Aquicultores querem atividade ligada integralmente ao Ministério da Agricultura

Os aquicultores brasileiros estão reivindicando o que o setor volte a ser regulado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em audiência com o ministro Blairo Maggi nesta sexta-feira (16), o presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, (Peixe BR), Francisco Medeiros, argumentou com o fato de que a aquicultura é uma atividade do agronegócio que produz commódities, sendo que todas as questões de licenciamento, produção e processamento já são disciplinadas pelo Mapa. Acompanhado de outros representantes da entidade, Medeiros pediu ao ministro apoio à reivindicação do setor. Eles alegam que estão sendo prejudicados por falta de uma política mais especifica para os produtores de peixe em cativeiro. Essa produção envolve uma cadeia que inclui fábricas de ração, medicamentos e frigoríficos, todos fiscalizados e cadastrados junto à Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa. O presidente da Peixe BR lembrou que a única atividade fora do Mapa é o licenciamento de cessão de águas para produção de peixes. Em documento entregue ao ministro Blairo Maggi, os aquicultores apontam que somente no período em que esteve no Mapa foram liberadas mais de 120 mil toneladas para a produção em áreas aquícolas de processos que estavam tramitando, correspondendo a 80% do total liberado desde 2009, quando foi criado o Ministério da Pesca. No ano passado, foram produzidas no Brasil mais de 700 mil toneladas de peixe em cativeiro, sendo mais de 50% de tilápia, que é também o mais exportado. O setor vem crescendo cerca de 15% ao ano, mas, de acordo com a Peixe BR, poderia crescer 25%. O ministro disse que apoia a reivindicação dos produtores.

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