brasil a atrair investimento japoneses para infraestrutura de transporte dos produtos agropecuários (ferrovias, rodovias e aeroportos). Depois, a delegação brasileira reuniu-se com a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). Aos empresários japoneses, a ministra Tereza Cristina apresentou os setores do agronegócio com interesse em investimentos externos e disse que há oportunidades nas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro. A ministra destacou ainda que além de "uma potência agrícola, o Brasil é também uma potência ambiental". Ela citou que 66% do território nacional são cobertos de vegetação nativa e que o Código Florestal determina ao agricultor conservar de 20% a 80% da vegetação nativa, dependendo do bioma. Outra medida destacada pela ministra é a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iPLF), que integra o Programa Agricultura de Baixo Carbono. Em 2016, conforme a ministra, cerca de 12,6 milhões de hectares já adotavam a prática de iPLF.

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