Conab aponta queda na produção de café

De acordo com 1º Levantamento da Safra de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de café no Brasil deve reduzir este ano, podendo ficar entre 50,48 e 54,48 milhões de sacas beneficiadas. Isso se deve a influência da bienalidade negativa nos cafezais, processo natural em que a planta se recupera do maior direcionamento de energia para a frutificação na safra passada, principalmente na espécie arábica. O volume total que inclui também o conilon, menos atingido pelo fenômeno, perde cerca de nove milhões de sacas para safra 2018 que foi a maior colheita da série histórica do grão. A produção do café arábica está estimada entre 36,12 e 38,16 milhões de sacas, apresentando uma redução comparativa à colheita passada. Já o conilon tem comportamento inverso, com possibilidade de atingir entre 14,36 e 16,33 milhões de sacas. O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silvio Farnese, explicou que o clima favorável ajudou no princípio da safra, apesar das crises climáticas. Ele afirmou que com a safra atual o país conseguirá atender os seus compromissos internos e externos. O Espírito Santo, que responde pela maior produção do café conilon com cerca de 65% do total do país, deve registrar as marcas entre 12,48 e 14,73 milhões de sacas, semelhante às da safra anterior. O estado mais prejudicado pelo fenômeno é o estado de Minas Gerais, responsável por mais da metade do volume colhido no país, podendo alcançar entre 26,4 e 27,7 milhões de sacas contra a boa marca de 33,36 milhões da safra passada, que foi de bienalidade positiva. O destaque da produção estadual é a região Sul do estado, que tem uma perspectiva de produção entre 14,49 e 15,18 milhões de sacas. Para mais informações sobre o 1º Levantamento da Safra de Café, acesse o site da Conab: www.conab.gov.br

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